Decisões Difíceis
No dia seguinte Diana andava feito louca pelos corredores, era sexta e sábado o plano de Lucio e ser realizado, ela já havia comunicado a Severo e como sempre o amigo disse que o que ela decidisse ele concordaria, mas dessa vez acrescentou que sabia que ela tomaria a decisão correta. A garota rodava de um lado para o outro do colégio, tinha aula, mas quem ligava, ela não.
Foi
quando ouviu alguma porta se abrir que ela quase deu um pulo para
trás. Bem ali sorrindo para ela estava o diretor Alvo Dumbledore.
Foi ai que ela se deu conta que estava dando uma de barata tonta bem
na frente das gárgulas da sala do diretor, bufou, o que ela estava
fazendo ali?
- Sabia que viria mais cedo ou mais tarde, Diana –
disse o Dumbledore com sua voz serena – por favor entre.
A garota entrou meio insegura no locas. Sentiu os olhos da fênix do professor pousarem nela, engoliu em seco, pode ver o chapéu seletor em um lugar meio afastado da sala, aquele chapéu idiota parecia sorrir debochado para ela, como seria possível. Sentou-se na cadeira em frente ao professor que a olhava com atenção.
- No que posso ajudá-la? – Dumbledore perguntou calmo.
- Eu não preciso de ajuda – disse a garota na defensiva.
- Não? – o diretor perguntou olhando com atenção para ela – Você sempre age assim, não é? Como se não precisasse de ninguém, como se pudesse resolver todos os problemas sozinha. Diana, você não pode fazer tudo sozinha para sempre.
- Eu me virei até agora – disse a garota sem animação.
- Mas com a idade os problemas vão aumentando, - dizia o diretor – e chega uma hora em que agente tem que tomar uma decisão, e essa sim você terá que tomar sozinha.
- Do que está falando? Perguntou a garota surpresa.
- De você, Diana, você já conseguiu o que queria, já saiu da sombra do seu irmão? – perguntou o professor fazendo ela engolir em seco.
- Claro que sim, eu não preciso mais do Tiago – rosnou a garota meu gaguejante.
- Não? – o diretor perguntou olhando para ela com atenção – Mas será que era isso que você pensava como "sair da sombra" quando era mais nova? Saiu da sombra de Tiago e agora é a do Sr. Malfoy, é isso mesmo que você quer, Diana, fugir SEMPRE?
- Eu não estou fugindo – disse a garota brava.
- Se acalme, minha querida, - disse o diretor tranqüilo – é normal ter medo, é normal querer se proteger, todos fazemos isso, mas você é diferente Diana, você pode fazer mais, você não quer se esconder para sempre, você quer mostrar o que sabe fazer.
- E o que EU sei fazer? – a garota perguntou olhando triste para o professor.
- Isso, minha linda, só seu coração lhe dirá, - disse o professor sorrindo amável para ela – mas saiba, que quando você estiver realmente livre da sombra dos outros, saberá. Você se sente livre agora, Diana?
- Não – disse a garota triste.
- Então vá, e lute pelo o que você quer, sei que fará o seu melhor – disse o professor sorrindo.
A garota se levantou incerta, saiu da sala com o olhar do professor em suas costas, antes de sair pode ouvir o chapéu dizer claramente: "Eu disse que ela seria uma ótima grifinoria". Bufou, o que ela ia fazer?
Enquanto isso Erica estava saindo da biblioteca com uns vinte livros no braço, a garota não conseguiu nem ver um palmo a sua frente. E foi com todos esses livros em mãos que ela conseguiu, como sempre, cair e derrubar tudo. Bufou. Pode ver algumas pessoas passarem por ela rindo. Era nessas horas que sentia falta de Nikki e Diana, com as duas ao seu lado ninguém riria dela.
Era isso que dava ser legal e tranqüila, as pessoas não tinham medo dela. Bufou mais uma vez e começou a recolher os livros, mas parecia que quanto mais pegava mais eles caiam novamente. Acabou se jogando no chão ao lado dos livros e bufando irritado, choramingou baixinho. Mas logo viu um livro no alcance dos seus olhos.
A menina ergueu o par de olhos azuis para dar de cara com um belo garoto de cabelos cor de palha e olhos cor de mel que segurava um de seus livros e sorria de leve para ela. Erica sorria doce ao ver Remo Lupin recolhendo seus livros com velocidade.
A garota se levantou em um pulo e ajudou o garoto a pegar seus livros, quando ela já tinha uns dez em mãos e Remo outros dez, sorriu agradecida para o garoto.
- Valeu, eu achei que não ia conseguir – disse ela tentando tirar os livros dele e colocá-los em seus próprios braços.
- Pode deixar, eu te ajudo a levar – disse Remo impedindo que ela pegasse os livros.
- Nem pensar, você já me ajudou demais e... – ela começou insegura.
- Pode deixar, não tem problema – disse Remo sorrindo.
Erica sentiu suas bochechas corarem e foi seguindo com Remo até o salão comunal da sonserina. Enquanto isso nos jardins Sirius se encontrava sentado sozinho e entediado observando Tiago correr atrás de Lilia, a ruiva parecia capaz de azarar Tiago, mas ele nem parecia perceber esse fato.
- Por que você não larga do meu pé, Potter? – Lílian perguntava brava.
- Porque eu te amo, meu lírio do campo – dizia Tiago sorridente.
- VOCÊ É UM IDIOTA, POTTER – berrava a ruiva.
- MAS EU TE AMO – gritava Tiago sorrindo.
- AH, POTTER, VÁ PARA A MERD... – Lílian começou.
- Ora, meu lírio, não fale palavrão, sua boquinha é doce demais para isso – dizia Tiago sorridente.
- AHHHHHHHHHHHHH – berrou Lílian fora de si saindo de lá pisando fundo.
- Ela me ama – disse Tiago sentando-se ao lado de Sirius.
- Com certeza – ironizava Sirius girando os olhos.
- Ama, só que ela não sabe ainda – disse Tiago rindo.
- Tiago, você gosta mesmo da Evans? – Sirius quis saber.
- Claro que sim, eu sou louco pela Líli – disse Tiago surpreso.
- Mas no começo você só corria atrás dela porque ela não queria sair com você e... – Sirius começou.
- As coisas mudam, meu amigo pulguento, eu estou apaixonado pela minha ruivinha – disse Tiago sorrindo de orelha a orelha e fazendo Sirius sorrir de leve.
Severo e Nikki andavam distraídos pelos corredores. A garota olhava insegura para ele que parecia muito nervoso. Nikki bufava cada vez que Severo Snape fazia uma careta do nada.
- Dá para me dizer o que ta acontecendo? – Nikki perguntou irritada.
- Nada – murmurava Snape bravo.
- AH, então você na verdade é uma mulher disfarçada e está com TPM? – ironizou Nikki.
- Nicole, - Snape começou, mas logo Nikki fez uma careta ao ouvir o próprio nome – eu estou bem.
- Blarg! Como quiser – dizia a garota mostrando a língua e fazendo Severo gargalhar.
Diana se viu andando sozinha pelos corredores, bufou irritada ao ver Belatriz vindo em sua direção, ela realmente tinha que parar de andar sozinha. Logo sentiu Belatriz empurrá-la contra uma parede e lançar-lhe a sua maior cara assassina.
- O que? A sala está ocupada? – provocou Diana.
- Só me escuta, Potter! – rosnou Belatriz – Você agora está com o Lucio e a Narcisa está péssima, mas eu não dou a mínima, só quero que você entende claramente uma coisa...
- Oh, que espírito fraternal o seu, Belatriz – provocou Diana fazendo Belatriz empurrá-la com mais força.
- Só entenda uma coisa, Potter! – rosnou Belatriz – Fica com o Lucio, casa com ele, faz o que quiser com ele, mas fica longe do Sirius.
- Como é? – Diana perguntou surpresa.
- Eu notei o clima entre vocês naquele dia, - rosnou Belatriz – e eu te mato, JURO QUE MATO, se você chegar perto dele, me entendeu?
- Você não manda em mim – rosnou Diana.
- É? Mas se você chegar perto do Sirius eu aviso ao Lucio, e nós duas sabemos quem o Lucio mata se descobrir – disse Belatriz sorrindo cruel.
- Achei que gostasse dele – disse Diana pasma.
- Gosto, mas prefiro um Sirius morto a vê-lo com qualquer outra – disse Belatriz jogando Diana contra a parede e saindo pisando fundo.
Diana se viu sentada em um corredor vazio. Tantas duvidas, tantas perguntas, tantas coisas sem explicação, mas nenhuma resposta. É, Merlin podia ser um grande Filho da Puta quando queria. Bufou irritada. O que ela ia fazer?
Já à noite, Lucio Malfoy encontrava-se sentado na mesa da sonserina, jantando tranqüilamente. Quando ouviu alguém se jogar ao seu lado. Olhou entediado para Diana que tinha uma cara maio desesperada demais.
- Oi, você sumiu o dia todo – disse ele olhando de esgueira para a mesa da grifinoria onde Sirius e Tiago o fuzilavam com o olhar.
- Agente não pode trocar a isca? – arriscou Diana.
- Por que? – Lucio perguntou olhando com atenção para a namorada.
- Ela é tipo... a garota do meu irmão – soltou Diana incerta.
- Exatamente por isso, para nós pouparmos a humilhação da sua família de ver um de vocês se casando com uma sangue ruim – disse Lucio calmo.
- Lucio eu não... – Diana começou insegura.
- Do que tem medo, Diana? Das conseqüências ou da reação do seu irmão? – quis saber Lucio, serio.
- Eu... Lucio, só me poupe desse trabalho, me deixa fora, eu te imploro – disse Diana olhando com atenção para o loiro.
Lucio fitou a namorada com cuidado, era obvio que Diana era linda. Sim ela era mais que linda, não havia duvidas sobre isso. O garoto sorriu malicioso para ela. Ela ali, tão frágil, tão indefesa, implorando para que ele lhe livrasse daquele trabalho.
- Nós podemos discutir isso, Diana – disse Lucio com seu maior sorriso malicioso.
- O que você... – Diana começou fazendo uma careta.
- Vamos lá, Diana, agente está namorando, é só você passar a noite comigo, não vai ser nenhum sacrifício – disse Lucio tocando a face da garota.
- Isso é deplorável até para você – disse ela irritada.
- Qual é, Di? Do que você tem medo? – perguntou Lucio indignado.
- No momento? – Diana perguntou se levantando – DE VOCÊ!
- Então quero você de pé logo cedo, vamos cuidar da isca quando o ultimo aluno for para Hogsmead – disse Lucio entediado.
Diana bufou irritada e saiu de lá pisando fundo. A garota se viu correndo pelos corredores quando ouviu alguém lhe chamar, virou-se nervosa a meio desesperada ao dar de cara com Tiago que vinha correndo em sua direção.
- Di, o que aquele idiota do Malfoy te fez, eu vi você saindo e... – Tiago começou nervoso.
- Tiago! – Diana começou segurando o irmão com força – Você gosta mesmo daquela tal Evans?
- O que isso tem haver? – Tiago perguntou surpreso.
- SÓ RESPONDA – disse Diana desesperada, Tiago pode jurar que os olhos dela se encheram de lagrimas.
- Gosto – disse ele incerto.
- E se algo acontecesse com ela, algo de ruim? – Diana perguntou, agora Tiago pode ver claramente lagrimas caírem dos olhos dela.
- Eu seria capaz de me matar – assumiu Tiago sem entender.
Diana olhou assustada para o irmão, se soltando dele o mais rápido que pode e correndo desesperada. Tiago ficou observando a irmã se afastar e não conseguia entender qual o motivo do desespero da irmã caçula.
A garota adentrou no salão comunal da sonserina que estava vazio, com exceção de Severo, que ao vê-la entrar se levantou na mesma hora. Diana praticamente se jogou nos braços do amigo. Ele a olhava, assustado, nunca, desde que conheceu Diana, viu a garota chorando e agora lá estava ela, que sempre era ta forte, chorando como uma criança em seus braços.
- Ta tudo bem? – Severo perguntou abraçando a amiga que apenas balançou a cabeça negativamente – Eu posso ajudar?
- Sev, eu não sei o que fazer – chorava Diana.
- Faça o que seu coração mandar, Di, - disse Severo abraçando a amiga – eu sei que você fará a cosia certa, como sempre.
- Eu estou sozinha, eu não sei o que fazer e ninguém pode me ajudar – chorava a garota.
- Nunca mais diga isso, - falou Severo segurando o rosto da amiga – independente do que aconteça eu vou estar com você, como sempre estive. Eu vou estar ao seu lado, e Nikki e a Erica também e até o idiota do seu irmão. Agente te ama, Di, agente acredita em você.
- Por que? Por que acreditam em mim? – Diana perguntou chorosa.
- Porque você acredita na gente, porque você sempre faz tudo para ajudar todos nós e mesmo você dizendo que não eu sei que apesar dessa sua briga com o Tiago, você sempre se preocupou com ele, preocupou e se preocupa – disse Severo calmo.
- E o que eu faço? – chorou a menina.
- Escolha suas prioridades, Di, escolha de que lado está e saiba que nós vamos estar com você, bem... pelo menos EU vou estar – disse Severo sorrindo e fazendo a amiga abraçá-lo com ainda mais força.
- Você é meu melhor amigo – disse a garota docemente.
- Hei, você me salvou sem nem me conhecer, você se pos na frente de caras enormes para me proteger, o que você esperava, que eu te deixasse na mão? – Severo perguntou fazendo a garota sorrir.
- Ta ai uma coisa que eu nunca me arrependi, eu fiz de coração mesmo – disse ela sorrindo.
- Então pronto, faça o que tem que faze de coração Diana, e você não vai se arrepender – disse Severo fazendo a amiga abraçá-lo tanto que os dois caíram no sofá gargalhando.
Na:/ Depois de ameaças de morte eu achei melhor portar o próximo capitulo. Um bem grande para vocês ficarem felizes. Aguardem, essa sua escritora maluca tem, muiiiiiiiiitas idéias para vocês quererem me matar ou assumirem que me amam ;) :*
