Epilogo
Um ano depois
Mexeu-se na cama afundado a cabeça no travesseiro recusando-se a levantar. O colchão e os lençóis pareciam tão atrativos e confortáveis chamando-a para um mundo de sonhos deliciosos, entretanto, uma luz incomoda invadiu o quarto de paredes brancas clareando o recinto. Irritada cobriu a cabeça com o travesseiro se recusando a despertar mesmo sentindo um cheiro delicioso de café e torradas.
— Não seja uma menina teimosa e acorde agora meu anjo. – uma voz rouca sussurrou em seu ouvido provocando um arrepio de prazer ao longo de sua espinha. Isso fazia lhe recordar os prazeres da noite anterior. – o dia está lindo.
Hinata levantou a cabeça um pouco ruborizada devido a lembranças, apesar de um ano após sua corajosa declaração e o namoro decorrido desde então, ainda assim se envergonhava de certas coisas. Naruto lhe dizia que era uma das características de que mais gostava nela, o fato de ficar toda corada quando estava ou falava de suas intimidades.
— Isso parece bom – comentou pegando o café fumegante.
— Mas claro que está bom fui eu, o super Uzumaki Naruto, quem preparou. – apontou o peito estufado enquanto presenteava Hinata com um sorriso triunfante.
A Hyuuga riu deliciada.
— E como não poderia ser?. – concordou fingindo acreditar. – você não é um humano, não é?
— Não brinque comigo pequena – zangou-se Naruto – se não receberá meu super castigo.
— E qual seria o castigo senhor todo poderoso Uzumaki? – desafiou a morena erguendo o narizinho empinado.
Naruto arqueou a sobrancelha, contrariado e então sorrindo disse:
— Este.
Um ataque mortal de cócegas foi deferido na pobre e indefesa Hyuuga que se contorcia desesperada para escapar daquelas mãos algozes que não paravam de fazê-la rir, no entanto, o loiro a mantinha bem presa. Sobre ela, Naruto segurava suas pernas com os joelhos e mesmo com as mãos livres Hinata não era forte o suficiente para escapar, só lhe restava a opção de lhe implorar clemência. Naruto só cessou seu ataque quando, a pequena morena corada, mal conseguia respirar.
— Você é linda – sussurrou sorrindo com os olhos azuis brilhantes intensificando o vermelho na faces já corada da jovem – eu te amo.
Hinata fechou os olhos, aumentado a expectativa do beijo que viria a seguir. Os lábios macios tocaram delicadamente os seus em um beijo lento e provocante, involuntariamente ela abriu os lábios para permitir passagem a Naruto, para um beijo intenso, aqueles que lhe tirava o fôlego e a levava para um outro mundo além do seu próprio corpo. Sem demora ele apoderou de seu lábio sem delicadeza ou lentidão, mas sim com presa e desespero, fazendo o corpo da Hyuuga tremer de excitação, despertando cada centímetro de sua pele para o prazer. Ele tinha o poder de fazer isso com ela. Era até vergonhoso de admitir, ficava mais devassa e mundana quando lhe tocava.
Com as mãos tremulas tocou o peito forte do loiro sentindo as baitas descontroladas de seu coração. Satisfeita, percebeu que ela também provocava as mesmas reações naquele homem. Naruto a estreitou puxando para mais perto de seu corpo enquanto o beijo ficava mais exigente e veloz numa dança envolvente e quando achou que iria perder a consciência com apenas aquele beijo apaixonado tudo parou. Hinata gemeu em protesto, mesmo sem fôlego, quando Naruto separou seus lábios dos dela. O loiro encarou o rosto miúdo e corado com um sorriso.
— Não fique assim, meu anjo, se continuarmos vou chegar atrasado. – a Hyuuga abriu os olhos assustada.
— Você precisa mesmo ir? – os olhos prateados suplicantes encontraram os azuis
Naruto desviou o olhar saindo de cima de Hinata.
— Tenho que ir. Eu não posso adiar mais isso. Mas não se preocupe, logo eu estarei de volta.
Hinata franziu o cenho, preocupada.
— O que tem que fazer lá? É grave?
— Não se preocupe, não é nada de mais. – respondeu evasivo evitando encarar Hinata deixando-a mais irritada.
— Se é algo sem importância não precisaria viajar justamente hoje. – sentou-se na cama com as pernas cruzadas e as mãos na cintura. Naruto conseguiu imaginar o pé da morena batendo nervoso no chão se esta estivesse de pé. Com muito custo tentou conter o riso que ameaçava sair de sua garganta. As vezes gostava do lado ciumento da jovem. – hoje comemoramos um ano de namoro Naruto-kun.
O loiro sorriu complacente coçando a cabeça e embaraçando os cabelos revoltosos despreocupado.
— Eu sei querida. Mas prometo recompensar mais tarde – sorriu malicioso para a Hyuuga carrancuda.
Hinata truncou o maxilar, irritada. Parecia egoísmo querer que Naruto ficasse com ela, mas aquela era uma data especial para eles. Não lhe pedia mais nada nem que se casasse com ela muito menos que lhe provasse a todos que a amava. Só queria que ficasse com ela ao seu lado aquele dia segurando a sua mão. Isso era tudo que desejava,
Naruto suspirou
— Hinata, olhe..
— Não. – interrompeu com os olhos cheios de lagrimas, suas mudanças de humor já estava ficando comuns talvez essas mudanças ocorresse devido seu estado. - Tudo bem. Pode ir.
Levantou-se e foi em direção a porta.
— Hinata ...
— Não me toque!. – gritou se esquivando da mão de Naruto e saindo do quarto indo para o lugar mais seguro naquele momento; o banheiro
— Hinata, por favor, vamos conversar. – implorou o Uzumaki encostando a cabeça na porta fechada. – o que fiz de errado agora, me diga. Hinata?
A mulher mordeu o lábio inferior tentando conter as lagrimas. Não conseguia controlar seu estado de nervos. Estava muito irritada e magoada com Naruto e o pior era que não sabia por que. Na verdade estava muito estranha devido os hormônios da gravidez. Chorando encolheu as penas abraçando-as, estava chateada com Naruto e com ela mesma. Com Naruto por ele ser tão insensível, como podia preferir aqueles oficiais mau humorados da corporação ao invés dela e principalmente no dia de um ano de namoro. Havia planejado tudo perfeitamente. Naquela data tão especial iria dizer a Naruto que estava grávida. Ao pensar no filho as lagrimas desceram mais fortes. E também estava chateada com ela mesma por ter sentimentos tão egoístas e fortes que a faziam mudar de humor e brigar com seu amor.
— Hinata me responda? – bateu Naruto do outro lado da porta, impaciente.
A recusa de Hinata em responder deixou Naruto mais irritado do que o normal. Nervoso passou as mãos pelos cabelos loiros e chutou a porta provocado um grito de sustou do outro lado da porta.
— Bem, se não deseja falar comigo, falamos mais tarde quando estiver mais calma. Até mais Hinata.
Um soluço cortou o silencio do apartamento. Naruto havia ido embora e deixado-a ali, sozinha no banheiro chorando.
— Naruto – choramingou Hinata entre os soluços olhando a porta de saída
O resto da manha foi completamente fúnebre, ansiosa esperou Naruto lhe telefonar, mas este não o fez. Estava arrependida por sua atitude egoísta, no entanto, não tinha coragem de ligar para ele pedindo desculpas. Uma parte lhe dizia que era covarde e a outra lhe a firmava que a culpa era toda de Naruto, pois era mais que sua obrigação ficar ao seu lado naquele dia.
Mordendo o lábio inferior, tomou coragem e pegou o telefone. Pareceu-lhe uma eternidade enquanto o telefone chamava, e nesse meio tempo Hinata repetiu varias vezes as palavras que iria dizer a Naruto. Pediria desculpas por sua grosseria e diria que o esperaria ansiosa em casa. Entretanto tudo ruiu quando o aparelho foi atendido.
— Alô. – uma voz feminina do outro lado da linha atendeu.
Meio contrariada Hinata perguntou cautelosa.
— Esse é o telefone do senhor Uzumaki Naruto.
— Sim. – a voz calma e sensual respondeu.
— Posso falar com ele? – indagou Hinata num fio de voz.
— Me desculpe, mas ele está ocupado. Pode deixar o seu recado que eu comunico a ele. – respondeu a mulher.
Hinata desligou o aparelho na cara da mulher em prantos. Não podia acreditar que Naruto a estivesse traindo. Os olhos se nublaram de novas lagrimas. Só podia ser isso e naquele momento tudo começou a fazer sentido, Naruto andava estranho fazia alguns meses, sempre chegava tarde e tinha telefonemas misteriosos, durante algum tempo convenceu a si mesma que ele apenas não queria preocupá-la mais com seus problemas já que estava tão ocupada com as aulas na faculdade e seu doutorado. Mas agora sabia muito bem o que significava aqueles telefonemas e as evasivas dele quando perguntava do que se tratava.
Um ódio profundo se apoderou do pequeno corpo. Como ele podia ter feito uma coisa dessas com ela depois de tudo. Bastava apenas dizer a verdade, que não a queria mais, seu coração sairia despedaçado, no entanto, sorriria e diria que desejaria toda felicidade do mundo a ele, mesmo que para isso precisasse morrer depois. Mas não, ele tinha que ser como o maldito Hideki, apunhalando-a pelas costas.
— Mas as coisas não irão ficar assim. – rosnou entre os dentes, decidida.
Ela não era mais tão frágil e vulnerável como antes. Aquele crápula, maldito demônio loiro incrivelmente lindo a havia lhe ensinando a ser mais forte e ele provaria agora do seu próprio veneno.
Quando se levantava pra ir dizer poucas e boas para aquele maldito e a vadia que o acompanhava o telefone toucou novamente.
— Ah ... se você pensa que sou uma sonsa está redondamente enganado Uzumaki Naruto. – grunhiu furiosa.
— Desculpa senhora. – sussurrou uma voz tremula e insegura do outro lado da linha. Não era a voz de Naruto.
O rosto de Hinata tomou um tom escarlate.
— Des-desculpa senhor achei que fosse oura pessoa.
Fez-se silêncio do outro lado da linha, depois a voz insegura e enfadonha falou:
— Ai é a casa do senhor Jiraiya. É que estava no anuncio que também oferece companhia feminina. Eu estou precisando de uma acompanhante.
— Descu – tentou dizer ao homem que estava enganado, no entanto, este a interrompeu, estava visivelmente nervoso.
—... Por favor, só pre-preciso que e faça com-companhia em um casamento. Só por hoje. Pagarei muito bem.
O homem ficou em silêncio e Hinata cogitou a principio em negar aquele pedido absurdo, mas sua raiva era tanta e ela sabia que Naruto ficaria furioso quando soubesse que ela aceitara um convite de um estranho para passar um dia com ele sabe se lá aonde, que não resistiu.
— Mas é claro senhor, que horas? – perguntou satisfeita e orgulhosa de sua ousadia.
O homem do outro lado da linha sorriu mais satisfeito ainda e limpando a garganta respondeu:
— Às cinco horas senhorita uma limusine vai pega-la, antes receberá o vestido para o casamento. Muito obrigado.
– Por nada. – respondeu a morena num misto de euforia e surpresa. Colocando o telefone no gancho murmurou. – uau, uma limusine.
O homem se recostou na poltrona, satisfeito, com um grande sorriso no rosto.
— Então? – indagou a mulher a sua frente num ar de suspense e apreensão.
— Não disse que aceitaria. Ela está furiosa.
Hinata deitou-se no sofá mal acreditando no que acabara de fazer. Havia aceitado o convite de um estranho imprudentemente do mesmo modo que o fizera há um ano. Havia corrido muito risco quando o fez. Poderia ter contratado um homem tão inescrupuloso quanto Hideki, mas ao contrário encontrou Naruto que até poucas horas julgava-o como um dos homens mais nobres e cavaleiros que já existiu, até saber de sua amante. A imagem invocada de Naruto aos beijos com uma beldade loira fez o sangue de Hinata ferver. Depois de conhecer o loiro foi que percebeu o quando era ciumenta. O toque da campainha despertou a jovem mulher de seus pensamentos.
Entreabriu a boca surpresa quando abriu a porta e se deparou com um entregador segurando uma imensa caixa.
— Esse é o apartamento 301? – o jovem moço perguntou.
— Sim.
— Assine aqui, por favor. – pediu o rapaz estendendo uma prancheta com um papel.
Hinata assinou o papel e insegura pegou a enorme caixa depositando-a na mesa. Procurou se havia alguma carta ou cartão, mas não havia nada. Apressadamente abriu a caixa e removeu o papel vegetal só para tentar inutilmente suprimir logo em seguida uma exclamação que escapara pela boca. Seu cérebro não queria acreditar no que via. Passou as pontas dos dedos trêmulos sobre o tecido delicado e branco, sentido os detalhes da renda bem perfeita.
Pegou o vestido, ainda maravilhada e levantou-o no ar, ele era lindo. Era um vestido tomara que caia, no entanto, mais curto na frente e um pouco longo trás. Era todo bordado em borboletas, na cintura uma faixa preta contrastava com o branco. Correu para o quarto e pôs o vestido entre ela e o espelho. Ele era do seu tamanho. Havia sido feito especialmente para ela. Balançou a cabeça negativamente. Era impossível ele ter sido feito sobre medida.
Quando se preparava pra prová-lo a campainha tocou novamente e Hinata sentiu que o dia estava realmente estranho.
— Sakura? – exclamou surpresa ao ver a amiga na porta de sua casa.
— Hinata – sorriu a amiga notando os olhos inchados de choro da amiga – o que aconteceu? Por que está tão horrível assim?
Hinata abraçou a velha amiga e voltou a chorar descontrolada.
— Acalme-se querida, tudo vai dar certo. – afogou ternamente Sakura. – vamos entrar. Então preparo um chá e você me conta o que aconteceu.
E isso foi o que a jovem enfermeira fez. Depois de um tempo mais calma sentada no confortável sofá do pequeno apartamento Hinata lhe relatou tudo o que acontecera naquela manha e suas suspeitas.
— Acho que você está com os nervos muito agitados Hina-chan. Não consigo imaginar o Naruto te traindo. Ele é completamente apaixonado por você.
Hinata encolheu os ombros, um pouco constrangida, fixando seus olhos prateados na xícara que tinha nas mãos.
— Hinata, olhe para mim. Não há motivos pra você desconfiar dele. Ele ficará muito feliz quando souber que vai ser pai. Também sei que vai adorar dizer isso ao Sasuke-kun.
— É – sorriu Hinata timidamente a menção do colega, depois que Naruto e Sasuke se conheceram começaram uma amizade e rivalidade intensa. Disputavam tudo. E Sasuke se gabava por que seria pai logo. – Naruto sairá correndo pra dizendo que também será pai.
— È com certeza, vão começar a dizer que seus filhos serão os melhores, homens – riu Sakura. – mas Hinata é uma loucura o que você fez. Naruto ficará furioso.
— Mas Sakura-chan...
— Não Hinata, você vai ser mãe, não pode fazer uma loucura dessas, só por que uma mulher atendeu o telefone dele. Pode ter sido alguém que trabalha na marinha. É melhor perguntar a ele primeiro, não é?.
Corando intensamente Hinata não pode deixar de concordar que Sakura tinha razão, não podia ter criado suposições sem pelo menos deixar que Naruto se defendesse. Ele havia sido um namorado maravilhoso todos aqueles meses com ela.
— Está bem, mas não posso simplesmente não aparecer. Aquele homem parecia mesmo desesperado.
— Mas Hinata, pode ser um louco.
— Eu sei – interrompeu a amiga. – mas eu disse que iria. Naruto irá entender.
Hinata sabia que ele entenderia, afinal, foi assim que se conheceram. Precisava ajudar aquele homem.
— Você poderia ajudar a me arrumar? – pediu meio sem jeito.
Meio relutante Sakura aceitou em ajudar a amiga a se arrumar. Não tinha como negar o vestido era fabuloso e se ajustou perfeitamente no corpo de Hinata. O decote não era muito grande mais prometia que ali se encontravam seios grande e provocantes, e apertado na cintura ainda estreita de Hinata. Quando Sakura terminou de arrumar o cabelo da Hyuuga ela perdeu o fôlego quando se viu no espelho.
— Você está realmente linda Hinata.
Uma mulher belíssima de cabelos presos em um coque no alto da cabeça com apenas um fios negro soltos, com lábios cheios vermelhos e olhos cor da lua disse:
— Sou eu Sakura-chan?.
— Sim, acho que você vai estar mais bonita que a noiva.
A capainha tocou exatamente às cinco horas da tarde.
— Ele chegou.
— Tem certeza que tem que fazer isso Hina-chan. – Sakura pegou a mão da amiga receosa.
Parecia loucura Hinata pensou, mas algo dentro dela lhe dizia que tinha que ir e não era mais por vingança.
Durante to o percurso Hinata pensou que aquilo era realmente absurdo e decidiu pedir desculpas aquele estranho e lhe dizer que precisava encontrar seu namorado. No entanto, parecia que nunca chegaria, a limusine tinha os vidros escuros mal conseguia ver o caminho e a demora começava a deixá-la preocupada. Para onde estavam levando-a. Naquele mesmo momento um homem ajeitava pela milésima vez a gravata, nervoso.
— Por Kami, acalme-se homem. Logo ela vem. – reclamou um homem de cabelos negros a seu lado.
— Eu sei. Olha ela lá.
A limusine estacionou a poucos metros do homem que endireitou a coluna ansioso.
Quando a porta abriu Hinata fechou os olhos, incomodada pela luz, era verão e o sol se ponha naquela época do ano mais tarde, ele ainda estava no céu às cinco e meia da tarde, colocou a mão sobre os olhos pra protegê-los enquanto se acostumava com a claridade, o automóvel estava muito escuro. Aceitou a mão que estendia para ela auxiliando-a a descer do automóvel.
— Papai? – exclamou quando viu quem era o individuo que lhe estendeu a mão – o que faz aqui?
O homem arqueou a sobrancelha, surpreso.
— Como não compareceria a seu casamento.
— Me-meu casa-casamento? – repetiu confusa. – do que está falando papa...
A foz foi sumindo quando notou que não estava mais na cidade, mas sim em um campo a brisa sobrava tranqüila movendo os fios soltos e o perfume das flores invadia suas narinas. O dia estava bonito a céu tomava uma coloração alaranjada e não havia nuvens para impedir o pôr-do-sol que viria. Quando virou a cabeça para trás para ter uma ampla visão do local foi quando o viu sorrindo de orelha a orelha, com seus incríveis olhos azuis brilhantes olhando intensamente. Naqueles olhos viu o quando a amava. Sentiu que não conseguia respirar e que seu coração iria parar de bater em seu peito. As penas começaram a fraquejar e um enjôo começou a abater. Com os olhos cheio de lagrimas viu todos os seus amigos a encarar sorrindo para ela, para o seu casamento.
— Vamos querida. Naruto terá um ataque de nervos se você não for logo para o altar.
Hinata olhou para o pai ainda um pouco aturdida e deixou-se ser levada por ele. Não ouviu a marcha nupcial que começou a tocar quando pôs os pés no corredor coberto por um tapete vermelho e nem notou os sorrisos e os olhares maravilhados dos colegas. A única coisa que via era Naruto sorrir para ela. Vestido em um terno negro deixando mais bonito que já era. Ele havia armado tudo, desde o principio, percebeu Hinata maravilhada. Ele planejara seu casamento. Ele queria se casar com ela.
— Está aqui. – disse Hiashi entregando a filha a Naruto com um sorriso de satisfação. – cuide bem dela. – sussurrou para o genro que confirmou com a cabeça sem tirar os olhos da noiva.
— Você está linda. – sussurrou em seu ouvido depois lhe beijou a testa carnhosamente.
— Vo-você fez tudo isso? Era você no telefone?
O loiro sorriu satisfeito.
— Eu disse que precisava de uma companhia para um casamento. – deu de ombros.
— Mas não que eu seria a noiva. – murmurou Hinata ainda incrédula.
— Esse é meu pressente de um ano de namoro. Gostaria se ser a senhora Uzumaki? – indagou Naruto apreensivo.
Hinata sorriu mal acreditando no que estava acontecendo.
— É claro que sim.
— Que bom. – sorriu entusiasmado.
O padre fez um ruído alto chamando a atenção dos noivos que pareciam não notar a presença dele e dos convidados.
— ... como ia dizendo estamos presente nesse momento para a união dessas duas almas, Uzumaki Naruto e Hyuuga Hinata...
O casamento transcorreu da maneira mais romântica que Hinata um dia pode ter imaginado. Não teve muita consciência do que aconteceu, estava tão emocionada que a única coisa que conseguia perceber era Naruto ao seu lado segurando sua mão e quando eles disseram sim soube que nunca mais estaria sozinha. E que finalmente teria sua tão sonhada família, com o homem que a amava e seus filhos.
— Desejo que seja muito feliz minha filha – abraçou a jovem chorosa com carinho e apertando a mão do genro falou – espero que a faça feliz se não te mato.
Naruto sorriu nervoso
— Nunca a machucaria senhor.
— Pai. – corrigiu o homem e deu as contas antes que Naruto e Hinata notassem seu constrangimento
— Essa foi boa, nunca imaginei ver o papai assim, ele tá emocionado – comentou Hanabi o seu filho no colo – desejo que seja feliz onee-chan.
— Muito obrigado Hanabi – sorriu Hinata abraçando-a.
— Seja muito feliz Naruto-kun e Hinata-chan – cumprimentou Sakura abraçandos.
— Você sabia de tudo desde o principio? – indagou Hinata meio zangada.
— Na verdade todos sabiam – intrometeu Ino com um sorriso contagiante – foi difícil esconder de você.
— É. – concordou Sai.
— Vocês são amigos horríveis. – murmurou emburrada.
— Mas que você adora. – interrompeu Tenten autoconfiante arrancado um sorriso de Hinata
— Seja felizes – desejou Neji genuinamente feliz. Deixando Hinata muito feliz.
A festa havia sido mais animada do que de Hanabi. Com muita musica e comida. Todos seus amigos estavam presentes e se divertindo, não era mais o centro das atenções por decepcionar ou preocupar a família mais sim por estava se casando e que finalmente tinha conseguido mudar sua vida. Hinata dançara horrores a maior parte do tempo com Naruto que monopolizava seu tempo, mostrando-se muito ciumento. E mais tarde naquele dia quando partiam para sua lua de mel no caribe presente de seu pai. Naruto perguntou enquanto a abraçava.
— Gostou da minha surpresa querida? – indagou divertido beijado o pescoço da morena.
— Sim, muito. Mas você me deixou muito zangada de manha.
— Essa era a intenção como você cairia na armadilha se não tivesse brava comigo. E eu sabia que você iria ficar linda nesse vestido, mandei especialmente fazer para você, se bem que acho que ficaria mais bonita sem ele. – sorriu malicioso olhando os seios farto da senhora Uzumaki.
Hinata mordiscou o lábio inferior sentindo a excitação crescer.
— Pensei que você não se importava com essa data. Quando liguei para você e uma mulher atendeu, eu achei que tivesse uma amante.
— Eu? – surpreendeu-se Naruto. – nunca, aquela mulher era a que estava organizando nosso casamento. E para que ter outra mulher se a minha já me deixa louco. E eu disse que não poderia mais adiar esse assunto. Tinha que ter certeza de que você seria só minha. – pegou a pequena e pálida mão esquerda onde estava depositado um anel de ouro branco.
Hinata olhou-o cheia de amor e muito comovida.
— Você sabe que eu sempre serei tua. Eu te amo Naruto-kun. – declarou dando um beijo terno nos lábios.
— Também te amo minha pequena senhora Uzumaki. E adoro quando me chama de Naruto-kun. E sei que sou único ta. – sorriu orgulhoso
— É? – Hinata fez um pico indiferente – talvez agora não mais.
Naruto se endireitou no banco estofado da limusine.
— Como assim? – indagou sério.
— Você vai ter que me dividir com outro homem de agora por diante. Mas mesmo assim ainda te amo. – sorriu pousando a mão na barriga.
A feição seria de Naruto logo foi se transformando em uma de alegria a partir do momento que percebia o que isso significava.
— Hinata, você não..
— Sim, de dois meses. – sorriu contagiada pela alegria de Naruto. – esse é meu presente para você.
Eufórico Naruto beijou a barriga de Hinata e a boca dela logo depois.
— Esse é o melhor presente que você poderia me dar, meu amor.
E sim, agora não lhe faltava mais nada para ser feliz o resto de sua vida pensou Hinata repleta de alegria.
Fim.
ola peoples \o\
Espero sinceramente que tenha gostado do epilogo, fiz com muito carinho .. podia ter ficado melhor, mas vocês sabem que não escrevo muito bem TT-TT e queria postar antes do natal... esse é meu presente pra todos vocês que acompanharam essa fic desde o começo. Dedico principalmente aos leitores que comentaram ou não, mas nunca me abandonaram ... Arigato gozaimasu..
Desejo um FELIZ NATAL E UMA ANO NOVO MARAVILHOSO a todos vocês e no veremos nova mente se DEUS quiser...
até mais o/
os: desculpa ae os erro de português =.=
