Capítulo IX – Então algo muda.
Os vãos no chão eram mais interessantes, ou pelo menos Hinata fingia que fossem. Não ousava olhar Naruto enquanto caminhava. Não. De jeito nenhum. Como classificaria aquela atitude? Impulsiva, sim foi impulsiva agarrando Naruto e agora não tinha coragem de encará-lo nos olhos sem que a face ficasse completamente vermelha de vergonha. Estava tão desesperada que não pensou no depois e agora se sentia ridícula diante dele. Haviam se beijado antes, sim, na frente dos outros também, mas porque isso a incomodava?. Talvez fosse por que dessa vez sentiu muito mais que um rubor na face e um arrepio na espinha. Não. Foi muito mais. E isso começou a assustá-la. Eles se beijaram de verdade, pelo menos para ela.
▬ Tem certeza que não quer almoçar? – perguntou Naruto lançando um olhar de esguelha a Hinata.
Ela assentiu com a cabeça sem olhá-lo.
Voltou a encarar o caminho. Trincando os dentes Naruto olhou além da rua. Segurava a imensa vontade de perguntar o que havia de errado. Por que ela estava daquele jeito. O beijo foi uma deliciosa surpresa e ele, Naruto, adorou mais algo muito estranho estava acontecendo, Hinata estava triste e sabia que aquela atitude foi desesperada. Impensada. A conhecia bem para saber disso. Mas o que mais o deixava magoado era que ela se arrependera. Arrependera de ter o beijado.
Passou a mão no pescoço pensativo. Como lhe a arrancar a verdade? Descobrir o que atormenta aquele frágil coração? E por que estava tão desesperado com o sofrimento dela? Por que sentia-se inquieto? Perguntas, por que aquelas perguntas?.
▬ Naru..
Calou-se. O rosto de Naruto estava tão concentrado, irritado, belo.
▬ Deixa que eu a levo até o local da despedida. – prontificou ele.
▬ Não precisa. – sorri sem jeito.
▬ Eu insisto.
Encolheu os ombros diante da voz autoritária de Naruto. Estaria ele bravo? Perguntou-se.
Não houve mais palavra a se dizer. Voltaram em silêncio até a casa de Hinata. Naruto tinha a estranha sensação de que eles acabaram de ter uma briga, algo impossível, eles não eram nada além de contratador e contratado. A morena subiu sem olhar o loiro que se sentou em uma cadeira ali no hall. Com as mãos embrenhadas na cabeleira loira se perguntou o que estava acontecendo com ele? Por que sentia-se traído, incomodado só por ela não ter lhe contado sobre o tal Hideki. O nome daquele homem fazia-o sentir um nó na garganta. Não gostava dele. Não gostava de uma suposta relação entre ele e Hinata.
Ficou ereto na cadeira. Alerta. Inconformado com tais pensamentos sem cabimento. Agia como se fosse o namorado ciumento. Como se importasse com aquilo - bom se importava, mas não deveria levar tanto para o lado pessoal. Assim parecia que ele sentia algo a mais por Hinata, ou sentia? Tal idéia abalou suas bases sólidas, sua proteção.
O aparelho celular tocou trazendo Naruto de volta para realidade.
▬ Alô.
▬ Então garoto como andam as coisas?. – reconheceu a velha e conhecida voz de Jiraiya.
▬ O que você quer?
▬ Não seja rude garoto. – resmungou o homem do outro lado da linha. – só queria saber como você esta se saindo?
▬ Acho que não é da sua conta. – desdenha Naruto, já irritado.
▬ Então, ela é bonita? – continuou ignorando a carranca do pupilo.
Naruto suspirou encostando-se na cadeira.
▬ Sim. – afirmou num suspiro perdido.
Houve silêncio do outro lado da linha. Depois uma voz mais seria ecoou pelo aparelho celular.
▬ Qual é o problema?
▬ Nenhum.
▬ Naruto.... não me diga que você..
▬ Claro que não. - negou balançando a cabeça. Não... não poderia estar.. de jeito nenhum.
▬ Olha garoto é normal, principalmente você que nunca trabalhou nesse ramo. Eu que sou experiente já passei por essa situação e...
▬ Me poupe ero-sannin – levou uma mão ao ar como se pedisse para parar - não preciso de nenhum conselho seu .. pois eu não estou apaixonado.
•••
Um soluço escapou dos lábios finos e delicados de Hinata. A água gelada percorria a corpo miúdo e frágil, provocando marcar avermelhadas por toda sua extensão. Junto a corrente d'água as lagrimas salgadas escorriam ralo a baixo. Chorava. Chorava por que se sentia idiota, ridícula. Chorava por que Naruto estava bravo com ela. Não devia ter agido daquela forma sem consultá-lo primeiro. O que pensaria ele agora que ela não passava de uma oferecida? Vulgar.
Alisou os cabelos molhados. Se enrolou na toalha. A ebulição de sentimentos a confundia. Estava indo tudo tão bem antes da chegada de Hideki. Por que ele tinha que ter voltado, justo quando seu coração se cicatrizava, quando começava a sorrir de novo.
Mirou-se no espelho.
▬ Por que você voltou? – os olhos nublaram-se deixando seu reflexo turvo. – por que você não me deixa em paz? Por quê?
Esmurra o espelho embasado do banheiro. Precisava extravasar sua raiva, o ódio que sentia por aquele homem que insistia em estragar sua vida, justamente quando estava bem com Naruto.
Voltou a encarou o espelho, os olhos arregalados. A boca entreaberta. Admirava-se como se fosse a primeira vez que via aquele rosto de linhas delicadas olhos acinzentados como a lua, pele pálida como porcelana, lábios finos e delicados. O coração apertou dentro de peito.
▬ Naruto.. – sussurrou, apoiando as mãos na pia. – não eu.. não posso.. não.
Negava em voz alta enquanto seu coração gritava. Negava-se acreditar no que estava diante dos seus olhos, não podia. Respirou fundo fechando os olhos. Não podia cair na mesma armadilha. Uma vez não foi o suficiente para aprender? Se apaixonar por Hideki não foi o suficiente para aprender que aquilo não funcionava. Que uma pessoa que se vendia não tinha sentimentos o suficiente para amar alguém de verdade. Hideki mostrara isso a ela. O mundo não era um conto de fadas, as pessoas não se apaixonam de verdade, só as sonhadoras como ela.
Fechou o punho.
Não estava apaixonada por Naruto, não estava, não estava.
•••
Olhou o aparelho celular pensativo remoendo as palavras que não ousava mais falar em voz alta. Ele apaixonado, nunca. Era uma possibilidade sem cabimento. Nunca permitiria algo do tipo e se acontecesse ele saberia, ou não.
Encostou-se na cadeira novamente. A mínima possibilidade de estar amando o deixava nervoso, não tinha boas recordações de quando amou.
▬ Uzumaki-san? – a voz fria de Neji o despertou. Ajeitou-se sem jeito na cadeira.
▬ Olá Neji
Sorriu cordialmente.
▬ Quero falar com você. – disse ele ignorando sorriso de Naruto que esvaía lentamente.
▬ Sim.
▬ Me acompanhe. – acompanhou-o até uma sala onde descobriu ser a biblioteca quando Neji abriu a porta.
Entrou no recinto um pouco receoso, afinal aquele era o único Hyuuga que não gostava dele. De uma hora para outra começou a se preocupar com que a família achava dele, se o aprovasse como se realmente fosse namorado de Hinata. Balançou a cabeça jogando de um lado para o outro a cabeleira loira, não deveria pensar em bobagens.
Neji observou por um tempo a paisagem verde pela a janela. A brisa suave balançava os galhos das arvores levado consigo algumas folhas que dançavam no ar. Parecia preocupado, notou Naruto que começou a sentir uma tensão no corpo. Não muito o homem de cabelos longos voltou a atenção a Naruto que notou as linhas funda em seu rosto.
▬ O que você quer falar comigo? – perguntou acabando com aquele silêncio incomodo da sala. As grandes estantes feitas de madeira de lei que se estendiam até o teto, os livros velhos cheirando a mofo e as cortinas de veludo vermelho atenuavam a tensão na sala, principalmente os nervos de Naruto.
Neji pigarreou, sentando na poltrona de couro, como se procurasse as palavras certas.
▬ Sente-se – ofereceu educado.
Naruto aceitou mais cismado com a educação na voz do Hyuuga.
▬ Você estava com a Hinata-sama o dia inteiro não é? – perguntou observando o rosto de Naruto se contrair em uma expressão confusa.
▬ Por que a pergunta?
▬ Apenas me responda. – irritou-se o homem.
▬ Sim.
▬ O tempo todo? – a pergunta soou angustiada, aflita para surpresa de Naruto que franziu o cenho. Era fato, algo estava preocupando os Hyuugas e Hideki tinha alguma coisa haver com aquilo.
Entreabriu a boca para responder mais a porta se abriu interrompendo-o.
▬ Olá. – sorriu Hinata chamando a atenção dos dois.
Naruto apertou os joelhos sentindo as maças do rosto queimar. Frustrado baixou a cabeça. Estava envergonhado.
▬ Hinata-sama. - sorriu Neji indo de encontro a Hinata. – você está linda.
▬ Obrigada Neji-nii-san. – sorriu constrangida – eu atrapalhei vocês?
▬ Não, imagina. Eu e Naruto-san estávamos apenas conversando. – lançou um olhar a Naruto que compreendeu que deveria concordar. Assentiu com a cabeça.
▬ Então vamos Naruto-kun?.
•••
Mordeu os lábios contendo o ímpeto que começava a avassalar sua razão e bom senso, o desejo de agarrá-la ali mesmo. Depois da derradeira desconfiança sua mente começou a trabalhar de um modo estranho como o próprio corpo. De certo não tão estranho mais sim esclarecedor. Alguns sinais corporais que pareciam relativamente desconexo se esclareceram naquela hipótese que tentava ignorar, pelo menos sua razão procurava faze-lo. Apertou o joelho com força evitando olha-la muito. Por que justo agora ela tinha que estar tão bela, magnífica, desejável.
Hinata olhou discretamente para sua roupa. Um vestido azul claro, um dedo a baixo dos joelhos, sandálias baixas e confortáveis e os cabelos preso num rabo de cavalo enfeitado com um arranjo em forma de flor da mesma cor do vestido. A maquiagem era leve e simples. Conteve um suspiro. Estava tão feia assim para ele nem olha-la. Não iria chorar, não. Quando saiu do banho tentou desesperadamente fixar na cabeça, no coração que não sentia nada por aquele homem ao seu lado, que ele não passava de alguém que contratara para um serviço. Fingir ser seu namorado. Nada mais, não havia no contrato uma clausula que permitisse ter um relacionamento verdadeiro com ele. Não, e definitivamente um homem como Naruto não iria querer uma mulher como ela, com certeza havia muitas mulheres atrás dele, mais bonitas e sensuais.
Suspirou desanimada. Pois apesar de saber de tudo isso ainda sonhava.
O táxi parou na esquina, próximo a um bar no bairro de classe media. As ruas ainda eram calçadas de pedras a arquitetura da redondeza puxava muito ao estilo do inicio do século XX puramente influenciados nas indústrias daquela época. Naruto desceu do carro enquanto o motorista abria a porta para Hinata.
▬ Não vai para a festa de táxi? – pergunta Hinata estranhando a atitude de Naruto que dispensara o automóvel.
▬ Vou, mas antes irei acompanhá-la até a porta. – coçou os cabelos loiros ainda evitando olha-la nos olhos. Pois se o fizesse não daria cabo de suas ações. - e também prefiro ir andando.
▬ Esta bem. – concordou Hinata contribuindo para o silêncio constrangedor entre os dois.
Aqueles poucos passos que havia entre onde estava até o bar repleto de mulheres sedentas em saber tudo sobre Naruto era a ultima oportunidade que Hinata tinha para pedir desculpas, pois estavam sozinhos. Respirou fundo adquirindo coragem.
▬ Naruto-kun.. me desculpe p-por ..pe-pelo beijo – gaguejou olhando o chão. Naruto uniu as sobrancelhas evitando dar atenção à decepção que sentia em ouvir aquelas palavras. – eu não devia ter feito aquilo sem ter consultado você né. – sorriu nervosa.
▬ Não precisa pedir desculpas Hinata. – sorriu Naruto. – afinal somos namorados, não é? – mordeu a língua olhando o a pequena ao lado, suas palavras deveriam sair brincalhonas, mas não, foram serias quase suplicantes.
▬ Sim.. mas não devo fazer as coisas sem avisar, né, eu posso estar te incomodando... – continua Hinata não entendendo o real significado aquela pergunta.
Naruto segurou o cotovelo de Hinata fazendo com que ela o encarasse, assustada e surpresa ao mesmo tempo. Os olhos azuis a encaravam com tamanha intensidade que se sentiu nua diante dele. O corpo miúdo foi rebatido por uma onda de tremores que a fariam cair no cão sentada se não fosse Naruto, o causador daqueles abalos, não estivesse segurando-a.
▬ Nunca diga uma coisa dessas – falou Naruto com a voz rouca. Hinata podia jurar que a qualquer momento perderia os sentidos se ele se aproximasse um pouco mais. Ele serrou os dentes controlando o ímpeto de agarra-la – você não me incomoda e nunca incomodaria.
Assentir com a cabeça foi à única coisa que Hinata conseguiu fazer. Estava abalada de mais, o corpo em chamas para dizer algo sem gaguejar. Naruto sorriu soltando-a.
▬ Você deveria confiar mais em você. – suspira. – sabe mandar os outros para o inferno as vezes.
▬ Desul... – parou no meio da palavra sobre o olhar inquisidor de Naruto. Corou e ele riu.
▬ Acho que nunca vai mudar. – sorri apoiando a mão na nuca. – vem cá.
Puxou novamente Hinata, mais dessa vez para mais perto. Tanto que só bastava ele curvar-se um pouco mais e tomar os lábios trêmulos da morena – não era uma idéia nada má pensou Naruto, intimamente. As maças do rosto da mulher coraram intensamente. A empurrou delicadamente até um carro estacionado no meio fio. Hinata arregalou os olhos quando seu corpo se chocou contra o veiculo – estava encurralada.
Balbuciou algo inteligível. Mas Naruto não prestava atenção em nada apenas nos movimentos dos seus lábios, que eram tão tentadores, sinuosos.
▬ Sabe. – sussurrou próximo ao ouvido de Hinata que sentiu os fios da nuca arrepiar. – você precisa.. – continuou descendo até a curva do pescoço, roçando de leve os lábios na pele de porcelana. Hinata fechou os olhos tentando controlar os tremores, mas um suspiro atrevido escapou dos lábios finos. A aproximação estava quase a fazendo perder os sentidos. – ter mais ousadia.. – continuou com um leve sorriso. Enlaçou sua cintura aproximando-a ainda mais de seu corpo, com a outra mão livre começou a acariciar os cabelos lisos e perfumados de Hinata. – ... mostrar o quão poderosa é.
Hinata encontrava-se em chamas, paralisada de olhos fechados. Pequenas ondas de choque percorriam seu corpo. Uma sensação que nunca sentira antes. Teve a impressão de que se continuasse teria uma parada cardíaca. Mas a única coisa que conseguia se concentrar era na respiração quente dele contra sua pele, os arrepios que sentia quando seus lábios rançavam na sua pele, insinuações, a mão dele na sua cintura, os carinhos que fazia no cabelo.
Oh, Deus, ela queria mais, muito mais.
Mas um tanto cruel Naruto parou se afastando da descomposta e derretida Hinata que permaneceu de olhos fechado. Ainda abalada pelo frisson que abalou seu corpo não teve muita noção de quanto tempo fico ali parada no meio da rua de olhos fechados. Segundos, minutos, horas? Não sabia mais também não importava apenas queria senti-se assim pelo resto de sua vida.
▬ Então vamos? – perguntou Naruto trazendo-a de volta a realidade. Corou intensamente envergonhada. Mais Naruto sorriu para ela, no fundo achava-a uma graça assim tão tímida.
▬ S-sim. – respondeu.
Dois passos e estavam no bar chamado Trasky's. Um prédio construído nos primórdios da industria Inglesa no inicio do século XX. Rústica de tijolos de barro e vitrine oval. Um bar muito conhecido e freqüentado por Hinata e suas amigas na adolescência. Receosa segurou a maçaneta da porta. Antes de abrir lançou um olhar furtivo a Naruto. Ele parecia tão natural, como se nada havia acontecido. Invejo-o. Levaria um mês para se recuperar.
▬ Já né.
Despediu-se abrindo a porta para entrar no covil das cobras.
Mal deu um passo para dentro e se viu envolta a uma boiada de mulheres nitidamente sedentas por informação, para dizer foca.
▬ Hina-chan é verdade que você está namorando? – perguntou uma morena de olhos verdes – e que é ele um deus grego?
Entreabriu boca mais não ouve tempo para falar.
▬ Claro que ele é. – uma loira gritou ao fundo do salão. Hinata teve a ligeira impressão que já estava alterada.
▬ Mentira. – suspira uma ruiva. – a cota de homem bonito esta escassa no mercado. Por tanto Hina-chan não deixe ele escapar.
▬ Mas se você não quiser pode dar ele para mim. – comentou uma loira próxima ao balcão. Segurava uma caneca na mão.
▬ Deixa de ser oferecida Temari. – bufou Sakura. – O Naruto-kun é da Hinata.
▬ Então o nome dele é Naruto?!. Diferente. – comenta a mesma morena enquanto outras garotas concordavam.
Hinata ainda encontrava-se parada próxima à porta com a boca entreaberta. Ainda não conseguia organizar as idéia, não depois do flerte com Naruto e os bombardeios de perguntas só pioravam.
▬ Desembucha logo Hinata... – resmunga Ino - como você agarrou aquele bofe?
▬ Concordo com a Ino-san. E ai nee-chan, como você pegou o Naruto?.
▬ Eu.. – começou sobre os olhares atentos das amigas, assíduas por detalhes. Hinata sentiu um nó no estomago. Como elas reagiriam se soubessem que conseguiu um homem daquele ligando no numero de anuncio do jornal. Sorriu irônica em silêncio. Era ridículo. – eu...
A porta se abriu, interrompendo Hinata. O indivíduo arrancou suspiros e gritos histéricos das mulheres presentes. Assustada e confusa com a reação das amigas, Hinata virara-se para trás e ficou imediatamente muda e envergonhada. Naruto lhe sorria amplamente.
▬ Na-Naruto-kun?! O q-que fa-faz aqui?.
O homem ampliou ainda mais o sorriso dando um passo adentrando o recinto.
▬ Você esqueceu a bolsa. – os olhos perola pousaram no objeto na mão de Naruto. Mirou-o por um tempo até recobrar a consciência.
▬ O-obrigada.
▬ Então você é o Naruto? – perguntou uma das mulheres presentes.
▬ Creio que sim – sorriu – caso você conheça outro.
▬ Ai ele é tão simpático. – suspira a ruiva.
▬ Se contenha Karin. – repreende Tenten. – olá Naruto.
▬ Olá.
A loira chamada Temari se levantou aproximando-se de Naruto. Olhava-o de cima a baixo, avaliando suas medidas. Aquilo fez com que Hinata corasse, mais de raiva... ciúmes.
▬ Me diz uma coisa Naruto. – seu semblante era serio. Inclinou-se aproximando seu rosto do de Naruto. Ao contrario de Hinata ela era alta quase da mesma altura que o loiro.
▬ Sim.
▬ Você tem um irmão? De preferência gêmeo. – os olhos brilharam esperançosos.
Naruto conteve a repentina vontade de rir.
▬ Não, infelizmente sou filho único.
A comoção foi geral, não era só Temari que estava esperançosa.
▬ Que pena – suspirou se afastando do loiro – Hinata você tem sorte. Não deixa ele escapar entendeu.
▬ Sim. – corou Hinata. Naruto se segurava para não rir.
O silêncio se instalou no local e Naruto lançou um olhar a Hinata. Miúda encolhida extremamente envergonhada. Um sorriso malandro formou em seu rosto. Não sabia por que estava agindo assim, não sabia sim, era castigo pelo que fez logo cedo.
Puxou Hinata que arregalou os olhos enquando sentia seus lábios contra os dele. Assovios eclodiram pelo recinto, mas Naruto não aprecia se importar, pois não ficou apenas em um selinho. Apoiou a mão na nuca de Hinata puxando para mais perto enquanto a outra circundava a cintura. Hinata se perdeu no ardor do beijo, tão profundo quanto os outros. De repente o som sumiu, as amigas, o lugar. Como sempre, tudo desaparecia quando ele a beijava.
▬ Te vejo depois. – sussurrou Naruto encostando sua testa na de Hinata. Os olhos dela mantinha-se fechados. Sobressaltou-se quando ouviu sua voz.
▬ S-sim. – falou sem jeito.
▬ Já né. – acenou – foi um prazer em conhecê-las.
▬ Imagina, o prazer foi todo nosso – comentou Karin derretida.
Naruto limitou-se a sorrir e saiu do recinto.
▬ Menina, o que foi isso. – suspira Sakura chocada.
▬ E..e
▬ Ela ficou até sem fala. – comenta Temari.
▬ E vermelha.
▬ Parem de pegar no pé da Hina-chan. Deixa ela agarra esse pedaço de mal caminho – esbravejou Ino. – e não esqueça que estamos comemorando a despedida de solteira da Hanabi. Que cai entre nos deveria ter pedido dicas para Hinata.. olha só ela demorou para arrumar um homem, mas quando o fez .. Deus do céu... que Apolo. – sorriu maliciosa para amiga.
▬ Verdade. Hina-chan, agora você nos deixou orgulhosas. – comenta a loira Temari dando um gole na cerveja.
▬ Agora entendo.. – sorriu Karin safada. – demorou todo esse tempo por que tava procurando um bonitão como esse, né? Ai Hanabi, tinha que procurar um tipo como ele?
▬ O que é que tem de errado no o Konohamaru? – emburrou a um canto.
▬ Você quer que agente numere? – perguntou Ino.
▬ Ino. – resmungou Sakura.
▬ Konohamaru-kun é legal, gosto dele. – defende Hinata recobrando o controle. Não adiantaria corar-se e muito menos gaguejar diante das amigas, pois todas acreditavam na aquela relação que ao poucos também desejava intimamente que fosse real. – ele é educado, gentil. Será um bom marido e fará a Hanabi feliz. – sorriu para irmã que a correspondeu.
▬ A Hinata tem razão. – concorda a amiga Sakura. – o importante e ficar do lado de quem a gente ama, não importa como ele é.
▬ Belo discurso Sakura, mas para você não vale, pois agarrou o Sasuke. – bufa Karin que ainda nutria algo pelo moreno. Todas no bar desataram a rir.
Sorriu, admirando as conversas frívolas das amigas, a descontração pairada no ar, os sorrisos, o ambiente reconfortante e as lembranças nostalgias que elas recordavam com gargalhadas. Mas de repente para seu total espanto se pegou pensado em Naruto, como ele estaria. Conseguira-se enturmar com os amigos de Konohamaru, estava se sentindo sozinho.
Num suspiro fechou os olhos recordando dos lábios dele contra os seus, seu cheiro. Deu um sorriso altodepressivo, parecia uma boba apaixonada.
Olá pessoas.
Primeiramente queria pedir desculpas pela demora... na verdade não ia postar agora, mas fiquei com dó né, já demorei de mais ., bom o capitulo ficou razoavelmente grande, mais não pude colocar tudo que queria nele se não daria umas quinze paginhas T.T.. e tadinha de mim... o próximo capitulo teremos cenas calientes e finalmente saberemos o passado de Hinata... ufa U.U, já era tempo.
Peço desculpas por qualquer erro de ortografia, sou ums er humano e tambem erro e muito T.T
Agradeço os reviews, muito obrigado
Até mais o/
