Capitulo X – Dois corações
Naruto suspirou desanimado, enquanto passava o dedo na haste da taça. Entediado olhava monotonamente para os homens de rostos desconhecidos a festejar com copos de cerveja nas mãos. Outrora fosse uma despedida de solteiro de um amigo marinheiro, estaria junto ao emaranhado de braços suados gritando como louco e bebendo mais ainda. Comemorando. Mas ali, só conhecia um ou outro apresentado ao longo de sua estadia na casa da família Hyuuga.
▬ Hyuuga. – murmurou e seus pensamentos foram direcionados a uma única pessoa. A mais doce e adorável mulher que já conheceu. Mesmo que lhe negasse qualquer pensamento mais intimo a respeito dela não podia deixar de admirar a doçura daquela menina mulher.
Mordiscou o lábio inferior sobre o lampejo do flerte que fizera uma hora atrás. Não ponderou suas atitudes e para ser sincero naqueles minutos que transcorreram sua sedução mandou para o inferno a voz que lhe dizia para se manter longe dela. Seguro e a salvo. E quem em sã consciência iria querer ficar a salvo dela, longe de seus encantos?. Fechou o punho irritado. Ele. Ele deveria ficar longe Hinata, para seu próprio bem antes que aquele inconveniente desejo que sentia se tornasse mais serio, profundo como amor. Pois sabia que uma vez trilhado esse caminho o único fim seria decepção quando tivesse que partir.
Coçou os cabelos, nervoso. De tudo uma decepção era o que menos desejava no momento. Então decidiu não se envolver mais naquela situação. Conteria seus desejos impulsivos por Hinata e não cederia aos seus encantos, afinal ele podia fazer isso, sim podia. Repetiu varias vezes como se essas palavras facilitassem as coisas.
▬ Vejo que está abandonado. – sorriu cordialmente Konohamaru puxando a cadeira vaga em frente à Naruto.
▬ Tenho que concordar. – retribui Naruto o sorriso.
O rapazote de mais ou menos 20 anos olhou Naruto por um tempo considerável. Nitidamente podia se ver nas linhas do rosto que ele travava uma batalha interna se era seguro confiar nele ou não, notou Naruto.
▬ Tem algo que gostaria de me dizer? – perguntou Naruto tranquilamente.
O rapaz tamborilou os dedos na mesa, se decidindo se o dizia ou não.
▬ Bem, faz muito tempo que você namora a Hina-chan, né? – perguntou mais como uma afirmação. Naruto uniu as sobrancelhas, curioso. Por que ele estava fazendo tal afirmação, desconfiava de algo? Da farsa? Ou ... nem supôs imaginar, pois sentiria o sangue ferver nas veias.
▬ Sim. – respondeu calmamente. – por quê?
O rosto do jovem descontraiu aliviado.
▬ Então suponho que a conhece bem, né?!
▬ Sim. – respondeu Naruto mecanicamente assolado por ondas elétricas. O que ele queria com aquelas afirmações.
▬ Isso me deixa aliviado. Sabe.. eu e Hanabi estávamos preocupados em contar uma "certa" coisa para Hina-chan, mas se você... bom ajudar talvez seja mais fácil.
▬ Desculpa, mas não estou entendendo o que você quer dizer. – confessa.
▬ Bem... é que..
▬ O que você está fazendo ai? Deveria estar festejando. – interrompe um convidado.
▬ Estava conversando com o Naruto-kun, já o conhece Hideki? – perguntou-lhe Konohamaru com um sorriso estampado no cara. O homem mirou Naruto por um tempo e o loiro sentiu uma estranha sensação. Não gostava daquele homem.
▬ Sim. A Hina-chan me apresentou mais cedo. – sorriu educadamente.
▬ Junte-se a nós. – convidou o rapaz.
Com aceno de cabeça o homem puxou uma cadeira.
O sorriso cálido, a face pálida, a forma de olhar, tudo naquele homem não agradava Naruto e isso era estranho, pois nunca foi de desdenhar ou ter antipatia por alguém que mal conhecia. Mas toda vez que recordava da cena, uma Hinata frágil abatida e ele diante dela sem ampará-la o deixava possesso. Forçou um sorriso.
▬ Hideki né? – perguntou educado.
▬ Sim. Soube que você é engenheiro da marinha? Interessante.
▬ Nossa, você é bem informado – sorriu cortes, escondendo o desejo de engasgar aquele homem.
▬ Hideki-kun é advogado, faz parte do trabalho dele né. – sorriu Konohamaru alheio a tensão entre os dois homens presentes.
▬ Entendo, presumo que se conhecem há muito tempo.
▬ Verdade, uma longa amizade de família. – concordou o rapaz risonho. Naruto estreitou os olhos e viu quando Hyuuga Neji encara-os, seus olhos perolas brilhavam de ódio e pavor.
▬ Seu safado acha que vai escapar. – interrompeu Kiba debruçando-se sobre Konohamaru. Estava completamente embriagado. – vamos à farra. – dizendo isso arrastou o rapaz antes que este protestasse.
Um silêncio incomodo se instalou naquela mesa. Os dois homens apenas se fitavam e aos poucos a expressão dócil e gentil de Hideki se esvaiu liberando Naruto também de sua fachada educada.
▬ Então. Como conheceu a Hinata?
▬ Não sabe?! – Naruto exclamou com um falso ar surpreso. - pensei que como advogado e detetive nas horas vagas você soubesse.
Naruto sentiu-se satisfeito com a contração nos lábios de Hideki. Ele semi-serrou os olhos.
▬ Ah, não sou Sherlock Holmes mais posso dar meus pulos. – sorriu misteriosamente. Naruto sentiu um frio na espinha, ele saberia?
▬ Interessante, mas estou em desvantagem em relação a você.
▬ Serio?!. – exclamou surpreso. – pensei que Hinata tivesse falado de mim para você.
▬ E deveria? – Naruto amaldiçoou-se por ter perguntado. Mas as palavras foram mais rápidas que seu raciocínio.
Um sorriso maroto formou-se no rosto alvo e belo de Hideki e um brilho intenso surgir nos azuis mortos que eram seus olhos.
▬ Eu e Hinata já namoramos.
•••
▬ Mas é a pura verdade – protestou Ino completamente bêbada – ele foge do altar como diabo foge da cruz.
Hinata abafou o riso. Ino falava mais do que o normal quando estava bêbada se é que poderia ser possível.
▬ Nesse caso, acho que seria bom você pedir alguma dica para nossas amigas mais experientes. – comentou Karin aborrecida com o falatório de Ino. Esta lhe escolhera para ser sua ouvinte.
A loira se endireitou na cadeira como se alguém tivesse apertado o botão "ligar" deixando-a totalmente alerta.
▬ Boa idéia ruivinha – deu um tapa nas costas da garota que resmungou carrancuda. – Então Sakura? Como você prendeu o Sasuke-kun?
▬ Eu?! – surpreendeu a rosada com a pergunta.
De repente todo o burburinho do salão esvaiu-se e as cabeças voltaram-se para Sakura. Hinata sentiu o estomago se contrair sentindo os olhos curiosos e brilhantes de malicia das amigas. A conversa iria ficar mais tensa.
▬ Sim. Pois convencer aquele cara a casar com você foi um milagre.
▬ Bom. .. – começou Sakura, a face ruborizando gradativamente. – eu.... eu... fiz greve de sexo. .. – confessou completamente corada.
Hinata demorou algum tempo para processar a frase, mas quando o fez sentiu um rubor tomar conta de sua face pálida ao mesmo tempo em que seu corpo esquentava.
▬ Interessante – murmurou Ino pensativa – uma boa idéia deixa-lo louco. Você também fez isso Hanabi? – voltou-se para a morena tão parecida com Hinata, esta corou intensamente.
▬ Não...
▬ O-o q-que é i-isso Ino? – protestou Hinata horrorizada.
▬ O que foi Hinata? Ninguém aqui é virgem esqueceu. – sorriu deixando Hinata ainda mais envergonhada – apesar de que isso nunca nos impediu de fofocar sobre isso .. – comentou com um sorriso safado.
A Hyuuga mordiscou o lábio inferior. Aquela afirmação não era totalmente verdade. Ela não.. não ainda..... Sempre foi o tipo de garota sonhadora que até os dezesseis anos acreditava em príncipe encantado e falava com seus ursinhos de pelúcia ao contrario das suas amigas que comentavam sobre garotos e sexo. Agora na vida adulta era uma mulher desajeitada e inexperiente. Foi um choque saber que até sua irmã mais nova não era mais virgem. Deu um sorriso altodepressivo. Mas claro que não era. Quantos anos namorava Konohamaru? Desde o colegial. Pensar naquilo a deixou mais deprimida. Não tinha ninguém que a amasse, muito menos que confiasse.
▬ Hinata, Hinata?! – a voz de Sakura a despertou de seus pensamentos depressivos. A morena observou um pouco confusa o rosto da amiga - por que você está tão vermelha? Não me diz que você está com vergonha do que estamos falando?
▬ A Hina-chan é tímida.
▬ E daí.. ela tem aquele deus grego – suspira Karin – duvido que não tenha feito perversões com ele... eu faria com certeza. – sorriu maliciosa.
▬ E-eu..
▬ Nos conte Hinata? – se assanha Temari. – como ele é?
Hinata piscou os olhos, confusa com o comentário anterior.
▬ É o que?
▬ Como Naruto-kun é na cama – revira os olhos impaciente.
Hinata petrificou-se na cadeira sob todos os olhares ávidos por suas revelações. Apertou as mãos tremulas debaixo da mesa. O que dizer? Que revelações confidenciar se não havia nada. Não tinha a mínima idéia dessas coisas não que fosse ignorante no assunto, mas não tinha experiência na pratica. Respirou fundo sentindo as maças do rosto queimar. Não tinha o que lhes contar, e muito menos não confessaria sua virgindade. Pediu aos céus uma previdência divina, que lhe tirasse daquela situação constrangedora.
▬ Eu..
▬ O que vocês ainda estão fazendo aqui?! – interrompeu Tenten entrando no salão – a noite é uma criança. Vamos nos divertir...
•••
▬ Eu achei ele muito suspeito. - comentou Hideki encostado no balcão. Analisava cada movimento do loiro chamado Naruto.
▬ E você é digno de confiança – ironizou Neji sarcástico.
Os olhos azuis acinzentados do homem se estreitaram
▬ Eu gosto dele – opinou Konohamaru embriagado.
▬ Você gosta de todo mundo Konohamaru. – brincou Sai – ainda por cima está bêbado.
▬ Ele também não me agrada – resmunga Sasuke mal humorado com a bagunça.
▬ Você fala isso por que ele lhe venceu no jogo de baseball – debochou Kiba recebendo apoio dos colegas enquanto Sasuke lhe lançava um olhar mortal. – deixa de ressentimento Sasukesinho e vamos beber.
Para Naruto aquela festa já havia dado o que tinha que dar. Depois da conversa nada amigável com Hideki todo o seu bom humor esgotou-se. A musica alta, as conversas, as pessoas, tudo o irritava. Olhar Hideki fazia seu sangue fervilhar de ódio. Nunca sentiu ódio por alguém em toda a sua vida como sentia por ele. Pensou que talvez a brisa noturna refrescasse suas idéias, o acalma-se.
Era ridículo sentir "raiva" de um ex-namorado de Hinata, admitiu enquanto caminha pelas ruas irregulares da velha Londres. E muito menos sentir-se irritado por ela não ter lhe informado antes. Quem ele pensava que era para supor que tinha o direito de estar a par de toda a vida de Hinata? Ninguém. Repreendeu-se asperamente. Tirando a relação estritamente profissional não havia nada mais que o ligasse a ela. Se não tivesse atendido o telefone naquele dia e concordado com a aquela loucura de fingir ser o namorado dela, ele nunca teria a conhecido. E nesse momento estaria no conforto do seu solitário apartamento assistindo Tv e brigando com ero-sennin e não caminhando na rua de um pais a quilômetros de casa se recriminado por sentir ciúmes de sua patroa por não ter lhe dito que tinha um ex-namorado.
Naruto respirou fundo sentindo o ar gélido arder suas narinas e penetrar seus pulmões. Enfiou as mãos nos bolsos da calça. O céu estava estrelado e uma linda lua cheia iluminava a velha cidade deixando-a mais charmosa. Hinata, pensou. Era quase impossível tentar não pensar nela se tudo a sua volta conspirava contra isso. Passou perto da loja onde comprou um conjunto de lingerie para Hanabi e Hinata. Um leve sorriso se formou no rosto ao se recordar da face corada de Hinata relutando em vestir a peça intima, mas esvaiu-se logo em seguida. Por que afinal ela contratara um serviço daquele tipo? Se já tivera um namorado. Hideki aos beijos com Hinata, abraçando-a. Estremeceu a imagem invocada. Não suportava a idéia de que aquele homem tivesse tido qualquer tipo de relacionamento amoroso com Hinata.
No inicio pensou que fosse por causa do casamento da irmã mais nova, Hanabi, que Hinata o contratara, por ser mais velha não quer aparecer sozinha, desacompanhada, deixando a entender que estava encalhada. Mais agora nada fazia sentido. Se ela já teve um namorado por que toda aquela historia? Seria para fazer ciúmes a ele? Contraiu os lábios numa fina linha. Nunca imaginou que Hinata fosse assim, egoísta, mimada capaz de fazer um teatro daquele, até para ele por puro egoísmo e orgulho ferido. Realmente acreditou naquele jeito delicado e tímido dela. Por que ela não contou a verdade desde o principio? Assim ele evitaria de se...
▬ Naruto-kun.. q-que bom te encontrar – saudou Konohamaru com a voz embargada; estava bêbado. – é muito bom mesmo. – murmurou abraçando Naruto com toda sua força, encostando a face no peito do loiro que se contorceu incomodado.
▬ Sim – sorriu sem jeito tentando sutilmente se soltar do "abraço de urso" de Konohamaru, mas o bêbado, entretanto não parecia disposto a soltar seu grande novo amigo de infância. – o que faz aqui Konohamaru? Não deveria estar na sua despedida de solteiro.
Fez-se silêncio por alguns minutos. Naruto pressionou os lábios em um fina linha, apreensivo, pois Konohamaru não se mexia.
▬ È. – responde por fim largando Naruto.
▬ O que aconteceu?
▬ Naruto-kun me diz uma coisa?! – olhou nos olhos azuis do loiro fixamente apesar de mal conseguir manter-se firme em pé. – você acha que eu sou covarde?
Naruto franziu a testa surpreso.
▬ Por que está perguntando isso?
▬ Bem.. - encarou o chão por um instante. O corpo movia-se para frente e para trás como um balanço. – é que.. eu.. não quis – abaixou a voz. – dormir com uma das dançarinas do bar. Sabe... não tive coragem de trair Hanabi.. isso significa..
▬ Que você é um homem de verdade. – interrompeu Naruto.
Os olhos castanhos de Konohamaru iluminaram-se.
▬ Verdade?! – perguntou o jovem esperançoso.
▬ Sim.
▬ Mas Hideki disse que eu deveria aproveitar minha ultima noite de solteiro...
▬ Pois ele está enganado – exaltou Naruto. – não é errado e muito menos significa ser covarde querer ser fiel a mulher que ama. Hanabi é a mulher da sua vida não é? A aquela por quem você só tem olhos quando está ao seu lado deixado o resto desinteressante e quando está longe de você não consegue para de pensar nela, e o mundo torna-se cinza e sem graça.
O rapaz assentiu com a cabeça sem força para falar.
▬ Então nenhuma mulher do mundo chegará aos pés dela, nenhuma fará você feliz como ela. – sorriu – era isso que meu pai dizia quando eu era pequeno, que era assim que ele se sentia perto da minha mãe. Por tanto senhor Konohamaru cuide bem de Hanabi-chan.
▬ Que lindo – exclamou Konohamaru agarrando Naruto novamente em prantos – você tem razão. Eu te amo cara...
▬ Está bem, mas diga isso para ela não pra mim. Pega mal sabia.
•••
Encostou na parede com cabeça levemente abaixada. Sentia-se nauseada e tonta.
▬ Hina-chan já está bêbada? – ouviu alguém perguntar ao longe mais não conseguiu identificar de quem era voz devido o barulho e sua tontura; via as pessoas em dose dupla.
▬ N-não, im-magina – negou Hinata para quem quer que fosse.
▬ Então vamos comemorar – sugeriu a voz arrastando a enjoada Hinata para uma pista de dança.
Meia hora depois Hinata conseguiu sair do labirinto de corpos se movendo. Sempre que tentava sair alguém lhe puxava para dentro para dançar, ou lhe agarrar. Sentou em uma mesa mais enjoada que antes. Fixou-se num drinque vermelho e sem pensar duas vezes tomou-o em um gole só. Era uma idiota, deduziu com um sorriso depressivo. Ela, Hyuuga Hinata, estava ali em uma boate demasiada bêbada comemorando a despedida de solteiro de sua irmã, de sua irmã mais nova. Estava feliz? Sim, por um lado estava em saber que sua irmã encontrara sua felicidade, porém um canto obscuro de sua alma ardia de ódio e inveja. Ela era mais velha. A irmã mais velha encalhada e fracassada. A filha que não correspondeu às expectativas da família. Sabia que ninguém desconfiava que estivesse sozinha, que Naruto não era seu namorado e sim um homem contratado para representar um papel, mas não conseguia deixar de se sentir uma fracassada. Fizera tão pouco em sua vida.
▬ Hinata finalmente te encontrei – suspirou Hanabi aliviada. – as meninas querem que eu dance com aqueles homens semi-nus – faz uma careta com a visão invocada.
Hinata deu um meio sorriso. Ela não combinava mesmo com o álcool.
▬ Hinata – chamou a jovem Hyuuga apreensiva – posso falar com você?
Os olhos albinos miraram a irmã mais nova por uns segundos e depois a Hyuuga mais velha acenou com a cabeça impossibilitada de falar.
▬ Então.. tem uma coisa que eu..
▬ Ei vocês duas o que estão fazendo? – gritou Ino com uma caneca de cerveja na mão. – vamos farrear suas freiras.
▬ Hina-chan, pra onde você vai? – Hanabi indagou observando a cambaleante Hinata se levantar. A mulher de cabelos longos e escuros balançou a mão sem dizer nada e deu as costas para a irmã. Decidida, não iria mais perder tempo.
•••
Bravamente o corajoso cavaleiro de armadura prateada derrotou numa árdua batalha o gigantesco e aterrorizante dragão cravando em seu coração gélido e maligno sua espada cravejada de diamantes. O mostro tombou no chão com um urro de dor. A princesa estava salva suspirou o cavaleiro observando o alto da torre. Com uma corda içou-se até onde sua amada se encontrava. As íris como a lua admirou a beleza adormecida de..
▬ Naruto. – murmurou Hinata zonza.
Ela se apoiou no batente da porta para não cair. As penas simplesmente não sustentavam mais seu corpo, no entanto recusou-se a sair daquela posição. Sentia que poderia ficar ali para sempre observando o semblante sereno de Naruto enquanto dormia.
Hinata deu um passo para dentro decidida. Corajosa? A bebida a fazia, admitiu estranhando a falta do medo. Mas não era hora de voltar a trás, após alguns drinques decidiu se tornar uma outra Hinata, uma Hinata mais forte, determinada pelo menos enquanto o álcool circulasse em suas veias.
Naruto dormia em um sono profundo e sereno largado na cama sem camisa. Os cabelos loiros e muito rebeldes esparramado no travesseiro branco, a boca perfeitamente desenhada entreaberta convidando-a, seduzindo-a para um mundo de prazer e perdição. Os passos seguintes seguiram-se automáticos, uma força magnética a puxava ao encontro dele, ou era seu desejo, não importava queria fazer aquilo, iria fazer, pensou.
Parou ao lado do leito admirando hipnotizada a figura "grega" de Naruto sentindo onda de calor por seu corpo. Pela primeira vez desejava um homem na vida no sentido carnal. Não havia chances de ter um romance de um lindo conto de fadas com ele, isso ela sabia, mais naquela noite podia fingir que ele fosse o amor de sua vida que a amava de verdade tendo um lindo encontro de amor, podia criar sua fantasia.
▬ Naruto. – sussurrou baixinho com a voz urgente. O loiro se mexeu na cama indiferente a sua presença e o coração de Hinata disparou no peito enquanto a boca secava.
Inclinou a cabeça para mais perto de Naruto, os fios negros deslizaram de seus ombros roçando de leve abdômen nu do Uzumaki que se mexeu em resposta ainda adormecido. O movimento acentuou no ar o cheiro de colônia masculina dele eliminando o ultimo resquício de razão de Hinata. Subindo na cama apoiou os joelhos em volta do corpo de Naruto e inclinou-se para frente beijando-o.
Naruto acordou sobressaltado sentindo lábios macios contra os seus. Hinata estava lhe beijando no meio da noite? Perguntou-se meio sonolento.. não.. era um sonho, só podia ser um sonho. Estava tão interessado em Hinata que agora era capaz de ter um sonho tão real com ela? Não podia, não... mais era um sonho, seu sonho e era tão real. O perfume delicioso e suave dela, a pele macia e delicada, tudo real. Mandando para o inferno qualquer escrúpulo ou respeito envolveu a cintura da jovem puxando-a contra seu corpo enquanto devorava sua boca. Hinata não ofereceu nenhuma resistência estava embriagada permitindo assim que ele tivesse a liberdade.
Enquanto suas bocas exploravam uma à outra e as línguas dançavam em movimentos contínuos e eróticos Naruto deslizou eventualmente seus dedos pelas costa de Hinata, por sua cintura. Sentia os seios fartos dela contra seu peito, o estomago as coxas. E ela sentia o volume de sua masculinidade entre as coxas deixando sua intimidade quente e úmida.
Naruto segurando a cintura delgada de Hinata deitou-a na cama, enquanto beijava seu pescoço. A morena gemeu inclinando a cabeça para trás. Aquele não era um sonho se convenceu o loiro, era real de mais. O corpo doía de excitação e cada vez que a pele morena se encontrava com a pele fina e delicada de porcelana que era a de Hinata criava uma corrente elétrica que percorria seu corpo. Era real e isso significava que não deveria continuar sorvendo o gosto de Hinata, uma voz em seu intimo dizia que não teria volta que deveria se afastar, mas isso naquele momento parecia humanamente impossível.
▬ Naruto. – murmurou Hinata sem fôlego
A partir daí foi impossível formular qualquer pensamento racional. A única coisa que reagia era ao desejo que sentia trilhando Hinata com beijos e caricias tudo o que desejou desde que a vira pela primeira vez. Hinata suspirou debaixo dos braços de Naruto, apesar da embriagues ainda tinha uma fina linha de consciência, mas ela não queria saber se amanhã estaria chorando por ele não ama-la. Só queria se concentrar nos beijos de Naruto que lhe mostrava um mundo novo de sensações.
Naruto ofegante deslizou as alças do delicado vestido azul que Hinata usava despindo os seios fartos da mulher beijando-os do mesmo jeito que o fizera no pescoço e boca. Enquanto beijava um friccionava o outro com movimentos circulares um intumescendo-o. Hinata gemeu enfiando os dedos nos cabelos dourados dele e segurou sua cabeça enquanto ele mergulhava em seus seios.
Hinata era mais do que perfeita, seu frágil corpo tremia inocentemente em reação as caricias dele só aumentando o desejo de possuí-la. Entretanto de repente ela deu um suspiro e seu copo relaxou, as mãos tremulas soltaram os cabelos rebeldes do loiro. Assustado Naruto levantou a cabeça procurando o motivo da sua reação. Então um sorriso incrédulo escapou de seus lábios perfeitos e suspirando apoiou a cabeça com uma das mãos. Tirando os rebeldes fios negros do rosto a mulher murmurou:
▬ Essa não é hora para cair no sono Hina-chan – suspirou observando o movimento sonolento de Hinata se aconchegando – é você é fraca para bebidas.
Deixou-se jogar na cama ao lado de Hinata. Sentia o sangue pulsar nas veias freneticamente. Não suportaria outra tortura como aquela.
•••
Com uma força sobre humana espantando-o Naruto saiu do quarto onde encontrava-se uma deliciosa tentação, uma verdadeira passagem para o inferno. Coçando os cabelos rebeldes pos-se a caminhar pela mansão Hyuuga no intuito de se acalmar mesmo depois de ter tomado uma ducha de água fria não conseguia esquecer que no segundo andar no terceiro quarto de papel de parede branco com flores lilás e cama alta e confortável jazia quente e indiferente a seus desejos Hinata em um sono profundo. Balançou a cabeça tentando apagar a imagem invocada. A ceda do vestido deslizando na pele macia e alva os cabelos negros como à noite bagunçados na fronha branca do travesseiro, os lábios delineados entreabertos.... Sentiu seu corpo doer de excitação diante dessa visão. Queria estar ali mais não podia, não devia..
▬ Acalme-se Naruto, - murmurou para si mesmo tentado afastar o desejo de voltar àquele quarto. – acalme-se
▬ Uzumaki?!
Naruto ergueu a cabeça e para seu espanto se deparou com o Sr. Hyuuga Hiashi parado no pé da escada vestido em um robe negro com os cabelos rigorosamente lisos presos num rabo de cavalo, a olhá-lo surpreso.
▬ Hiashi-sama?! – exclamou sentindo a maças do rosto corar levemente por estar pensando na filha dele nua.
▬ Vejo que também não consegue dormir – comenta Hiashi casualmente para espanto de Naruto, onde estava o homem autoritário que lhe lançava olhares frios e ciúmados por cauda da filha? Perguntou-se Naruto enquanto sorria para o patriarca da família Hyuuga.
▬ Sim.
▬ Não se incomodaria de me acompanhar até a biblioteca? – perguntou Hiashi no seu tom de voz habitual, porém mais suave.
Se incomodar? Nunca diria isso para o homem a sua frente pensou Naruto observando-o. Apesar de não saber nada a respeito dele sentia que era alguém muito importante e digno de respeito.
▬ Mas é claro que não.
▬ Que bom. – sorriu o homem para deixar Naruto mais chocado ainda. – faz um tempo que eu queria conversar com você a sós.
▬ È. – murmurou Naruto deslocado acompanhando o homem.
Hiashi o conduziu até a biblioteca onde outrora Naruto compartilhara um conversa com Neji. O local era o mesmo as estantes de madeira de lei altas abarrotadas de livros, os moveis antigos de classe como também o nervosismo de Naruto que sentia como fosse pedir a mão de Hinata em casamento, não que a idéia fosse de toda um mal, admitiu interiormente.
O Hyuuga indicou uma poltrona para Naruto enquanto servia-os com uísque. O Uzumaki sentindo os nervos tensos obedeceu seguindo com os olhos azuis cada movimento perfeito e firme de Hiashi. Perguntava-se o que aquele homem queria falar com ele? Ele saberia sobre o contrato? O suor frio umedeceu o cenho de Naruto.
▬ Tome – disse Hiashi estendendo o copo de uísque a Naruto que aceitou de bom grado, somente álcool para acalmá-lo numa hora dessas.
▬ Obrigado.
▬ Desculpe. – começou Hiashi sentando em uma poltrona de frente para o loiro. – mas eu devo confessar que mandei investigar sua vida.
Naruto engasgou com a bebida quando ouviu a confissão de Hiashi. De tudo nunca imaginaria que ele fosse dizer algo do tipo tão seca e diretamente nem sequer que o investigaria.
▬ Co-como?
▬ Eu sei que não deveria ter feito isso – continuou Hiashi aparentemente sem se incomodar com a reação de Naruto. – creio que você esteja indignado por tal intromissão em sua vida particular e principalmente por eu duvidar de sua palavra...
▬ Eu.. eu..
▬ Entretanto – interrompe Hiashi erguendo uma mão na intenção de indicar que ainda não havia terminado. – estamos falando de minha filha, e me preocupo com tudo que acontece com ela, por tanto jamais permitiria que alguém se aproximasse dela sem que eu soubesse que tipo de pessoa é. Você me entende?
Olhou Naruto com autoridade.
▬ Sim. – respondeu Naruto submisso.
▬ Por isso peço desculpas. Não achei nada que o comprometesse, mas gostaria que entendesse minha posição.
Naruto sentiu uma onda de alivio com as palavras "Não achei nada que o comprometesse", mas mesmo assim estava preocupado, ele desconfiara dele, estava com um pé atrás.
▬ Imagina, não precisa se desculpar.
▬ Sim. – tomou um gole de uísque – mais eu me preocupo com Hinata, com sua felicidade.
▬ Isso eu compreendo muito bem Hiashi-sama. – sorriu Naruto se endireitando na poltrona. – Hinata é delicada, ela precisa que alguém cuide dela, não que não seja forte o suficiente para isso. Apenas não acredita em si mesma por isso precisa que alguém diga que ela pode conseguir e que não está sozinha caso caia ou falhe. De apoio.
O homem deu um sorriso amarelo enquanto baixava os olhos para suas mãos. O gelo boiava derretendo lentamente no liquido quente. Naquele instante se sentiu o homem mais miserável da terra, bem sempre fora. Admitiu deprimido. Quantos anos demorou para entender a natureza de sua filha, a força que ela tinha? Quanto a machucou achando que estava lhe ensinando a ser forte? Era de fato um miserável, um homem digno de pena.
Depois de um tempo calado Hiashi voltou seus olhos cor perola para Naruto. Havia um brilho triste a amargurado naquelas luas que apertou o coração de Naruto.
▬ Me sinto envergonhado – desabafou em um suspiro – demorei uma vida inteira para entendê-la coisa que você compreendeu em poucos meses.
▬ Na verdade precisei só de dois dias – corrigiu Naruto. Sorriu constrangido coçando os cabelos loiros. Não havia mentira em sua afirmação não precisou de mais do que poucas horas perto de Hinata para ler sua alma, entender seu jeito pelo menos era o que achava até algum tempo atrás, ou melhor, até a conversa de Hideki. Porém percebera que havia algo amais naquela historia toda.
▬ Sim – sorriu Hiashi sem jeito – pelo jeito eu sou o único cego nessa família.
▬ Não diga isso Hiashi-sama.
O homem suspirou profundamente reunindo forças. Com um ar saudosista recomeçou a falar.
▬ Minha esposa morreu muito jovem logo que deu a luz a Hanabi. Ela não agüentou a hemorragia.
▬ Meus pêsames.
▬ Tudo bem. – sorriu Hiashi – faz muito tempo. Na época eu não sabia o que fazer. Era um jovem homem criado nos padrões rigorosos de disciplina da família Hyuuga com duas meninas, na verdade, bebes nos braços, sozinho. Confesso que me apavorei. Não sabia como lidar com elas. – admirou o céu estrelado além da janela por alguns segundos recordando do passado supôs Naruto que não ousou interrompe-lo. Aquele homem queria lhe dizer algo e sentia que era muito importante para ele. – eu fiz o máximo que eu pude. Dei-as conforto e educação, mas não sabia como demonstrar afeto. Nunca fui muito bom no campo sentimental.
Inclinou a cabeça para frente ainda com um ar perdido. Agora Naruto compreendia a tristeza em seus olhos. Ele amava de mais as filhas.
▬ Hanabi sempre foi forte, decidida como eu, como também teimosa e cabeça dura. Como se parecia muito comigo eu não tinha problemas em me relacionar com ela. Quando alguma coleguinha brigava com ela, Hanabi simplesmente partia para sua defesa não pedia ajuda para ninguém. Era uma menina muito independente. Mas..
▬ Hinata não – completou Naruto.
▬ Não. – concordou Hiashi. – ela era diferente. Era uma menina tão pequena e frágil, insegura. Eu achava que se fosse mais rigoroso, autoritário com ela pudesse fazê-la mais forte, mas eu estava enganado e percebi isso muito tarde, a compreendi tarde de mais.
Suspirou pesaroso. Naruto não ousou falar, aqueles eram sentimentos guardados no fundo daquele coração aparentemente duro, de um homem aparentemente forte que lhe confiou suas verdades. Estava se sentindo honrado por isso.
▬ Ela me odeia. – murmurou tocando a mão na testa.
▬ Não, Hiashi-sama. Hinata não te odeia.
▬ Sim, me odeia. Depois de tudo que fiz para ela.... – sua voz morreu enquanto seus olhos cinzas escureciam - Ela me disse.
▬ Hiashi-sama.. o.. que aconteceu? – perguntou Naruto não conseguindo mais segurar aquela pergunta na garganta. Precisava saber o que ocorreu na vida de Hinata para ela ser tão pessimista, infeliz. Queria ajudá-la.
▬ Ela não lhe contou? – indagou Hiashi surpreso com a pergunta de Naruto. – pensei que soubesse, pois o jeito que você cuidou dela quando ele chegou.
▬ Ele?!!.. – repetiu Naruto pensativo - você está falando de Hideki?
▬ Sim – respondeu Hiashi com uma ponta de raiva no âmago. – aquele desgraçado.
Naruto apertou firmemente as cochas controlando a raiva que começava a circular por suas veias. As linhas do rosto endureceram enquanto esperava as palavras de Hiashi tentando não dar atenção as suposições que sua massa cinzenta elaborava. Primeiro precisava ouvir a verdade depois decidiria o que fazer.
▬ Eu deveria imaginar que ela não lhe diria.
▬ O que ele fez? – perguntou com a voz rouca.
Hiashi observou Naruto por algum momento, nutria certa antipatia pelo rapaz não sabia se podia confiar nele, mesmo ele sendo o único capaz de fazer seu anjinho sorrir.
▬ Não gosto de você – confessou. Naruto engoliu em seco diante da declaração inesperada de Hiashi. Suando e nervoso não proferiu palavra alguma. – não gosto de ninguém que queriam levar minhas filhas, mas se elas estão felizes eu não me oponho a isso. Você a fez sorrir depois de anos. Se um dia a fizer chorar...
▬ Eu nunca. – respondeu Naruto imediatamente com um olhar determinado. – nunca faria Hinata chorar.
Hiashi olhou-o por algum tempo com a expressão indecifrável analisando aqueles olhos azuis como um céu sem nuvens, tão firme e determinado. Naquele instante não teve duvidas Uzumaki Naruto nunca machucaria Hinata.
▬ Foi quando ela tinha dezesseis anos – começou por fim – Hinata não tinha o menor inclino para os negócios da família. Você deve saber que produzimos equipamentos para hospitais e além de termos um.
Naruto assentiu escondendo sua surpresa. Não tinha idéia dos negócios da família Hyuuga, mas sabia que eram ricos.
▬ Então.. como minha filha primogênita ela deveria dirigir os negócios junto com Neji, filho do meu falecido irmão. Mas Hinata não era firme por isso eu exigia o máximo dela e quanto mais eu exigia mais ela se retraia cometendo erros e mais erros. – fechou o punho com raiva de si mesmo. – então percebi que ela não seria capaz disso. Foi quando um dia eu soube que Hinata nutria um sentimento por esse rapaz, Hideki.
Hiashi se silenciou pensativo e durante esses pouco segundos Naruto parou de respirar, precisava saber logo da verdade. O Hyuuga não fazia idéia de quão importante isso significava para ele.
▬ Hideki era filho de um dos advogados que trabalhava na minha empresa. No inicio ele me pareceu responsável e logo não soou uma má idéia tê-lo como genro. Hinata precisava de alguém inteligente e forte para cuidar dos negócios no lugar dela, já que não era competente para o cargo. – a voz de Hiashi era rouca cheia de remorso. Como se arrependia do que fizera.
▬ Então? – indagou Naruto aflito pela continuação.
O Hyuuga sorriu amargamente para o loiro que contraiu os lábios, tenso.
▬ Tive a brilhante idéia de persuadir o garoto a sair com Hinata.
▬ Persuadir?! – repetiu Naruto ainda confuso.
▬ Sim, persuadi ele a namorar Hinata. – desviou os olhos acinzentados do rosto de Naruto que aos poucos compreendia o que significava. – não era minha intenção no inicio. Hinata era tímida de mais e não faria nada para que a notasse, apenas tentei..
▬ Dar um empurrão comprando ele? – perguntou Naruto com um nó na garganta devido à raiva que fervia em seu sangue. Daí vinha a idéia de Hinata contratar um profissional para fingir ser namorado dela. Concluiu Naruto com um meio sorriso.
▬ Eu sei. – sorriu Hiashi amargurado. – isso foi uma atitude miserável da minha parte. Mas eu realmente achei que ele fosse uma boa pessoa que no final acabasse se apaixonado por Hinata.
▬ E isso não aconteceu?
▬ Não. – Hiashi apertou o copo de uísque com força notou Naruto, pois o liquido balançava no recipiente. – aquele desgraçado estava brincado com todos.... Durante algum tempo fingiu que era um bom moço, todos acreditaram inclusive eu. Hinata estava feliz. Mas um dia..
▬ Um dia..?!
▬ Hinata foi se encontrar com ele e o pegou com outra garota.
▬ Uma traição – sussurrou Naruto. Mais aquilo não era suficiente para Hinata ficar assim, tão infeliz.
▬ Ele se gabava dizendo que havia enganado a família Hyuuga e principalmente que Eu tinha lhe pagado para sair com a filha estanha dele. – trincou os dente de tanta raiva.
▬ Hinata ouviu isso?
▬ Sim, e quando ele se deu conta apenas riu da cara dela. Isso é o que sei Hinata nunca mencionou o que realmente aconteceu naquele dia. Quando à vi não pude reconhecer, nunca havia visto ódio nos olhos dela, raiva. Ela me disse claramente que me odiava e assim foi embora... eu não pude impedi-la, não depois do que vi naqueles olhos tão doces. – murmurou com os olhos marejados.
Naruto não conseguiu dizer uma só palavra. As imagens do que acontecera anos atrás remoíam em sua cabeça, as palavras a dor de Hinata. Como alguém podia ser tão cruel com uma garota tão gentil e meiga.
▬ Por isso Naruto – Hiashi mirou os olhos perolas para Naruto, eles brilhavam por causa das lagrimas impertinentes que se formaram. – cuide da minha filha. Você devolveu a vida a ela. Todos esses anos ela tem levado uma vida miserável, infeliz. Eu sei por que a vigio e só agora poderei morrer, pois sei que você a fará feliz.
▬ Hiashi-sama..
▬ Agora deixamos de lado esse sentimentalismo. – o velho homem se endireitou na cadeira limpando discretamente as lagrimas – muito obrigado por me ouvir.
▬ Imagina Hiashi-sama. – sorriu o loiro sem jeito. – eu que fico honrado por você confiar a mão de Hinata a mim. Você confia né? – indaga inseguro.
▬ Não preciso confiar. – respondeu o homem seco. Voltara a seu estado habitual. Muito melhor assim pensou Naruto, nunca se acostumaria com um Hyuuga Hiashi sentimental. – você já namora ela não é?
▬ É - sorriu ainda mais sem jeito.
▬ Bem vou dormir.
Hiashi se inclinou levantando da cadeira sendo assim acompanhado por Naruto.
▬ Boa noite Hiashi-sama.
▬ Boa noite.. e ah – se virou para encarar Naruto. – se quiserem fazer suas intimidades, por favor, feche a porta antes. – advertiu.
Naruto petrificou inicialmente e depois corou a compreender sua repressão.
▬ Hiashi-sama não é nada do que você esta pensado... – disse Naruto corado mais o homem já tinha sumido na escuridão do corredor.
Naruto ficou em pé na escuridão da biblioteca por algum tempo digerindo toda aquela informação. Aos poucos as coisas começavam a se encaixar. A massa cinzenta lhe presenteava com vários detalhes que ao longo de sua estadia vinha absorvendo, coisas pequenas que o incomodava. O motivo do contrato de Hinata, sua baixa auto estima, a reação de Hinata ao ver Hideki e por que todos o odiavam.
▬ Hideki. – murmurou entre os dentes fechando os punhos começando a andar.
Seus pés o levaram para o segundo andar no terceiro quarto de paredes brancas com flores lilás onde sua Hinata dormia. Aproximou-se cautelosamente dela e sem fazem movimentos bruscos deitou-se ao lado da pequena Hyuuga que se mexeu levemente sem acordar. Com delicadeza afagou os cabelos negros da mulher que parecia um anjinho dormindo. Quanto mais olhava para ela mais sentia ódio aquele homem como ele podia rejeitar e brincar com uma mulher tão perfeita como Hinata.
▬ Não se preocupe Hina-chan eu não vou deixar ninguém te machucar. – sussurrou, enquanto Hinata sorria dormindo.
Olá pessoas quanto tempo... XD
Peço desculpas pela demora, nunca tive essa intenção, foi tudo por motivo de força maior TT-TT, mas espero que tenham apreciado o capitulo.. confesso que não sou muito boa em escrever cenas mais picantes mais tentei fazer o meu melhor .. e por favor não briguem comigo por que não houve hentai nunca disse que teria nesse capitulo pelo menos XD. E desculpe outra vez por ele não ter saído muito bom, como sabem não escrevo tão bem assim sem contar que foram 12 paginas no word... ando escrevendo muito *_______* meus capítulos tendem a ficar cada vez maiores TT-TT.
Bom muito obrigado pelos reviews (^_^) e desejo a todos um Feliz Ano Novo ..
Até mais o/
