Capítulo 1
Angra do Zephyr, Lago Tahoe…
QUASE quinhentas milhas mais tarde, rígida depois de uma viagem de carro de oito horas, cansada, faminta, Sara havia finalmente alcançado seu destino. Estava escuro demais para ver a 'espetacular' vista do Lago Tahoe ou o muito 'tradicional resort com todos os confortos da vida moderna - segundo as palavras de Catherine, reiterados no Web site da angra do Zephyr- mas isso não importava realmente. Ela teria sete 'gloriosos' dias para descobrir tudo que o resort tinha a oferecer. Por agora, tudo que a interessava era a 'cabana de um quarto com vista para o lago, construída em pesado pinho nodoso, e aninhada em um bosque dos pinhos. '
E, dormir. Qualquer comida podia esperar até amanhã.
Ela não sabia quem tinha feito o melhor trabalho de vendas neste lugar. Catherine ou os propagandistas da angra do Zephyr? Provavelmente um pouco de ambos, ela meditou enquanto destravava a porta da cabana com tamanho de estúdio que ela estaria chamando de casa na próxima semana.
Sara ligou o interruptor da luz, deixando o quarto na penumbra. À sua esquerda, uma cama queen-size coberta com um edredon vermelho-Indiano tomava um bocado do espaço sem dominar a pequena cabana. Havia uma cômoda, um grande espelho, uma mesa e a cadeira, as portas do armário com estilo-plantação, e em sua direita, uma mini-cozinha com um fogão, um forno de microondas e um refrigerador pequeno, uma mesa pesada de pinho-nodoso e duas cadeiras, e uma porta que, ela supôs, conduzia ao banheiro.
Todos os confortos de uma casa.
E sem surpresas. A cabana parecia exatamente como a foto do website da angra do Zephyr e parecia tão imaculada como prometido.
Ela deixou suas malas no pé da cama e rapidamente tirou a roupa fora. No momento ela estava tão cansada que mal podia manter seus olhos abertos. Desfazer a bagagem teria que esperar até a manhã. Não se incomodando com pijamas, puxou o edredon para baixo, desligou a luz, e deslizou entre os lençóis frios de algodão.
Os olhos dela fecharam antes que sua cabeça batesse no travesseiro e ela não os abriu outra vez até que uma faixa da luz do sol insinuou-se no quarto por uma abertura pequena onde as pesadas cortinas se encontravam no meio da janela.
Enquanto seus olhos tremularam abertos e vaguearam pela semi-obscuridade do quarto, ela deu um momento a seu cérebro para entender e tornar-se inteiramente ciente do ambiente. Quando o fez, ela sorriu, esticando seus membros rígidos, bocejou, e fechou seus olhos outra vez.
A despeito de relutantemente ter concordado com estas férias, saber que ela não tinha que se levantar até que se sentisse melhor encheu-a com um sentido total da liberdade. Ela podia ficar aqui na sala de estar por toda a manhã se escolhesse, começando um dos romances que tinha trazido junto para fazer companhia, ou apenas deitar-se na cama e ficar sonhando, ausente, o dia todo.
Ela não tinha ninguém a quem responder exceto ela mesma.
E seu estômago, lembrou-se dolorosamente.
Ela careteou quando resmungou. Gostando ou não, ela teria que deixar esta cama confortável e dar uma olhada pra pegar alguma comida. O recepcionista tinha-a instruído sobre todas as amenidades que o resort tinha a oferecer quando ela havia se registrado. Havia um restaurante, um bar na praia e uma loja pequena onde poderia comprar comida quando ela sentisse uma vontade inexplicável de cozinhar. Não que Sara tivesse tais ambições, mas ela não apreciava a idéia de tomar a todas suas refeições no restaurante de qualquer maneira. Ela podia pegar os itens necessários para o desjejum pelo menos, e ver o que poderia conseguir para seus almoços.
Entre seu estômago roncando e uma necessidade urgente usar o banheiro, ela relutantemente saiu da cama. O banheiro estava tão limpo quanto o resto da cabana. Embora pequeno, havia um chuveiro de bom tamanho e uma pia com balcão e algumas toalhas de banho brancas macias, sabonetes, shampoo… tudo que esperaria de um banheiro bem aparelhado.
Ela foi pegar sua nécessarie na mala e retornou ao banheiro, seu plano de passar o dia na cama rapidamente esquecido.
A longa viagem tinha lhe cobrado um preço e ela deu boas-vindas aos fortes, quentes jatos do chuveiro enquanto massageavam seus membros doloridos. Bocejando inteiramente acordada, agarrou o sabonete esfoliante e friccionou-o vigorosamente contra sua pele, apreciando o perfume sutil das amêndoas no sabonete. Sua mente e corpo inteiramente acordados agora, não poderia esperar para descobrir tudo que o resort tinha a oferecer.
Ela rapidamente desembalou e pôs suas coisas nos lugares, e vestiu-se então em um par de shorts jeans e de uma camiseta curta, branca. Seu cabelo estava molhado e enrolado, mas ela não se incomodou com o secador. O sol ia secá-lo rápido o bastante, ela raciocinou. E por que gastar um tempo precioso tentando domar os cachos? Ela fizera o suficiente daquilo em Vegas e odiou cada minuto. Mas permitiu-se um toque de vaidade e passou um batom nos lábios. Finalmente, após ter aplicado uma camada generosa de protetor solar hidratante em sua pele exposta, ela colocou seus óculos de sol e sandálias, e fechou a porta da pequena cabana atrás dela.
Sara parou um momento no deque de madeira para respirar no frescor da manhã e olhar o lugar. O sol da manhã cintilava como diamantes fora das águas azuis do Lago Tahoe e beijava a folha dos vários arbustos que se alinhavam na passagem do cimento e do lote de estacionamento - as únicas distrações evidentes à primeira vista do que era de outra forma uma bonita vista de um lago entre pinheiros altos.
Ela podia ouvir crianças rindo à distância, embora não pudesse ver nenhuma. Descendo os dois degraus para o deque ela percebeu que haviam outras cabanas - eram vinte e oito delas ela lembrou do Web site da angra do Zephyr – estavam estrategicamente posicionadas para dar a cada uma alguma privacidade.
Ela seguiu o trajeto que sabia que conduziria de volta à loja geral, que lhe tinha sido dito, era ao lado do alojamento principal. A pé, não levou mais que cinco minutos para alcançar seu destino e um sino anunciou sua presença quando entrou na loja.
Uma mulher que Sara supôs estar em torno de sua idade estava atrás do balcão, um sorriso morno pronto. "Boa dia", disse agradavelmente. "Você deve ser a recém-chegada".
Sara assentiu e sorriu de volta. "Atrasada na noite passada". Ela deslizou seus óculos de sol para o topo da cabeça e deixou seus olhos se ajustarem à luz não ofuscante do interior enquanto fazia a inspeção da grande, desordenada loja. Grata por parecer que tinha tudo que alguém poderia precisar, de comida aos artigos de higiene pessoal, medicamentos, uma seção de roupas e lembranças e uma seleção de bebidas, ela agarrou uma cesta plástica da pilha perto da porta e prosseguiu à seção de mantimentos.
As prateleiras estavam bem estocadas com uma boa seleção de secos e enlatados, assim como produtos frescos. Dentro de minutos ela havia enchido sua cesta com cereal, leite, queijos, vegetais, fruta, cerveja, vinho e besteiras para seus desejos noturnos. Cesta completamente cheia, retornou à parte dianteira e esvaziou-a no balcão. Estava buscando em seu bolso por dinheiro quando o sino na porta tilintou.
O atendente da loja olhou de relance por cima do ombro de Sara, e com um sorriso brilhante, disse, "Bom dia, Sr. Grissom."
Sara enrijeceu-se. Tinha prometido a si mesma na viagem até aqui que não pensaria em Grissom nesta semana, mas já apenas ouvir o nome quebrou essa resolução. Seu coração respondeu imediatamente falhando uma batida, o que era ridículo, e ela impediu-se de se voltar para olhar o homem que havia apenas entrado na loja. Uma vez que Grissom não era um nome comum, não era tampouco tão raro. Ela puxou-se e a seu dinheiro juntos enquanto a mulher terminou fechar em suas compras.
"Bom dia," o homem disse, e Sara deu uma arfada sufocada. Não havia como confundir aquela voz.
Ela girou ao redor, ficando frente a frente com um Grissom igualmente chocado. Sua boca deixada caiu aberta. "Grissom?" ela quase guinchou.
Ele piscou algumas vezes como se assegurando a si mesmo que não estava alucinando, e então sua face endureceu em uma carranca severa. O que quer que ela pudesse ter sentido sobre a visão dele tão inesperada, uma coisa estava certa: Gil Grissom não estava feliz em vê-la.
"O que você está fazendo aqui?" ele quase cuspiu um tom de acusação.
O coração dela desabou dolorosamente e paralisou. "Eu poderia lhe perguntar a mesma coisa", ela quase o engoliu. Maldito fosse ele! Tinha tanto direito quanto ele de estar aqui, então como tinha coragem de fazê-la se sentir como se ela estivesse invadindo sua propriedade privada.
Os olhos dele se estreitaram em suspeita. "Você sabia que eu estava aqui?"
O que ele pensava que ela era? Uma maldita perseguidora!
"Você honestamente pensa que eu estarei aqui se eu soubesse?" perguntou com um sarcasmo frio tanto quanto esconder quanto ele estava ferindo-a quanto para infligir alguma dor para si mesma. "Você é provavelmente a última pessoa que eu quereria por perto nas minhas férias," ela mentiu, e ficou certa que atingira um nervo quando viu algo cintilar nos olhos dele. Então despedindo-se dele como de um aborrecimento menor, voltou-se para a atendente da loja, que os olhava curiosa, e forçou um sorriso. "Quanto te devo?"
"Exatamente vinte e nove"
"Aqui tem." Ela entregou à mulher trinta dólares. "Fique com o troco." Ela pegou os dois sacos de mantimentos e sem mais que um relance na direção dele, saiu da loja.
O coração dela não começou a bater até que ela pisou do lado de fora e ela teve que se esforçar para prender sua respiração. Por um lado ela estava tão zangada que queria socar alguma coisa, e por outro, a reação dele tinha-a ferido tanto que ela quis gritar para sua dor. Maldito homem para ter esta habilidade única de feri-la. Ela transferiu o saco de plástico que carregava em sua mão direita para sua esquerda e esfregou seus olhos com dedos impacientes antes de deslizar os óculos de sol de seu lugar de descanso em sua cabeça.
'Obrigada por arruinar minhas férias, seu bastardo,' ela pensou enquanto irritadamente fazia seu caminho de volta à sua cabana. Havia uma determinação em seu passo que não havia estado lá mais cedo, e quando ele chamou o nome dela, ela fingiu não ouvir.
"Sara!" ele disse outra vez, sua voz chegando mais perto. Ela teria que ser surda não tê-lo ouvido desta vez, contudo ela não diminuiu, não dando a mínima que ele soubesse que estava ignorando-o. "Vá pro inferno," ela murmurou num sopro.
Mas ela já não poderia não fingir ignorância quando ele agarrou seu braço direito e voltou-a para encará-lo.
"O que você quer?"
"Me desculpar," ele disse rapidamente, o arrependimento em seus olhos lutando com o retorcer amargo que surgia em seus bordos. "Eu sinto muito, Sara. Eu…" ele balançou sua cabeça e deixou os olhos caírem por terra um momento antes de olhá-la outra vez. Ele soltou o braço dela e levantou os ombros num encolher. "Eu não sei mesmo explicar o que aconteceu lá trás."
Sara olhou-o por um longo, silencioso momento, observando pela primeira vez as mudanças nele. Ele parecia descansado e tinha perdido algum peso desde que ela o vira pela última vez, mas aquilo não fora o que chamara sua atenção.
"Você deixou cresceu uma barba," ela exclamou brandamente, e sem pensar, ela pegou sua mão livre e deslizou a ponta de seus dedos pelo queixo dele.
Um canto do lábio dele contraiu-se, mas ele não se moveu.
De repente Sara sorriu e olhou nos olhos dele, e o que ela viu neles quase levou sua respiração. Não era algo que ela poderia descrever em palavras, mas algo que ela sentiu profundamente, e aquilo lhe deixou saber que Gil Grissom estava longe de ser indiferente a ela.
O tipo de olhar que a confundia.
Ele havia deixado claro que não queria um relacionamento com ela - era o único modo de interpretar seu inflexível 'não' quando ela o convidar para sair - mas ocasionalmente ela havia surpreendido este olhar que contradizia o que ele dissera. Esta manhã, ela poderia ter jurado que havia igualmente uma profunda amargura espreitando por baixo da ardente fome tão evidente em seu olhar.
Ele a alcançou e removeu a mão dela de seu queixo, lentamente guiando-a de volta entre eles antes de soltá-la. Quando seus olhos se encontraram outra vez, a intensidade nele havia ido, e um pequeno sorriso se mantinha com esforço em sua boca.
"Me arriscando a parecer grosso outra vez, o que você está fazendo aqui?"
"Férias. Não minha escolha, mas parece que existe leis trabalhistas para que impedir que workaholics se divirtam,", ela zombou. Ela levantou um ombro indiferente. "Eu tinha que tirar em algum momento antes no final do mês."
Ele assentiu em compreensão. "Bem, você tem que admitir que é um diabo de uma coincidência você ter escolhido este lugar."
"Na verdade, eu não o escolhi " ela franziu as sobrancelhas franzidas e lançou-lhe um olhar confuso. "Catherine sabe que você está aqui?"
"Sim," ele disse lentamente. "Ela recomendou isto."
Sara deu uma rápida balançada com a cabeça e olhou para longe por um momento. De repente tudo fazia sentido. "Eu vou matá-la," ela murmurou num suspiro, olhando de volta para um perplexo Grissom. " Ela estava tão inflexível que eu viesse pra cá que pensei que ela enviaria uma escolta para se certificar que eu não havia mudado de idéia."
Os olhos dele refletiram sua surpresa. "Nós fomos enganados," ele disse suavemente.
"Sim."
Grissom não disse qualquer coisa mais sobre o assunto e nem Sara. Ela não precisava perguntar a si mesma - ou a ele - onde Catherine tivera tal idéia, e evidentemente, nem ele. Catherine era perspicaz e observadora; claro que ela perceberia a tensão sexual entre eles.
Sara imaginou se todos os colegas haviam percebido. O pensamento era um pouco desconcertante.
Os dedos de sua mão esquerda estavam ficando insensíveis pelo peso dos dois sacos. Enquanto deslocava um dos sacos de volta pra mão direita, ela imaginou como ele se sentia com essa nova revelação. Ele estava fitando um ponto sobre o ombro esquerdo dela, sua expressão grave, mas ele não parecia zangado. Lentamente, ele voltou o olhar para ela.
"Sara… eu realmente sinto sobre minha reação há pouco"
"Quando você pensou que eu estava perseguindo você, é que quer dizer?" ela provocou.
"Eu não pensei isso. Eu… uh, não sei o que eu pensei."
"Não se preocupe, Grissom, eu vou permanecer fora do seu caminho. Eu poderia ir embora exceto que não me apetece dirigir mais oito horas... pelo menos não até que meus músculos parem de gritar em mim."
"Você dirigiu até aqui?" ele perguntou incredulamente. "Poderia ter voado você sabe."
Ela deu de ombros. "É, bem, na hora eu achei que seria divertido. Em todo o caso. Eu acho melhor levar essas coisas pra minha cabana. Ela começou a se afastar, então parou, e voltou. Ele prestava atenção nela, uma expressão única em seu rosto. "No caso de eu não vê-lo outra vez antes me vá, aprecie o resto de suas férias."
Ele deu-lhe um assentimento ausente, e ela sorriu brevemente antes de continuar o trajeto para sua cabana.
Dez minutos mais tarde ela havia feito café, guardado seus mantimentos, e estava sentada à mesa empurrando cereal através do embrulho em seu estômago.
Ela tentou diagnosticar como se sentia. Ela havia pensando um bocado para onde estava indo em seu futuro durante as oito horas de viagem até Tahoe. Grissom, seu trabalho, Vegas... tudo que havia atraído-a há três ano havia falhado em fazê-la feliz. De fato, ela não podia lembrar a última vez que ela havia verdadeiramente sentido felicidade. Mesmo deixando Hank entrar em sua vida não tinha causado isso, o que no fim fora melhor. A traição dele em sua confiança poderia ter sido muito mais difícil de suportar se ela tivesse se apaixonado por ele. De um certo modo, tinha que agradecer a Grissom por aquilo.
Mas que havia nesse homem que a mantinha enraizada no lugar? Além do óbvio, naturalmente… ela sabia o que havia inicialmente atraído-a para ele, ela apenas não podia entender porque ela não conseguia expulsá-lo de sua mente. Não era como se ele não tivesse lhe dado motivos suficientes para que ela pusesse suas fantasias de lado e se retirasse. Ela imaginou se era ao fato dele ser inatingível que ela não resistia. Era certamente uma possibilidade, ela meditou, mas aquilo fazia dela uma doida por castigo.
Ela levantou-se abruptamente e lavou seu prato na pequena, rasa pia. Tentando entendê-lo… ou entender a si mesma… sempre terminava com mais perguntas do que respostas. O homem era um mistério; a razão pela qual ele podia acelerar seu coração ou feri-la profundamente com um único olhar era um mistério. E ela não iria resolvê-lo nesta manhã.
Ela serviu-se de uma xícara de café e levou-a consigo à parte do quarto de dormir da cabana. Colocando a caneca na mesa de cabeceira, ela remexeu uma das gavetas do guarda-roupa procurando seu maiô. A praia seria provavelmente um lugar seguro para passar o dia uma vez que ela duvidava que Grissom fosse do tipo que se deitava indolente se bronzeando. Em todo caso, não havia um modo dela ficar se escondendo em sua cabana por uma semana para evitá-lo.
Ela acalmou-se em voz baixa lembrando-se que era exatamente o que havia planejado fazer quando acordara mais cedo nesta manhã e começou a vestir seu maiô de peça única cor de manga. Ela pôs seus shorts jeans por cima e uma camisa de algodão branca que não se incomodou de abotoar, a seguir encheu sua sacola de praia com uma toalha, um dos romances que havia trazido, protetor solar e par de garrafas d'água. Ela hesitou em usar seu boné de CSI, mas não tinha outro. Teria que se lembrar de pegar algo mais apropriado na loja mais tarde.
Finalmente pronta, e com a determinação renovada para por Grissom fora de sua mente, ela enfiou um par de sandálias e fez seu caminho para a praia.
SARA NÃO TINHA ESPERADO que houvesse tanta diversão na praia. Entre observar os vários esportes na água, das competições de esqui aquático às de Jet-ski, e admirar os barcos a vela, seu livro foi rapidamente esquecido.
Para o almoço, ela pediu um sanduíche vegetariano feito de cenoura ralada, pepino, pimentas vermelhas, e cebolas misturadas com o creme de queijo, e depois que terminou comê-lo, passou mais protetor solar e pegou seu romance.
Ao redor, um grupo de pessoas jovens estudantes de faculdade, ela presumiu - começaram juntos um jogo de voleibol de praia. Ela os observou jogar por um momento, lembrando afetuosamente de seus próprios dias de faculdade... mais fáceis e mais felizes dias.
O pensamento distraiu-a de seu livro, mas antes que ela pudesse ficar obcecada por sua miserável vida novamente, a bola de vôlei caiu a seus pés. Ela sentou-se e agarrou-a, pretendendo jogá-la de volta para o campo quando um dos rapazes se aproximou e elevou-se sobre ela, bloqueando seu sol.
"Ei, desculpe por isso," ele disse, sua voz suave e rica como o mel. Quando ele sorriu, descobriu uma fileira perfeitamente reta dos dentes brancos, faiscando contra seu bronzeado dourado. Ele era mais velho do que ela inicialmente pensara que ser o grupo, definitivamente não um estudante universitário, e muito atraente para um louro, um tipo de deus do sol.
Os olhos dela discretamente escanearam sua estrutura semi-nua. Ele era alto, perto de 1,90 m, seus músculos tonificados, seu abdômen bem definido, suas pernas eram longas e perfeitamente formadas, a face dele podia ter sido esculpida por um mestre... um perfeito espécime masculino, ela deduziu mentalmente, exceto por uma falha menor: os olhos dele eram castanhos.
Ela sorriu polidamente e jogou a bola para ele. "Sem problema," ela disse enquanto deitava de volta em sua toalha de praia e pegava seu romance.
"Você joga?"
Ela baixou o livro para o tórax e olhou-o curiosa. "Desculpe-me?"
Ele inclinou sua cabeça para o campo de areia. "Voleibol. Você joga?"
"Oh. Eu não jogo há muito tempo. Não desde a faculdade. Por quê?"
"Importa-se de se juntar a nós? Nós estamos com um jogador a menos."
"Ei, Jack, pare de paquerar," Sara ouviu uma mulher gritar. "Nós temos um jogo pra terminar."
O homem atirou um olhar à mulher sobre seu ombro, então olhou de volta para Sara. Ele sorriu. "Minha irmã," ele disse enquanto estendia uma mão convidando. 'Venha. Vai ser divertido..."
"Uh… Eu não penso assim," Sara disse nervosa. "Eu provavelmente o faria perder."
"Nós temos perdido desses garotos todos os dias. Eu duvido que você estrague nosso recorde."
Ela lançou um olhar rápido ao campo onde dez jovens homens e mulheres em variados estágios de nudez esperavam pacientemente que ele voltasse com a bola. "Você tem certeza que os outros não vão se importar?"
"Eu tenho certeza." Ele abaixou-se e pegou a mão dela, colocando-a de pé. "Jake Turner," ele disse, segurando a mão direita dela na sua por um momento a mais.
"Sara Sidle." Ela tirou suas sandálias e seguiu-o até o campo..
"Então, você é realmente CSI?" ele perguntou, sinalizando para o boné dela com seu queixo,
"Eu sou. Departamento de polícia de Las Vegas."
"Então você não é tira". Era uma afirmação, não uma pergunta.
"Não. Uma cientista." Sara olhou-o curiosa. "A maioria das pessoas supõe que todos os CSIs são tiras, mas você não."
"Eu sou familiarizado com sua linha de trabalho. Eu sou advogado de defesa em San Francisco."
Sara riu e balançou a cabeça. "Um advogado."
"Tem alguma coisa contra advogados?"
"Oh… somente contra a maioria deles," ela provocou. Ele não tinha que saber quão verdadeira a afirmação era.
"Bem vamos esperar que eu não esteja entre a maioria então," ele devolveu com uma piscadela.
Ele rapidamente apresentou-a aos outros de sua equipe, sua irmã, Mônica, a amiga dela Isabelle e Mike, namorado dela e também um advogado, e Randy, um estudante da UNLV (Universidade de Nevada, Las Vegas) que se oferecera para jogar com os 'caras mais velhos' para igualar os times.
Sara fez seu melhor, mas custou um pouco de esforço para desenferrujar suas juntas, assim quando o primeiro lançamento veio em sua direção, ela se jogou, mas errou completamente a bola, caindo de cara na areia.
Jake estava lá para ajudá-la a levantar, um sorriso pronto em sua cara. "Tudo vai voltar pra você."
"É, certo. Depois de eu me fazer de idiota," ela disse, batendo a areia de si.
Ele riu. "Você apenas precisa de pouco de aquecimento."
Ela continuou a jogar e após um tempo tudo começou a voltar. Sua mão parou de doer cada vez que batia na bola em um saque, sua coordenação mão-olho-corpo começou a melhorar, e ela começou realmente a curtir.
Eles jogaram pela maior parte da tarde, e depois que sua equipe ganhou o jogo de desempate, eles foram para o Bar da Praia do Pôr do Sol (Sunset Beach, no original) para comemorar. Quando alguém mencionou jantar, ela aceitou contente seu convite para juntar-se a eles, e voltou para sua cabana para tomar banho e se trocar para um par de calças jeans desbotadas e uma camisa de algodão branca. Ela colocou alguma maquiagem e deixou o cabelo secar com seu ondulado natural.
Tinha sido um dia agradável apesar de tudo, e só quase já terminavam de jantar lhe ocorreu que não tinha pensado em Grissom um só uma vez por toda a tarde. Ela sorriu para Jake. "Eu me diverti. Obrigada por me incluir."
Ele descansou o braço ao longo da parte de trás da cadeira dela e inclinou-se para sussurrar, "Você nos trouxe sorte. É a primeira vez que nós ganhamos um jogo contra esses meninos."
"Bom tinha que ser sorte… certamente não era habilidade."
Após o jantar Mike sugeriu que retornassem ao Bar da Praia do pôr do sol para uma saideira. A esta altura os estudantes tinha ido fazer uma fogueira na praia onde estavam planejando festejar até as primeiras horas da manhã.
"Eu acho que vou passar, gente," Sara disse, sufocando um bocejo. Embora o horário noturno fosse sua hora usual de estar acordada, um dia no sol e diversos drinques mais tarde, seu corpo estava gritando por algum descanso.
Mas seus novos amigos não ouviriam.
"Vamos," Monica disse. "Será divertido. E a banda é fabulosa."
Jake falou em seguida. "Sim, por favor venha, Sara. Eu prometo que se você ficar muito cansada, eu irei pessoalmente levar você em casa e porei você na cama."
Sara riu quando Monica golpeou brincando o braço do irmão. "Menos mano."
Monica era da mesma idade que Sara, e somente mais baixa por dois centímetros ou algo assim, mas era onde a semelhança entre elas parava. O louro clássico fora primeira impressão de Sara quando a encontrou. Ela era bonita da cabeça aos dedos dos pés perfeitamente manicurados. Bem irmã do seu irmão, salvo que seus olhos eram cinza, não castanhos. Ao lado dela, Sara se sentia como uma segunda prima pobre.
Mas a mulher era bastante agradável, apresentável, e genuína. Sara soubera que era uma enfermeira, recentemente divorciada, e como seu irmão tinha comentado mais cedo, "procurando uma boa estadia, não uma longa estadia." Ela estalava seu chicote um pouco fácil demais em cada macho, falando com uma voz um pouco alta demais- provavelmente atraindo atenção para si como se sua perfeição já não fosse suficiente- e ela possuía uma risada distintivamente muito gutural.
Mike e Isabelle por um lado tinham se mantido à distância do resto do grupo toda a noite, então Sara realmente soube que eles estavam 'perdidos' um no outro. Tinha se sentando na outra extremidade da mesa, mas quando os estudantes saíram, eles não tinham feito questão de mover-se juntando-se aos amigos.
Mônica rolou seus olhos e inclinou-se através da mesa para explicar em um sussurro conspirativo, "nós estávamos imaginando que eles se acertassem quando os convidamos para cá, mas não esperávamos isso. Eles se encontraram há somente três dias, e olha pra eles!"
O que Sara fez. Ela estava testemunhando as fases iniciais de amo ou, pelo menos de um romance, e sentiu uma pontada repentina de inveja. Por mais que seu dia tivesse sido divertido a ajudado a enfrentar os pensamentos de Grissom, ela imaginou agora onde ele estaria ou o que estava fazendo. Estava trancado em seu quarto com um livro de insetos ou namorando alguém?
Sentiu um aperto no meio do peito ao pensar que ele poderia estar aqui com alguém. Ela havia assumido que ele estava sozinho - na verdade não lhe havia ocorrido até agora que ele poderia não estar - mas Grissom era um homem muito reservado. Para tudo qualquer um sabia, Catherine inclusive, ele podia estar vendo alguém. Certamente Catherine não teria insistido deste jeito se soubesse de alguma chance de Grissom estar com uma namorada. Ou teria?
Sara deu uma sacudida rápida com a cabeça. A mulher tinha seus momentos, mas não pensou que ela deliberadamente faria algo que a magoasse dessa maneira, e sabia que ela nunca faria qualquer coisa para embaraçar Grissom. Como ele ficaria se estivesse aqui como uma mulher. Então, a reação dele a ela naquela manhã voltou e se impôs pesadamente em seu coração. A raiva dele havia-a confundido, mas á luz dessa nova suposição, fazia mais sentido.
"Ei, Sara… onde você foi? Nós estamos aborrecendo você?" Jake perguntou, dando-lhe uma cotovelada amigável.
Sara voltou seu olhar para Jake que estudava seu rosto com confusão. "Uh… desculpe. Minha mente vagueou por um minuto." Ela forçou um sorriso, e tomou uma rápida decisão. Ela não tinha nenhuma vontade de ficar sozinha com seus pensamentos justamente agora. Ela faria melhor ocupando sua mente até que o cansaço subjugasse qualquer desejo conduzindo ao post mortem do dia. Especialmente a parte mais cedo do dia. "Ok, gente, vamos sacudir no bar da praia. Mas nada mais de drinques para mim, ou eu serei carregada pra casa", ela disse com um brilho que ela estava longe de sentir.
A música era tudo que eles tinham prometido que seria. Era emocionante, sensual, romântica, um contexto perfeito para o céu enluarado, faiscando como diamantes nas águas escuras do Lago Tahoe. Jake, Mônica e Sara relaxaram no bar enquanto Isabelle e Mike continuaram a manter alguma distância. Eles tinham escolhido uma mesa perto do salão de dança e estavam fitando um ao outro nos olhos.
Sara não poderia olhá-los nem mais uma vez.
Ela voltou sua atenção para Jake e sorriu maravilhosamente. Ele havia sido um companheiro atento o dia inteiro. Era óbvio que estava interessado nela, o que era um encorajamento no seu ego ferido. Havia algum tempo desde que um homem tinha-a feito se sentir desejada, e aquilo não era mau... contanto que ela mantivesse as coisas claras entre eles. Houvera uma época que ela poderia ter considerado um caso de férias, especialmente com alguém tão atraente quanto Jake, mas ela sabia que nenhum número de Jakes a faria esquecer o homem com quem ela realmente queria estar, e apenas não seria justo fingir algo diferente.
Por mais que Sara tivesse insistido que tinha bebido o bastante, quando eles começaram a pedir doses de Tequila, ela cedeu. Ela não estava bêbada, havia bebido duas cervejas mais cedo e algum vinho no jantar, mas ela não costumava beber e queria ser cuidadosa, então depois da segunda dose de Tequila, ela levantou as mãos e foi mais vigorosa em sua recusa.
"Não mais para mim, Jake", ela riu. "Você não está tentando me embriagar, está?"
Ele sentou-se em um dos tamboretes do bar. Sara estava de pé ao lado dele, inclinando-se contra o bar. Jake descansou sua cabeça na mão dela e olhou-a atentamente, como se seriamente considerando a pergunta dela. "Não", ele disse, um pouco sério demais e levantando a mão dele, gentilmente roçou os pêlos das costas da mão no rosto dela. " Eu muito antes teria você completamente desperta..."
Ele deixou sua voz sumir, mas suas intenções eram claras. Ele havia tocado-a diversas vezes no dia, mas desta vez era diferente, mais íntimo. Sara não podia ignorar o pequeno aviso em seu cérebro. "Uh... Jake, eu"
Um apitou soando à distância distraiu-a, e sua cabeça girou automaticamente em direção ao barulho.
"O Dixie II vindo de volta de seu cruzeiro com jantar," Jake forneceu uma explanação.
"Oh." Ela havia lido sobre o barco a roda no website da angra do Zephyr e pretendera fazer uma excursão no lago antes de ir embora. Ela virou-se e observou quando o barco atracou a uns 90 metros (100 jardas) praia abaixo, mas a atenção dela foi rapidamente desviada para a figura familiar que emergia na escuridão.
Ela reconheceu-o imediatamente, mesmo antes que ele estivesse próximo o bastante à área iluminada do bar para distinguir suas feições. Uma onda do excitamento passou através dela. O fato de que ele estava sozinho não escapou à sua observação tampouco, e de repente as estrelas pareceram mais brilhantes e a música mais doce.
"Ei, Grissom," ela chamou um pouco vivamente - a Tequila, e ela teve que admitir, alívio, tendo soltado-a um pouco.
Ele estava lindo em blue jeans gastos e uma camisa de algodão azul escuro caindo frouxamente em torno de seus quadris, e o ar crepitou de eletricidade ele enquanto se aproximou do bar.
"Oi," ele disse suavemente, seus olhos focados nela por um momento antes de dardejar para Jake e Mônica, lembrando Sara da presença deles.
Jake disse, perto de sua orelha, "Amigo seu?"
"Uh… meu chefe na verdade. Gil Grissom," ela disse, inconscientemente pondo alguma distância entre ela e Jake. "Grissom, este é Jake Turner, sua irmã Monica, e os dois pombinhos ali são Mike e Isabelle."
"Dr. Gil Grissom? O entomologista? Eu ouvi sobre você," Jake disse.
Grissom levantou uma sobrancelha.
"Jake é um advogado da defesa em San Francisco," Sara disse.
"Oh."
"Eu pensei que você disse que está em férias, Sara." Jake olhou de sobrancelhas franzidas. "Vocês dois estão… uh"
"Juntos? Não. Nós ambos terminamos aqui por coincidência."
"Oh. Diabo de uma coincidência, " Jake replicou, estendendo sua mão para Grissom. "Sem ofensa Dr Grissom, mas a última pessoa que eu quero encontrar em minhas férias é meu chefe."
Grissom aceitou a mão de Jake e apertou-a. Ele então lançou um olhar provocativo para Sara. "Eu não acho que Sara esteja vibrando com isso tampouco."
"Fale por si mesmo," ela disse docemente, e por um segundo ela poderia ter jurado que ele piscara para ela. Nah, eu devo ter imaginado isso.
"Bem, prazer em conhecê-lo, Dr. Grissom," Jake continuou. "Nós temos muito em comum realmente. Vocês caras trazem a evidência à corte, e nós a destruímos."
A cabeça de Sara subiu bruscamente. Estava certa que Jake havia falado de brincadeira, mas seu comentário tinha sido completamente irrefletido e insultante. Ela olhou de relance para Grissom cautelosamente e viu seu lábio subir escarnecendo..
Jake estava a ponto de aprender que ele não devia entrar numa batalha de sabedoria com Grissom.
Quando Grissom falou, foi com quieta civilidade, mas porque o conhecia, Sara reconheceu a tendência inteligente escondida do desdém em sua voz. "Boa evidência não pode ser destruída, Sr. Turner. Seu talento encontra-se fazer lavagem cerebral em um júri para negligenciar a evidência. Há uma diferença."
"Jake por favor." Jake tinha escolhido não tomar a ofensa ao insulto de Grissom ou era demasiado arrogante tê-lo percebido como tal. Ele sorriu para Sara. "É por isso que você não gosta de advogados?"
Agora mesmo ela não gostava muito dele.
"Advogados da defesa são designados para proteger os direitos constitucionais de seus clientes. Infelizmente, muitos advogados têm somente um objetivo na mente… livrar seu cliente e eles não pararão por nada até que aconteça, mesmo isto significa fazer lavagem cerebral um júri para negligenciar a evidência, como Grissom disse, ou em destruir as pessoas que a coletam e processam."
Sua testa franzida, Sara olhou fixamente pro lago. Ela ainda estava amargurada com o ataque de Marjorie Wescott ao seu caráter durante a audição preliminar de Havilland e odiou ter sido lembrada disso, justo hoje. Sentindo o olhar de Grissom nela, ela mentalmente empurrou de volta a mais sombria nuvem de sua carreira pro fundo de sua mente e olhou-o. Compressão e pesar eram aparentes nos olhos dele, e ela imaginou se ele também estava recordando os eventos envolvendo o caso Havilland. Ele não havia estado no tribunal quando ela estava depondo, mas certamente ele deveria ter ouvido sobre - ou lido as transcrições da corte.
Mas eles nunca tinham falado sobre isso, apenas porque eles nunca discutiam qualquer coisa que os tocasse pessoal ou emocionalmente. Fazer então, ela suspeitou, os forçaria a tocar em assuntos que eles de preferência deixavam pra lá. Ela nem mesmo estava certo que Grissom era o único a ser responsabilidade por isso.
Após um incômodo minuto de silêncio, Monica pulou de seu tamborete do bar e veio ficar perto de Grissom. Ela pôr sua mão no braço dele e a cabeça dele inclinou-se em sua direção como se ele estivesse apenas se lembrando que ela estava ali.
"Ei, vamos gente. Nós devíamos estar nos divertindo. Chega de conversa de trabalho, certo." Ela ergueu os olhos para Grissom, inclinou sua cabeça chamorsamente,e deu-lhe um sorriso impressionante. "Gil, certo?" ela arrulhou, "Que tal juntar-se a nós em uma rodada de doses de Tequila."
"Não, obrigado," ele disse polidamente. Ele olhou o barman e pediu uma cerveja ao invés disso.
"Sara?" Monica perguntou desesperançada, um pouco murcha pela recusa fria de Grissom - ou fora a aparente falta de interesse dele nela -mas não o suficiente para remover sua pata do braço dele.
Sara suspeitou que a loira alta, de olhos cinzentos não costumava ter suas atenções repelidas, e sendo a única sem parelha - se ele vira Sara e Jake como um par feito - ela havia agora posto suas vistas em Grissom. Isso realmente não deveria incomodar, mas irritava do mesmo jeito, e de repente, ela não gostou da irmã muito mais.
Ela voltou seu olhar da custódia possessiva de Mônica no braço de Grissom e reuniu um sorriso tenso. Ela detestava que não aceitavam 'não' como resposta, especialmente quando convidavam para beber. "Eu acredito que já disse que bebi o bastante, Mônica."
Jake olhou para Grissom e piscou. "Sara pensa que eu estou tentando embebedá-la."
"E você está?" ele perguntou com aparente indolência, mas Sara sentiu um aviso débil em seu tom, e perguntou-se qual.
Evidentemente ela não foi a única pessoa que havia apanhado uma censura oculta na pergunta de Grissom. Era sutil, mas Sara não perdeu o olhar significativo que os irmãos trocaram, e os dedos bem manicurados de Monica lentamente caíram do braço de Grissom.
Havia um silêncio suspenso que nem mesmo a banda de Latin Jazz poderia mascarar. Os olhos de Jake estreitaram-se em Grissom, e antecipando uma adicional deterioração do prévio modo alegre da noite, Sara interveio antes que qualquer outra coisa pudesse ser dita.
"Escute gente, eu estou chamando isso de noite. Obrigada novamente por hoje," ela disse educadamente incluindo Jake e Monica, e com um relance rápido em Mike e em Isabelle, que estavam agora primitivamente se acariciando no salão de baile, ela sorriu para Jake e disse, "Deseje-lhes boa noite por mim se eles voltarem ao ar."
Sara puxou a chave da cabine de seu bolso e lançou a Grissom um olhar rápido. "Boa noite."
"Boa noite, Sara."
Ela decidiu cortar transversalmente ao trajeto que havia usado mais cedo que conduzia a uma pequena ladeira para o lote de estacionamento e às cabanas além. Não era muito distante e com a lua cheia, ela não estava preocupada que fosse escuro demais.
Ela havia apenas subido um degrau na esquina do bar quando ela ouviu Jake dizer, "Essa é minha deixa. Vejo vocês amanhã gente."
Sara gemeu internamente, sabendo ele pretendia segui-la, e ela realmente não se sentia pronta para enfrentar um macho excitado esta noite. Não fora como se ela tivesse dado algum encorajamento a Jake. Ele havia sido uma companhia atenta, eles haviam se divertido, mas Sara não poderia recordar qualquer coisa em seu comportamento que sugeriria que estivesse interessada em pular na cama com ele.
Mas meninos sempre serão meninos, ela pensou zombeteira, e este menino Jake fora provavelmente acostumado a mulheres caindo todas pelo prazer de sua companhia.
Mas pelo que se constatou, ela não tinha nada com que se preocupar.
"Não tão rápido, Turner," a voz de Grissom flutuou até ela no ar morno da noite. "Eu não ouvi um convite… você ouviu?"
Ela não apanhou a resposta de Jake, e realmente não se importou. Ela subiu sua escada e escalou a ladeira para o lote de estacionamento, e só então ela olhou para trás, aliviada por Jake não tê-la seguido.Ela enviou a Grissom um silencioso 'obrigado' por desviar uma potencial situação irritante. Normalmente ela objetaria contra algum cara vindo em seu socorro - ela sabia tomar conta de si mesma - mas havia algo doce e que aquecia o coração em Grissom tomando conta dela.
'Apenas não leia mais nisto,' ela advertiu-se. Warrick e Nick fariam exatamente a mesma coisa.'
Assim porque ela estava sorrindo?
Poucos minutos depois, ela encontrou uma garrafa d'água no refrigerador mais para se defender da desidratação da bebida que tinha consumido do que uma sede real. Abriu a porta de tela e inalou o doce perfume dos pinheiros, então pisou para fora na plataforma dianteira e sentou em uma das cadeiras da sala de estar de pinho sólido, que era surpreendentemente confortável.
A lua estava cheia, a noite calma exceto pelos grilos cricrilando e a suave brisa farfalhando através dos pinheiros. Mesmo a picante música latina havia parado, a banda tendo chamado aquilo de noite.Não fosse pelas luzes do Bar da Paia do Pôr do sol piscando através das árvores, Sara poderia ter pensado em si mesma como profundamente imersa em uma floresta, longe da civilização.
Ela descansou sua cabeça contra a parte de trás da cadeira da sala de estar e fechou seus olhos, pensando que ela poderia facilmente passar a noite fora na plataforma. E então ela ouviu um ruído que não era dali e seus olhos se arregalaram. Sua espinha endireitou-se e ela perscrutou ansiosamente através da escuridão pelo intruso.
Por favor Deus, não deixe ser Jake.
Então ela ouviu seu nome e deu um suspiro de alívio.
"Você está bem?" Grissom perguntou subindo os dois degraus para a plataforma. Ele inclinou-se casualmente contra uma das colunas e empurrou suas mãos nos bolsos.
"Naturalmente," ela mentiu. "Esta é outra coincidência, Grissom? Eu não me lembro de dar-lhe o número de minha cabana.."
"Eu sou observador."
Ela levantou uma sobrancelha inquisidora. "Oh?"
"Eu vi o número em sua chave de quarto antes que você deixasse o bar," ele replicou secamente.
"Eu espero que Jake não seja tão observador quanto você é."
"Eu duvido disto. Eu, uh… espero que minha exibição lá em cima não tenha arruinado sua noite."
"Nah… Eu estava pronta para sair de qualquer maneira. Eu ouvi o que você disse a Jake depois que eu saí. Eu posso tomar conta de mim mesma, você sabe."
"Eu sei." ele deu de ombros. "Chame isto de o instinto masculino para proteger o que é seu."
O problema era, ela não era dele. Não realmente, embora ela pudesse entender que ele havia visto como sua obrigação proteger uma de suas funcionárias. Pensar que isto era qualquer outra coisa era pura fantasia. Ainda assim, ele teve que perguntar. "É tudo que aquilo era?"
Ele fitou-a por um inquietante momento antes de deixar a cabeça descair. "Aquele cara é um imbecil."
Sara riu. "Não realmente. Ele é apenas um advogado."
Os lábios dele subiram num meio-sorriso. "Eu acho melhor ir. Minha cabana é exatamente atrás da sua, a propósito... número vinte e cinco. Caso você precise de mim."
Ah, como uma oferta ardilosa, ela pensou, e teve que morder de volta a resposta sugestiva que saltou em seus lábios. Não havia vantagem em assustar o homem.
"Obrigado," ela disse ao invés disso. "Eu estarei entrando logo."
Ele assentiu. "Boa noite, Sara."
"Boa noite."
Ao pé da escada ele voltou-se e olhou-a por um longo e silencioso momento. Então, "Quais são seus planos para amanhã?"
"Eu não sei… não tinha pensado adiante. Por quê?"
"Eu estava planejando jogar golfe pela manhã. Você gostaria de juntar-se a mim?"
"Golfe?" ela sorriu. "Eu não jogo golfe, Grissom."
"Eu ensinarei a você. Se eu for sozinho eu estarei fazendo par com um estranho; você estaria me fazendo um favor."
Ele não sabia que ela teria isso a qualquer lugar com ele? Que tudo que ele tinha que fazer era pedir? (NT: isso é muito fofo!) Mas ela não quis parecer muito ansiosa. "Oh... Eu estaria fazendo um favor a você", ela provocou. "Então... o que há nisso para mim?"
"O prazer de minha companhia?" ele disse rapidamente, e então fez uma careta quando percebeu quão pretensioso soara.
Sara riu. "Você precisa fazer melhor do que isso, Gris."
"Certo… você concorda em jogar golfe e nós faremos qualquer coisa que você quiser mais tarde."
Ela franziu seus lábios e inclinou sua cabeça provocantemente. "Qualquer coisa?"
Ela viu o peito dele subir e descer, viu o brilho nos olhos dele, e ela sentiu o ar espessar-se com algo entre eles.
E então o rosto dele deformou-se numa carranca trocista. "Comporte-se."
Novamente, ela riu. "Certo. Você ganhou."
"Pego você às sete."
Ela inteiriçou-se. "Sete?"
"Boa hora para golfe. Antes que fique quente demais. E, quanto mais cedo nós chegarmos lá, menos provável que fiquemos emparelhados com outra equipe." Ele voltou-se e seguiu um degrau além, então parou e virou-se. "Você tem alguma outra coisa além daquelas sandálias que você estava calçando esta noite?"
O que? Ela havia observado seus pés? "Eu tenho alguns sapatos de caminhada."
"Eles vão servir. E há um código de vestuário. Calças de brim ou bermudas… não jeans, e uma camisa com mangas e gola. Se você não tem isso com você, nós podemos comprar o vestuário apropriado no clube."
"Código de vestuário, huh? Soa como um jogo pomposo para mim."
"Ele é. Mas é divertido. Você vai ver. Doces sonhos, Sara."
Como não podiam ser doces? A promessa de um dia fora com Grissom… humm, ela quis se beliscar para certificar-se que já não estava sonhando.
Palm Grove Golf and Country Club, Las Vegas
"Terra para Sara," Nick disse, sua voz vindo de longe sacudindo-a para o presente. "Você dorme no trabalho agora?"
Ela sentou-se em linha reta no banco traseiro do Denali e esticou seus músculos. Warrick estava levando o SUV até o clube. "Uh, não. Apenas descansando meus olhos."
"Bem, nós estamos aqui," Nick disse. "Melhor acordar."
