Capítulo Cinco
Angra Zephyr, Lago Tahoe
Grissom tomou ternamente a face dela em suas mãos e fitou dentro de seus olhos. "Não é tarde demais para mudar de idéia".
"É isso que você quer?' Sara questionou sem fôlego, surpresa que sua voz funcionasse. Seu coração já estava acelerando em antecipação do que estava por vir.
"Não," ele sussurrou de volta,
A língua dela saiu para molhar seus lábios. "Eu também."
A boca dele avançou sua e o ar lutou dentro dos pulmões dela num suspiro involuntário seguido pelo dele, os únicos sons no quarto, misturando-se com o pulsar trovejante nos ouvidos dela. Os primeiros toques dos lábios dele haviam abruptamente conduzido-a mais fundo dentro do abismo de sensações que havia começado na sua porta no momento em que ele havia concordado em passar a noite com ela.
As mãos dele se deslocaram por suas costas, vagando gentilmente, sua exploração controlada, ainda que Sara pudesse senti-las tremendo através do leve algodão de sua blusa. As mãos dela avançaram lentamente sobre a camisa dele, seus punhos juntando e puxando pelo tecido cobrindo seu peito. Suas bocas abriram-se simultaneamente, suas línguas tocaram e se confundiram em um dividido gemido gutural.
Os lábios deles se afastaram e seus olhos se encontraram. As pálpebras dele estavam pesadas, sua respiração desigual, "Sara…"
O nome dela não era mais que um sussurro, uma breve prorrogação antes que ele capturasse seus lábios novamente. A língua dele deslizou dentro de sua boca, acariciou e provou, enquanto suas mãos moveram-se com crescente abandono sobre suas costas, arrastando sua blusa para cima um pouco mais com cada carícia firme.
Quando elas deslizaram sob sua blusa e os lábios dele se moveram para seu pescoço, Sara pensou que seus joelhos poderiam se dobrar sob ela.
Ela jogou seus braços em torno do pescoço dele e o agarrou enquanto virava a cabeça, oferecendo sua carne sensível para a boca dele. Sua pele formigou com cada toque dos lábios ardentes dele, a língua dele moveu-se, provou, os dentes mordiscaram na junção de seu pescoço e ombro, então gentilmente sugaram, mandando ondas de calor fervente para o ventre dela.
A respiração dela prendeu-se em um gemido de prazer e ela se arqueou contra ele sentindo a evidência de sua excitação pressionada contra ela. Oh, Deus! Este é Grissom, ela teve que lembrar a si mesma, tocando-a, sem-vergonha de sua paixão enquanto suas mãos agarravam os quadris dela e segurando-a firmemente contra ele.
E então ele se endireitou, suspendeu-a, a saliência firme de sua excitação criando uma deliciosa fricção no vértice das coxas dela. Ele a carregou para a cama e colocou-a de costas lentamente, a jornada corpo dele abaixo tão divertida quanto a jornada acima havia sido. Seus olhos queimavam dentro dos dela no brilho suave da lâmpada na sua mesa de cabeceira, enquanto seus dedos lutavam com os botões de sua camiseta sem mangas.
O coração dela batendo, Sara observou-o enquanto ele deslizou a camiseta para fora de seus ombros e jogava-a descuidadamente em uma cadeira próxima. Ele tomou fôlego e o olhar dele deslocou-se, subindo para o rosto dela, sua garganta, seus seios, e de volta mais uma vez, olhos bem abertos e brilhantes, como se receasse pela visão dela.
Ela sorriu timidamente enquanto ele pousava uma mão hesitante na base de sua garganta e deslizou-a lentamente por seu peito com seus seios cobertos pelo sutiã fechado. Ela não podia mover-se. Pensando que tudo nela gritava por mais, ela ficou imóvel durante a exploração sensual de seu tórax. Sem uma palavra, ele ergueu-a novamente, e segurando-a com um braço, ele arrastou a coberta da cama com a mão livre e colocou-a nos lençóis frios.
Ele inclinou a cabeça dele para um mamilo sensível, provocou isso com os lábios dele através da renda delicada de seu sutiã, extraindo isso gentilmente com os dentes dele, enquanto o polegar dele e indicador trabalhavam o dentro de pequeno aperto.
Um gemido de prazer escapou de sua garganta, e Sara fechou seus olhos.
Ela havia sonhado com esse momento, mas seus sonhos mais eróticos nunca haviam sido tão próximos da realidade de Grissom tocando-a tão intimamente... Tão reverentemente. Ela havia perdido todo o senso de tempo e espaço desde a primeira promessa dos lábios dele, e agora ela estava perdendo seu coração pra ele mais uma vez.
Ela sempre o havia amado, e aquilo fez aquele ato de amor tão mais especial e excitante que qualquer coisa que ela havia experimentado no passado. Não era apenas o corpo dela respondendo ao dele. O coração dela estava bem ali com o dele, saltando em tantas batidas, isso era quase assustador. Ela nunca havia experimentado sexo com amor. Ela nunca havia se sentido completamente feminina e desejável. Ou o desejo duelando entre amor e sexo que agitou entre seu coração e sua vagina.
De um lado ela queria precipitar as coisas, tocá-lo arbitrariamente, incitá-lo a se unir a ela; por outro lado, ela apenas queria tomá-lo e saborear egoisticamente cada segundo do lento e sensual ato de amor dele.
Ela queria gravar a fogo cada delicioso segundo da necessidade dele por ela na memória.
Os lábios dele desceram de seus seios para seu abdome, extraindo outro suspiro delicado dela. Quando a boca dele alcançou o cós de suas calças, ele deslizou-as fora, puxando a roupa de baixo junto, e descartou-as no assoalho. A camisa pólo dele juntou-se a elas.
Ele voltou à sua posição ajoelhada entre as pernas dela e removeu o sutiã dela.
Sara deitou nua sob o olhar investigativo dele, mas toda a timidez havia sumido. Ela encarou o peito dele, largo e naturalmente musculoso, e ela se esticou, incapaz de conter para não tocá-lo. Ela sentou-se e começou sua própria exploração gentil da linha de trás do pescoço dele, para baixo dos peitorais esculpidos que ela havia apenas podido imaginar sob as camisas e jaquetas dele.
Sua boca seguiu, chovendo o peito com delicados beijos antes de aterrar em um mamilo plano. Ela ouviu a tomada afiada da respiração dele e sorriu. Ela não pode deixar de pensar nada mais satisfatório que saber que ela havia afetado-o tão fortemente quanto ele a afetava.
Os dedos dele se enredaram em seus cabelos e o peito dele subiu e caiu sob seus lábios com cada respiração estrangulada. Então ele gemeu e empurrou sua cabeça para trás. A boca dele procurou a dela vorazmente, e a mão dele era doce tortura enquanto se movia por seu corpo abaixo, por seu quadril e sua coxa. Os dedos dele deslizaram para o calor e umidade entre suas pernas, e seus quadris subiram em resposta. Ele afagou-a delicadamente, e então adicionou pressão, deixando sua necessidade aumentar, até ela se contorcer com a mão dele, seus dedos se enterrando nos ombros dele.
Ele interrompeu o beijo e olhou para ela, seus olhos escuros e vítreos. 'Deus, Sara,' ele sussurrou asperamente, 'eu quero tanto você...'
O coração dela bateu na garganta com as palavras dele. Oh, se apenas a vontade dele fosse maus que física, o mundo dela poderia ser perfeito. Mas o que ela estava pensando? Porque ela estava mesmo desejando por mais quando seu mundo estava quase perfeito justo agora droga?
Sara levantou uma mão para a face áspera pela barba dele e olhou dentro dos olhos dele. 'Eu quero você, muito'.
Ele deixou a cama e rapidamente removeu o resto das roupas dele.
Sara tentou não encará-lo, mas ela não pode impedir. Ela havia tão frequentemente sonhado como ele pareceria sob as camadas de roupa dele, e agora seus olhos se deleitaram na masculinidade completa do corpo largo dele enquanto ele tornava a se juntar a ela na cama. Ela não pôde esperar para tocá-lo novamente – todo ele, sentir a pele dele contra a dela, se conectar com ele no íntimo mais íntimo.
Ele levantou-a sem esforço ao meio do colchão e abaixou a cabeça dela nos travesseiros, antes de cair sobre ela, suportando seu peso nos antebraços, e embalando a cabeça dela em suas mãos. Os olhos dele, escuros com desejo, estavam fitando os seus quando ele penetrou seu corpo em um curto, delicado golpe, parando para dar-lhe tempo para se ajustar a ele.
Uma rede de sensações passou através dela, tocando seu corpo, coração, e alma. Suas sobrancelhas pareciam pesadas, e suas paredes se apertaram instintivamente em torno dele. Ela tocou as costas dele, deslizando suas mãos abaixo da espinha, levantando seus pés sobre ele para arrastar as solas dos pés ao longo das panturrilhas dele. Com suas mãos na curva das costas dele, ela silenciosamente incitou-o a lhe dar mais.
E ele deu, só um pouco mais. Então ele parou novamente, enquanto o roçar incessante dos lábios dele na sua face e pescoço incendiava-a e enviava uma mistura de sensações ardentes rodando no fundo de seu abdome. Crescendo em intensidade com cada toque. Cada respiração áspera contra sua orelha.
Sara sabia o que era estar faminta pelo toque de um homem, mas ela nunca havia sentido uma necessidade tão crua e intensa. Ela abriu seus olhos e olhou para ele, silenciosamente aquela necessidade, e a mão dele lentamente deixou o emaranhado de seu cabelo e moveu-se corpo abaixo para seu quadril; Ela levantou-a para ele, e mergulhou pelo resto do caminho dentro dela.
O longo e duro golpe dele deu fôlego a ela e o nome dele saiu dela em uma arfada. Algo cintilou nos olhos dele então, como um flash de luz queimando quente, mais quente, se aquilo era possível. Ela ouviu a inalação afiada na respiração dele, enquanto ele começava a se mover, sempre tão lentamente dentro dela, o olhar penetrante dele nunca deixando seus olhos enquanto seu prazer continuava a crescer, como carvões quentes na orla da ignição em um inferno completamente desenvolvido.
Ela se segurou, querendo prolongar o momento tanto quanto fosse possível.
Mas a respiração dele estava ficando mais rápida com seus lábios, os olhos dele estavam toldados com desejo e queimando com alguma coisa que Sara podia apenas imaginar, uma emoção mais profunda do que ela já havia testemunhado neles. Seus dedos afundaram no cabelo dele, e ela levantou a cabeça convidativamente.
Ele esmagou seus lábios contra os dela num gemido; ela soube que o controle dele estava sumindo quando ele acelerou o ritmo, martelando dela, e ela arqueou-se, encontrando-o a cada golpe.
E então ela perdeu todo o controle de seu corpo. Sua respiração prendeu, e ela abriu sua boca em um gemido desesperado, suas mãos agarrando a parte de trás da cabeça dele para esmagar a boca dele mais fortemente contra a sua. A língua dele deslizou e misturou-se selvagemente com a sua enquanto a pressão aumentava, e suas paredes começaram a pulsar erraticamente, prendendo-o firmemente, antes que seu corpo entrasse em erupção em um grito que o enviou além do limite com ela.
Ele desabou sobre ela e enterrou a face em seu pescoço, a respiração vindo em pequenos ofegos, o coração batendo no ritmo do dela contra seus seios. Lágrimas silenciosas encheram seus olhos enquanto ela acariciava o pescoço dele com seu nariz e corria seus dedos lentamente sobre as costas dele, pra cima e pra baixo, em um movimento gentil delicado.
Ele estremeceu violentamente e soltou um longo suspiro.
Isso foi um pouco antes dele se levantar para olhá-la, um sorriso em seus lábios. 'Bem, bem, bem, Srta Sidle,' ele murmurou sem certeza. 'Eu acho que você deu um novo significado a excitante.'
Ela sorriu. 'Engraçado. Eu estava justamente pra dizer o mesmo de você.'
Os olhos dele foram até os lábios dela, e ele inclinou sua cabeça muito suavemente para tocar sua boca na dela. Quando ele olhou-a novamente, sua expressão era séria. 'Como você está se sentindo?'
'Hummm, morta, eu acho,' Sara respondeu sem fôlego. 'E viva ao mesmo tempo.'
Deliciosamente feliz, e tão apaixonada…
As palavras, como suas emoções, estavam muito próximas à superfície, mas Sara sabia melhor como exprimi-las. Isso era um sonho, e como todos os sonhos, ela acordaria eventualmente dele. E quando ela o fizesse, ela enfrentaria o fato que ele nunca se sentiria completamente da mesma maneira a respeito dela. Mas por agora, ela se permitiria o sonho, e ela não o arruinaria incitando-o a dizer coisas que ela realmente não precisava, nem para querer, para ouvir. Ao invés disso, ela disse com toda sinceridade, 'eu apenas estou grata pela pequena coincidência do destino que pôs você no cruzeiro hoje à noite.'
Ele tirou o peso de cima dela, rolou sobre suas costas e apoiou o braço no travesseiro dela em um convite silencioso para ela chegar mais perto, ao que ela respondeu se virando e se aconchegando nele. Ele estendeu o lençol sobre eles e colocou seus braços em volta dela.
Sara concordou gentilmente, e fechou os olhos. Se ela morresse agora mesmo, ela morreria uma mulher feliz.
'Sara, eu, hã, tenho uma confissão a fazer,' ele murmurou, depositando um beijo no cabelo dela. 'Sorte não teve nada a ver com eu estar no barco esta noite.'
Ela franziu a testa e apoiou-se num cotovelo para olhar pra ele. Ela pegou na mão dele e enlaçou seus dedos com os dele. 'Não teve?' ela perguntou indiferentemente, depositando um beijo no polegar dele de forma ausente.
Ele balançou a cabeça, seus olhos sorrindo dentro dos dela. 'Eu vi você no quiosque comprando uma passagem e eu, hã, convenci a mulher que lhe vendeu a me dizer em qual cruzeiro você estaria.'
Sara jogou-lhe um olhar curioso. Ele havia planejado isso? Quanto da noite inteira havia sido premeditada, ela quis saber. De algum modo ela não poderia visualizar Grissom levando uma traição tão longe.
Sara balançou a cabeça rapidamente e fez a pergunta mais importante em sua cabeça. 'Por quê?'
'Eu não estava satisfeito com o modo como deixamos as coisas noite passada,' ele disse lentamente. Ele soltou o fôlego e colocou-a mais abaixo em seu peito. 'Eu queria falar com você. O cruzeiro era uma oportunidade de ter sua atenção irrestrita.'
'Sem rotas de fuga,' ela murmurou contra o peito dele.
A mão dele moveu-se no cabelo dela, seus dedos penteando em longas, lentas carícias. 'Me perdoa?'
Sara fechou os olhos. 'Humm'. A massagem calmante dele em seu couro cabeludo e o subir e descer do peito dele eram como uma droga embalando-a num estado de torpor.
Ela poderia provocá-lo sobre sua pequena traição no dia seguinte – não havia nada realmente para perdoar – mas esta noite ela queria apenas aquecer-se no arrebol de ter feito amor com um homem, o único homem, que ela realmente quisera.
'Cansada'
Ela assentiu fracamente e deixou escapar um assentimento.
Grissom se espreguiçou e apagou a luz. Ele passou um braço em volta dela e puxou-a contra si.
'Noite,' ela murmurou, enquanto ela descansava o braço no peito dele e apoiava a Mao sobre a forte, firme batida do coração dele.
'Boa noite. Sara.'
Ela sentiu o roçar dos lábios dele, suaves como uma pena, contra sua testa antes de sucumbir ao sono.
~ * ~
O CORPO DE SARA DOÍA. A sensação não era desconhecida, uma vez que não fazia muito tempo desde que ela havia se sentido desconfortável, e desde então, não havia se sentido totalmente bem.
Ela afundou mais no travesseiro, as memórias da noite passada penetrando na confusão de um cérebro que estava vagando acordando e tentando voltar a dormir. Ela lembrou-se de tudo vividamente, do momento que ele havia fechado a portada atrás deles e jogado a jaqueta nas costas da cadeira, como ele havia alcançado-a, confiante, livre de todas as reservas que ele poderia ter sobre passar a noite com ela. Oh! Quão lentamente ele havia despertado seu corpo, mente, e coração até que houve somente ele, e ela, e não havia nenhum lugar para pensamento, só sentimento.
Mais tarde eles haviam dormido, abraçando um ao outro até que uma fatia da luz do sol se derramou pelo quarto.
Sara sorriu e se mexeu, procurando por Grissom, precisando estar perto dele novamente.
Ele não estava lá.
Os olhos dela se abriram e ela se sentou. 'Grissom,' ela chamou, e então percebeu que as roupas dele haviam sumido. Os lençóis, onde ele havia dormido, estavam frios ao toque. Há quanto tempo ele havia ido? Há quanto tempo ela estava dormindo sozinha?
Sara levantou as pernas até o peito e enrolou os braços em volta delas. Seu queixo caiu sobre os joelhos, e ela engoliu um nó doloroso em sua garganta. Como ele pudera apenas levantar e sair sem mais que um obrigado, senhora? Se não fosse a marca no travesseiro dele, ela pensaria que havia sonhado a coisa toda.
Ela respirou fundo para aliviar a dor no peito. Ela tinha que sair dali, da cama em que eles haviam partilhado tudo tão brevemente. Ela jogou as pernas pelo lado da cama e foi para o closet pegar o robe. Seu coração pesado, ela pisou através do silêncio opressivo da cabine para o banheiro para sua rotina matinal.
Vários minutos mais tarde, ela estava mais ou menos brincando com seu cabelo molhado com uma toalha quando ouviu uma batida suave na porta. Seu coração deu um salto e se alojou na garganta. Quem poderia ser?
Ela abriu a porta para Grissom, apoiado casualmente contra a soleira da porta, vestindo seus jeans desbotados cobertos com uma camisa verde justa e um sorriso desarmante que fez um longo caminho matando a dor no coração dela.
'Oi,' ele falou suavemente.
Ele parecia tão fresco quanto o ar morno da manhã. O sol brilhava nas ondas prateadas da cabeça dele, e os pássaros cantavam alegremente ao fundo. Ele parecia incrivelmente sexy, e feliz, Sara notou, e lutou contra um desejo repentino, forte de jogar seu braço em torno dele e arrastá-lo para dentro da cabana.
Ela engoliu um sorriso. 'Você esqueceu alguma coisa?' ela perguntou desapaixonadamente, e quase se arrependeu disso quando o sorriso dele hesitou e os olhos perderam o brilho. Sara deixou-o na porta e descartou a toalha no alto do trocador. Ela remexeu nas gavetas por roupa de baixo. Ela não olhou pra ele quando ele veio e fechou a porta, mas pôde sentir s olhos dele seguindo cada movimento seu.
'Eu trouxe desjejum,' ela o ouviu dizer, e ela lançou-lhe um olhar sobre o ombro, notando o saco de pepel pardo que ele segurava. Ele tentou outro sorriso. 'Café e bolinhos.'
Uma oferta de paz? 'Obrigada,' ela disse brandamente, e fechou o guarda-roupa.
Ela ouviu o suspiro pesado dele e o farfalhar do saco enquanto ele o colocava no balcão da cozinha.
'Sara…' As costas dela se enrijeceram quando ele se aproximou dela. Ela olhou pra cima e encontrou o olhar desconcertado dele no espelho. 'O que está errado?'
'Nada,' ela disse igualmente, mas a palavra soou como uma mentira em seus próprios ouvidos. Ela pegou a toalha e levou-a ao cabelo novamente.
Grissom arrancou a toalha de suas mãos e jogou-a de volta no vestiário. Ele agarrou-a e virou-a para encará-lo. 'Isso não é nada. Eu fiz algo de errado?'
Sara abriu a boca para dizer-lhe exatamente o que ele havia feito de errado, mas fechou outra vez quando percebeu como isso soaria. Possessiva, pegajosa. De modo algum a imagem de mulher independente, incapaz de ser afetada que ela queria tanto passar. Ela contorceu-se para fugir do aperto dele e foi sentar-se na ponta da cama. 'Você se arrepende da noite passada?' ela perguntou impassível.
Os olhos dele se estreitaram em confusão. 'Não,' ele disse rapidamente, e então seu o olhar desviou-se de modo culpado. Ele olhou para ela por um momento antes de se juntar a ela na ponta da cama. Ele pegou sua mão na dele. 'Bem, talvez por um minuto.' Havia um pedido de desculpas no tom de voz dele e levantar dos ombros dele.
Sara maldisse silenciosamente as lágrimas que picavam seus olhos. Ela piscou rapidamente e olhou para longe. 'Foi no minuto que você foi embora?'
'Sara…' Ele roçou na parte de trás de seu cabelo desde o rosto dela. 'Olhe pra mim, por favor. Isso não foi—' Ele deve ter visto a magoa nos olhos dela então porque parou de falar e apenas olhou pra ela, percebendo a compreensão na face dele. Ele inspirou fundo, então a mão dele estava em seu cabelo, e ele estava puxando o rosto dela para o dele.
O beijo dele estava cheio de censura primeiro, e então seus lábios suavizaram, apelando por perdão. Quando os lábios dele deixaram os dela, ele envolveu seus braços em volta dela e segurou-a contra ele.
Sara mirou suavemente o pescoço dele.
'Não era realmente arrependimento, você sabe,' ele disse roucamente, depositando um beijo suave no topo da cabeça dela. 'Como qualquer um pode se arrepender da realização de uma fantasia? Mas, quando um homem faz amor com uma mulher ele... se importa com isso, ele fica o mais vulnerável possível. Isso pode ser assustador.'
Sara sorriu para si mesma. Ela era muito bom em desculpas, ela decidiu.
'Do que ele tem medo, Grissom?' ela murmurou provocantemente.
Quando ele não respondeu, ela endireitou-se e olhou para ele, recebendo o olhar chocado dele com divertimento. Os lábios dela se repuxaram docemente, deixando-o saber que ele não tinha que responder àquilo. A maioria dos homens não gostava de demonstrar suas emoções, e Grissom era mais reservado que a maioria. O ato de amor poderia tê-lo deixado se sentindo exposto, e isso, ela decidiu, foi por que ele sentiu necessidade de sair antes que acordasse.
O lábio dele contraiu-se em resposta ao sorriso dela e uma luz encantadora apareceu nos olhos deles. 'Que tal um pouco de café?'
Sara riu e seguiu para a área da cozinha. 'Então... o que você gostaria de fazer hoje?'
'Eu pensei que iríamos pescar.'
'Pescar,' ela interrompeu. 'Eu.'
Ele riu. 'Não me diga. Você também nunca pesca.'
'Não desde que eu tinha seis anos. Eu peguei esse peixe-gato enorme. Era tão feio que eu explodi em lágrimas e joguei minha vara na água. Meu pai nunca me levou para pescar depois disso.'
Grissom riu, e isso foi um som bonito.
Ela pegou uma das cadeiras da mesa enquanto ele separava dois copos de isopor e pegava os bolinhos com guardanapos do saco de papel.
E então ele franziu a testa.
'O quê?' ela perguntou enquanto ele pegava uma cadeira diante dela na mesa pequena.
Ele lançou-lhe um olhar nervosa. 'Nós, hã, precisamos falar sobre... a noite passada.'
'Eu acho que falamos.'
Ele balançou a cabeça. 'Não aquilo. Nós, hã, não usamos qualquer proteção...'
Os olhos de Sara se arregalaram enquanto uma ferroada de medo golpeava seu intestino. Como ela pudera esquecer aquilo? Como ela pudera ser tão estúpida?
'Por favor me diga que você está tomando pílula,' ele implorou, mas ele já sabia a resposta. Ela viu o olhar preocupado dele, e estava certa que ela tinha um semelhante.
'Oh, Deus, Grissom. Eu apenas parei… e esqueci completamente…' Ele encarou-a por um longo momento incômodo, até que ela apenas não poderia sustentar mais o olhar dele. Ela se sentiu completamente estúpida. Ela e Hank haviam usado preservativos no início, e depois de um tempo e diversas discussões, ela havia começado a tomar pílula. Quando eles terminaram, ela não viu necessidade de continuar. Aquilo nunca havia combinado com ela, de qualquer modo. Mas ela havia se tornado tão acostumada a não se preocupar com controle de natalidade, que havia se esquecido sobre tudo isso na noite passada. 'Oh, Deus,' ela gemeu. 'Eu sinto muito.'
'Ei, não se desculpe. Eu não pensei nisso tampouco.'
'Você sabe…' ela começou, fazendo um rápido cálculo mental, 'nós provavelmente não temos nada pra nos preocuparmos. Eu não estou na fase perigosa do meu ciclo, então as probabilidades de eu estar grávida são poucas ou nenhuma.'
Ele concordou fracamente e sua face iluminou-se. Ele soltou a respiração. 'OK, mas não vamos dar mais chances.' Ele remexeu dentro do saco, tirou um pacote de preservativo, e colocou sobre a mesa.
Sara pegou isto, sua tensão sobre a ameaça degravidez e as razões dele abandoná-la mais cedo, esquecidas. Ele havia deixado suas intenções claras em mais modos que um com um simples gesto.
Ela sorriu sugestivamente. 'Humm. Você tem certeza que vão servir?'
Ele franziu os lábios e pegou a mão dela sobre a mesa. Ele pegou-a e puxou-a para ele. Ela deixou-se cair no colo dele, escarranchada. 'Só há um modo de descobrir,' ele disse, enquanto ele enterrava a face entre os seios dela.
'Eu pensei que você queria ir pescar.' A respiração dela falhou quando os lábios dele se moveram sobre sua pele sob as sobras frouxas de seu robe.
Ele envolveu seus braços em volta da cintura dela e puxou-a para ainda mais perto, até que o inchaço de suas calças descansou confortavelmente entre as pernas dela. Ele capturou um mamilo em sua boca com seus dentes. 'Os peixes ainda não estão mordendo.'
'Humm… Você tem certeza?' ela perguntou sem fôlego com a fantasia de libertar o membro grosso dele e deslizar em cima disso com ela se retorcendo no colo dele. 'Certamente tem algo mordendo aqui.'
A boca dele deixou seu seio e ela olhou pra ela. ' A isca é irresistível.' Ele levantou-se abruptamente, colocando-a de pé junto com ele. Sara colocou os braços em volta do pescoço dele e as pernas em torno da cintura dele enquanto ele carregava-a para a cama. Ele colocou-a delicadamente no colchão e abaixou-se até a metade sobre ela. 'Muito irresistível,' ele murmurou antes de tomar sua boca de modo apaixonado.
Ele deslizou a mão sob a bainha do robe curto dela, e gemeu quando encontrou pele nua. 'Eu gosto disso,' ele disso enquanto a mão moveu-se da coxa dela para a nádega nua e apertou-a delicadamente.
Sara começou a abrir os botões da camisa dele. 'Mas você tem muitas roupas no meio do caminho.'
Ele sorriu e alcançou o zíper enquanto ela continuava a lutar com os botões teimosos.
Logo, eles estavam ambos nus e descobrindo um ao outro com suas mãos e seus lábios. Quando a boca dela fechou-se sobre ele, Grissom inalou afiadamente e arrastou-a sobre seu corpo. Ele lançou-a para trás e prendeu os pulsos dela sobre sua cabeça. Ele começou a dizer algo e então parou, sua expressão tornando-se séria.
Parte superior do formulário
Ele escovou o cabelo dela para trás sobre o travesseiro com dedos inseguros, e então embalou a face dela em sua mão. 'Me desculpe por ter desaparecido mais cedo,' ele disse roucamente. 'Não vai acontecer novamente.'
Sara sorriu nos olhos dele. 'Bem... Eu tenho que dizer que você está perdoado. Mas eu acho que você tem que trabalhar mais duro que isso.'
Ele golpeou a coxa dela de forma brincalhona, e ela gargalhou, mas a gargalhada dela logo morreu e foi substituída por gemidos de prazer enquanto a boca dele começou uma íntima exploração de seu corpo.
Embora o ato de amor deles naquela manhã tivesse começado divertido, havia crescido rapidamente para uma necessidade tão urgentemente apaixonada quanto a noite passada. Mas havia determinado o tom para os próximos dias.
Quanto a acordar sozinho, Grissom tinha sido mantido a palavra. Não havia acontecido novamente... Pelo menos não até que ela voltasse a Las Vegas.
Las Vegas
O apito do telefone despertou-a de um sonho do qual ela desejou nunca ser acordada. Tinha sido tão real que ela teve que olhar para confirmar que Grissom não estava deitado ao lado dela; Ela tomou ar profundamente enquanto a sacudida familiar em seu coração lembrou-a que estava acabado.
Ela esticou-se até o aparelho, maldizendo suavemente enquanto percebia que ela só tinha dormido uma hora. 'Alô,' ela disse engrolando, enquanto sua cabeça caía de volta no travesseiro e ela fechava os olhos.
'Oi. Eu acordei você?'
A gentileza na voz dele fez seu coração dar cambalhotas. Seus olhos se abriram e ela engoliu dolorosamente. 'É... Tudo bem. Você, hã, precisa de mim?' O silêncio depois da frase foi tão logo que ela imaginou se ele haviam se desconectado. 'Grissom?'
'É, eu, hã… É, você e Nick. Nós temos que procurar no lago.'
'O que você encontrou no clube?'
'Você vai saber quando você chegar lá. Leve sua roupa impermeável.'
'Certo.'
Outro instante de silêncio se passou antes que ele dissesse, 'eu vejo você mais tarde,' e desligou.
Sara arrastou-se da cama e dirigiu-se para o banheiro. Ela careteou quando olhou no espelhou e viu os círculos escuros sob os olhos. Ela lembrou a si mesma de parar numa farmácia no caminho do trabalho pra pegar um sedativo leve.
