Nota: (1) – Harry Potter e seus personagens não me pertencem. E sim a J.K. Rowling.
(2) – Essa é uma história Slash, ou seja, relacionamento Homem x Homem. Se não gosta ou se sente ofendido é muito simples: Não leia.

-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-

Sua experiência como professor, Harry ponderava, poderia ser descrita como algo inusitado e divertido. Sim, extremamente divertido. Dar ordens a esmo, repreender a idiotice alheia e ver ineptos se transformarem em magos e bruxas decentes graças aos seus ensinamentos era algo estimulante para o ego do pequeno Lord, que agora entendia as ações do professor Snape em suas aulas, uma vez que não havia quem pudesse dispor de paciência para com imbecis. Deste modo, explicava uma vez só, na outra as maldições deixavam sua varinha.

- Certo, por hoje está ótimo – anunciou, chamando a atenção dos animados alunos que lançavam maldições não verbais em alguns ratos – Por favor, formem um semicírculo à minha frente.

Imediatamente, os orgulhosos membros da A.R. obedeceram.

- Como vocês sabem, hoje é o último dia de muitos de nós em Hogwarts devido às férias de Natal, amanhã partiremos para nossas casas, mas mesmo assim quero que vocês continuem praticando.

Todos assentiram.

- Se surgir qualquer dúvida imprescindível, vocês poderão me escrever, mas somente se for algo sério, não quero minhas férias interrompidas por bobagens – declarou firmemente, para desilusão de McMillan e Goldstein.

Antes que pudesse continuar, porém, uma tímida mão foi erguida.

- Pois não, Marieta?

- Er... Desculpe, Harry... Mas eu... Eu gostaria de agradecer pelo que você está fazendo.

- Sim, a idéia de formar esta armada foi genial – concordou Tracey Daves.

- E seus ensinamentos são incríveis – acrescentou Katie Bell.

- Você é incrível.

Harry inevitavelmente corou ao ouvir o suspiro apaixonado de Anthony Goldstein, que, no entanto, logo se afastou do pequeno Lord ao notar o olhar assassino de Draco.

- Ora, obrigado, está sendo realmente um prazer ensinar todos vocês.

- Harry, parece que temos visitas.

O pequeno Lord, então, encarou o rosto sério de seu amigo, que estava com os olhos fixos no mapa do maroto.

- Granger e Weasley estão na porta – continuou Blaise – mas obviamente não sabem o que fazer.

- É claro que não – revirou os olhos – deixe-os aí. Em menos de cinco minutos o feitiço de proteção que eu lancei no corredor fará com que eles se lembrem de fazer algo muito importante nos confins do Bosque Proibido.

As gargalhadas de todos logo se fizeram ouvir. Desde que a cara-de-sapo desconfiara de uma reunião 'ilícita' entre os estudantes, criara então a Brigada Inquisitorial, cujos únicos membros eram a sangue-ruim-Granger e o pobretão Weasley, que fora arrastado por esta. O intuito dos dois, estipulado por Umbridge, era descobrir o que Harry e seus amigos estavam tramando, no entanto, eles nunca obtinham sucesso em suas investigações, a inteligência das serpentes era demais para uma simples come-livros-ruins e para um cabeça-oca que só pensava em encher a barriga.

- Genial, Harry, eles estão seguindo para o Bosque Proibido – comentou um divertido Blaise, que encarava o mapa.

- Ótimo. Então, espero que todos vocês pratiquem nas férias para que possamos aprofundar alguns ensinamentos e passar finalmente para as Imperdoáveis – alguns olhos, cheios de expectativa, brilharam – Creio que isso é tudo, na volta às aulas fiquem atentos às suas moedas para o dia de nosso novo encontro – sorriu divertido – até então, feliz Natal.

- Feliz Natal, Harry! – desejaram todos.

Aos poucos, então, os estudantes começaram a arrumar suas coisas para seguir de volta aos seus dormitórios.

- Você é o melhor professor desta escola – a rouca voz de Draco ressoou no pescoço do namorado, enquanto abraçava-o pelas costas, enlaçando a estreita cintura.

Finalmente, restava apenas o grupo das serpentes ali.

- Eu sou o único professor decente desta espelunca – replicou divertido, sentindo seu corpo estremecer quando os lábios do loiro acariciaram sua nuca.

- Você fica tão sexy ensinando esses inúteis.

- Dray... – murmurou, as bochechas coradas e os olhos levemente cerrados.

Pansy e Blaise, por sua vez, trocaram um olhar cúmplice.

- Vamos, bebê?

- Sim, meus inocentes olhos não agüentam ver isso – comentou divertido, seguindo com a menina para fora da sala. No final desta, porém, um par de ressentidos olhos azuis encarava o intercâmbio do casal.

- Theodore – chamou Pansy, ao passar ao lado dele – Não seja masoquista, vamos.

- Um dia ele será meu – declarou com uma convicção, no mínimo, assustadora – Virá aos meus braços por culpa do próprio imbecil do Malfoy.

E com essas decisivas palavras e um último olhar à expressão de deleite desenhada na bela face de Harry, o herdeiro da fortuna Nott seguiu com Pansy e Blaise de volta ao salão comunal Slytherin, evitando pensar no que Harry e Draco poderiam fazer estando sozinhos ali.

- Enfim sós – a rouca voz do loiro se fez ouvir num sussurro.

- Onde estão os outros?

- Quem se importa? – sorriu com malícia. A seguir, as ansiosas mãos de Draco passaram a acariciar o abdômen do menor por dentro da camisa do uniforme e Harry, inevitavelmente, deixou escapar um suspiro.

De repente, a decoração da Sala Precisa mudou drasticamente. Agora, o piso estava forrado com um felpudo tapete persa negro, circundando as paredes estavam dezenas de mesinhas de mogno sobre as quais repousavam velas aromáticas que criavam uma iluminação perfeita e ao centro da sala se encontrava nada menos que uma espaçosa cama king size forrada com lençóis de seda verde-escuros, cujos detalhes em fios de prata combinavam com o majestoso lustre de cristal que pendia do teto.

- O que...? – um atordoado Harry não entendia o que se passava ali.

Por que a decoração mudara de repente?

Por que Draco estava abrindo sua camisa?

Por que não conseguia pensar de forma coerente?

...Pelo menos não enquanto os lábios de Draco percorriam seu pescoço de maneira febril.

- O que está...? – mas as palavras morreram em sua boca ao ser depositado gentilmente na cama. E quando aquela cama aparecera ali? Todavia, todas as suas dúvidas foram dissipadas ao sentir o musculoso peso do namorado sobre o seu corpo esguio.

E então, era óbvio o que se passava ali.

- Dray... – um gemido abafado escapou ao sentir a carícia dos lábios de Draco em seu tórax desnudo – Pode aparecer alguém...

- Não se preocupe, estão todos em suas salas comunais agora – replicou com certa ansiedade, concentrado em saborear a pele alva que lhe era oferecida, enquanto suas mãos rapidamente se desfaziam de ambas as roupas que no momento só estorvavam.

Ele mal podia acreditar que estava com Harry ali.

Seu hormonal corpo de quinze anos há tempos desejava estar numa situação desta com o namorado. Sempre que contemplava o sorriso doce, os brilhantes olhos esmeraldas e aquele corpo esguio que implorava proteção e carinho mal podia se conter para não atacá-lo, para não devorar-lhe aos beijos, para não possuí-lo por completo. Porque Harry era seu. E ele mal podia esperar para se tornarem um só.

- Oh, Harry, eu te amo tanto – sussurrou, mordendo-lhe suavemente o lóbulo da orelha. As mãos ávidas não demoraram a abrir o zíper da calça do moreno, enquanto imobilizava-o com seu corpo.

E Harry deixou um gemido escapar ao sentir as mãos do namorado lhe acariciarem tão intimamente. Mas algo não estava certo. Ele olhava ao redor e contemplava o belo e romântico ambiente criado obviamente pela mente de Draco, mas ainda sim lhe parecia errado. Ele não queria. Simplesmente não queria chegar tão longe, pelo menos não agora. E o musculoso corpo de Draco em cima do seu começava a sufocá-lo.

Ele apenas não queria que fosse assim.

Não estava pronto ainda.

- Dray... Espera...

O herdeiro da fortuna Malfoy, no entanto, perdido na deliciosa sensação de acariciar e saborear cada pedacinho do corpo de Harry, não ouviu o chamado suave. E a respiração do pequeno Lord, então, tornou-se irregular, e não precisamente pelo prazer.

- Dray... Espera... Para! – segurou com firmeza as mãos que já deslizavam suas calças para baixo. E o loiro o encarou confuso, com os olhos nublados pelo desejo.

- Harry...?

- Eu não quero – desviou o olhar, as bochechas queimando de vergonha – Eu não estou pronto ainda, sinto muito.

E aquilo caiu como um balde de água fria em Draco.

Mas ao observar a expressão entristecida desenhada na bela face de Harry, sorriu com compreensão e carinho.

- Sou eu quem deve pedir desculpas, meu amor.

- Dray...

- Por favor, perdoe-me. Vamos seguir o seu ritmo, eu não me importo em esperar quanto tempo for preciso, porque eu amo você, Harry.

Com os olhos marejados e um doce sorriso em seus lábios, o pequeno Lord puxou o namorado para um beijo que expressava toda a sua gratidão e carinho.

- Obrigado – sussurrou em seus lábios.

Draco, então, levantou-se e começou a arrumar suas vestes enquanto ajudava o menor a fazer o mesmo.

- É melhor voltarmos para o salão comunal – sugeriu com suavidade após fechar os últimos botões da camisa de Harry.

- Sim – sorriu. E antes que pudessem cruzar as portas em direção ao corredor, puxou o namorado para outro apaixonado beijo, sussurrando depois – Eu também te amo, Dray.

Com um deslumbrado sorriso, então, Draco seguiu com Harry, sob a segurança da capa da invisibilidade, ao salão comunal das serpentes. Seus pensamentos, porém, perdidos nos doces gemidos que ouvira há poucos minutos e na convicção de que esperaria o que fosse preciso para tê-lo por completo, porque o amava, como nenhum outro seria capaz de fazer.

-x-

Mais uma vez o mesmo sonho.

O mesmo pesadelo que lhe oprimia o peito todas as noites.

Já não agüentava mais. Não suportava aquela sensação de estar indefeso em sua própria mente.

- Eu preciso descobrir o que está acontecendo – murmurou, levantando-se finalmente da cama. Por sorte, em poucas horas estaria no Expresso Hogwarts para passar as férias de Natal longe daquela espelunca a qual denominavam escola.

Todavia, a imagem daquele corredor obscuro ainda estava gravada em sua mente. Aonde era aquele lugar? Por que o levava àquela porta a qual não conseguia alcançar? O que haveria por detrás dela? Eram inúmeras perguntas, acompanhadas da sufocante sensação de estar indefeso perante aqueles perigosos olhos azuis que o contemplavam com malícia. Era um pesadelo. Um sufocante pesadelo que precisava acabar.

Naquele meio tempo, enquanto o pequeno Lord se asseava para a partida em poucas horas, Pansy, Blaise e Draco conversavam sobre o sucesso da A.R. sentados nos confortáveis estofados de couro em frente à lareira do Salão Comunal Slytherin, esperando, é claro, que Harry descesse logo.

- Estou impressionada com melhora que eles demonstraram em tão pouco tempo.

- Sim, nem parece o bando de inúteis que vimos no primeiro dia.

- Não seja maldoso, Draquinho – a menina sorriu divertida.

- Só estou dizendo a verdade.

- O que acontece, Pansy, é que o Dragão aqui está morrendo de ciúmes do Goldstein e do McMillan.

- Ora, deixe de ser ridículo, Blaise – o loiro revirou os olhos com desdém – Aqueles dois inúteis não representam perigo algum para um Malfoy.

No entanto, antes que o herdeiro da fortuna Zabini pudesse replicar com algum comentário malicioso, eles contemplaram a impecável imagem de Harry descendo as escadas em direção ao meio do Salão e Draco já colocava de pé para recepcionar o namorado quando observou este se dirigir a um canto mais afastado, onde se encontrava ninguém menos que Theodore Nott, para variar, absorvido em alguma leitura.

O que diabos significava aquilo?

Era a pergunta impressa nos olhos acinzentados que destilavam ciúme.

- Dragão – Blaise sorriu com maldade – O Goldstein e o McMillan podem até não representar perigo algum, mas o Nott... Ah, eu não estaria tão confiante se fosse você.

- Cale a boca, Zabini – apertou os punhos com ódio, seus olhos fixados no canto da sala, onde Harry e Theodore conversavam em sussurros.

No suave rosto de Harry estava impressa uma expressão séria e decidida. Ele sabia que apenas Theo poderia ajudá-lo. Os outros, por mais determinação e boa vontade que tivessem, sempre deixariam seus sentimentos de preocupação e ansiedade macular uma investigação séria como aquela, mas Theo, por mais preocupado que estivesse, manteria a mente fria e acudiria seus livros para fazer o que estivesse ao seu alcance com o intuito de protegê-lo.

- Quando começaram esses pesadelos, Harry?

- Desde que viemos para Hogwarts – suspirou – Você acha que existe alguma coisa em seus livros que possa ajudar?

- Creio que sim – encarou-o com seriedade, visivelmente preocupado, mas com o ar analítico de sempre disposto a pesquisar o que fosse preciso – Sem dúvida não são pesadelos normais, a freqüência com que você os tem e o fato de o conteúdo ser sempre o mesmo deixa claro isso.

- Pode ser obra de algum feitiço?

- Sim.

- Dumbledore...?

- Provavelmente.

- Aquele desgraçado...!

- Acalme-se – acariciou o rosto enfurecido com suavidade, conseguindo que o menor se acalmasse um pouco – É exatamente isso o que ele quer, fazer com que você se descontrole, não se preocupe, eu vou pesquisar em meus livros e nos livros da biblioteca da mansão Nott, garanto que vamos descobrir o que está acontecendo e então, fazer com que ele se arrependa amargamente de se intrometer nos seus sonhos.

Harry sorriu, deixando que um pequeno suspiro escapasse de seus lábios, era um alívio sempre poder contar com alguém como Theo.

- Obrigado, Theo.

- Sempre às suas ordens – imitou uma reverência, fazendo o menino balançar a cabeça, divertido.

- Apenas não comente nada com os outros, por favor, não quero preocupá-los à toa.

- Certamente.

- Fico feliz em poder contar sempre com você.

- E eu fico feliz em ajudá-lo – sorriu, aquele sorriso sincero que se deixava contemplar apenas na presença de Harry – Eu sempre estarei aqui para você.

- Theo... – murmurou, as bochechas encantadoramente coradas.

- Harry, eu...

- Você não está atrasado para alguma convenção de perdedores, Nott? – a arrastada voz de Draco Malfoy se fez ouvir às costas de Harry, que suspirou, imaginando o que estava por vir.

- Por que não volta para debaixo das saias da mamãe, Malfoy?

- Pelo menos eu tenho mãe – sorriu com maldade – E você, Nott, quem gosta de você?

O rosto indiferente de Theodore se tornou sombrio de repente, sua mão já apanhava a varinha quando um enfurecido Harry se pronunciou, afastando-se dos braços de Draco:

- Quando não se tem nada de relevante para falar, Draco, é melhor ficar quieto!

- Mas Harry...!

- É melhor você me esperar no trem – a voz era dura e fria – E enquanto você espera, pense em como o silêncio pode ser mais inteligente do que palavras estúpidas.

- Harry, eu...

- Ande logo, não quero olhar para a sua cara agora!

Harry estava furioso, porque ele sabia o que se passava no coração de Theodore, a ausência da mãe, o descaso do pai, o fato de ninguém se preocupar com ele de verdade. Não, por mais que Draco estivesse com ciúmes aquilo não lhe dava o direito de ser tão cruel.

Com os olhos arregalados e uma expressão de pura perplexidade gravada em seu rosto, Draco Malfoy seguiu com Pansy e Blaise – que se mantinham num oportuno silêncio – à estação da escola onde em breve estancaria o Expresso Hogwarts para levá-los às suas casas. Sua mente se negava a processar as palavras de Harry, aquilo só podia ser uma brincadeira de mau gosto. Mas não era... Deu-se conta ao observar o enfurecido olhar esmeralda.

Aquilo era culpa do maldito Nott!

Com esse pensamento, e os punhos cerrados de ódio, Draco abandonou o Salão Comunal Slytherin.

- Desculpe-me, Theo.

- Você não tem culpa da falta de cérebro dele.

- Eu realmente sinto muito – suspirou – Mas fique sabendo que ele está errado.

Theodore, no entanto, arqueou uma sobrancelha sem entender.

E Harry, sorrindo, continuou:

- Você não está sozinho, ouviu? Eu gosto de você.

Eu gosto de você.

Eu gosto de você.

Eu gosto de você.

Aquelas quatro palavras ressoaram na mente do herdeiro da fortuna Nott como uma melodia celestial. Harry gostava dele. Harry estaria sempre com ele. E não havia mais nada que ele pudesse desejar.

- Vamos – o doce sorriso de Harry e a pequena mão deste puxando a sua o despertou – Daqui a pouco o trem vai sair e talvez você queira lançar um Crucio no Draco antes de irmos, e depois dessa, ele merece mesmo.

Ele apenas assentiu, seguindo com o menor em direção à saída. Seus pensamentos, porém, perdidos nas quatro divinas palavras que há menos de um minuto deixaram os lábios rosados:

"Eu gosto de você".

-x-

A viagem foi relativamente tranqüila.

Draco ainda sentia as dores da Maldição Cruciatus de Theodore que Harry não lhe deixara revidar, mas se contentava com o fato de ter feito as pazes com o pequeno Lord após pedir-lhe desculpas quase de joelhos e a contragosto ter se desculpado com Theodore também. Quando todos chegaram à estação 9 ¾ seguiram com seus responsáveis às suas respectivas casas, mas não sem antes combinarem de passar a última semana de férias na Mansão Riddle, como faziam quase todos os anos.

- Tio Rodolphus! – Harry cumprimentou sorridente – Vamos de tapete voador outra vez?

- Oh, não. Pelo meu bom Merlin, não – suspirou, empalidecendo ao se lembrar de sua última viagem com o pequeno Lord num tapete mágico – Hoje faremos uso da boa e velha Chave de Portal.

- Ah... – fez um gracioso biquinho.

O Comensal, com um sorriso divertido, apenas estendeu a ponta de uma colher de porcelana para o menino tocar e em menos de um minuto, Harry sentiu aquela horrível sensação de ser puxado para dentro de um redemoinho. No instante seguinte, eles aterrissavam no belo jardim da Mansão Riddle, pelo menos o adulto aterrissara perfeitamente, enquanto Harry caíra sentado no chão.

- Eu odeio Chaves de Portais – murmurou irritado, levantando-se com a ajuda de Rodolphus.

- Como sempre uma ótima aterrissagem, Harry – comentou uma voz divertida que o menino conhecia muito bem. E com um radiante sorriso, ele se lançou nos braços do imponente homem que o encarava a alguns metros.

- Papai!

- Bem vindo de volta, pequeno.

- É bom estar em casa – afirmou com sinceridade, abraçando ainda mais um incômodo Lord, que raramente sabia como proceder com as demonstrações de afeto de seu filho, mas as apreciava, ainda que silenciosamente.

- Oh, meu pequeno filhote!

- Nagini... – sorriu, acariciando a ciumenta serpente que já havia rodeado todo o seu corpo – Como estão as coisas aqui?

- Bom, seu pai continua estressado como sempre...

- Hey! Eu ainda estou aqui, serpente fofoqueira!

Ela, no entanto, ignorou-o olimpicamente:

- Venha, pequeno, vamos entrando – ela havia deslizado para o chão e agora, com a cauda, puxava-o pelo tornozelo em direção à entrada da mansão – Quero que você me conte todas as novidades!

- Certo, pode deixar, Nagi – sorriu divertido, deixando-se arrastar pela serpente – Até logo, tio Rodolphus!

- Nos vemos depois, Harry – o Comensal se despediu e após uma profunda reverência ao Lord, seguiu para os seus afazeres.

Tom, enquanto isso, deixava um pequeno sorriso adornar sua face. Um sorriso que só surgia em seus lábios quando aquele furacão adolescente de cabelos bagunçados chegava à mansão, quando seu filho, a única pessoa com quem se importava de verdade, voltava para casa.

-x-

- Não... – Harry murmurava, adormecido em sua confortável cama na Mansão Riddle, sofrendo com mais uma noite de pesadelos – Não... Eu quero sair daqui...

Uma preocupada Morgana, enquanto isso, encarava seu pequeno amo gemendo e se contorcendo em agonia como fazia na maioria das noites em Hogwarts, nas quais a assustada serpente era a única testemunha de seus lamentos, pois um poderoso feitiço silenciador rodeava sua cama.

- Não... Eu quero sair... Por favor... Alguém... Papai...

- Jovem amo – ela murmurou preocupada. E disposta a procurar ninguém menos que Nagini para dividir suas preocupações, pois mesmo que houvesse diferenças entre elas, Harry sempre seria prioridade em sua vida, a serpente deslizou decidida em direção à porta.

Todavia, um angustiante grito a surpreendeu:

- NÃO!... PAPAI!...

E em menos de dois minutos, a porta do quarto de Harry foi aberta violentamente, abrindo caminho para um aflito Lord envolto em seu elegante pijama de seda negro.

- O que aconteceu? Você está bem, Harry? – a voz dava indícios de sonolência e evidente preocupação.

- Sim, eu... Sinto muito...

- Foi um pesadelo? – perguntou um pouco mais calmo, sentando-se ao lado do filho.

Harry penas assentiu em silêncio, os olhos marejados de lágrimas. Em seguida, num movimento repentino, abraçou a cintura do Lord, encolhendo-se no aconchegante colo de seu pai.

- Está tudo bem agora, acalme-se, pequeno – um pouco surpreendido pela ação do menino, Tom acariciava seus cabelos e murmurava palavras de consolo enquanto sentia o pequeno corpo se tranqüilizar em seu colo.

Nagini, que chegara há poucos minutos e agora se encontrava no marco da porta ao lado de Morgana, encarava a cena com um misto de preocupação e doçura.

- Você quer me contar o que sonhou?

O menino sacudiu a cabeça em negação.

- Vamos, isso pode ajudar.

- Eu não me lembro – mentiu num murmúrio. E o Lord achou melhor não insistir.

- Está tudo bem, pequeno, ninguém poderá fazer qualquer coisa contra você enquanto eu estiver aqui.

- Eu sei, papai – sorriu docemente.

E mesmo sem se dar conta, Tom se viu correspondendo ao sorriso.

- Papai?

- Diga.

- Eu... Eu posso dormir com você? – perguntou timidamente, as bochechas tingidas de vermelho.

- Ora, Harry, você já tem quinze anos.

- Por favor... – apelou para os olhinhos de cãozinho abandonado que ninguém, nem mesmo o poderoso Lord das Trevas, conseguia resistir.

- Você não dorme comigo desde que tinha quatro anos – comentou divertido – E hoje nem há uma tempestade de trovões.

- Mas eu tive um sonho ruim – murmurou, mordendo o lábio suavemente, numa expressão cheia de ternura.

Nagini e Morgana, ao observarem a cena, trocaram um olhar cúmplice.

Harry sempre conseguia o que queria.

- Certo, vamos.

- Eba! – sorriu, agarrando seu travesseiro e se apressando em seguir o Lord aos aposentos deste.

Chegando ao majestoso quarto, os dois logo se acomodaram na enorme king size de lençóis de seda negros e Harry, quase instintivamente, aconchegou-se no peito de seu pai. Tom, por sua vez, encontrou-se com um pequeno sorriso nos lábios acariciando os cabelos revoltos.

- Durma bem, Harry.

- Boa noite, papai... – murmurou, entregando-se aos braços de Morpheus sem qualquer receio, pois sabia que envolto por aqueles protetores braços, pesadelo algum viria lhe assombrar.

-x-

Nas noites que se seguiram, quando Harry não escapulia para o quarto do pai, este permanecia com ele até que dormisse, conversando ou lhe contando histórias de seu tempo em Hogwarts e sua vida depois da escola, como fazia quando Harry ainda era um garotinho. O resultado imediato foi o número de noites em que o menino se via submerso no mesmo pesadelo diminuírem drasticamente. Agora, depois de uma agradável e reservada noite de Natal com seu pai, Nagini e Morgana, Harry saboreava o café da manhã entretido com seus novos presentes e com as cartas de seus amigos, sua surpresa, porém, foram as cartas e os pequenos obséquios natalinos enviados pelos membros da A. R. que lhe desejavam um feliz Natal e informavam o quão ansiosos estavam para voltarem aos treinamentos em Hogwarts.

- Então todas essas cartas são dos membros dessa tal Armada? – perguntou curioso, saboreando o café preto em sua xícara.

- Exatamente, papai.

- Por Salazar, como você tem paciência para ensinar um bando de pirralhos inúteis?

- Ah, eles não são tão inúteis, Pansy e Blaise souberam quem recrutar – sorriu animado – apenas magos e bruxas com um significativo potencial mágico que simpatizem com os nossos ideais ou então, sejam neutros, mas que odeiem a cara-de-sapo.

- E essa nova professora aliada do velhote maluco, aprontou alguma coisa?

O olhar de Harry se tornou sombrio por alguns minutos, lembrando-se de sua detenção com aquela mulher, mas logo deixou um sorrisinho obscuro adornar sua linda face:

- Nada que eu não possa resolver sozinho, papai.

- Sei...

- Além do mais, este pequeno exército é justamente para destruir todo e qualquer plano que o velhote e a cara-de-sapo possam estar idealizando.

- Meu filho, tão novinho e já formando um exército para destruir o Dumbledore – suspirou com nostalgia e certa diversão – não se pode negar que a genética é algo poderoso.

- Sem dúvida, papai.

Entre risos e anedotas divertidas, os dois saborearam aquele delicioso café da manhã. Em algumas horas, seguiriam para Paris, onde passariam o ano novo às margens do rio Sena, numa mansão de um dos aliados de Tom que ofereceria uma majestosa festa em homenagem ao Lord das Trevas e ao seu orgulhoso herdeiro.

-x-

Não demorou muito e a família Riddle estava de volta à Grã Bretanha. Assim, no aconchego da Mansão Riddle, Harry passaria a última semana antes de voltar à Hogwarts e o melhor, na companhia de seu namorado e seus inseparáveis amigos.

- Harryzito! – uma animada Pansy pulou no pescoço do amigo assim que saiu das chamas esverdeadas da chaminé, por onde viajara com pó-de-flu.

- Olá, Pan.

- Oh, eu adorei as presilhas de borboletas que você me mandou – seus olhos brilhavam emocionados – nunca vi uma combinação tão linda de cristais de diamante e esmeraldas.

- Que bom que gostou – sorriu divertido, observando Blaise sair pelas chamas esverdeadas também.

- Olá, Harry, Pansy...

- Olá Blai... – antes que o pequeno Lord pudesse cumprimentar o amigo, porém, o emocionado grito de Pansy o interrompeu:

- BEBÊ!

Ela havia se jogado em cima de Blaise e agora os dois estavam no chão, o menino com as bochechas queimando de tão vermelhas ao sentir o esguio corpo de Pansy, coberto por um curto vestido roxo com rendas pretas, abraçado ao seu.

- Er... – um elegante Draco Malfoy acabara de sair da chaminé e encarava a cena com uma sobrancelha arqueada – Perdi alguma coisa?

- Dray!

Agora era Draco quem se encontrava na mesma posição de Blaise, e um animado Harry o abraçava, sorrindo radiante. Segundos depois, após Pansy e Harry se levantarem de suas "vítimas", Theodore saiu da chaminé passando a mão por sua impecável túnica azul marinho para se livrar de qualquer resquício de pó-de-flu.

- Theo! – Harry estava prestes a se jogar em cima do amigo também, quando notou o olhar homicida de Draco e sorrindo nervosamente, decidiu abraçá-lo com naturalidade.

- Olá, Harry – sorriu, estreitando a cintura do menino.

- Eu li sua carta – sussurrou em seu ouvido, para que os outros não escutassem, aproveitando que Pansy falava pelos cotovelos de sua incrível viajem aos EUA – Você trouxe os livros que pesquisou?

- Sim, estão todos aqui.

- Obrigado, Theo, eu não sei o que faria sem você.

- De nada – corou levemente.

- Mais tarde eu gostaria de ver a pesquisa.

- É claro, hoje mesmo descobriremos a origem destes pesadelos.

- Sim... – sorriu, mas não pôde continuar a falar, pois um poderoso agarre em seu braço o separou repentinamente de Theodore e o levou aos braços de Draco.

Os olhos acinzentados brilhavam furiosos.

- O que você está cochichando com esse idiota?

- Dray, por favor, eu só estava perguntando das suas férias.

- Hum... – grunhiu irritado, beijando possessivamente os lábios do seu namorado.

Uma forçada tosse, porém, obrigou o casal a se separar. No marco da porta do escritório da Mansão Riddle, encontrava-se ninguém menos que o Lord das Trevas, encarando o herdeiro da fortuna Malfoy com um perigoso brilho em seus olhos escarlates. Pansy, Blaise e Theodore instintivamente deram um passo para trás. E Draco empalideceu na mesma hora.

- Sejam bem vindos – o Lord cumprimentou por entre os dentes cerrados.

- Er... Obrigado, Mi Lord.

Responderam os recém chegados, numa profunda reverência.

E após um breve olhar de advertência a Draco, que fez o pobre menino quase se esconder embaixo da mesa, Lord Voldemort desapareceu novamente.

- Pode respirar, Dray – Harry comentou divertido.

Aquela seria uma longa semana, o herdeiro da fortuna Malfoy pensou, sua recompensa, porém, era poder contemplar o doce sorriso de Harry.

-x-

Ao contrário do esperado por Draco, aqueles sete dias passaram voando, entre jogos no Salão de Entretenimento de Harry, maravilhosas manhãs sob o sol, na piscina, noites de fondue e conversas amenas, aquecidos pela lareira da sala de estar da mansão e mais inúmeras diversões. Uma coisa, porém, roubava a tranqüilidade de Draco e não, não era o constante olhar de vigilância do Lord às suas costas, mas as conversinhas aos sussurros que agora Harry sempre mantinha com Theodore.

Naquela noite, a última antes de voltarem à Hogwarts, Draco decidiu escapulir ao quarto do namorado para passarem alguns momentos de intimidade juntos. Ao chegar à sua porta, no entanto, ouviu uma conhecida e irritante voz que não deveria estar ali:

- Parece que não avançamos – Theodore suspirou – Meus livros mencionam este encantamento que submerge a pessoa em pesadelos, mas parece que não é o seu caso.

- Também mencionam objetos obscuros, mas não os especificam.

- Droga, não chegamos a lugar algum!

- Não se preocupe, Theo – sorriu, abraçando o amigo – Tenho certeza de que mais cedo ou mais tarde vamos descobrir.

- Eu queria poder te ajudar...

- Você está ajudando! Somente o fato de eu dividir isto com você já é o bastante.

- Mas...

- Agora é melhor você voltar para o seu quarto, Nagini e Morgana podem voltar de sua caçada a qualquer momento.

Quando Harry abriu a porta do quarto para o amigo passar, não esperava encontrar a perplexa face de seu namorado ali. Theodore, ao observar a cena, apenas suspirou com irritação e após uma leve inclinação de cabeça a Harry, colocou seus livros embaixo do braço e saiu dali, chocando propositalmente seu ombro contra o insuportável loiro que ainda permanecia em choque, encarando o pequeno Lord.

- Dray... Er... Você quer entrar?

Passaram-se dois intermináveis segundos antes de Draco raciocinar:

- O QUE ELE ESTAVA FAZENDO AQUI?

Harry, suspirado, puxou o namorado para dentro do quarto, pois não queria que seu pai acordasse com aquela gritaria e lançou um feitiço silenciador no aposento.

- Dray, acalme-se, não é nada disso do que você está pensando.

Péssima escolha de palavras.

- NÃO? E O QUE EU POSSO ESTAR PENSANDO DEPOIS DE VER AQUELE IDIOTA SAIR DO QUARTO DO MEU NAMORADO A ESSA HORA DA NOITE?

- Você poderia parar de gritar? – suspirou – O Theo só estava me ajudando numa pesquisa que eu pedi.

- Deixe-me adivinhar, a fisiologia do corpo humano? Ou quem sabe, sexualidade aplicada?

- Há. Há. Muito engraçado, Draco Malfoy – replicou friamente – Eu não admito que você duvide de mim.

- Desculpe... – murmurou a contra gosto – Mas aquele idiota...!

- Vamos esquecer essa bobagem, sim? – abraçou o pescoço do loiro com um sorrisinho manhoso – Eu não quero ninguém além de você, Draco Malfoy.

Draco sorriu, rodeando a cintura do menor e pressionando seus lábios contra o pescoço alvo, aquelas palavras haviam ajudado a acalmar seu coração, elas e a lembrança de não ter ouvido qualquer tipo de gemido enquanto estava do lado de fora da porta, mas apenas uma conversa chata sobre livros e pesadelos quaisquer.

- Eu não quero aquele imbecil perto de você.

- Ele é meu amigo, Dray... – deixou escapar um pequeno gemido ao sentir as ávidas mãos de Draco o acariciarem por dentro do leve tecido de seda de seu pijama – Você é muito ciumento, sabia?

- Apenas cuido do que é meu – declarou com firmeza, recostando o menor sobre a cama e passando a saborear apaixonadamente aqueles deliciosos lábios rosados.

Harry, por sua vez, contorcia-se de prazer sob as precisas carícias do loiro, sentindo o musculoso corpo deste roçar de maneira descarada e excitante no seu. Logo as camisas de ambos os pijamas estavam esquecidas no chão. Seus abdomens desnudos roçavam um no outro, arrancando pequenos gemidos de seus lábios.

- Ah... Dray... – Harry gemeu com deleite ao sentir o loiro posicionado entre suas pernas, mordendo-lhe o pescoço e movendo os quadris lentamente, fazendo ambos os corpos endurecerem de desejo.

E Draco, enquanto isto, sentia-se nos confins do Jardim do Éden, percorrendo seus lábios pela alva pele do pescoço de Harry enquanto suas mãos vagavam pelas costas do moreno e desciam em direção àquele tentador lugarzinho dentro do qual desejava se enterrar profundamente e arrancar gritos de prazer de seu amado.

- Es...Espera, Dray...

Quando sentiu os dedos do loiro se aproximarem daquele lugar tão íntimo de sua anatomia, Harry arregalou os olhos, empurrando suavemente o corpo inúmeras vezes maior que o seu num vão intento de se afastar. Mas Draco parecia absorvido demais pelo prazer para notar o desconforto do outro.

- Espera... Para, Draco!

Como perdia visivelmente em força física, Harry precisou recorrer à sua magia e assim, expulsou o maior para o outro lado da cama, seus olhos verdes brilhavam com um misto de desejo, receio e culpa.

- Sinto muito, Dray, mas eu ainda não posso.

- Tudo bem... – respirou fundo tentando baixar a excitação. Seria mais uma noite de banhos frios.

- Desculpe, Dray... Mas... Eu ainda não estou pronto, desculpe, mas eu ainda não posso me entregar a você.

O herdeiro da fortuna Malfoy, cujo sangue Veela parecia correr por suas veias naquele momento, lembrou-se, então, da arrogante figura de Theodore Nott abandonando os aposentos do seu namorado. Lembrou-se das constantes conversinhas em sussurros que os dois mantinham. Lembrou-se do olhar cúmplice... Dos abraços... Dos sorrisos que compartilhavam... E seus olhos acinzentados escurecerem, mergulhados no vil e traiçoeiro sentimento do ciúme.

Harry não queria se entregar a ele.

O problema, então, era ele.

Ele, Draco Malfoy.

Harry preferia o insuportável perdedor, Theodore Nott, a ele, o impecável e poderoso herdeiro da fortuna Malfoy.

- Entendo... – um sorriso cruel desenhou-se em seus lábios – Você não quer se entregar a mim porque está cansado demais depois de uma noite com ele, não é?

- Do que você está falando? – Harry arqueou uma sobrancelha, sem entender absolutamente nada.

- Não se faça de inocente, Harry, eu cansei desse joguinho.

- O que...?

- Seja sincero, o que ele tem que eu não tenho? – apertou os punhos com o ódio, o ciúme o cegando completamente – É o jeito calado e misterioso? O fato de estar sempre com a cara enfiada em algum livro? O ar mal humorado e frio que deixa você excitado, é isso? O que Theodore Nott fez para que você abrisse as...

- Não continue!

- A verdade dói? – perguntou com malícia – Porque em mim está doendo!

- É melhor você sair.

Harry tentava a todo custo segurar as lágrimas.

Como a pessoa que amava poderia pensar algo tão baixo assim?

Era óbvio que estava cegado pelo seu maldito ciúme Veela, mas mesmo assim, aquilo não lhe dava o direito de falar tais barbaridades.

- Por que eu devo sair? Para ele voltar e ocupar o meu lugar? Ele faz você gemer mais do que eu faço?

- Draco, cale e boca antes que você se arrependa de suas palavras.

- A única coisa da qual eu me arrependo é ter começado esse namoro ridículo com você!

O pequeno Lord arregalou seus belos olhos verdes, marejados de lágrimas, impactado de mais com aquelas palavras. E Draco, finalmente, pareceu se dar conta das idiotices que falava, mas seu orgulho e o ciúme ainda latente em seu peito o impediam de se redimir imediatamente.

- É melhor eu voltar para o meu quarto – comentou friamente.

- Não – Harry o interrompeu, as belas esmeraldas repletas de ressentimento, mas o semblante gélido e decidido – É melhor você voltar para a Mansão Malfoy.

- O que...?

- Lucy! – antes que o loiro pudesse replicar, Harry chamou a elfa doméstica, que apareceu no instante seguinte – Acompanhe o senhor Malfoy à chaminé do escritório do meu pai e se certifique de ele regresse agora mesmo para a Mansão Malfoy, em seguida, arrume suas coisas e mande-as para a mansão também.

- Sim, senhor. O que o jovem amo ordenar, imediatamente.

Perplexo, Draco se viu arrastado pela elfa para fora do quarto.

- Harry...

E a imagem de Harry batendo a porta do quarto em sua cara, com uma solitária lágrima rolando de seu olho direito, foi a última coisa que Draco viu antes de ser levado à força ao escritório do Lord, colocado na chaminé e mandado de volta para a Mansão Malfoy. Tudo aconteceu rápido de mais. E quando deu por si, ele estava rodeado pelas conhecidas paredes do escritório de Lucius Malfoy.

- Draco...? – a sonolenta voz de Narcisa o chamou.

A bela mulher vestia um robe de seda azul marinho por cima da elegante camisola do mesmo tecido na cor branca, e com a varinha em mãos, sob o feitiço 'Lumos', encarava seu filho sem entender o que se passava ali. De repente havia sentido a magia ao redor da mansão se alterar, como se alguém chegasse pela rede-flú e agora contemplava seu herdeiro esperando alguma explicação plausível.

- Você não deveria estar com o jovem Harry na Mansão Riddle?

Draco, então, fez o que qualquer garoto de sua idade que havia cometido a maior burrada de sua vida faria, correu para o colo da mãe:

- Eu sou um idiota... – murmurou entre soluços.

E Narcisa, como boa mãe, logo entendeu tudo.

Ah, a adolescência, a melhor e a pior fase da vida, a bela mulher pensou com um sorriso.

- Acalme-se, meu amor, logo ele irá perdoá-lo e tudo ficará bem.

Continua...

Próximo Capítulo:

- Não vão nos deixar sair.

- Convoque a Armada Riddle...

(...)

- DRACO! – gritou assustado, vendo a maldição atingir em cheio o peito do loiro.

(...)

E o LEMON!

-x-

N/A: Olá pessoas! Cá estou eu com mais um capítulo! Hehehe... A pesar de não ter aparecido o Lemon, espero que vocês tenham gostado! E para não dizer que eu sou uma pessoa cruel, desumana e tudo mais, no próximo capítulo – finalmente – eu vou trazer o tão esperado Lemon do Harry e do Draco para vocês! xD

Mas para uma rápida atualização, já sabem, deixem suas REVIWES! – olhinhos brilhando de emoção.

Qualquer comentário, críticas, elogios ou sugestões...
São sempre bem vindos!

Meus agradecimentos especiais e um grande beijo para:

JeffBee... Uzumari... Inu... Kamilla Riddle... Deh Isaacs... vrriacho... Nicky Evans... Yuya-Yura... Raquel Potter Draco... Lari SL... AB Feta... e Bet97!

Em breve, o próximo capítulo de Estocolmo!
Espero sinceramente que apreciem esta minha nova história.
Àqueles que já leram o primeiro capítulo e deixaram sua review, muito obrigada mesmo pelo apoio, espero que continuem apreciando! E àqueles que ainda não leram, por favor, não deixem de conferir!
Um grande beijo! E até a próxima!