# as lágrimas correm involuntárias, enquanto ele vê o corpo de Bran deitado naquela cama. O corpo de seu irmãozinho está lá, mole, adormecido. Ele promete a si mesmo que vai encontrar o culpado – vai encontrá-lo e vai vingar Bran. Bran, Bran, tão novo, tão frágil. Ele pega na mão do irmão, pensando que talvez ele nunca mais acorde. Nunca mais. Essa ideia o sufoca e ele sente vontade de sair correndo, mas permanece. Fica de pé. Abaixa a cabeça, encosta os lábios na testa do irmão. Talvez Bran nunca mais veja o mundo, e essa ideia o machuca e o atormenta.
(seu irmãozinho está acordado e ele está feliz, mas o irmão não pode andar e o pavor continua – seu irmão, fadado a uma prisão dentro do próprio corpo. Bran nunca poderá ver o mundo!)
(o irmãozinho vê todas as coisas e todas as épocas, e os olhos dele estão fechados para sempre)
