Capítulo Seis
Palm Grove Golf and Country Club, Las Vegas
O décimo-sétimo buraco não estava tão cheio de atividade quanto estivera no dia anterior. Quando Sara chegou no carro branco no clube, na sua roupa impermeável de CSI, apenas Grissom e Nick, vestido de modo similar, estavam ali, acompanhados de perto por dois policiais designados para guardar a cena.
O dia estava quente, o céu azul, e sem nuvens; um dia perfeito para golfe, mas não havia golfistas para praticar hoje. Eles estavam confinados em frente ao buraco nove até que os peritos completassem a investigação da cena do crime, quaisquer que fossem os donos do clube, o que poderia não ser no minuto a seguir.
Ela estacionou o carrinho motorizado próximo aos outros dois – o único que havia sido permitido no 'fairway' além do Denali de Grissom – e se juntou aos homens.
'Ei,' ela disse com mais entusiasmo que ela sentia.
Grissom apenas cedeu-lhe um olhar breve antes de lançar-se em seu resumo, endereçando a Nick mais que a ela. 'O doutor confirmou que foram duas armas... tacos de golfe. Duas mulheres do clube deram por falta de um taco cada uma, um taco de ferro e uma cunha de lançamento. Elas disseram a Brass que os perderam no mês passado.
'Pegue um par de tacos na sacola, se decida por um, e se esqueça do outro na grama,' Nick sugeriu.
Grissom concordou. 'As sacolas delas foram examinadas no laboratório mais cedo; ambas estavam limpas... sem traços de sangue para ligá-las à vítima. Brass está procurando por um motivo, mas sem as armas do crime, o juiz não emitirá um mandato para procurar nos carros ou nas casas delas.'
O olhar de Nick examinou a distância. 'Eles podem estar em qualquer lugar nesta área,' ele disse de modo desatento, sua face mostrando sinais adiantados de resignação.
Sara soube que ele já havia pulado em direção para o cenário da 'agulha no palheiro'. Grissom diria 'é, mas felizmente nós estamos apenas procurando uma agulha.' Ou, neste caso, duas.
Antes que Nick pudesse dizer alguma coisa que pudesse trair sua atitude mais uma vez – algo de seu traço derrotista – Sara disse, 'Mas elas poderia ter carregado esses tacos pra longe sem qualquer transferência de sangue para seu equipamento ou pelo trajeto dos buracos?'
Grissom finalmente olhou pra ela. 'É no que estou pensando.'
Grissom arrastou o olhar para longe, mas não antes de Sara reconhecer um flash sutil de aprovação nele. Ele moveu-se pra longe, e Sara e Nick seguiram em silêncio.
No alto do banco de areia que encimava o lago artificial, Grissom parou e indicou as diversas gotas de sangue na grama. 'Não há evidência de sangue além desse ponto,' ele disse dando uma olhadela pra Sara. 'Se nossas suspeitas lançaram os tacos no lago, elas provavelmente fizeram isso nesse ponto.' Ele virou-se para Nick. 'Nós vamos marcar a área de busca. Eu tenho um par de tacos prontos na mala do SUV. Você poderia pegá-los, por favor?'
'OK, chefe.'
Sara observou Nick se afastar e então deslocou os olhos para o lago, ansiosa para deslizar na água fria. Ela olhou esperançosa para Nick que vestia apenas as calças da roupa impermeável, a qual era reforçada e presa com alças nos ombros. Sara tinha o mesmo modelo, mas como mulher, não tinha o luxo de vestir só a parte de baixo. E apesar do pouco peso – feito para o clima quente – a parte de cima do conjunto se sobrepunha à parte de baixo em vários centímetros, fazendo-se desconfortavelmente quente sob o sol escaldante de Nevada.
'Você está bem pra fazer isso?' Grissom perguntou quietamente perto dela.
Sara franziu a testa. 'Claro, por quê?'
'Você parece…cansada. Você dormiu um pouco?'
Ela assentiu rapidamente, e então fechou os olhos num suspiro. Ela estava além do cansaço. Ela estava aturdida. E com calor. E ela nunca quisera rastejar pra um lugar quieto e dormir mais do que ela queria agora mesmo. E ela sabia que não existia meio de mentir para Grissom sobre isso. Ela havia visto as sombras escuras sob os olhos dela; ela podia vê-las também.
'Não muito,' ela finalmente admitiu. 'Eu acho que ainda estou no meu ritmo de sono de Tahoe.'
Ele lhe deu um longo olhar inquiridor, e então olhou para longe. 'Você não teve um programa de sono.' A voz dele havia baixado, dando uma qualidade íntima, quase sedutora.
Grissom a conhecia pessoalmente agora, tanto quanto profissionalmente, mas naquele momento era com o chefe que ela estava falando, e na noite passada ela precisara dele para pensar que ela não estava pronta para a tarefa. Ela ignorou o tremor em seu coração e sorriu. 'Eu estou bem.'
Ele olhou para ela de modo cético justamente quando Nick retornou com os tacos pondo um fim na curta conversa.
'Oi, chefe. Isso é muito massa,' ele disse para os dois tacos de golfe que trazia de volta para o SUV. Ele entregou um pra Sara.
Era um taco de ferro, com o cabo protegido com nylon pesado e na ponta de cada um havia uma bóia vermelha e branca. Nick segurava um similar que Sara achou que fosse uma cunha de lançamento.
Grissom inclinou a cabeça em direção ao lago. 'Vocês dois estão prontos pra lançá-los ali dentro?'
Nick concordou e se posicionou próximo à mancha de sangue na grama.
Quando eles pisaram para trás para lhe dar espaço para se movimentar, Sara espiou para Grissom com curiosidade. 'Por que dois?'
'Bem… uma vez que nós não sabemos a força do assassino, isso vai nos dar uma área para trabalhar.'
Ela concordou e observou Nick jogar o taco dele na água. Ele afundou , e a bóia subiu, marcando o primeiro ponto.
'Sua vez,' Nick disse. 'Veja se você pode me ultrapassar,' ele provocou.
Sara deu um sorrisinho. 'Eu poderia ultrapassar você até dormindo, Nicky. Saia do caminho.'
Mas ela não tentou ultrapassar Nick. Ela foi com um pouco mais de precisão tentando imaginar como o assassino havia segurado o taco e como ele ou ela teria se sentido depois do assassinado. Em pânico? Apressado? Com raiva? Tentar entrar na mente de um assassino não era algo que ela gostava de fazer, porém frequentemente, era necessário.
Ela arremessou o taco no ar, e ele caiu há alguns metros do de Nick; a bóia surgiu na superfície.
Nick veio até ela com um sorriso triunfante na face. Ele se encostou. 'Você não me ultrapassou,' ele constatou com um sussurro audível.
'Eu não estava tentando,' ela sussurrou de volta.
Ele riu. 'Decerto você não estava.'
Eles colocaram suas mascaras de mergulho e as ajustaram. Nick olhou para ela. 'Pronta pra um mergulho?'
Ela concordou e pôs as luvas. Eles entraram na água lentamente e andaram tanto quanto puderam em direção aos marcadores, e quando ficou muito fundo, eles mergulharam.
A água estagnada era suja e escura, fazendo a busca mais difícil, e Sara já dera quatro mergulhos antes de localizar a peça brilhante de metal no fundo lamacento. Ela apanhou aquilo, e localizou os olhos de Nick, acenando com o polegar pra cima antes de subir à tona.
'Encontrei um,' ela disparou para Grissom que estivera assistindo o progresso deles da margem. 'Você precisa de umas bolas extras enquanto estamos nisso? Existe uma tonelada delas aqui embaixo.'
Os lábios dele reprimiram o fantasma de um sorriso quanto Sara saía com dificuldade do lago com o que, ela esperava, era uma das armas do crime. Grissom arrumava um grande pedaço de plástico que ele havia colocado no chão para receber a evidência. Os olhos dele pousaram nela quando ela se juntou a ele no banco de areia e depositou o taco na folha de plástico, e então franziu a testa.
Ela seguiu o olhar dele por seu corpo. 'Oh Deus!' Ela caiu no chão e começou a sacudir as pernas freneticamente numa tentativa fútil de remover as pequenas, escuras, lesmas que atacavam sua pele. 'Oh Deus, Grissom,' ela gritou, 'por favor tire isso de mim.'
Grissom procurou uma pinça no bolso. 'Fique parada,' ele mandou enquanto ele agarrava a perna direita dela pelo tornozelo e começou a tirar as desagradáveis sanguessugas.
Sara não podia olhar. Ela sentou-se sobre as mãos e fechou os olhos, e não os abriu novamente até que ela ouviu Nick a caminho da margem.
'Achei o outro,' ele disse com um sorriso satisfeito. Quando ele percebeu a cena no banco de areia, ele olhou para ela curiosamente. 'O que está acontecendo?'
Grissom lançou-lhe um olhar sobre o ombro. 'Lesmas. Você tem algumas também.'
'Oh, cara… Eu odeio sanguessugas.' A despeito da declaração sincera dele, sua reação foi controlada em comparação com a de Sara. Ele depositou o outro taco de golfe na folha de plástico e sentou-se no chão perto dela. Grissom passou-lhe uma pinça.
Sara deixou escapar um suspiro de alívio quando ele arrancou a última das pernas dela, mas isso foi breve. Grissom removeu as nadadeiras dela para revelar várias mais atacando seus calcanhares e entre os dedos do pé. A pele dela arrepiou-se e estremeceu visivelmente.
Grissom deu-lhe um olhar breve. 'Você sabe, sanguessugas tem sido usadas muito efetivamente na Medicina desde 1500 A.C.,' ele disse suavemente. 'Elas drenam coágulos de sangue das feridas enquanto agentes anti-coagulantes em sua saliva mantêm o sangue do paciente incapaz de formar novos coágulos.'
Sara e Nick trocaram um olhar torto. 'Hã, Grissom, ' Sara disse com o primeiro sinal de humor desde que deixara a água, 'isso não está ajudando.'
Os olhos deles se encontraram e ele sorriu. Então o olhar dele baixou e ele alcançou-a para afastar o colarinho do traje de banho dela.
Notando a testa franzida dele, Sara estremeceu novamente. 'Droga, estas coisas estão por mim inteira?' O peito dela subiu e desceu enquanto ela respirava fundo e lutava com a vontade de despir a parte de cima do traje de banho.
Grissom começou a trabalhar ainda em outra criatura delgada que havia se grudado no tórax dela bem acima do colarinho, e como se ele tivesse lido sua mente, ele perguntou, 'Você tem algo pra se trocar?'
Ela possuía uma muda de roupas no SUV dela estacionado no clube, e ela disse isso a ele.
'Você está bem aqui, Nick?'
'Sim'.
Ele pegou a mão de Sara e ajudou-a a se levantar. 'Venha comigo.'
No SUV dele, ele alcançou uma sacola de roupas e entregou uma camisa-pólo preta. 'Aqui,' ele disse, estendo-a para ela, 'ponha isso e eu vou checar suas costas.'
Ela olhou pra cima em surpresa, mas ele já estava indo pra traseira do veículo para dar-lhe alguma privacidade. Ela olhou em volta, e satisfeita por estar bem escondida dos outros, ela tirou a parte de cima do traje de banho, checando para estar certa que não havia outras lesmas nela, e pôs a camisa dele sobre sua cabeça. Estava limpa, mas ainda tinha o cheiro dele, e ela fechou os olhos brevemente e inalou profundamente enquanto deslizava seus braços pelas mangas.
Era pelo menos quarto números maior que o dela, e ela começou a abotoar enquanto ela olhava de volta pra ele através da janela traseira lateral e surpreendia o olhar dele. Ele baixou os olhos rapidamente e ela poderia jurar que ele havia corado. Ele tinha estado espreitando, ela percebeu, virando-se, apertando os lábios pra disfarçar um sorriso de satisfação.
'Pronta?' ela ouviu-o perguntar, e ela assentiu.
A próxima coisa que ela soube, foi que ele estava levantando seu cabelo encharcado pra examinar seu pescoço, o calor dos dedos dele em sua pele enviando um arrepio muito diferente por seu corpo. Quando as mãos dele moveram-se sob a camisa por suas costas, o coração dela começou a acelerar. Ainda que o toque dele fosse impessoal, a mente era uma coisa poderosa, e seu corpo começou a responder às doces e muito recentes lembranças.
Zephyr Cove, Lake Tahoe
Sara observou em chocada descrença enquanto colocava um par de salva-vidas sob a cabeça e fez-se confortável na curva do barquinho de pesca. 'Você espera que eu nos leve em torno do lago e observe ambas as linhas enquanto você simplesmente deita aí?'
A piscadela dele era enfurecedora. 'Eu preciso de um cochilo. Me acorde se você qualquer uma das linhas se mexendo,' ele disse, baixando a aba do boné sobre os olhos. Ele deixou um suspiro satisfeito escapar, e Sara quis beijar o sorriso no rosto dele, ou arrancá-lo fora com um beijo, mas ela estava presa na parte de trás do barco tendo certeza que ela não estava deixando-os encalhados.
Ele, por outro lado, parecia quase confortável deitado na parte baixa do barco como um vagabundo preguiçoso, suas pernas cobertas de jeans desbotados cruzadas nos tornozelos e suas mãos juntas como se em oração sobre seu diafragma.
O coração dela inchou. Ela estava conhecendo Grissom em um nível ela havia apenas sonhado e, ela percebeu, caindo mais e mais profundamente apaixonada por ele no processo. Era excitante, mas igualmente amedrontador. Ela não quis mesmo pensar sobre o quanto sentiria falta dele quando eles voltassem a Vegas.
Ela agitou-se, recusando-se a deixar que a tristeza do futuro colocasse uma nuvem no momento que ela tinha com ele.
Ela deslocou o olhar primeiro para uma, depois para a outra vara de pesca. Ele havia preparado as duas linhas com peixinhos vivos – os quais ela havia se recusado a tocar, para imenso divertimento dele – e tinha acelerado o motor antes de diminuir a linha a uma velocidade para pesca.
Sara havia frequentemente acompanhado seu pai e irmão em viagens de pesca durante as férias deles no Norte da Califórnia – embora desde o seu incidente de pesca quanto tinha seis anos, ela tinha preferido prestar atenção do que realmente participar do esporte – mas nunca tinha visto esse método particular de pesca.
'Chama-se pesca à linha', Grisom havia explicado enquanto fazia sinal para que ela passasse para a proa e tomasse o controle do barco. Ele sustentou as varas acima de cada lado do barco para evitar emaranhar as linhas, e colocou os dois salva-vidas sob o assento do meio. 'A melhor maneira de apanhar uma truta Mackinaw,' ele acrescentou.
'Hã-hã. Como você sabe tanto sobre pesca?'
Ele deu de ombros. 'Eu costumava pescar sempre que podia quando trabalhei em Minneapolis.'
'Você trabalhou em Minneapolis?' ela perguntou surpresa, lembrando mais uma vez quão pouco ela realmente sabia sobre ele. 'Quando?'
'Há muito tempo atrás,' foi tudo que ele disse, e acostumada com as respostas vagas dele para tudo, Sara não insistiu.
Ela quis saber se ele era tão calado porque ele se sentia desconfortável falando sobre si mesmo, ou se ele apenas apreciava essa aura de mistério que ele carregava como uma segunda pele. Talvez ele estivesse escondendo um segredo escuro, ela pensou, lançando outro olhar na direção dele, fazendo um inventário mental do que ela sabia sobre ele que não envolvesse trabalho. A lista era bem pequena.
Ela suspirou e relanceou para as linhas outra vez, mas não havia mais ação lá do que havia no barco. Mesmo o lago estava quieto onde estavam, a oeste de Zephyr Cove, onde haviam dito que seria mais provável apanhar truta Mackinaw. Os únicos sons eram o zumbido delicado do motor e o grito ocasional de uma gaivota.
Era tranquilo, Sara admitiu. Muito agradável, ainda que ela lamentasse a oportunidade de apenas conversar, e talvez aprender mais sobre esse homem secreto que estava se entocando progressivamente o mais fundo possível em seu coração.
Ela ouviu então… o chicotear da linha que anunciou atividade de peixes abaixo, e seus olhos voaram para a ponta da vara no lado esquerdo do barco. Seu coração martelou. 'Grissom', ela disse em um sussurro áspero, ou porque não quis assustar o peixe, ou por causa de sua voz, com excitação e medo, não funcionou – ela não estava certa – mas um relance rápido na direção dele confirmou que ele não tinha ouvido. Ela estava a ponto de dizer novamente o nome dele quando a linha parou de se mover.
Ela soltou a respiração, tanto em alívio quanto em desapontamento. Então ela começou a fantasiar sobre realmente pegar algum peixe enquanto ele dormia, presenteando-lhe com o quinhão deles quando ele acordasse. Mas aquilo requeria uma habilidade que ela sabia que não possuía, ainda se ela pudesse realmente trazer sozinha o peixe para tirá-lo do anzol.
Quando ela ouviu a chicotada familiar da linha novamente, a outra dessa vez, seu coração deu um pulo. Ela debateu-se em apanhá-la sozinha, ou acordá-lo, mas a decisão foi rapidamente tomada dela quando a outra linha também começou a se mover.
Em pânico, Sara desligou o motor e ficou em pé no barco, procurando freneticamente pela rede, não pensando que eles não precisariam daquilo até que eles puxassem os peixes. 'Grissom!', ela gritou dessa vez. Ele agitou-se e ela olhou pra ele, notando primeiro o sorriso, e então os indicadores dele enganchados em cada linha sobre os carretéis, puxando-os.
'Seu filho-da-puta...'
Ele riu e alcançou-a, trazendo-a para baixo sem cerimônia para cima dele.
A gargalhada dele era contagiante, mas ela estava mais interessada em bater nele por causa da pequena peça que ele havia pregado nela. Ela arrancou o boné da cabeça dele e começou a bater nele com isso.
Ele agarrou os braços agitados dela e segurou-os atrás de suas costas, então segurou seus pulsos com uma mão enquanto a outra se entrelaçava em seu cabelo, mantendo sua face próxima à dele. 'Você fica bonita quando está com raiva,' ele disse próximo a seus lábios, e ela amoleceu nos braços dele quando ele trouxe sua boca para baixo da dele.
Os lábios dele eram mornos e suaves e sensuais enquanto se moviam sobre os dela, provando tanto quanto tomando posse. Sara suspirou contra aquela boca, um pequeno gemido escapando de sua garganta enquanto ele soltava seus pulsos e deslizava a mão sob a camisa dela. Ela prendeu a respiração, a dura saliência nas calças dele provocando-a num instante, e ela abriu a boca, deixando-o aprofundar o beijo até que ambos estavam sem ar.
'Você já fez amor em um barco, Sara?' ele perguntou, seus lábios marcando uma trilha de fogo na face dela, sua respiração rápida excitando a pele dela.
Sara parou e considerou a pergunta. 'Um barco de cruzeiro conta?'
Ele afastou-se para encará-la. Ele ficou em silêncio por um momento, seus olhos procurando os dela. 'Aquele professor assistente do laboratório de química novamente?'
Sara sorriu, impressionada. 'Você tem uma boa memória.'
'No que se refere a você, eu desejo não ter.'
Sara olhou pra ele curiosamente e então expirou. 'Mesma viagem na verdade. Era uma folga de primavera...'
Ele tomou sua boca na dele novamente para um rápido, forte, beijo. 'Informação suficiente.'
'Você está com ciúmes,' ela constatou incrédula.
'Eu sou o titular.'
'Oh? E por que isso?'
As mãos dele desceram para sua cintura e ele segurou-a possessivamente contra ele. 'O bastante para dizer que essa semana, você é minha,' ele disse asperamente. 'Eu não quero você pensando em mais ninguém.'
Ela sorriu. 'Bem, você trouxe-o à tona, não eu. E por mais que eu pense sobre alguém mais, não tem chance. Eu...' Ela interrompeu-se e piscou, alarmada por que quase deixara escapar que o amava. 'Eu, hã, eu nem mesmo consigo pensar direito perto de você,' ela finalmente admitiu, 'que dirá pensar sozinha em alguém mais.' E isso era verdade. Ela estava bem perto que ter cometido um erro que teria arruinado tudo.
Os olhos dele se escureceram. Ele moveu as mãos sob a camiseta dela e, envolvendo seus braços em torno dela, sua boca abriu-se sob a dela, Ele beijou-a profundamente, apaixonadamente, e quando seus lábios deixaram os dela, ele enterrou a face dele em seu pescoço e o seu pulso se acelerou, martelando em seus ouvidos.
'Deus, Grissom,' Sara disse num fôlego, 'Se você não parar com isso, nós vamos fazer amor nesse barco.'
Ele riu. 'É essa a idéia.'
Ela apoiou-se nas mãos e olhou pra ele. 'Você está falando sério.'
'Muito.'
Sara riu de lado. 'Eu nunca imaginei você como um tipo aventureiro.'
Os dedos dele deslizaram dentro do cós de sua bermuda de denin e envolveu sua cintura na frente. Ele lutou com o botão. 'Isso não é aventura,' ele disse, seu olhar preso ao dela. 'Não há ninguém aqui além de mim e você e o par de gaivotas, e eu duvido que eles se importem.'
O botão estava aberto agora, e ele estava baixando o zíper dela. O coração dela martelou em excitação.
'Quer jogar?'
A resposta dela foi um largo e malicioso sorriso enquanto ela se levantava e montava nas coxas dele, suas mãos alcançando o cós dos jeans dele.
Palm Grove Golf and Country Club, Las Vegas
Assim como ela havia descartado, eles não fizeram amor no barco naquele dia. Ele chegou até a tirar a camiseta dela quando uma truta de quase três quilos interveio. Ele não tiveram escolham a não ser abotoar as roupas e recolher as linhas. Assim que fizeram isso, outro barco havia aparecido num passeio, lembrando-os que eles não tinham a privacidade com que haviam contado.
Mas ela lembrava como sentira as mãos dele em sua pele nua, quentes e rapidamente excitantes, como foram na noite anterior, naquela manhã, como eram agora.
Seus olhos se fecharam e sua respiração estava rasa. Ela não soube quando a exploração dele em suas costas havia mudado, ou quando as mãos dele haviam começado a tremer. O toque, previamente impessoal, como o de um médico, como se ele investigasse cegamente sob a camisa pólo larga pelas temidas sanguessugas, havia se reduzido a uma carícia erótica, deslizando para baixo de suas axilas, os dedos dele tocando levemente a pele sensível dos lados de seus seios.
'Grissom…' Ela virou-se para encará-lo, e quando fez isso, a mão dele tocou completamente em seu seio esquerdo. O nome dele ficou preso em sua garganta, alojado lá à distância de uma respiração. Ela encontrou os olhos dele, escuros e vítreos, a pele dele estava corada.
Ele gastou um segundo inteiro para tirar a mão de seu seio, e quando ele o fez, foi como se ele tivesse sido queimado. Ele deu passo atrás abruptamente. 'Você faz melhor em ajudar Nick a embalar aqueles tacos.'
A voz dele estava áspera e incerta, e ela viu o pomo de Adão se mover quando ele engoliu. Sara entendeu que ele estava tão excitado quando ele e ficou tentada a lhe dizer apenas quão ridículo era o acordo deles em Tahoe.
Quando ela não se moveu imediatamente, os olhos dele se encheram de uma expressão de dor. 'Sara, vá. Por favor.'
Isso foi tudo que ela precisava para se lembrar que não apenas ela havia feito uma promessa a ele no lago Tahoe; ela também havia prometido que não quebraria isso.
Ela deixou-o na parte traseira do SUV e foi juntar-se a Nick no banco de areia, recordando como ela quase tinha quebrado a promessa da primeira noite quando ela chegou em casa e ligou pra ele pra dizer que havia chegado segura. 'Trato é trato, Sara,' ele disse a ela, como se já tivesse esquecido tudo que tinham compartilhado durante aqueles poucos dias mágicos no Lago Tahoe.
Trato é trato.
Ela não diria duas vezes.
