/!\ ATENÇÃO: Antes de ler o capítulo, por favor, repitam comigo: "Eu amo a Manu Black, ela é muito legal, eu não quero matá-la". Por obséquio, repitam essa frase umas quinze vezes, ok? Tá, agora podem ler... hehehehe /!\
Capítulo VI
Domingo, 28 de setembro.
Dentro do closet. Às 23hs.
Olhei novamente para o celular, o nome de Harry piscava insistentemente e, depois de pensar muito, atendi.
EU: Alô?
HARRY: Ginny, sou eu...
EU (fingindo surpresa): Ahm, oi, Harry, tudo bem?
HARRY (parecendo um pouco estranho): Ginny, posso ir aí?
EU: Ah, hoje? É que, sabe, Harry, estou um pouco ocupada...
HARRY: Ginny, preciso muito falar com você... e você não vai conseguir fugir disso.
Como assim? Eu não estava fugindo!
Só tinha planejado ficar ali, na casinha da árvore, pelo resto da minha vida, mas isso não era fugir, era retirar-se, estrategicamente, só isso!
EU: Tá bom, Harry, pode vir.
HARRY: Chego em 10min.
Desliguei o telefone, desci da casa da árvore e sentei no degrau da porta da minha casa, onde fiquei esperando a chegada dele. Alguns minutos depois ouvi o carro dele sendo estacionado na frente da minha casa e me levantei.
Ele desceu do carro, fechou a porta, e ficou me olhando atentamente.
"Vamos entrar." – convidei.
Quando entramos na casa, encontramos Rony e Hermione sentados no sofá, olhando atentamente para mim e Harry. Rony tinha um olhar de adoração, não era segredo para ninguém que ele apoiava (e incentivava) meu relacionamento com Harry.
Certo, só por que, tipo, NUNCA vai acontecer, né?
"Nós vamos subir." – falei para os dois e continuei – "Espero que ninguém... NINGUÉM nos incomode." – disse olhando para Rony.
Subimos, ainda em silêncio, e nos dirigimos até o antigo quarto de Percy, que meu pai tinha transformado no local em que eu ensaiva os passos de dança. É um cômodo bem amplo (depois que tiraram as estantes cheias de livros de Percy, o lugar ficou bem grande), de móvel mesmo só tem uma pequena estante com o aparelho de som e os cd's. Além disso, meu pai colocou um espelho enorme na parede, e eu coloquei algumas almofadas grandes e coloridas e as espalhei pelo chão.
Entreguei a Harry uma almofada azul e fiquei com uma rosa, sentamos e, depois de alguns minutos em silêncio constrangedor, ele começou:
"Ontem a noite..."
"Sim, ontem... foi um erro e eu sou a culpada."
"Por que você acha isso?"
"Harry..." – suspirei – "Você sabe que não gosto de você desse jeito... se deixasse que algo acontecesse entre nós dois, estaria usando você."
"Tudo bem, Ginny, pode usar, eu deixo." – falou rindo.
"Harry... pára... eu nunca faria isso..."
Ele sorriu, triste e continuei:
"Harry, por favor, por favor, me desculpa. Eu sou uma idiota, e vou entender se você nunca mais quiser olhar para mim." – falei sentindo meus olhos arderem.
"Ginny, eu não seria capaz de deixar de olhar para você... nunca."
Por que ele era tão legal?
Não agüentei mais e comecei a chorar...
Ele se aproximou de mim e acariciou meus cabelos de forma protetora, e eu me acalmei.
"Por favor, me desculpa..." – pedi.
"Tudo bem, Ginny." – levantou-se e sorriu – "Só preciso de um pouco de tempo."
"Entendo... e você tem todo o que precisar."
Abracei-o e depois ele se foi.
Fui para o meu quarto chorando, pensando em como uma pessoa consegue ser tão impulsiva e irresponsável. Até que ouvi batidinhas na porta e disse:
"Entre."
Rony adentrou e foi logo dizendo:
"Estão namorando?"
Claro que estou! Vê? Estou chorando de emoção!
Fala sério!
"Não."
"E por quê?" – quis saber.
"Não te interessa. Rony, vai ver se estou na esquina procurando chifre na cabeça de piolho."
"Ginevra Molly Weasley! Não fale assim comigo, sou seu irmão mais velho!" – gritou.
Estava tão cansada dele que me levantei e fui para dentro do closet. O lugar em que estou agora. Ele continua aqui, do lado de fora, falando asneiras, mas estou tentando não respondê-lo à altura.
Dá para entender que eu me sinto péssima por ter destruído uma amizade de muitos anos por causa de um beijo? Será que posso pedir a morte em paz? Porque, definitivamente, quero morrer, sumir do mapa, quero que o chão abra um buraco e eu caia nele, assim não tenho que ver mais ninguém.
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É amor ou amizade?
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Segunda, 29 de setembro.
No ônibus de volta para casa. Às 16hs.
Nunca pensei que um só ato pudesse ter conseqüências tão catastróficas.
Hoje fui com Draco para a Escola e ele estava muito estranho, falou um "bom dia" quando entrei no carro e nem sequer olhou para mim. Fizemos todo o trajeto em silêncio sepulcral.
Fui para a primeira aula, que era Química, e por onde passava, ouvia cochichos, com certeza estavam falando do que acontecera na noite de sábado. Ignorei os fofoqueiros e me sentei à mesa de sempre, que estava vazia. Vasculhei o local procurando Pansy e a encontrei espremida na mesa de Colin e Luna, mas antes que pudesse ir lá e chamá-la, Snape, com suas roupas pretas e seu ar de morcegão, entrou na sala.
"Calados." – sibilou.
Ele anotou no quadro a preparação de um detergente e depois ordenou que nós preparássemos o negócio. Fiz o trabalho com muita dificuldade, afinal estava morrendo de sono (porque tive uma péssima noite de sono) e não tinha ajuda de ninguém.
Ao final, Snape passou na mesa de cada um, sempre fazendo comentários sarcásticos e piadinhas. A minha mesa foi a última, ele olhou para o líquido lilás no meu frasco e deu aquele sorriso de lado.
Um mau sinal... péssimo sinal.
"Srta.Weasley... agora a líder das animadoras de torcida... e pensa que isso poderá salvá-la dos erros nas minhas aulas?" – sem esperar minha resposta, continuou – "Pois saiba que não... Zero, Srta. Weasley. E por sua falta de atenção, quero um relatório para a próxima aula, sobre o uso e o preparo dos detergentes. Mínimo de 5 páginas."
Era muito injusto, eu sempre sou certinha, tiro notas boas e me comporto bem, não mereço levar esse tipo de bronca, não mesmo.
Parti para a aula de Inglês e tudo estava tão chato que adormeci, mas acordei, minutos mais tarde, com o grito da professora.
"Srta. Weasley!"
Olhei assustada para ela e só consegui dizer:
"Ahm?"
Ela me olhou severamente e disse, tentando se controlar:
"Redação para a próxima aula, sobre a atenção que devemos dar à aula de inglês."
Certo, como vou fazer isso?
"Com o mínimo de 80 linhas." – completou e eu afundei mais ainda na cadeira.
Depois começou a aula de História Mundial e, nada poderia dar errado, o prof. Binns sempre está tão concentrado nas suas próprias anotações que nem repara nos alunos.
Pelo menos isso foi o que pensei, até cochilar e, caramba, a pessoa não pode mais tirar um cochilo em paz? Até que ouvi mais um grito:
"Srta. Weasley!"
Olhei para os lados assustada e me ajeitei na cadeira.
"A srta. deseja dormir?" – perguntou.
"Sim, por favor... dormi mal ontem, professor." – falei, agradecida por alguém estar me entendendo.
"Ah claro." – sorriu – "Mas faça isso fora da minha sala." – completou apontando para a porta.
"O quê? Não, professor, estou bem, fico aqui mesmo, e acordada." – falei rapidamente.
"Srta. Weasley..." – pausa – "Para fora." – e foi assim que ele me expulsou da sala, como se fosse alguma pessoa irresponsável...
Levantei e saí da sala, morrendo de vergonha. Quando andava pelo corredor, pensando que foi uma péssima idéia ir à Escola, esbarrei em alguém mais alto e mais forte do que eu, o que me fez cair sentada, no meio do corredor.
Uma mão forte me ajudou a levantar e recolheu os meus livros que tinham caído. Olhei para a pessoa e vi Blaise Zabini, o jogador do time da Sonserina, que é bem popular.
"Ahm... desculpe." – falei envergonhada.
"Tudo bem, Weasley, sem problema..." – ele falou sorrindo, mostrando aqueles dentes, tão brancos, que pareciam ter saído de um comercial de creme dental.
"Então, tchau." – falei enquanto recebia os livros que ele me dava.
"Até mais." – respondeu e, antes de sair, piscou um olho para mim.
Nem tive muito tempo para pensar na piscadinha de olho e tudo mais, porque o sinal tocou e começou a minha hora de almoço. Corri para o refeitório e agradeci a todos os Deuses quando o vi quase deserto.
Tinha decidido na noite anterior que, para evitar me encontrar com Harry, ia almoçar no jardim, assim ele teria o tempo que precisa para esquecer a idiotice que eu fiz sábado...
Então fui até a mesa e vi o que tinha para comer. Realmente não era o meu dia. Lembrei que Laurie, quando era chefe das animadoras, obrigou o colégio a promover, todo mês, o dia verde. É um dia em que você é, praticamente, obrigado a comer coisas "saudáveis", o que na cabeça de Laurie é igual a ... ALFACE! E... ALFACE!
Então peguei uma salada de... ALFACE e um pouco de suco de... ALFACE? Não, pelo menos o suco era de limão (mas tenho certeza que esse cardápio vem do fato de que os dois são verdes, então combinam...).
Já estava saindo do refeitório, discretamente, segurando a salada e o suco, quando vi Pansy e lembrei que ela ainda me devia uma explicação por ter me abandonado totalmente durante a aula de química.
Cheguei perto dela e disse:
"Oi."
Ela me olhou assustada e falou, sem me encarar:
"Olá."
"Pansy, preciso falar com você."
"Eu estou ocupada agora." – respondeu enquanto olhava, atentamente, para a salada de alface.
Peguei uma porção da salada e um copo do suco e falei:
"Pronto, tome." – entreguei a ela e disse – "Agora vamos conversar. Lá no jardim."
Andamos em silêncio até o jardim e sentamos em um banco afastado. Sem rodeios, disse:
"Então, o que eu fiz? Por que está chateada comigo?"
"Nada." – Pansy respondeu enquanto comia a salada.
"Certo... tem a ver com a festa de sábado?" – perguntei, já que parecia ser o meu maior erro até agora.
"Sim..." – falou bebendo um pouco de suco.
Lembrei da última vez que nos vimos... Foi quando beijei Harry, olhei para Draco, ele estava amassando um copo de plástico e com uma cara de assassino, depois olhei para Pansy e ela estava à beira das lágrimas...
Dava até para ouvir o barulho que meu cérebro fazia para funcionar...
Só podia ser por uma razão.
"Você está gostando do Harry?"
Ela olhou para o lago e, depois de uns segundos em silêncio, respondeu:
"Sim."
Meu estômago deu um salto mortal.
Como eu consegui acabar com dois corações em um único beijo? (E aqui não estou contando o meu coração...)
"Pansy..." – falei me abaixando de modo que pudesse encará-la nos olhos – "Desculpa... eu não podia imaginar..."
"Tudo bem, Ginny... eu só fiquei, sei lá... chateada, porque agora que você e o Harry estão juntos, não tenho mais nenhuma esperança..."
"Eu não estou namorando o Harry." – falei, sem entender.
"A Laurie disse, quer dizer, espalhou para toda a escola que vocês estão juntos sim..."
Cara, quem era a Laurie para sair falando das minhas coisas?
"Pansy." –pausa, porque precisava me acalmar – "Eu não estou namorando o Harry, aquele beijo foi um erro, nem deveria ter acontecido. Agora, se você prefere acreditar na Laurie, tudo bem..."
"Não..." – falou rapidamente – "Eu acredito em você."
"Se eu soubesse, amiga, nunca teria feito o que fiz, mesmo que estivesse bêbada, como estava..." – falei envergonhada.
Pansy riu e não entendi o porquê.
"Do quê você está rindo?"
"Ginny..." – mais risos – "Você não poderia estar bêbada..."
"Por quê?"
"O que você bebeu era suco..." – e riu mais ainda – "Mas foi engraçado vê-la bebendo como se fosse algo alcóolico, quer dizer, até o momento em que aconteceu... você sabe..."
Cara, suco? Eu tinha ficado bêbada com suco?
Muito ridículo...
"Viu? Eu sou patética..." – falei envergonhada.
Pansy riu de novo e eu disse:
"Certo... acho que você já riu o suficiente..." – pausa – "Mas só queria deixar claro que Harry e eu conversamos e não estamos namorando, isso nunca vai acontecer, porque somos amigos."
"Ginny, não importa... ele nunca vai reparar em mim." – falou triste.
"Pan, se ele não olhou até agora, é porque o Harry é míope, sabe, acho que já passou do tempo de ir a um oftamologista..." – ela riu e eu continuei – "Mas nós podemos mudar isso. Quem sabe se você aposentar essas roupas pretas e vestir algo mais... tipo, mais vivo?"
"Mas... eu só tenho roupas assim..."
"Nós podemos resolver isso. Você tem cartão de crédito, certo?"
"Claro, mas..." – Pansy respondeu confusa.
"Então resolveremos isso... quinta-feira, após a aula. Eu, você, Colin e Luna... depois desse dia, Harry Potter vai voltar a enxergar..."
"Mas..."
"Pansy, deixe comigo, ok?"
Ela me analisou durante um segundo e respondeu:
"Ok."
Sorri para ela e o sinal tocou novamente, era hora de voltar para a aula. Andamos em silêncio, até que, antes de entramos na Escola novamente, perguntei:
"Amigas, então?"
Ela sorriu e respondeu.
"Amigas. Sempre." – nos abraçamos e recomeçamos a andar até a sala.
No caminho, encontramos Colin e Luna e andávamos juntos até a sala, mas algo no caminho nos fez parar. Uma aglomeração de pessoas, para ser mais exata. Cheguei perto de Neville, que via toda a confusão e perguntei:
"O que está havendo, Nev?"
"Ginny, ainda bem que você apareceu. O Draco e o Harry estão brigando."
"O quê?" – perguntei sem acreditar.
"Ali, no meio... por favor, vá rápido..."
Empurrei várias pessoas até conseguir chegar ao local que Neville falou. Harry falava alto e tinha uma expressão de ódio no rosto que nunca vi, Draco sibilava as palavras e seu rosto era inexpressivo. Então, de repente, Harry deu um empurrão em Draco e este deu um sorrisinho frio e já ia revidar quando eu, totalmente sem noção do que fazer, gritei:
"PAREM!"
E eles me obedeceram, até as pessoas na "platéia" que gritavam "briga, briga, briga!", calaram-se.
É muito bom ter moral...
"Vocês" – disse enquanto olhava o público atento – "Vão para a aula, não há nada o que ver aqui."
Eles saíram reclamando e, em poucos minutos, os únicos presentes eram eu, Harry, Draco e Neville.
"Nev, por favor, você pode levar o Harry?"
"Mas Ginny..." – Harry tentou argumentar.
"Com você eu falo depois. Agora vá." – falei olhando-o severamente.
Caramba, agora vendo as coisas assim, fiquei com medo de mim...
Então Neville e Harry saíram e olhei para Draco. Ele continuava com aquela expressão vazia e, sabe, acho que estava com tanta raiva dele que acabei empurrando-o do mesmo jeito que Harry tinha feito a poucos minutos.
"Qual" – empurrão – "o" – empurrão – "seu" – empurrão – "problema?" – empurrão.
"Pára, Ginevra!" – falou revoltado.
Acho que já falei aqui o quanto não me agrada ser chamada de Ginevra, certo? E, ele estava me provocando?
"Qual o seu problema, Lúcio?" – perguntei, ressaltando o 'Lúcio' (que é o nome do pai dele e também o seu segundo nome e ele odeia ser chamado assim, mas, ei, ele que começou!)
"Nenhum."
"Ah, certo. Porque é muito normal você brigar com seu amigo, não é?"
"Potter não é meu amigo..."
"Não? Malfoy, você precisa, urgentemente, de um psiquiatra. Você, primeiro, ignora minha existência, depois, sai brigando com seu amigo... o que houve? Enlouqueceu?"
"E você quer ser tratada como, depois do que fez?" – perguntou friamente.
O que eu tinha feito mesmo?
Quer dizer, o que fiz nem dizia respeito a ele, certo?
"O que você está insinuand-" – tentei dizer, mas fui interrompida pelo ronronar de um gato atropelado.
Era Laurie.
"Draquinhoooooo... a aula já começou, vamos." – e saiu puxando-o, e ele nem me respondeu e nem se despediu de mim, apenas seguiu-a como um cachorrinho...
No cio, né...
E no restante das aulas foi igual... mas agora não era porque estava cochilando, era porque estava pensando nas atitudes de Draco... e por culpa dele, tenho vários, inúmeros, enormes exercícios extras.
Obrigada, era tudo o que precisava!
Fala sério!
E você já deve ter entendido porque estou indo de ônibus. Sabe, não quero mais carona dele, se minha presença causa tanto incômodo. Ele que pegue aquele carro dele e enfie...
Bem, agora vou parar de escrever, porque já vou descer...
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É amor ou amizade?
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Segunda-feira, 29 de setembro.
Tentando dormir. Às 03hs.
Simplesmente não consigo dormir. Já fiz de tudo: li livro, contei carneirinhos, pensei em lugares felizes, tomei água com açúcar, mas nada parece ser suficiente para me dar sono. E a culpa é dele...
Afinal, o que ele quis dizer com "E você quer ser tratada como, depois do que fez?"?
Porque, se ele estava falando do beijo entre Harry e eu, não foi errado. Tipo, nós somos solteiros, e somos um homem e uma mulher (nada contra quem gosta de coisas iguais), e até onde me consta, "beijar Harry Potter" não é crime federal.
É?
Não!
Então, o que aquele idiota quis dizer? Ele não tem nada a ver com isso. Eu não reclamo quando ele e Laurie ficam se agarrando pelos cantos (não reclamo em voz alta), certo? Logo, ele não tem motivos para se meter nos meus agarramentos (e eu sei que foi errado porque Harry é meu amigo e tal)...
Vou tentar dormir novamente, se não conseguir, acho muito difícil ir para a Escola amanhã...
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É amor ou amizade?
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Terça-Feira, 30 de setembro.
No parque. Às 19hs.
Estou dando um tempo...
Um tempo da minha vida...
E principalmente um tempo de Draco Malfoy, porque eu sei que ele está lá em casa e não quero vê-lo nem hoje e nem nos próximos... CEM BILHÕES DE ANOS, pode ser?
Ainda não acredito que ouvi aquelas palavras dele... não dele, aliás, por que dele? Tinha que ser ele?
Tudo bem... vou contar desde o começo.
Não consegui dormir a noite inteira, as palavras de Draco martelvam na minha mente toda vez que fechava os olhos. Assim, quando o relógio marcou 06h levantei da cama e fui direto para o banheiro, tomei um banho bem demorado, depois vesti, lentamente, o uniforme da Escola e, enfim, desci para tomar o café. Encontrei minha mãe já acordada e preparando o café.
"Bom dia." – ela falou enquanto eu a abraçava.
"Bom dia. E o papai?"
"Ainda está dormindo, querida. O que houve? Caiu da cama?"
Ah se fosse...
"Não, só tenho que ir cedo, preciso pegar o ônibus." – disfarcei.
Mamãe me olhou atentamente e disse:
"E o Draco? Vocês brigaram de novo?"
"Ahm, não..." – respondi e até aquele momento era verdade.
Ela me fitou com aquele olhar "sei, sei, sei" e disse:
"Certo..."
Depois do café, subi rapidamente, escovei os dentes, peguei minhas coisas e fui pegar o ônibus, cheguei na Escola depois do que pareceu séculos.
Mesmo me sentindo muito cansada, consegui prestar atenção em todas as aulas, assim poupei o trabalho de conseguir tarefas extras.
A hora do almoço chegou e saí correndo para pegar o refeitório vazio, e mais uma vez fui feliz, o lugar estava, praticamente, deserto. Peguei uma porção de lasanha bolonhesa e uma latinha de coca e corri para o jardim, ia comer novamente no jardim. Sentei embaixo do salgueiro e comecei a comer, e, caramba, tudo estava tão bom, a lasanha, o refri, até que um grupo de meninas, muito barulhentas, sentou-se na outra parte da árvore, elas nem perceberam a minha presença.
"Vocês souberam da última?" – uma delas perguntou.
"O quê?" – outra quis saber.
"Draco Malfoy e Laurie McLoren tiveram a sua primeira noite de amor." – a primeira, a mais barulhenta, gritou.
Senti a lasanha voltar pelo mesmo local que tinha descido, minutos antes.
O quê?
Draco e Laurie... fizeram... você-sabe-o-quê?
"O QUÊ?!" – a outra gritou em resposta.
"Isso mesmo... eles... TRANSARAM!" – a primeira exclamou.
E meu coração parou.
Tenho certeza de que aconteceu nessa ordem...
Por que não podia ser, não o meu Draco, o meu amigo... o homem da minha vida...
"Como você sabe?" – uma das garotas perguntou.
"Porque a Laurie contou para mim e para o resto das garotas da nossa sala... nos mínimos detalhes..."
Não consegui mais me concentrar no que elas falavam, só fiquei ali, sentada, com os olhos voltados para o lago, segurando a bandeja vazia e pensando que agora os dois eram íntimos, se antes tivesse qualquer esperança de que os dois terminassem, ela teria evaporado naquele instante.
Fiquei muito tempo ali, alheia a tudo e todos, até que uma vozinha esganiçada disse:
"Menina Wheezy?"
Olhei para o lado e vi um garoto da mesma idade que eu, de orelhas bastante avantajadas, olhos grandes e nariz comprido, me fitando atentamente. Era Dobby, o atendente do refeitório.
"Ahm, olá, Dobby..."
"Menina Wheezy, já tocou o sinal para a sexta aula.." – falou enquanto pegava a bandeja.
"Ah, valeu, Dobby."
"A Menina está bem?" – ele perguntou, preocupado.
Sorri e disse:
"Sim, ótima..."
Ele saiu e eu resolvi ir até o banheiro, precisava me ajeitar antes que acabasse a sexta aula. Esqueci de mencionar que hoje aconteceria a primeira reunião onde eu era a chefe, por isso fui até o banheiro, lavei o rosto, e esperei que o sinal tocasse.
Depois andei lentamente até o campo e esperei que Laurie e as outras chegassem. Minutos depois, as três sentaram-se nos bancos e eu, tentando não olhar para Laurie (porque sabia que quando isso acontecesse lembraria do que aconteceu), falei:
"Vou ser breve." – pausa – "Esse ano haverá admissão de novos membros."
"Mas por quê? Quatro é um número bom." – Laurie argumentou.
"Quero um grupo de no máximo, sete pessoas. E entre elas, quero que haja um homem." – continuei ignorando a interrupção de Laurie.
"O QUÊ? Isso é ridículo!" – Laurie esbravejou.
"Os testes" – continuei ignorando Laurie – "Acontecerão na sexta, logo após a aula." – pausa – "E vocês também terão que fazer os testes, ou então não poderão continuar no grupo."
"Como assim? Você não pode fazer isso, Weasley." – Laurie reclamou.
Olhei para ela e, deixando que todo o meu ódio passasse no meu olhar, disse:
"Posso, e já estou fazendo."
"Vou falar com a Professora Hooch!" – ela disse.
"Fale, fale com a professora, com Dumbledore, com Deus, com quem seja, pois estou fazendo tudo isso dentro do regulamento da Escola. O recado está dado. Uma boa noite para vocês." – e saí.
Quando já estava no corredor, abri minha mochila e de lá tirei todos os cartazes que fiz para anunciar os testes. Eles diziam:
"NOVAS VAGAS PARA ANIMADORES DE TORCIDA."
Você sempre teve vontade de animar torcida? Sacudir os pompons? Gritar pelo time da sua Escola? Então, não perca tempo! Escreva seu nome nas linhas abaixo e você estará inscrito na nossa seleção.
Número de vagas: 06 (cinco meninas, um menino).
Dia do teste: 03 de outubro, sexta-feira, às 16hs, no campo de futebol.
Eu sei, nem estava bom, mas foi o melhor que consegui fazer, afinal, minha cabeça estava estourando de problemas quando fiz (eles foram confeccionados no domingo de manhã, logo após a festa do sábado).
Estava pregando os cartazes tão concentrada que nem ouvi passos atrás de mim.
"Weasley." – a pessoa disse e me puxou de uma maneira nada delicada.
Era Draco Malfoy.
"Malfoy." – saudei, sentindo um nó formar na minha garganta.
"Que negócio é esse de tirar a Laurie do time de animadores?"
Oh, que lindo! Um namorado em defesa da sua namorada.
Seria lindo se não fosse tão nojento.
"Não estou tirando sua amada do grupo. Ela passará por testes, assim como todos os outros."
Ele pensou por alguns instantes e o rosto dele, antes com uma expressão firme, suavizou.
"Ah..." – foi a única coisa que conseguiu dizer.
"Malfoy, antes de arranjar briga, seria bom você checar as histórias que sua namorada conta. Ela não é muito confiável."
"Laurie não mente e confio nela, ao contrário de algumas pessoas que conheço." – falou com um olhar significativo para mim.
Sorri debochada e disse:
"Eu?"
"É! Você! Pelo menos Laurie não fica se exibindo igual a uma vadia na frente dos outros..."
E, pela segunda vez nesse dia, meu coração parou.
Porque eu não conseguia acreditar que ele tinha me chamado de vadia...
Ficamos calados por alguns segundos, eu o olhava atentamente, sentindo meus olhos arderem, ia chorar, a qualquer momento. De repente, vi que o rosto dele passou de raivoso para arrependido, ele tinha percebido a idiotice que falara, mas era tarde demais.
"Ginny..." – começou.
"Não acho" – interrompi – "Que dançar junto e beijar um rapaz solteiro, seja errado, tenho certeza que isso não me faz vadia. Mas, por outro lado, estou certa de que, quando uma mulher transa com o namorado e espalha para todo mundo o que fez, nos mínimos detalhes, isso sim, faz dessa pessoa uma vadia."
"V-você já sabe?"
"Sim." – fingi surpresa – "Era segredo?"
Ele não respondeu.
"Então era melhor ter transado com alguém mais discreta, Malfoy." – dei um tapa na minha testa e disse sorrindo – "Ah, mas o que eu sei? Sou uma vadia, certo?"
"Ginny, não quis..."
"Bem, Malfoy, vou embora. Vadias como eu têm muita coisa a fazer. Adeus." – e saí.
Estava tão desnorteada, que andei inconscientemente até esse parque. Talvez aquelas lembranças boas de quando éramos crianças tenham me trazido para cá...
Ainda é difícil para mim acreditar em tudo isso que aconteceu. Por que ele disse aquilo? Não consigo encontrar nenhuma razão..
Ah, agora meu celular está tocando e qual o nome que está piscando na tela? "Draco Malfoy"...
Que pena, dessa vez não quero ouvir as desculpas dele, não quero ver aquela cara dele nunca mais.
Aliás quero sumir, sim... sumir é bom.
Já resolvi, vou sumir.
Para sempre.
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É amor ou amizade?
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Nota da Beta-Reader: Estou muito revoltada com o Draco, é só o que posso dizer no momento. Gostaria que alguém o socasse, agora mesmo, bem no nariz!! Bom, fora isso, eu amei o capítulo, foi tão intenso e lindo!! E já não estou mais tão revoltada que quando li da primeira vez, né, miga?? Hehehehehehehe!!
Gentem, meus amores, sei que vocês devem estar revoltados, então, descontem toda essa revolta deixando reviews calorosas!! Guardar isso faz mal... hahahahahahaha!! Galera, quero ver review chegar aos montes, hein??
Amo vocês!!
Bjs!!
ChunLi Weasley Malfoy
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Nota da Autora: Lembrem-se do aviso lá de cima… "Eu amo a Manu Black, ela é muito legal, eu não quero matá-la"... Por favor, não me matem, eu ainda tenho que criar meus filhos que nem nasceram (e que nem foram "fabricados" ainda), nããããão!
Caham... gente, vocês não ficaram chateados, certo? Eu estou com medo da reação de vocês a esse capítulo porque a minha beta-reader, a ChunLi, simplesmente entrou em depressão depois que leu o capítulo, tivemos que interná-la em um hospital psiquiátrico e agora ela está tomando remédio tarja preta só por causa desse capítulo! Só porque o Draco chamou a Gineca de "vadia"... eu sei que vocês querem matar o Draco e esta autora que escreveu a cena, mas calminha garotas (e garotos, também), porque a cena é muito importante para que a fic continue, de qualquer forma, ela teria que acontecer.
Para remediar, vou dizer o que vai acontecer no próximo capítulo! Bem, a Ginny vai se envolver com alguém que apareceu nesse capítulo pela primeira vez. Lembrando que 4 pessoas apareceram nesse capítulo (antes elas tinham aparecido pouco ou nem tinham aparecido), então pensem pensem e pensem! Hahahahahaha
Ah e duas pessoas vão voltar no próximo... hahahahahaha
Meu Deus, eu estou tão "charada" hoje, hahahaahahha
Sério, espero que isso ajude... HAHAHAHAHAHA
Bem, o que posso dizer, claramente, é que ainda tem muita coisa para rolar né... hahahahahahaha
Certo, parei com as brincadeiras, vamos aos agradecimentos:
Agradecimentos (lembrando que respondo na ordem que recebo):
ChunLi Weasley Malfoy: Bambexy-Miga-Mor-Do-Meu-Coração, obrigada pela review!! Espero que você não esteja mais deprê por causa do capítulo!! Calma, que, talvez, tudo fique bem no fim...mas não sei não, hein! Hahahahaha Beijos, miga!! Ah e você não é doida de fazer greve de reviews, faz isso e vê o que te acontece (manu mostrando seu poder de convencimento: o punho fechado)... :)
Mina: Querida, obrigadinha pela review? O quê? Eu gosto da morte? Não, por favor não me mate, hahahahaha! Se você me ameaçou com o capítulo passado, imagina com esse, né. Acho que vou ter que fugir depois que postar este capítulo. Muito muito muuuuito obrigada por ler minha fic e por achar ela perfeita, fico tão emocionada! Hehehe. É a tal Mariana não apareceu mais e gostei da sua idéia de fazer um personagem assim, acho que vou considerar, viu! Muito obrigada pelos elogios! Espero que goste desse capítulo! Beijo grande e não me mata, tá? Senão não poderei atualizar a fic.
That: Obrigada pela review! Pois é, ela atendeu e talz... e você estava certa sobre a Pansy não ter gostado. Concordo, a Ginny tem que se divertir e passar isso na cara do Draco... quem sabe com um amigo dele... hihihi Espero que goste do capítulo! Beijos.
Caah LisLis: Obrigada pela review, Caah! Pois é, mulher, o Harry safadenho se aproveitando da pobe, mas ela também se aproveitou do gatenho, hein! Hehehehe...Pena que ela não tem coragem de usá-lo mais, ele adoraria isso. Pois é, o Draco é um pouco lento, mas acho que ele vai começar a acordar para a vida quando ver a Ginny com outra pessoa (que não vai ser o Harry). Falando em Harry, a transformação da Pansy vai acontecer e ele, talvez, deixe de ser míope...huahauahauahauhaua Estou falando demais, heiiinnn!Sim, acho que serenata escreve assim, serenata... huahauahaua... Bem, a serenata é uma idéia boa, adoro quando o Draco canta (porque imagino que ele está cantando para mim...huahauahaua), mas... sei nããão, acho que...bem...hahahahaahah Leia e verás! Huahauahuahua Espero que goste do capítulo! Beijos!
Quézia: Obrigada pela review! Ain, que emoção por você ter gostado e ter elogiado minha ficzinha... : valeu mesmo! Espero que continue gostando! Beijos!
Daniela: Obrigada pela review, moça! É, o Draco merece uns sacode para ver se ele nota a mulher que tem ao lado dele, se bem que, depois deste capítulo, não sei se ele ainda a terá ao seu lado. Nhá, nem é metida não! Obrigadão pelos elogios e por tudo! Beijocas e espero que continue gostando.
Yasmin Prado Marinho: Obrigada pela review, moça! Então, eu também gosto de casais que não são possíveis, como Harry/Pansy, Ron/Pansy, Draco/Ginny, Snape/Hermione e por ae vae... você me perguntou se sou "cannon" e eu, como boa analfabeta que sou nem sabia o que era isso (tipo, é de comer? Hahaaha), mas aí perguntei para a minha beta-reader, pessoa mais letrada que eu, e ela me explicou o que era. Acho que sou canon e fanon se isso é possível... pq apóio casais impossíveis, mas também não fico tendo chiliques com casais dos livros como Harry/Ginny (sinceramente, sempre achei que a Ginny ia acabar com o Harry, era impossível que ela terminasse com o Draco, afinal a escritora, a ilustríssima J.K, é a mesma pessoa idiota que matou o Fred (até hoje estou de luto), então não tinha como ela abrir a mente dela e fazer com que Draco e Ginny ficassem juntos, tipo, um Romeu e Julieta dentro de HP...hehehehe), Rony/Hermione e por ae vae...Sim, tb não gosto de casais gays, nada contra quem gosta de Harry/Draco, Harry/Ron, mas para mim é meio estranho, de gay só o Colin, meu personagem mais querido depois de Draco e Ginny e Fred e Jorge...bem, ele é tb querido por mim e ainda estou de luto por sua morte... Bem, espero que continue gostando da fic !! hehehehe Beijos!!
Veronica D.M: Obrigada pela review, mocinha! Espero que continue gostandoooo!! Beijos!!
Fernanda Weasley Potter: Obrigada pela review, Fernanda! Ain, que bom que gostou do capítulo anterior, tomara que goste deste também! Beijos.
Misty Weasley Malfoy: Misty, obrigada pelas suas reviews! Menina, adorei conhecer você pessoalmente pelo msn...hahahaha, sério mesmo! Ain que emotion você lendo minhas fics e gostando das loucuras que euzinha escrevo... muito obrigadinha mesmo! Espero, do fundo do coração, que continue gostando desta fic e das outras que escrevi! Beijão!
Uffs!
Gente, obrigada pelas reviews, eu amo tanto recebê-las...só falto chorar em frente ao pc de emoção (hehehe) E espero que gostem deste capítulo, estou apreensiva...hahahahahha
Beijos,
Manu Black
