Título: Checkmate
Autora: Naadi

Tradutora: milacrazyx (mila – sublinhado- crazyx -arroba- yahoo . com)
Beta da tradução: Isinha101
Classificação: R
Pares: Draco Malfoy – Harry Potter

Site da história original: http//www. fanfiction. net/s /798255/1/

Disclaimer: Essa história é baseada em personagens e situações pertencentes à JK Rowling, vários publicadores incluindo, mas não limitado à Bloomsbury Books, Scholastic Books and Raincoast Books, e Warner Bros., Inc. Nenhum lucro está sendo feito por parte do autor ou tradutor dessa fanfiction.

Contato da Autora: naadi - sublinhado - moon feather – arroba – hotmail . com

Sumário: HxD slash. Draco tem um plano para conquistar Harry Potter, e o desafia a um jogo de Xadrez Desafio. Mas é amor, ou traição, que ele tem em mente?

A/N: Olá readers! Aqui está a tradução de mais uma fic maravilhosa, fandom Harry/Draco. Ela é muito grande, talvez mais do que Mil Coisas Belas, mas não tenho certeza. Se alguém quiser ler a original, ela pode ser encontrada em inglês no site supracitado. Aproveitem!

CHECKMATE

PART I – PREPARAÇÃO

Capítulo 2

The one I should not think of keeps rolling through my mind
And I don't want to let that go.
No lover's ever faithful, no contract truly signed,
There's nothing certain left to know,
And how the cracks begin to show!

Never make a promise or plan,
Take a little love where you can,
Nobody's on nobody's side.

Never stay too long in your bed,
Never lose your heart, use your head,
Nobody's on nobody's side.

A pessoa em quem eu não deveria pensar fica rodando pela minha mente

E eu não quero desistir disso.

Nenhum amante é sempre fiel, nenhum contrato é assinado.

Não há nada certo para saber,

E como as rachaduras começam a aparecer!

Nunca faça uma promessa ou um plano,

Ame um pouco onde puder,

Ninguém está do lado de ninguém.

Nunca fique muito tempo na sua cama.

Nunca perca seu coração, use sua cabeça,

Ninguém está do lado de ninguém.

Letra e Tradução de "Nobody's Side" from Chess por Benny Anderson, Tim Rice and Björn Ulvaeus

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Draco deitou em sua cama, ainda vestido, com um braço sobre seus olhos para que a única coisa visível fosse seu sorriso. Ai Deus, pensou, o encontro tinha sido perfeito. Todo segundo dele. Não importa o que venha a acontecer em sua vida, ele teria aquela memória – de Harry confiando nele, rindo de Filch juntos, do jeito com que Harry pôs os braços em volta de sua cintura, aquele beijo.

Aquele beijo, quando por um breve e ao mesmo tempo longo incrível momento, o tempo parecia ter parado, e Draco tinha se perdido no gosto da boca doce e quente de Harry. Aquele beijo foi inspirado. E Xadrez Desafio, algo que tinha inventado ali mesmo, aquilo tinha sido inspirado também.

Não importa o que Harry fizer no dia seguinte. Draco previa punição pelo prazer delicioso que desfrutou essa noite, previa que Harry fosse ficar furioso, odiá-lo, rejeitá-lo, ridicularizá-lo, e quebrar seu coração em pedaços. Mas não importava. Isso era só amanhã. Hoje ele teve a oportunidade de experimentar perfeição, e tinha certeza de que aquela lembrança duraria muito tempo.

Ele suspirou. Agora era, como tinha dito, a vez de Harry. Ele só teria que esperar para ver o que aconteceria. Provavelmente teria que voltar a evitar Harry, fingindo que nada aconteceu, que não sentia nada. Talvez a memória de hoje torne a situação mais fácil, dê-lhe algo real para confortá-lo quando sentisse a solidão que o mantinha acordado à noite. Ou, agora que tinha tocado Harry, agora que sabia como era perfeito o jeito com que o corpo do outro garoto tocava o seu, talvez fosse mais difícil de fingir. De qualquer jeito, Draco sabia que teria que abandonar tudo eventualmente. Ele e Harry nunca poderiam ter um relacionamento. Não existia futuro para eles. Seu pai . . .

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Harry voltou ao seu quarto debaixo da Capa da Invisibilidade, despiu-se e se deitou, então puxou as cobertas para cima de sua cabeça. Deitou rigidamente embaixo do cobertor, mãos cerradas em punhos, olhos fechados com força, mordendo seu lábio inferior. Como pôde ter caído por toda aquela bobagem? A única explicação era muito simples – Draco Malfoy era muito bom em fazê-lo de idiota. Malfoy o tinha enganado novamente; o humilhou, e ainda teve a coragem de beijá-lo, fazendo ridículo do que Harry tinha acabado de confessá-lo.

Pobre Harry Potter, chorando no corredor por medo de nunca ser amado, desejando que alguém o beije.

Harry não tinha dúvidas de que a história já estaria famosa na Sonserina pela manhã, e no café da manhã ele seria o motivo de risos de toda a escola. Era simplesmente horrível. Podia imaginar Malfoy contando aos Sonserinos como tinha realizado o desejo de Harry. E a pior parte de tudo isso, a mais horrível, terrível, péssima verdade de tudo era que ninguém jamais o tinha beijado daquela maneira antes. Nem mesmo . . .

As memórias persistentes do toque suave das mãos de Draco, seu corpo, seus lábios, estavam impressos na mente de Harry. A voz de Draco, seus gentis comentários e sorrisos, aquela parte em que dissera "isso não é estúpido," como se realmente entendesse, talvez até mesmo compartilhasse dos sentimentos de Harry, e oh Deus, o tom de voz que usou quando o chamou de 'Harry' – todas essas coisas estavam preenchendo Harry com um profundo sentimento de decepção por elas não terem sido reais, e uma tremenda dor de perda que ele realmente não queria examinar de perto. Como pôde ter sido tão estúpido e acreditado naquela cobra Sonserina?

Amanhã, Malfoy cantaria vitória, e Harry agüentaria tudo bravamente e mostrando o mínimo de emoções possível, e então Harry iria sair e se entregar de alimento para a Lula Gigante no lago. Com sorte, tudo acabaria bem, bem rápido.

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Seu pai . . .

Draco sentou rígido e horrorizado, seu rosto repentinamente drenado de cor. Seu pai! Ai, Deus, como pôde ter se permitido perder controle daquele jeito? Ele tinha evitado Harry por uma ótima, ótima razão. Draco encarou sem foco seu quarto enquanto a face de Lucius Malfoy circulava em frente aos seus olhos, a horrível cena desse verão se repetindo mais uma vez em sua mente.

A expressão fria de seu pai se aproximava dele quando Lucius se levantou e inclinou-se perigosamente para frente, colocando seus punhos no centro da mesa de madeira em seu escritório. "Você fará o que eu mandar! Já é hora de você provar a mim onde está sua lealdade. O herdeiro dessa casa irá servir o Lorde das Trevas." Draco estava do outro lado da mesa, tentando manter uma aparência calma, parecendo coletado e frio, enquanto seu estômago estava em nós. Ele sabia que esse dia chegaria. Teve uma época em que esteve até mesmo animado. Quando tudo mudou? Por quanto tempo a sabedoria de que amava Harry e odiava seu pai esteve crescendo dentro dele, para que estourasse agora com uma claridade surpreendente? Por quanto tempo?

"Não," disse firmemente. "Não irei." Encontrou os olhos de seu pai, não com petulância, mas com uma certeza fria e indestrutível. "Deserte-me."

"EU NÃO VOU!" Lucius socou a mesa com um barulho estrondoso.

Draco teve que se segurar para não encolher. "Esse é seu último ano em Hogwarts. É sua última chance de capturar Harry Potter. E você irá ter sucesso." Lucius se inclinou mais para frente, luzes maliciosas criando fogo em seus olhos de ferro. "Eu espero que crie um plano para capturar e entregar Harry Potter para mim antes do fim do ano. E se falhar. . ." Lucius sorriu para Draco. Era um sorriso feio e totalmente gélido. "Eu apanharei Harry Potter de qualquer jeito, e entregarei ambos para o Lorde das Trevas." Ele pausou. "Você entende o que estou dizendo?"

"Sim," disse Draco, sua voz tremendo com nojo. "Eu entendo perfeitamente."

"Então saia daqui até que tenha algo que eu queira ouvir."

A visão se foi, e Draco sentiu-se cair outra vez na cama. Abraçou-se firmemente para parar os tremores que lhe apossaram. Não, ele e Harry não tinham nenhum futuro, a não ser que serem ambos servidos em uma bandeja para o Lorde das Trevas contasse como um futuro. E é claro, era muito pouco provável que Harry Potter quisesse ter qualquer tipo de futuro com ele, de qualquer jeito. A rejeição que sempre sentia estava prestes a se demonstrar. Tentou lembrar-se do que Harry tinha dito essa noite. "Então, sinto muito," tinha dito. "Se não for muito tarde para isso." Talvez fosse muito tarde, sempre fora muito tarde para eles.

Draco olhou para o teto do quarto, seus pensamentos correndo, suas emoções, sempre tão cuidadosamente controladas, virando-o do avesso. Parecia que ele estava de pé, sem equilíbrio e balançando, na ponta de um vasto e infinito abismo de escuridão. Se fizesse a escolha errada, iria cair para sempre. Perdido, eternamente. E naquele momento, ele sabia que só havia uma escolha a se fazer. Uma escolha, e dela, apenas um plano possível. Sem pressa, ele construiu esse plano, virando-o em sua cabeça, modelando-o, examinando suas falhas, criando toda parte com cuidado. Manteve sua mente longe da parte dele que estava aterrorizado com o que estava prestes a fazer. Não havia tempo para isso. Draco levantou-se e foi até sua escrivaninha. Abriu a primeira gaveta e retirou um pergaminho. Com a mão trêmula, molhou a pena na tinta e começou a escrever:

Pai,

Fiz como me pediu. Formei um plano para capturar Harry Potter que acredito ser perfeito.

Na verdade, acho que pode até surpreendê-lo. Quando eu colocar tudo em ação, o avisarei.

Seu filho e herdeiro,

Draco

Draco esperou a tinta secar, então dobrou o pergaminho em um pequeno envelope. Foi até sua janela, abriu-a, e assoviou gentilmente na noite gélida e escura.

Em alguns segundos, uma gigante águia, com as asas silenciosas abertas, pousou em seu quarto. Draco prendeu a carta à perna da águia. "Leve para Lucius," comandou, e sem fazer qualquer som, o animal se foi. Não tinha como voltar atrás agora. Se falhasse, sabia com toda certeza, que Lucius Malfoy o mataria.

E que Draco iria querer que o fizesse.

Fim Capítulo 2