Capitulo dois
Depois que tudo estava pronto ali, Severo se permitiu ficar quieto ao lado de Harry, depois de ter depositado a lembrança daquele dia em que Dumbledore mandou que ele lhe matasse, e por tudo que era mais sagrado Severo preferiu ficar de cabeça baixa, odiava ter que encarar aquela lembrança, pois nunca queria ter matado aquele homem que um dia foi um pai para ele. Severo sinceramente não gostava daquela lembrança. Harry sentiu o sofrimento de Severo e ficou do lado dele enquanto assistia o telão.
Lembrança
Severo e Dumbledore estavam na sala do diretor de Hogwarts nas férias. Severo estava andando em círculos ele não estava querendo acreditar que tinha feito o voto perpetuo com a louca da Narcisa Malfoy.
Dumbledore estava calmo segurando a mão murcha, o ancião estava cada vez preocupado com aquela mão.
-Severo, é melhor você cumprir o voto...
-EU NÃO VOU MATAR VOCÊ NO LUGAR DE DRACO MALFOY! –gritou raivoso, ele não queria aquilo.
-Você fez o voto, lembre-se Harry vai precisar de você para destruir Voldemort. Você não pode morrer antes de ajudar o menino. –disse Dumbledore calmo.
-Maldito, eu já lhe disse que eu nunca vou ajudar aquele moleque arrogante...
-É melhor você se lembrar do sentimento que nutre pelo rapaz. Não vale a pena fugir do que sente, só porque o menino se parece com o seu antigo rival. Realmente não vale a pena deixar de sentir isso, todos sabem que você merece ser feliz como nunca foi. –disse Dumbledore.
-E você sabe tão bem como eu que o menino me odeia, prefiro morrer mesmo. –respondeu um pouco triste e encarando a janela.
-Não fale do que não sabe. –respondeu Dumbledore.
Severo não respondeu, apenas ficou ali encarando o lago negro, estava triste no momento. Estava irritado também. Severo queria sair dali e ficar sozinho, mas sabia que o velho ainda tinha algo pra lhe dizer.
-Severo, eu quero que você me prometa que vai me matar. Essa é a minha verdadeira razão por eu ter concordado quando você fez o voto perpetuo...
-Eu não posso Dumbledore! Sabe disso, não posso matar o homem que é um pai pra mim! –disse um pouco bravo.
-A minha mão é razão porque eu quero que você me mate, esse veneno não tem cura Severo. –disse Dumbledore.
-Você não tinha nenhuma razão para tocar nesse anel, porque raios você foi tocar o anel? Devia ter procurando feitiços primeiro antes de coloca-lo no dedo, acaso esqueceu de quem estamos falando aqui? –perguntou Severo irritado com o diretor.
-Estamos falando de Voldemort e dai? Ele vai ser morto por Harry eu garanto. –respondeu o velhote cético.
-Você não pode ficar tão confiante assim. Nunca se sabe no futuro Dumbledore, e você confia demais nas pessoas, devia parar pra pensar o que as pessoas pensam e agem desse jeito antes de acabar criando um laço mais forte com elas. –respondeu Severo voltando a fitar o lago negro.
-Severo você esta bem? –perguntou Dumbledore ao ver que o homem começou a ficar quieto no canto dele.
-Mas é claro que não estou bem! Merlin sabe que eu nunca mataria alguém. Merda de vida, não sei por que fui me juntar a essa escoria de homem! Saco minha mãe tinha razão desde o inicio, devia ter dado ouvidos á ela desde sempre. Maldição! –disse Severo não sendo muito coerente.
-O que você esta querendo me dizer com isso? –perguntou Dumbledore confuso.
-Estou querendo dizer que minha mãe sempre tinha razão para essas loucuras que eu fazia na minha vida e olha que ela ainda tem! Eu visito minha mãe, Dumbledore, eu não esqueci quem me colocou no mundo! Acho que já esta mais que na hora eu desistir de tudo e ser um homem que sempre quis ser, livre, mas não pense que eu vou deixar você tomar as providencias disso, você sempre me pediu e me empurrou para aquele homem, mas agora eu não vou voltar mais para aquele ser sombrio. –respondeu.
-Nem mesmo cumprir o meu desejo de morte? Para salvar a sua pele e de Draco? –perguntou Dumbledore ansioso pela resposta.
-Mas é claro que eu não vou cumprir isso, não pode me obrigar a matar você! Eu não fiz nenhum voto com você e nem vou fazer. –respondeu saindo da janela e saindo da sala do diretor com raiva.
Mudança de lembrança
Dumbledore estava no alto da torre de astronomia encarando Draco Malfoy e Severo Snape.
-Severo, por favor. –disse Dumbledore.
-Vá Draco, preciso falar com esse velhote. –disse Snape carrancudo para o menino.
O garoto correu pra fora da sala, mas Amico e Aleto Carrow puxou o menino pra dentro. Draco ficou preso nos braços de Greyback. O garoto ficou tão assustado que não ousava a se mexer.
-A tarefa é sua Malfoy! Vai amarelar assim? Quer que o Lord puna você e sua mãe e seu pai? –disse Amico todo cheio de veneno na voz.
Draco ficou assustado com aquilo, ele não queria perder os pais. Severo suou frio, ele não sabia o que fazer ali, não agora que viu Draco preso nos braços de Greyback.
-Severo, por favor, não deixe que Malfoy faça isso. –disse Dumbledore.
-Não, vou fazer nada velhote. Draco acabe com isso, eu não tenho a noite inteira com você. –disse Snape carrancudo com o menino.
Draco foi solto dos braços do grandalhão. Assim que o menino estava solto dos braços de Greyback e ficou de frente para o professor, o garoto ergueu a mão onde estava à varinha e relutante pronunciou as palavras mortais. Severo estava olhando para o lado, longe dos olhos do diretor. O corpo do diretor caiu pra trás e foi caindo de encontro com a grama do jardim.
Fim da lembrança
Severo ficou parado no lugar dele enquanto os aurores verificam se as lembranças eram falsas ou não. Harry estava chocado, ele nunca tinha pensado que o Malfoy fosse matar o diretor, mas ficou feliz em poder ficar ao lado de Severo, enquanto os aurores iam em direção à família Malfoy que estava protegendo o filho deles. Os aurores sabiam que não tinha como o homem alterar a lembrança, pois aquilo era muito forte.
Logo depois os aurores prenderam os três ao ver que eles se recusavam a deixar que os aurores levassem o filho deles. Harry permaneceu ao lado de Severo, o ministro da magia nem soube o que fazer quando viu todas aquelas lembranças. O chefe dos aurores muito menos. Harry abraçou Severo de um jeito que fez com que o outro acabasse retribuindo o abraço.
Logo depois Harry sentiu algo no peito era tão forte que ele sabia o que significava, mas ele não queria deixar Severo.
-Severo, eu preciso ir. –disse Harry de repente.
-Pra onde? –perguntou o homem assustado.
-Meu filho vai nascer e eu quero estar lá...
-Você vai voltar pra mim? –perguntou Severo gentilmente.
-Sabe que sim. Quero construir uma vida ao seu lado. –respondeu Harry feliz.
-Eu te espero em Spinner's End. –disse beijando a testa de Harry com carinho.
-Voltarei o mais rápido possível pra você. Te amo! –respondeu Harry beijando os lábios do professor.
Ao redor todo mundo viu o quanto Harry estava amando o professor de poções, ninguém tinha coragem de ir lá e tirar ele de perto de Snape. Severo beijou Harry com tamanho carinho, ele não sabia o que fazer com as pessoas ao redor dele. Só sabia que não deixaria ninguém magoar Harry, ele parecia um pouco frágil no momento. Depois daquele beijo, Harry finalmente foi embora, deixando Severo ali para receber insultos, ou ate mesmo algumas palavras de respeito vindo diretamente do ministro da magia.
Ta ai o segundo capitulo...
