Todos os personagens de Naruto pertencem ao seu criador, Kishimoto Masashi. A úncia coisa que me pertence é o enredo dessa história louca, sem pé nem cabeça. =P

Acho que devo desculpas. Andei muit ocupada com provas na faculdade e stresses de fim de ano mas, graças ao bom Deus estou finalmente de férias! \o/ Desculpem-me por atrasar tanto. Mas também perdi a total motivação de continuar esta história, por isso, esse capítulo está tão ruim (a história toda é ruim, mas esse cap está especialmente ruim =/ ).

Bom, acho que já enrolei vocês por muito tempo, por isso, o cap 7 é meio grandinho e, ao final, tem uma suspresinha. Espero que gostem desse monte d elixo que escrovi ^^

beijinhos e se cuidem! =*****************


Capítulo Sete

Como nasce um babaca

Eu tinha um plano. Um de última hora, tudo bem, mas um plano. Iria explodir o Hidan e resgatar o Gaara. Como? Eu ainda não sabia, mas enquanto os perseguíamos, Konan e eu, meti a mão em minha inseparável bolsa com argila geneticamente modificada e comecei a modelar um pequeno pássaro no formato de uma calopsita.

- Mas o que é que você está fazendo? – perguntou-me Konan enquanto corríamos.

- O que você acha, un? Não temos condições de correr tão rápido quanto aquele cara, e muito menos eu tenho chance em um combate corpo a corpo contra ele com esse meu braço quebrado; logo, vou explodi-lo, hmm. Como já deveria ter feito muito antes.

- Espera aí! Você não está falado sério, não é mesmo? – ela tinha um leve sorriso de incredulidade nos lábios.

- Claro que estou falando sério, hmm! – mostrei-lhe meu pequeno pássaro.

- Deidara, como você é BURRO! Se você explodir o cara, TODOS vão saber que foi você, seu manezão. – ela exclamou – E não espere que Tsunade-sama vá passar a mão na sua cabeça novamente.

- Mas não estou conseguindo imaginar uma forma melhor, hmm! – gritei-lhe.

- Mas EU tenho!

Ela estancou e me puxou pela gola da camisa fazendo-me parar abruptamente e quase me esgorjando por causa da inércia.

- Passa pra cá esse pássaro!

Aqui preciso fazer um adendo, hmm:

Konan-chan, além de ser linda, inteligente e talentosa, era titular da seleção de lançamento à distância da universidade. Ela tinha o braço direito mais incrivelmente forte que eu já vira, hmm!

Inclusive, ela só perdeu uma única vez na vida, para uma garota chamada Shizune, e isso a fez ser medalha de prata nas Olimpíadas de Konoha. Sim, Konan era ,,lançadora de objetos" nível olímpico, hmm!

- Vai logo, Deidara, o que está esperando?!

Acordei do meu devaneio sobre a fuderosidade de minha amiga e entreguei-lhe o pássaro de argila.

- Tome, hmm.

Ela arrancou a cabeça da calopsita e a enrolou até que formasse uma bolinha mais ou menos do diâmetro de uma bola de golfe. O restante do corpo, ela me entregou.

Konan concentrou-se. Mirou o alvo com bastante precisão e, quando menos esperei...

- AI, PORRA!

O homem enorme caiu no chão com as duas mãos no topo da cabeça.

Como disse, minha amiga era muito incrível, hmm. Ela percebeu que o alvo estava na rota de passagem na qual havia uma mangueira carregada de frutas. Ela visou um fruto pendente, esperou pelo momento, dosou sua força e, no momento certo, atirou o projétil esférico contra a fruta madura atingindo a haste, que rompeu e liberou a manga em movimento retilíneo uniforme - ajudada pela gravidade - bem na cabeça do homem, fazendo-o largar o moleque enquanto caía, de bunda, no chão. Pelo menos tava sombreado, hmm.

- Konan, você é DEMAIS, hmm! – gritei para ela.

- Venha!- ela me puxou.

Corremos até bem próximo ao local onde estavam os dois. Konan puxou-me para trás de uma arvora longe do campo de visão dos dois rapazes e me disse aos sussurro:

- Presta atenção. Abatemos o alvo, Deidara, agora eu fingirei que estou passando casualmente e oferecerei ajuda para conduzir Hidan até a enfermaria, ou seja, vou distraí-lo e, quando eu encontrar uma brecha na ,,segurança 24h" de nosso amigo guarda-costas, farei um sinal para você pegar o Gaara e correr loucamente.

- Certo, Konan, mas e quanto a você?

- Bem, eu me viro.

- E qual será o sinal?

- Hummm... Vou mexer no cabelo.

- Certo. Mas... Teremos algum lugar de encontro?

- Você está com seu celular?

- Estou.

- Então, quando você estiver em um local seguro, me ligue. O meu celular vai ficar bem aqui.

- Está bem, hmm.

Konan levantou-se de onde estávamos, limpou umas folhas secas que grudaram em sua blusa-vestido e saiu de detrás da árvore onde estávamos escondidos e foi em direção a Hidan e Gaara, abordando-os pelas costas; deste modo, ficou super- natural e eles nunca desconfiariam.

Como eu queria muito escutar o que eles falavam, esgueire-me por entre os arbustos que também tinham lá e, naquela posição em que Napoleão perdeu a guerra, vi que o celular de Konan estava no chão. Provavelmente ela não o sentira cair do bolso da calça quando se levantou.

Agora fudeu, hmm! COMO eu iria falar com Konan depois que pegasse Gaara?

Peguei o celular dela e guardei junto ao meu. Eu daria um jeito, hmm.

Consegui ficar relativamente perto. Perto o bastante para vê-los com clareza, mas longe o suficiente para não conseguir escutar NA-DA do que eles falavam, afinal, o campus inteiro reverberava junto com as bandas que tocavam na festa para os calouros.

Vi Konan se aproximando e consegui ouvir, bem precariamente, o que falavam – acho que estava havendo troca de bandas.

- Gaara! – Ela disse numa voz animada e acenou para o garoto.

Gaara, que estava de pé e olhando para baixo, em direção ao seu amigo, levantou a cabeça e virou em direção a Konan.

- Konan-sempai? – disse e pareceu-me surpreso.

- Oi! Amei o show! Você toca super-bem e... OH MEU DEUS, o que foi isso? O que houve com ele?! – ela simulou perfeitamente estar surpresa.

- Eu não se...

- Não foi nada! – vociferou Hidan.

- Mas você está caído no chão, e está sangrando. Deixe-me ajuda-lo e leva-lo à enfermaria. – disse gentil.

Não consegui entender mais nada. A banda nova recomeçou a tocar e eu não poderia me aproximar, pois isso poria fim ao nosso plano, mas eu ainda conseguia vê-los perfeitamente. Hidan parecia relutante à ajuda de Konan e esta, mostrava-se solícita DEMAIS – será que era isso que estava fazendo o cara não ceder, hmm? – Quanto ao Gaara, parecia alheio a tudo, como se a coisa toda estivesse muito além dele.

Os dois ficaram naquela conversa – Gaara não falava nada – até que, subitamente, Konan levantou-se, levou as mãos à cabeça e mexeu nos cabelos. Era o sinal, hmm!

Corri alucinado de onde estava em direção aos três. Peguei a mão do garoto ruivo e o puxei, fazendo-o correr comigo.

- VEM!- gritei-lhe.

- Deidara, NÃO! – era o grito da Konan.

Não parei e muito menos olhei para trás, só fiz correr alucinadamente.

- Ah! Volte aqui, seu desgraçado! – urrou o brutamonte.

Corri mais ainda depois de ouvir tão horrível grito. Não sabia para onde estava indo e nem o que estava fazendo. Espiei por cima do ombro e vi que Konan estava correndo bem atrás de mim, seguida por um Hidan cambaleante, porém muito rápido; mais rápido do que imaginei que ele pudesse correr.

- Pare agora mesmo! – ele gritou assustadoramente - Eu vou MATAR você!

Eu estava morrendo de vontade de rir. Era um medo misturado com adrenalina, hmm.

Corremos sem parar por pelo menos 10 min até que, ao longe, vi o teatro da faculdade e muitos táxis estacionados ao lado – é que havia quatro pistas de acesso, ida e volta e o teatro, por ser aberto ao público, estava sempre cheio de gente, por isso havia tantos táxis. Para minha sorte, um dos motoristas de táxi estava dentro do carro, cochilando, então, muito rapidamente, abri a porta traseira do carro, joguei a pobre criatura que eu carregava pelo pulso no banco e me dirigi para o banco do motorista dizendo:

- Bom dia, serviço de táxi, hmm!

Puxei o pobre homem pela gola da farda e o expulsei de seu carro. Virei a chave na ignição e engatei a primeira marcha, cantando pneus. Nesse momento, Konan abria a porta do co-piloto e se instalava. Pude sentir os dois pulsos de Hidan golpearem a traseira do Astra branco, mas só golpearem; pois coloquei a segunda, a terceira, a quarta e, na quinta marcha, Hidan era apenas um pontinho preto no meio da pista, hmm.

- Deidara, imbecil! Por que você não esperou o meu sinal, porra?! – ela gritou ainda ofegante.

- Mas você FEZ o sinal! Você se levantou e botou as mãos no cabelo, hmm!

- Aquilo não era o sinal! Aquilo era eu estressada com o estúpido do Hidan!

- Ah, desculpe, Konan. Desculpe por não ter ADIVINHADO que o sinal não era aquele! – eu disse bravo e irônico.

- Você deveria ter adivinhado mesmo, afinal...

- Er... Por favor, onde eu estou? – disse uma voz tímida.

- Num carro, hmm. – respondi categórico e sem prestar atenção e voltei a brigar com Konan - A culpa foi toda sua, hmm! Deveria ter especificado um sinal que VOCÊ iria lembrar!

- O QUÊ?! – ela exclamou injuriada - EU atiro a argila na porcaria da manga pra atingir o cara, EU falo com o cara, EU engano o cara... Porra! Tudo EU e você ainda me culpa? Tudo eu fiz para ajudar você a resgatar o Gaara que, não sei por que raios você tem essa obsessão por ele!

- COMO, hmm? Não tenho obsessão nenhuma! – senti meu rosto ferver como se estivesse a ponto de explodir.

- Claro que tem! Se não tivesse, por que se daria ao trabalho, hein?

Konan estava descontrolada. Todo o estresse do nosso ,,resgate manco" a tinha deixado muito perturbada. Eu tinha que tranqüilizá-la antes que falasse mais merda, hmm.

Desviei rapidamente o olhar da pista e olhei pra ela. Ela entendeu. Ainda bem, hmm.

Ficamos em silêncio por um tempo. Resolvi que iríamos todos para minha casa.

Parei o carro e pedi para Konan levar o Gaara direto para minha casa, pois eu iria estacionar o carro no pátio do prédio. Como todos sabiam que eu não tinha carro – afinal, sou um pobre estudante de artes fodido – mas que minha amiga sempre deixava o carro em minha garagem, estacionei o veículo na vaga do vizinho que, para minha imensa sorte era taxista e, para minha sorte maior ainda, só voltaria mais tarde, hmm.

Com toda a cautela do mundo, entrei no edifício pela porta dos fundos, temendo que Hidan me encontrasse. Subi pelas escadas e fui até o 3º andar, que era onde eu morava. Quando cheguei, encontrei Konan e Gaara sentados no sofá – uma das poucas mobílias que eu tinha.

- Alguém, por favor, pode me explicar o que aconteceu? – disse Gaara

Apesar de sua voz ser calma e pausada, dava para perceber que ele estava muito aborrecido pela maneira como estava sentado: com os cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos, cruzadas na testa, sustentando a cabeça.

- Eu ACHO que mereço algum tipo de explicação. – Ele disse olhando em minha direção, mas não para mim.

- É sim... Você tem razão, Gaara-san, hmm – eu disse meio sem jeito e olhei para Konan tentando procurar nela uma solução para o meu impasse.

Konan me olhou e compreendeu meu desespero, mas resumiu-se a dizer:

- Vire-se! A idéia foi sua.

Que má, hmm!

Nada me vinha à mente.

COMO explicar para alguém que acaba de ser seqüestrado que o motivo para tanto era que ,,a expressão dele quando disse ,,entropia" para minhas esculturas tinha me fascinado e eu queria escutar dele quais eram suas opiniões", ou ,,o por quê de ele ter ido me visitar na enfermaria"? E COMO fazer esse motivo não soar tão ,,estranho" como estava parecendo, hmm?

Eu tinha um abacaxi nas mãos e não tinha faca para descascá-lo, hmm.

Mas, como tudo nessa vida; às vezes pensamos muito em quais palavras dizer, como agir, o que fazer, enfim, pensamos muito para, no fim, dizermos algo como...

- Eu precisava ver você, por isso te seqüestrei, hmm.

Silêncio.

Konan olhou para mim boquiaberta. Gaara emudeceu mais do que nunca e eu fiquei tão vermelho que achei que eu mesmo seria a bomba prestes a explodir, hmm.

- Bom, acho melhor eu devolver o carro ao seu dono original... – disse Konan levantando-se do sofá e dirigindo-se à porta.

- Não, não é nada disso que você está pensando, espe... – tentei impedi-la.

- Beijinhos, Romeu. – disse Konan com um sorriso malicioso e saiu.

A atmosfera ficou tensa. Eu estava constrangidíssimo e queria enfiar minha cabeça em qualquer lugar. O pior é que o danado do moleque ficava olhando diretamente para mim, hmm! Ele não esboçava reação nenhuma, nada! Aquilo foi me deixando aborrecido. Uma mistura de vergonha com irritação. Então, lembrei-me da velha do reformatório, quando ela dizia que: ,, não adianta chorar pelo leite derramado" e era exatamente isso que eu ia fazer. Derrubei o leite, agora, precisava limpa-lo, hmm.

- Gaara-san, o fato é esse mesmo, hmm. – apesar de minha voz ser firme, eu estava mais vermelho do que um camarão cozido e tremia mais do que pelanca de velho – Resolvi te seqüestrar porque não encontrei outra forma de conseguir falar com você. Sempre uma causa superveniente à minha vontade acontecia e eu não conseguia... Hmm... Não conseguia agradece-lo.

- Agradecer-me? – ele pareceu surpreso.

- Sim, hmm. Eu nunca consegui te dizer ,,obrigado" por ter compreendido minha arte, hmm.

- Ah... De nada – ele respondeu ainda atordoado.

- Err... Então... Obrigado, hmm. – eu estava visivelmente sem graça.

Ficamos calados por um tempo, aquela situação toda era MUITO esquisita.

Gaara olhou na minha direção novamente e disse:

- Obrigado também.

- Ahn? Obrigado pelo quê, hmm?– eu estava muito surpreso. MESMO.

- Obrigado por me libertar do Hidan. – ele disse num quase sorriso.

- Ah! Que nada, hmm. Me revolta a maneira como ele trata você. O que você é dele, filho, hmm? – zombei.

- Isso mesmo. – ele afirmou sério.

- Ah! Nossa! – eu estava em choque! – FILHO? He he... Então...

- Hahaha! É brincadeira!

Desgraçado...

- Há há...- forcei um riso amarelo. – Que susto que você me deu, hmm?!

Minha vontade era de explodi-lo, hmm!

- É que às vezes ele me trata mesmo feito um filho. Na verdade, ele me trata como se eu fosse morrer a qualquer minuto.

- Como assim, hmm?

- É que ele se preocupa muito comigo. Não me deixa sozinho nem um segundo.

- Por quê?

- Ele tem medo que eu me machuque.

- E por quê, hmm? Você é algum desastre ambulante?

- Hahaha... Não, mas sou QUASE isso.

- Você não parece um cara atrapalhado, ao contrário de mim, hmm.

- Bom... Não é que eu seja BEM... ,,Atrapalhado". É que... – ele suspirou – É isso que você vê. – disse tristonho.

- Hein? Não vejo nada de diferente em você. – Aproximei-me dele. – Para mim você é normal, tirando o fato que você não fala muito e, quando fala, parece que não está prestando atenção e...

- Deidara-sempai não percebeu NADA e diferente em mim? – ele sorriu de uma maneira que, não sei por que, fez-me ruborizar.

- N-não – gaguejei.

- Nossa! – ele sorriu – Primeira vez que isso acontece!

- O quê? – perguntei um pouco ofendido por ter me sentido burro.

- Você não ter percebido.

- Percebido o quê, hmm?

- Percebido que eu sou cego. – ele disse sorrindo levemente.

- O QUÊ?!

Eu estava incrédulo! Como diz O Cinderela*, eu estava ,,PAS-AS-DO", hmm!

Cego? Como assim?

- Mas... Mas... você...

- Eu toco violino? Consegui ,,ver" sua arte? Corri até aqui com vocês? – ele roubava as perguntas da minha cabeça e parecia se divertir com isso.

- E-É! Como você consegue tudo isso?

- Acho que é ,,sobrevivência". – ele sorriu com um pouco de tristeza. – Faz muito tempo que eu não consigo ver, por isso minha audição se desenvolveu muito.

- Ah... que coisa, hmm. – eu realmente não sabia o que dizer.

Gaara suspirou até que disse:

- Bom; então, o que é que você queria tanto assim falar comigo que não desse para marcarmos em algum lugar? – ele sorriu amistoso e me fez corar duplamente.

- Eu, hmm... Bem, eu queria saber o que exatamente você viu na minha arte.

- Nossa... Você teve todo esse trabalho só para me perguntar isso? – ele riu – Mas, certamente, direi o que apreciei. Apesar de eu não puder ver nada, existem certas coisas que emitem uma espécie de ,,aura" que eu consigo sentir. Suas esculturas, Deidara-sempai, têm algo dessa aura. E, nesse exato momento, muito dessa aura está nos cercando – onde quer que estejamos – ela vem em ondas caóticas, uma entropia.

- Estamos na minha casa, hmm.

- Ah... – ele hesitou – Basicamente isso, Deidara-sempai. Sua arte me passou essa impressão. Mas... Eu realmente queria saber como ela é. Não sei se são telas, esculturas, colagens. Não sei como são.

- Ah! Mas isso eu resolvo agora, hmm!

Levantei-me do sofá rapidamente – é que eu ficava tão sem graça junto do Gaara, não sei por que, que acabei me sentando junto dele, absorto na maneira pausada de como ele falava – e fui buscar uma de minhas esculturas, era uma miniatura do meu C2 (o dragão).

- Toma, pode pegar.

O garoto tomou o pequeno dragão nas mãos e, delicadamente, percorreu os dedos por toda a escultura, como se lesse cada ínfimo micrômetro cúbico. Fiquei olhando para ele embasbacado. O que era isso que eu tava sentindo? Será que Konan estava certa? Eu era MESMO obcecado por ele?

Eu estava completamente absorto em meus pensamentos quanto ao Gaara até que ele quebrou o silêncio.

- Essa não é argila comum.

- Ahn... Hmm?

- Essa argila tem um quê de diferente. A textura, o cheiro, a temperatura,... O que ela tem?

- Nossa! Você percebeu só pelo tato, hmm? Bom, essa argila é realmente especial. Eu a chamo de minha argila ,,geneticamente modificada", e eu a embebo com meu chakra. Ela tem uma propriedade especial, que é a de explodir. Ela Age com um princípio ativo biopirofosfórico que, quando entra em contato com a minha saliva, esse princípio é ativado e eu a faço explodir, como uma bomba.

- Nossa! Mas... como assim entrar em contato com sua saliva? Você mastiga e cospe?

- Hahaha! Não, hmm! Eu tenho bocas nas palmas de minhas mãos.

- Nossa! E eu achava que tinha problemas... – ele me zoou. – E como é que essas bocas foram parar aí?

- Bom, eu não lembro muito bem, mas é que no meu país, fui uma experiência para me tornar uma arma-viva poderosa e destrutiva à serviço do governo. Mas sempre fui muito rebelde e usei esse potencial para destruir as coisas. Fui mandado milhares de vezes para o reformatório, mas sempre fugia. Até que, quando eu tinha 16 anos, o Tsukikage me mandou direto para a faculdade de Direito de lá, a qual cursei durante 3 anos e me formei aos 19 anos. Muito embora eu tenha me dado até bem na faculdade, odiei o curso. Não sei como você suporta!

- Bem... Eu também não gosto muito, mas preciso. Sou o Kazekage da minha vila, por isso preciso estudar Direito e por isso essa notícia do meu ,,seqüestro" deve ser abafada. – ele sorriu para mim.

- ESSA NÃO, você tem razão, hmm! Melhor eu te levar logo!

Levantei-me para pensar num modo de levar Gaara de volta para o CCJ e que jeito eu daria no Hidan quando...

- Não se preocupe com o Hidan, eu o tenho sob controle, está bem?

- Como assim, hmm?

- Tenho meus meios... – disse soturno.

- Espero que não lhe custe muito, hmm! – eu disse malicioso.

- Não se preocupe, não vou subornar o Hidan com dinheiro.

HAHAHAHAHA Que bonitinho, hmm! Ele não me entendeu!

- Ahhh... – me fiz de otário.

- Deidara-sempai, antes de irmos, posso pedir uma coisa?

- Claro, hmm. Por que não? O que é?

- Posso sentir suas mãos?

Fiquei muito, muito vermelho com esse pedido repentino dele.

- C-Claro, hmm.

Estendi-lhe minhas mãos e ele, um pouco vacilante, tomou-as entre as suas. Seus dedos percorriam a extensão dos meus com a mesma leveza com que ele ,,leu" o mini- C2. Àquele toque, algo muito estranho, como um arrepio, percorreu minha coluna e fechei os olhos automaticamente, fosse para saber como o Gaara se sentia, ou fosse porque seu toque me deixou um pouco imobilizado.

- Ah! Achei!

- Ahn, hmm? – despertei de meu devaneio.

- Achei as bocas em suas mãos! Posso colocar meus dedos dentro delas?

Ele me perguntou de maneira visivelmente ingênua, o que para mim eu não sabia se ria ou se chorava. Aquilo me deixou extremamente perturbado. Nunca ninguém tinha pedido para enfiar a mão nas bocas das minhas mãos, hmm! Fora que ele era extremamente bonito, os olhos dele eram de um azul esverdeado e toda vez que ele me olhava sem me ver, aquilo me angustiava, mas ao mesmo tempo me deixava muito confuso, hmm.

- Eu... Acho que pode, hmm.

Ele mergulhou os dedos devagar. Era uma sensação tão estranha, hmm! Mas era muito prazerosa. Nunca ninguém tinha feito isso antes, geralmente as pessoas achavam nojento ou esquisito o bastante para sequer olharem. Mas aquele cara não. Ele simplesmente me deixou sem ação. Era como se eu não conseguisse raciocinar, fui até a Lua e voltei. Eu estava quase babando quando ele parou do nada e disse:

- Tem até língua! Fico me perguntando como fizeram isso, Deidara-sempai.

- Eu... Também não faço a menooooooooooooooooooooooor idéia, hmm.- eu ainda estava me sentindo na Lua.

- Que horas são?

- São 21:00h, hmm.

- Ah! Tenho que ir! Por favor, Deidara-sempai, leva-me de volta?

Minha vontade era de dizer ,,não"; de dizer ,,fique aqui e continue", mas eu não poderia fazer isso. Aliás, por que eu faria isso, hmm?! E PIOR, POR QUE eu PENSEI isso, hmm?

Aquilo tudo estava ficando muito estranho para mim.

Fui até a cozinha e peguei as chaves do carro de Konan – ela sempre deixava o carro na minha garagem – descemos pelo elevador e fomos até o pátio onde ficavam as vagas. Coloquei o Gaara no banco da frente e dirigi até o CCJ.

Quando chegamos, perguntei se ele queria que eu o acompanhasse até seu quarto. Ele disse que não precisava pois conhecia muito bem cada centímetro do prédio.

- Até amanhã, Deidara-sempai, foi muito bom conversar com você.

- Até amanhã, Gaara-san. Tem certeza de que não quer que eu o acompanhe?

- Não precisa, obrigada.

- E quanto ao seu guarda-costas, hmm?

- Não se preocupe. Eu dou um jeito.

- E que jeito é esse, hmm? – falei sorrindo mas, no fundo, senti uma coisa estranha. Acho que pelo fato de eu ter pensando muita besteira.

- Hmm... Por hora eu digo a você que faço minhas as palavras de Goebbels: ,,Uma mentira dita 100 vezes se torna uma verdade".

E com essa frase pouco ortodoxa do braço-direito do líder nazista, despedi-me daquele garoto ruivo e esquisito que me intrigava cada vez mais.


* O Papeiro da Cinderela é um programa local de escrotice em que um ator se fantasia de Ciderela e fica fazendo palhaçada. Eu aaaaammmoooo huhuhuuhhuhuuh =3333