Capitulo XII - You and Me
O céu de um azul celeste de repente foi tomado por grosas e obscuras nuvens encobrindo maldosamente a luz do sol, e assim cobrindo a bela terra com um manto de escuridão e tristeza. Tão logo, gotas frias precipitaram-se do céu tortuoso, enquanto Hinata percorria o campo absorvida por seus pensamentos. Algumas mechas negras grudaram na face molhada, pela chuva e as lágrimas, destacando seus olhos acinzentados que brilhavam como duas luas no céu.
A chuva caia cada minuto mais forte colando a roupa da morena no corpo, congelando a pele alva, mas Hinata não se importava quebrava as barreiras de seus limites continuando a correr pelo campo encharcado, com passadas firmes e espirrando lama no vestido branco. A Hyuuga não ouvia o uivo forte da ventania ou os trovões que aterrorizavam as criancinhas encolhidas debaixo dos pesados cobertores. A única coisa que ouvia era a voz de Hanabi, as palavras de Hideki. Hanabi sabia de tudo desde o começo. Sabia de seus sentimentos, e mesmo assim lhe enganara fazendo pouco caso de seu coração, rindo-se de sua ingenuidade.
Continuou a correr contrariando a fúria do tempo até seus pés lhe levarem ao único lugar em que se sentia segura.
Encostou o corpo molhado na porta da velha cabana. Chovia muito aquela altura e fazia muito frio. Por um instante permaneceu ali parada ouvindo o velho carvalho arranhar a janela. Sentou-se ali mesmo agarrando as penas enquanto grosas lagrimas salgadas desciam de seu rosto alvo. Mais uma vez tudo se repetia, pensou Hinata em prantos não controlando os soluços.
Cobriu o rosto com as mãos pequenas. Por que Kami lhe castigava tanto? O que havia feito de tão terrível para ser sempre punida? Era errado querer ser amada? Essa era a única coisa que sempre quis. Ser querida por aqueles que amava, não se sentir deixada de lado. Mas talvez seu destino fosse esse mesmo. Como em todas as historias sempre havia os príncipes e as princesas que protagonizavam lindas historias de amor com finais felizes de do outro lado as madrinhas, as boas almas que zelam e protegem os enamorados apenas observando a felicidade alheia com o coração vazio e solitário. Seu papel sempre fora esse; uma simples coadjuvante. Deveria ser assim, a solidária amiga que sempre estará lá para ajudar a todos, pois nunca haveria um príncipe.
Fechou os olhos, exausta.
— Hinata! – ouvi-se um grito e um esmurro na porta.
A Hyuuga mexeu-se no chão ainda de olhos fechado.
Mais uma vez ouviu-se um murro na porta e alguém a chamando. Hinata apertou os olhos recusando-se a acordar. Era apenas um sonho ninguém estaria ali, falava seu inconsciente.
O vulto cansado e encharcado passou a mão pelos cabelos molhados impaciente. Não ouvia resposta do lado de dentro da cabana e ele tinha certeza de que Hinata estava lá. Gritou mais uma vez. E novamente o silencio surgiu como resposta a seu desespero. Furioso deu a volta na cabana. A chuva caia forte. Olhou pela janela e vislumbrou o breu que estava dentro da residência. Não havia outra opção entraria a força se ela não queria vê-lo.
O vidro estilhaçou deixando a chuva entrar na pequena cabana. Gotas de sangue se misturam com a chuva e a lama dos sapatos encharcados quando Naruto entrou. Os olhos azuis vasculharam o recinto a procura de Hinata. No entanto a escuridão e a própria não facilitava o trabalho.
— Hinata! – se adiantou quando o raio iluminou parcialmente o interior da cabana revelando a localização de Hinata; ela estava desmaiada diante da porta da cabana. – Hinata! acorda Hinata!
A morena não se mexeu. Estava muito fria, o rosto pálido. E Naruto mal podia sentir a pulsação da jovem. Ela estava morrendo.
— Hinata!- continuou Naruto aflito chacoalhando gentilmente morena desacordada. – por favo não faça isso comigo! – pediu abraçando o corpo inerte e frio da jovem.
— Hinata!
Naruto!… Não! Ele não estaria aqui. Por que ele estaria aqui? Ele não faz parte da minha vida. Hinata apertou mais os olhos. Estava tão frio que mal conseguia respirar. De novo lhe chamaram. Será o meu príncipe? Ele veio me salvar? Procurou por todos os lados, mas estava muito escuro e Hinata não conseguir descobrir quem a chamava. Mais uma vez a chamaram e uma onda de calor tomou seu corpo e tudo ficou branco. Não sentia mais medo. Não sentia mais frio. É assim que é morrer? perguntou-se. Voltou-se para o lado e um anjo lhe sorriu. Ela sorriu de volta. Ele lhe chamava com a mão estendida. Encantada Hinata segurou sua mão. Tudo vai ficar bem, dizia ele, tudo vai ficar…
—… bem, Hinata.
A Hyuuga piscou os olhos tentando acostumar com a luz. Demorou alguns segundos para identificar o borrão amarelo diante de seus olhos. Naruto sorriu aliviado.
— Você está bem Hinata?
Hinata olhou Naruto por alguns segundo confusa.
— Onde estou? – perguntou tentando levantar a cabeça, mas esta latejou em protesto.
Aos poucos foi se recordando do que havia acontecido poucas horas atrás. O desilusão que sentira. O envolvimento de Hanabi naquela brincadeira sem graça a chuva, a cabana, tudo.
— O que você faz aqui Naruto?
— Eu vim atrás de você. – Naruto encostou-se no braço do sofá empoeirado observando a face pálida e cansada de Hinata. Hideki ainda iria lhe pagar por aquilo, pensou fechando os punhos. – você saiu correndo como uma louca de baixo dessa tempestade. Eu fiquei preocupado.
A Hyuuga baixou a cabeça sentido a maça do rosto arder em chamas.
— Des-desculpa. Não achei…
— Olha Hinata! Nem tudo é o que parece. Você não irá resolver tudo se ficar fugindo assim… – passou a mão pelos cabelos molhados, não sabia como mostrar para Hinata que estava do lado dela, que sempre estaria. – você deveria ouvir sua irmã primeiro…
— O quê? Co-como você sabe disso?
Naruto desviou o olhar para a lareira desconcertado sobe o olhar inquisidor de Hinata.
Por um momento Hinata o encarou sem entender o que Naruto estava dizendo. O pequeno corpo ainda tremia devido ao frio, mesmo com a lareira acesa. Mas Naruto recusava-se a olhar em seus olhos, como se escondesse algo. Do mesmo modo como os outros lhe trataram há seis anos atrás. Enquanto transbordava em felicidade ao sonho, tão intimamente desejado, finalmente realizado não se permitia enxergar o que se passava a sua volta. Estava tão envaidecida do seu "amor" que se negava naquela época notar o desconforto dos próximos quando mencionavam o nome de Hideki. Hanabi naquela ocasião sempre desconversava quando não dirigia palavras indiferentes. Como fora tola, pensou Hinata, todos sabiam e ela também. No intimo, lá no fundo sempre soubera.
Do dia para noite o garoto que sempre observara a distancia havia a notado. Durante dez anos esteve ao seu lado, falara com ele, estudara na mesma turma, sem ser notada. E assim como passe de mágica ele em certo dia voltou-se para ela e lhe disse como estava bonita. Um sonho perfeito de mais. E aquele olhar lhe confirmava outra vez, Naruto também sabia.
— Você sabe de tudo, não é? - os olhos brilharam novamente enquanto Naruto encolhia os ombros. – desde quando você sabe disso? Heim? Me fala..
A voz embargada de Hinata cortava o coração de Naruto. Ela sofrera tanto quanto ele, mas sua dor foi lhe causada por circunstancias do destino, uma doença, mas a de Hinata não. Ela havia sido vitima de um ser humano corrompido pela maldade e ambição. Ficou a par da historia graça a Hiashi, quando decidira que nunca deixaria ninguém machucá-la.
— Me responda Naruto.
Naruto tomou-lhe as mãos frias. Os olhos azuis encaram-na determinado.
— Seu pai me contou sobre Hideki, por isso digo que você não deveria deixar esse canalha lhe abater… - Hinata soltou suas mãos das de Naruto enquanto este falava. Para seu desespero ela o encarava indgnada. – Hinata, eu …
— Eu não acredito nisso – murmurou Hinata com um sorriso derrotado no rosto alvo – então… todos continuaram a rir de mim?
— Não Hinata, do que você esta falando?
Naruto levantou-se começando a ficar em pânico. O rosto alvo de Hinata ficava mais pálido, os olhos sem vida.
— Ninguém está rindo de você. Nunca riram. Olha o que aquele cara fez foi errado mais seu pai e os outros só estavam preocupados com você.
— NÃO. – gritou Hinata com os olhos banhados em lagrimas – você não sabe nada. Você nunca entenderia.
Naruto queria se aproximar de Hinata, lhe abraçar e sussurrar no ouvido que tudo estava bem, que ele a amava. Mas a Hyuuga parecia transtornada de mais, sacudia o corpo jogando os cabelos negros de um lado para outro enquanto murmurava palavras desconexas entre os soluços.
— Hinata, por favor, me escuta – Naruto se aproximou da morena colocando as mãos em seus ombros, porém a mulher o repeliu se afastando dele.
— Não toque em mim!
Se afastando sentou-se em uma cadeira e segurou a cabeça
— Você também estava rindo de mim, não é mesmo? Mas é claro que estava. Como não estaria? Sou uma mulher tão estúpida. – riu friamente. – eles também sabem que eu contratei você? E eu, a idiota achando que não sabiam de nada. Como sou tola. Sempre me fizeram de boba, desde que me conheço sempre houve alguém que se aproveitava de mim, se não era nos deveres escolares era em casa, mas como eu sempre tive medo que me rejeitasse eu o fazia, mesmo sabendo que estava sendo usada.
" mas eu era tão insignificante, tão fraca. Nunca consegui fazer nada direto. Eu nunca consegui me esquecer dos olhos de reprovação e piedade do meu pai enquanto cometia erro atrás de erro. "Você não serve para ser a herdeira das industrias Hyuugas" foi assim que ele me disse depois de mais um fracasso meu. Aos olhos do meu pai sempre fui uma decepção e dos outros só causava pena. Você não entenderia esse sentimento. Sentir ser jogada de lado por ser desajeitada. Ser descartável.
As grosas lagrimas caiam pesada no piso de madeira. A chuva cair lá fora.
— Você não é nada disso Hinata – murmurou Naruto com a voz rouca.
Hinata levantou a cabeça e encarou Naruto com os olhos cintilando devido ao choro. Um sorriso de desdém surgiu nos lábios finos.
— Quem é você para dizer uma coisa dessas a mim? – perguntou com tom de desprezo na voz.
Naruto mordeu o lábio inferior.
— Hinata.
— Você nem se quer me conhece. O que? quantos dias nos conhecemos? dois, três? – ela se levantou furiosa – você não faz parte da minha vida, não sabe o que eu passei. Acha mesmo que algumas horas ao meu lado e o que meu pai lhe contou é o suficiente para me entender. Pois bem Naruto, não é.
— É. – gritou Naruto igualmente furioso. Mesmo ela estando inconformada com a vida ele não merecia aquele tratamento. Poxa, ele havia enfrentado uma tempestade por causa dela - verdade senhorita Hyuuga Hinata . – devolveu no mesmo tom de voz. – não sei nada a respeito de sua vida sofrida.
Hinata arqueou uma sobrancelha incrédula com o tom sarcástico na voz de Naruto.
— Acha que sou um mártir? – indagou indignada.
— E não é. Ficando ai chorando pelos cantos. Ninguém me ama. Ninguém gosta de mim.
Os olhos pratas se estreitaram furiosos, enquanto o alvo em questão mantinha-se indiferente a aquele olhar assassino.
— Cresça Hinata. A vida é assim, ela é dura. Há tanto sofrimento quanto felicidade por ai. Mas isso não é motivo para se entregar tão facilmente.
— Você não pa..
— Não passei pelo que você passou – concluiu Naruto revirando os olhos, irritado. Não queria ter chegado aquele ponto, mas Hinata o havia tirado do serio. - sim, não passei, mas tive momentos tão ruins ou até mesmo piores que os seus e estou aqui. Vivo.
Encarou a Hyuuga que sustentou o olhar. Se não fosse pelo fato de estar terrivelmente furioso com aquela pequena mulher, Naruto teria notado como linda ficava Hinata brava, com o queixo erguido em desafio e principalmente atraente naquele vestido branco, úmido que lhe permitia uma verdadeira visão do corpo esquio da Hyuuga e suas deliciosas curvas.
— Não é só por que um imbecil falou algumas palavras indelicadas e lhe provocou uma desilusão que você deve se afundar em um poço de lamentos e deixar de viver.
— Então foi isso que lhe disseram? – rebateu Hinata tão furiosa quanto o loiro.
— Como assim? – perguntou Naruto agora confuso.
Hinata desviou os olhos para lareira.
— Não foi isso que aconteceu naquele dia…. Eu iria encontrar com Hideki no centro da cidade, mas ele não estava lá na hora marcada. Então eu liguei, mas ele não atendia. Foi ai que decidi ir na casa dele. – Hinata parou pensativa, como se estivesse recordando do ocorrido.
— Então?
— Então eu o encontrei em casa. Seus pais haviam viajado e a residência estava uma bagunça como se tivesse tido uma festa. Eu o procurei, fui até o seu quarto e o encontrei na cama com outra garota. Eu fiquei chocada ele estava semi nu e cheirava a álcool, na verdade o quarto inteiro cheirava a álcool. Eu perguntei a ele o que aquilo significava e ele me olhou meio tonto e sorriu para mim. Eu nunca vou me esquecer do cheiro dele quando veio para cima de mim. Eu tendei me esquivar, mas ele ignorou dizendo que eu não precisava ficar com ciúmes da outra garota, por que ele também daria a mim o mesmo tratamento – Hinata crispou os lábios enquanto Naruto apertava o punho furioso. - Eu tentei empurrá-lo, mas ele era mais forte que eu, e assim ele me jogou no chão e começou a me beijar com aquele cheiro de álcool. Eu gritava e me debatia dizendo que não queria, que ele parasse mais isso só o enfurecia, me apertando e me beijando com mais violência.
Hinata fechou os olhos, ainda podia sentir a fúria de Hideki os socos que ele havia lhe dado. Naquele mesmo dia sozinha em seu quarto viu as marcas da fúria de um homem e percebeu o quão frágil era.
— Ele.. – começou Naruto sem conseguir concluir. O sangue fervia nas veias.
— Eu lutei com toda a força que tinha. Depois de um tempo irritado ele me soltou. Disse que eu ficasse com meu jeito puritano que ele não queria uma idiota como eu, sem atrativos, e o que ele tinha tentado fazer era só por dó por que ninguém iria quer uma garota estranha como eu. Me disse que só estava comigo por que meu pai havia lhe pagado. Depois voltou para junto da outra garota que apenas ria de tudo.
Se a tempestade não caísse forte do lado de fora da cabana e não estivesse tão distante da casa grade Naruto certamente em algumas horas estaria indo para cadeia sobe a legação de assassinato tal era o ódio que sentia por aquele homem chamado Hideki.
— Mas ele estava certo. Quem iria me querer? Sou tão insignificante.
Os lábios finos de Hinata esboçaram um sorriso amarelo.
— Eu já disse para parar de falar isso. – rosnou Naruto entre os dentes – você não é nada disso.
— Naruto não precisa fingir para mim. Eu sei que nunca despertei o interesse de ninguém. Nem fui convidada para o baile, na faculdade ninguém me convidou para sair. Eu…
Naruto interrompeu as palavras de Hinata, colocou a mão em seu queixo para levantar-lhe o rosto e, sem que esperasse, cobriu-lhe a boca com a sua. Hinata ficou imobilizada ao contato dos lábios do loiro, que deslizaram suaves, mas firmes sobre os dela, em uma carícia gentil e intensa. Ela entreabriu ligeiramente os lábios num suspiro, possibilitando que ele introduzisse a língua em sua boca. O movimento da língua de Naruto dentro de sua boca era tão delicado e tão doce que seu corpo relaxou e seus lábios se entreabriram um pouco mais em total entrega. Sentia agora o prazer e a excitação percorrer-lhe o corpo. Agarrou aos braços de Naruto para manter o equilíbrio, de início ela somente se deixou beijar, correspondendo depois com igual ardor.
Naruto soltou um gemido e suas mãos deslizaram pelo corpo de Hinata, pressionando-a contra seu próprio corpo enquanto seus lábios continuavam exigindo beijos cada vez mais profundos.
Hinata passou os braços em torno do pescoço dele, quase estrangulando-o na tentativa de tê-lo ainda mais junto de si. Ela sentiu uma das mãos de Naruto descer por suas costas, apertando-a ainda mais até que ela roçou em uma parte enrijecida do corpo dele. Assustada, tentou se afastar dele, mas Naruto a puxou com mais força contra si.
— Então, deixe-me provar – sussurrou, beijando-a no rosto e escorregando os lábios até o ouvido dela. – que você está errada.
Hinata suspirou languida e soltou um gemido quando ele enfiou a mão pela abertura do vestido branco e acariciou-lhe o seio.
— É. – murmurou Hinata perdida na sensação que os beijos do loiro lhe causavam, mas recuou quando sentiu a mão dele puxar a laça do vestido deixando descoberto um seio.
— Não tem para onde ir – disse ele, seguindo-a até que as costas dela atingiram a parede. Os olhos azuis agora escurecidos de desejo brilhavam em sua direção.
— Na-naruto – balbuciou Hinata corada. A morena não temia os olhos do homem, mas sim o que eles provocavam nela, uma sensação que nunca sentira antes. Temia que se ele aproximasse mais cederia a tudo, a todas as vontades dele. – acho qu-que é bom vo-você pa-parar com a bri-brincadeira.
— Não estou brincado – disse rouco – apenas vou lhe provar que está errada.
Hinata se apertou à parede.
— Bem, podemos fazer isso aqui, se quiser, mas eu preferiria a cama. – sorriu malicioso.
— O quê? - perguntou Hinata, intensamente corada. Deus! Aquele não era o Naruto que conhecia. Pensou a morena sem fôlego.
A tensão entre os dois era tão forte que abafava os trovões e a chuva que cai do lado de fora cabana.
— Isto... — Ele se debruçou, dobrou a cabeça e mordiscou-lhe o lóbulo da orelha.
Ela segurou a respiração, meio temerosa, meio seduzida pela sensação.
— Sua pele é doce, Hina. Não me lembro de ter sentido um gosto tão doce antes. Você é toda doce assim?
Ela não sabia, mas esperava que sim se isso significava que ele continuaria. Num suspiro fechou os olhos e encostou a cabeça na parede, quando ele voltou sua atenção para o seu pescoço. Aquelas sensações intensas tornava-lhe os membros pesados e ela mergulhou os dedos nos cabelos dele, para segurá-lo mais perto. Deveria lutar, reagir, protestar, mas simplesmente não conseguia. Mesmo a mente lhe dizendo que aquilo era inconcebível seu corpo se recusava a obedecê-la tremendo a cada toque de Naruto. Deus! Nunca se sentira assim, tão excitada, tão quente. Era errado, mas queria que ele continuasse, há como queria.
Ele abaixou a outra alça do vestido por seus braços, expondo-lhe a pele alva à medida que fazia a peça escorregar beijava-a ao mesmo tempo. Segurando-a com firmeza pela cintura, capturou um dos bicos túrgidos entre os dentes e deu-lhe uma leve mordida.
— Oh - alguma coisa profunda em seu ventre despertou-lhe a fome por mais. Seus joelhos se curvavam, mas Naruto a segurava com força, suportando seu peso. Ele continuou a dar atenção aos seios, primeiro um, depois o outro, até que ela pensou que gritaria de prazer.
Não sabia o que estava acontecendo com ela? Por que não protestava? apenas sentindo a antecipação excitante sobre o que ele faria a seguir. Não fora assim que se sentiu quando Hideki lhe agarrou. Naquele dia repulsa e nojo foram as únicas coisas que aquele homem lhe despertara, e durante muito tempo temeu se aproximar de outros homens. E enquanto lia aqueles romances quentes em suas noites solitárias se perguntava se realmente uma mulher podia sentir as sensações descritas nas historias. Não acreditava. Mas agora suas duvidas desapareceram. Pois Naruto era como os heróis de seus romances.
Finalmente o vestido caiu no chão. O rubor subiu as bochechas de Hinata quando ele voltou a seus seios antes de escorregar a boca para seu ventre, e ajoelhar-se diante dela. Correu a língua em torno de seu umbigo, fazendo-a arrepiar de novo. Ela gemeu de vergonha. Tudo o que vestia agora eram as meias e as sandálias e a calcinha. Naruto segurou-lhe os quadris, mantendo-a imóvel, enquanto beijava o caminho de descida. Quando percebeu seu objetivo, sua primeira reação foi de choque e vergonha. Ela agarrou a cabeça de Naruto tentando levantá-la.
— Na-Naruto.. pa-pare… - murmurrou.
Com um gemido Naruto se levantou e tomou-a nos braços, o jeans molhado da jaqueta arranhando sua pele nua. Senhor! Ele estava completamente vestido e ela completamente nua!. Naruto a deitou na cama na outra extremidade da cabana e lhe removeu as sandálias, olhando-a intensamente enquanto corria a mão por seu tornozelo até as meias.
Hinata cobriu os seios em uma atitude automática o que fez Naruto rir. Ela era uma graça toda envergonhada. Ele tirou as mãos dela e cobriu sua boca num beijo exigente, e feroz e depois sussurrou:
— Você é linda, meu bem, não precisa ter vergonha.
Antes que Hinata protestasse ele voltou a beijá-la, a boca, o pescoço, o seios fazendo uma trilha de prazer. O corpo miúdo tremia em resposta aos toques do loiro deixando louco de excitação. Nunca uma mulher havia o deixado louco de desejo com apenas o roçar de sua pele morena conta a alva. Hinata era delicada e vulnerável e estava toda entregue a ele. Sua mão hábil percorreu o ventre da morena e se enroscou na calcinha de ceda. Por Kami! Ela estava toda molhada. Hinata ofegante, enterrou as unhas nas costas dele e arqueou o quadril para que ele pudesse acariciar suas partes íntimas e ele num movimento dramático rasgou sua peça intima.
— Oh, Naruto... — Hinata arfou, sentindo o corpo pulsar em crescente tensão quando ele tocou suas partes íntimas, agora sem o impedimento de tecido algum.
Ela se contorceu sobre o lençol, segurando o tecido com força com as duas mãos porque temia que, se não se segurasse em alguma coisa, evaporaria como a neblina da manhã, tal era a intensidade que o toque do Naruto lhe provocava.
— Naruto — gemeu, enquanto ele percorria com beijos o caminho para sua intimidade.
Arquejou quando ele encontrou um novo ponto de intenso prazer para beijar. A língua dele era hábil e experiente a acariciava naquele ponto fazendo todo o corpo da morena formigar, pronto para mais, querendo mais, precisando de mais. Seus quadris agiam naquele momento por conta própria, movimentando-se para cima na ânsia de receber mais beijos e mais carícias.
Soltou a mão que apertava os lençóis e enfiou as nos cabelos loiros e desgrenhados de Naruto, incentivando-o a satisfazer o desejo de seu corpo. Sua cabeça girava em um turbilhão, quando os lábios de Naruto tocaram o centro de sua excitação. Seu corpo vibrou na cama, sentindo cada um de seus poros latejar. Com a respiração acelerada, ela soltou um suspiro.
— Mais ..- gemeu.
Ele levantou a cabeça e olhou o rosto corado cheio de desejo.
Sua voz era rouca e tensa quando murmurou:
— Você é tão doce, Hina. - beijou-a sob a orelha, passando-lhe a língua até ela estremecer de prazer.
As mãos tremulas de Hinata soltaram os cabelos loiros e se enroscaram na jaqueta jeans dele. Não pensava mais em nada, movida pelo desejo intenso só queria sentir a pele morena do loiro contra sua.
— Naruto — disse de novo, a única palavra coerente em que pensava.
Tão excitado e louco de desejo quanto ela, Naruto foi retirando com urgência a peças de roupas que incomodava o tão desejado contato enquanto beijava Hinata, um beijo guloso e exigente, quase violento. As peças aos poucos voaram pelo quarto. Então ele se moveu para cima dela, separando-lhe as coxas com os joelhos e pressionou em baixo, insinuando aquela parte masculina de si mesmo dentro da intimidade vulnerável e úmida que sua boca tinha deixado tão recentemente. Sua espessura invasora era ao mesmo tempo aterrorizante e excitante.
— Depressa — arquejou, com medo que ele mudasse de idéia. — Por favor!
Hinata afagou enquanto Naruto segurou-lhe os quadris, levantou-o e ao mesmo tempo pressionou para a frente.
— Tão aconchegante – sussurrou rouco.
Hinata ergueu os quadris para ele se aprofundar e sentiu uma pontada intensa percorrê-la. Gemeu. Estava feito. Mas a imobilidade de Naruto a surpreendeu. Até aquele momento, fora fluido, movendo-se, seduzindo, acariciando, criando um ritmo sedutor. Ela abriu os olhos e encontrou os dele.
— Eu machuquei você? – os olhos azuis perscrutavam o rosto de Hinata, preocupado a procura de um resquício de dor ou sofrimento. – você está bem?
De forma absurda, as lagrimas lhe correram no canto dos olhos. Ele sabia, e ainda assim…
— Eu estou bem – respondeu em um fio de voz – por favor, continue.
— Tem certeza?
Hinata assentiu impossibilitada de falar.
Naruto se inclinou sobre ela e pôs as mãos aos lados de seu corpo. Começou a mover-se para frente e para trás; calmamente, abrindo caminho entre seus quadris. Tirou-lhe os cabelos do rosto e beijou-lhe os olhos fechados, o nariz e as faces, todo o tempo se movendo dentro dela, acendendo de novo a paixão e o prazer. Hinata sentia que crescia por dentro como se perfurasse sua garganta. A agitação começou a crescer e a crescer até que seu corpo se abriu cada vez mais. Os dedos de Naruto entrelaçaram os dela e ele segurou-lhe as mãos contra o travesseiro, um gesto ao mesmo tempo inocente e íntimo.
Ela ergueu os quadris para ele e se ajustou ao leve desconforto, com nova antecipação. Os músculos de Naruto tremiam, como se estivesse se controlando com grande esforço.
Instintivamente, ela foi ao encontro de suas investidas gentis. Ele libertou-lhe as mãos e começou a acariciá-la de novo. Quando a tensão atingiu o ponto de febre e ela arqueou a cabeça contra o travesseiro cravando as unhas nas costas de Naruto.
— Naruto! — gritou com todas as suas forças ao mesmo tempo em que o gozo se aproximava para ela.
— Hinata – gemeu Naruto ofegante contra a pele de Hinata.
A cama se movia como se tivesse vida própria e na pequena cabana se ouvia o som de pele contra pele. Naruto grunhia, gemia e suava. Ou talvez fosse Hinata que grunhia, gemia e suava. Sabia que ele estava falando, mas as palavras estavam além de sua compreensão. Todos seus sentidos estavam concentrados no que estava acontecendo naquele momento. Nunca havia sentido nada parecido em toda sua vida. Nem sequer se tinha atrevido a sonhar que era possível sentir prazer daquele modo.
— Naruto …. - Hinata logo escutava seus gemidos. Parecia estar agonizando. Ficou sem respiração e uma cascata de fogos de artifício explodiu em seu interior. Aquela sensação se prolongou e se prolongou até que o membro chegou ao limite e não pôde continuar penetrando-a mais profundamente.
De algum lugar muito longínquo, Hinata sentiu que as pernas escorregavam sobre a seda e caiu em um profundo sono antes que Naruto tivesse saído dela.
Hinata acordou com a luz do sol sobre seus olhos. Os pássaros cantavam alegres comemorado o céu azul e o calor do sol depois de uma terrível tempestade. A hyuuga piscou os olhos se acostumando com a claridade, sentia se um pouco dolorida e cansada. Tentou se mover, mas uma mão a impediu. Ela olhou por um bom tempo aquele braço forte de pele morena que lhe abraçava pela cintura até sentir as maças do rosto arde de vergonha ao se recordar da noite anterior. Se virou e contemplou aquele anjo dourado dormir profundamente. Um sorriso surgiu em seu rosto. Em apenas poucos dias ele a fez mais feliz que toda a sua vida.
Tocando de leve o rosto de linhas perfeitas ela desejou que pelo menos dessa vez tivesse encontrado seu príncipe, mas antes que seu coração enchesse de esperanças abandonou tal idéia. Não valeria apena sofrer mais. Ele já lhe fizera muito, mais do que qualquer um havia feito por ela, não podia esperar mais dele.
Com delicadeza inclinou a cabeça até seu rosto.
— Obrigado – sussurrou dando um selinho nos lábios - eu te amo.
Levantou-se, já sabia o que tinha que fazer.
Olá pessoal *olha a cara de pau*
::::Começando as desculpas::::
Bem, eu havia prometido que iria postar o capitulo na ferias, mas quando elas chegaram eu não tinha idéia do quão podre eu estava. Poxa, tirei do atraso todo o sono que perdi nesses últimos cinco meses… nunca dormi tanto em minha vida XD… depois de ter matado a saudade de casa e comido a comida de mamãe ' ai como senti falta dela" eu comecei a escrever o capitulo, dai estava indo tudo bem até eu empacar no hentai.. não saia merda nenhuma ... imagina a frustração TT-TT... e eu não queria postar qualquer coisa né ...principalmente sendo o meu primeiro hentai... depois de tudo finalmente o capitulo. desculpa se o hentai não ficou bom, sabem como é que é né
espero que vocês tenham gostado , por favor se gostaram comente, se não também comentem, se quiserem dizer que estão com raiva de mim e tudo mais, comentem =.=
sei que não mereço o perdão de vocês TT-TT depois e lhes abandonar assim...
Obrigado por todos os comentários, o próximo capitulo será emocionante (^_^)
