Notas pessoais:

Mil desculpas pela demora, mas meu HD morreu, como expliquei às mais angustiadas leitoras. Além do que, o problema de ler algo tão bom é que a gente fica tendo idéias e parando pra escrever as próprias histórias.

Por favor, este material ainda não foi betado. Sejam compassivas com algum absurdo e me avisem, caso encontrem algum erro.

Esclarecendo: um marcador de bola é algo pequeno como um botão, que é colocado nas bolas de golfe para cada jogador saber qual é a sua e é guardado dentro das luvas, por ser fácil de perder.

Chapter Three

Palm Grove Golf and Country Club, Las Vegas

"Grissom!"

"O que você tem?", ele agachou-se perto de Sara e acendeu sua Maglite em um minúsculo objeto que ela segurava com as pontas de sua pinça.

"Alguém perdeu o marcador de bola de sua luva"

Ele olhou para ela. "O que você acha? Lugar estranho para perder um marcador de bola?"

Olhando em volta da localização deles muitos metros fora da dianteira do lado correto e além de um profundo banco de areia, Sara tinha que concordar. A despeito de ambas as lanternas deles iluminarem o pequeno objeto, estava muito escuro para ver qualquer detalhe nele. Ela estava apenas a ponto de dizer a Grissom que ela poderia embalá-lo e examiná-lo mais tarde no laboratório, quando ela olhou para cima e pegou-o estudando não o marcador, mas a face dela.

Ela engoliu dolorosamente através da ternura dos olhos dele. Era o mesmo olhar que ela havia testemunhado em um inesperado momento na última noite dela no Lago Tahoe, e ela imaginou agora, como ela imaginara então, o que ele estaria sentindo.

Mas como ela viera a perceber, Grissom era bom em esconder. Sara havia comparado as máscaras dele aos forros de uma cortina . Apenas quando você pensava que estava prestes a vislumbrar alguma coisa magnífica, ele colocava-as fechando antes que você pudesse explorar a vista.

Essa noite não foi diferente. Os olhos dele se estreitaram e ele piscou rapidamente para longe. E quando a máscara familiar desceu sobre as feições dele, Sara imaginou se ela apenas havia imaginado o breve jogo de emoções nos olhos dele. Ele moveu sua lanterna para esquadrinharem torno deles, então levantou-se e afastou-se dela, o momento aparentemente esquecido.

Com um coração pesado, ela embalou o marcador de bola indiferentemente e refugiou-se dentro de suas memórias. Elas eram tudo que restavam a ela.

Zephyr Cove, Lake Tahoe

Eles já haviam tido um almoço tardio na sede do clube e Grissom estava levando-os de volta para o resort quando disse, 'Certo, apenas para provar mais uma vez que eu sempre mantenho meus acordos até o fim, como você gostaria de passer o resto do dia?'

Sara lançou-lhe um olhar de lado, viu o humor nos olhos dele,e olhou rapidamente para longe. Ela lembrou da promessa dele de que se ela se juntasse a ele em um jogo de golfe, ele poderiam fazer qualquer coisa que ela quisesse depois. Ele também deixara claro que certas atividades não eram uma opção.

Sara sabia que ele não era indiferente a ele- ela não era cega e não havia convidado-o para sair há pouco mais de um mês por um capricho. Mas ela também não era burra. A despeito da óbvia atração dele por ela, ele deixara-a perceber em mais modos que apenas um que ele não estava à vontade com a idéia de prosseguir em um relacionamento amoroso com ela.

E depois de hoje, ela estava mais segura que nunca que aquilo era exatamente que ela queria que ele fizesse.

Ela apenas havia decidido por um caminho de fazer aquilo acontecer sem assustá-lo primeiro. (NT: só ela?). Ela duvidava que ser impaciente poderia ser algo de bom. Se ela empurrava, ele fugia. Ela teria de ser muito mais inteligente do que havia sido se iria ganhar dele. E como o jogo de golfe, Gil Grissom não era algo que ela poderia conquistar de primeira. Ele havia lhe dito durante o almoço que era sempre uma boa idéia parar a rodada numa boa jogada. Se ela aplicasse aquela teoria ao relacionamento deles eles poderia chamar aquilo do fim do dia.

Antes que seu pobre coraçãozinho pudesse traí-la, ela disse, "Você se importaria muito se eu renunciasse a esse acordo?"

A cabeça dele virou bruscamente na direção dela e ela encontrou o olhar surpreso dele sobre o painel. "Você…hã, não quer fazer coisa alguma?"

Ela deu-lhe um sorriso de desculpas e sacudiu sua cabeça. "Não realmente. Eu estou me sentindo cansada e preciso terrivelmente de um banho. Eu pensei que eu passaria fácil esta tarde."

Ele encarou-a por um momento, sua testa franziu , seus olhos se estreitaram em confusão, e então ele voltou a atenção dele de volta para a Estrada. "Oh," ele disse suavemente, ele passaram o resto do caminho para o resort em silêncio.

Quando eles chegaram ao resort, Grissom estacionou, e eles começaram o caminho para suas respectivas cabanas. Quando eles chegaram à de Sara, ela voltou-se para ele e sorriu educadamente. "Obrigada pela lição de golfe."

"Você está certa sobre aquilo? Eu não acho que você mesma tenha particularmente desfrutado.

Ela deu de ombros e sorriu maliciosamente. "Algumas partes foram melhores que outras." Uma em particular havia sido, de forma mais definitiva, prazeirosa, mas como o resto do jogo dela, isto também poderia estar um pouco- não, muito- melhor. E se Sara fizesse do jeito dela, eles estariam trabalhando naquilo antes do final da semana. Ela galgou os degraus do deque, destrancou a porta, e então lançou-lhe um olhar rápido sobre o próprio ombro. "Vejo você depois, Grissom."

"Ei, Sara?"

Ela virou-se na soleira da porta e olhou para ele. Ele estava de pé ao pé da escada, suas mãos casualmente enterradas em seus bolsos, e os olhos dele falaram de incerteza e batalhas internas- ou eram demônios interiores? Ela já havia confundido-o este tanto? A noção a satisfez, e ela estava tendo uma certa dificuldade de não rir enquanto esperava-o falar.

Mais um momento se passou. "Eu só…hã.." Ele respirou fundo e expirou. "Eu passei horas ótimas."

Depois de um instante, ela sorriu e assentiu. "Eu também. Até mais, Gris." Ela entrou rapidamente, fechou a porta, e encostou-se contra a mesma, sorrindo de orelha a orelha. Havia algo de são charmoso, e doce e mesmo sexy em um Grissom nervoso, ela decidiu, era exatamente o que ele havia sido.

Seu pequeno plano não tomara forma ainda e a reação dele a ela já havia mudado. No carro, ele não havia falado com ela demais que ela devolvera a oferta dele de passarem o resto do dia juntos, e se ela poderia ter jurado que ele não disse tudo que ele planejara dizer agora.

Duas horas depois, a suposição dela foi confirmada. Sara estava deitada na cama, lendo, quando o telefone tocou. Um sorriso explodiu em sua face e ela imediatamente se estendeu para o telefone, e então parou. Seus dedos pairaram sobre ele por mais dois toques antes que ela o alcançasse.

"Oi," Grissom disse quando ela respondeu. "Eu acordei você?"

Sara se espreguiçou langorosamente e ignorou a pequena palpitação em seu coração. "Não. Eu estava apenas relaxando. O que foi?"

"Eu estava imaginandose você gostaria de jantar…comigo…mais tarde."

"Hum…" ela forçou algum desembaraço em sua voz, "…na verdade, eu estava planejando em comer aqui. Eu realmente não sinto vontade de sair hoje á noite."

"Ah." Ele soou desapontado. "Você está se sentindo bem?"

"É. Só um pouco dolorida. De jogar golfe." Depois de uma pausa prolongada, ela disse, "Eu tenho bastante comida se você quiser vir pra cá." Ela deu de ombros ainda que ele não pudesse vê-la. "Nada especial."

"Eu gostei disso. A que horas?"

Ela olhou seu relógio. Já eram quarto e meia, mas eles haviam comido há apenas um pouco mais de três horas antes, e ela precisava de tempo para pegar comida… "Sete certo?"

"Até mais tarde."

QUANDO SARA OUVIU a batida na porta de tela precisamente às sete em ponto, ela deu um pulo instivamente e quase correu para a porta. Então ela parou, respirou fundo, e disse a ele que entrasse. Ela estava no fogãozinho de duas bocas, fritando um bife quando ela sentiu a aproximação dele atrás dela. Ela lhe deu um olhar rápido por sobre o ombro dela e sorriu.

Ele inclinou-se para perto dela e uma sobrancelha subiu. "Bife?"

"Para você. Eu não pensei que salada seria suficiente para sustentar você. Então você tem um bife quente com salada. Mal passado, certo?" Ele assentiu, mas os olhos dele registraram sua surpresa. Ela levantou um ombro num dar de ombros. "Observadora." Ainda que eles nunca tivessem jantados juntos sozinhos, eles haviam compartilhado refeições suficientes como uma equipe para ela saber do que ele gostava, e de como ele gostava.

Ele sorriu então, um completo sorriso de parar o coração que chegou aos olhos dele e fez a respiração ficar presa em sua respiração. Ela olhou para longe.

Isto não é um encontro! Era o que ela estava vindo a lembrar para si mesma desde o telefonema dele. Repetidamente outra vez, ela lembrou a si mesma. Quando ela pensara de trocar seu par de shorts jeans, quando ela pensou em deixar seu cabelo mais bonito, quando ela pensara em colocar maquiagem e perfume, ela parara a si mesma. Bem quase. Ela havia plicado um pouco de batom e delineador e acrescentara uma minúcula gota de perfume atrás de suas orelhas, mas isso fora tudo. Ela não estava a ponto de amedrontá-lo fazendo isso parecer um encontro.

"Pronto," ela disse quando retirou a panela de ferro do fogão e espetou o bife na bandeja na beira do balcão. "Você gostaria de beber algo?" ela perguntou enquanto se voltava para encará-lo pela primeira vez desde que ele chegara, mantendo uma mão apoiada no balcão. "Eu tenho cerveja e…"

Ele estendeu uma garrafa. "Eu comprei um vinho, mas gostaria de uma cerveja primeiro… se houver tempo antes de jantar."
Ela aceitou a garrafa de vinho que era deixara de perceber porque estava muito ocupada em nãp olhar para ele. Com uma inclinação de cabeça, ela indicou a geladeira. "Sirva-se você mesmo," ela disse enquando ela procurava um saca-rolhas em uma gaveta.

"Você quer uma?'

"Não, obrigada. Eu vou ficar com o vinho.' Quando ele encontrou uma garrafa de cerveja na geladeira e saiu do caminho, ela foi para a mesa, atenta aos olhos dele seguindo-a, e ela tornou-se consciente subitamente de seus shorts justos e da blusinha sem mangas. A pele dela formigou quando ele aproximou-se dela e colocou sua garrafa de cerveja na mesa.

"Aqui, deixe-me." Ele pegou o saca-rolhas dela e Sara voltou para a pequena area da cozinha cortar o bife.

"Eu pensei que poderíamos comer no deque, se você concordar."

"Sim. Eu percebi que você pôs a mesa lá fora."

Sara imaginou se ele se sentia tão desconfortável quanto ela na cabana pequena. A conversa deles era artificial, e a cama parecia maior e maior e a cabana fazia-se menor e menor a cada minuto. Ela ouviu o 'pop' da garrafa, tirou duas taças para vinho do armário, e entregou a ele. Ele encheu a taça dela, a qual ela aceitou grata, esperando que a ajudasse a relaxar.

Grissom levou o vinho e a taça extra para o deque enquanto Sara espalhava na alface crespa com o molho de pimenta que ela fizera mais cedo. Ela dividiu a alface entre dois grandes pratos de jantar, arrumando as fatias de bife em leque no prato dele, e finalizou ambos com torradinhas de queijo que ela também fizera.

"Precisa de ajuda?" ele perguntou quando voltou.

Ela deu uma olhada e assentiu. "Você pode me ajudar a levar isso pra fora?"

Ele pegou os dois pratos do balcão e ela apanhou sua taça de vinho e a cesta de pão.

"Parece bom," ele disse enquanto a seguia para fora. "Eu não pensei que você cozinhasse."

Sara manteve a porta de tela aberta para ele. "Ah? Por que você pensaria isto?"

Ele levantou uma sobrancelha, divertido. "Pedir comida fora," ele lembrou-a.

"Ah, aquilo. Bem cozinhar pra um não é muito divertido realmente, então na maioria das vezes eu não me dou ao trabalho." Ela percebeu que ele já acendera a vela em um vidro que ela pusera na mesa pensando que poderia ficar escuro em algum momento de qualquer forma. Ele pusera sua garrafa de cerveja vazia de lado e se servira de algum vinho também.

Ele se sentaram à mesa de pinho-pesado. As cadeiras do deque não eram as mais confortáveis para comer, e em percepção, ela pensou que deveria ter pego um par de cadeiras da cozinha, mas então a mesa ficaria muito baixa também.

"Quando você cresce num 'Bed and Breakfast,' Sara continuou, porque ela precisava se manter conversando, "você aprende como cozinhar, quer você goste ou não."

"Os seus pais ainda têm isto… um B&B?"

"Não, eles se aposentaram há alguns anos e venderam. Eles estão em um cruzeiro para idosos na Europa enquanto estamos conversando."

Ele piscou os olhos. "Idosos? Qual a idade deles?"

Sara engoliu sua comida com um gole de vinho. "Meu pai tem setenta e cinco e minha mãe setenta e três." Ela observou-o fazer as contas e sorriu.

"Então, eles estavam com uns quarenta quando tiveram você."
Ela assentiu. "Meu irmão é vinte anos mais velho que eu." Ela sorriu maliciosamente. "Eu fui um acidente."

"Eu sempre imaginei—" Ele interrompeu o que estava prestes a dizer e espetou outro pedaço de bife com o garfo. "Isto está realmente bom, a propósito."

"Obrigada."

Sara estudou a face dele pensando, o que ele sempre havia imaginado? Que seus pais eram mais jovens? Próximos da idade dele? Ela suspeitou que a diferença de idade deles era um motivo para ele, enquanto que ela crescera cercada de gente muito mais velha, o irmão dela, as namoradas dele… mesmo seus primos tinham todos mais idade que ela. Isso apenas não importava para ela. De muitas formas, ela se relacionava melhor com gente muitos anos mais velha que ela.

Ela desejou que ela pudesse dizer-lhe aquilo, mas não soube como fazer isso sem referir-se a eles. Ao invés ela perguntou sobre a família dele. "Você tem irmãos e irmãs?"

Ele olhou de volta para ela. "Não."

"Foi muito solitário… ser o único filho?"

Ele deu de ombros. "Eu realmente nunca dei muita importância a isso." Depois de um instante, ele disse, " E sobre você? Com um irmão vinte anos mais velho, deve ter sido como se você fosse filha única às vezes."

Sara estava desapontada que ele tivesse mudado o foco da conversa de volta para muito mais sobre ele que ainda era um mistério, tão mais que ela queria saber. Mas ela não quis intrometer-se na vida pessoal dele a menos que ele se sentisse confortável compartilhando isso com ela, então ela não o pressionou.

"Eu acho. Geralmente eu ia junto… ou tentava, " Ela disse, e então iluminou-se. "De acordo com meu irmão, eu era uma pestinha persistente."

"Eu não posso acreditar em você sobre isso."

Ela piscou e olhou de volta para ele. "O que isso deveria significar?" Mas ela viu o humor nos olhos dele e o sorriso malicioso nos lábios dele, e percebeu que ele estava apenas caçoando dela. Ela deu-lhe um olhar vá-pro-inferno e ele riu.

A refeição dele acabara, ele cruzou os talheres e tornou a encher as taças deles. Ele então se reclinou em sua cadeira, e esticou as pernas.

NT:E por hoje é só!

Sara juntou os pratos vazios deles. "Eu comprei uma torta ou duas para sobremesa, você quer algo?"

"Não. Obrigado. Eu estou bem." Ele levantou-se então e pegou os pratos da mão dela. "Deixe-me fazer isso."

"Está tudo certo…"

Mas ele ignorou-a. "Volto já," disse empilhando os pratos em uma mão para abrir a porta com a outra.
Sara saiu de sua cadeira e estirou os músculos ainda doloridos do jogo de golfe. Ela pegou sua taça de vinho e foi se sentar no primeiro degrau do deque. Ela ouviu o ruído dos pratos quando Grissom os colocou na pia e alguns segundos depois, a porta do banheiro foi fechada.

Ela surpreendeu-se com a relutância dele em falar sobre si mesmo. Ela pensou que ele teria sob as circunstâncias. Sara descansou sua cabeça contra a coluna e inalou profundamente o odor forte dos pinheiros. Ainda não estava realmente escuro, mas o ar estava mais frio, fazendo seus braços se arrepiarem, e seus mamilos claramente visíveis através da blusinha vermelha- ainda que ela não estivesse convencida que as condições do clima tinham causado muito da última reação.

Ela não podia ajudar nisso. Sempre que ele estava perto dela, era como se o corpo inteiro dela criasse vida. Ela nunca se sentira daquele jeito a respeito de ninguém, e sua resposta a ele- um homem que havia construído tantos muros em torno de si, era incerto que ela fosse sequer capaz de transpô-los- a assustava. Ela estava bem ciente que ela estava brincando com fogo permitindo-se ficar mais próxima dele, e se ela não fosse cuidadosa, ela poderia ficar seriamente queimada.

Uma brisa fria surgiu e brincou com as árvores. Sara olhou para o céu e estremeceu. O sol havia desaparecido atrás de escuras nuvens cinza, e o cheiro de chuva iminente estava no ar. Ela teria que pôr algo mais quente logo, mas estava relutante em entrar até que Grissom voltasse. Ela não pensou que poderia aguentar estar no mesmo quarto que ele e uma cama agora.

"Então é aqui que você está se escondendo."

Seus olhos subiram e arregalaram-se em alarme primeiro, e então ela encolheu-se. "Jake!"

"Oi, Sara. Eu estava procurando você hoje." Ele ficou de pé no final da escada, um pé no primeiro degrau, olhando candidamente para ela.

"Você estava?" ela perguntou com um sorriso distante. Grissom se for a apenas há alguns minutes, mas a última coisa que ela queria era que Jake estivesse lá quando ele retornasse.

"Nós fomos esquiar na água. Eu pensei que você gostaria de vir conosco."

Ela riu meio amável. "Eu não esquio na água desde a faculdade."

"Você não jogou voleibol desde a faculdade, não esquiou desde a faculdade… isto está começando a soar como um mantra da Sara." Os olhos dele estreitaram-se divertidamente. "O que você tem feito desde a faculdade?"

Sara deu de ombros indiferente. "Principalmente trabalho."

"Ah… Você sabe o que eles dizem… sempre trabalhar e nunca brincar-"

"Faz Jake um rapaz insensível."

A respiração de Sara ficou presa e ela virou-se bruscamente para ver Grissom rigidamente em pé do outro lado da porta de tela. Seus dedos dos pés se contraíram e ela sentiu-se enrubescer. Não era uma resposta consciente. Ela não tinha motivo pra sentir-se culpada. Não era como se ela estivesse se divertindo com outro homem por trás dele.

Ela olhou de volta para Jack e seu desconforto cresceu quando ela viu-o olhando para Grissom, os lábios dele se torcendo de forma zombeteira.

"Bem, bem… se não é o Dr. Grissom," Jake disse com toda a arrogência de um bem sucedido advogado de defesa criminal, e Sara imaginou o que havia transpirado entree les depois que ela deixou o bar na noite anterior.

A porta de tela rangeu e Grissom saiu, deixando a mola da porta a fechasse atrás dele. "Turner. Ainda à espreita, posso ver."

O lábio de Jake subiu arrogantemente, mas a voz dele estava tão educadamente suave quanto a de Grissom quando ele replicou, "Talvez eu possa perguntar-lhe isso. Diga me, Dr. Grissom, você é protetor assim com todos os seus funcionários, ou é apenas Sara que desperta este instinto em você?"

"Ela precisa de proteção contra você?" Grissom desafiou.

"Talvez eu não seja o único com quem ela deva se preocupar. Tudo que eu estou oferecendo a ela é uma boa estadia. Pelo que eu pude perceber, ela precisa disso."

Certo! Isto é ridículo… e embaraçoso. Sara se sentiu presa entre dois leões brigando por supremacia sobre orgulho, e o fino véu de civilidade deles somente enfatizou sua hostilidade subjacente.
Ela levantou-se de repente assim que um um grande gota de chuva caiu em seu pé. Ela olhou para o céu. "Quando vocês meninos tiverem decidido minha sorte, deixe-me estou entrando."

Ela subiu o degrau final do deque e foi para dentro, batendo a porta atrás dela. Se eles queriam agir como crianças então que fosse. Ela não tinha que escutar isso.

Ela engoliu o resto de seu vinho e encheu a cafeteria com água. Ela estava colocando pó de café no filtro quando ouviu a porta abrir. "Então, qual o veredito?" ela perguntou sarcasticamente, não olhando para ele.

Quando ele não respondeu imediatamente, ela lhe deu um rápido olhar sobre o ombro, e então virou bruscamente sua cabeça de volta para o que sua mão estava fazendo então ele não poderia ver o riso vindo à tona. Ele parecia tão horrivelmente desconfortável e embaraçado; isso era fofo.

"Eu lhe devo um pedido de desculpas," ele disse timidamente.
Sara mordeu seu lábio e ligou a cafeteria. Ela reorganizou suas feições numa expressão severa antes de virar-se para ele, e somente então relanceou na direção dele antes de esbarrar nele em seu caminho até o 'quarto de dormir' da cabana. Ela abriu uma gaveta e tirou uma blusa grossa de algodão com mangas, não porque ela estava mais com frio, mas para esconder os mamilos que estavam pressionando dolorosamente contra o tecido delicado de sua blusa sem mangas. De costas para ele, ela pôs a camisa sobre a cabeça dela, e sua respiração prendeu quando ela ouviu-o dizer, "Você quer que eu me vá?"

Ela teve que ser cuidadodsa em como respondeu isso.
Com um giro de suas mãos na parte de trás de seu pescoço, ela puxou seu cabelo para fora do colarinho. "Você tem um guarda-chuva?" ela finalmente perguntou, com uma inclinação de cabeça em direção à janela. A chuva estava caido pesado agora, e o encharcaria em três segundos se ele saíssse agora.

Ele balançou a cabeça lentamente. "Não."

"Você quer café?" ela perguntou enquanto passava pore le sem esperar uma resposta. Ela tirou duas canecas do armário e as encheu, e sua cabeça voltou-se surpresa quando ela ouviu a porta de tela bater. Ela expirou longamente e adicionou creme em sua xícara, então foi juntar-se a ele no deque.

Ele estava de pé na balaustrada e sorriu seu agradecimento quando ela lhe deu uma acenca de café preto. Por um longo tempo, eles ficaram de pé ali no escuro, olhando fixamente a chuva em silêncio.

Depois de um tempo, Sara virou-se e encostou-se contra a balaustrada. Grissom olhou de relance para ela com olhos calmos então rapidamente olhou para longe. "Algo errado?" ela perguntou suavemente.

Ele girou a cabeça, encontrou os olhos dela. Ela sentiu a tensão dele enquanto ele exalava forçadamente. "Eu acho que é hora de nós conversarmos."

NT: considerando que tive que me ausentar um dia ou dois devido à minha limitação para digitar, resolvi demorar mais um pouco e colocar a cena completa para vocês, terminando logo o capítulo. Afinal, não tem coisa pior que isso: ler a história aos bocadinhos…

O modo como ele disso isso colocou-a imediatamente de prontidão. Ela tomou fôlego para relaxar o nó em sua barriga. "Certo," ela disse como se ela empurrasse a si mesma pela balaustrada. A luz da vela bruxuleou na jarra de vidro, e a chuva estava diminuindo um pouco. Algo lhe disse que ela precisava estar sentada para esta conversa.

Grissom seguiu e afundou na outra cadeira do deque. Ele estendeu sua pernas e cruzou-as nos joelhos então olhou para ela experimentando.

A relutância dele para falar era palpável. Ele lambeu seu lábio inferior e tomou uma longa respiração. "Uma das razões porque eu me afastei um mês… para longe de Vegas… é porque eu preciso pensar sobre minha vida, o que eu quero fazer com o que saiu disso, o que eu quero fazer… sobre você."

As palavras dele pareciam um soco no esterno dela, tomando a respiração dela.

Ele deve ter visto o choque nos olhos dela pois os lábios dele se retorceram. "Surpresa?"

Sara tentou responder, mas as palavras não podiam passar pelo inchaço em sua garganta. La engoliu pesadamente. Ela estendeu suas longas pernas e contemplou seus pés com lágrimas ferindo seus olhos. 'Surpresa' era uma atenuação, mas mais que isso, ela suspeitava o que ele iria dizer. E o coração dela já havia começado a se partir.

"Sara…" ele disse gentilmente, a voz dele incitando-a a olhar para ele. Ela piscou longe a umidade em seus olhos e olhou para ele. "Nós não podemos-" As palavras grudaram na garganta dele, e ele deslocou seu olhar para a escuridão.

A chuva havia parado, e havia uma tranquilidade passível de destruição no ar agora, um silêncio quebrado apenas pelas gotas caindo dos galhos das árvores e da beirada do telhado.

Grissom ficou em silêncio por um longo tempo, e então ele riu suavemente, mas não havia humor no som. Ele roçou um dedo pelos lábios dele e olhou para ela. Quando ele falou, sua voz soou rude, quase estrangulada. "Eu vejo caras como Turner farejando em torno de você e isso me deixa louco. Até agora há tantas razões por que nunca poderia funcionar entre nós… por que não pode acontecer. Eu pensei muito nisso, Sara," ele disse suavemente, e então ela ouviu a determinação em sua voz quando ele disse, "Nós precisamos deixar isso passar."

Sara sentiu uma mistura complexa de emoções… amor, dor, frustação, raiva, mas foi apenas cansada aceitação que ela ouviu em sua voz quando ela disse em um modo monótono e sem vida, "Certo." Ela levantou-se, desculpou-se, e foi para dentro.

Ela trancou-se no banheiro e encostou-se contra a porta. Magoaria menos se ele simplesmente tivesse dito que não estava interessado. Mas ela sabia que não era o caso. Se ela pensasse por um minuto sobre os dois anos passados que ele não estava interesado, ela não teria ficado tão profundamente envolvida com ele como ela havia. Ela teria seguido adiante há muito tempo.

Ele estava mesmo interessado. Ela podia ver isso, ouvir issso, sentir isso… ele havia mesmo reconhecido que havia alguma coisa entre eles. O que ele precisava fazer era conseguir passar por quaisquer dúvidas que ele tinha sobre eles. E não parecia como se ele estivesse pronto para fazer aquilo. Sara estava começando a pensar que ele nunca estaria.

O coração dela retorceu-se com piedade, mais por ele que por si mesma. Ela empurrou-se da porta e usou o banheiro. Alguns minutos depois, ela retornou para o deque com duas garrafas de cerveja. Ela precisou de alguma coisa mais forte que café, e se o ar taciturno na face dele era qualquer coisa perto disso, então ele também.

"Cerveja?"

Ele pegou uma garrafa dela e pôs sobre a mesa. "Obrigado."

Sara estava inquieta. Ela foi para a balaustrada e olhou para a noite escura. A lua estava se escondendo atrás das nuvens e não havia luzes ou música vindo do bar da praia esta noite. Enquanto o silêncio deles crescia, ela imaginou o que ele estava pensando… por que ele não havia ido embora ainda, se havia mais que ele queria dizer a ela. Ela estendeu suas costas e rolou sua cabeça para aliviar a tensão em seus músculos doloridos.

"Ainda dolorida?"

Ela lançou-lhe um olhar sobre seu ombro e deu-lhe um meio-sorriso. "Minhas costas principalmente. Eu acho que eu não estou em tão boa forma quanto pensei. Eu terei que começar a ir à ginástica novamente."

"Bem, você provavelmente usou músculos que normalmente não usa." Ele levantou e veio pôr-se de pé atrás dela. "Onde dói?"

A mão dele estava nas costas dela antes que ela tivesse tempo de processar as intenções dele. Mesmo através de duas camadas de roupa, ela sentiu o calor dele e engoliu um gemido de prazer. "Bem aí," ela disse sem ar quando ele massageou os músculos à direita da coluna dela. E então ela ficou em silêncio, fechou seus olhos, e desfrutou do toque dele.

"Você disse mais cedo que algumas partes do jogo foram melhores que outras… de quais partes você gostou mais?"

"Bem… ah, isso é bom," ela disse lentamente quando ele tocou um ponto particularmente tenso.

Ele colocou mais pressão com seu polegar, e para maior surpresa dela, colocou seu braço em torno dos ombros dela e empurrou-a para trás. "Encoste-se contra minha mão," ele instruiu suavemente, enquanto ele continuava a trabalhar os tirando os nós dos músculos dela, e ela obedecia desejosa. "Você estava dizendo…"

"Sobre? Oh! Golfe." Ela mentalmente se chutou e amaldiçoou a falta de ar em sua voz. "Bem… era um dia perfeito para uma atividade ao ar livre. O percurso, o cenário, era bonito. E aquela tacada que eu fiz no décimo-quinto buraco, eu não posso esquecer aquilo.

Ele esteve em silêncio por um momento. "E o que aconteceu após a tacada, você vai esquecer daquilo?" ele perguntou sondando, provocativamente.

Sara sorriu para si mesma. Ele fez parecer como se importasse para ele que ela lembrasse do beijo dele. "O que aconteceu depois daquilo?" ela provocou-o de volta.

Ele soltou-a, mas não se afastou. "Como elas esquecem rápido."

"Oh, você quer dizer, aquela, hã… aposta que eu ganhei." Ela voltou-se e olhou para ele, e ficou agradecida de ver divertimento brilhando no olhos dele na fraca luz do deque. Ela franziu os lábios. "Você sabe, Grissom, quando eu apostei um beijo com você, eu realmente não esperava ganhar. Mas dada a minha performance, eu esperei que a recompensa fosse um pouco mais… sincera."

"Ah… você esperou que minha performance se igualasse à sua?"

Ela estalou os lábios e sorriu maliciosamente. "Alguma coisa assim."

Ele olhou-a por um momento, seus olhos sorrindo dentro dos dela. "Bem, eu sinto muito, mas eu estava um pouco preocupado com todas as razões por que eu não deveria beijar você."

"Se você chegar a uma razão por que você deveria, deixe-me sempre saber," ela deixou escapar, percebendo um momento tarde demais que soava como se ela ainda estivesse tentando conseguir um outro beijo. Suas bochechas ficaram quentes e ela rapidamente virou-se para longe dele, mentalmente se censurando novamente por dizer mais do que deveria. Ela tomou um longo gole de cerveja e pôs a garrafa no pé da balaustrada.

"Existe- sempre tem havido- uma," ela ouviu-o dizer suavemente atrás dela. Ela virou-se e encontrou os olhos dele, uma interrogação nos dela. Os lábios dele se retorceram e ele enterrou as mãos nos bolsos. Ambos os ombros subiram num dar de ombros. "Eu quero."

Os lábios de Sara abriram-se em surpresa, não porque ele queria beijá-la, mas porque ele podia admitir isso. Eles encararam um ao outro, e ela prendeu sua respiração, fascinada pela estranha mistura de emoções no olhos dele. Desejo, frustração, raiva talvez… ela imaginou qual poderia ganhar. Mas ela não teve que imaginar muito.

Os olhos dele procuraram o rosto dela, pousando nos lábios dela, e então ele lentamente baixou sua boca na dela.

Não havia nada de severo ou preocupado sobre este beijo. O primeiro toque dos lábios dele foi elétrico. A boca dele moveu-se sobre a dela suavemente, sensualmente, alterando as batidas de seu coração e enviando uma investida de anseio para a barriga dela. Com ambas as mãos, Sara agarrou a balaustrada atrás dela para se apoiar, e neste débil movimento ele parou o beijo. Ela abriu seus olhos e encontrou o calor nos dele.

A boca dele pairou sobre a dela, a respiração rápida dele soprando nos lábios dela. "Sara…" ele sussurrou, em um estragulado, exasperado tom, estranhamente como uma censura, como se ela fosse culpada por ele perder a batalha contra os primitivos impulsos dele.

Ela deixou sair um suspiro frustrado e fechou seus olhos firmemente contra seu desapontamento. E então ela sentiu as mãos dele em sua cintura e ela olhou para ele. Sua respiração travou e saiu em uma arremetida no desejo cru nos olhos dele… e algo mais, algo muito parecido com submissão.

Sara nunca poderia dizer quem se moveu primeiro, apenas que os lábios deles colidiram juntos, se abriram, e a lingua dele começou uma esquisita exploração de sua boca.

Ela soltou o corrimão e colocou seus braços em volta do pescoço dele enquanto ele puxava-a, decididamente, mais perto, os seios dela firmes contra o peito dele. As mãos dele era quentes e firmes em suas costas, sua boca se confundido com a dela, provou, sondou, provocou os sentidos dela com quente suavidade, enviando uma poça de líquido quente para o centro dela.

Ela ouviu um gemido, e percebeu que era seu quando ela pressionou o comprimento de seu corpo contra ele, sentindo a forte evidência física do despertar dele contra ela. As mãos dele seguraram seus quadris e seguraram-na firmemente para ele enquanto ele continuava a derramar a paixão dele em sua boca, fazendo amor com ela com sua lingua e seus lábios até que ela desejou-o de um modo que ela nunca desejara homem algum.

Ao final, foi o rugido distante do trovão que finalmente penetrou na confusão do cérebro dela. Os lábios deles se afastaram, e Grissom moveu suas mãos dos quadris dela para abraçar sua cintura. Ele escondeu o rosto no cabelo dela, sua respiração desigual, igualando-se à dela, e ela pôde sentir o bater forte do coração dele contra seu busto.

"Uau," Sara finalmente sussurrou no ouvido dele, expressando em uma simples palavra a força da atração deles um pelo outro.

Ele afastou-se ligeiramente para trás e olhou para ela. Ele sorriu um pouco, uma tentativa meio amável, em todo caso. "É precisamente por isso que eu não deveria beijar você."

Mas Sara recusou-se a deixar que as palavras dele estragassem o momento. Ele havia lhe mostrado a profundidade da paixão dele, e nada que ele pudesse dizer desmereceria isso. A fome dela por ele ainda estava ali, poderosa e pulsante como cada batida de seu coração na parte mais necessitada de seu corpo. Se ele podia faze-la se sentir daquela maneira com um beijo, ela não podia nem começar a imaginar o que fazer amor com ele poderia ser. Ela só soube que ela precisava descobrir. Ela estava a ponto de jogar a cautela ao vento, mas não se importava. Se ele queria dar as costas ao amor, então que fosse. Mas ele teria que lutar com ela.

"Por que não, Grissom?" ela perguntou, deixando suas mãos deslizarem pelos braços dele. Ele soltou-a, mas não se moveu para longe. "Nós estamos aqui, nós somos obviamente atraídos um pelo outro, seria tão ruim explorar esses sentimentos… ver onde eles nos levariam?"

Ele afastou-se e pegou sua cerveja na mesa. Ele colocou a garrafa em seus lábios para um longo gole. Um relâmpago, rapidamente seguido pelo estampido do trovão, iluminou o céu à distância. "Há uma tempestade vindo para cá."

Ah! Havia uma tempestade vindo com certeza, e não estava restrita ao céu. Ele olhou-a brevemente, mas ele deve ter percebido que ela não estava a fim de discutir o clima com ele, então ele piscou e derrubou seu queixo no peito. Ela ouvia a frustração dele em seu longo suspiro.

"Não é tão simples, Sara."

"Por que não? Por que não podemos fazer isso simples? Nós somos dois adultos solteiros-"

"Não funcionaria entre nós."

Havia um ar de finalidade na voz dele que Sara não estava pronta para aceitar. Ela podia entender algumas dúvidas dele, mas como ele podia- qualquer um que se importasse- nagar a ele mesmo algo que tinha a promessa de ser tão maravilhoso? "Do que você tem medo, Grissom?" ela finalmente perguntou, escondendo a raiva crescente dela atrás de um sorriso desarmante e da gentileza em sua voz.

Eles obviamente o distraíram por um momento, e quando Sara pensou que ele esta prestes a lhe contar, um outro trovão os lembrou que a tempestade estava chegando mais perto. Ele olhou para fora, no céu e sorriu. "Eu receio que se eu não for agora, eu ficarei preso aqui."

Preso!Ela engoliu pesadamente contra a dor que ele estava infligindo sem saber. Ele podia ser o mais enfurecedor, irredutível… Sara balançou sua cabeça. Ela havia forçado novamente, e como esperado ele se retraíra. Ela saberia melhor, mas ela deixara que o beijo dele atravessasse suas defesas. Bem não mais. "Ótimo, vá," ela disse enquanto ela pegou sua garrafa de cerveja e afundou na cadeira do deque. Essencialmente, ele já fora.

"Você está aborrecida comigo."

Ela olhou para ele. "Aborrecida?" ela repetiu, ouvindo a raiva na voz dela mas incapaz de se refrear. "Por que você pensaria que eu estou aborrecida, Grissom? Porque num minuto você está furioso como o inferno porque estou aqui e no minuto seguinte você está me convidando para passar o dia com você? Porque num minuto você está ali me dizendo que não pode haver nada entre nós, e no seguinte você está me beijando como-" Ela impediu-se de dizer, 'como nenhum outro homem havia jamais me beijado antes.' Ela respirou fundo para se acalmar. "Apenas pare de brincar comigo, Grissom. Se você não quer isso, então fique longe de mim."

Silêncio cortava o ar. Ele olhou atônito e exatamente tão magoado e furioso quando ela se sentia, ambas as coisas fazendo pouco sentido para Sara. Ele estava tomando as decisões, não ela.

Grissom limpou a garganta. "Eu sinto muito," ele disse. "Você está certa. Eu não deveria ter… É melhor eu ir." Ele desceu os dois degraus do deque de uma vez como se ele não pudesse esperar para se despedir. Mas no pé da escada ele deve ter lembrado de suas maneiras pois ele virou-se, e disse, "Obrigado pelo jantar."

E então ele se fora.

Palm Grove Golf and Country Club, Las Vegas

Eles haviam procurado em cada centímetro da área em torno do 17o buraco pela arma do crime, David confirmou umas horas depois que era mais provável um taco de golfe. Um de ferro para ser mais específico. Uma arma de oportunidade; fazia sentido. Brass estava trabalhando num mandado que lhe daria acesso aos perteces dos membros do clube guardados na sede, mas seria provavelmente mais duas horas antes que isso estivesse pronto. O sol estava quase nascendo, o que para os CSI do turno do cemitério, significava que era hora de ir para casa.

Sara estava cansada. Passar a noite em campo sempre cobrava um tributo maior dela que fazer o trabalho do laboratório, mas esta noite, não fora apenas o trabalho que contribuíra para a exaustão dela. Trabalhar ao lado de Grissom, fingindo que nada mudara entree les enquanto era assombrada por suas memórias do tempo deles em Tahoe, havia deixado-a esgotada.

Nick estava embalando seu equipamento; Warrick fora chamado para outro caso durante a noite; e Sara estava de pé diante do lago artificial que limitava o 17o buraco à esquerda.

Grissom estava de pé ao lado dela.

"Se a arma do crime está aqui, o único lugar fora da vista no fundo do lago," ela disse em resposta à questão dele feita dentro dos pensamentos dela.

"Você está provavelmente certa. Nós temos alguns CSIs estagiários para darem uma outra olhada hoje. Brass e eu estamos esperando pelo mandado. Se nós não não chegarmos mais perto de alguma coisa, nós iremos dragar o lago esta noite."

Sara lançou um olhar para ele. Ele parecia tão cansado quanto ela se sentia. "Você gostaria de mim para marcar a área em volta? Ajudar você a terminar?"

Depois um longo estudo da face dela, ele balançou a cabeça. "Você parece cansada. Vá pra casa; durma um pouco. Eu provavelmente vou querer que você de volta cedo da noite. Eu vou ligar pra você."

"Certo." Havia muito mais que Sara queria dizer, mas não podia. Ela não podia lhe dizer que ela dormira apenas o suficiente desde deixar Tahoe; que ela ficava deitada na cama à noite, sentindo tanta falta dele, que doía. Ela não podia contra-lhe que ela queria que ele viesse pra casa com ela agora e fizesse amor com ela até que ambos caíssem num sono cheio de êxtase. Ela não podia dizer-lhe nada daquilo porque ela prometera a ele que o que acontecera entre eles em Tahoe teria que ficar lá. Esquecido.

Então ela lhe deu boa-noite e deixou-o no lago com seus próprios pensamentos, imaginando se ele sequer se permitia lembrar do Lago Tahoe.