Epílogo
Alguns anos depois...
Uma bela mulher de seus vinte e poucos anos, cabelos muito negros e olhos castanhos esverdeados se encontrava de pé inclinada em um berço. Nele uma linda menininha dep ouço menos de 1 ano dormia profundamente, apesar da pouca idade, dava para se ver o cabelo muito negro que tinha um contraste perfeito com a pele branca como cera da menina. A mulher sorria doce e cantava em uma voz doce e calma uma cantiga.
- Diana! – a porta foi aberta em um estrondo.
Diana Black virou-se brava para o marido. Sirius Black. Se é que era possível ele estava ainda mais bonito. Os cabelos negros, olhos da mesma cor, corpo invejável, esse era Sirius Black, o sempre lindo Sirius Black, mas naquele momento ele tinha uma expressão perturbada e preocupada.
- Fala baixo, Sirius, a Elaine já dormiu – disse Diana girando os olhos.
- Então... Di, vem aqui fora, agente precisa conversar – disse Sirius nervoso, olhando preocupado para a filhinha.
A mulher bufou e girou os olhos. Se levantou lançando um ultimo olhar para a filha, um olhar carinhoso, seguiu silenciosa com Sirius até a sala elegante e grande da casa. Diana encostou entediada na parede e olhou para o marido como se esperasse alguma explicação. Sirius respirou fundo, e passou a mão pelo rosto.
- Diana, eu não tenho muito tempo, tenho que ir atrás do Pedro eu acho que ele ta armando alguma – Sirius começou.
- Olha, você e os outros estão nervosos desde que essa historia de Voldemort estar atrás da Lílian e do Tiago começou, eles estão bem, o Harry também, estão todos bem – dizia Diana entediada.
- Eu acho que o Pedro vai nos trai – disse Sirius rápido.
- Pirou Sirius? Ele é o guardião do segredo – debochou Diana.
- Ele só foi o guardião porque o Severo e o Remo estavam me marcando, e eu marcando eles, então sobrou pro Pedro, mas eu acho que... – Sirius começou.
- Deixa de neurose, Sirius, o Pedro é um covarde ele nunca faria nada que pudesse pro em risco sua... – Diana parou – ESPERA AI, SE ELE É UM COVARDE COMO FOI ACABAR COMO GUARDIÃO DE UM SEGREDO DESSES?
- Esse é o ponto, chuchu – debochou Sirius.
- Temos que fazer alguma coisa, Sirius, ele vai atrás do Voldemort e dos aliados dele – disse Diana nervosa.
- Temos uma virgula, meu amor eu vou, você fica – disse Sirius.
- Ta maluco? É meu irmão, Sirius – berrou Diana.
- Eu não vou perder você nem a Ellie, você fica, eu vou atrás do Pedro – disse Sirius serio – só vim para lhe avisar que não é para você sair de jeito maneira dessa casa e... e para te ver mais uma vez.
- Sirius... – choramingou Diana.
- Via ficar tudo bem – disse ele se aproximando e tocando a face da mulher – eu prometo.
- Sirius... – disse Diana pela ultima vez, com lagrimas nos olhos.
Sirius virou de costas e começou a andar. Cada passo que ele dava uma lagrima escorria dos olhos de Diana. Seu coração apertou. Sentia que podia ser a ultima vez que o veria. Sentia que algo podia acontecer, algo que não lhe agradava em nada. Ele saiu. Ela caiu no chão em desespero, lagrimas nos olhos, o coração doendo. Doía, doía muito.
- Severo, a Daphne ta chorando, o que eu faço? – choramingava uma bela mulher de cabelos muito negros e compridos, com leves ondas nas pontas e olhos da mesma cor. Em seus braços um bela menininha histérica, cabelos negros e olhos da mesma cor chorava como louca.
- Se acalme, Nicole, você está deixando ela nervosa – dizia Severo rindo. Ele ainda não era lá muito bonito, continuava com o nariz grande, mas os cabelos não eram mais oleosos e parecia que a felicidade lhe caia bem.
- Mas ela ta chorando – chorava Nikki assustada.
- Me dá ela aqui... – dizia Severo calmo pegando a menina com cuidado no colo – calma, meu anjinho, calma.
Parecia que ele havia dito palavras mágicas, pois instantaneamente a menina havia parado de chorar. Ele sorriu superior para a esposa que apenas bufava. Colocou a menina com cuidado no berço e saiu silencioso com a esposa do quarto todo rosa da garota. Assim que chegaram à sala os dois se jogaram no sofá com sorriso felizes na face.
- Sabe, eu acho que nunca fui tão feliz – Severo disse sorrindo.
- Nem eu, nós tivemos sorte, heim? Temos uma filha linda – riu a mulher.
- É, por sorte ela nasceu com seu nariz – gargalhou Severo abraçando a esposa que também gargalhava.
Os risos foram rapidamente abafados por um trovão alto e forte. Nikki praticamente se jogou em cima do marido, assustada, Severo olhou nervoso para o céu, parecia ter um tom avermelhado, ele se levantou em um pulo, ouvia a filha chorar assustada do quarto.
- Isso não é bom – disse Severo.
- Mal pressagio – choramingou Nikki.
Em uma casa um pouco afastada das demais, uma casa menor e mais humilde, mas nem de longe mais bonita. Nela, uma mulher de cabelos muito negros e olhos azuis piscina sorria e andava de um lado para o outro saltitando, enquanto um homem de cabelos castanhos e olhos cor de mel assisti a tudo girando os olhos, nos braços dele um menininho de cabelos castanhos claros e os olhos da mãe, do mesmo tom azul, assistia a tudo rindo, ele não devia ter muito mais que um ano.
- Remo, vamos lá, animação – ria Erica.
- Alguém tem que dar o exemplo de normalidade ao pequeno Jake – ria Remo.
- Eu aposto que ele ta gostando – riu Erica.
- Não a duvida – gargalhou Remo.
O casal ouviu o trovão. E viu o céu avermelhar-se instantaneamente. Trocaram olhares cúmplices. O pequeno Jake tinha os olhos colados no céu, não parecia assustado, apenas preocupado, talvez preocupado demais para uma criança de 1 ano, mas era assim que ele assistia a tudo.
- Isso não é bom – garantiu Erica.
- E sinto que só vai piorar – disse Remo entregando o filho para a mulher e pegando a varinha de um bolso.
Não tiveram muito tempo para mais conversas. Ouviram um estrondo e com ele a porta se abriu. Remo se pos na frente da mulher quando viu o vulto preto entrando na casa. Mas erica apenas o empurrou e correu até o vulto. Com a luz ele pode identificar Diana, usando uma capa preta, os olhos vermelhos, obviamente de choro, e com a pequena Elaine com os seus olhos castanhos esverdeados abertos e esbugalhados de um modo macabro.
- Di, o que houve? – Erica perguntou assuada.
- É o Pedro, Remo, Pedro é o traidor e o Sirius foi atrás dele – disse Diana rápida.
Mil flashes passaram pela cabeça de Remo. Tudo parecia claro para ele agora. Pedro. Obvio. Olhou assustado para Diana. Sem duvidas Sirius acabaria com Pedro com uma mão amarrada nas costas, mas algo não lhe parecia bom naquela historia.
- Eu vou atrás dele, você fica aqui, Diana – disse Remo rápido.
- Não, Tiago, ele está em perigo, Remo, eu sinto – chorou Diana.
- Di... – Remo tentou.
- Me da a Ellie, Diana, eu fico com ela, você vai até o Severo e a Nikki, manda a vaca vim para cá. Se alguém pode deter aquele bruxo é você o ou Sev, vocês sabem melhor do que nós do que Lucio é capaz, e agente sabe que ele ta metido com essa gente – Erica não aprecia perguntar, e sim mandar, ela já havia pego Elaine dos braços de Diana e tinha a pequena e Jake em seus braços – Remo vai ajudar Sirius, quero vocês se volta logo.
- Mas... – Remo começou.
- Não foi uma pergunta, Remo – disse ela beijando-o por fim e sorrindo para a amiga no chão – levante-se Diana e mostre do que você é capaz.
Diana se levantou num pulo, beijou a bochecha branca demais da filha e fez o mesmo com a amiga. Em seguida se pos ao lado de Remo. Os dois trocaram sorrisos cúmplices e saíram correndo para a fora da casa.
Em um bairro não muito longe dos outros. Um casal descansava na sala. Tiago abraçava Lílian. A ruiva de olhos cor de esmeralda estava cada dia mais bela e o moreno de olhos castanhos esverdeados parecia cada segundo mais charmoso, eles eram um belo casal. O pequeno Harry Potter dormia tranqüilamente no seu quarto, no andar mais alto da casa. Eles ouviram o trovão. Se levantaram assustados, viram o céu ficar vermelho. Tiago fechou os olhos por alguns segundos, Lílian já tinha uma varinha em punho.
- Vai ficar tudo bem – ele garantiu pegando a varinha.
- Estamos muito assustados, pode não ser nada – arriscou Lílian.
- É, pode ser – disse Tiago sem acreditar nem um pouco em suas palavras.
Os dois ouviram um estrondo, a porta se abriu. Um vulto negro. Negro e assustador. Tiago pode ver a face ofídica e os olhos cor de sangue do ser que se aproximava. Sentiu seu sangue gelar. Olhou Lílian, não pensou duas vezes.
- Corra, Lílian, proteja o Harry eu tomo conta dele – berrou Tiago nervoso.
- Mas... – a ruiva tentou.
- VÁ – berrou ele nervoso.
Lílian correu escada acima. Voldemort se aproximava de Tiago. Ele ia duelar com ele, mas sabia, sabia e sentia a morte se aproximar, não podia desistir. Tinha do mínimo que detê-lo, não podia deixar ele chegar perto de Lílian ou Harry.
- Expecto Patronum – berrou Tiago fazendo um belo cervo sair de sua varinha.
- Que inútil, Potter – disse Voldemorte que afastou o cervo com um movimento rápido de varinha – é seu melhor?
- Eu nem comecei... – disse Tiago bravo – Estupefaça!
- Protego – Berrou Voldemort fazendo o feitiço rebater em Tiago – Cruccio.
Tiago se contorceu em pura dor no chão. Voldemort gargalhava sua dor, ele parou o feitiço assim que pareceu que Tiago não suportaria mais. Empunhou a varinha para o fraco e sem mais forças para lutar, Tiago Potter, sorriu maligno.
- Foi fácil demais, Potter...Avada... – ele começou.
- TIRE SUA MÃO NOJENTA DO MEU IRMÃO...
Tiago e Voldemorte se viraram para verem Diana e Severo adentrarem a casa. Diana com um olhar psicopata e Severo com uma cara de assassino inegável. Os dois com a varinha em punho. Voldemort gargalhou.
- Acha mesmo que pode me deter, Potterzinha? – ironizou o vilão.
- Eu tenho essa única certeza – rosnou Diana.
Tiago estava jogado no chão. Diana e Severo começaram a duelar contra Voldemort, mas ele era bem mais forte. Os dos se viram caídos. Voldemort apenas gargalhou ao ver os três caídos no chão e os deixou lá. Começou a subir as escadas.
- Por que ele nos deixou vivos? – Severo perguntou.
- Harry – disse Diana nervosa.
- Lílian – berrou Tiago assustado.
Os dois se levantaram em um pulo, como se todas suas forças voltassem instantaneamente. Correram nervosos escada acima. Assim que chegaram no quarto do pequeno Harry, viram Lílian, com o bebê de olhos cor de esmeralda e cabelos muito negros, nos braços. Ela o colocara no berço e se punha em sua frente com a varinha em punho, tentando a todo custo protegê-lo de Voldemort.
- Deixe o Harry em paz – berrou Lílian assustada.
- Lílian – gritou Tiago.
- Que bom que chegou, Potter, venha assistir o fim da sua família – disse Voldemort cruel jogando Lílian longe.
A ruiva berrava histérica. Diana tentava conte-la. Tiago corria até Voldemort, mas parecia correr em câmera lenta, pois Voldemort já tinha a varinha apontada para o bebê que apenas olhava indiferente para tudo.
- Avada Kedrava – berrou ele.
Uma luz forte e verde invadiu o lugar. O feitiço parecia ter ido e voltado. Bateu em Harry e rebateu em Voldemort. Ele, Voldemort, pareceu derreter bem na frente dos olhos de todos e o pequeno Harry tinha apenas uma pequena cicatriz em forma de raio na testa. Diana olhou assustada para tudo. Tiago apenas abraçou o filho, ainda nervoso. Lílian se pos a chorar compulsivamente.
Enquanto isso... Sirius havia acabado de encontrar Pedro numa rua trouxa, a rua estava vazia, mas ele sabia que isso não seria por muito tempo. Tinha que acabar com aquele ser gordo e traidor o mais rápido possível.
- Sirius, eu tinha que fazer isso – choramingou Pedro aos pés de Sirius.
- Tinha que trair seus amigos? – berrou Sirius o chutando para longe.
- Ele me mataria – chorou Pedro.
- É? Pois eu vou te matar – rosnou Sirius.
- Mas... Nós éramos amigos, Sirius – disse Pedro assustado.
- Lílian e Tiago também eram seus amigos seu rato nojento – gritou Sirius.
- Eu te imploro – rastejou Pedro, mas ao ver que não ia convencer se pos de pé – se é assim – ele sorriu cruel ao ver os trouxas se aproximando.
- Você não... – Sirius começou assustado.
- Avada... - Pedro começou apontando a varinha para o grupo de trouxas, Sirius tentou pará-lo.
- Cruccio!
Remo apareceu do nada e atingiu Pedro bem em cheio. O gordo se contorceu no chão em pura dor e sofrimento. Sirius olhos surpreso para o velho amigo que se aproximava.
- Achei que não acreditasse em mim – disse Sirius serio.
- Sinto muito por isso, mas Diana é nova demais para ser viúva, não acha? – disse Remo sorrindo de lado.
Sirius deu um forte tapa nas costas de Remo e em seguida o abraçou calorosamente. Ouviram um barulho e se separaram rápidos, Pedro havia sumido, mas puderam ver gravado no chão de asfalto os seguintes dizeres: "Isso ainda não acabou, ex-amigos". Os dois trocaram olhares cúmplices. Sem duvidas. Nada havia acabado ainda.
Aguardem o "A Irmã Gêmea do Mal 2 – O retorno", afinal, isso ainda não acabou
