Mentiras
Lílian andava de um lado para o outro na espécie de labirinto que ela havia se metido, ao seu lado, acompanhando seus passos sem muita animação, tinha um Tiago Potter sonolento. Ta, ela ia morrer, mas daí a passar seus últimos momentos com aquele ser, AH, ali já era castigo demais para uma pessoa só.
- Vamos logo, Potter, temos que sair daqui – reclamava a garota.
- Então vamos parar para pensar, porque ficarmos andando assim não vai ajudar em nada – disse ele serio.
- VOCÊ DIZ ISSO PORQUE NÃO É SUA CABEÇA QUE ESTÁ EM RISCO – berrou ela brava.
Lílian engoliu consideravelmente em seco naquele momento. Foi como se uma nuvem negra passasse pelo rosto de Tiago. O rosto que sempre era tranqüilo, risonho e animado agora estava serio e parecia meio perturbado. Ela nunca havia visto Tiago Potter naquele estado.
- Não ache que eu não estou preocupado, Lílian, porque eu estou, então fale o que quiser de mim menos que eu não estou fazendo o meu melhor para te tirar daqui – disse Tiago serio.
A ruiva engoliu em seco, nunca sentiu os olhos de Tiago tão frios para ela. Se a garota lhe tivesse apontado uma varinha ou lançado uma maldição imperdoável ela duvidava que ele ficasse tão magoado como aparentava naquele momento.
- Potter... – ela começou incerta.
- Líli, se você não gosta de mim, tudo bem, - disse ele olhando bravo para ela – mas não aceito que você duvide do que eu sinto, eu gosto muito de você e não gosto nada que você duvide disso.
- Eu não sou obrigada a ficar aqui ouvindo suas mentirinha, Potter – rosnou Lílian saindo pisando fundo.
Ela não soube porque ficou tão ofendida e brava. Não tinha para que. Quer dizer, Tiago Potter sempre agiu dessa forma com ela então por que logo agora ela ficaria com raiva disso? Será que era por que ele parecia tão sincero? Talvez por que ela sentiu a verdade saindo dos seus olhos? Ou talvez pro que ele ficava lindo fazendo aquela carinha de magoado indefeso e lhe cortava o coração? Tudo bem, a ultima opção foi idiota. Bufou.
Tiago se pos a correr atrás da garota. Droga. Por que Lílian tinha que sair andando sozinha se eles estavam num labirinto. Bufou. Por que de todas as garotas daquela merda de colégio ele tinha que gostar justamente daquela ruiva infernal. Bufou. Como Lílian Evans conseguia...?
- AHHHHHHHHHHH!
Ele ouviu um berro. Um berro familiar e desesperado. Parou seu raciocínio instantaneamente. Droga. Por que ela tinha que sair sozinha? Correu como um louco atrás da pessoa que gritara. Droga. Não podia haver ruiva mais complicada no planeta Terra.
Enquanto Lílian andava brava pelo labirinto parou bruscamente, prendeu a respiração ao ver o que viu. Droga. Resmungou, por que ela tinha que ter saído sozinha em um labirinto? Parado bem a sua frente havia uma porcaria de uma aranha gigante que se aproximava com uma cara assassina e faminta. Gritou. Droga, agora ela estava ferrada.
Sentiu aquele bicho enorme se aproximar. Droga. Tentou sair correndo, mas a coisa foi mais rápida e a empurrou contra uma parede. Os olhos vermelhos do bicho brilhavam com uma sede de sangue que assustou a ruiva. Ela pode sentir aquela boca nojenta se aproximando na sua cabeça. Fechou os olhos. Implorou que no mínimo se fosse morrer não doesse muito.
Esperou a dor eminente que nunca chegou. Abriu os olhos, incerta, para dar de cara com um enorme cervo que pulou em cima da aranha. Ta, o cervo podia ser grande, MAS A MERDA DA ARANHA ERA GIGANTE. Abriu e fechou a boca varias vezes, mas não conseguiu emitir som algum. O cervo tentava lutar com a aranha, mas ela era grande demais e...
Lílian gritou meio desesperada ao ver a aranha jogar o cervo longe. Ela pode sentir os olhinhos do animal caído colados nela. Ela tinha o medo estampado na cara, mas por algum motivo não conseguia parar de pensar que conhecia aquele cervo, talvez, de um sonho.
A ruiva teve certeza que assim que o cervo viu sua cara de desespero e medo ele se levantou com uma força fora do normal e voltou tentar machucar a aranha com os chifres. Com muito trabalho ele conseguiu atingir bem em cheio na aranha, fazendo ela soltar um som de dor que fez os ouvido de Lílian estalarem. O bicho peludo e nojento, vulgo a aranha, saiu dali com uma cara meio de vingança.
Lílian não soube bem porque, mas assim que viu o cervo que havia salvo sua vida, por mais idiota que essa frase fosse, se levantou para ajudá-lo. O animal encontrava-se deitado e obviamente machucado. Quando ela se levantou pode ver uma luz envolvendo ele e logo o animal tomou a forma da ultima pessoa que ela esperava naquele momento: Tiago Potter.
Se seu medo pela morte do animal já era louco, seu medo de ver Tiago Potter sangrando no chão foi completamente pirado. Ela correu desesperada até o garoto e se jogou no chão ao seu lado. Ele gemia baixinho de dor e ela pode ver as fortes marcas do conflito estampadas em seu rosto e em todo o seu corpo.
Tiago ao ver os olhinhos verdes esmeralda de Lílian focados nele com tanto medo, tanto pavor, tanta pena. Sorriu de lado tentando ignorar a dor. Se sentou com dificuldade e tocou com cuidado o rosto delicado da garota. Ela sentiu as bochechas corarem com o misero toque do garoto.
- Não duvida do que eu sinto por você, Líli, eu te amo – ele disse sorrindo doce.
Lílian não soube bem o que lhe deu, mas ela praticamente se jogou nos braços do garoto e o beijou intensamente, com um carinho que ela e ele não esperavam. Tiago retribuiu animado, era como a realização de um sonho. Só que o sonho não durou muito, pois logo eles sentiram algo parecido com uma rede se jogar sobre eles. Tiago abraçou a garota como se tentando protegê-la, mas a rede apenas desapareceu levando os dois.
- Vamos, Black, eu acho que ouvi a Lílian.
Diana puxava Sirius pelo labirinto como se ele fosse um cachorrinho. O garoto não reclamava, mas não parecia nada animado com isso. Depois de procurarem muito, Diana se jogou no chão do labirinto com as mãos nos cabelos em um sinal de desespero. Sentiu alguém colocar a mão em seu ombro.
- Ela vai ficar bem – disse o garoto sorrindo de lado para ela.
A menina sentiu todas as estranhas do seu corpo se contorcerem, como Sirius Black tinha esse poder sobre ela? Bufou. Aquilo só podia ser castigo, por que ela não podia sentir aquilo por Lucio, seria bem mais simples? Mas NÃO ela tinha que sentir isso pelo idiota do melhor amigo do seu irmão.
Levantou-se como num pulo e se pos a andar de nariz em pé com um Sirius entediado em suas costas. Pode sentir que a paciência do garoto estava se esgotando. Diana sabia que uma hora ou hora ele ia lhe fazer a pergunta que ela não queria responder. Mais cedo ou mais tarde.
- Por que está fugindo de mim? – ele perguntou parando e batendo o pé.
Droga. Havia sido mais cedo do que ela esperava. Bufou. Ela devia ter colado chiclete na cabeça de Merlin na outra vida, porque ele estava lhe castigando! É, as coisas não eram lá muito fáceis para Diana Potter.
- Eu não estou fugindo de você – mentiu Diana sem olhar para ele.
- Ah é, e isso é o que? – ele perguntou puxando-a pelo braço de um modo que seus olhos se encontrassem.
Ela engoliu em seco ao sentir aqueles olhos tão negros perfurando os seus castanhos esverdeados. Parecia estar-se travando uma luta ali. Sirius tentando decifrar sua idéia e ela tentando escondê-las a todo o custo. Nunca foi boa nisso. NUNCA. Por isso aquela droga de chapéu queria mandá-la para a Grifinoria, ela era uma péssima Sonserina, sim ela era.
- Por que se importa? – perguntou tentando ser indiferente, mas sua voz vacilou e estava claro o temor.
- Não sei – disse ele tocando com cuidado no rosto da garota.
Nenhum dos dois teve muito tempo para pensar em outra coisa. Sirius a puxou com delicadeza pela cintura num ato de pose e colou seus lábios nos da garota. Ela sentiu por alguns segundo que podia voar. Ele a segurava tão firme que ela achou impossível que algum mal a atingisse. Parecia impossível que alguém ousasse perturbá-la nos braços de Sirius Black.
O garoto por sua vez sentiu seu estomago dançar tango com seu coração. Ela parecia tão delicada. Parecia capaz de se quebrar em seus braços. Nunca pensou em Diana Potter tão indefesa e frágil como naquele momento, em seus braços. Parecia que ele precisava protegê-la de tudo e de todos. De qualquer um que pudesse machucá-la.
Não muito longe dali Remo Lupin e Erica Marsh encontraram-se sentados um apoiado às costas nas costas do outro. Nenhum dos dois parecia nervoso ou com medo, eles apenas conversavam distraídos.
- Sua vez – Remo falou calmamente.
- Manda a pergunta – Erica disse rindo, eles estavam fazendo perguntas para saberem um pouco mais um do outro.
- Por que fica mudando de estilo o tempo todo? – ele perguntou calmo.
- Não entendi – disse Erica esticando o pescoço para ver a cara de Remo.
- Sabe, eu já te vi roqueira, patricinha, cdf, baladeira e outras coisas, agora Hippie, sei lá, é estranho, por que faz isso? – ele perguntou olhando distraído para os olhos azuis piscina da garota.
- Não sei direito, é um modo de me descobrir, sabe, quem eu realmente sou – ela disse pensativa.
- Já pensou em ser você mesma? – ele perguntou franzindo o cenho.
- É o que estou tentando fazer, procurando um estilo que combine comigo – disse ela como se fosse obvio.
- Se você for você mesma não vai precisar procurar nenhum estilo – disse ele dando de ombros.
- Tudo bem, minha vez da pergunta, e quem eu sou, Remo Lupin? – ela perguntou sorrindo de lado.
- Er... Bem, você é... – ele engoliu em seco ao sentir aquele belo par de olhos azuis colados nele – você é uma garota bonita, mas que apesar disso é inteligente. Você é engraçada e está sempre de bom humor. Você se preocupa demais apesar de querer parecer muito calma. Você é super protetora com a Nikki e a Diana. Você... Bem, você é realmente muito legal.
- AH ta! – disse ela sorrindo maroto de um modo que fez ele corar violentamente – se importa que eu faça outra pergunta agora?
- Vá em frente – disse ele dando de ombros.
- Remo Lupin, - disse Erica com sua voz mais sexy possível – há quanto tempo o senhor está loucamente apaixonado por mim?
Remo engasgou e começou a tossir loucamente fazendo a garota jogar a cabeça para trás e gargalhar como em poucas vezes gargalhou. Ele estava muito vermelho e tentava inutilmente controlar a cor do seu rosto.
- Não fica assim, diferente da maioria eu não tenho muita vocação para enrolar, – riu a garota – mas ainda quero uma resposta.
- Bem... desde o primeiro ano – arriscou o garoto olhando para o teto.
- Boa resposta – sussurrou ela em seu ouvido.
Remo não teve muito tempo para fazer alguma coisa, pois Erica o puxou pelo rosto e começou a beijá-lo com ferocidade. De inicio ele não pode negar que se assustou, mas ao pode também negar o quanto àquela garota fazia ele se sentir bem. Retribuiu o beijo com o mesmo fervor da garota. É, ele era loucamente apaixonado por ÀQUELA Erica Marsh.
- Qual o seu problema? – ele perguntou bravo.
Diana andava com as mãos nos cabelos tentando esquecer o beijo. Queria esquecer. Mas Sirius não deixava. Ele andava atrás dela pisando fundo. Com certeza não ficou nada feliz em ser empurrado longe quando o beijo acabou. Tudo bem, ela havia gostado, MUITO. Mas não podia gostar, não podia, por que Sirius deixava as coisas tão difíceis para ela.
- Qual o seu problema? – ele repetiu a pergunta, só que dessa vez a segurando com força pelos braços.
A menina sentiu aqueles olhos tão negros sobre ela. Eles lhe passavam uma mistura de raiva e dor. Ele... ele era perfeito. Sentiu seus olhos arderem. POR QUE AS COISAS TINHAM QUE SER TÃO DIFICEIS PARA ELA? Controlou as lágrimas que queriam cair. Ela podia não ser uma sonserina nada, mas havia aprendido algumas coisas naquele lugar, uma delas era esconder seus sentimentos, não era muito boa nisso, principalmente em momentos como aquele, mas teria que dar um jeito.
- Meu problema é você – disse ela tentando lutar contra a lagrima que queria cair.
- Droga, Diana, não aja como se você não tivesse sentido aquilo, porque eu sei que sentiu, eu e você... – ele começou.
- Eu estou com Lucio – disse ela tentando controlar o nojo de tais palavras.
- Qual foi? Ele é um louco lunático e quer matar agente, quer matar a Lílian e... – Sirius ia dizendo.
- E eu amo Lucio Malfoy! – ela disse fazendo Sirius parar bruscamente e olhar fundo nos olhos dela – Eu sei que o que ele está fazendo é errado, mas nós vamos conversar e ajeitar as coisas.
Sirius a fitou. Diana engoliu em seco. A menina tentou manter a expressão seria, missão comprida. Ele suspirou derrotado se pos na frente dela e começou a andar. Não antes de olhar para ela mais uma vez. Com o coração partido. Com o coração em pedaços. Sem imaginar que o coração dela também não estava em suas melhores condições.
- Sabe, o Malfoy é um cara de sorte. Espero que vocês sejam MUITO felizes – disse Sirius tão sincero que chegou a assustar a garota.
Ele começou a andar deixando a garota para trás. Ela não sabia se o acompanhava ou se simplesmente se jogava no chão e chorava. A segunda opção parecia a mais provável, mas aceitou a primeira, era mais honrada. Segui Sirius de uma certa distancia e de cabeça baixa. Ela viu uma luz não muito longe dali, era o fim do labirinto. Sirius lhe olhou pela ultima vez.
- Bem, parece que é o fim – disse ele com uma voz carregada de ambigüidade.
- Eu acho que sim – disse ela abaixando a cabeça.
Sirius sorriu triste e voltou a andar com a garota lhe seguido. Quando em fim ele pos o pé fora do labirinto, Diana olhou para ele, lá fora, era o fim de tudo. Estava hesitando sair. Mas algo a fez sair o mais rápido possível. Crabb e Goyel seguravam Sirius pelos braços e o puxaram violentamente.
Na:/ O.k, senti uma proposta de assassinato vindo da Bárbara. Tudo bem, primeiro agradece as suas amigas por estarem lendo a fic, isso é ótimo, serio. Segundo, quanto a o Snape ser um merda (assumo que também odeio ele as vezes) ele vai continuar sendo um merda para sempre, não tem como fugir disso, só que ele num vai pegar tanto assim no pé do Harry. Vai pegar, afinal, ele é da grifinoria e tudo mais, mas não tanto, ele só vai marcar em cima com freqüência pelo fato de ser amigo dos pais de Harry e não parecer preferência, saca? Não se preocupe, eu vou dar um jeito nisso. Leli, respira, inspira, conta até dez e guarda a arma... :*
