Nota: (1) – Harry Potter e seus personagens não me pertencem. E sim a J.K. Rowling.
(2) – Essa é uma história Slash, ou seja, relacionamento Homem x Homem. Se não gosta ou se sente ofendido é muito simples: Não leia.

-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-

Nas últimas semanas, o mesmo pesadelo assombrava o pequeno Lord constantemente. Era sempre um corredor obscuro e frio, com uma porta ao fundo que ele não conseguia alcançar, sempre observado por olhos azuis, burlescos e maldosos, sempre com a sensação de estar indefeso e correndo perigo, e assim, a angústia o consumia. Não era de se estranhar, portanto, que seu mau humor se elevara a níveis consideráveis durante as manhãs. E naquele exato momento, com uma expressão de poucos amigos em seu belo rosto, Harry seguia com o grupo das serpentes para o Salão Principal com o intuito de apreciar um reforçado café da manhã para começar mais aquele cansativo dia.

- Isso é um absurdo!

Eles ouviram a voz de McGonagall na entrada do Salão.

- Ora, ora, Minerva, você está questionando os meus métodos?

- É claro, Dolores, você...

- Pois saiba que questionar os meus métodos é o mesmo que questionar Cornélio e o Ministério.

Harry e seus amigos se aproximaram da escada em que as duas professoras discutiam, onde já se aglomerava uma pequena roda de alunos.

- Mas... – a professora de Transfiguração parecia chocada.

- Se o próprio diretor de Hogwarts está de acordo comigo quem é você para se intrometer nisto, minha querida Minerva?

Aquele sorrisinho antipático fez o estômago de Harry revirar.

- Eu só quero o que é melhor para os alunos.

- O que o Ministério e o diretor decidirem será melhor para eles.

- Mas...

- Minerva, não posso trabalhar ao lado de pessoas desleais.

- Desleal? – seus olhos se arregalaram e ela desceu alguns degraus, impactada – Você está dizendo...? Mas eu sempre fui leal ao Alvo e...

- Não é o que eu estou vendo.

Com uma expressão decidida, a irritante mulher de cor-de-rosa subiu alguns degraus e se dirigiu à aglomeração de alunos que só fazia aumentar:

- A situação desta escola está crítica, por mais que o nosso estimado diretor tente contornar os problemas de comportamento tanto de seus alunos quanto de seu corpo docente, ele não conseguirá sem ajuda – ela discursava solenemente – Dessa forma, só me resta vir ao seu auxílio para que esta nobre escola volte aos padrões que era antes.

Com um sorrisinho, ela deu às costas e seguiu de volta à sua sala, um engenhoso plano se formando em sua mente.

O pequeno Lord, por sua vez, sentiu um desagradável arrepio percorrer sua espinha.

Boa coisa, com certeza, não estava por vir.

-x-

Dito e feito. Na manhã seguinte, ao contemplar a parede de entrada do Salão Principal, onde dezenas de alunos se aglomeravam, um tic apareceu no olho esquerdo de Harry. Aquilo só podia ser brincadeira. E uma brincadeira de muito mau gosto.

- Isso é uma piada – Blaise expressou o que todos pensavam – Só pode ser uma piada, né?

Numa placa de madeira com adornos dourados, que o zelador Filch orgulhosamente acabara de pregar, encontrava-se:

DECRETO DE EDUCAÇÃO nº. 23
Por intermédio do Ministério da Magia e do diretor Alvo P. W. B. Dumbledore,
Dolores J. Umbridge é nomeada Alta Inquisidora da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

- O que isso significa?

- Significa, Pansy, que ela irá fazer da vida de todos um inferno.

- Mas Harryzito...!

- E para piorar – ele continuou – sendo acobertada pelo velhote maluco e pelo incompetente ministro.

Harry não queria estar certo, mas infelizmente suas palavras haviam sido precisas. Os dias que se seguiram foram um verdadeiro inferno. Umbridge andava pelos corredores de Hogwarts com a cabeça erguida, um sorrisinho divertido em seu rosto de sapo e uma pranchetinha rosa com pergaminho numa mão e uma pena da mesma cor na outra, anotando todas as 'irregularidades' que havia na escola. Ela implicava com todos, desde um grupo de amigos despojados andando com a camisa para fora da calça, até com um pobre casal de namorados se beijando no corredor da escola, ainda mais se tal casal fosse do mesmo sexo, o que demonstrava sua mentalidade de adoradora de muggles, sendo tão intolerante e atrasada quanto estes, pois somente os sangues-ruins e os muggles poderiam ter uma visão tão obsoleta de mundo, sangue-puro algum, ou até mesmo um mestiço ou sangue-ruim criado devidamente no Mundo Mágico veria problemas em relações assim, que os muggles, por sua vez, sempre haviam crucificado.

Mas não eram só os alunos que sofriam com suas ordens e análises descabidas, os próprios docentes se viram surpreendidos ao serem submetidos a uma 'avaliação de metodologia' em suas próprias aulas. Desde o professor Binnis até o próprio Severus Snape haviam sido atormentados pela Alta Inquisidora, cabe apontar que na aula de poções em que Umbridge aparecera para avaliá-lo, Harry se divertiu como nunca, observando o olhar assassino do professor e suas respostas tensas e curtas à sorridente mulher de cor-de-rosa.

Hogwarts havia se transformado num inferno.

Um inferno para todos.

Apenas o inútil zelador Filch e Hermione-sangue-ruim-adoro-regras-Granger estavam animados com a administração de Dolores. A Gryffindor sempre era vista com a professora, tornara-se sua assistente-puxa-saco-pessoal e Umbridge via na garota aficionada por livros ruins uma grande aprendiz.

-x-

- Eu vou matá-la! Eu vou enforcar aquele inexistente pescoço com os seus lencinhos cor-de-rosa baratos! – uma enraivecida Pansy desabafava com seus amigos – Ora, quem ela pensa que é para falar comigo, a nobre herdeira da fortuna Parkinson, bruxa sangue-puro, assim?

- Talvez você não devesse ter comentado em voz alta que o suéter de babadinhos que ela usava era horrendo.

- Mas Harryzito, ele era!

- Eu sei, Pan – sorriu divertido – mas você teve sorte de não ter ganhado uma detenção.

Ela, no entanto, apenas cruzou os braços com um gracioso biquinho.

Naquele instante, aproveitando o horário livre antes do jantar, no salão comunal Slytherin, Harry e seus amigos conversavam nas poltronas e no sofá de couro negro em frente à lareira, e o tema, é claro, era a inútil professora de DCAO, atualmente Alta Inquisidora daquela espelunca à qual chamavam escola.

- Isso não pode continuar assim!

- Tem razão, Blaise, mas no momento nossas mãos estão atadas.

- Mas Harry...

- Não, Dray – interrompeu o namorado – Não podemos matá-la ainda.

- Droga, além de transformar esse lugar em algo pior do que já era, as aulas daquela megera não servem para nada.

- É verdade – suspirou a única menina do grupo – até o professor Lupin, possuindo o senso de moda de um lobisomem, dava aulas interessantíssimas perto dessa cara-de-sapo!

- Dumbledore está fazendo isso para desviar a nossa atenção – Theodore se pronunciou finalmente, levantando os olhos de seu livro e fixando-os no pequeno Lord – Para ele é interessante que nos preocupemos com aquela mulher inútil.

- Com certeza, Theo, e mais interessante ainda é que a gente não aprenda nada para usar contra ele.

- Exato. Mantendo-nos ocupados com aquelas aulas inúteis e com esse novo regulamento descabido, eles podem planejar o que quiserem, e os alunos não poderão fazer nada para impedi-los.

- O come-livros está certo – Draco comentou a contragosto – Se os estudantes aprenderem a realizar feitiços, vão poder usá-los para impor sua vontade.

- Um grupo de alunos descontentes e hábeis seria perigoso para eles – afirmou Blaise.

- Mas bebê, nós somos um grupo de alunos descontentes e hábeis, muito hábeis, diga-se de passagem.

- Sim, Pansy, mas nós estamos marcados como o 'grupo das serpentes', seria muito fácil eles nos acusarem de possuir ideais 'obscuros' por destras disso – explicou Harry.

- Então perigoso mesmo seria liderarmos um grupo diversificado? – a menina ponderou.

- Exatamente – os olhos de Harry brilharam.

E Draco, bem como Theodore, logo entenderam o significado daquele astuto brilho.

- Você não está pensando em...

- Oh, sim, Dray – sorriu com malícia. E Pansy e Blaise não demoraram a se dar conta também – Vamos dar ao Dumbledore o que ele tanto teme.

- Um exército – completou Theodore, maravilhado, como os demais, com a astúcia de seu amado.

Um sorrisinho definitivamente Slytherin logo se instalou nos lábios das pequenas serpentes.

Talvez aquele quinto ano pudesse sim ser muito produtivo.

-x-

Pansy e Blaise, nos dias que se seguiram, haviam se ocupado de recrutar os estudantes mais 'dignos' – segundo os padrões Slytherins – que teriam a honra de serem instruídos devidamente por ninguém menos que o pequeno Lord e assim, formarem aquele pequeno, mas promissor exército. Seria a nova geração de Comensais da Morte surgindo? Pansy perguntara uma vez a seu amigo, mas Harry apenas sorriu com a idéia, balançando a cabeça, divertido. Não pensava nisto ainda.

A dupla dinâmica – Pansy e Blaise –, antes de abordar um possível futuro aprendiz, estudara todo o seu histórico de comportamento que, mediante a oportunos contatos, eles sempre conseguiam obter. Formara-se, então, um padrão. O perfil dos recrutados era sempre um mago ou bruxa sangue-puro ou mestiço, que tenha sido criado devidamente nos padrões do mundo mágico, deteste a nova professora de DCAO e não simpatize com o diretor, bem como esteja interessado nos ideais do Lord ou apenas simpatize com as habilidades de seu herdeiro. Com isso, estavam convidados para uma reunião no asqueroso, porém discreto pub, Cabeça de Javali, na próxima saída à Hogsmeade: três Hufflepuffs, quatro Gyrffindors, sete Ravenclaws e onze Slytherins – sem contar o grupo das serpentes, é claro.

- Muito bem, deixe-me ver a lista.

Naquele momento, Harry e seus amigos se encontravam no Salão Principal, na sexta-feira, isto é, um dia antes da saída a Hogsmeade, saboreando aquele delicioso banquete e analisando os detalhes finais da 'reuniãozinha' que teriam no dia seguinte.

- Aqui está, Harryzito, apenas os mais promissores foram cotados.

- É claro, eu não esperava menos de vocês – sorriu, pegando o longo pergaminho que sua amiga lhe oferecia:

CONVIDADOS PARA A REUNIÃO EM HOGSMEADE

Ernesto McMillan – Hufflepuff (5º ano).
David Cauldwell - Hufflepuff (5º ano).
Megan Jones - Hufflepuff (4º ano).
Alicia Spinett - Gryffindor (6º ano).
Zacarias Smith - Gryffindor (6º ano).
Katie Bell - Gryffindor (6º ano).
Parvati Patil - Gryffindor (5º ano).
Padma Patil - Ravenclaw (5º ano).
Anthony Goldstein - Ravenclaw (5º ano).
Michael Corner - Ravenclaw (5º ano).
Terry Boot - Ravenclaw (5º ano).
Marieta Edgecombe – Ravenclaw (4º ano).
Penélope Clearwater - Ravenclaw (7º ano).
Roger Davies - Ravenclaw (7º ano).
Dafne Greengrass - Slytherin (7º ano).
Astoria Greengrass - Slytherin (4º ano).
Alice Rosier - Slytherin (4º ano).
Emilia Bulstrode - Slytherin (5º ano).
Tracey Daves - Slytherin (6º ano).
Wendelin Schwärtz - Slytherin (6º ano).
Susan Zeller - Slytherin (7º ano).
Robert Mulciber - Slytherin (7º ano).
Ian Jones - Slytherin (6º ano).
Vincent Crabbe - Slytherin (5º ano).
Gregory Goyle - Slytherin (5º ano).

- Excelente, Pan – aprovou o pequeno Lord – Mas me diga uma coisa, Crabbe e Goyle?

- Tomemos como um desafio pessoal, Harryzito.

- Sim, Harry, essa é uma tarefa para você – acrescentou Blaise, aos risos – somente você sabe lidar com missões impossíveis.

O pequeno Lord, por sua vez, apenas suspirou.

Se conseguisse enfiar algum conhecimento nas cabeças ocas daqueles dois, acabar com Dumbledore e a cara-de-sapo seria fichinha para ele.

-x-

Em Hogsmead, no dia seguinte, Harry e seus amigos seguiram para o local combinado. Não era nada parecido com o Três Vassouras, cujo ambiente arejado dava a impressão de calor e reluzente limpeza. O Cabeça de Javali compreendia uma salinha mal mobiliada e muito empoeirada. As janelas curvas eram tão incrustadas de fuligem que pouquíssima luz solar conseguia chegar à sala, iluminada com tocos de velas postos sobre mesas de madeira tosca. E quando as cinco serpentes adentraram no local, uma expressão de nojo logo se instalou em seus vaidosos rostos.

- De quem foi a brilhante idéia de escolher este lugar? – Harry perguntou, quando se acomodaram no sofá velho em formato de "U" situado em frente a uma mesinha, numa parede afastada.

- O Três Vassouras está sempre lotado e barulhento – explicou Blaise, autor da idéia – esta espelunca pelo menos nos dará privacidade, até porque eu já subornei o dono.

Confirmando suas palavras, o único atendente do pub – que era também o dono – trouxe cinco garrafas de cerveja amanteigada e cinco copos para eles. Com um ligeiro movimento de sua mão direita, então, Harry o dispensou e após lançar um poderoso feitiço de limpeza nas garrafas e nos copos, ele e seus amigos se dispuseram a esperar pelos 'convidados'.

- Sabe, precisamos de um nome.

- Um nome? – Draco arqueou uma sobrancelha encarando a menina.

- Sim, um nome para o nosso exército.

Todos assentiram em silêncio passando a pensar num possível nome que estivesse de acordo com os seus ideais, e Pansy, obviamente, surgiu com a melhor idéia:

- Já sei!

- Tenho até medo de perguntar qual – Blaise murmurou, ganhando um olhar indignado da menina.

- Pois fique sabendo que é perfeito – sorriu com auto-suficiência – Que tal, Armada Riddle?

Harry, que até então observava a discussão em silêncio saboreando sua cerveja amanteigada, apenas arqueou uma sobrancelha confuso. As demais serpentes, no entanto, pareciam estar de acordo.

- Eu gostei – aprovou Draco.

- Perfeito – disse Theodore.

- Até que você acertou, Pansy – Blaise afirmou sorrindo.

- Hey! – o pequeno Lord, no entanto, protestou – Vocês saem usando o meu sobrenome assim, sem me consultar?

- Mas Harryzito, é genial! Sem contar que você é o idealizador e será o principal instrutor de todos nós.

- E você é o nosso pequeno Lord – acrescentou Blaise, sorrindo.

Harry, por sua vez, pôde apenas concordar com um suspiro. Os estudantes convocados já começavam a chegar.

Não demorou muito e a maioria já se encontrava ali, todos acomodados em cadeiras ou baquinhos de madeira situados à frente da mesa de Harry e seus amigos. Alguns olhavam de soslaio para o pequeno Lord que era nada menos que um dos ícones supremos do Mundo Mágico, outros mantinham a cabeça baixa e é claro, havia aqueles que o encarava abertamente, um brilho de pura admiração dançando em seus olhos. Não havia quem não estivesse orgulhoso de estar ali, pois significava que era digno da atenção de Harry.

- Pansy, nome e currículo de cada um – demandou à menina, em voz baixa, enquanto todos se organizavam.

- É para já Harryzito – ela sorriu, pegando a lista – Aquela morena ao lado da porta é Alicia Spinett, Gryffindor, está no sexto ano. É sangue-puro e seus pais trabalham no Ministério da Magia. Adora as aulas de Adivinhação, mas não domina muito DCAO.

Harry assentiu em silêncio, observando a bonita menina de longos cabelos negros que olhava ao redor com curiosidade.

- Aquele que a está abraçando é seu namorado, Zacarias Smith – continuou Pansy – Também está no sexto ano, em Gryffindor. É sangue-puro e seus pais são medimagos que trabalham em St. Mungus. Ele detesta a sangue-ruim-Granger e os Weasley.

- Um ponto a seu favor – Harry sorriu, observando o loiro alto que abraçava Alice.

- Aquela encolhida no canto é Megan Jones, uma Hufflepuff, está no quarto ano. É mestiça, deseja melhorar suas habilidades e admira muito você Harry. Ah, e o melhor, semana passada lançou uma azaração na Granger.

- Já gostei dela então – sorriu divertido, encarando a tímida menina, que, ao ver-se fitada por ele, ficou vermelha como um tomate.

- Aquele outro casal ali está no sétimo ano – ela indicou um casal de mãos dadas sentados próximos a eles – são Ravenclaws. Ela se chama Penélope Clearwater, sangue-puro, seus pais trabalham no Ministério e admiram os ideais do Lord. Ele é Roger Davies, sangue-puro também, mas sua família é neutra e ele não tem opinião formada quanto à guerra. Faz tudo o que a namorada quer e esta o convenceu a se juntar a nós, mas ele admira suas habilidades, Harry, e acha você um bruxo excepcional.

O pequeno Lord, no entanto, apenas encarou o jovem casal em silêncio e Pansy continuou:

- Você já deve conhecer a capitã do time Gryffindor deste ano, Katie Bell, está no sexto ano e não se dá muito bem com os outros membros de sua casa – indicou a silenciosa garota de cabelos curtos e negros que estava próxima a Alicia, sua melhor amiga - É mestiça, uma ótima artilheira e detesta os irresponsáveis Weasley.

Harry logo reconheceu a habilidosa jogadora Gryffindor.

- As gêmeas ali são Parvati Patil de Gryffindor e Padma Patil de Ravenclaw. Ambas são mestiças e cursam o quinto ano. A primeira divide o dormitório com a Granger e a odeia, adora adivinhação e é sempre uma ótima fonte de informações para mim, sempre sabe da vida de todo mundo, além de achar você muito lindo – deu uma risadinha, vendo que o moreno revirava os olhos – A outra compartilha as mesmas habilidades da irmã, mas é uma garota ridícula.

Harry arqueou uma sobrancelha, sem entender o tom mal humorado e o olhar assassino que Pansy dirigia à menina, até a divertida voz de Blaise os interromper:

- Não seja ciumenta, Pansy, ela só disse que me achava lindo. O que prova que ela tem muito bom gosto.

- Continuando... – a menina murmurou por entre os dentes – Aquela baixinha é Marieta Edgecombe, está no quarto ano em Ravenclaw. É mestiça e sua mãe trabalha no Departamento de Transportes Mágicos do Ministério. Tem uma grande admiração por você, Harry.

O aludido logo observou a retraída menina, que contorcia as mãos com nervosismo.

- Aqueles dois são Ernesto McMillan e David Cauldwell, estão no quinto ano em Hufflepuff. Ambos são sangues-puros e partidários do Lord. O primeiro possui sangue Black, é bem refinado e pomposo como esta nobre família, e está caidinho por você, Harry.

Harry apenas balançou a cabeça, divertido com o comentário da amiga. Draco, porém, que ouvira claramente as palavras de Pansy, logo lançou um olhar mortal ao Hufflepuff em questão que, de fato, não despregava os olhos do seu Harry.

- Quanto aos Slytherins aqui presentes, Harryzito, você deve conhecer as irmãs Dafne e Astoria Greengrass, a primeira cursa o sétimo ano e a mais nova o quarto, e como sua família, são fiéis partidárias do Lord. A mais nova tem uma queda pelo Draco, mas não se preocupe – acrescentou ao ver o perigoso olhar gélido que ele dirigia à menina – ela morre de medo de você, pobrezinha.

- Para o bem dela, eu espero que continue assim.

- Aquela ao lado de Astoria é a jovem Alice Rosier, que você conhece também, está no quarto ano. E pode ficar tranqüilo porque ela também não vai chegar perto do seu Draquinho, a pobre menina tem amor à vida.

O pequeno Lord apenas observou que nenhuma delas se atrevia a encarar sua mesa. O que era ótimo e garantia a integridade física das duas. Não que ele fosse ciumento, é claro, apenas não queria fedelhas inoportunas perto do seu namorado.

- Aquela ali ao lado do Crabbe e do Goyle é Emilia Bulstrode, também está no quarto ano e divide o dormitório comigo, sua personalidade é um pouco forte e brutal, mas é bem habilidosa em feitiços.

Olhando para Crabbe e Goyle sentados ao lado daquela menina, Harry jurava estar vendo trigêmeos.

- Aqueles dois são Tracey Daves e Wendelin Schwärtz. Ambos são sangues-puros, cursam o sexto ano e são partidários do Lord, bem como sua família.

Reconhecendo o último como herdeiro de uma família alemã que apoiava os ideais de seu pai e os difundia naquele exótico e belo país, Harry assentiu em silêncio, ouvindo sua amiga continuar:

- Aqueles três próximos ao balcão são: Susan Zeller, Slytherin, sétimo ano. Mestiça e um pouco retraída, admira o nosso grupo, mas principalmente você; Robert Mulciber, Slytherin, também cursa o sétimo ano, é partidário do Lord e muito habilidoso em poções; e por último, Ian Jones, Slytherin, cursa o sexto ano. É mestiço, mas incrivelmente habilidoso em seus feitiços.

Ingressando pela porta de madeira velha, que rangeu ao deixá-los passar, estavam os últimos nomes que constavam na lista de Pansy:

- Estes três Ravenclaws estão no quinto ano – informou a menina – O loiro mais baixo se chama Terry Boot, é sangue puro, admira suas habilidades, mas não está interessado na guerra do Lord. O castanho ao lado dele é Michael Córner, mestiço, e também não tem interesse na guerra. E o último, o moreno que não tira os olhos de você é Anthony Goldstein, sangue-puro, seus pais são neutros na guerra, mas ele apóia os ideais do Lord, além de estar caidinho por você, Harryzito.

- Não seja maldosa, Pan.

- Ele está quase arrancando a sua roupa com os olhos, meu querido.

Harry ficou instantaneamente vermelho e Draco, que ouvia a conversa, trincou os dentes com ódio, passando um braço ao redor da cintura do namorado e o trazendo para perto de si, enquanto lançava um olhar assassino para aquele Ravenclaw atrevido.

- Agora que estão todos aqui, creio que podemos começar – Pansy comunicou em voz alta, sorrindo.

Mas a porta se abrindo novamente logo os interrompeu.

Não era esperado mais ninguém. Principalmente aquela menina.

- Lunática Lovegood? – Blaise arqueou uma sobrancelha.

- O que ela está fazendo aqui?

- Eu a chamei – contestou Harry, que dirigiu um amigável sorriso à sonhadora menina.

- Olá... – ela cumprimentou ausente.

- Agora sim podemos começar, Pansy.

O tom de Harry, é claro, não permitia réplicas. E seus amigos, suspirando mentalmente, esperavam apenas que o pequeno Lord soubesse o que estava fazendo. Afinal, aquela Lunática era... Lunática!

- Silêncio, por favor – Pansy se levantou e encarou a roda de alunos que observava o grupo das serpentes com seus olhos cheios de expectativa – Vocês estão aqui porque foram considerados dignos para isso – olhou de soslaio para Luna – Aqueles de vocês que têm interesse em aprender Defesa Contra as Artes Obscuras de maneira decente, isto é, aprender a lançar poderosos feitiços para se defenderem e também impor sua vontade, poderão se juntar a nós.

- Não será permitido, porém, convidar outras pessoas – relembrou Draco, em seu tom imponente e frio – Apenas os que estão aqui poderão assinar esta lista se aceitarem se juntar a nós. Ficou claro?

- Sim – ouviram-se vários murmúrios.

- Com licença – Roger Davies levantou a mão, um ar de curiosidade em seu rosto – Vocês pretendem nos ensinar... Er... As maldições imperdoáveis?

- Isso depende – contestou Harry, ganhando a máxima atenção de todos – Você acha necessário aprendê-las?

- Er... Não, mas...

- Você gostaria de aprendê-las?

- Bom, eu... Er... Sim...

- Então será feito. Mas não se enganem, vocês não serão treinados para serem Comensais da Morte, eu não preciso disso. Vocês serão treinados para se defenderem dos abusos de Umbridge.

Alguns se sentiram aliviados ao ouvirem aquilo.

Para outros, não importava realmente, apenas a chance de aprender com o próprio Harry era o suficiente para eles.

- Ninguém será obrigado a fazer o que não quiser, mas os treinamentos não serão fáceis, vocês não verão essa brincadeirinha de criança que em Hogwarts eles chamam de magia, vocês lidarão com feitiços e maldições de verdade. Então, vocês estão sob o seu próprio risco, aqueles que preferirem fiquem à vontade para sair por aquela porta, pois um simples feitiço fará com que não se lembrem de nada do que foi exposto aqui. Mas aqueles que possuírem astúcia, coragem, sabedoria e é claro, desejo de se esforçar para aprender mais, por favor, façam uma fila e assinem aqui – indicou o pergaminho que Pansy conjurara, o qual já continha os seus nomes e se intitulava:

LISTA DE MEMBROS – ARMÁDA RIDDLE

Harry Riddle

Draco Malfoy

Theodore Nott

Blaise Zabini

Pansy Parkinson

E obviamente, depois daquele discurso, ninguém se atreveu a sair. Todos estavam animados para aprender com aquele mago tão admirável que era o herdeiro do Lord e assim, um por um, os nomes foram agregados à lista.

- Ao assinarem seus nomes, um feitiço para proteger o segredo de nossa Armada foi posto em vocês, o que significa que se alguém contar qualquer coisa sobre isso para a Umbridge ou para alguém que não faça parte do grupo, as conseqüências serão... Severas.

Não houve quem não engoliu em seco ao ouvir a melodiosa voz de Pansy informar aquilo.

Era impressionante como um sorriso doce podia acompanhar um olhar sádico daqueles.

- Vocês estão dispensados por enquanto, antes de sair, por favor, peguem uma moeda desta com Blaise – a menina indicou o pequeno objeto dourado – Levem-na sempre no bolso da túnica. Quando ela vibrar e emitir um discreto brilho, poderão ver em sua superfície o dia, a hora e o local combinado para nos encontrarmos.

Todos concordaram em silêncio e fizeram uma fila para pegar o objeto indicado.

- Sem mais delongas – ela sorriu – Bem-vindos à Armada Riddle!

Os aplausos contidos, mas satisfeitos, logo se fizeram ouvir.

Em poucos minutos, então, o grupo das serpentes se viu finalmente sozinho.

- Missão cumprida – suspirou Draco, acariciando a cintura do namorado.

- Só há um problema – apontou Theodore, que evitava olhar para o casal – Aonde vamos nos reunir?

- Er... – as serpentes suspiraram.

Aquele era realmente um problema.

Mas dariam um jeito nisso.

-x-

A solução para aquele problema quem encontrou foi o próprio Theodore, que, na semana seguinte, buscava um local tranqüilo para apreciar sua leitura, pois no Salão Comunal Slytherin Pansy e Blaise não paravam de discutir por causa de uma tal Ravenclaw chamada Padma Patil e em seu quarto, Draco e Harry estavam... Não, ele não queria nem pensar no que aquele maldito loiro estava fazendo ao seu amado menino, assim, ao passar por um dos corredores vazios do sétimo andar, ele foi surpreendido quando uma rebuscada porta de madeira surgiu do nada em meio à parede vazia.

- O que...? – murmurou curioso, ingressando naquele inusitado local que nunca antes havia visto ali.

Ao entrar, deparou-se com a réplica perfeita do Salão Comunal Slytherin, mas um pouco menor e com apenas uma poltrona – sua poltrona favorita – em frente à lareira.

- Não pode ser, esse é exatamente o local que eu desejo.

Ele, então, lembrou-se de ler algo assim em alguns livros relacionados à escola, que informavam a existência de uma sala que disponibilizava aos alunos o que precisassem.

- A Sala Precisa, é claro!

Era perfeito.

Harry, sem dúvida, adoraria.

-x-

- É genial, Theo! – o moreno de olhos verdes abraçou efusivamente o pescoço do amigo. E Theodore, é claro, logo envolveu carinhosamente sua cintura.

Draco, que olhava ao redor com desdém, apertou os punhos ao observar os dois. Mas antes que o loiro pudesse falar alguma coisa, ou lançar uma maldição no rival, Harry se separou do amigo para mentalizar o que desejava da sala:

- "Precisamos de um lugar para treinar" – pensou ele – "Dê-nos um lugar para praticar. Um lugar em que não possam nos encontrar".

- Harry! – Pansy gritou entusiasmada.

As paredes, de repente, estavam cobertas de estantes e, em lugar de cadeiras, havia grandes almofadas de seda no chão. Um conjunto de prateleiras no fundo da sala continha uma série de instrumentos como Bisbilhoscópios, Sensores de Segredos, um grande Espelho-de-Inimigos e mais uma grande quantidade de livros. Alguns bonecos de madeira que, curiosamente, pareciam-se muito à professora Umbridge estavam situados à parede vazia do lado direito e continham uma espécie de alvo no peito. Era um arsenal completo para se aprender a duelar e se defender. Sem dúvida alguma, o local perfeito.

- Agora só falta convocar os membros da A.R. – comentou Blaise, visivelmente animado.

- Sim, convoque-os hoje mesmo, quero todos aqui no final da tarde.

- Pode deixar Harryzito!

- A resistência ao governo déspota e incompetente daquela mulher e do velhote maluco começa hoje mesmo – sorriu com malícia.

-x-

No final daquela mesma tarde, então, os estudantes que faziam parte da Armada Riddle já se encontravam no local indicado e agora, olhavam maravilhados ao redor, sem conseguir acreditar na proeza do pequeno Lord. Os grupinhos se faziam evidentes, Slytherins à frente, observando aquele que consideravam o ícone de sua casa com admiração e confiança; Ravenclaws também mais próximos, cochichando entre si sobre a genialidade daquele local; e Gryffindors e Hufflpeuffs um pouco mais afastados, seus olhos percorrendo todos os cantos com curiosidade.

- Façam um semicírculo à minha frente – solicitou Harry e todos obedeceram de imediato. Ao seu lado direito estavam Draco e Pansy, ao lado esquerdo, Theodore e Blaise, os cinco encarando os novatos.

Após olhar um por um, analisando suas expressões e reconhecendo nestas, curiosidade e expectativa, Harry voltou a falar:

- Primeiramente, vocês lidarão com uma noção básica de feitiços defensivos para depois passarmos aos encantamentos e então, às maldições mais complexas. Pansy, Draco, Theodore, Blaise e eu estaremos circulando pela sala para ajudá-los – informou, indicando cada um de seus amigos – Alguma pergunta?

Dafne Greengrass, com seus longos cabelos louros e sua expressão fria e aristocrática muito parecida à Narcisa Malfoy, levantou elegantemente a mão:

- Com licença, senhor Riddle, nós aprenderemos a lançar maldições não verbais?

- Em primeiro lugar, isto serve para todos vocês – suspirou – me chamem de Harry, por favor, senhor Riddle é o meu pai. E sim, Dafne – ela corou ao ouvi-lo dizer seu nome – vocês aprenderão a lançar maldições não verbais, afinal, nenhum de vocês quer ser preso ao lançar um Cruciatus, não é mesmo? Assim, a forma mais eficaz de lançar maldições, principalmente as Imperdoáveis, é de maneira não-verbal.

Zacarias Smith, então, levantou a mão.

- Diga.

- Por que não podemos aprender logo as maldições e os feitiços mais legais?

Harry revirou os olhos.

Ele começava a entender o professor Snape.

- Você sabe lançar um Expelliarmus, Smith?

- Eu... Er... Mais ou menos...

- Quantos de vocês sabem?

Apenas menos da metade levantou a mão.

- Então, se pouquíssimos de vocês consegue lançar um feitiço tão básico como este, como poderão aprender os mais complexos?

- Tem razão – murmurou a contragosto.

- É claro que tenho, agora formem pares.

Agora Harry entendia a prazerosa sensação que seu pai sempre experimentava com seus Comensais, isto é, o melhor de dar ordens é vê-las prontamente atendidas. Todos na mesma hora se espalharam pela sala e se dividiram. Previsivelmente, Luna ficou sem par.

- Luna, você pode praticar comigo – ele sorriu à menina, que correspondeu ao sorriso, com seu característico ar ausente – Certo. Então, quando eu contar até três. Um... Dois... Três...

A sala se encheu repentinamente de gritos de "Expelliarmus!". Varinhas voaram em todas as direções; os feitiços sem pontaria atingiram livros e prateleiras, mandando-os pelos ares. Harry era rápido de mais para Luna, cuja varinha saiu rodopiando de sua mão, bateu no teto em meio a uma chuva de faíscas e caiu com um baque em cima de uma prateleira, de onde Harry a recuperou com um simples Feitiço Convocatório. Olhando ao redor, ele viu seus amigos dando algumas orientações para as duplas, e ficou satisfeito ao ver que pouco a pouco as pontarias melhoravam, bem como a intensidade dos feitiços.

- Novamente? – sorriu, entregando à Luna sua varinha.

- Sim, sim, dessa vez não vou me distrair com um Narguilés.

Ele apenas balançou a cabeça, divertido, e quando voltou à posição, surpreendeu-se com a velocidade da menina:

- Expelliarmus!

Sua varinha rapidamente voou para longe.

- Muito bem, Luna! – exclamou animado. E ela apenas sorriu sonhadoramente. Com um simples movimento de sua mão direita, então, Harry recuperou a varinha, e continuou a praticar com a menina.

Dessa forma, as horas correram depressa, e após deixar Luna praticando com Pansy, ele passou a percorrer a sala dando algumas orientações precisas. Todos pareciam melhorar rapidamente, e logo estavam lançando Expelliarmus não-verbais com perfeição. Sorriu, ao pensar que era realmente um ótimo professor.

- Clearwater, levante mais o braço... Isso mesmo. Crabbe, se você acertar, eu deixou você ficar com os chocolates suíços que o meu pai me mandou... Sim, perfeito! Spinett, fique atenta, seu adversário não terá compaixão numa batalha de verdade.

Por mais que demandasse energia, não deixava de ser divertido, Harry pensava. E seus amigos, pelo visto, também estavam apreciando aquilo – pensou, ao observar o olhar soberbo do namorado dando ordens a esmo.

- Harry, você poderia me ajudar? Eu acho que não estou segurando direito a varinha.

- Claro, Goldstein, deixe-me ver.

- Me chame de Anthony, por favor.

- Certo, Anthony, segure com mais firmeza nessa parte – colocou a mão do Ravenclaw no lugar certo e este não podia deixar de sorrir.

- Suas mãos são tão macias...

- GOLDSTEIN! MAIS UM COMENTÁRIO DESSES E EU VOU TREINAR A CRUCIATUS EM VOCÊ! – Draco gritou a alguns metros, pois ouvira claramente o comentário desrespeitoso do garoto. As mãos macias de Harry eram suas, apenas suas!

E o pobre Ravenclaw, então, empalideceu, afastando-se depressa.

Harry, por sua vez, balançava a cabeça, divertido.

Horas depois, quando Harry olhou para o relógio, assustou-se ao ver que já eram nove e dez, o que significava que precisavam voltar às suas salas comunais imediatamente ou se arriscar a ser punidos por Filch por estarem fora da área permitida. Ele precisava chamar a atenção de todos, mas como? Ponderou, e respondendo às suas dúvidas, a sala materializou um apito numa estante próxima. Era perfeito. Ele, então, apitou; todos interromperam os feitiços e pararam de se mexer.

- Foi ótimo por hoje, pessoal – disse Harry –, mas passamos da hora, é melhor pararmos por aqui. Mesma hora, mesmo lugar, na semana que vem. Certo?

- Antes! – pediu Ernesto McMillan, ansioso, e muitos concordaram com a cabeça.

Harry, porém, negou.

- A temporada de Quadribol já vai começar, as equipes também precisam treinar, correto Katie?

- Sim – ela sorriu com timidez – a pesar de Slytherin nunca deixar a taça para nós.

- Hehehe... Mas não desista, se não ficará muito fácil para nós – com um sorriso, então, ele continuou – Agora vamos, é melhor ir andando.

Ele puxou o Mapa do Maroto e examinou-o, cuidadosamente, procurando sinal de professores no sétimo andar. Deixou, então, os colegas saírem em grupos de três e quatro, observando os pontinhos silenciosamente, a ver se voltavam em segurança aos seus dormitórios: os Hufflepuffs no corredor do porão que também levava às cozinhas; os Ravenclaws na torre do lado oeste do castelo; os Gryffindors no corredor do retrato da Mulher Gorda; e os Slytherin nas masmorras.

- Foi realmente interessante – disse Pansy, quando finalmente restaram apenas os cinco – Eles são promissores.

- Sem dúvida, Pan – Harry sorriu – o seu olho clínico e o do Blaise souberam escolher bem.

- Mas não deixou de ser estressante também.

- Olhe pelo lado bom, Theo, você poderá treinar o seu novo repertório de maldições em todos eles.

Draco, ao ver o olhar de Theodore fixo em Harry e o sorriso que compartilhavam os dois, logo abraçou a cintura do namorado com firmeza, trazendo-o para mais perto.

- Aqueles imbecis do Goldstein e do McMillan não tiravam os olhos de você – sussurrou no ouvido de Harry, que inevitavelmente arrepiou.

- Não seja ciumento, Dray, eles não são nada comparados a você.

- Hum, eles que não ousem se aproximar de você – resmungou possessivo. E Harry apenas sorriu.

Draco, então, sob o olhar rancoroso de Theodore, puxou o namorado para um apaixonado beijo, que Harry não demorou a corresponder. Pansy e Blaise, por sua vez, observavam a cena como meros espectadores divertidos.

- Um inusitado triângulo – comentou Blaise.

- Sem dúvida – ela concordou com um sorriso.

Continua...

Próximo Capítulo:

- É melhor eu voltar para o meu quarto... – disse Draco, friamente.

- Não – Harry o interrompeu.

-x-

N/A: Hello People! Espero que estejam todos bem! Aiai... Eu odeio mudança, estive enrolada com isso, mas agora as coisas já melhoraram. Céus, seria tão mais fácil balançar uma varinha e arrumar todo o apartamento novo! – olhinhos brilhando sonhadoramente – Por que não podemos? Oh, mundo injusto!

Enfim, espero que vocês tenham gostado desse novo capítulo! É o nascimento da Armada Riddle! E no próximo capítulo... Um natal da mansão Riddle que vai render uma ENORME briga! Ui... Ui... A relação do Harry e do Draco vai ficar estremecida. O casal vinte de Hogwarts vai passar por alguns problemas, mas não se preocupem! Hehe... Não sou tão má assim... Er... Eu acho! xD

Se quiserem o próximo capítulo, então, por favor, deixem suas REVIEWS!

Qualquer comentário, críticas, elogios ou sugestões...

São sempre bem vindos!

Meus sinceros agradecimentos e um enorme beijo para:

Kamilla Riddle... Nanda Sophya... FranRenata... Marihh Nery... JeffBee... vrriacho... AB Feta... Deh Isaacs... Lari SL... Bet97... e mesquila!

Na próxima sexta-feira, estará online minha NOVA FIC!
Espero que gostem! Será mais um Tom/Harry para vocês! Aguardo suas REVIEWS!