Morrendo Acordado

A dor eminente, dor insuportável e louca. Ela se contorcia e berrava implorando para que parasse, mas não parava. Todos os olhares voltaram-se para uma única pessoa. Diana Potter. Diana havia lançado um Cruccio em Belatriz a atingindo bem na hora que ela lançou o feitiço em Lílian, fazendo o mesmo bater longe. Belatriz se contorcia em pura dor.

Diana não pensou duas vezes. Olhou para o Lucio caído no chão. Ela o havia empurrado para lançar o feitiço em Belatriz. Ele a olhava pasmo, mas ela sabia que logo isso mudaria, viraria ódio. Bufou. Não pensou mais. Correu feito louca, empurrando Crabb e Goyel que tentavam pegá-la, a mando de Narcisa, lançou um feitiço rápido em Rodolfo arrancando as varinhas dos seus amigos da mão dele e em seguida atirou com tudo na jaula fazendo a porta estourar.

Tiago e os outros correram para fora dali. Ele correu até Lílian que estava jogada no chão e a abraçou com força, como se tivesse medo de perdê-la. Diana correu até Nikki e se pos ao lado da amiga que a olhava com raiva.

- Esse era seu plano brilhante? – reclamou Nikki.

- Você por acaso tinha idéia melhor? – protestou Diana.

- Meninas, acho que temos problemas maiores agora – disse Erica incerta.

Era verdade. Lucio e os outros já estavam recuperados do choque e Belatriz olhava furiosa para ela. Obviamente Rodolfo a havia libertado do feitiço. Eram só 8 e eles eram 9, isso seria vantagem? Não naquele caso, alguém tinha que tirar Lílian rápido dali e isso os deixaria com 7 e Lucio e seus amigos eram 8. Diana bufou. Só havia um jeito de resolver aquilo.

- Joquempô? – Diana perguntou dando de ombros.

- Me parece justo – disse Nikki debochada.

- Mas eu sempre perco – choramingou Erica.

Diana e Erica sorriram cruéis. Sentiam os olharem surpresos sobre elas. Esconderam as mãos e quando em fim as exibiram Diana sorriu triunfante e Erica bufou. Nikki apenas gargalhou.

- Ganhei, eu fico com a Belatriz – disse Diana debochada.

- Eu cuido da Narcisa – disse Nikki comemorando.

- Droga, eu vou ter que dar conta da idiota da Bernice? – protestou Erica.

- Quem você chamou de idiota, Marsh? – Bernice perguntou irritada.

- Você, seu projeto de anta – bufou Erica.

As três meninas sorriram cúmplices. Empunharam as varinhas e cada uma correu em direção a uma das sonserinas. Tiago observou meio atordoado, sua irmã e as amigas duelando tranqüilamente. Belatriz e Diana pareciam resolver problemas antigos. Narcisa apanhava feio de Nikki e Erica e Bernice duelavam pau a pau.

- Certo, e agente? – Pedrinho perguntou assustado.

- Você tira e Lílian daqui – disse Remo rápido – eu cuido do Rodolfo.

- Tudo bem, dou conta de Crabb e Goyel – disse Severo sorrindo.

- O Malfoy é meu – rosnou Tiago.

- Sinto muito, Tiago, - disse Sirius fazendo todos o olharem surpresos – o Malfoy é meu, nós temos contas a acertar.

Sirius nem esperou uma resposta de Tiago ou de qualquer um dos outros. Empunhou a varinha que Diana havia jogado para eles e correu feito louco até Lucio Malfoy. Ele podia sentir o olhar assassino de Lucio sobre ele. É, eles realmente tinham contas a acertar.

- Bem, você cuida do Evan então – disse Severo dando de ombros e correndo até os dois gorilas, apelidados de Crabb e Goyel.

- Eu... – Tiago gaguejou.

- Ele vai ficar bem – disse Remo calmo seguindo até Rodolfo.

- Tiago... – Pedro chamou baixinho.

- Tira ela daqui, Pedrinho – disse Tiago rápido.

- Mas... – Lílian ia protestar.

- Sem "mas", Lílian, eles estão querendo te pegar, não vamos correr esse risco – disse Tiago seguindo decidido.

Lílian olhou assustada ao redor. Pode ver Pedro ao seu lado tremendo. Bufou. Grande ajuda eles haviam lhe oferecido. Saiu puxando Pedrinho de um lado para o outro procurando inutilmente uma saída que fosse, coisa que parecia impossível.

- Bem, Black, parece que temos coisas pendentes – rosnou Lucio.

- Eu prefiro dizer que temos "alguém" pendente, Malfoy – ralhou Sirius.

- Ela é minha, Black, só minha – berrou Lucio tentando acertar um Cruccio em Sirius.

- Isso é o que veremos – gritou Sirius irritado.

- EU TE AVISEI, POTTER!

O duelo de Belatriz e Diana já havia acabado. Bem, pelo menos à parte com a magia. As duas rolavam do chão feito loucas e se espancavam, parecia que simplesmente lançarem feitiços uma na outra não matava o ódio, na base da pancadaria era bem mais satisfatório. Então enquanto Diana esmurrava Belatriz, Belatriz puxava os cabelos de Diana. Era algo realmente assustador.

- MANDEI FICAR LONGE DELE – berrava Belatriz.

- VOCÊ NÃO MANDA EM MIM – gritava Diana.

- Você não sabe com quem está se metendo, sua Vaca – rosnava Belatriz.

- Você que não sabe com que está se metendo, piranha – dizia Diana.

Os outros se saiam bem. Com exceção talvez de Narcisa, que apanhava feio. Lílian continuava a tentar procurar uma saída, mas nada lhe aparecia. Enquanto isso Severo tentava lidar com Crabb e Goyel. Tudo bem que eles não eram lá muito bons em feitiços, mas ainda eram dois contra um. Em um momento súbito ele se viu duelando apenas com Crabb, sua atenção não saiu daí.

Diana que se estapeava no chão com Belatriz pode ver Goyel andando silencioso até Lílian. Engoliu em seco. Belatriz não lhe largava. Com certeza ela também havia notado. Ele estava se aproximando da ruiva. Ela estava de costas. Ele tinha a varinha apontada para a cabeça dela. Só merlin sabe como, mas Diana se soltou de Belatriz pisando com força na sua cabeça e saiu correndo feito uma completa pirada até Lílian. Cada passo que ela dava ela via os movimentos de Goyel. Ele ia lançar um Avada Kedavra!

Lílian notou Goyel tarde demais. Quando ela notou a presença no enorme garoto só teve tempo de empurrar Pedro para longe. Viu a luz verde vim em sua direção. Ia acertá-la. Mas não acertou. Ela se viu caída no chão com um enorme peso sobre ela. Diana. Diana estava caída em cima dela.

Com uma velocidade e uma preocupação fora do normal, Lílian segurou Diana tentando tirá-la de cima de si. A morena estava inconsciente e totalmente fraca em seus braços. Lílian sentiu seus olhos arderem. Não podia ser.

- TIAGO – ela berrou com toda a força.

Foi como se o tempo parasse. Por um segundo. Talvez dois. Ninguém se mexeu. Todos pararam totalmente para olharem para o corpo nos braços de Lílian. O corpo de Diana Potter. Nikki sentiu seu ar acabar. Erica começou a chorar compulsivamente. Remo fechou os olhos com força. Severo viu sua vida passar diante dos seus olhos como um filme em câmera lenta. Tiago apenas olhava a cena, incrédulo, era tão falsa, não podia ser real. Sirius... Sirius por sua vez caiu. Caiu totalmente. Caiu no chão com a mão no coração. Doía. Doía muito. Seus olhos se encheram instantaneamente de lagrimas.

- Foi melhor assim, Diana, eu lhe disse que você era só minha, no final seria você ou o Black – a voz de Lucio ecoou seca.

Tudo fez sentido. Tudo. Sirius parou. Olhou para Lucio. Tudo fez sentido. Ela... ela estava fugindo dele para protegê-lo. Lucio lhe mataria e ela não queria isso, foi sempre por ele. Ela o amava e não queria que ele se machucasse. Logo um carinho e um ódio enorme lhe dominou. Carinho por Diana e um ódio... Ah um ódio por Lucio Malfoy.

- Seu grande... – Sirius começou.

- Você nunca foi boa em escolhas, Diana,você escolheu esse lixo a mim, nem a família dele o quer mais – resmungava Lucio.

- Avada Ke... – Sirius começou.

- Cruccio!

Todos os olhares pararam novamente ao verem Lucio Malfoy se contorcendo no chão em pura dor. Os olhares correram até Lílian, mas precisamente para a pessoa em seus braços. Com a varinha em punho e respirando forçada estava Diana Potter, os olhos meio fechados e a aparecia mais que cansada.

- Di – Tiago berrou e correu até a irmã.

- Eu achei que você... – Nikki começou.

- Qual é? Eu merecia morrer por alguém melhor que o idiota do Goyel. O feitiço pegou de raspão, acho que desmaiei com a queda – disse Diana cansada com os olhos quase fechados.

- Agente precisa te tirar daqui, vocês duas – disse Severo rápido, olhando para Diana e Lílian.

- Ah não mesmo – berrou Belatriz.

- EU QUERO VER QUEM VAI SER O PROJETO MAL ACABADO DE FILHOTE DE HIPOGRIFO MANCO QUE VAI NOS IMPEDIR – berrou Erica fora de si, assustando a maioria ali. Diana apenas sorriu de lado.

- Hipogrifo manco? – riu Diana fazendo Erica sorrir satisfeita.

O olhar de Diana encontrou o de Sirius. Ele parecia que havia acabado de receber um bom balde de água depois de dar três voltas, correndo, ao redor do mundo. Sorriu de leve para ele, mas não teve muito tempo. Sua cabeça girou e tudo se apagou antes que ela tivesse chance de pensar, falar ou fazer mais alguma coisa, mais qualquer coisa.

- Diana?

Rejeição. Tristeza.

- Di?

Medo. Decisões.

- Filha?

Família. Amigos.

- Hei?!

Carinho. Afeto.

- Dizinha?

Amor. Mais medo. Mais amor.

- DIANA!

Escuro. Silencio.

- Por favor...

Uma luz. Uma lagrima.

- Acorda, por favor...

Alguém. Figuras. Luz!

A Luz correu por seus olhos ardendo. Ardendo muito. Aquele lugar era claro. Claro demais. Piscou algumas vezes. Não conseguia distinguir as pessoas a sua frente, mas sentiu alguém pular nos seus braços e a abraçá-la com força. Perfume de rosas. Nikki.

- Nicole – chamou baixinho com a voz muito rouca.

- DIANA!

Nikki a abraçava com força. Já sabia onde estava. Estava na enfermaria. Pode ver Erica sentada ao lado da sua cama com um enorme sorriso na face. Severo atrás dela lhe sorria animado. Viu seu pai. Ele tinha lagrima nos olhos. Sorriu de leve para ele. Atrás do seu pai estava Dumbledore, ele lhe lançava um sorriso orgulhoso. Ia falar algo, mas não pode.

A porta se abriu com um estrondo, por ela surgiu sua mãe. Ela não aprecia feliz ou tranqüila. Parecia enfurecida e brava demais. Tiago atrás dela parecia tentar conte-la. A mulher correu até Diana e a ergueu pela gola na roupa, mesmo estando em uma enfermaria de colégio, Louise Potter não era nada sutil.

- EU SEI QUE A CULPA É SUA! – berrava a mulher.

- Do que está falando? – Diana perguntou calmamente. Sentia os olhares nervosos ao seu redor.

- SEI QUE ARMOU PARA SEU IRMÃO. VOCÊ IA MATÁ-LO, EU SEI – berrou Louise.

- Está enganada, se eu fosse armar para matar alguém, seria você, não ele – disse Diana sem mais emoção empurrando a mãe para longe.

- VOCÊ SEMPRE TEVE INVEJA DO TIAGO, SEMPRE, VOCÊ QUERIA ACABAR COM TUDO QUE EU PLANEJEI E CONQUISTEI, EU SEI – berrava Louise.

Diana sentiu seus olhos arderem. Porque tinha que ser tão insuportável ouvir isso da sua própria mãe. Certo, já havia escutado coisa piores dela. Mas aquilo era o cumulo. Não ia chorar. Não podia chorar. Não na frente dela. Não. Ela tinha seu orgulho. Mas estava ficando difícil.

- CHEGA LOUISE. – berrou seu pai, surpreendendo a todos ali – Eu estou fasto. Cansei. Some. Vai para casa. Lá agente conversa.

- Eu... – Louise começou pasma.

- Você tem 5 segundos para sumir ou eu mesmo faço isso – rosnou Richard.

Louise fez menção de falar mais alguma coisa. Mas acabou apenas bufando e saindo da enfermaria pisando fundo. Diana olhou pasma para o pai. A expressão dele aliviou assim que a esposa saiu. Ele sorriu tranqüilo para a filha. Foi até ela e beijou o alto da cabeça com carinho.

- Estou orgulhoso de você – disse ele por fim e em seguida saindo andando.

- Di... – Tiago correu até a irmã e a abraçou com força.

- Professor, foi o Lucio e os outros, eles... – Diana começou.

- Agente já falou, Di. – disse Nikki brava.

- Mas não podemos provar, o diretor não pode fazer nada – disse Erica triste.

- Mas eu duvido que o Malfoy e os outros cheguem perto de vocês, eu garanto – disse Dumbledore calmo.

- Eu garanto isso, professor – rosnou Severo.

- Vou começar providenciando que as três senhoritas e o senhor Snape mudem de quartos – disse Dumbledore calmo.

- Como é? – Erica perguntou animada.

- Eu vou arrumar um quarto para vocês três fora do salão comunal, - disse ele olhando para as meninas – e para o senhor também, Sr. Snape.

- AH, DUMBI, VOCÊ É 10 – disse Nikki animada.

- Obrigado, srta. Vega, mas seria ridículo mantê-los no mesmo dormitório deles, concordam? – Dumbledore perguntou sorrindo.

- Plenamente – Severo disse animado.

- Bem, se me dão licença, - disse Diana se levantando – eu cansei desse lugar, vou dar uma volta.

- Mas... – Tiago tentou protestar.

- Eu preciso ficar um pouco sozinha – disse Diana sorrindo triste para o irmão e saindo da enfermaria com os olhares preocupados dos amigos em suas costas.

Na:/ Eu estou viva? Meu deus, nunca fui tão ameaçada em toda a minha vidinha. É, parece que eu não matei a Lílian :P oueiuoieauoiaeuioae, bem esse é o penúltimo capitulo, garotada. Eu ia portar ontem, mas o pc deu teco e eu quase perdi todos os arquivos, graças a deus ta tudo bem, já pensou vocês sem esse capitulo? :p valeu pessoas