Nota: (1) – Harry Potter e seus personagens não me pertencem. E sim a J.K. Rowling.
(2) – Essa é uma história Slash, ou seja, relacionamento Homem x Homem. Se não gosta ou se sente ofendido é muito simples: Não leia.

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Nada se compara a começar a semana com uma magnífica aula de Poções. Os caldeirões borbulhando, os vapores emanados pelos ingredientes se misturando, as explosões provocadas pela estupidez de alguns Gryffindors, resultavam em um cenário promissor para Harry Riddle e seus amigos. O único inconveniente, Harry pensava, era a cara amargada de seu professor encarando-o desde longe com aquele ar de vigilância e desgosto constante. Como se fosse sua culpa o que quer que James Potter tenha feito a ele. Enfim, Poções seria sua matéria favorita se o imbecil do Snape desaparecesse, mas não podia negar que se divertia como nunca ao irritá-lo, sabendo que ele jamais lhe daria uma detenção, se quisesse sair vivo da próxima reunião com os Comensais pelo menos.

- Qual é a próxima aula? – Pansy perguntou enquanto limpavam seus caldeirões e colocavam a poção solicitada num frasco para deixá-la na mesa do professor.

- DCAO.

- Oh, verdade Harryzito? Defesa, agora? E com aquele ogro horrendo?

- Temo que sim, Pansy.

- Céus, eu preferia o Lupin e suas roupas horríveis, pelo menos não me davam náuseas olhar para ele. Vocês viram aquele olho?

- É repugnante – Draco assentiu.

Quando adentraram na sala de DCAO, alguns alunos já estavam aguardando a chegada do professor, assim, as pequenas serpentes não demoraram a se acomodar. Harry e Draco sentaram na primeira carteira, em frente à lousa, com Blaise e Theo logo ao lado, Pansy e uma aluna de Beauxbatons, de cabelo castanho-claro ondulado e um bonito sorriso, acomodaram-se atrás de Harry e Draco, pois a jovem Slytherin havia se encantado com a pluma da menina cuja tinta mudava de cor e agora ambas conversavam sobre o porquê de Hogwarts ser tão antiquada e entediante a ponto de não deixar os alunos usarem pergaminhos coloridos e com desenhos de ursinhos. Harry apenas sorriu ao imaginar a cara do professor de Poções corrigindo centenas de papéis cor-de-rosa com cheirinho de uva e desenhos de corações nas bordas. Seria realmente hilário. Contudo, seus pensamentos sádicos envolvendo Snape logo foram interrompidos com a chegada do novo professor.

- Estou aqui porque Dumbledore me pediu. Ponto final, entenderam?

Que forma sutil de começar a aula, Harry pensou com sarcasmo.

- Alguma pergunta? – obviamente ninguém levantou a mão – Ótimo.

Ele escreveu duas palavras na lousa, o seu nome, e continuou:

- Meu nome é Alastor Moody e isso é o máximo que vocês precisam saber. Hoje veremos as Maldições Imperdoáveis...

- Mas professor...! – a sangue-ruim-Granger, é claro, interrompeu – Não podemos ver essas maldições, elas são proibidas pelo Ministério!

- Senhorita...?

- Granger, senhor.

- Senhorita Granger, faça a gentileza de não interromper minha aula com asneiras. Não me interessa o que o Ministério acha ou deixa de achar, Dumbledore quer que eu lhes ensine essas maldições, então eu vou ensinar. E quem não quiser aprender está convidado a sumir desta sala de aula, entendeu?

- Er... Sim, senhor – a menina murmurou, com as bochechas vermelhas, o que gerou inúmeras risadinhas entre os Slytherins.

- Alguns de vocês –, continuou Moody, olhando diretamente para Harry – acredito que estejam familiarizados com cada uma das Imperdoáveis.

O pequeno Lord, no entanto, apenas arqueou uma sobrancelha com desdém.

- Alguém quer me dizer o nome de uma?

Silêncio.

- Então vou sortear – sorriu com maldade, o olho mágico girando para todos os lugares rapidamente, e então apontou para Blaise – senhor...?

- Zabini.

- Muito bem, senhor Zabini, diga-me o nome de uma Maldição Imperdoável.

- Hum... Maldição Imperio – respondeu entediado.

- Oh sim, muitos bruxos alegaram que serviram a vocês-sabem-quem porque estavam submetidos a esta maldição.

Harry estreitou os olhos perigosamente.

- Você, venha aqui.

- Eu? – um temeroso Rony Weasley murmurou.

- Não. Minha avó, Margareth. É claro que é você!

Tremendo, o valente Gryffindor se aproximou do professor, e este lhe apontou a varinha:

- Imperio!

A sala inteira fez um: Oh...

- Agora dance balé.

E ele dançou. O que fez a classe estalar em gargalhadas.

- Como vocês podem ver, uma mente fraca sucumbe rapidamente a esta maldição, agora vejamos outro exemplo – e com um simples balançar de varinha ele suspendeu a maldição e mandou o envergonhado Weasley de volta para o seu lugar – senhor Malfoy, não é mesmo?

- Sim – respondeu com arrogância.

- Ótimo. Queria se levantar.

E Draco, com um suspiro resignado, tomou o lugar de Rony Weasley.

- Imperio! – lançou a maldição – Agora, senhor Malfoy, plante bananeira.

Por um segundo, Draco esteve tentado a seguir aquela sugestão que lhe parecia tão correta, mas então se lembrou que um Malfoy jamais plantaria bananeira em sua vida e apertou os punhos com força, olhando para frente, com sua face inflexível.

- Como o esperado – Moody então retirou a maldição e Draco voltou ao seu lugar sob o olhar assombrado de muitos –, alguém quer me dizer o nome de outra maldição?

A maioria da classe empalideceu e o professor revirou os olhos:

- Não lançarei essas duas últimas em vocês, é claro, ainda que alguns talvez mereçam.

Silêncio.

- Então vou sortear de novo. Humm... Você, garoto, qual o seu nome?

- N-Neville Longbottom, senhor.

- Diga-me o nome de outra maldição, Longbottom.

- M-Maldição... – gaguejou – Maldição Cruciatus, senhor.

- Sim, excelente – com um balançar de varinha ele trouxe uma aranha de estatura razoável para cima da mesa – Engorgio! – e com este feitiço ela dobrou de tamanho.

Todos o encaravam expectantes.

- Alguém gostaria de tentar?

Ninguém pronunciou qualquer palavra, a maioria por medo, e algumas serpentes devido ao desinteresse.

- Alguém que tenha sido treinado pela própria Bellatrix Lestrange, talvez? – o rosto de Neville perdeu a cor, tornando-se sombrio, perdido em lembranças ruins. E Harry franziu o cenho com aquele comentário dirigido, obviamente, a sua pessoa – Senhor Riddle, queira se aproximar, por favor.

Os sussurros chocados logo se fizeram ouvir. Mas Harry se ergueu com altivez e se aproximou do professor. Ele queria um "Crucio à La Bella", então ele teria, apenas esperava que ninguém saísse chorando da aula.

- Quando quiser – sorriu de maneira desagradável. E o menino apenas revirou os olhos.

- Crucio – pronunciou calmo e sereno, e um raio vermelho logo impactou na aranha, que na mesma hora começou a se contorcer enlouquecida. Não que as aranhas grunhissem, mas esta emitia sibilos tão dolorosos e aterradores que muitos estudantes fecharam os olhos com força e tamparam os ouvidos. E as lágrimas não demoraram a banhar o rosto de Longbottom quando, numa ação desesperada e insana, a aranha começou a se flagelar buscando escapar da dor.

- Creio que é o suficiente, senhor Riddle.

- Oh, é mesmo? – questionou com indiferença – Tão depressa.

Quando Harry suspendeu a maldição, a aranha continuou a se contorcer em cima da mesa.

- Talvez o senhor possa me dizer o nome da última maldição, senhor Riddle, a maldição cujos relatos garantem que seu pai é imune.

- Por que não demonstro? – sorriu docemente, ouvindo a exclamação de horror que Hermione Granger deixava escapar – Avada Kedrava.

Na mesma hora, quando o raio verde atingiu seu corpo, a aranha deixou de se mover.

- 20 pontos para Slytherin.

E ao ver o estado dos demais alunos, Moody acrescentou:

- Por hoje é o bastante. Tragam-me para a próxima aula 60 centímetros de pergaminho falando a respeito das Maldições Imperdoáveis.

A maioria não demorou a concordar, pegar suas coisas, e correr para longe daquela sala. Harry e seus amigos, porém, arrumaram a mochila com calma e deixaram o aposento comentando sobre a ligeira eficácia daquela aula. Quando passaram por um choroso Neville que se encontrava contemplando a paisagem do jardim da escola pela janela da escada, Harry revirou os olhos, e seguiu seu caminho sem prestar a mínima atenção no menino. Pessoas patéticas e fracas não mereciam sequer o seu menor pensamento.

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A semana pareceu voar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, agora, em pleno sábado de manhã, Harry e seus amigos seguiam ao Salão Principal para saborearem um delicioso café da manhã. Como haviam se levantado muito cedo, ou de madrugada, na sonolenta opinião de Blaise, encontraram poucas pessoas andando por ali. Alguns comiam suas torradas, outros examinavam o Cálice de Fogo, que fora colocado no centro do saguão rodeado por uma fina linha dourada no chão, formando um círculo de pelo menos três metros de raio.

- Alguém já depositou o nome? – Harry perguntou a uma menina do segundo ano.

- A maioria do pessoal da Durmstrang – respondeu envergonhada – Mas ainda não vi ninguém de Hogwarts.

- Resolvido! – disseram duas vozes às costas de Harry que, ao se virar, deparou-se com os animados gêmeos Weasley.

- O que é isso? – o menor dos Weasley, que vinha logo atrás, perguntou.

- Isso, Ronuxinho, é a chave para o nosso sucesso – respondeu um.

- Uma poção de envelhecimento – concluiu o outro.

Harry revirou os olhos.

- Não vai funcionar – decretou. E os Weasley lhe lançaram um olhar venenoso.

- Posso saber por que, senhor sabe-tudo? – perguntou um dos gêmeos.

- Porque, por mais imbecil que o diretor de vocês seja, ele obviamente previu que um dos seus espertos alunos apelaria para uma poção de envelhecimento. É óbvio e patético.

Todos os Slytherins concordaram.

- Esse é o segredo!

- É justamente por isso que vai dar certo...

-... Por ser pateticamente óbvio.

- Ok – sorriu com malícia – Vão em frente.

- Olhe e aprenda, pequena serpente.

Draco se levantou rapidamente para lançar uma maldição naquele pobretão abusado, mas Harry o segurou, sem deixar de sorrir. Após cada um beber o conteúdo verde-musgo do seu frasco, os gêmeos pularam dentro do círculo e jogaram os pedaços de pergaminho com seus nomes dentro do Cálice. Eles então pularam e comemoram, mas no momento seguinte, ouviu-se um chiado forte e os dois foram arremessados para fora do círculo dourado, como simples bolinhas de golfe. A aterrissagem foi dolorosa, a dez metros de distância no frio chão de pedra e, para piorar a situação, ouviram um forte estalo e em seus rostos apareceram longas barbas brancas e idênticas.

O Salão Principal inteiro ecoou em risadas. E os dois começaram a discutir sobre quem aparecera com aquela péssima idéia.

- Eu avisei – Harry suspirou de maneira teatral – Por que ninguém ouve quando eu tento fazer uma boa ação?

A entrada de um grupo de Hufflepuffs, porém, interrompeu as risadas na mesa das serpentes. Ao centro do grupo, um encabulado Cedric Diggory recebia os cumprimentos e incentivos de seus amigos. De maneira um tanto insegura, mas não menos atraente, ele adentrou no círculo dourado que rodeava o cálice e depositou um pedaço de papel dentro do mesmo. As chamas se exaltaram por um momento, mas logo voltaram ao normal. Ele fora aceito.

- Diggory! Diggory!

- O futuro campeão de Hogwarts! – seus amigos começaram a gritar.

Mas sua atenção e seus olhos estavam voltados para Harry. Este instantaneamente corou, não podendo deixar de reparar no cabelo castanho pulcramente arrumado, no corpo musculoso escondido sob a túnica Hufflepuff e no belo sorriso que se assemelhava ao dos modelos das capas de revistas que Pansy adorava. E como se não estivesse sendo fuzilado por Draco e Theodore o suficiente, Cedric abriu ainda mais seu sorriso perfeito e acenou para Harry de longe, que pôde apenas responder com um leve movimento de cabeça, pois suas mãos estavam ocupadas segurando um enraivecido Draco Malfoy para evitar um homicídio.

- Eu vou arrancar cada pedacinho daquela cara estúpida dele – Draco grunhiu.

- Com as maldições mais lentas e dolorosas – acrescentou Theodore.

- Ele vai gritar implorando pela morte...

-... Mas não receberá o golpe de misericórdia.

- Oh, não. Ele será consumido lentamente pela agonia...

-... Pela dor...

-... Pela loucura...

- Eu adoro quando vocês estão de acordo com alguma coisa – interveio Harry, exasperado – Mas agora parem com essa palhaçada.

- Pelo visto você ganhou mais um pretendente.

- Cale a boca, Blaise.

- Oh, não seja indelicado...

- Não ligue para eles, Harryzito, os dois psicopatas falam de mais e não fazem nada e o Bebê só quer aborrecer você.

- Obrigado, Pan.

- Não me chame assim! – Blaise grunhiu para a menina. Mas um novo alvoroço distraiu a atenção das serpentes.

Com passos seguros, a cabeça erguida e olhar fixo no Cálice de Fogo, ninguém menos que Victor Krum ingressou no Salão Principal. Alguns alunos da Durmstrang e o próprio diretor do Instituto o acompanhavam mais atrás com um sorriso superior e o olhar orgulhoso. O búlgaro então adentrou no círculo dourado e colocou um pedaço de pergaminho dentro do Cálice, assim como ocorrera com Diggory, as chamas se exaltaram, mas logo recuaram de novo. Seu nome também fora aceito.

- Por Merlin, Bebê, respira – Pansy revirou os olhos.

- É... É... Ele.

- Sim, Blaise, é ele – o pequeno Lord repetiu o gesto da amiga.

O sorriso emocionado do herdeiro da fortuna Zabini, porém, desapareceu. E um murmúrio incrédulo se estendeu pelo Salão Principal. Victor Krum, o mais novo e talentoso jogador de Quadribol do mundo, acabara de sorrir e acenar para Pansy Parkinson. E Blaise Zabini, inexplicavelmente, ficou furioso.

Quem aquele maldito búlgaro pensava que era?

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Finalmente o dia do sorteio dos campeões chegou. A tensão e expectativa durante o jantar fora imensa, e agora, quando todos os pratos e talheres já desapareciam, o diretor de Hogwarts se levantava para fazer o tão esperado anúncio. Sentados à mesa dos professores, Karkaroff e Maxime pareciam tão tensos e ansiosos quanto os jovens estudantes.

- O Cálice de Fogo está quase pronto para decidir – começou Dumbledore – Estimo que só precise de mais um minuto. Agora, quando os nomes dos campeões forem chamados, eu pediria que eles viessem até este lado do salão, passassem diante da mesa dos professores e entrassem na câmara ao lado – ele indicou a porta atrás da mesa –, onde receberão as primeiras instruções.

Dumbledore puxou, então, a varinha e fez um gesto amplo. O Cálice de Fogo agora brilhava com mais intensidade do que nunca, a brancura azulada das chamas que faiscavam vivamente fazia os olhos doerem. Todos observavam com ansiedade, alguns consultavam os relógios a todo o momento. Mais um movimento de varinha do diretor de Hogwarts e as chamas dentro do Cálice começaram a soltar faíscas. No momento seguinte, uma labareda de fogo se ergueu no ar, e expeliu um pedaço de pergaminho chamuscado, levando o salão inteiro a prender a respiração.

- O campeão de Durmstrang – leu Dumbledore em alto e bom som – é Victor Krum!

Uma tempestade de aplausos e vivas percorreu o salão. Pansy arqueou uma sobrancelha ao ouvir o murmúrio de desdém lançado por Blaise, mas resolveu não comentar nada, afinal, era uma missão impossível compreender os meninos. Todos observaram, então, o búlgaro se levantar da mesa das serpentes e caminhar com as costas curvas em direção à porta indicada por Dumbledore. Igor Karkaroff aplaudia o pupilo com verdadeira animação e orgulho como se não esperasse um resultado diferente.

Num minuto os aplausos e comentários morreram. Agora todas as atenções se concentraram no Cálice de Fogo, que tornou a se avermelhar. Um segundo pedaço de pergaminho voou de dentro dele, lançado pelas chamas.

- O campeão de Beauxbatons é Fleur Delacour!

A estúpida menina-Veela, como Harry a chamava em pensamento, levantou-se graciosamente, sacudiu a cascata de cabelos louro-prateados para trás e caminhou impetuosamente entre as mesas Revenclaw e Hufflepuff sob os inúmeros aplausos e assobios. Um destes assobios vinha da mesa das serpentes, mais precisamente do herdeiro da fortuna Malfoy, que no momento seguinte se viu sem ar.

- H...Harry... – murmurou, tentando recuperar o fôlego, pois um enfurecido pequeno Lord havia lhe acertado uma cotovelada diretamente nas costelas.

- O que foi?

- Nada... Er... Nada não – respondeu depressa, ao reparar nas belas esmeraldas brilhando de fúria.

Quando a insuportável garota, na sutil opinião de Harry, também desapareceu na câmara vizinha, todos tornaram a fazer silêncio, mas desta vez foi um silêncio tão pesado de excitação que daria para ouvir um alfinete caindo no chão. O campeão de Hogwarts era o próximo. E mais uma vez o Cálice de Fogo ficou vermelho, jorrando faíscas por todos os lados, e quando a labareda de fogo se ergueu no ar, lançou para Dumbledore o terceiro pedaço de pergaminho.

- O campeão de Hogwarts – anunciou ele – é Cedric Diggory!

Uma barulheira ensurdecedora se estendeu pela mesa Hufflepuff. Cada um dos alunos ficou de pé, gritando e aplaudindo, quando Cedric passou por eles com um enorme sorriso no rosto. E mesmo em meio ao alvoroço, antes de seguir para a câmara atrás da mesa dos professores, o bonito rapaz não pôde deixar de lançar um olhar de esgueira para Harry, que aplaudia feliz no meio de dois irritados Nott e Malfoy.

- Excelente! – o diretor exclamou alegre, quando o tumulto finalmente cessou – Agora temos os nossos três campeões, e estou certo de que posso contar com todos, inclusive com os demais alunos de Durmstrang e Beauxbatons, para oferecer aos nossos campeões todo o apoio que puderem. Torcendo por seus campeões, vocês contribuirão de maneira real...

Mas Dumbledore parou inesperadamente de falar. O fogo no Cálice acabara de se avermelhar outra vez. Expeliu faíscas e uma longa chama elevou-se subitamente no ar e ergueu mais um pedaço de pergaminho.

Todos contiveram a respiração quando o diretor pigarreou e leu em voz alta:

- Harry Riddle!

De maneira automática, Harry arqueou uma sobrancelha, questionando-se sobre a sanidade do velhote e daquele maldito pedaço de sucata que expelira o seu nome sem que ele tivesse se inscrito. Todas as cabeças do Salão Principal estavam voltadas para ele, que, ao invés de se encolher, ergueu a cabeça com pura arrogância e desdém. Aquilo era uma armação, só podia ser. E quando observou os olhos azuis brilhando com satisfação e o imperceptível sorrisinho que rapidamente surgiu nos lábios do diretor, respirou fundo e apertou os punhos. Não cabiam dúvidas de que era uma armação. Uma armação barata de Alvo Dumbledore.

- Harry... – o sussurro incrédulo de Draco lhe despertou.

- Eu não coloquei o meu nome ali.

- Mas o Cálice...

- Nada dessa bobagem me interessa – murmurou por entre os dentes cerrados de ódio. E seus amigos rapidamente assentiram.

- Harry Riddle – o diretor chamou novamente – Queira se aproximar, por favor.

O menino suspirou mentalmente e se colocou em pé com a cabeça erguida, seguiu pelo espaço entre as mesas Slytherin e Revenclaw recebendo algumas inclinações de cabeça por parte de algumas incrédulas, mas orgulhosas serpentes, que não podiam deixar de admirar a astúcia de seu principal representante. Os murmúrios no Salão Principal, é claro, não paravam de crescer. Mas Harry estava concentrado em outra coisa.

- "Papai..." – rapidamente estabeleceu a conexão. E em menos de um minuto o Lord das Trevas respondeu:

- "Harry?... Algum problema?"

- "Sim, na verdade um enorme problema".

- "O que você fez dessa vez" – ouviu o suspiro de seu pai.

- "Foi o Dumbledore..."

- "O QUE ESSE DESGRAÇADO FEZ COM VOCÊ?"

- "Ai! Minha cabeça! Ele não fez nada comigo pessoalmente, mas colocou o meu nome no Cálice de Fogo".

- "O seu nome... Aonde?"

- "Apenas venha para Hogwarts agora" – respirou fundo, não ouvindo o diretor lhe indicar a porta pela qual seguir, mas notando claramente o sorrisinho disfarçado em seus lábios – "Eu preciso de você".

E aquilo foi o que Tom precisava ouvir para responder na mesma hora:

- "Estou a caminho".

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Quando Harry cruzou a porta indicada, viu-se num aposento menor, com as paredes cobertas de quadros a óleo de bruxos e bruxas que ele não conhecia. Ao centro, um pequeno sofá e duas poltronas estavam situados à frente de uma singela, mas aconchegante lareira. Victor Krum, Fleur Delacour e Cedric Diggory estavam reunidos em torno dessa lareira. Pareciam ansiosos, mas imponentes junto ao fogo. Krum, curvado e pensativo, estava acomodado numa poltrona e apoiava os cotovelos nos joelhos enquanto observava o trepidar das chamas. Fleur, sentada confortavelmente no sofá, olhava para as próprias unhas com interesse, como se analisasse cuidadosamente o esmalte azul-bebê. Cedric, recostado na parede, próximo à lareira, foi o primeiro a notar sua presença e os belos olhos castanhos pareceram brilhar.

- Harry...

Este franziu o cenho. O Hufflepuff não achava que ele estava ali para vê-lo, achava?

O barulho da porta se abrindo para dar lugar a um grande número de pessoas logo obteve a atenção dos estudantes. Dumbledore, McGonagall, Snape, Karkaroff e Maxime acabavam de ingressar no aposento. A diretora de Beauxbatons gritava furiosa, e acenava com suas grandes mãos rodeadas de anéis de opalas.

- É um absurrrrdo! Totalmente inaceitáble!

- Madame Maxime... – Dumbledore suspirou – Acalme-se, por favor, vamos ouvir a explicação do Harry.

- O menino trapaceou, é claro.

- Trapaceou como, Karkaroff? – perguntou Snape, com sarcasmo – Ele fez um aviãzinho com o pergaminho e o arremessou no Cálice?

Harry, ao ouvir o comentário, não pôde conter uma risadinha.

- Harry, meu caro, diga-nos o que houve – pediu gentilmente o diretor.

- Eu não coloquei o meu nome no Cálice e o senhor sabe muito bem disso.

- Oh, infelizmente eu não testemunhei nada, então não posso fazer afirmações a seu favor, meu querido.

- Diga-nos o que você fez, garrrroto – exigiu Maxime.

- Eu não fiz nada. Mas se vocês não acreditam, esperem mais cinco segundos, e então me acusem do que quiserem.

- Cinco segundos? – perguntou Dumbledore. E Harry sentiu uma leve vibração no pequeno broche de prata em formato de serpente que levava no peito.

- Quarto.

- O que ele quer dizer? – a professora de Transfiguração franziu o cenho.

- Três.

- Harry...?

- Dois.

- Senhor Riddle...

- Um – sorriu, e logo desprendeu o broche da túnica e o jogou para cima.

No instante seguinte, um poderoso clarão adentrou no aposentou, obrigando a todos a fecharem seus olhos. E quando o clarão finalmente cessou os professores e campeões ainda esfregavam os olhos tentando se acostumar de novo com a ligeira penumbra do aposento.

- O que foi isso? – grunhiu um irritado Snape.

- O que esse pirralho fez...?

- Você chamou o meu filho do que, Karkaroff? – uma voz gélida ecoou na habitação.

Igor Karkaroff, ex-Comensal da Morte que entregara os demais para se livrar de Azkaban quando Harry sequer era nascido, perdeu completamente a cor de sua face. Ao lado do sorridente menino, vestindo uma elegante túnica negra ornamentada com pequenos rubis que evidenciavam seus olhos sombrios, encontrava-se ninguém menos que o próprio Lord Voldemort, observando-os com sua habitual e aterradora face desprovida de qualquer emoção.

- Eu... Eu... – murmurou o diretor de Durmstrang. Mas apenas um profundo olhar do Lord e uma silenciosa maldição bastaram para fazê-lo agarrar o próprio abdômen e começar a se contorcer no chão sob os assustados olhares dos campeões e dos demais professores.

- C-Como ele chegou aqui?

- Por uma Chave de Portal conectada diretamente com a magia de dois herdeiros, professora McGonagall – explicou Harry, sorrindo.

- Ora, ora, mas que agradável surpresa.

- Não compartilho a sua opinião, Dumbledore, e quero saber que absurdo é esse envolvendo o meu filho.

- Papai... – interrompeu Harry – Os gritos dele estão me irritando.

- Oh, é verdade.

Com apenas um movimento de varinha do Lord, a maldição esvaiu-se e Karkaroff permaneceu desmaiado no chão. A seguir, um assustado Victor Krum correu para verificar os sinais vitais do seu professor e assim, tentar acordá-lo.

- Onde estávamos? – se perguntou Tom – Oh sim, você ia me explicar direitinho que palhaçada é essa envolvendo o meu filho antes que eu quebre a porcaria do Tratado de Paz, destrua este colégio inútil e lance um Avada Kedrava nesse seu traseiro enrugado.

- Er... Foi uma fatalidade – engoliu em seco.

- Fatalidade é eu apontar a varinha para você e lançar um crucio. O que ocorreu aqui hoje requer uma boa explicação.

- Creio que é melhor discutirmos no meu escritório em particular.

E por incrível que pareça, Tom concordou com o diretor, pois não perderia a oportunidade de destroçá-lo se algo ameaçasse a segurança do seu filho. Assim, os demais professores e alunos foram mandados de volta ao Salão Principal – exceto por Karkaroff que precisou ser levado para a enfermaria – enquanto o Lord das Trevas e o diretor de Hogwarts cruzavam uma pequena porta ao lado de uma velha tapeçaria que conectava a um corredor para seguirem ao gabinete de Dumbledore. Harry, por sua vez, quando colocou os pés no Salão Principal viu que muitos alunos ainda estavam ali, entre eles, seus amigos, para os quais fez um sinal indicando que deviam segui-lo de volta às masmorras.

Dessa maneira, enquanto Harry explicava para as demais serpentes o que ocorrera de verdade, expondo suas suspeitas sobre o plano de Dumbledore, este dizia ao Lord que por uma razão que todos desconheciam, o nome de Harry aparecera no Cálice de Fogo e como este era um ato contratual mágico, se o menino não participasse do torneio acabaria com grave e desconhecidas seqüelas. Obviamente, a conversa na sala de Dumbledore resultou na destruição da mesma e em dezenas de Maldições Cruciatus atingindo o diretor. Voldemort, contudo, percebia a gravidade da situação: Harry deveria participar de um perigoso torneio, para o qual era evidentemente capacitado, mas que mesmo assim afligia a alma do Lord, ou pelo menos, o que restara dela.

- Aquele velho desgraçado... – grunhiu Pansy.

O grupo do pequeno Lord se encontrava no salão comunal Slytherin, desfrutando de privacidade total, pois quando Harry ingressara no local e fora questionado por um menino do sexto ano se havia colocado o seu nome no Cálice, não pensou duas vezes antes de lhe lançar uma maldição.

- O Lord vai arrancar cada pedaço dele.

- Não, Theo, eu acabei de usar a conexão para impedir isso. Seria estúpido quebrar o Tratado de Paz e começar uma guerra agora.

- Tem razão.

- Mas como... – Harry levantou a mão, silenciando Blaise. Seu pai o chamava nos arredores do Bosque Proibido.

- Eu volto já.

Assim, antes que seus amigos pudessem protestar, o pequeno Lord desapareceu pela porta. E quando chegou ao local onde seu pai o esperava, não se surpreendeu ao ver a cólera brilhando nas íris vermelhas. A lua pairava majestosamente no céu, grande e redonda, e num segundo os pensamentos de Harry enfocaram o professor Lupin. Tais pensamentos, porém, logo foram descartados e ele se sentou numa rocha ampla ao lado de seu pai, que o abraçou em silêncio, como se procurasse as palavras adequadas para começar a conversa.

- Eu ia lançar um Avada Kedrava nele quando você interrompeu.

- Imaginei – sorriu – Mas você sabe melhor do que eu, papai, que ainda não é o momento adequado para iniciar a guerra.

Tom apenas revirou os olhos. E o menino continuou:

- O que ele disse afinal?

- Basicamente que o seu nome apareceu no Cálice de Fogo por arte da magia e como este é um ato contratual mágico, se você não participar do torneio, sofrerá com as conseqüências.

- Oh, que simpático.

- Eu devia voltar lá e destroçar aquela cara enrugada...

- Não, papai, o que nós vamos destroçar serão os seus planos e a sua moral – sorriu de maneira absolutamente Slytherin – Porque eu vou participar desse torneio imbecil e vou ganhar.

Aquele olhar decidido e audacioso era conhecido por Tom. Quando seu filho estava com aquele olhar nenhuma alma viva ou morta poderia impedir o seu triunfo.

- Você confia em mim, papai?

E um sorriso logo se instalou nos lábios do Lord.

- É claro que sim, pequeno, não é a toa que você é um Riddle.

O sorriso vitorioso que compartilharam representava a mais bela imagem a ser retratada de uma família. E é claro, o pior pesadelo do diretor de Hogwarts.

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Na manhã seguinte, aproveitando o fato de não terem as duas primeiras aulas, Harry e seus amigos se encontravam no salão comunal Slytherin saboreando um delicioso café da manhã que o pequeno Lord mandara um dos elfos trazerem, e assim, continuavam o assunto inacabado da noite passada. Ao contar no que o ato contratual mágico implicava, seus amigos ficaram indignados, Theodore e Draco queriam subir ao gabinete do diretor e lançar seus repertórios de Maldições Obscuras nele, mas os ânimos logo foram acalmados quando Harry sorriu com um assustador misto de doçura e malícia garantindo que ganharia aquela competiçãozinha inútil para esfregar na cara do diretor e este aprender a não subestimar um Riddle. E diante dessa perspectiva, é claro, os olhos das jovens serpentes brilharam.

- Eu aposto que ele ainda está na enfermaria.

- Quem? O Karkaroff ou o Dumbledore? – Harry perguntou, com um sorriso, à amiga.

- Os dois! – respondeu ela em meio aos risos.

Draco, que abraçava protetoramente o namorado, não pôde deixar de comentar com malícia:

- Eu vou adorar ver você humilhando aquele imbecil do Diggory.

- Pelo menos ele parece habilidoso, ao contrário da cabeça-de-vento de Beauxbatons.

- Mas o sangue Veela a coloca em evidente vantagem perto de um Hufflepuff sem qualquer talento.

- Não sei o que você acha interessante nessas Veelas – comentou com fingida indiferença, por dentro, morrendo de ciúme.

- Ele deve se identificar, Harryzito.

- Para a sua informação, Pansy, eu ainda não pesquisei a fundo essa questão na minha família.

- Um Veela é naturalmente sedutor, então você não deve possuir qualquer ligação com eles, Malfoy, não se preocupe – comentou Theodore, com desinteresse, recebendo um olhar mortal do rival.

- Fique sabendo que o Harry não concorda com isso – sorriu com maldade, puxando o namorado para saborear com anseio aqueles doces lábios.

Surpreso, Harry pôde apenas corresponder ao beijo, passando os braços em volta do pescoço do loiro que lhe agarrava possessivamente a cintura. Ao contemplar a cena, Theodore se levantou de um salto, murmurando qualquer coisa sobre buscar um livro na biblioteca e desapareceu do salão comunal. Pansy e Blaise, quando repararam que o ambiente esquentava, ao verem Draco recostar o menor sobre o sofá de couro negro e o cobrir com o seu corpo, sem cessar os beijos, resolveram cuidar dos seus afazeres e saírem dali.

- Vamos ao corujal, Bebê, quero mandar uma coruja para a minha mãe pedindo mais algumas roupas.

- Agora? – perguntou com preguiça.

- Sim – lançou um significativo olhar e sem pensar duas vezes o arrastou à saída pela manga da túnica.

O casal que trocava entusiasmados beijos no sofá sequer percebeu a fuga dos amigos. Draco se encarregava de abrir a túnica de Harry e desabotoar os primeiros botões de sua camisa, e este lançava ao ar alguns suspiros de prazer, acariciando as musculosas costas do namorado por debaixo da camisa. Estavam mergulhados em deleite e expectativa. A cada segundo a temperatura subia. Draco distribuía pequenos beijos e mordidas pelo pescoço de Harry, que arqueava ligeiramente as costas e cerrava os olhos, murmurando qualquer coisa que o loiro parecia não se preocupar em escutar, concentrado de mais em saborear aquela pele suave que o enlouquecia. Contudo, quando suas mãos estavam a um passo de abrir a calça de Harry, este o impediu.

- O que foi? – murmurou com a respiração ainda agitada.

- A aula... – os belos olhos verdes não o encaravam – A aula vai começar daqui a pouco.

- Mas temos uma hora pelo menos.

- Eu disse não – se levantou depressa, as bochechas coradas, e o cabelo mais bagunçado do que nunca.

Era evidente que Draco desejava seguir. Ele também queria. Seus hormonais corpos de catorze anos cobiçavam um contato cada vez mais íntimo, mas a simples idéia de perder sua virgindade num sofá qualquer do salão comunal Slytherin, onde quem quer que fosse poderia entrar no pior momento, desconcertava-o completamente. Não, não era para ser assim.

E o mais importante: ainda não estava pronto para isso.

Draco devia esperar.

- Então, vamos passear no jardim? – o herdeiro da fortuna Malfoy perguntou com impressionante tranqüilidade e carinho.

Ele realmente amava o pequeno Lord e se este não se considerava pronto para dar o seguinte passo, não se preocuparia. Esperaria o que fosse preciso, pois sabia que valeria a pena.

- Sim, vamos sim – sorriu com evidente alívio.

-x-

As semanas passaram rapidamente e a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts estava com suas casas divididas. Hufflepuff e Gryffindor torciam para Cedric Diggory, enquanto Slytherin e Revenclaw torciam para Harry Riddle. Faixas e bottons com os seguintes dizeres: "FORA SERPENTE!" ou então "DIGGORY PERDEDOR!" eram freqüentemente vistos adornando as túnicas dos estudantes. Os próprios implicados no torneio, Harry e Cedric, ignoravam completamente aquilo, ainda que o último se sentisse mal pelos insultos de seus colegas ao lindo menino de olhos verdes que ele não conseguia tirar da cabeça. E quando Cedric contemplou o menino naquela manhã conversando com seus amigos, sob as sombras das árvores do belo jardim de Hogwarts, enquanto brincava com o que parecia ser uma pequena serpente, precisou respirar fundo e invocar algo de coragem para seguir até ele.

- Você anda sumida, Morg – Harry conversava com sua guardiã. Acomodados no verde gramado, Blaise e Draco jogavam uma partida de Xadrez de Bruxo, Pansy folheava algumas revistas de moda e Theo lia um de seus tantos livros.

- Perdão jovem amo, mas o castelo anda com muitos ratos ultimamente, e são deliciosos.

- Oh... Certo, mas amanhã eu vou descer à Câmara Secreta para pegar alguns livros e quero que você venha comigo.

- Será um prazer, amo.

- Eu andei lendo sobre maldições em Parsel e quero... – a voz de Cedric Diggory, contudo, o interrompeu:

- Com licença, podemos conversar Harry?

- Não.

- Sim – responderam Draco e Harry ao mesmo tempo. Mas o significativo olhar que o pequeno Lord lançou ao herdeiro da fortuna Malfoy bastou para silenciar qualquer objeção deste.

Após colocar Morgana no bolso da túnica, sob o atento olhar de Cedric, o moreno se levantou e seguiu com ele em direção a algumas árvores mais afastadas dali. E Harry tentou não reparar no corpo escultural escondido pelas vestes da escola, nos belos olhos castanho-claros que pareciam ler sua alma, e no reluzente sorriso dirigido unicamente a ele. Oh, sim, ele tentou. Cedric, por sua vez, não escondia o olhar cobiçoso ao menino.

- Diga.

- Er... – Cedric respirou fundo. Aqueles intensos olhos esmeraldas sem dúvida o desconcertavam – Primeiro eu gostaria de me desculpar pelos bottons, pedi mil vezes para eles não usarem, mas não adianta.

E um sincero sorriso surgiu nos lábios de Harry.

- Não se preocupe. Também não gosto dessa bagunça, mas é inevitável.

- Eu não sei como você colocou o seu nome no Cálice, porque meu...

- Eu não coloquei – interrompeu com frieza e seriedade – Acredite no que quiser, Diggory, mas isso foi uma armação.

- Oh... – o Hufflepuff arregalou os olhos – Sinto muito. Enfim, o que eu queria dizer mesmo é outra coisa.

- Então diga.

- Dragões.

- O que?

- A primeira prova, serão três Dragões, um para cada um de nós – explicou.

Obviamente, o pequeno Lord estava impressionado.

- Como você descobriu isso?

- Eu vi Madame Maxime levar Delacour na floresta, então, eu as segui. O guarda-caça, Hagrid, estava lá ajudando a cuidar dos Dragões.

- Nossa... Obrigado, mas porque você está me contando isso?

As bochechas do castanho ficaram inexplicavelmente vermelhas. E ele logo pigarreou e desviou o olhar de Harry.

- Nós somos campeões de Hogwarts... Er... Bom, acho que podemos nos ajudar, você não acha?

- Sim, concordo plenamente – sorriu. Um sorriso que fez Cedric suspirar bobamente. Estava completamente perdido naquelas belas esmeraldas e nos suaves lábios que agora lhe agradeciam outra vez e lhe diziam adeus. Tão perdido que não reparou em dois pares de olhos que o fuzilavam, um acinzentado, como uma furiosa tempestade, e o outro azul, como o mar em pleno temporal.

O que importava mesmo era aquele sorriso.

E se cada informação que desse ao pequeno Lord fosse recebida com aquele sorriso, Cedric não pensaria duas vezes antes de se tornar o seu treinador pessoal, e assim lhe garantir a vitória.

Continua...

Próximo Capítulo: Os campeões abririam o Baile de Inverno.

(...)

- Meu nome é Fleur Delacour – apresentou-se ela, com o sotaque francês carregado – você gostaria de me acompanhar no baile?

Draco, perdido no encanto da menina, ficou sem fala.

E Harry estreitou perigosamente seus olhos. O próprio Lord das Trevas, se visse o seu querido filho agora, teria medo daquele olhar.

-x-

N/A: Olá, pessoal... – sorriso de orelha a orelha – Eu já disse que amo, adoro, venero, sou louca pelas FÉRIAS? Com certeza, nada é melhor do que essa temporada, a não ser, talvez, o Natal, mas ainda falta um pouquinho. Enquanto isso eu aproveito para atualizar as histórias rapidamente! E as lindas Reviews de você me animam ainda mais para escrever cada capítulo! Então eu peço, encarecidamente, mandem suas Reviews!

Quando ao capítulo, o Dumby colocou o Harry numa enrascada, mas ganhou uns bons crucios de recompensa! E agora, resta-nos ver como o nosso pequeno Lord vai se sair nas provas, tanto as provas do torneio quanto as provas do coração. Ui... O Dray precisa fazer um seguro de vida antes de responder a pergunta da Fleur... E boa coisa não vai sair disso! Mas um delicioso Baile de Inverno vem pela frente! Assim, se quiserem uma atualização relâmpago, por favor, mandem as suas REVIEWS dizendo o que estão achando!

Qualquer comentário, críticas, elogios ou sugestões...
São sempre bem vindos!

Agradeço o carinho e o apoio com um beijo especial para:

Nanda Sophya... InoMax... Sasami-kun... flor potter... Lilith Potter Malfoy... Simon de Escorpiao... Freya Black... vickykun... Raquel Potter Draco... tsuzuki yami... Karool Evans Malfoy... yuri chan... Bruner M.O... e vrriacho!

Muito obrigada mesmo!
E a próxima atualização, Lágrimas de um Príncipe, sairá em breve!
O Harry vai sofrer um pouquinho agora para depois as coisas melhorarem! Não se preocupem!
Um grande beijo! E até a próxima atualização!