Os segundos que eles passaram se olhando pareceram durar uma eternidade. Não adiantava ela calar-se ou tentar disfarçar, pois seu olhar revelou a Hugh que ela ainda o amava, que ela ainda o desejava. Sem perder o contato visual, Hugh puxou o corpo dela contra o seu e com a outra mão agarrou aquela cintura fina que ele tanto adorava. O corpo de Lisa tremeu quando se chocou ao dele, suas pernas ficaram bambas e ele colou seus lábios no dela dando inicio ao beijo tão desejado por ambos.

Ela encontrava-se nas pontas dos pés, tentando alcançar os seus lábios. As mãos dela apertavam-lhe os braços ao ritmo do beijo, enquanto a língua dele se aprofundava em sua boca. Lisa parecia se desmanchar nos braços dele. Completamente molhada, derretia-se de desejo por aquele homem que sempre foi algo bastante complicado em sua vida.

O beijo foi finalizado quando eles necessitaram de ar.

- Eu não vim aqui para isso, Hugh. - com a testa encostada no peito dele, ela buscava o ar que o beijo havia lhe tirado, podendo ouvir o quanto o coração dele batia forte.

- Eu não vou deixar você ir embora. Não antes de te amar. - suas mãos acarinhavam os cachos macios dos cabelos dela. - Faça amor comigo, Lisa. - pediu ao erguer o rosto dela e olhar em seus olhos.

- Não. - ela resistiu tirando as mãos dele de seu rosto. - Robert não merece isso. - afastou-se dele e foi direto na porta, abrindo-a. Hugh a fechou bruscamente antes que ela pudesse sair.

- A quem você quer enganar? - perguntou ainda segurando a maçaneta. - Se você realmente se importasse com ele não estaria aqui. E não seria a primeira vez que ficaríamos juntos, mesmo você namorando. - disse-lhe áspero.

- Às vezes eu me odeio por tentar e não conseguir te esquecer. Por sempre ceder a você. Sempre. - ela falava sentindo raiva de si mesmo.

- Você vai se odiar ainda mais se sair por essa porta. - ele solta a maçaneta e se aproxima dela. - Sei que você quer isso tanto quanto eu. Posso ver em seus olhos. - ele a encurralou na parede.

- Esse seu tom pretensioso me irrita, sabia? - ela o fez sorrir.

- Você não sabe quantas noites sonhei com você e acordei excitado. - seus dedos emaranhavam-se nos cabelos dela, enquanto uma das mãos a segurou pela nuca, aproximando ainda mais os seus corpos. - Senti tanta falta do seu cheiro. - sussurrou em sua orelha. - Da sua pele. - beijou-lhe o pescoço. - Do seu corpo em meus braços. - desceu suas mãos e segurou-lhe a bunda.

Lisa suspirava, mais uma vez e depois de tanto tempo estava entregue a ele, ela nunca conseguia controlar os seus desejos em relação a ele, nunca. Ele continuava a falar...

- Me desculpa por nunca ter sido o homem que realmente você merecia. Mas saiba que você é a mulher mais incrível que já conheci e a que mais amei também. -
disse-lhe olhando em seus olhos.

- Tem certeza que quer continuar falando? - ela o fez rir mais uma vez. Necessitava ouvir aquilo dele, mas precisava ainda mais de senti-lo dentro dela.

Ele a beijou antes de levá-la para o quarto, não se desgrudaram um minuto sequer durante o caminho. Ao entrar Hugh fechou a porta atrás dele, tirou o vestido dela com uma facilidade na qual nem ele sabia como havia obtido, e deitou-a sobre a cama. Voltando a colar seus lábios, ele sentia sua camisa sendo tirada, separou seus lábios dos dela por alguns instantes para livrar-se da camisa e logo voltou a beijá-la, dessa vez descendo seus beijos pelo pescoço até chegar aos seios dela. Ainda com a proteção do sutiã, Hugh mordiscou o mamilo que parecia querer furar a fina renda, de tão rígido que estava, enquanto uma de suas mãos dava atenção ao outro seio, apertando-o.

Lisa soltava alguns discretos gemidos... Seu peito arfava num subir e
descer, deixando Hugh louco de desejo. Ele continua seu caminho pecaminoso naquele corpo que era a perdição de qualquer mortal e desce seus lábios cheios de desejo e saudade passeando-os pela barriga lisinha, perfeita, assim como todo o resto do corpo dela. Lisa ansiava para que ele chegasse logo em seu sexo, e Hugh sentindo isso, fez questão de demorar mais um pouco ali, só para provocá-la ainda mais.

- Hugh... - ela queria que ele acabasse com aquela tortura. Sim, aquilo estava sendo uma tortura para ela.

Hugh levantou a cabeça para olhá-la e sorriu ao vê-la tão necessitada do seu toque. Ele brincou o dedo no umbigo dela, escorregou a mão vagarosamente para o sexo ainda coberto pela pequena calcinha de cor lilás. Lisa gemeu só com o leve toque da mão em seu sexo. Ela implorava mentalmente para que aquela mão a tocasse mais profundamente. Seu membro latejou quando ele sentiu a calcinha encharcada entre seus dedos, e a boca salivou no desejo de sentir o gosto da intimidade dela mais uma vez. Tirando a mão encostou os lábios depositando um beijo, fazendo Lisa suspirar de ansiedade pelo próximo toque. Ele resolveu ''brincar'' um pouco, não usaria mão, dedo, boca ou língua para acariciá-la. Não agora, no momento a idéia era só usar o nariz e nada mais. Hugh começou a estimular o clitóris com seu nariz, esfregando-o por cima da calcinha fazendo a renda roçar no sexo dela. Ele ia ouvindo os gemidos de Lisa aumentar, enquanto segurava firme em sua cintura e dançava o nariz nela.

Lisa gemia e mordia os lábios sorrindo, não entendia porque porra ele não arrancava a calcinha dela de uma vez e a chupava como ela tanto queria. Desejava que ele fizesse um bom sexo oral e não um sexo ''nasal'' como ele estava fazendo. Hugh sempre brincava com o corpo dela na hora do sexo, adorava vê-la sorrindo quando se amavam. A cada novo encontro que eles tinham, ele parecia uma criança quando ganhava um brinquedinho novo e corria ansiosa para usar o mesmo. Lisa queria que ele a tocasse, estava morrendo de saudade da intensidade que era cada toque da enorme mão dele em seu corpo. Mas ela não reclamou, até porque o resultado estava sendo tão bom quanto. Com o nariz entre as pernas dela e uma das mãos no seio, Hugh a fez ter o seu primeiro orgasmo da noite. Ela não acreditava como ele conseguiu fazer aquilo, mas fez. Qualquer coisa que ele fizesse em seu corpo, ela gozaria. Poderia apenas falar algo erótico ou olhá-la de uma forma que só ele sabia olhar, que ela se excitaria a tal ponto. Hugh arrancou a calcinha dela e tirou seu short que mais parecia ser um pijama. Ainda ofegante ela sorria, tendo novamente o peso do corpo dele sobre o dela. Assim que ele a beijou, ela girou o corpo e ficou sobre Hugh.

- Tenho pressa de te sentir dentro de mim. - disse-lhe tirando o sutiã, jogando-o num canto qualquer.

Hugh direcionou seu olhar para os belos seios, lambendo os lábios com um imenso desejo de sugá-los. Lisa desceu um caminho de beijos pelo peito dele, escorregou uma das mãos e segurou firme em seu membro, fazendo Hugh soltar um longo gemido. Sem mais rodeios ela tirou-lhe a cueca e em seguida montou sobre ele.

- Você não sabe o quão incrível é a imagem que tenho daqui. - falou ao desenhar o corpo dela com o olhar.

- Eu também tenho uma ótima daqui. Poderia até medir em polegadas. - mordeu os lábios ao direcionar o olhar para o membro dele já enorme, ereto, pronto ha bastante tempo para ela.

Lisa o fitou provocativamente, e então segurou o pênis dele e finalmente o levou para dentro dela, fazendo ambos soltarem um leve gemido. Posicionou-se melhor, acostumando-se ao seu tamanho e começou os movimentos. Despidos de roupa, medos, memórias de um passado recente em desilusão e saudade. Tremiam em um
síncope misto de dor e prazer, entorpecidos pelo calor que provocavam juntos. Ela Balançava os quadris para frente e para trás, num movimento febril e compassado, e pegando nas mãos dele pousou-as em seus seios. O seu coração batia veloz à medida que ela aumentava o ritmo, acelerava o passo. E balança, fascinante, dona de si à medida que os dedos de Hugh lhe vincavam a cintura, cerrados pelo tamanho deleite. Assim se mantiveram, escravos do prazer até que o corpo cedeu, até que Hugh se deu. E deitados, esgotados, foram reacendendo uma paixão difícil de controlar, nas três vezes seguintes que naquela mesma noite se tornaram, fisicamente, um só.

Lisa se deu conta de como já estava tarde, vestiu-se para poder ir embora. Não queria ir, mas era o mais certo a se fazer. Hugh vestiu o short para acompanhá-la até a porta, chegando à mesma eles pararam, se olharam e desejaram poder reviver aquela noite todos os dias, mas, infelizmente, o desejo de ambos não poderia se realizar, não até que um deles se desse conta de como estava sendo burro deixando de viver a felicidade que lhe pertencia.

- Se eu pudesse te amarrava no pé da minha cama, pra que você não fosse embora. - disse olhando-a. Ela riu, achando aquilo tão bobo e ao mesmo tempo tão meigo.

- Você não precisa de cordas para me prender. - segurou a maçaneta da porta. - Tem algo mais forte que isso: o meu amor. – disse se preparando pra sair.

Hugh empurrou a porta, fechando-a. Agarrou Lisa e a beijou fazendo com que a força do beijo a jogasse contra a parede.

- Não vá! - pediu ofegante penetrando-a com o olhar.

- Uma hora eu terei que ir... É melhor que seja agora. - ela acarinhou o peito nu dele, deixou-lhe um beijo no mesmo, abriu a porta e partiu.