Tudo o que ela mais desejava estava acontecendo. Tudo o que ela queria ''ouvir'' dele estava ali, naquele e-mail. Tudo! Seus pensamentos festejavam em lágrimas que continuavam a escorrer incessantemente por seu belo rosto. Ela sorria feito uma adolescente boba quando é pedida em namoro.

Sem pensar duas vezes, Lisa saltou da cama e caminhou em direção ao closet. Precisava vestir-se, iria procurá-lo e não poderia ir de pijama. Pegando o primeiro vestido confortável que encontrou, ela viu-se olhando para o mesmo e sentiu uma avalanche de dúvidas tomarem conta de seus pensamentos. '

'Será que eu devo ir? Já é tarde... E se ele achou que não o queria mais porque demorei pra responder, no caso, não respondi? Será que ele ainda está aqui, em Los Angeles?'' Ela encarava o vestido sobre a cama enquanto pensava, como se o vestido fosse de alguma forma responder-lhe algo.

Sacudindo a cabeça como quem se livra das dúvidas, Lisa decidiu que iria sim ao encontro do Hugh.

Já era um pouco tarde e Hugh tinha acabado de deitar, e estava pegando no sono quando foi desperto ao ouvir algumas suaves batidas na porta. Ele levantou sonolento e caminhou vagarosamente até a porta se perguntando quem poderia ser àquela hora.

- Lisa! - falou surpreso ao abrir a porta. Realmente ele não a esperava.

- Posso entrar? - perguntou com um meio sorriso e os olhos com certo alivio por ele estar em casa.

Hugh a deu espaço para que ela entrasse. Ele fechou a porta sem tirar os olhos dela. Seu olhar era surpreso, confuso.

- Eu li seu e-mail. - disse respondendo a pergunta que estava presa nos pensamentos dele.

- Desculpa te acordar, sei que já é tarde. - desculpou-se com uma expressão séria.

- Tudo bem. Vamos sentar um pouco. - ele caminhou até o sofá e sentou, ela o acompanhou fazendo o mesmo.

Ao sentar ela cruzou as pernas e o vestido subiu um pouco, ficando mais curto deixando uma pequena parte de suas penas de fora. Hugh involuntariamente olhou para as pernas dela e babou por alguns instantes, desejando por sua vez tocá-las, mas resistiu, sabia que era preciso ouvir o que ela tinha a lhe dizer.

Lisa sorriu ao notar o seu olhar dele em suas pernas. O modo como ele a olhava a excitava.

- Não respondi o e-mail porque só o vi hoje. Acho que esperei tanto por ele que acabei parando de checar. - explicou com os olhos cheios de desejo.

Ela o olhava querendo que ele a beijasse forte, quente. Quase um mês sem vê-lo, sem tocá-lo e parecia uma eternidade. Ela queria ter encontrado a fúria da paixão dele por ela ao ter entrado por aquela porta, mas o que viu foi um Hugh extremamente sério e um tanto quanto frio.

- Foi uma semana corrida, como te expliquei no e-mail. - ele parecia um pouco desconfortável ao lembrar-se de tudo o que havia dito no e-mail, uma ponta de constrangimento surgia no rosto dele quando o assunto era tocado. Não foi fácil dizer tudo aquilo.

- Eu sei e compreendi. Vim aqui porque achei que a melhor resposta pra ele seria esse encontro.

- E o seu namorado? - a palavra ''encontro'' soou diferente para ele dessa vez. Parecia que ela não sentia mais receios em vê-lo ou qualquer peso na consciência.

- Terminamos. - respondeu parecendo aliviada.

A expressão de Hugh mudou na hora. ''Ela está sozinha, sem aquela espécie de vagabundo metido a artista'', pensou aliviando sua mente. Ele sorriu por dentro com seus próprios pensamentos e ela pôde notar um sorriso escondido nos lábios dele. Seus olhos vislumbravam um ao outro, um silencio delicioso se formou na pequena sala de estar, enquanto que na mente da Lisa o barulho era ensurdecedor: Me beija! Ela gritava mentalmente. Eu quero você! Pedia na profundidade de seus pensamentos.

Ela mesma poderia fazer isso: beijá-lo. Mas Lisa queria que ele o fizesse como nos velhos tempos de gravações, nos quais ele a agarrava num canto escondido do set para poder acariciá-la. Ela não conseguiu evitar o sorriso que a lembrança trouxe.

- O que foi? - a olhou curioso, queria saber o motivo daquele sorriso.

- Nada. - desconversou com um sorriso ainda maior, escancarando seus dentes brancos, perfeitos.

- Resolveu voltar com a barba? - se aproximou e acariciou suavemente o rosto dele.

- Sim. Quando a série acabou me livrei dela porque me fazia lembrar você. - ele pôs sua mão sobre a dela, que ainda continuava no rosto dele.

- Agora não tenho por tentar te esquecer. - beijou-lhe a palma da mão e em seguida mordeu, deixando por alguns segundos as marcas de seus dentes nela.

Lisa mordeu os lábios e Hugh salivou no desejo de sugá-los e assim o fez. Sua língua desenfreada adentrou-lhe a boca faminta, necessitada de seus beijos. Ela segurou a cabeça dele com as duas mãos e ao sentir a mão dele por entre suas pernas, agarrou os poucos cabelos de sua nuca e puxou-os de leve. Ela sentiu um leve gemido em sua boca e os lábios de ambos não se desgrudavam. O sugar de línguas era intenso, forte.

- Seu gosto nunca saiu da minha boca. - ele disse ofegante olhando em seus olhos.

Ela avançou e mordeu-lhe o lábio inferior. Hugh segurou-lhe o queixo e erguendo-o deu uma mordida de leve, enquanto ia seguindo o seu caminho para o pescoço dela. Seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo dando-o uma visibilidade maior. Lisa tirou o casaco que a cobria e logo após a camisa de Hugh.

- Esse seu cheiro... - sussurrou com os lábios no peito dele.

- Como consegui viver sem... - explorando toda sua extensão com beijos sôfregos.

Ele a colocou em seu colo e deslizando o vestido pelo corpo dela, foi tirando-o ate
passá-lo por sua cabeça o deixando ir rumo ao chão. Olhou-a com adoração, agradecendo aos céus por estar vivo, sentindo-se o cara mais filho da puta de sorte por poder tocá-la, despi-la, amá-la. Tirou o elástico do cabelo dela e os assistiu caírem sobre os ombros nus. Beijando-lhe o ombro e pescoço, esticou o braço para puxar a mesinha de centro que tinha na frente deles para mais perto, e conseguindo deitou-a sobre a mesma. As costas nuas em contato com o vidro frio da mesa fez o corpo dela arrepiar-se. Hugh com as pontas dos dedos pegou em cada lado no elástico da calcinha, que por sua vez era de cor vinho, e deslizou devagar por entre as pernas dela ate tirá-la por completo. Amassou-a em sua mão direita e a cheirou inspirando profundamente o perfume que ela continha. Cheiro de excitação, de sexo.

A posição na qual Lisa se encontrava era de total exposição. Seus cotovelos apoiados na mesinha, os pés sobre os joelhos dele e suas pernas totalmente abertas. Sua excitação escorria livremente por seu sexo, ela já se encontrava molhada ha muito tempo. Hugh olhou para o sexo exposto, encharcado e apertou-lhe os tornozelos em suas mãos como se descarregasse parte da força de seu desejo naquele aperto. Nossa, como ela estava excitada, poderia gozar só com a intensidade daquele olhar que ele repousou por alguns instantes nela.

Ele mordia e beijava-lhe um dos pés, fazendo o mesmo por entre as coxas macias. Os pequenos gemidos que Lisa soltava iam deixando Hugh cada vez mais duro, cada vez mais pronto. Erguendo as pernas dela, Hugh colocou uma sobre cada ombro dele, enterrou sua cabeça entre elas e começou a chupá-la feroz e suave ao mesmo tempo. Lisa tinha um gosto incrível, saboreá-la era se transportar para outro mundo, para outra vida onde a única coisa que existia era o prazer. Sua língua a punia da forma mais deliciosa que uma tortura pudesse ser. Sim, tortura porque ela desejava desesperadamente senti-lo dentro dela o mais rápido possível.

Lisa se contorcia na pequena mesa de centro, a língua dele a lambuzava cada vez mais e suas forças estavam se esgotando à medida que ela chegava a beira do abismo com a cabeça jogada para trás. Agora eram os dedos dele que deslizavam nela, explorando cada dobra como se estivesse acariciando uma obra de arte das mais raras do mundo. Dois fizeram-se convidados dentro dela, entrando e saindo para seu desespero maravilhoso. E num ultimo golpe ao abocanhar o clitóris dela com os dentes, ele a empurrou do precipício e Lisa gritou alto num orgasmo intenso, caindo em um gozo profundo chamando por Hugh.

Hugh encostado no sofá a observava com uma expressão de orgulho com o que tinha acabado de ter feito com ela, agora mais excitado do que nunca chupando os dedos que ha segundos atrás estavam dentro dela. Ofegante e ainda tremula Lisa ainda se recuperava do incrível orgasmo, quando levantou o corpo e tirou-lhe o short do pijama e cueca, sem desviar o olhar de Hugh. Segurou-lhe o membro duro. Porra, como ele era grande meu Deus. Sua boca salivou no desejo de prová-lo, de guiá-lo para dentro dela. Hugh ficou de pé antes que ela fizesse o que pretendia, puxou-a pelos braços e grudados pelo beijo foram cambaleando em direção ao quarto, deixando o sutiã no meio do caminho. Ao encontrar a primeira parede antes de chegar ao quarto, Hugh prensou-a na mesma fazendo-a gemer. Segurou firme nas pernas dela, levantou-a e as colocou ao redor da sua cintura. Sem conseguir esperar ate chegar ao quarto ele a penetrou com força e as costas dela bateu forte na parede. Lisa gritou apertando suas pernas na cintura dele. Ele a desencostou da parede e seguiu seu caminho para o quarto, com seus corpos ainda encaixados. Ao chegar à porta mais uma batida na parede, levando-o mais fundo dentro dela, ouvindo seu nome ser pronunciado num grito de prazer.

Finalmente entraram no quarto e deitaram na cama. Os mamilos de Lisa eram sugados com total empenho, dedicação e desejo. Começaram a loucura dos movimentos insanos de 'entra e sai'. Não tardou muito para que ambos gozassem. Hugh deixou seu corpo descansar um pouco sobre o dela e em seguida saiu devagar de dentro dela, deitando ao seu lado, puxando-a para o aconchego de seus braços.

- Porque?- perguntou Hugh acariciando os cabelos dela molhados de suor.

- Porque o quê? - ela levantou o rosto para olhar o dele.

- Porque fiquei tanto tempo sem você?

- Porque você é um idiota. - disse-lhe voltando a olhar seu peito nu.

Ele sorriu, virou seu corpo e ficou sobre o dela para poder olhá-la nos olhos.

- Um idiota que te ama, que sempre te amou.

- Eu também te amo. - eles se beijaram e o dentro e fora recomeçou...

O dia já estava claro quando Hugh acordou da maravilhosa noite que teve. Seu braço meio que dormente estava por baixo do corpo de sua amada, que ainda dormia encantadoramente sobre corpo dele. Ele velava o sono dela como se estivesse admirando um anjo. E por alguns instantes permaneceu assim olhando-a, sabendo, tão lucidamente como sabe que vai morrer um dia, que a amava mais do que tudo o que jamais viu ou imaginou neste mundo, ou o que pudesse esperar em qualquer outro.