Anjo noturno
Rafhael PDV
- será que você pode dizer algo? Está começando a me irritar esse silencio todo – Falei enquanto caminhava pela rua deserta que escolhi para ensiná-la a caçar,em Port Angelestudo estava dormindo, mas sempre se pode encontrar um bom jantar nos becos escuros, sempre tem alguém fazendo algo errado.
- Eu não sei... – Ela começou, mas parou quando eu parei. Eu conseguia ouvir um choro angustiado de uma criança. Havia algo acontecendo, e não era bom.
- Vem, tem algo acontecendo por aqui – Eu puxei-a pela mão, a garota não queria se mover, ela havia parado de repente, foi quando o cheiro atingiu minhas narinas, sangue...
- É uma criança, ela está ferida... – A garota começou a falar – Eu não quero machucá-la, eu... eu vou sair...sair daqui.
Eu nunca tinha visto um recém nascido que conseguisse suportar o aroma embriagante de sangue humano fresco. Isabella era diferente, ela sabia manter o controle, de uma forma que nem eu conseguiria. Sai atrás dela deixando para trás a criança que com certeza estava no beco, eu sabia que havia algo ruim acontecendo ali, mas poderia ficar pior se eu tentasse ajudar.
- Não pode correr assim em frente aos humanos. – Falei encostando-me na parede de um prédio onde ela havia parado.
- Por que não?
- Por que eles não podem saber sobre nós. Eles são presas Bella, se você os deixar saber onde você está eles fogem, e aí a comida acaba. – Não que fosse fácil se esconder de um vampiro – O mundo se tornaria um caos.
- Por isso me transformaram em um monstro? Por que eu vi vocês? – A raiva percorreu meu corpo, para se transformar em palavras.
- Monstros; isso que nós somos, mas não se esqueça que você é uma de nós agora, e você também vai se transformar em um, como agora, toda a vez que ver sangue. Isso lhe desagrada? Vá para os Volturi, peça para morrer.
- Quem são os Volturi? – Eu pensei que teria algo sarcástico, ou ao menos palavras de ódio, mas ela estava calma, como se a ideia de se matar fosse considerável.
- São a lei, eles nos mantêm seguros, não permite que os humanos saibam sobre nós, se você for a eles e pedir para morrer, eles vão aceitar, eles não se importam.
- Você já pensou em ir até eles?
- Eu fui um deles, Aro me transformou, ele é um dos três lideres Caius, Marcus e Aro. Os três reis Volturi, quando eu pedi pela morte, Aro não permitiu, ele disse que não iria perder um filho tão poderoso. – Eu poderia transformar o mundo em um caos, eu posso fazer tudo o que eu quiser, é como se meus poderes fossem ilimitados, Aro não queria me perder.
- Você tem poderes especiais, e eles não aceitem matar alguém que pode fortalecê-los. Mas e se um dia você se virasse contra eles? Eles não sairiam derrotados?
– Eu nunca poderia vencer os Volturi, eles eram milhares pelo mundo, eu sou apenas um; não importa com quantas habilidades.
- Eu ainda tenho fome, você disse que me levaria para caçar – Eu tinha me esquecido disso, realmente.
- Okay, vamos procurar um idiota por aí pra você beber.
Bella PDV
Sangue humano é bom, isso foi à única coisa que consegui pensar no momento em que cravei meus dentes no pescoço daquele homem. Apenas depois de beber todo o seu sangue foi que a culpa me ocorreu, não importava se ele era um mendigo qualquer,ele era humano, era inocente.
- Não se culpe pelo o que é certo, Isabella. – Rafhael disse como se lesse meus pensamentos. – Quantos humanos não já te machucaram antes? Acha que ele não merece a morte? Eles são todos iguais. Só servem para destruir.
Edward veio em minha mente como um flash, eu não me lembrava muito dele, mas pensar que eu o amava e ele me destruiu, fazia com que todos os homens me parecessem um lixo, principalmente os humanos- Tem toda razão Rafhael, eles não merecem. – Eles só sabem ficar se destruindo cada vez mais.
- Vamos garota, temos que estar em casa logo, você precisa aprender muito ainda sobre nossa espécie. – Eu realmente estava curiosa, o que eu podia fazer com os meus novos poderes? Como eu iria controlá-los? E como eu me sairia? Será que eu poderia ser normal de novo? será que eu poderia ver meus pais? Perguntas rondaram minha mente assim que comecei a correr, correr para minha nova casa, minha nova família.
