Propostas
Diana não pensou duas vezes em correr para fora do labirinto. Seus olhos se esbugalharam. Havia uma enorme "gaiola" onde estavam Remo, Erica, Nikki, Severo, Lílian, Tiago e Pedro, agora jogavam Sirius lá dentro também. Ela olhou assustada para sua volta. Crabb e Goyel riam bobamente, sentiu Belatriz arrancar a varinha de suas mãos e junto com Narcisa segurá-la firme. Viu Bernice olhando decepcionada para ela ao lado de Evan, que suspirava triste. Rodolfo apenas sorria presunçoso, mas o pior olhar foi o ultimo.
Lá vinha Lucio, ele pegou a varinha de Diana que Belatriz havia lhe jogado. Olhou para ela. Aqueles olhos azuis acinzentados pareciam perfurá-la de um modo doloroso. Ele se aproximou sem receio, olhou para ela, olhou fundo nos olhos castanhos esverdeados dela.
- Soltem-na – mandou.
Meio contra a vontade Narcisa e Belatriz obedeceram e jogaram Diana no chão. Lucio olhou para ela, caída no chão, sorriu de lado e esticou a mão. A garota não aceitou e tentou se levantar por si só, mas ele não deixou, a puxou de qualquer jeito pelo braço, com violência.
- Não encosta na minha irmã, Malfoy – berrou Tiago irritado.
- Me poupe, Potter. – disse Lucio girando os olhos, mas logo os pregando em Diana – Boa escolha, Diana, você não é muito boa nisso, quero dizer, nesse lance de escolher o lado certo, não é? – ela não respondeu – Tudo bem, não podia ser esperta e bonita, afinal, não é? – ele riu debochado.
A garota não ousou abrir a boca, por um segundo, ela sabia o que fazer, sabia como virar o jogo, e ela não ia precisar nem falar, Lucio faria para ela. Ta bom, ia ser uma coisa covarde e nojenta, mas era tudo ou nada afinal de contas.
- Está arrependida de suas escolhas, Diana? – ele perguntou olhando para ela, a menina apenas abaixou a cabeça – Isso já me responde o suficiente. – murmurou em seu ouvido – O que acha de eu ser bonzinho?
- Impossível? – arriscou Diana de um modo que só ele ouvisse.
- Tem razão. – disse Lucio sorrindo maroto – Mas você sabe que eu sempre acabo fazendo o que você quer. Quem sabe se você me pedir com jeitinho eu não te salve dessa morte eminente? Se você concordar com aquela minha proposta de sexta, de nós darmos um passo a mais no nosso relacionamento – a voz dele estava carregada de malicia e ele falava em seu ouvido, Diana pode ver Sirius olhando para ela, triste.
- Eu posso pensar no assunto – disse ela charmosa.
- Você não está em condições para pensar – disse ele debochado.
- Eu acho que posso aceitar então – disse ela sorrindo de lado, Lucio pareceu se dar por satisfeito.
- O que acha disso, Potter? – Lucio perguntou puxando Diana pela cintura – O que acharia se eu te dissesse que sua irmãzinha estava me ajudando a trazer todos vocês para cá?
- COMO É? – Todos na gaiola mais Belatriz e Narcisa perguntaram pasmos.
- Eu imaginei – disse Bernice dando de ombros.
- Bem sua cara, Diana – disse Evan sorrindo.
- Eu não estava sabendo desse plano, Lucio – disse Rodolfo serio.
- Você nunca sabe de nada, Rodolfo – debochou Diana.
- Isso é piada? – Tiago perguntou pasmo.
- Não, Potter, é a dura realidade – disse Lucio puxando Diana ainda mais para perto de si.
Diana olhou de esgueira para a gaiola. Pode ver o olhar pasmo de Erica, a cara de choro de Nikki, o medo estampado na cara de Lílian, a tristeza clara nos olhos de Tiago, a falta de esperança presente nas feições de Remo, o olhar medroso de Pedro, a cara de interrogação de Severo e por ultimo e olhar decepcionado de Sirius e esse foi o que mais lhe doeu naquele momento.
- Vamos deixar nossos convidados descansando, - disse Lucio sorrindo – vamos entrar, Diana?
- Claro – disse a moreno sorrindo de lado.
- Crabb, Goyel, tomem conta deles – disse Lucio sorrindo de lado.
- Não confio em você – rosnou Belatriz puxando Diana pelo braço.
- E quando você confiou? – debochou Diana puxando o próprio braço longe e seguindo Lucio de perto.
Eles saíram deixando apenas Crabb e Goyel tomando conta da gaiola, os dois estavam tão perdidos em sua conversa que não repararam que os prisioneiros também conversavam.
- Isso é impossível – disse Tiago se jogando no chão.
- Me parece bem possível agora – disse Remo triste.
- Eu vou morrer – choramingou Pedro.
- Isso só pode ser brincadeira – resmungava Erica.
- Se for, não achei a menor graça – bufou Nikki.
- Acabou tudo – disse Lílian nervosa.
- A Di não faria isso com agente – disse Severo incrédulo.
- Ela acabou de fazer – disse Sirius ressentido olhando triste para a entrada do labirinto onde antes ele estava com Diana.
Lucio e os outros entraram em uma espécie de cabana com vários cômodos e totalmente enorme por dentro, sendo que por fora não era lá grande coisa. (Na:/ Tipo as da copa de quadribol no 4º livro, sabem?). Bernice não pensou duas vezes e foi logo adentrando no lugar sem preocupação, Evan a seguiu tranqüilamente. Rodolfo olhou de esgueira para Belatriz que ao sentir o sorrisinho superior de Diana saiu andando pelo lugar com ele em sua cola. Narcisa olhou para Lucio.
- Eu... – ela arriscou.
- Pode ir, Narcisa – disse Lucio calmo, Diana sorriu superior fazendo um movimento com a mão para que Narcisa saísse e a loira saiu pisando fundo.
Lucio olhou se esgueira pra Diana, sorriu e praticamente a jogou em um sofá atrás deles. A garota engoliu em seco quando sentiu o loiro sobre ela no sofá, ele lhe beijava ferozmente. Diana estremeceu ao sentir a mão de Lucio correr por sua barriga que já estava meio que toda de fora, já que ela rasgou a blusa para estancar o sangue de Sirius.
Sirius, ela tinha que pensar nele naquele momento? Droga. Aquele olhar decepcionado dele cortou seu coração, doeu mesmo, de verdade. Ele parecia acreditar tanto nela e foi como se... acabasse. Acabasse tudo. A confiança. O carinho. O inicio da amizade. O amor. Ah essa ultima ela se perguntava se um dia existiu. Bufou.
Lucio beijava seu pescoço sem pedir muita permissão, mas quem se importava com seu pescoço, aquele loiro safado estava com a mão segurando sua perna com força. Ta, perna era um modo educado de chamar a coxa, bem perto da bunda. Bufou. Empurrou a mão dele dali fazendo ele para o beijo instantaneamente e olhar frio para ela.
- Achei que tínhamos um trato? – ele enrugou a testa.
- E temos, mas qual é o seu problema, Lucio, um pouco de romantismo não faz mal a ninguém, - disse ela o empurrando longe e se sentando emburrada no sofá – você pretende ficar comigo aqui? Num sofá? Com a vaca da Narcisa e a psicótica da Belatriz podendo aparecer a qualquer momento!
- Ta legal, desculpa, - disse ele a puxando pelo queixo e lhe dando um selinho – vamos fazer isso direito então.
- O que quer dizer? – Diana perguntou assustada.
- Eu sou legal com você, Diana, tem um quarto aqui, agente vai e resolve esse assunto – disse Lucio se levantando e esticando a mão.
- Lucio... – gaguejou ela.
- E depois, quando chegarmos em Hogwarts, anunciamos nosso noivado – disse ele dando de ombros.
- Estamos NOIVOS? – Diana perguntou se levantando num pulo.
- Estamos, e quando sairmos da escola nos casamos – disse ele sorrindo de lado e tirando uma caixinha do bolso.
Diana esbugalhou os olhos quando Lucio abriu a caixinha e nela havia uma aliança prata com um enorme diamante do centro. Ele enfiou o anel sem pedir permissão no dedo dela e sorriu satisfeito. Diana podia sentir o peso daquela pedra em seu dedo. Olhou assustada para o loiro.
- Quando você programou tudo isso? – ela perguntou pasma.
- Quando eu prendi seus amigos pela primeira vez, você não tinha aparecido para a missão, eu imaginei que fosse atrás deles, - disse Lucio calmo – eu te conheço Diana, sabia o que tinha em mente, mas eu também sabia que você não conseguiria, sabia que ia se arrepender de ter me trocado pelo Black.
- Eu não... – Diana começou incerta.
- Eu sei. – disse Lucio calmo – Sei que não me trocou por aquele verme, de verdade. Você é esperta Diana, só estava confusa, queria saber como era estar do outro lado e você esteve, mas voltou, tomou sua decisão. Você me escolheu ao Black, isso para mim já basta.
- Se eu o tivesse escolhido? – Diana arriscou.
- Eu o mataria, - disse Lucio sorrindo e tocando no rosto dela – você é minha, Diana, SÓ minha e de mais ninguém.
Diana engoliu em seco naquele momento. Aquilo foi bem maníaco. Aquilo foi bem assustador. Aquilo foi bem... Lucio. Engoliu em seco, era seu pescoço ou o de seus amigos, ela gostava um bocado do seu pescoço. Deu de ombros, talvez... É, ela sabia o que fazer.
- Quando vamos dar cabo na Evans? – Diana quis saber.
- Essa é minha garota, - disse Lucio animado – hoje à noite, não podemos sumir por muito tempo de Hogwarts.
- Como vamos...? – Diana começou.
- Nós vamos ser bonzinhos, só um Avada Kedavra nela e nos outros, sem muito sangue, só corpos mortos – disse Lucio calmo.
- Nos outros também? – Diana perguntou surpresa.
- É a vida, amor, eles sabem demais, concorda? – Lucio perguntou.
- Claro – disse Diana dando de ombros.
- Mas primeiro agente mata a Evans na cara do seu irmão, sabe, quero um sofrimento lento, um de cada vez – disse Lucio sorrindo cruel.
- Isso é tão sua cara – disse Diana girando os olhos.
- Obrigado – sorriu Lucio.
- Lucio, já está anoitecendo – comentou Diana.
- É, mas dá tempo da gente se divertir um pouquinho antes lá naquele quarto que eu te falei – disse ele sorrindo malicioso e a puxando pela cintura.
- Lucio, agora não, é melhor darmos uma olhada nos prisioneiros, Crabb e Goyel não devem estar fazendo um bom trabalho – comentou ela se soltando.
- Vai na frente, eu vou chamar os outros – disse Lucio saindo tranqüilamente.
Diana não pode evitar sorrir de lado. Assim que Lucio saiu andando ela respirou fundo e olhou meio incerta para o lado de fora da tenda. Engoliu em seco. Teria que fazer isso uma hora ou outra. Saiu. Sentiu os olhares de Tiago e dos outros sobre ela. Engoliu em seco e caminhou até Crabb e Goyel.
- Eles não tentaram fugir? – Diana perguntou não olhando para o irmão nem os demais.
- Claro que não, como fugiriam? – Crabb perguntou olhando para ela como se fosse louca.
- Isso porque vocês são excelentes guardas – ironizou Diana.
- Claro que sim – Goyel concordou bobamente fazendo a menina bufar.
- DIANA, COMO VOCÊ PODE? – berrou Tiago.
A garota olhou triste para o irmão. Ele lhe olhava meio desesperado, pode ver Lílian tentando acalmá-lo, a ruiva estava com a cabeça a premio e tentava acalmar seu irmão, e ela, o que fazia? Bem, ela traia a todos, muito honrado da sua parte, ironizou a si mesma por pensamento.
- E ela ainda voltou com o Lucio, Potter, legal não é? – gargalhou Crabb.
- Diana, você mostrou para eles, esse seu trabalho de espiã foi muito legal – disse Goyel admirado.
- Então, foi tudo mentira? – Sirius perguntou olhando fundo nos olhos castanhos esverdeados da garota, ela podia entender exatamente o que Sirius queria dizer.
- Lógico, Black, o que você pensou? – Goyel perguntou rindo.
- Você enganou eles muito bem, Diana – disse Crabb gargalhando.
Diana sentiu por fim os olhos de Nikki sobre ela. Engoliu em seco. Nikki enrugou a testa e a fitava com atenção. Diana soltou o ar com cuidado fazendo Nikki bufar. As duas se fitaram. Era melhores amigas desde sempre, nunca mentiam uma para a outra, nem conseguiam fazer isso. Talvez por esse fator, Nikki sorriu de leve para a amiga, passaram poucas e boas juntas.
- Diana, – Lucio chamou saindo da cabana acompanhado dos demais – está na hora, você...
- Eu vou ficar, Lucio – disse Diana dando as costas para os prisioneiros e se colocando ao lado de Lucio, segurando o braço do loiro como uma garotinha indefesa, Lucio apenas sorriu para ela e lançou um olhar superior para Sirius.
Novamente Diana sentiu aquele par de olhos negros pousarem nela, engoliu em seco, tremeu na base, sentiu o sangue gelar e o medo dominá-la, viu claramente o desapontamento nos olhos dele, tão claros para ela, chagava a assustar. Mais uma vez engoliu em seco abraçando com mais força ainda o braço de Lucio. Certas decisões eram difíceis de serem tomadas.
- Diana – Tiago chamou.
A menina olhou para ela. Seu irmão. Seu irmão gêmeo. Os olhos da mesma cor que os seus, castanhos esverdeados, brilhando, brilhando como se implorasse algo. Ele acreditava nela. Algo nele ainda acreditava nela. Como ele podia ser tão ingênuo? Como ele podia acreditar nela quando nem ela mesma acreditava. Diana olhou para a gaiola. Para sua surpresa todos, com exceção talvez de Pedro, pareciam ainda acreditarem nela. Ainda confiarem. Nossa. Como podiam?
- Você sempre tem bons planos, Diana, - disse Nikki olhando para a melhor amiga – espero que dessa vez não seja diferente.
- Não é – disse Diana se dirigindo pela primeira vez a um dos prisioneiros.
- Certo, - disse Lucio sorrindo para ela – quem gostaria de dar cabo na Evans?
- Eu – disse Belatriz sorrindo de lado – vou fingir que é você, Potterzinha.
- Estou me sentindo honrada – ironizou Diana fazendo Belatriz fazer uma careta.
Bela foi se aproximando lentamente da gaiola. Crabb e Goyel tentaram puxar Lílian da gaiola, mas Tiago a prendia com desespero. Lucio entediado com o ato simplesmente lançou um feitiço fazendo a ruiva surgir do lado de fora da gaiola sem a proteção de Tiago, que apenas se colocava contra as barras de ferro com um olhar desesperado. Lílian se via jogada no chão e pode ver o sorriso maníaco de Belatriz.
Diana pode ver o olhar de Lílian sobre ela. Um olhar de medo, pavor, e mais do que isso, esperança. Ainda havia alguma esperança ali. Em algum lugar. Como isso podia ser possível? Engoliu em seco. Diana fechou os olhos. Era o melhor a se fazer. Sentiu Lucio segurar sua mão e sorrir para ela. Sorrir como uma cobre traiçoeira que era o que ele era. Estremeceu. Ele era uma cobra e naquele momento ela também.
A jovem Potter pode ver seu irmão. Com lagrimas nos olhos olhando para a ruiva. Ele chorava, chorava como uma criança, chorava como ela nunca o viu chorar antes. Tentou fechar os olhos novamente, mas eles não se fechavam, eles colaram em Sirius. Tão lindo, tão perfeito, tão maravilhoso. Ele olhava diretamente para ela. Ele olhava triste para ela, mas ela conseguia ver algo naquele olhar, ele parecia querer abraçá-la, confortá-la, protegê-la. Parecia conseguir ver o medo nos olhos dela. Parecia querer tomar contra dela apesar do que a própria estava fazendo. Ele ainda a amav... apesar de tudo. Seus olhos brilharam em puras lagrimas. Uma lagrima solitária escorreu pelo seu rosto delicado.
- Bem, adeuzinho Lílian Evans. – sorriu Belatriz cruel para uma Lílian jogada no chão que tremia como uma criança indefesa - Avada Kedavra!
Na/: NÃO ME MATEM. LEMBREM QUE EU ESCREVO A FIC, SE ME MATAREM NÃO VÃO SABER O QUE ACONTECEU? Leli? Bárbara? Calmas? Felizes? Eu tou viva? Graças a deus, mais alguns dias de vida *ufa*, bem, agradeço a Sra. Potter por estar acompanhando a fic e mandando sua opinião e as minhas duas leitoras mais perturbadas, vulgo Leli e Bárbara. Amo vocês! A fic ta chegando ao fim e eu agradeço muito a vocês, apesar dos momentos assassinos das duas
