Capítulo VII
Terça-Feira, 30 de setembro.
Deitada na cama, às 00hs.
Você nem vai acreditar no que aconteceu depois que parei de escrever da última vez. Estava lá no parque, decidida a fugir para Saturno ou, sei lá, para Júpiter, quando ouvi passos se aproximando. Então, nem precisa dizer que fiquei muito assustada com isso, fechei o diário rapidamente e agucei a minha audição, os passos se aproximavam cada vez mais e meu coração batia na mesma velocidade, até que as pessoas pararam de andar e o único som que ouvi, foi:
"Weasley?"
Se não estivesse sentada, teria caído para trás. Levantei rápido e olhei para o dono da voz, e foi aí que vi Blaise Zabini e um cachorro.
"Ai, você quase me matou de susto, Zabini."
Ele sorriu despreocupado e aqueles dentes brancos me hipnotizaram. Blaise Zabini era um rapaz negro, alto e forte, e aqui acrescento que ficava totalmente irresistível quando sorri.
"Desculpe, Weasley. Não quis assustá-la..." – olhou para a minha mochila e disse – "Se perdeu enquanto procurava o caminho de volta para casa?"
"Não, apenas estava pensando na vida... e você?" – perguntei, mas depois completei – "Levando o cachorro para passear ou é o contrário?" – e sorri descarada.
Ele escancarou mais ainda o sorriso e respondeu:
"É... estou passeando com o cachorro da minha irmã..."
Olhei para o cachorrinho e ele era tão lindo, era um chow-chow marrom. Abaixei na frente dele e fiz alguns carinhos nele.
"Como ele se chama?" – perguntei para Zabini.
"Ahm... na verdade... é ela." – pela primeira vez ele pareceu desconcertado.
"Certo, como ela se chama?"
Ele desviou o olhar, examinou o parque e, numa voz inaudível até para uma formiga disse:
"...ella..." – respondeu.
"O quê?" – perguntei novamente.
"Cin...la" – repetiu.
"Zabini, fala para fora, caramba!" – disse, impaciente. Afinal o nome não poderia ser tão ruim.
"CINDERELLA!" – gritou.
E, automaticamente, ri, porque ele só podia estar brincando quando disse que o nome do cachorro era Cinderella...
"Cinderella? Nooossa, não sabia que você curtia essas coisas." – falei entre risos.
"Bem, essa cadela pertence à minha irmã, e uma garotinha de cinco anos não tem muita criatividade para essas coisas..." – disfarçou.
"Sei..." – falei desconfiada.
"Mas, em todo caso, eu a chamo de Cin... é menos ridículo..."
Sorri para ele e ficamos em silêncio, enquanto eu continuava distribuindo carinhos pelo corpo robusto e fofo de Cinderella.
"Bem... você já vai embora?" – perguntou.
Olhei para o relógio e vi que ainda eram oito horas da noite, Draco, com certeza, ainda estava lá em casa e, eu, definitivamente, não queria vê-lo mais.
"Acho que não... vou ficar aqui mais um pouco." – respondi enquanto me levantava.
"Weasley, tem certeza? Já é tarde e aqui fica muito perigoso..."
Acho que estava tão abalada com o que Draco fez, que comecei a chorar novamente, sabe, um estranho estava preocupado comigo, ao contrário do meu melhor amigo, que tinha me humilhado sem nenhuma razão.
Ele me viu chorando, igual a uma maluca, e disse:
"Calma, Weasley... se você quiser ficar aqui, tudo bem, só falei porque –"
"Não é isso." – interrompi – "Só estou chateada com algumas coisas que aconteceram hoje..."
"Hm... se quiser falar, desabafar..." – ofereceu.
E talvez estivesse tão cheia, que falei durante vários minutos, a respeito de tudo: sobre a festa do Harry, sobre o beijo e sobre como perdi a amizade de Harry, falei de Pansy e disse que ela também tinha ficado chateada comigo, e depois falei de Draco, o que ele tinha dito. Blaise ouviu tudo calado e, depois que terminei toda a minha narrativa, ele concluiu:
"Draco é assim mesmo. Age sem pensar antes."
"Você conhece o Draco?" – perguntei e foi algo bem imbecil, uma vez que os dois jogam no mesmo time.
"Conheço, e não só do time da Sonserina. Nós temos uma amizade desde a infância, nossos pais são amigos e, praticamente, crescemos juntos."
Depois que ele falou lembrei que, de vez em quando, Draco falava em Blaise, mas nunca tive contato com ele, porque Draco sempre evitou que isso acontecesse.
"Ele sempre foi impulsivo, principalmente quando está com muita raiva." – Blaise completou.
"Mas ele nem tinha razão para estar com raiva, certo?" – perguntei, desesperada por uma resposta que conseguisse acalmar o meu coração sofrido.
"Talvez tenha..." – Blaise disse e sorriu.
"Como assim?" – perguntei, mais confusa do que antes.
"Venha" – levantou-se – "Vou te levar para sua casa." – ofereceu.
"Ahm... não... acho melhor ir andando."
"Weasley, não seja ridícula." – falou – "Já passa das nove horas da noite, não há a mínima condição de você voltar sozinha, até porque você só tem duas opções: aceita minha carona ou..." – pensou um pouco e completou – "Aceita a minha carona." – e deu um daqueles sorrisos que iluminavam o ambiente.
Pensei um pouco sobre a oferta. Blaise estava sendo tão legal comigo, mesmo sem me conhecer tinha ouvido tudo o que falei, então, por que não aceitar? E, além do mais, era realmente perigoso voltar sozinha.
"Ok, depois de tantas opções, escolho ir com você." – e sorri.
"Muito bem, Weasley. Vamos. O carro está ali na frente."
Andamos até o veículo e, depois que Zabini conseguiu acomodar Cinderella no banco de trás, e que nós dois entramos, ele perguntou:
"Você está com fome? Podemos passar antes no McDonald's... ou em outro lugar."
Só de ouvir "McDonald's" meu estômago reagiu. Estava com muita fome, porque minha última refeição tinha sido o almoço da Escola.
"Estou com muita fome, vamos ao Mc Donald's." – respondi.
Por já ser bem tarde, decidimos comprar no "drive thru" mesmo, e, somente quando passava das dez horas da noite, chegamos na minha casa. Ele estacionou e, com alívio, percebi que o carro de Draco não estava ali. Olhei para Blaise e disse:
"Valeu, Zabini... você é um cara legal." – e sorri.
"De nada, Weasley... e eu já sabia que era legal." – e deu aquele sorrisão.
Olhei para trás e, com um último carinho, me despedi de Cinderella.
"Então, tchau." – falei para Zabini.
"Até amanhã, Weasley. Boa noite, e tudo irá se resolver." – ele falou antes que saísse.
"Até... boa noite." – respondi, porque quanto ao "tudo irá se resolver" eu nem tinha tanta certeza assim.
Esperei que ele saísse com o carro e entrei em casa para encontrar minha mãe sentada no sofá com uma cara de "eu vou te matar agora mesmo".
"Ahm... boa noite, mamãe." – falei na minha melhor voz ronronada.
Ela me dirigiu um olhar furioso e começou:
"Uma hora dessas! Achei... morta! Irresponsável! Quase... mata... coração! Nenhum aviso... celular... não... para nada..." – e continuou falando palavras desconexas até que se acalmou.
"Mamãe." – devagar e receosa, fui me aproximando – "Eu estava no parque pensando na minha vida..."
"Ginny, você pode pensar na sua vida, mas dá para avisar quando for fazer isso?"
"É que não tive um dia muito bom." – falei lembrando de Draco e sentindo, novamente, meus olhos arderem.
"Ginny, eu sei que você e Draco brigaram." – ela falou amorosa, totalmente o oposto de alguns segundos atrás.
"Sabe? Como?"
"Ele me disse..." – minha mãe respondeu simplesmente.
Ela estava muito calma para saber de tudo... quer dizer, ele tinha contado tudo? Porque, com certeza, se tivesse, ela não estaria assim, bem.
"Tudo?"
"Tudo... falou de tudo."
"Mamãe... calma..." – sentei no sofá ao lado dela e disse – "TUDO?"
"Meu Deus, Ginny, TUDO! Toda a conversa de vocês." – ela me olhou e disse – "Eu sei do que ele te chamou." – ela completou.
"E a senhora fica assim? Toda normal? Por que não quebrou o nariz dele? Ou arrancou aqueles cabelos loiros oxigenados? No mínimo, deveria ter furado os pneus do carro dele, mamãe." – falei revoltada.
Então ela riu alto. Tipo, muito alto.
Olhei para minha mãe e pensei que ela tinha, definitivamente, enlouquecido, até que ela falou:
"Ginny, ele não quis dizer aquilo, querida. Ele só estava nervoso."
"E por quê? Ele não tinha razão para isso!"
"Não tinha, Ginny?" – mamãe me perguntou e me dirigiu um olhar significativo.
"Claro que não tinha!" – falei ultrajada.
Minha mãe, aquela que me carregou no ventre por nove meses, aquela que me deu de mamar, aquela que me ensinou tudo o que sei, estava confraternizando com o inimigo e isso era... uma traição...
Traída pela própria mãe!
"Não sei..." – ela respondeu pensativa.
"Mãe, não acredito que você está do lado dele!" – levantei do sofá e cruzei os braços em frente ao busto.
"Filha, eu não estou do lado nem dele, nem do seu... estou do lado dos dois..." – falou misteriosa.
Cara, desde quando minha mãe ficava falando essas coisas misteriosas?
"Como assim?"
"Ginny... olha..." – começou – "Eu sei que agora você está com muita raiva, muita mágoa, e ninguém pode dizer que você está errada, o que Draco fez é muito errado, ele não devia ter falado, mas entenda que ele estava nervoso, e você também estava nervosa. Depois, amanhã, ou outro dia, vocês vão conversar e tudo vai se resolver."
"Mamãe" – sentei novamente no sofá – "Eu nunca mais falarei com Draco... ele me magoou muito." – e, não sei a razão, mas de repente comecei a chorar de novo.
Ela me abraçou e disse:
"Filha, eu sei disso... mas tudo vai se resolver."
Nem falei nada, porque ninguém entendia que aquela situação nunca poderia ser resolvida. Quando Draco falou aquela palavra, ele ultrapassou todos os limites, e atingiu todo o sentimento que nutria por ele.
Estava tão cansada de tudo que fiquei ali, abraçada com minha mãe, me sentindo uma criança novamente, até que ela disse:
"Acho melhor você ir dormir... já é quase meia-noite, querida."
"Tudo bem..." – falei enquanto me levantava e pegava minha mochila.
Ela me acompanhou até o quarto e antes de sair disse:
"Ginny, boa noite." – me deu um beijo na bochecha e, quando já estava na porta, completou – "Tudo vai ficar bem." – e com um último olhar saiu.
Mas sabe de uma coisa?
NÃO VAI FICAR BEM!
Por que nem hoje e nem em um trilhão de anos eu vou perdoá-lo. Se ele tivesse me chamado de "feia", eu ficaria bem chateada e tal, mas, com certeza, perdoaria.
Só que, alow, ele não me chamou de feia, ele me chamou de vadia! Como assim? E a namorada dele o que é? Porque se eu for vadia, ela é a Madre Teresa de Calcutá, né? Porque aí os significados das palavras mudaram, com certeza.
Eu não vou pensar mais nisso, porque se continuar pensando e revivendo aquela cena, vou enlouquecer.
Por isso, até amanhã, vou tentar dormir...
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É Amor ou Amizade?
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Quarta-feira, 01 de outubro.
Deitada. Às 15h30min
Mais uma vez tive uma noite terrível, cheia de pesadelos e de lembranças sobre a briga que tinha acontecido, e talvez tenha sido por isso, que quando acordei de manhã sentia meu corpo todo dolorido, como se um gigante tivesse dançado sapateado em cima de mim.
Lentamente, fui até o banheiro e tomei banho, e a cada gota de água que caía em cima de mim, dava um grito, porque estava sentindo muito frio. Depois disso, vesti o uniforme da escola e após meia-hora tentando descer a escada, cheguei na cozinha, onde minha mãe, meu pai, Fred e Jorge já estavam.
"B-b-bom d-ia..." – falei com o queixo tremendo, realmente estava muito frio, talvez estivesse nevando lá fora, olhei pela janela e vi um dia muito bonito, o sol estava forte e não tinha nenhuma nuvem no céu.
"Bom dia." – minha mãe respondeu e olhou para mim – "Você está bem, Ginny?" – ela perguntou assim que viu minha cara.
"Sim..." – respondi enquanto me jogava numa cadeira vazia.
Sentia meu corpo tão dolorido, meus olhos pesavam tanto que os mantinha fechados, e o frio era tão forte...
"Filha" – ela falou quando me viu deitar a cabeça na mesa – "Você não está bem." – ela se aproximou e sentiu a temperatura do meu braço.
Ouvi os passos dela se distanciarem e depois voltarem. Ela levantou um dos meus braços e colocou um termômetro debaixo do mesmo, depois de alguns minutos tirou o objeto e exclamou:
"Filha, você está com febre... 39º. Vá para o seu quarto, hoje você não vai à Escola."
E isso sim foi uma boa notícia. Não a parte da febre, porque é muito chato ficar tomando remédio a cada oito horas e ficar levantando o braço para colocar o termômetro. Mas o negócio de não ir para a aula foi ótimo. Eu nem queria ir mesmo.
Então ela e Fred (mas na hora estava com o olho fechado, então poderia ter sido o Jorge) me ajudaram a subir as escadas, depois me deitei e tomei o remédio que ela me deu, adormeci no segundo seguinte em que a cápsula desceu pela minha garganta, mas acho que recebi visitas da Hermione e do Rony, porque ouvi vozes enquanto dormia.
Agora já estou melhor, a febre passou um pouco e a dor no corpo também, só o que não passa é essa vontade de desaparecer... eu sei que estou sendo repetitiva, mas não me conformo com tudo que Draco fez... ele não podia ter dito aquilo...
Espera, tenho que ir, estão batendo na porta.
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Quarta-feira, 01 de outubro.
Deitada. Às 21hs.
Você não vai acreditar quando eu disser quem era na porta.
Depois que fechei você, diário, levantei da cama e abri a porta para encontrar Pansy, Colin, Luna e... Blaise. O que ele estava fazendo ali mesmo?
"Ginny!" – eles gritaram e me abraçaram todos de uma vez, e quase que caímos no chão, afinal ainda estava muito fraca.
Entramos no quarto e Pansy e Luna sentaram na minha cama, enquanto Colin preferiu a cadeira da minha escrivaninha e Blaise permaneceu em pé.
"Senta, Blaise." – falei apontando para a cama.
"Na verdade, só vim ver como você estava..." – respondeu parecendo desconcertado.
"Ele se ofereceu para nos trazer quando soube que estávamos vindo visitá-la..." – Colin falou com um olhar bastante significativo para mim e para Blaise.
Sorri para Blaise e o puxei pelo braço até a cama:
"Senta aí ou eu conto o nome do teu cachorro." - e dei um sorriso inocente para ele.
Ele arregalou os olhos e sentou na ponta da cama, próximo a Luna.
Pansy, Colin e Luna ficaram olhando para nós dois e eu disse:
"Saiam dessa, nós nos encontramos ontem no parque enquanto eu pensava na minha vida..." – e então falei tudo o que tinha acontecido nas últimas horas.
"Aquele traste!" – Colin exclamou se referindo a Draco.
"Safado!" – Luna disse e vi seus olhos azuis brilharem de raiva (isso acontecia raramente, por isso era muito estranho).
"Vamos pegá-lo e arrancar aquele cabelo loiro dele... " – Pansy falou pensativa.
"Se quiserem eu ajudo!" – Blaise disse, agora, todo enturmado.
Olhei para os quatro e disse:
"Calma, gente..."
"Ginny, calma nada! Aquele idiota ofendeu você! E a namorada dele, o que é?" – Colin falou revoltado.
"É..." – Luna apoiou.
"Sim... e depois de arrancar todos os cabelos, fio por fio, vamos fazer a Laurie comer um sanduíche bem gordurento..." – Pansy continuou sua reflexão, como se ninguém tivesse falado.
"Concordo..." – Blaise disse simplesmente.
Olhei para eles de novo e revirei os olhos. Era muito fofo eles quererem me defender, mas isso não ia adiantar. E se tinha uma pessoa que merecia se vingar de Draco Malfoy, era eu, Ginny Weasley. Tudo bem, ainda nem sei como vou fazer, mas é certeza que eu me vingue dele... ele vai sofrer, vai chorar, vai implorar meu perdão...
"Gente, não! PAROU! Vocês não devem se meter nisso... eu vou fazer tudo sozinha..."
"Mas..." – Colin começou.
"Nada de 'mas'... deixa o Draco comigo... ele vai ver..." – pausa – " E você, Pansy, preparada para amanhã?" – resolvi mudar de assunto.
"Ahm... Ginny, pensei sobre isso e acho melhor não, sabe, deixa como está..."
"Ah não. Nós vamos sim!" – falei.
"Vão pra onde?" – Colin perguntou, curioso.
Com a confusão de ontem acabei esquecendo de falar sobre o que planejava fazer com Pansy no dia seguinte. Depois que falei sobre tudo o que íamos fazer, Colin disse:
"A-d-o-r-e-i, queridinha! Você vai arrasar, Pan!"
"Não sei não, acho melhor deixar assim. Ginny, você sabe de quem Harry gosta."
Senti minhas bochechas esquentando e disse:
"Pansy, nós vamos mudar isso, ok? Amanhã você vai mudar." – falei.
Colin, Luna e Blaise olhavam para nós duas sem entender nada.
"Colin, Luna, vocês vão com a gente." – olhei para Blaise e disse – "Você quer ir também?"
Não sei porquê, mas já considero Blaise um amigo... ontem ele foi tão legal e continuava sendo, aliás...
"Vou sim, se não for incômodo."
Revirei os olhos e sorri para ele. Observei que os outros três nos observavam com sorrisinhos nos rostos.
Qual é, gente? Não se pode ter um novo amigo?
Depois ficamos conversando mais um pouco. Eles me falaram sobre a Escola, sobre os testes de animadores de torcida, disseram que já haviam vários inscritos, depois falaram sobre as aulas (e gentilmente, trouxeram os deveres que eu perdi). Perto das sete e meia da noite, decidiram ir embora e, antes que Pansy saísse, falei:
"Nem pense em faltar amanhã, Parkinson..." – e sorri.
Ela deu um gemido de infelicidade e saiu junto com os outros.
Agora estou bem melhor, acho que a visita deles me fez melhorar... é muito bom receber visitas de pessoas que querem o nosso bem. Também estou muito animada com a mudança que vamos fazer na Pansy, ela está relutante, mas ao final vai me agradecer... ah se vai...
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Quinta-feira, 02 de outubro.
Na sala. Às 20hs.
Ontem, depois de ter verificado minha temperatura milhares de vezes, mamãe decidiu chamar meu irmão para me ver. Acho que nunca falei dele aqui. É o Carlinhos, ele é médico e minha mãe, sempre que alguém fica doente, liga para ele e faz o rapaz vir até aqui para olhar o indivíduo que está enfermo.
Tentei convencê-la de que não era preciso, ainda lembrei que Carlinhos não podia deixar os pacientes dele para vir cuidar da gente, mas minha mãe nem me ouviu. Ligou para ele e poucos minutos depois, meu irmão apareceu no meu quarto e disse:
"Como vai a doentinha mais linda deste quarto?"
"Ha-ha" – falei para ele e mostrei a língua – "Não acredito que ela te obrigou a vir aqui..."
"Tudo bem, Ginny..." – ele sentou ao meu lado e completou – "Hoje é meu dia de folga."
Então ele me examinou e depois de muitas perguntas e verificações (de pressão, de temperatura e batimentos cardíacos), concluiu:
"É, você está bem."
"Mas eu já tinha dito isso antes..." – falei, cansada.
Depois de minha mãe fazer várias perguntas, ela deixou que ele fosse embora e permitiu que eu dormisse e, dessa vez, dormi bem, sem nenhum sonho perturbador.
No dia seguinte acordei bem disposta, levantei da cama, tomei banho, vesti o uniforme, e desci para o café da manhã, onde encontrei minha mãe mexendo nas panelas.
"Bom dia, mamãe." – dei um beijo na bochecha dela e sentei.
"Bom dia, querida. Está melhor?"
"Ótima!" – exclamei e o mais estranho é que me sentia mesmo assim.
No minuto em que sentei vi minha mãe colocar várias coisas na minha frente: um prato cheio de panquecas, um copo de suco de laranja, uma xícara de café, pães, frutas e um pedaço de bolo. Sério, ela tinha ficado doida, de vez.
"Coma tudo." – falou, depois que preencheu toda a mesa com meu café-da-manhã.
Preferi não dizer nada e comi o que pude, mas entenda, mamãe, meu estômago não é uma sacola, alow!! Quando ela viu que eu já tinha terminado, me olhou indignada e disse:
"Ah não, você vai comer tudo!"
"Mamãe, eu já estou cheia!"
"Você tem que comer tudo, ainda está fraca!"
"Manhê..." – choraminguei e, antes que pudesse terminar, meu pai entrou na sala e disse:
"Molly, deixe-a. Assim você vai fazer que ela fique doente de novo."
Por isso amo o meu pai, ele sempre me salva da minha mãe.
Ela saiu com raiva, enquanto meu pai sorriu para mim e deu um beijo na minha bochecha.
"Bom dia, querida, está melhor?" – perguntou enquanto sentava.
"Estou." – e sorri.
"Você vai para a Escola com o Draco?" – ele perguntou.
"Não. Vou de ônibus." – respondi tentando parecer normal.
Porque só de ouvir "Draco" meu coração iniciou uma série de saltos mortais dentro do peito.
"Ah, mas não vai mesmo!" – era minha mãe que tinha voltado a falar – "Você ainda está muito fraca."
"Mãe, posso muito bem ir de ônibus, já estou bem..."
"Não... você vai com o Draco, ele disse que vinha hoje de manhã..."
"Mamãe, não vou com ele." – falei revoltada.
"Vá com o Harry então. Daqui a pouco ele chega..." – falou despreocupada.
"Mãe" – suspirei –"Estou ótima e posso ir de ônibus." – falei enquanto me levantava e subia as escadas.
"Ginevra Molly Weasley, você não vai de ônibus!" – ela gritou da cozinha, mas nem respondi.
Odeio desobedecer meus pais, mas dessa vez é impossível, porque tenho três opções: duas são boas para minha mãe e péssimas para mim e a outra é ótima para mim e péssima para minha mãe, então escolho a última, porque NÃO VOU MESMO a lugar nenhum com Draco e nem com Harry.
Depois de escovar os dentes e pegar minha mochila desci novamente, e dessa vez encontrei na mesa Jorge, Fred, meu pai, Rony e Harry.
"Oi, gente." – falei para todos e evitei olhar para Harry.
"Filha, já falei com o Harry, ele vai te levar." – mamãe sorriu vitoriosa.
"Mamãe, já falei que vou de ônibus." – e sorri de volta.
Ficamos nos encarando com os sorrisos nos rostos e então Harry disse:
"Ginny, não tenho problema em levá-la."
"Harry" – respondi ainda sorrindo para minha mãe – "Você é muito gentil, mas vou de ônibus."
"Não vai." – minha mãe exclamou.
"Vou sim."
"Não vai."
"Vou sim."
"CHEGA!" – foi a vez do meu pai exclamar – "Eu levo você. Ginny, vá para o carro."
"Mas pai..." – comecei.
Ele me olhou sério e disse:
"Para o carro."
E eu fui.
Porque quando meu pai falava assim, era inevitável não obedecer.
Depois de alguns minutos ele entrou no veículo e seguimos em silêncio durante um tempo, até que eu disse:
"Pai, pode me deixar ali na parada de ônibus. É sério, posso ir sozinha..."
"Ginny, eu levo você."
"Mas e o seu trabalho?"
"Não tem problema. Se um dia chegar atrasado não vou ser despedido por isso, querida." – pausa – "Então, porque você recusou a carona de Harry e de Draco?"
"O Harry já leva o Rony, a Mione e se me levar também, o carro dele vai virar um ônibus escolar."
"Querida, tenho certeza que ele não pensa assim..."
"Eu sei, mas eu me sinto mal, além do mais, existe o ônibus, um transporte muito bom, espaçoso, coletivo (ou seja, mostra que nós podemos dividir as coisas com os outros), além disso, conheço novas paisagens e pessoas novas..." – falei tentando soar convincente.
Ele me olhou e sorriu, um daqueles sorrisos "me engana que eu gosto", e disse:
"Certo... e quanto ao Draco?"
"Hm... nós discutimos..."
"O que houve?"
"Ahm... uma discussão e tal..."
Meu pai me olhou novamente, agora com um olhar "minha filha é maluca" e depois disso não me perguntou mais nada. Quando chegamos à Escola, abracei-o e disse;
"Valeu, papis..."
Ele riu e foi embora.
Entrei na Escola e fui para a sala de Biologia. Adoro as aulas dessa matéria, porque sempre são divertidas; quer dizer, quase sempre. Nós temos dois professores, a professora Sprout e o Hagrid. Quando a aula é sobre vegetais, plantas, essas coisas, nós assistimos aula com a prof.ª Sprout e tipo, ela traz sempre um tipo novo de flor ou dessas coisas para a gente estudar, e é muito divertido. Agora, quando o assunto é animal, nossa aula é com o Hagrid e ele é um cara grandão (tipo, acho que ele tem uns três metros de altura), mas é super gentil e gente fina. O único problema é que o Hagrid não tem muita noção do perigo, ele sempre traz animais perigosos, um dia desses ele trouxe escorpiões e ainda teve a audácia de falar que eram bichos fofinhos.
A sorte é que hoje era dia da prof.ª Sprout, assim estava bem calma com o que ia acontecer na aula (porque pelo menos tinha a certeza que ao final sairia viva).
Fiquei alguns minutos sozinha na sala, até que os outros alunos entraram, entre eles Pansy, Colin e Luna. Ficamos conversando sobre a transformação de Pansy até que a professora chegou e nos mandou ficar quietos. E durante toda a manhã não tivemos mais oportunidade de falar sobre isso, porque depois de Biologia foi a vez de Química, e o prof.Snape estava mais insuportável comigo: passou a aula inteira soltando comentários sobre as animadoras de torcida que não prestavam atenção na aula, ou seja, eu.
Depois, tivemos Inglês com a prof.ª McGonagall, e ela também fez questão de me usar como exemplo de aluna que não se dedicava a aula. Alow, eu só tinha me comportado mal uma única vez e isso já me tornava um traste?
A hora do almoço chegou e, mais uma vez, corri para o refeitório. Peguei um sanduíche, batata-frita e um refrigerante, e fui para o jardim. E eu estava lá comendo e tal, quando uma voz grave quase me fez derrubar a minha coca-cola.
"Olá, Ginny."
Quando olhei para cima vi Blaise, seus dentes brancos e aquele sorriso de arrasar. Meu Deus, isso deve ser crime em algum país...
"Ahm... oi, Blaise... o que tá fazendo aqui?"
"Procurei você lá no refeitório, aí o Dobby me disse que você devia estar aqui." – respondeu enquanto sentava ao meu lado.
"Ahm... sei..." – pausa – "E por que você não está lá dentro comendo?"
"Porque já comi e queria ver como você estava..." – e sorriu de novo.
"Ah, estou bem..."
"E então, posso mesmo ir com vocês hoje?"
"Claro... assim que terminar a aula, nós vamos." – sorri – "Mas saiba que vai ser meio chato, porque envolve cabeleireiro e compra de roupas novas..."
"Se você vai estar lá, tenho certeza que não será chato." – e sorriu.
Meu Deus...
Ele não estava, né... não estava dando em cima de mim, certo?
Sorri envergonhada e ele continuou:
"Você fica linda assim, tímida..."
E senti que minhas bochechas iam ficar em chamas a qualquer momento. Ele riu com vontade e eu disse, com a cabeça baixa:
"Pára, Blaise!"
Ele riu mais e depois que fiquei mais calma, continuamos a conversar normalmente. Até que o sinal para a quarta aula tocou e nós voltamos para nossas salas.
Depois de muito tempo, do que pareceram séculos, tocou o sinal para irmos embora e eu fui logo puxando Pansy (que tentava sair sorrateiramente da sala), Colin e Luna.
Encontramos Blaise no lado de fora da Escola, mais precisamente no estacionamento e eu já estava quase entrando no carro quando uma voz fez todo o meu sangue gelar.
"Ginny."
Olhei para trás e vi Draco, sério, me olhando através daqueles óculos escuros que antes eu achava tão sexy (e, tudo bem, ainda era).
"Malfoy." – respondi.
"Precisamos conversar." – falou.
"Não temos nada para falar, Malfoy." – respondi.
"Temos sim. Vamos, eu te levo para casa e no caminho conversamos."
O meu sangue descongelou depois dessa; para ele era assim tão fácil? Ele dizia: entre no carro e eu obedecia igual a um cachorrinho treinado?
Ah, mas ele estava tão enganado!
"Bem, como você pode perceber, já estou indo embora com outra pessoa. E não temos nada o que falar. Tchau." – e antes que ele pudesse falar, entrei no carro e Blaise, lendo minha mente, saiu bem rápido do estacionamento, deixando um Draco Malfoy totalmente sem ação.
No carro o silêncio era total, ninguém ousava falar nada e eu tentava me acalmar, não podia me deixar abater por isso, ele não merecia.
"Ginny, acho melhor deixarmos para outro dia." – Pansy arriscou.
Eu olhei para trás (estava sentada no banco da frente) e disse:
"Até parece que você se safa dessa, Parkinson. Blaise, primeiro, vamos para o shopping."
Primeiro, íamos até o shopping, depois ao cabeleireiro. Quando chegamos ao nosso destino, Pansy ainda continuava relutante, mas depois de alguns incentivos e ameaças, ela cedeu. Compramos várias peças de roupas, com cores vivas e modelos mais apropriados para a idade dela, já que as roupas de Pansy eram todas resumidas em pretas, calças e blusas (e todas as blusas eram de bandas de rock) e, claro, compramos alguns sapatos (afinal aqueles tênis pretos dela, eram horríveis) de tipos diferentes: sapatilhas, sandálias e com saltos altos. Além disso, compramos uniformes novos, uma vez que o dono anterior do uniforme dela era bem maior: a saia chegava até o tornozelo, sem exagero.
Fiz Luna comprar roupas e sapatos também, afinal o visual hippie dela não ajudava em nada e ela também relutou em mudar, mas usei a mesma técnica que tinha usado em Pansy.
Depois disso partimos para o cabeleireiro, o mesmo que cuidou do meu cabelo para a apresentação das animadoras. Quando chegamos lá, expliquei, mais ou menos, o que era para fazer e ele entendeu perfeitamente. Fiz Pansy e Luna sentarem nas cadeiras e se entregarem ao momento.
Colin e Blaise ficaram esperando numa espécie de sala de visitas, enquanto eu olhava a transformação das duas, dando opiniões. Depois de algumas horas, elas estavam prontas e lindas. Pansy, antes com um cabelo muito grande, sem corte e preto, agora estava com um cabelo mais curto (embora ainda fosse longo) cortado em camadas, só o tom continuava o mesmo e isso foi ótimo, porque a cor do cabelo dela era linda.
Luna, que antes também tinha o cabelo bem longo e o tom era de um amarelo apagado, agora estava com ele bem mais curto, na altura do ombro, e a tonalidade ainda era de loiro, mas agora mais vivo e brilhante.
As duas estavam lindas e totalmente irreconhecíveis.
O melhor foi ver a reação das duas diante do espelho. Era uma mistura de surpresa e alegria. Quando acertamos a conta, agradecemos ao cabeleireiro e fomos encontrar os rapazes na sala onde estavam.
Colin gritava animado, enquanto Blaise estava sem ação. Ele olhava para Luna como se nunca a tivesse visto antes. Sorri satisfeita comigo mesma e depois de tirarmos Blaise da dimensão em que estava, partimos.
Ele fez questão de deixar cada um em casa, e, sinceramente, acho que foi um modo de descobrir onde Luna morava, pois agora ele nem conseguia disfarçar o interesse por ela. Eu fui a última a ser entregue, e quando o carro foi estacionado na frente da minha casa, olhei para ele e disse:
"Então, gostou da transformação das meninas?"
"Sim... Pansy ficou linda..." – falou e completou, desconcertado – "E Luna também."
"Bem, obrigada por nos acompanhar. Você, mais uma vez, foi muito legal."
"Ah... de nada... adorei a companhia... principalmente a sua..." – falou e sorriu.
Senti minhas bochechas arderem novamente e ele riu alto.
É, ele estava fazendo aquilo para me deixar tímida.
"Pára." – dei um tapa no braço dele.
"É engraçado, vê-la com vergonha, Ginny."
"Chato." – outro tapa – "Agora já vou. Tchau, até amanhã." – falei enquanto abria a porta do carro e antes que conseguisse sair, ele me deu um beijo na bochecha.
"Até amanhã, pimentinha." – e riu mais quando viu que eu estava mais vermelha por causa do beijo.
Entrei em casa e quase morri do coração quando vi quem estava sentado ali, no meu sofá.
"Olá." – Draco falou.
Meu Deus, só pode ser castigo.
Por que ele me persegue?
"Oi. O que deseja?" – falei enquanto fechava a porta.
"Falar com você."
"Tudo bem." – coloquei a mochila no sofá e cruzando os braços, completei – "Fale."
"Ginny, eu não queria ter dito aquilo..." – começou.
"Mas você disse. Quando a cabeça não pensa, o corpo é quem padece. Nesse caso, você não pensou e não adianta se justificar, nada no mundo pode mudar o que você falou."
"Mas é que eu..."
"Malfoy, nem tente, não dá mais. Você já escolheu quem você gosta de verdade, e essa pessoa é a Laurie, afinal, por ela você briga, você ofende, você faz tudo..."
"Não é assim. Eu gosto de você, e por você eu faço tudo..."
"Sei..." – respondi sarcástica.
"É verdade, Ginny. Eu sou um idiota, por isso falei aquelas coisas ontem."
"Concordo que você é um idiota, mas isso não modifica nada."
"Mas nós somos amigos..."
"Não... nós ÉRAMOS amigos... passado, Malfoy." – falei e senti que meu peito ia explodir de tão rápido que o coração batia – "A imagem que tinha de você era igual a um vidro, e ontem você fez com que esse vidro se quebrasse em milhares de pedaços, não tem mais como colar os pedaços, não tem mais como ter a mesma imagem que tinha de você."
"Ginny" – falou e percebi que os olhos dele brilhavam, como se estivesse a ponto de chorar – "Por favor, não fala assim."
"É a verdade, Malfoy." – suspirei e virei o rosto, não agüentaria se ele chorasse, até porque, eu estava quase chorando também – "Se você quer meu perdão, tudo bem, está perdoado. Mas não me peça para ser meu amigo novamente. Isso nunca mais será possível."
"Então, é assim?" – perguntou e eu continuei de costas para ele, não conseguia encará-lo.
"É... é assim..."
Então, minutos depois ouvi a porta da frente bater. Ele tinha ido embora.
Sem agüentar mais, deixei que as lágrimas saíssem livremente... doía (e ainda dói) tanto fazer isso, romper de vez com ele... uma amizade de muitos anos... um amor verdadeiro (da minha parte, pelo menos).
E agora continuo aqui, na sala, chorando... pedindo a Deus que me mantenha forte, que não me deixe recuar... afinal, Draco não merece perdão... ele merece sofrer muito, devagar, e dolorosamente... até implorar meu perdão...
É nisso que tenho que pensar: em vê-lo sofrendo... se continuar com esse pensamento, poderei me vingar dele... aí sim, vou me sentir melhor... bem melhor.
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É Amor ou Amizade?
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Nota da Beta-Reader: Concordo em gênero, número, e grau com a Gina!! Tem que manter a cabeça fria pra poder se vingar como se deve!! Apesar de que eu fiquei com o coração partido de ver o Draco quase chorando!! Coitado!! Ela foi tão cruel!! Mesmo ele merecendo!! Ai, eu sou uma banana, mesmo!! hahahahahahaha!! É só ele fazer carinha de cachorro abandonado, que eu fico com pena!! Mas a Gina tem que se aproveitar do Blaise!! Por favor, um homem daqueles, é até desperdício!! hahahahahaha!!
Gentem!! Que bom que vocês também ficaram revoltadas!! Achei que só eu é que era louca!! hahahahahaha!! Isso mesmo, galera, vamos mandar cada vez mais reviews!! Assim a Manu fica cada vez mais inspirada!!
AMO VOCÊS!!
Bjs!! :
ChunLi Weasley Malfoy
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Nota da Autora: Oi povo do meu coração!! Espero que vocês tenham gostado desse capítulo, foi o meu capítulo mais extenso de toda a minha (pseudo) carreira de autora de fanfics...hehehehe.
Bem, no capítulo anterior eu falei que neste capítulo ia ter a seleção de novos animadores e que duas pessoas (que já tinham sido citadas na fic, mas nunca apareceram de verdade) iam voltar, não foi? Só que como esse capítulo já tinha ficado muito grande resolvi colocar essas duas coisas só no próximo.
E que chato, vocês descobriram sobre o Blaise, hunf...não gostei hein...hahahahahahaha
Sobre o próximo capítulo é isso: vai ter a seleção e vão chegar essas pessoas, elas são importantes para a fic, pelo menos uma delas é, por isso estou frisando isso... Além disso, o que posso dizer? Ah, vocês vão saber o resultado da transformação da Pansy, se vai dar certo ou não... e não sei, mas algo me diz que vai ter um beijo...
Mas aí vocês fiquem pensando de quem com quem... hahahahahahahaaha
Bem, vamos aos agradecimentos.
Agradecimentos (Lembrando que respondo na ordem que recebo!):
Lizzie.darcy: Oi, moça, obrigada pela review! Então, ficou deprê? Nhá...espero que tenha melhorado...hehehehe...Menina, você apostou e acertou... hahahaha... Muito bem! Espero que continue lendo e gostando. Beijos.
Jaque Weasley: Jaque, obrigada pela review, moça! Que bom vê-la nessa fic também! Concordo, o Draco vai tomar muito naquele lugar (como você disse), ainda vai sofrer muito...esse capítulo não foi nada, em relação ao que ele vai sofrer...E como sempre, me divirto com suas reviews, adoro-as! Beijoooos!
Quézia: Obrigada pela review!!Que ésssssooo, você também acertou que era o Zabini!! Hehehehehe, já vi que não consigo fazer mistéééério! Hehehehe Pois é, o Draco nem sabe o que vem por aí, mas ele vai sofrer, pra deixar de ser mongo, né? Beijos!!
Misty Weasley Malfoy: Obrigada pela review, querida. Então, continue repetindo esse mantra...hahahahahaha e não me mate, afinal, lembre-se que se me matar não poderei continuar com a fanfic. E sério mesmo, desculpa por ter te feito chorar, mas não podia tirar essa cena...não fica triste, tudo vai dar certo (ou não, quem sabe...)...hehehehehehe Beijos!
Caah LisLis: Obrigada pela review, Caah!! Caramba, ri muito da sua review...hahahaha Então, eu também acho que a cena da "vadia" foi boa, porque mais na frente o Draco vai sofrer muito... mas eu também sofri quando ele fez isso com ela... eu fiquei mal.. e fico triste porque fiz pessoas chorarem, é sério, desculpa aí! Não chora mais, hein! Hahahaha Sim, ela é melhor com o Zab do que com o Dob, o bixinho, só porque ele tem os zoião, é orelhudo, narigudo e baixinho, que éssso gente, oia o preconceito! Hahaahahhaa Sim, sensata é assim: sensata...hahahahahaha "Meu estomago ta dançando lambada com o rim de tão remexido que ele ficou agora!" Ri muito dessa frase, porque fico imaginando a cena...hahahahahahahahahahaha Beijos e espero que continue gostando!
LilyPotter: Lily, obrigada pela review e seja bem vinda aqui, acho que é a primeira vez que vejo uma review sua! :) Sim, bem que tive vontade de colocá-la com o Dobby, ia ser engraçado...hahahaha Beijos e continua lendo!
Thaty: Obrigada pela review! Pois é, o Draco vai sofrer e talvez, assim, ele consiga se redimir...Que ésso, não quer vê-lo? O bixinho...ele tá sofrendo, moça...hehehehehe Beijos!!
Mina: Obrigada pela review!! Sim, o Draco vai sofrer muito, não se preocupe, a vingança será maligna... e a Laurie vai continuar aprontando, mas ninguém impede a Ginny de aprontar com ela também, né? Mina, a minha beta saiu fugida do hospital psiquiátrico, estão procurando ela por lá, acho que tem vaga sim, você quer ir para lá? Hahahahahaha Que ésso, olha o instinto assassino contra o Draco, o pobe, moça...Que bom que você tá amando tudo (menos o Draco, pude perceber)... Beijoos!!
Yasmin Prado Marinho: Obrigada pela review, Yasmin!! Eu também apoiava HG nos livros, já que DG nos livros é uma utopia...Nunca imaginei a Hermione com o Sirius, mas gostei da idéia...hehehehehe e nem com o Gui, nunca tinha ouvido falar nesses casais. Pois é, vamos ver o que Draco vai fazer e como a Ginny vai ver isso, né, ela tá muito magoada e talz... ah, matar a Laurie? Por enquanto, não...hahahahahahahaha Beijos!
Lika Slytherin: Oie, obrigada pela review, acho que você também é leitora nova, então seja bem vinda!! :) Sim, você acertou, mais uma que acerta!! Hehehehe Eu estou fazendo o Harry sofrer para vingar os livros em que a Ginny passou sofrendo por causa dele... ele merece sofrer de dor de amor, né? Não sei, mas acho que a Pansy tem tudo para curá-lo disso...hehehe Ah, não odeie o Draquinho..o bixinho...ele é idiota, mas é tão lindo...hahahaha Beijos.
Fernanda Weasley Potter: Fernanda, valeu pela review! Moça, não odeie o Draco... coitado...hahahahaha que bom que gostou do capítulo, espero que continue lendo e que volte a gostar do Draco...hahahahaha Beijos.
Luisa Davi: Luisa, obrigada pela review e seja bem vinda!! :) Pois é, acredito que ninguém pode ser inteiramente mau ou bom, por isso aqui a Pansy é normal (nem boa nem má) e o Draco também...espero que continue lendo e gostando! Beijos!!
Srtá.Felton: Oie, obrigada pela review e acho que nunca te vi nessa fic, por isso, seja bem vinda! Moça, que ésso, não me ameace de morte...hahahaha...lembre-se que você quer ler a fic e os capítulos só sairão se minha integridade física for preservada. Que bom que gostou de tudo, tomara que continue gostando! Beijos!
Veronica D.M: Olá, obrigada pela review, moça! Então, também acho um nojo o que ocorreu entre Draco e Laurie, fazer o que né...Bem, vamos ver se a Laurie vai ser selecionada... e quanto ao Zabini, acertou! Aff...hehehehehe O quê? Cometer duplo assassinato (Laurie e Draco)? Que ésso, menina, óia a violência... sim, posso, tipo, matar o draco e depois me encarregar de fazer respiração boca a boca... que essssooooooo...uhauahauahauahua Beijooos!
ChunLi Weasley Malfoy: Bambesha-Louca! Você precisa voltar para o Hospital psiquiátrico, antes estava com ódio mortal do Draco, agora está com pena...você é doida de pedra mesmo, por isso vou mandar a ambulância te pegar...hahahaha Outra pessoa que quer a morte de Draco...até parece que vou matar o personagem principal, já não basta ter tornado ele o vilão da bagaça? Que esssoooo...continua lendo e comentando ou te dou um murro...hahahahaahahahha (nossa que delicadeza) Beijos, Bambexy!
Daniela: Obrigada pela review, moça! O Draco não é tão mau, ele só é um pouco impulsivo e mongo...só isso...mas a Ginny vai fazê-lo sofrer, só garanto isso. Beijos!!
Rafinha M.Potter: Rafinha, obrigada pela review e seja bem vinda a minha fic! Ain que emoção receber uma review sua! Juro por God que pensei que você estava com raiva de mim, por isso não lia mais minhas fics!! Que bom vê-la por aqui! E obrigada pelos elogios (a mim e a fic...) /!\ emocionada /!\ Não pare de ler a fic, moça, que esso, oia a ameaça!! Sim, você me deu a idéia do Nev depois que já tava o capítulo quase todo escrito! Hahaha ia ser engraçado...Ah, o Nev é bonitinho...o pobe só é meio leso, mas até que ele melhorou no último livro. Claro que a minha Ginny é surtadinha, ela é baseada em mim, então só poderia ser assim, surtada, doida...hahahahahahaha Beijões!!
G-e-n-t-e! 17 reviews! /!\ chorando de emoção /!\ Eu sei que tem gente que recebe 1000 reviews por capítulo, mas 17 é tão lindo. É um número tão bom...saber que pelo menos 17 pessoas lêem o que você escreve...amo vocês!! (Sem falsidade)
Ahm... outra coisa, todo mundo quer ver o Draco morto, gente, só eu consigo transformar o mocinho em vilão mesmo (afinal o certo deveria ser transformar o vilão em mocinho)...aff... eu não posso matá-lo, por enquanto... hahahahahahahaha... quem sabe num futuro próximo ele leve uma bolada na cabeça e morra?
Ain Ain...fico por aqui...
Espero que gostem do capítulo!
Beijos,
Manu Black
