Nota: (1) – Harry Potter e seus personagens não me pertencem. E sim a J.K. Rowling.
(2) – Essa é uma história Slash, ou seja, relacionamento Homem x Homem. Se não gosta ou se sente ofendido é muito simples: Não leia.
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Na manhã seguinte, quando Harry e seus amigos se reuniram no Salão Principal para apreciar um delicioso e reforçado café da manhã antes que seguissem para o seu primeiro dia de aula como estudantes do sexto ano, o pequeno Lord não estranhou ao ver que o assento reservado ao professor de DCAO na mesa dos professores estava vazio. Seu pai obviamente preferia manter o mínimo contato possível com os inúteis docentes daquela escola, pelo menos por enquanto, pois chegaria a hora em que um entediado Lord das Trevas brindaria a todos com sua presença apenas para ver o terror brilhando em seus olhos covardes. E Harry mal podia esperar por esse momento.
- Qual a primeira aula de hoje? – um sonolento Blaise perguntou, levando um generoso pedaço de omelete ao seu prato.
- Defesa Contra as Artes Obscuras.
- Essa é a primeira vez que seus olhos brilham ao se referir a esta matéria, meu amor – Draco observou, pousando um suave beijo no sorridente rosto do namorado.
- E é também a primeira vez que estamos todos ansiosos para assistir as aulas desta matéria – apontou Theodore, sem olhar diretamente para as carícias trocadas entre o casal, ganhando o um balançar de cabeça em concordância de todos.
- Defesa Contra as Artes Obscuras ensinada pelo próprio Dark Lord – Pansy murmurou pensativa – Mais alguém notou a bela ironia aqui?
- Sim, Pan, a poética é inevitável – Harry sorriu com malícia, degustando o chocolate quente em sua xícara.
Após o café da manhã, os alunos do sexto ano seguiram, então, para a primeira aula do dia. Cabe destacar que diferentes emoções estavam afloradas nos estudantes: os Gryffindors e Hufflepuffs, principalmente os mais novos, estavam apavorados e já haviam mandado corujas aos familiares para que pudessem sair de Hogwarts o mais rápido possível. Sem dúvida alguma, até o final da semana, a escola estaria com um significativo desfalque de estudantes, mas não havia nada que um contrariado Alvo Dumbledore pudesse fazer. Os alunos mais velhos, principalmente os Ravenclaws, mostravam-se cautelosos, mas ainda sim com a curiosidade a flor da pele diante da oportunidade de assistir a uma aula de Defesa Contra as Artes Obscuras ministrada pelo próprio ícone da Magia Obscura no Mundo Mágico. E os Slytherins, assim como os membros da Armada Riddle, não poderiam estar mais entusiasmados com a chegada do novo professor. Nenhum grupo, no entanto, estava mais animado do que o grupo das serpentes, encabeçado pelo pequeno Lord.
- O que será que o Lord preparou para a aula, Harryzito? – perguntou Pansy.
- Será que ele vai nos ensinar tortura aplicada em alguns Gryffindors? – Blaise completou com um sorriso malicioso.
Harry, porém, apenas arqueou uma sobrancelha com o um olhar divertido:
- Acredito que seja algo um pouco mais complexo, mas igualmente divertido.
Os estudantes do sexto ano, naquele momento, encontravam-se na sala de DCAO e esperavam ansiosamente – a maioria com evidente temor – pelo Lord das Trevas. Harry e Draco estavam sentados na primeira carteira, com Pansy e Blaise logo atrás, e Theodore numa carteira vazia do lado direito do pequeno Lord. O resto dos alunos, porém, não se atrevia a sentar mais perto, alguns Gryffindors – como Granger e Weasley – estavam convenientemente situados próximos à porta.
De repente, os jovens estudantes pareceram prender a respiração.
Excerto um, é claro. Harry, diante da cena, apenas sorriu divertido.
- Bom dia, classe.
- Bom dia – responderam aqueles que não estavam congelados de medo em seus lugares. Harry, por sua vez, conservava seu radiante sorriso.
- Em primeiro lugar, não coloquem absurdos nessas cabeças inúteis de vocês, meu objetivo não é fazer de ninguém um Comensal da Morte, nem entrar em seus quartos sorrateiramente à noite quando vocês estiverem dormindo para assassiná-los da maneira mais cruel possível. Eu não perco o meu tempo com bobagens, e não, eu também não estou aqui porque desejo introduzi-los nas Artes das Trevas – com uma voz fria e um olhar desinteressado aos rostos pálidos de medo da maioria dos estudantes, Tom comunicou, parado estoicamente na frente da sala.
O Lord das Trevas usava um elegante conjunto de camisa social vinho e calça preta encobrindo o seu bem trabalhado corpo com uma bela túnica da mesma cor por cima. Seus olhos vermelhos brilhavam com malícia e acentuavam a beleza de seu rosto aristocrático em perfeita harmonia com o seu natural porte altivo. Inúmeras alunas, mesmo com medo, não podiam contem um suspiro e um olhar admirado àquele deslumbrante e poderoso homem.
- É evidente que a maioria de vocês não sabe sequer lançar um Lumos decentemente, assim, seria perda de tempo apresentá-los à complexa arte da Magia das Trevas, ainda que haja evidentes exceções, é claro – parou na frente da carteira de Harry e lançou um olhar cúmplice ao filho, que respondeu com uma piscadela divertida.
Harry, sem dúvida, estava adorando tudo aquilo.
- Se eu ouvir qualquer comentário ou pergunta inútil em minha aula, vou fazer com que o professor Snape, em seu pior humor, pareça um doce cordeirinho.
Os Gryffindors engoliram em seco naquele momento parecendo ainda mais pálidos. E o Lord, silenciosamente divertido, continuou:
- Agora vamos dar início à aula.
Apontando a varinha para a lousa, Tom escreveu: "Magia Emocional".
- Algum de vocês sabe a respeito da chamada magia emocional?
Poucos alunos levantaram a mão. Entre eles, os membros do grupo das serpentes e Hermione Granger, com o seu insuportável ar de sabe tudo, é claro. Tom, ao vê-la, estreitou os olhos e questionou friamente:
- Srta.?
- Gr-Granger, senhor – murmurou com a voz trêmula, tentando inutilmente manter um ar intelectual e valente – A magia emocional, segundo o livro "As Emoções no Universo da Magia" consiste basicamente em...
- Silêncio, Granger – o Lord a interrompeu, sob o olhar divertido das pequenas serpentes, pronunciando o sobrenome da menina com evidente desgosto – Ninguém aprecia uma "sabe-tudo" ainda mais uma "sabe-tudo-de-sangue-ruim".
As maliciosas risadas logo se fizeram ouvir por entre os Slytherins enquanto exclamações de choque e horror se desenhavam nos rostos dos demais estudantes, que obviamente não se atreveram a dizer qualquer palavra. Hermione Granger, por sua vez, abaixou a cabeça, a face escarlate de vergonha e temor, os olhos castanhos se enchendo de água para grande entretenimento de Harry e seus amigos.
- Agora, alguém que possua cérebro e que não tenha apenas decorado as palavras de qualquer livro barato, poderia me dizer o que sabe sobre a Magia Emocional? – um olhar orgulhoso se deixou entrever no rosto de Tom – Pois não, Harry?
- A magia emocional é a base da maioria dos malefícios e das mais complexas maldições desde o tempo de Merlin, pois se sabe que o núcleo mágico dos magos e bruxas está diretamente ligado a suas emoções, e aqueles que as controlam, controlam com perícia sua magia, o que não se aplica a sangues-ruins, é claro, pois é de conhecimento geral que o núcleo mágico destes está maculado pelo seu sangue sujo muggle. A perícia em manobrar a magia emocional, então, permite que o mago ou bruxa em questão controle não apenas suas emoções, mas as dos demais, podendo aterrorizá-los com isto, ou fazer algum obstáculo se afastar, e até mesmo que outros se apaixonem por ele se for poderoso o suficiente.
- Excelente, Harry, cinqüenta pontos para Slytherin.
- Alguém gostaria de complementar a preciosa informação oferecida pelo senhor Riddle?
Theodore e Draco levantaram a mão. E a preferência do Lord com certeza não era pelo seu genro.
- Senhor Nott?
- Para controlar as emoções de outra pessoa ou criatura mágica, precisa-se de concentração e alto potencial mágico para visualizar a aura imersa no núcleo mágico do indivíduo e assim, controlá-lo, o que requer um poder além do imaginável. Sabe-se que apenas Merlin possuía tal poder e depois dele, somente Rowena Ravenclaw e Salazar Slytherin. Atualmente, porém, os magos mais poderosos conseguem apenas visualizar o núcleo mágico dos demais, mas ainda sim não podem controlá-lo.
- Vinte e cinco pontos para Slytherin, pois é uma excelente informação, mas contém um elemento incorreto. Harry, gostaria de esclarecer para os demais?
- Com prazer, professor – o menino sorriu com malícia ao ver o olhar curioso de todos, inclusive de seus próprios amigos, pois eles ainda não sabiam das habilidades que ele havia treinado nas férias com seu pai – Atualmente, apenas dois magos possuem esta habilidade, os herdeiros do poderoso Salazar Slytherin, eu e você, professor Riddle.
- Cinqüenta pontos para Slytherin, Harry.
Todos pareciam em choque com a informação. As serpentes maravilhadas e os demais alunos divididos entre admiração e temor.
- Foi o que eu andei praticando com meu pai nas férias, amor – Harry sussurrou para o namorado, que o encarava boquiaberto – Acho que eu me esqueci de mencionar.
- Tendo observado um pouco da teoria, então, vamos aplicá-la na prática. Sigam-me.
O Lord caminhou em direção à saída da sala, acompanhado apenas por Harry e os demais Slytherins, sendo observado por inúmeros pares de olhos assustados.
- O que vocês estão esperando? Talvez que eu mande uma coruja formal? Não vou levar ninguém para uma masmorra obscura, seus imbecis, agora me sigam.
E Lord Voldemort não se faz rogar.
- Isso é um absurdo! – uma indignada Hermione Granger sussurrou para o menino Weasley ao seu lado enquanto os alunos do sexto ano seguiam com o professor Riddle para as proximidades do lago negro – Um ultraje, retirar os estudantes da sala de aula, um ambiente propicio ao aprendizado, apenas a biblioteca se mostra um local adequado, mas este lago... É um absurdo! O diretor precisa saber disso! E...
A sussurrante voz da menina, no entanto, foi silenciada por um feitiço não verbal do pequeno Lord. E ela logo abaixou a cabeça ao ver o olhar de aviso de Harry, um olhar extremamente parecido ao de seu pai.
- Não se aproximem do lago e nem façam nada estúpido, mas se alguém quiser se afogar ou acabar devorado por algum demônio marinho, certifique-se de fazer isso em silêncio.
Naquele momento, às margens do lago negro, os estudantes olhavam com curiosidade para as profundezas obscuras daquelas águas que abrigavam criaturas como sereianos e sabe-se lá o que mais. Harry e seus amigos eram os mais próximos da margem, onde o Lord se encontrava e este, com um simples balançar de varinha, convocou a criatura que seria estudada em sua primeira aula.
- Uau... – exclamaram alguns.
- Não pode ser – murmuraram outros.
- Incrível – foi o pensamento de todos.
Erguendo-se majestosamente das águas, com seu corpo gigantesco coberto de grossas escamas prateadas, mais fortes do que as de um dragão, e suas nove cabeças de serpente com olhos cor de fogo encarando perigosamente os seres humanos às margens do lago, deixava-se contemplar uma das criaturas mais raras e perigosas do mundo mágico, que mesmo os muggles conheciam e temiam devido a antigos mitos gregos: a Hidra de Lernus.
- Alguém pode me dizer que criatura é esta?
Todos levantaram as mãos.
- Senhorita Parkinson.
- É uma Hidra de Lernus, senhor. Extremamente rara, sabe-se que poucos exemplares de sua espécie são encontrados apenas nas profundidades do mar mediterrâneo. Quando se sente ameaçada, ela esguicha um veneno mortal de suas presas. Possui um alto grau de periculosidade entre as criaturas mágicas perdendo apenas para o Basilisco.
- Excelente. Cinqüenta pontos para Slytherin.
- Hum... Agora além do Snape temos mais um roubando pontos para as serpentes – Rony Weasley sussurrou para o garoto irlandês ao seu lado, que não se atreveu a responder, ao ver o olhar do Lord voltado para eles.
- Senhor...?
- W-Weasley, Er… R-Rony Weasley – gaguejou.
- É claro, um Weasley – arqueou uma sobrancelha com desdém – menos oitenta pontos para Gryffindor, Weasley, por abrir a boca na minha aula. Se mais alguém quiser contribuir com um comentário estúpido como este, fique a vontade, acredito que a Hidra possa estar querendo um lanchinho.
Engolindo em seco, os Gryffindors abaixaram a cabeça, enquanto as serpentes davam risadinhas maldosas.
- Não há razão para que vocês estejam pálidos assim, pois esta Hidra está aprisionada por correntes mágicas forjadas em cabelos de harpias. Agora, a razão para eu mandar vir esta criatura do lago da mansão Riddle para cá é pela fácil visibilidade de seu núcleo emocional mágico, que mesmo os mais inúteis de vocês poderão ver.
Uma tímida Hufflepuff de cabelos louros e sardas no rosto ergueu a mão.
- Pois não, senhorita...?
- Ana Abbott, senhor – murmurou, sem se atrever a encará-lo – O senhor irá nos ensinar... Er... Digo, se possível, a controlar as emoções de uma Hidra? Por que é quase impossível e muito perigoso e...
- É claro que não, vocês são fracos e imbecis de mais para controlar as emoções de uma coruja, que dirá uma Hidra. No entanto, pretendo que consigam visualizar o núcleo mágico desta criatura, para que assim, com treinamento, possam visualizar e controlar os seus próprios.
Inúmeros comentários entusiasmados se fizeram ouvir. O simples pensamento de visualizar o núcleo mágico de uma criatura como aquelas parecia incrível para os estudantes, mas visualizar o próprio núcleo mágico e tentar controlá-lo através de suas emoções parecia inimaginável para eles.
- Harry, você poderia fazer as honras?
- É claro, papai.
- Quando quiser, pequeno – com um orgulhoso sorriso, o Lord observou seu filho se aproximar ainda mais da margem do lago, a mão fina esticada para a criatura que permanecia aprisionada e o encarava com desconfiança – Observem, para controlar uma criatura poderosa como esta, faz-se necessário o uso de magia sem varinha. Vocês podem ver, então, que o senhor Riddle está concentrando sua energia mágica na palma da mão, trazendo todas as emoções da criatura a tona, com o intuito de controlá-la.
Com os olhos arregalados, mesmo Draco e as demais serpentes, encaravam a poderosa energia que desprendia do pequeno Lord. Uma luz dourada envolvia sua mão direita e seguia diretamente ao coração da Hidra, começando a envolver todo o seu enorme e escamoso corpo. Assim, contemplando maravilhados a cena e ouvindo as precisas explicações de Tom, os alunos do sexto ano – mesmo a sangue-ruim-Granger e o garoto Weasley – não podiam negar que aquela estava sendo uma aula incrível.
- Todos estão vendo uma bola de energia dourada se desprendendo do coração da Hidra e seguindo em direção às mãos do senhor Riddle?
- Sim.
- Ótimo, isto significa que a poderosa magia do senhor Riddle está permitindo que vocês visualizem o núcleo mágico ligado às emoções da Hidra.
- Isso não a machuca, senhor? – uma preocupada Parvati Patil questionou, vendo o semblante agora apático da criatura.
- Quem se importa? – o Lord sorriu com desdém fazendo um arrepio de medo percorrer a espinha de seus alunos, que ainda sim se mostravam maravilhados com cena.
Harry, então, agarrou a bola de energia dourada em sua mão, percebendo que seu treinamento na mansão surtira um brilhante efeito. Ele tinha total controle das emoções da Hidra agora. E assim, sob o olhar preocupado do namorado, mas ainda sim impressionado como os demais, ele apertou a bola de energia em sua mão fazendo a Hidra soltar um som que se assemelhava a um choramingar dolorido, levando-a a curvar suas nove cabeças de maneira dócil e submissa para ele.
- Excelente – o Lord aprovou orgulhoso. E alguns aplausos, daqueles que não estavam em choque, fizeram-se ouvir.
No entanto, aquilo não era o bastante para o irreverente Slytherin que possuía ainda os genes Gryffindors. Então, sob o olhar divertido, mas vigilante do Lord, e baixo os protestos aflitos de Draco e Theodore, Harry subiu em uma das cabeças da Hidra fazendo com que esta o erguesse acima dos demais.
- É evidente o controle absoluto que o senhor Riddle possuiu sobre as emoções e vontades da Hidra, reduzindo-a a um dócil cãozinho ao possuir seu núcleo mágico ligado às emoções nas mãos.
- Funciona como a maldição Imperius, professor Riddle?
- É similar, senhor...?
- Goldstein, Anthony Goldstein, professor.
- Veja bem, senhor Goldstein, a maldição Imperius controla apenas a vontade de quem é submetido a ela e ainda há a possibilidade de subjugá-la se for habilidoso o bastante para isso. Porém, o controle das emoções de outro indivíduo mágico permite controlar não apenas sua vontade, mas sua própria magia, e não há qualquer possibilidade de escapatória – explicou o Lord – Excelente pergunta, senhor Goldstein, vinte pontos para Ravenclaw.
Anthony Goldstein ficou vermelho como o cabelo do garoto Weasley ao receber a aprovação do Lord. E Draco revirou os olhos, pensando que ao invés de pontos para Ravenclaw o Lord iria brindá-lo com Cruciatus se descobrisse seus olhares cheios de cobiça para o seu herdeiro.
- Agora formem pares, vocês deverão se concentrar e assim tentar visualizar o núcleo mágico de sua dupla, obviamente não irão conseguir controlá-lo, mas apenas visualizá-lo já é o bastante. E se conseguirem sentir as emoções, será mais promissor ainda.
- Iremos voltar para sala, professor? – perguntou outro Ravenclaw, Terry Boot.
- Não há necessidade de voltar para aquele lugar empoeirado – Tom revirou os olhos – Estar em contato com os elementos naturais propicia que vocês se conectem melhor com a magia a sua volta. Mas é claro que os seus inúteis professores devem ter se esquecido de mencionar isso.
Dessa forma, com todos deixando suas energias mágicas aflorarem livremente, agora com Harry de volta à companhia de seus amigos, a aula prosseguiu de uma maneira que só poderia ser descrita numa palavra: genial. Tom não dispunha de paciência alguma, mas era um excelente professor e possuía um conhecimento em magia que nenhuma daquelas pobres crianças poderia sequer sonhar. Mesmo o Gryffindor mais cabeça-dura não poderia discordar que eles nunca haviam contado com um professor tão competente quanto ele. Talvez apenas Remus Lupin tenha se assemelhado em competência, mas ainda sim não chegava aos pés do Lord em conhecimento e habilidades.
Não havia quem pudesse negar que a primeira aula do "Terror do Mundo Mágico" em Hogwarts fora a melhor aula ministrada em todos os tempos. E aulas ainda mais produtivas e extraordinárias estavam por vir porque o Lord das Trevas, mesmo em posição de ensinar crianças inúteis para poder estar perto e cuidar de seu herdeiro, não iria produzir um conhecimento medíocre.
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Saindo dos arredores do lago negro, Harry, depois de oferecer um enorme sorriso ao seu pai afirmando que o veria mais tarde, seguiu com seus amigos para as masmorras onde assistiriam à próxima aula do dia: poções. O professor Snape, Harry observou, parecia conservar seu pior humor naquele dia, e o pequeno Lord iria se divertir muito com aquilo.
- Hoje veremos a Poção Amortentia, peguem os ingredientes no armário e por mais difícil que isso possa parecer, não façam nada estúpido – o homem rosnou.
- Merlin, sair de uma aula incrível como aquela para vir fazer uma poção do amor barata que qualquer sangue-ruim é capaz de reconhecer – Harry suspirou teatralmente, atraindo o olhar assassino de Snape.
- Algum problema, senhor Riddle?
- O senhor quer dizer, além do desânimo com a perspectiva de preparar uma poção ridícula como esta?
Mesmo os Slytherins, naquele momento, prenderam a respiração, olhando assustados para o rosto contorcido de raiva do professor, que parecia esquartejar o sorridente menino com o olhar. Draco pedia em silêncio para que Salazar protegesse seu atrevido noivo da fúria de seu padrinho.
- Uma poção ridícula? – Snape repetiu por entre os dentes – Então talvez você possa me dizer quais são suas propriedades.
- É conhecida como a Poção do Amor mais poderosa que existe e uma das mais perigosas, pois pode levar a pessoa que a bebeu a fazer loucuras pela paixão obsessiva. Pode ser facilmente identificada pelo brilho perolado, pela fumaça que sobe em espirais características e pelo seu cheiro que varia de pessoa para pessoa de acordo com o que mais a atrai – respondeu com desinteresse – Seu preparo é ridiculamente fácil, o que significa que o senhor não se preocupou em preparar uma aula decente.
- Ora, que insolência! Detenção, hoje, depois do jantar! – grunhiu furioso – Não irei permitir um comportamento como este...
- Eu combinei com o meu pai de vê-lo após o jantar, professor – os enormes olhos verdes brilhavam com fingida inocência – mas tudo bem, se é assim, o senhor pode explicar para ele o motivo da minha ausência.
O rosto do professor se tornou vermelho de fúria, mas, cerrando os punhos, mudou o discurso:
- Vamos esquecer esse mal entendido – limpou a garganta sob o olhar divertido do pirralho insolente, isto é, do filho do Lord das Trevas – Agora todos vocês calem a boca e se concentrem na poção.
Seguindo para sua mesa, enquanto contava até cem para não lançar uma maldição no menino que possuía a arrogância idêntica a de James Potter, Severus Snape pensava em como aquele ano seria longo, uma vez que sua posição como espião e, por conseguinte, sua vida, estava em perigo com a presença do Dark Lord em Hogwarts.
- Você não precisava ser tão cruel com o meu padrinho, Harry.
- Ora, Dray, não seja desumano a ponto de me negar uma diversão como esta – o radiante sorriso nos lábios rosados de Harry logo fez o adolescente maior balançar a cabeça e corresponder ao sorriso do amado – Irritar o Snape é um dos meus passa-tempos favoritos, como torturar a sangue-ruim-Granger, aterrorizar os alunos menores, frustrar os planos do Dumbledore...
- Você tem muitos passa-tempos, Harryzito – uma divertida Pansy comentou, sentada com Blaise na carteira em frente ao casal.
- Todos muito saudáveis – Theodore, que estava atrás do moreno, acrescentou, ganhando uma piscadela marota de Harry e um grunhido irritado de Draco.
Instantes depois, quando os Slytherins e outros poucos alunos conseguiram terminar de preparar a poção e quando Longbottom e Weasley haviam explodido seus caldeirões pela terceira vez, Snape encerrou as atividades, aproximando-se do caldeirão de Harry na esperança de encontrar algum erro pelo qual pudesse ridicularizar o arrogante menino, mas a poção do pequeno Lord, como sempre, estava perfeita.
- Aproxime-se do caldeirão, senhor Riddle, para que o senhor possa ilustrar como os encantos da Amortentia se faz visível.
O aludido revirou os olhos e obedeceu, aspirando um conhecido aroma que levou um pequeno sorriso aos seus lábios.
- O que lhe parece?
- Sinto o perfume do Draco – respondeu com naturalidade, os olhos ainda fechados, impedindo-o de contemplar o olhar orgulhoso do loiro e o semblante abatido de Theodore –... Também me parece o perfume de livros raros... Um suave odor de menta... E um toque de gel almiscarado.
Snape revirou os olhos ao ver o sorriso mal dissimulado de Draco. Para seu alívio, porém, a aula chegou ao fim e ele não precisou ver o enjoativo olhar apaixonado que o casal trocava. Sinceramente, se o Lord contemplasse uma cena como aquela, ponderava o professor de poções, seu pobre afilhado iria perder algumas importantes partes do seu corpo hormonal.
- Por hoje é só, saiam daqui.
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Depois do jantar, naquele mesmo dia, ao ingressar nos aposentos privados do professor de DCAO, Harry quase foi esmagado ao ser efusivamente abraçado por Nagini, sob o olhar exasperado, mas divertido de seu pai e é claro, baixo o grunhido insatisfeito de uma ciumenta Morgana, que havia saído do seu bolso para se aquecer próxima à lareira. Assim, saboreando um delicioso chá de hortelã e biscoitos amanteigados mandados pelos elfos, os dois passaram o resto da noite conversando sobre o que o Lord poderia fazer nas próximas aulas, como ele poderia torturar alguns estudantes estúpidos e continuar irritando Dumbledore ao trazer criaturas de alta periculosidade para a escola.
- A Hidra já voltou para a mansão, papai?
- Sim, você a deixou exausta tendo assumido o controle daquela forma.
- Foi como você me ensinou, papai, extraia completamente as emoções do outro ser, pois fragilizado e debilitado seu controle será ainda maior.
Um sorriso cheio de orgulho se desenhou nos lábios do Lord:
- Você esteve genial, minha pequena serpente. Estou orgulhoso.
- Obrigado – seus olhos brilharam ao ouvir as palavras do pai.
E assim, Harry passou a noite conversando com o Lord, dando idéias para as próximas aulas e se divertindo com os comentários sarcásticos do maior acerca dos inúmeros imprestáveis que circulavam por aquela escola.
- O que você acha de trazer um Basilisco?
- Não, Harry, eu não vou trazer um Basilisco para a aula.
- Ah... – fez um gracioso biquinho. E o Lord, então, revirou os olhos, divertido.
- Você já brincou com um Basilisco no seu segundo ano.
- He. Foi divertido.
- É claro que foi – endureceu a voz, ganhando um sorrisinho culpado do filho.
- E uma Acromântula?
- Harry...
- Um Dragão?
- Bem, talvez um Dragão – murmurou pensativo. E dessa forma, em meio a risos e comentários mordazes, os dois passaram a noite conversando sobre os possíveis temas para as próximas aulas, enquanto Nagini e Morgana discutiam em frente à lareira sobre os melhores e os piores lugares para se achar uma saborosa ratazana em Hogwarts. E apenas tarde da noite, ignorando completamente o toque de recolher – como sempre – Harry voltou para o seu dormitório sob a segurança de sua capa de invisibilidade e o resguardo do Mapa do Maroto.
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As semanas seguintes passaram voando na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e a cada dia Harry aproveitava a companhia de seu pai, divertindo-se com o constante ar irritado do diretor e do professor de poções uma vez que o pequeno Lord não desperdiçava oportunidades de provocá-los, sabendo que a presença do Dark Lord em Hogwarts seria o suficiente para lhe garantir total imunidade e de uma maneira muito Slytherin, Harry adorava isso. Seus amigos também não podiam conter a animação com a imponente presença de Tom, que causava terror e ao mesmo tempo admiração entre os demais estudantes.
Mas um Slytherin em especial não parecia muito feliz com a presença do Lord em Hogwarts, Draco Malfoy precisava conter um suspiro exasperado sempre que seu noivo o deixava de lado para passar a tarde com o pai e o herdeiro da fortuna Malfoy, obviamente, jamais se atreveria a fazer o namorado escolher entre os dois, pois ele sabia quem sairia perdendo.
- "O Harry possui adoração pelo pai, Dragão, e você sabe disso" – Blaise lhe havia dito há algumas semanas, quando ele passou a noite inteira acordado esperando o moreno de olhos esmeraldas chegar dos aposentos do pai.
Naquele exato momento, então, Draco não cabia em si de alegria.
Ele finalmente tinha Harry só para ele.
- Dray... Ah... – um abafado gemido escapou dos lábios de Harry.
O casal se encontrava num dos corredores desertos do quarto andar, próximos à biblioteca que já se encontrava fechada, pois o toque de recolher havia soado há tempos. Pressionando o pequeno corpo do moreno contra a parede fria, Draco lhe saboreava o pescoço arrancando pequenos suspiros e arrepios de deleite do menor. Seus hormonais corpos de dezesseis anos ansiavam por um contato mais íntimo desde a temporada que haviam passado na mansão de veraneio dos Malfoy e fazer aquilo em Hogwarts, numa das salas vazias, na Câmara Secreta ou no banheiro dos monitores, mostrava-se extremamente excitante para o casal.
- Eu não sei se posso passar mais um dia sem saborear você, mon amour, sem me deliciar com o seu doce corpo por completo – com uma voz rouca e sensual, o loiro sussurrou no ouvido do amado, que corou, gemendo ansiosamente ao sentir a potência do desejo de Draco pressionada contra sua coxa.
- Dray... – Harry mordeu o lábio inferior, as mãos frias do maior acariciando seu corpo por dentro das vestes. De repente, então, o moreno se viu no interior de uma sala de aula em desuso – O que...?
- É uma sala abandonada, amor, não existe perigo – Draco murmurou, empurrando delicadamente o menor para que este se sentasse em cima da mesa de mogno envelhecida que há séculos atrás deveria ter pertencido a algum professor, situando-se entre as tornadas pernas que logo envolveram sua cintura.
- Mas alguém pode aparecer.
- Há essa hora? Impossível – sorriu com malícia, desfazendo-se da gravata verde e prata de Harry, bem como da túnica com o emblema Slytherin.
- Ora, um professor poderia vir aqui... – murmurou, cerrando os olhos ao sentir os lábios do loiro em seu peito agora desnudo, pois sua camisa fora fazer companhia à sua túnica no chão empoeirado da sala.
- Estão todos ocupados de mais corrigindo ensaios inúteis – sorriu com malícia, um sorriso que foi correspondido pelo pequeno Lord que logo se apressou em se desfazer das vestes de Draco.
A excitação corria loucamente por suas veias. Uma sala completamente deserta, o horário avançado que ultrapassara o toque recolher, o perigo de serem flagrados a qualquer momento, não cabiam duvidas de que a situação era excitante. E seus corpos precisavam daquele contato. Seus corpos precisavam dos beijos, das carícias, das respirações se encontrando e dos sussurros apaixonados. Harry precisava de Draco, e vice-versa, e não havia quem pudesse cambiar isso.
- Ah... Dray... – Harry gemeu com desejo. Ambos, agora, encontravam-se com os dorsos desnudos. Pele com pele. E o calor parecia apenas aumentar.
Com as mãos trêmulas devido ao puro desejo, o pequeno Lord se ocupou em abrir o zíper do amado. E Draco, então, guiado pelo prazer, se apoderou furiosamente dos lábios de Harry, enquanto puxava as imaculadas calças do uniforme para longe do pequeno corpo que se contorcia sob o seu.
- Draco... Ah...
- Harry, meu amor...
Enquanto isso, o professor de DCAO fazia sua ronda pelo castelo, lembrando-se de sua época como monitor chefe da casa Slytherin, quando percorria os corredores desertos descontando pontos de estudantes atrevidos que aproveitavam a calada da noite para fazer todos os tipos de "atividades".
- Ah... – um abafado som de gemido chegou aos seus ouvidos.
- "Pelo visto, algumas coisas nunca mudam" – o Lord das Trevas, agora professor responsável pela ronda do quarto andar naquela noite, pensou divertido, enquanto planejava a quantidade exorbitante de pontos que descontaria dos estudantes que pegasse no flagra.
Assim, aproximando-se da porta velha de madeira que levava a uma sala abandonada, Tom não pensou duas vezes e ingressou no local:
- Os senhores acabam de perder duzentos pontos para... HARRY!
- PAPAI!
- MERLIN! – exclamou Draco, afastando-se de Harry imediatamente.
Com os olhos arregalados, Tom contemplou a quase desnuda imagem de seu filho, ofegante, sentada em cima de uma mesa velha enquanto acomodava um seminu Draco Malfoy entre suas pernas, as bochechas coras e os lábios inchados indicando claramente o que o casal estava fazendo.
- O QUE SIGNIFICA ISSO?
- Er... Papai, acalme-se – Harry sorriu fracamente, apressando-se em colocar a roupa, assim como Draco – Nós estávamos apenas... Er... Bom, você sabe, como somos noivos...
- Não me lembre disso! – grunhiu irritado, lançando um simples feitiço que logo regressou as roupas dos dois para os seus lugares de origem – Malfoy, você irá cumprir detenção com o Filch pelo resto da sua vida acadêmica!
- Papai, por favor – revirando os olhos, Harry abanava o pálido namorado que parecia com dificuldades de respirar – Não faça tanto drama, essa é uma atividade natural entre duas pessoas que se amam.
- Eu deveria torturar este pirralho até que o seu...!
- PAPAI! – Harry protestou com um biquinho – Você prometeu que ia parar de ameaçar o Draco com maldições assassinas ou que envolvessem qualquer tipo de tortura.
Tom estreitou os olhos escarlates perigosamente para o pobre herdeiro da fortuna Malfoy, que se encolhia atrás do namorado, mas não continuou a ameaçá-lo.
- Venha comigo, Harry. E você volte para o seu dormitório, Malfoy.
- Mas... – Draco encarou o amado, que sorriu, acalmando-o.
- Nos vemos depois, amor – roçando seus lábios num rápido beijo, Harry se afastou e seguiu com seu pai para fora da sala. Dentro desta, um frustrado Draco Malfoy batia a cabeça contra a mesa, imitando Dobby, seu elfo favorito na mansão.
- É isso o que você ganha por se apaixonar pelo herdeiro do Dark Lord, um sogro que pode arrancar sua pele num balançar de varinha – murmurou consigo, abatido.
Mas Harry valia à pena.
Harry valia tudo.
Harry...
...Seu corpo já reclamava a ausência de Harry.
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Chegando a sua sala, Tom encheu um copo de Whisky de Fogo e se deixou cair em sua poltrona de uma forma pouco elegante para um Lord das Trevas. Ele queria apenas apagar a imagem de seu doce e inocente filho embaixo do pirralho Malfoy... Noivos? Hum! Aquilo era ridículo, seu filho era novo de mais para pensar em se comprometer com alguém, mas Harry parecia tão feliz com aquele pirralho, e Tom não podia pensar em apagar aquela luz de felicidade das belas esmeraldas de seu herdeiro. Ah, aquilo era tão frustrante!
- Papai? – Harry murmurou, ajoelhando-se no belo tapete persa e apoiando a cabeça carinhosamente no colo do maior.
- Esse maldito pirralho merecia ser trancafiado nas masmorras da mansão Riddle sob o efeito das mais poderosas maldições inventadas por Salazar...!
- Papai, você prometeu que não machucaria o Draco!
- Eu estou cumprindo minha promessa, Harry, caso contrário não restaria nada daquele pirralho depois dessa noite – grunhiu irritado, passando os dedos distraidamente pelos rebeldes cabelos de seu filho.
- Sim, obrigado, papai – sorria radiante – Eu já disse que você é o melhor pai do mundo?
- Já. Mas você pode continuar me lembrando.
- Você é o melhor! – reafirmou o menino – O melhor pai do mundo!
- Eu sei – deixou escapar um meio sorriso – Mas você é novo de mais para pensar... Hum... Para pensar nessa história de casamento.
- Como novo de mais? Tio Rodolphus e Bella sempre me disseram que no Mundo Mágico um bom casamento é acordado com os noivos ainda crianças e concretizado quando saírem de Hogwarts.
- Pode ser, mas não no seu caso, você deveria se comprometer quando estiver mesmo preparado, quando possuir uma experiência de vida um pouco maior... Quem sabe com uns trinta ou quarenta anos?
- Papai! – replicou indignado – Eu amo o Draco e quero passar o resto da minha vida com ele. Mesmo daqui vinte ou trinta anos, isso nunca vai mudar, e você sabe disso.
- É... – o Lord revirou os olhos – Infelizmente, eu sei.
Harry, porém, sorriu divertido. Ele sabia que era difícil para seu pai aceitar dividi-lo com alguém, mas agradecia que este engolisse sua fúria apenas para vê-lo feliz. Harry realmente agradecia que seu pai prezasse tanto sua felicidade a ponto de não amaldiçoar, esquartejar, enfim, assassinar violentamente seu noivo.
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As folhas caídas das árvores que simbolizavam o outono deram lugar a um belo tapete de neve que trazia o inverno. E em meio a esse tempo, Harry aproveitava cada segundo da companhia de seu pai em Hogwarts, divertindo-se como nunca com o desfalque de estudantes que existia agora e com o terror que brilhava nos olhos dos demais, terror acompanhado de encoberta admiração, pois não havia quem negasse que as aulas do Lord se mostravam a cada dia mais geniais, para grande desgosto de Dumbledore, o que fazia o Terror do Mundo Mágico desfrutar ainda mais de sua posição.
Agora, aproveitando um maravilhoso final de semana em Hogsmeade, Harry e seus amigos conversavam sobre a impactante presença do Dark Lord em Hogwarts enquanto degustavam uma deliciosa cerveja amanteigada no badalado bar de Madame Rosmerta.
- E onde o Lord está agora, Harry? – Blaise perguntou, olhando insistentemente para a porta do Três Vassouras, esperando que Pansy aparecesse, pois ela havia dado uma desculpa esfarrapada para não ir com eles ao povoado.
- Ele aproveitou a rápida interrupção em sua carreira acadêmica para resolver alguns assuntos com os Comensais.
- O que nos garantiu um pouco de paz e tranqüilidade – Draco suspirou, abraçando possessivamente a cintura do amado.
- Dray, não fale assim!
- Desculpe meu amor, mas é verdade, sinto que posso ser atingido por uma maldição não verbal cada vez que eu toco em você.
- Bom, depois daquele dia que papai nos encontrou... Er... – corou, sob o olhar divertido de Blaise e um grunhido mal dissimulado de Theodore, que preferiu voltar a atenção à sua bebida.
- Por favor, amor, não me lembre daquele dia.
- Eu disse que deveríamos ter ido à Câmara Secreta.
- Aquela é a Pansy? – a indignada voz de Blaise, porém, interrompeu o intercâmbio do casal.
Adentrando pela porta do Três Vassouras, finalmente, a herdeira da fortuna Parkinson deu o ar de sua nobre graça. Contudo, para choque de Blaise Zabini e surpresa das demais serpentes, a bela morena de olhos negros não estava sozinha, mas abraçada a um bonito Ravenclaw loiro de sedutores olhos azuis do sétimo ano, que cavalheirosamente puxou uma cadeira para a menina se sentar, mostrando-se visivelmente caidinho por ela.
- Quem é aquele loiro abusado segurando a mão dela? E por que ela está se derretendo toda? Por que eles estão dando essas risadinhas? E essa saia tão curta, isso lá é roupa que se use...!
- Acalme-se, Blaise. Aquele é Matthew Turner, capitão do time de Quadribol dos Ravenclaws, corre atrás da Pansy desde o quarto ano, mas ela estava com o Krum na época – Harry explicou, sorrindo com o olhar assassino que o amigo lançava à mesa do novo casal.
- Eu vou lá e...
- E o que? – o pequeno Lord arqueou a sobrancelha.
- Parece que alguém está se roendo de ciúmes – Draco cantarolou divertido.
- Não seja ridículo, Draco, eu apenas não quero que ela seja iludida por um babaca qualquer!
- Ora, não se preocupe – Harry ampliou seu sorriso – se existe alguém que nunca será enganada por um homem, este alguém é a Pansy
- Mas ele pode machucá-la e...
- E ela provavelmente conhece mais maldições do que toda a família dele junta.
- Admita, Blaise, você está morrendo de ciúmes.
- Cale a boca, Draco! Por mim ela pode fazer o que quiser, namorar quem bem entender, não é da minha conta! Eu não estou nem aí!
Levantando-se da mesa com um estrondo, Blaise Zabini saiu como um furacão do local, sendo seguido por dezenas de olhares assustados.
- Será que é melhor ir atrás dele? – Harry mordeu o lábio inferior pensativamente.
- Talvez – replicou Theo, um olhar desinteressado seguindo o caminho pelo qual Blaise desaparecera – antes que ele lance uma Cruciatus em alguém para descontar sua raiva.
Com um exasperado suspiro, então, as três serpentes se colocaram a seguir o amigo.
- Aquele cara que saiu daqui não é seu amigo? Por que será que ele parecia mais furioso do que um hipogrifo? – o curioso Ravenclaw perguntou, ganhando um sorrisinho angelical da menina.
- Ora, o Blaise e os meninos estavam aqui? Eu nem sequer percebi. Sua adorável presença me distrai do resto do mundo, Matthew.
E com aquelas palavras, o apaixonado Ravenclaw, é claro, logo se esqueceu de suas perguntas, enquanto um malicioso brilho adornava os astutos olhos da menina.
Continua...
Próximo Capítulo: - Um baile de máscaras? Oh, Harryzito, isso é genial...
(...)
- Ah... Dray... Estamos nos vestiários... E se alguém aparecer?
- Não se preocupe, coloquei um feitiço.
-x-
N/A: Sim, eu sei que vocês estão ouvindo o coro de aleluia ao fundo. Pois é, eu finalmente apareci! Bom, é isso o que dá inventar de fazer vestibular no meio do ano... Mas adivinhem, vos fala agora uma futura advogada! Hehe... Passei! Agora é filosofia na Unicamp e Direito na Puc, vou sentir falta da história apenas pelos amigos, porque o conteúdo não era para mim. Mas agora, no direito, de uma coisa eu infelizmente tenho certeza, o tempo ficará cada vez mais curto, mas ainda sim eu vou aparecer! xD É melhor aproveitar as férias agora, ou seja, semana que vem Estocolmo será atualizada também.
Espero que vocês tenham apreciado o capítulo! Tom é um professor fodástico ou não é? E o Blaise com ciúme... Ah, vocês ainda não viram nada, esperem até o Baile de Máscaras! Se quiserem conferir, é só deixar suas REVIEWS!
Qualquer comentário, críticas, elogios ou sugestões...
São sempre bem vindos!
É do fundo do meu coração, então, que eu agradeço aos maravilhosos comentários de:
Nanda Sophya... Isys Skeeter... Meel Jacques... dreyuki... Rafaella Potter Malfoy... Ines Granger Black... Tania S.M... vrriacho... AB Feta... Kamilla Riddle... Yuna... Bet97... Deh Isaacs... Lari SL e Inu!
Obrigada mesmo pelas maravilhosas Reviews!
A próxima atualização, Estocolmo, logo estará on-line também.
E agora eu vou correr para me arrumar porque... É HOJE! Finalmente, a última parte de Harry Potter e as Relíquias da Morte! Eu não posso perder! E vocês?
Um Grande Beijo. E até a próxima.
