Capítulo IX

Quinta-feira, 08 de outubro.

No quarto. Às 18hs.

Quanto mais rezo, mais assombração me aparece, é incrível, quando penso que tudo está indo muito bem, surge algo para piorar.

A notícia de hoje na Escola era que eu e o Blaise estamos namorando, tentei argumentar, afinal não é namoro, mas parece que as pessoas não me escutam, ou, pelo menos, fingem não ouvir.

Então, para evitar os olhares dos curiosos e perguntas dos meus amigos, decidi, mais uma vez, comer no jardim. Saí bem cedo da aula e peguei o lugar ainda vazio, Dobby me deu um sanduíche e um suco (mais uma barra de chocolate de graça, acho que ele quer me ver gorda) e parti para o jardim.

Andei muito até encontrar um lugar deserto: a beira do lago. Sentei lá e fiquei olhando a água que, de vez em quando, se mexe do nada. Corre uma lenda que uma Lula Gigante e várias sereias moram no fundo do lago, mas qual é, gente, até parece que isso existe!

Então fiquei lá, apreciando meu sanduíche de frango quando vi quatro pessoas passarem do outro lado e logo reconheci como sendo Laurie e suas comparsas mais uma garota que não reconheci. A Bin Laden (Laurie) olhou para mim e deu uma daquelas risadas exageradas, logo as outras fizeram o mesmo e saíram rindo e apontando para mim.

Eu sei, elas são tão discretas!

Depois de comer tudo e de ouvir o sinal tocar, levantei e, lentamente, voltei para a sala. A verdade é que estava morrendo de preguiça de assistir a aula de Geometria, fala sério, é muito chato! Por isso, andei quase parando, até a sala, mas antes que pudesse chegar lá, uma sombra se colocou na minha frente.

"Desculpe." – falei desviando da pessoa, mas alow, ela me seguiu.

"Licença?" – perguntei olhando para a cara do ser abominável e encontrei Amanda Reynolds, aquela garota que escolhi como líder de torcida.

"Weasley, você vai me pagar." – ela disse com um brilho maníaco no olhar.

Tipo, pagar? Eu tinha pedido dinheiro emprestado ou o quê?

"Ahm?" – foi a resposta SUPER inteligente que dei.

"Você vai se arrepender disso, Weasley..." – ela disse, furiosa.

E eu continuava boiando na conversa, por isso nem falei nada.

"O Zabini é meu, entendeu Weasley? MEU! E você vai se arrepender por estar com as mãos no que me pertence..." – disse se aproximando perigosamente.

Ah, agora as coisas faziam sentido...

Por que algumas garotas têm esse costume horroroso de brigar por homem, hein? Sabe, é tão ridículo.

"Ele é seu?" – perguntei sarcástica – "Desculpe, não vi a plaquinha com seu nome."

"Weasley... você está brincando..." – disse enquanto se aproximava.

"Reynolds, pode vir, quando quiser, estarei preparada... Não tenho medo de tipinhos como você." – respondi me aproximando dela.

Até parece que não fiz treinamento intensivo com Goku em DragonBall e com o Gohan em DragonBall Z! Pode vir, estarei preparada queridinha!!

Ela apenas deu um sorriso falso e disse:

"Quando você menos esperar... quando menos esperar..." – e saiu.

Então eu fiquei ali no corredor, pensando em como sou um ímã para atrair confusão, até que o Sr.Filch, o zelador-inspetor-carrasco da Escola, apareceu com aquela gata dele e me mandou ir para a sala antes que ele pudesse dizer DETENÇÃO, então saí correndo e fui para a aula.

Mas durante o resto do dia só conseguia pensar nisso, tinha que falar o mais rápido possível com Blaise e tirar essa história a limpo. Quando acabou a aula, corri para o estacionamento e meu coração quase parou com o que vi. Blaise e Amanda estavam encostados no carro dele, beijando-se ferozmente, o negócio era tão sério que se tornava quase imoral. Então fiquei ali, olhando a cena até que percebi que ela estava quase... quase violentando ele, aquela garota tinha muita força se você quer saber a verdade. Ele tentava se desvencilhar, mas parecia que estava amarrado, até que ele conseguiu empurrá-la para longe e os dois começaram a discutir.

Quer dizer, o Blaise começou a discutir, ele falava alto e gesticulava muito, enquanto a piran... quer dizer, a menina ficava se esfregando nele. Isso é tão eca!

Sentindo muita raiva, mas MUITA raiva, andei rapidamente até eles e falei:

"Olá, querido." – e só para insultar, beijei Blaise.

Quando nos separamos ela estava com cara de que um caminhão tinha atropelado-a. Sorri e disse:

"Então, queridinha, o que quer aqui?"

"Você vai me pagar, Weasley. Vai me pagar." – e saiu.

"É só dizer quanto, Reynolds!" – gritei e ouvi Blaise rindo.

Olhei para ele e logo se calou, continuei séria, encarando-o até que ele disse:

"Entra, vamos conversar."

Entramos no carro e durante os primeiros minutos, Blaise ficou calado, até que, faltando quatro quarteirões para a minha casa, ele disse:

"Você viu tudo?" – ele olhava para frente, nem desviou o olhar para mim.

"Vi." – pausa – "E por mim tudo bem, Zabini, mas você deveria ter me avisado que não era a única."

"Mas você é a única." – disse indignado, agora sim, olhando para mim.

"Sim, a única ruiva, né? Já que a Reynolds é morena... então, quem é a loira?" – perguntei sarcástica.

Ele bufou e disse:

"Quando me envolvi com você fui sincero, Ginny. Eu não estou com ninguém, além de você. A Amanda foi minha namorada no ano passado, e tudo estava indo muito bem, até que a encontrei beijando o Goyle, então terminei o namoro. E ela não aceita isso. Talvez quisesse que eu fosse um corno manso." – disse, amargurado.

"Ela passou o dia me ameaçando... disse que você é dela..." – falei na defensiva, afinal estava muito confusa para conseguir pensar em algo.

"A Reynolds está louca. Eu não sou de ninguém, sou de todo mundo." – disse e vendo minha cara, completou – "Brincadeira, Ginny. Na verdade, sou só da minha mãe, ela passou nove meses sofrendo e tal..." – e fez cara de santo o que me fez rir, mas na verdade estava com vontade de chorar.

Sabe por quê?

Porque nada, nadinha na porcaria da minha vida dá certo!

Eu gosto do Blaise só como amigo, mas se passássemos mais tempo juntos, talvez isso poderia chegar a algo maior e finalmente eu poderia tirar o Draco da minha cabeça e, principalmente, do meu coração.

Mas agora como vou poder ficar com o Blaise sendo ameaçada? Não tenho medo de brigar, fui criada no meio de seis garotos e dentre eles Fred e Jorge (o que já vale por uns dez garotos) e sou acostumada a socar, bater e tudo mais. O problema é que estou muito cansada para isso e, além do mais, se brigar, se bater nela, serei expulsa do time de animadoras e lutei tanto para isso, lutei muito para conseguir ser a chefe, para livrar as pessoas do domínio perverso da Laurie. Não posso desperdiçar isso agora.

Blaise estacionou o carro na frente da minha casa e disse:

"Então, como ficaremos?"

Olhei bem para ele e tive certeza de que era só amizade, e seria melhor acabar com isso antes que piorasse tudo.

"Blaise, eu gosto muito de você, muito mesmo." – pausa – "Mas só como amigo. Acho melhor pararmos com isso de ficar, é tão moderno para mim, sabe, e agora tenho uma psicopata na minha cola. É muito difícil ser ficante de um dos garotos mais populares da Escola."

Ele sorriu e disse:

"Eu já sabia que você ia dar um pé na minha você-sabe-o-quê." – suspiro – "Eu só quis ajudar..." – disse, pensativo – "Mas se você quer assim..."

"É o melhor..." – estendi a mão e disse – "Amigos, então?"

Ele apertou a minha mão e disse:

"Sempre." – me deu um beijo na bochecha e saí do carro.

Entrei em casa e vim para o quarto e estou aqui desde então, pensando em como estou destinada a ficar sozinha. Primeiro, o Draco. Depois, o Harry, e isso foi um erro enorme. E agora o Blaise.

Sabe de uma coisa? Acho que vou virar freira! Freiras não sofrem por amor, porque elas são casadas com Jesus e ele não é infiel e, o melhor, NÃO TEM EX-NAMORADAS! Além do mais deve ser bom, passar o dia rezando e tal...

É isso, vou ser freira, pronto, está resolvido!

Mas antes de ser freira, preciso de férias, preciso ficar longe da Escola e esquecer todos que fazem parte dela... não agüento mais, quero que as férias de Natal cheguem logo!!

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É Amor ou Amizade?

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Sexta-feira, 09 de outubro.

No quarto. Às 20hs.

Realmente as pessoas da minha Escola não têm o que conversar. Ontem eu era notícia porque estava namorando o Blaise e hoje fui notícia porque nosso namoro acabou. E caramba, que namoro curto, hein? Durou menos de vinte quatro horas. Agora, fico imaginando quando eles souberem que vou virar freira, como será que eles vão reagir.

Eu digo como: COM MAIS FOFOCA, é claro!

Bando de fofoqueiros que não têm nada o que fazer!

Hoje acordei com um humor péssimo, saía fumaça das minhas orelhas de tanta raiva que eu sentia, por isso mesmo ninguém, aqui em casa, falou comigo hoje. Quando já ia saindo para o ponto de ônibus, amaldiçoando o infeliz que não construiu a Escola vizinha à minha casa, ouvi uma buzina e me virei, foi aí que vi Blaise me esperando.

Eu pensava que depois de tudo ele nem vinha mais me buscar, mas fiquei muito alegre em vê-lo e subi no carro alegremente, agora mais calma e mais simpática. Para minha alegria, ele estava agindo normalmente como se nada tivesse acontecido, era um alívio total, não queria perder outro amigo.

Quando chegamos na Escola meu mau humor voltou quando ouvi cochichos e dedos apontados para nós, tinha vontade de decepar os dedos dos infelizes, mas me contive. Eu e Blaise nos despedimos e eu segui para a minha aula que era Educação Física, logo eu tinha um tempo livre que usei para refazer o diário da Prof.ª McGonagall. E isso não melhorou meu humor nadinha, principalmente quando a aula terminou e eu só tinha conseguido fazer metade do mês de setembro.

As aulas foram a mesma chatice de sempre e por onde andava via pessoas olhando para mim, cochichando e rindo. Fala sério, vão arranjar o que fazer!

Na hora do almoço corri para o refeitório e, bem rápido, peguei o almoço (dessa vez um sanduíche de atum e suco, mais uma barra de chocolate do Dobby) e fui para a beira do lago, longe dos olhares maldosos dos meus "colegas" de Escola, e fiquei ali durante todo o horário do almoço, e acho até que cochilei, quando ouvi uma voz muito conhecida, dizer:

"Ginny?"

Era um sonho... um sonho em que Draco vinha me acordar e me levava para longe...

"Ginny?" – ele me sacudiu.

Ai! Bem longe, e nós seríamos felizes... tão felizes...

"GINNY!" – o grito dele me fez abrir os olhos e quase caí para trás (só não foi possível porque já estava sentada) quando vi aqueles olhos cinzentos me olhando tão de perto.

"Ai que susto!" – falei, desnorteada.

"Desculpe, mas você não acordava... está tudo bem?" – perguntou preocupado.

"Estou sim..." – falei tentando me levantar, até que ele me ajudou a fazer isso – "Bem, o que deseja?" – perguntei, andando e ele fez o mesmo.

"Ahm... bem... mamãe pediu para que você fosse hoje lá em casa."

"É, e por que?"

"Ela não me disse... só pediu que você fosse comigo para casa hoje, porque quer falar com você." – respondeu dando de ombros.

"Certo." – falei desviando os olhos daquele rosto – "Quando terminar a aula, pego um ônibus e vou lá." – continuei andando, mas ele parou, o que me fez parar também.

"Você me odeia tanto que nem consegue suportar minha presença?" – perguntou com a voz cheia de mágoa.

"Eu não te odeio." – respondi, automaticamente.

Ah se ele soubesse...

Então ficamos nos olhando enquanto eu tinha uma pequena fantasia em que pulava no pescoço dele e fazia o que queria fazer há tanto tempo, até que acordei desse pequeno devaneio quando o ouvi dizer:

"Quando a aula terminar eu te levo, certo?" – perguntou com a sombra de um sorriso nos lábios.

"A sua namorada não vai gostar, prefiro evitar problemas." – falei apressada.

"Não se preocupe com a Laurie. Encontro você no estacionamento após a aula, ok?" – e saiu.

Olhei para ele se distanciando com aquele andar elegante, como se fosse o dono de todo o lugar, com as mãos nos bolsos do uniforme, tão lindo...

Suspirei várias vezes até que ele entrou na Escola e não pude mais vê-lo, o que foi melhor, pois se continuasse daquele jeito, suspirando o tempo inteiro, ia precisar de um balão de oxigênio. Tentei acalmar meu coração e fazer minhas pernas voltarem a andar, depois de muito tempo consegui isso e voltei para a sala de aula, quase flutuando ao lembrar que tínhamos nos falado sem brigar.

Quando a aula de História terminou, tentei acalmar meu coração que voltara a martelar dentro do peito e fui para o estacionamento, já estava perto de chegar, quando Blaise se materializou na minha frente:

"Então, Ginny, vamos?"

"Ahm..." – falei, sem jeito – "É que vou na casa do Draco hoje, sabe, a tia Cissa, a mãe dele, me pediu para ir lá e ele vai me levar..."

"Ah, tudo bem." – ele sorriu e deu um beijo na minha bochecha – "Comporte-se, hein! Draquinho pode ser um perigo!" – e saiu gargalhando.

Não entendi o que ele quis dizer, mas segui meu caminho e encontrei Draco, com seus óculos escuros de sempre (apesar de não estar fazendo sol), encostado no carro, me esperando. Contive mais um suspiro e disse:

"Vamos?"

"Claro."

Entramos no carro e na mesma hora tive vontade de sair correndo. Tinha esquecido como, agora, era incômodo ficar tão perto dele. Durante metade do caminho ficamos em silêncio total e eu já tinha desistido de pensar em algo para falar, quando o ouvi.

"E então, como você e Zabini estão?"

"Ahm... não estamos." – falei olhando para a janela e pensando em saltar do carro.

"Como assim?"

"É que não estamos namorando mais." – falei ainda olhando a paisagem pela janela – "Quer dizer, nunca estivemos, o pessoal entendeu errado..."

"Não estão mais?" – Draco perguntou rapidamente.

"Não... gosto dele só como amigo..." – porque, na verdade, gosto de você, mongo...

"Ah que pena..." – falou com uma cara de quem estava adorando a notícia.

Draco estacionou o carro e andamos, ainda em silêncio, para o interior da casa. Teresa, a secretária, apareceu na sala e logo me abraçou.

"Ginny, onde você esteve? Por que não veio mais aqui?" – perguntou enquanto me apertava com um abraço de urso.

"É... ahm..." – tentei falar, mas o aperto era forte demais.

"Já sei." – disse e me soltou – "Ele é o culpado, não é?" – falou apontando para Draco.

Sorri para ela e antes que pudesse falar, Terê já estava falando para Draco:

"Você é ridículo, Malfoy..." – e eu sei, parece estranho ela falar isso para o patrão, mas a Terê é a segunda mãe do Draco, ela o criou e se sente no direito de falar o quiser, inclusive bater nele. Isso sim ia ser engraçado, mas antes que pudesse falar algo, Tia Cissa entrou e disse:

"Oi querida! Tudo bem?" – perguntou enquanto me abraçava.

"Sim, tudo... e a senhora, como vai?"

"Estou ótima!" – disse sorridente – "Pena não poder ficar com vocês, tenho que resolver umas coisas."

Então olhei para Draco, e ele olhou para mim, e nós olhamos para a mãe dele, que parecia ter ficado maluca.

"Mamãe, você pediu para trazer a Ginny aqui, lembra?" – Draco perguntou.

"Ahm?" – ela perguntou enquanto enfiava o rosto dentro da bolsa.

"Mamãe!" – ele disse, sério.

"Ok, ok..." – ela falou enquanto tirava o rosto de dentro da bolsa – "Eu chamei a Ginny aqui para, sabe, vocês se entenderem, queridos..." – olhou para nós dois e viu nossa cara de raiva e continuou – "Quer dizer, vocês são amigos desde pequenos, não podem continuar brigados."

Eu não conseguia acreditar nisso...

Uma armadilha...

"Não acredito, mãe! A senhora nos enganou!" – Draco gritou.

"Querido, foi para o seu bem. Vocês se falaram, não é? Viu?" – ela disse tentando acalmar o filho.

"Mãe, as coisas não funcionam assim. E eu agradeceria se você não se metesse na minha vida." – Draco disse, revoltado.

"Ah, querido, mas eu só quis ajudar... vocês não podem mais ficar brigados, eu fico tão triste quando vejo os dois separados, sem se falar..."

Draco nem prestou atenção ao que ela falava, olhou para mim e disse:

"Vamos embora?"

Olhei para ela e depois para ele e respondi:

"Vamos."

A verdade é que não tinha achado a idéia dela ruim, não no geral. Veja bem, era a primeira vez que nós ficamos próximos sem proferir nenhuma ofensa e isso era bom, muito bom, aliás.

Draco saiu na frente, apressado, e eu apenas dei um tchauzinho para Terê, que observava a cena assustada, e um abraço em Narcisa, que apenas me deu um sorriso e uma piscadela como resposta. Segui Draco e entramos no carro, ele estava tão nervoso que dirigia em alta velocidade.

"Draco, dá para se acalmar?" – falei quando ele desviou de um carro tão rápido que quase provocou um acidente.

Ele nem me respondeu, continuou voando pela rua, até que paramos em um semáforo e eu disse:

"Você pode ficar calmo? Por que tanto nervosismo? Ela só quis ajudar, não precisa molhar a calcinha por causa disso!" – falei com o coração aos pulos.

"Você não entende, Ginny, ela não podia ter se metido nisso." – ele disse ainda olhando para o semáforo.

"E qual o problema? Ela gosta de você e de mim, quer nosso bem..." – vendo que ele não reagia, disse – "E se você não andar direito, vou descer do carro..." – completei quando o sinal ficou verde.

Ele se acalmou um pouco e dirigiu normalmente até a minha casa. Quando desligou o carro, disse:

"Você nunca vai me perdoar, não é?"

Olhei para ele e pensei. Ainda tinha mágoa, mas não era tanta, não igual a que senti no dia que aconteceu, mas não sabia se estava pronta para perdoar, tipo, naquele instante.

"Nunca é tempo demais, Draco." – olhei para a janela e completei – "Um dia isso vai passar, mas não será hoje e, provavelmente, nem amanhã..."

Nos olhamos novamente e ele sorriu:

"Tudo bem, você tem o tempo que precisar..."

Sorri também e disse:

"Ok... então, até mais e valeu pela carona." – e saí do carro.

Quando entrei em casa corri para o meu quarto e fiquei pensando em como sou anta.

Sabe por que?

Porque não era para eu ter dito isso! Não mesmo! Afinal, ele me chamou de uma coisa que eu não sou e ele não merece meu perdão, não mesmo, nem hoje, nem amanhã e nem na próxima encarnação! Mas eu sou mesmo muito idiota, só a presença dele e alguns sorrisos e eu me derreto. E a vingança onde fica?

Acho que vou ficar louca...

Não, acho que já estou louca e a culpa é toda dele...

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É Amor ou Amizade

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Quinta-feira, 16 de outubro.

No quarto de ensaio. Às 23hs

Eu sei, estou há vários dias sem escrever, mas simplesmente não tenho tempo nem de respirar. O problema é que começaram os ensaios para a apresentação de sábado na semana passada e desde então estou super ocupada.

E tudo isso porque estou encontrando certa resistência em comandar a equipe de animadoras de torcida. Acho que você já sabe os nomes da "resistência": Laurie, Ellie, Debbie e Mandie (a Amanda Reynolds, a psicopata). Elas não seguem a minha coreografia e já dei o aviso de que, se não obedecerem, estarão fora do time, mas elas não acreditam que eu seria capaz de fazer isso.

Vão brincando queridas, quando menos esperarem...

Então, agora, adotei uma tática nova: na presença de Laurie e suas terroristas, faço uma coreografia, quando não estão presentes faço outra. E o que vai valer é a coreografia que elas não vêem, assim vão aprender a prestar atenção em mim.

Agora tenho que ir, preciso passar a coreografia de novo...

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É Amor ou Amizade

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Domingo, 19 de outubro.

Na casinha da árvore. Às 13hs.

Meu corpo está tão cansado e meus olhos ainda estão ardendo de tanto que chorei, mas deve ser porque não faz nem cinco minutos que estava chorando.

Ontem foi a apresentação que falei antes. E tudo foi bom, apresentamos a música "Break the Ice", da Britney Spears, durante o intervalo do jogo entre Sonserina e Corvinal. Para minha surpresa, fui sabotada. Isso mesmo, sabotada. Quando cheguei no campo de futebol, encontrei Lilá, Linda e Colin conversando apreensivos.

"O que houve?" – perguntei já pressentindo que coisa boa não era.

"Ginny, a Laurie, a Ellie, a Debbie e a Mandie, mandaram dizer que..." – Lilá falou quase chorando.

"Não vêm..." – Colin completou.

Senti meu sangue ferver. Então elas achavam que a presença delas era tão importante assim?

"Tudo bem." – disse sorrindo.

"Tudo bem?" – Linda perguntou, assustada.

"Sim, nós vamos fazer a coreografia especial, lembram? A que elas não tinham visto?" – eles concordarem e eu completei – "Não farão falta, mas vou falar com a Prof.ª Hooch e quero ver o que vão dizer sobre isso quando não fizerem mais parte do grupo."

Depois disso eles se animaram e nos aquecemos, a torcida foi chegando aos poucos e em seguida, os times. Draco estava tão bonito com aquele uniforme verde, tudo bem, Blaise também ficava lindo, mas Draco ficava mais. Desviei o meu olhar e me concentrei na animação da torcida.

O primeiro tempo acabou com a Sonserina ganhando de dois a zero, os dois gols feitos por Draco.

Quando os times saíram para o intervalo, nós (Eu, Colin, Lilá e Linda), entramos no campo e fizemos toda a coreografia, como imaginei a falta de Laurie e suas comparsas não alterou em nada a apresentação, todos aplaudiram com entusiasmo e adorei ver a cara da prof.ª Hooch quando percebeu a ausência de quatro animadoras.

O segundo tempo começou tranqüilo, Corvinal parecia ter empacado e Sonserina continuava jogando bem, mas então aconteceu. Um jogador Sonserino (e acho que foi o Crabbe) deu um chutão na bola e lentamente vi um pontinho branco se aproximando, cada vez mais, de mim. Eu ia levar uma bolada no meio da minha cabeça e já estava sentindo a dor quando alguém chutou o negócio para longe e todo mundo aplaudiu. Olhei para o meu "salvador" e vi Draco caído no chão. Primeiramente não fiz nada, era normal eles caírem, e acho que todo mundo pensou isso também, porque o jogo seguiu, ninguém nem percebeu que ele estava caído. Então olhei novamente para ele, porque o garoto não se levantava, e percebi por que ele não conseguia fazer isso.

Draco se retorcia de dor no chão e eu, sem saber o que fazer, joguei os pompons no chão e fui até ele.

"O que houve?" – disse, aflita.

"Minha perna..." – ele disse com dificuldade.

Olhei para o lugar que ele apontava e entendi tudo. A perna dele estava em um ângulo estranho, como se algo tivesse quebrado.

Saí correndo de onde ele estava e ninguém tinha notado nada. Fui até a lateral do campo e gritei para Madame Pomfrey, a enfermeira da Escola. Ela veio correndo e em poucas palavras expliquei o problema. Saímos correndo para o local em que Draco estava e, agora, as pessoas começavam a perceber que algo estava errado. Quando Madame Pomfrey viu o ferimento fez uma cara de susto e correu para fazer sei lá o quê que as enfermeiras fazem.

Os jogadores da Sonserina quiseram parar o jogo depois disso, mas a Prof.ª Hooch não deixou, Draco foi substituído por outro jogador e a partida continuou. Quando Madame Pomfrey terminou o trabalho vi o que ela tinha feito: enfaixou o pé.

"Certo, e o que mais a Sra. vai fazer?" – perguntei, desesperada.

"Querida, só posso fazer isso..." – ela disse simplesmente.

E eu tive vontade de dizer: "Onde a Sra. tirou esse diploma de enfermeira, porque, deixe-me dizer uma coisa, NÃO SERVE PARA NADA!", mas me contive.

"Mas ele ainda está sentindo dor..."

"Eu sei, ele tem que ser levado a um hospital. Vou chamar a ambulância."

Olhei para Draco novamente e ele ficava mais pálido a cada minuto e foi aí que tomei a decisão.

"Eu levo ele no carro. Só preciso que alguém pegue ele nos braços."

Ela me olhou como se eu fosse louca, mas não disse nada, saiu para buscar alguém e eu disse para Colin:

"Colin, vai até o vestiário e pega a mochila do Draco. E depois vai até o meu vestiário e pega minha bolsa." – ele concordou e saiu correndo para o local dos vestiários.

"O que você vai fazer?" – Lilá disse com cara de choro.

"Vou levá-lo ao Hospital..."

"Mas como? Você tem carro, Ginny?" – Linda perguntou, enquanto via Draco fazer caretas de dor.

"Não, vou pegar o carro dele."

"O QUÊ?" – foi a vez de Draco perguntar – "Não" – careta – "Vai" – careta – "Mesmo."

"Ah é?" – perguntei, sarcástica – "Suponho que você pode ir dirigindo sozinho?"

Ele bufou alto, fez uma careta de dor e de desgosto e se calou. Colin chegou com a mochila de Draco e, temendo encontrar alguma coisa desagradável, verifiquei, de olhos fechados, onde estava a chave do carro. Ainda bem que achei no primeiro lugar: o bolsinho da frente. Na mesma hora Madame Pomfrey chegou com Hagrid e Draco começou a protestar, não queria ser levado nos braços do professor, então eu o ameacei, disse que se ele não fosse levado por Hagrid, seria levado por mim, isso fez com que ele se calasse.

Antes de acompanhá-los, deixei, temporariamente, a chefia com o Colin, é incrível como o jogo não parou depois do problema com Draco. Pessoas sem coração.

Hagrid acomodou Draco no banco da frente e quando nós dois ficamos sozinhos reparei que ele estava, extremamente, desgostoso com aquela situação.

"Certo, agora só preciso saber como liga isso..." – falei, de brincadeira, quando sentei no banco do motorista.

No mesmo instante Draco soltou um gemido de desgosto e eu ri.

"Estou só brincando, é claro que sei dirigir, Draco." – coloquei a chave na ignição e, bem, sem maiores detalhes, o carro funcionou e saímos em direção ao Hospital.

Não sei, sinceramente, porque as pessoas insistem em achar que dirijo mal, só porque ainda não tenho a carteira definitiva, fala sério!

"Para onde você está me levando?"

"Para o St. Mungus, o hospital em que Carlinhos trabalha."

"Meu Deus, cuidado com os carros, Ginny." – ele disse quando um carro me ultrapassou.

"Eu estou tendo cuidado, Draco..." – falei, tentando ficar calma.

Depois de dez minutos chegamos ao Hospital. Como Draco não conseguia andar e eu, apesar de conseguir segurá-lo no colo (depois conto essa história) não queria que ele passasse vergonha, entrei no Hospital e fui chamar alguém para me ajudar, mas todos os funcionários não me ouviam, fingiam que eu era uma fantasma.

Sem outra alternativa, peguei uma cadeira de rodas e levei para o lugar em que Draco estava. Abri a porta do carro e disse:

"Não tem ninguém para me ajudar a te tirar daqui, então somos só nós dois. Você consegue colocar as pernas para fora?"

Ele acenou positivamente e, devagar, colocou as pernas para fora e se virou.

"Agora, coloca a perna boa no chão e segura forte em mim." – falei, enquanto o abraçava.

Ele fez o que eu disse e então consegui colocá-lo na cadeira, depois fechei o carro e entramos na emergência do Hospital. E agora que eu trazia o doente, os funcionários do Hospital me notaram, logo levaram Draco para dentro e o atendimento melhorou mais quando falei que era irmã do Carlinhos.

Enquanto Draco foi levado para fazer alguns exames, fiquei no balcão fazendo a ficha dele e explicando à enfermeira o que tinha acontecido e o que a nossa enfermeira tinha feito (nada, mas deixa para lá).

Quando terminei de dar todas as informações possíveis, me deixaram ver Draco, mas os exames estavam demorando mais do que o esperado, porque ele ainda não tinha chegado na enfermaria. Sentei na poltrona perto da cama e fiquei esperando alguma notícia, até que, muito tempo depois, ouvi a porta sendo aberta e por ela passaram um enfermeiro, que empurrava a maca em que Draco estava, o próprio, e Carlinhos, que vinha atrás, rindo de alguma coisa.

"O que houve?" – perguntei.

O enfermeiro era um homem fortão, de uns dois metros de altura por dois de largura, ele pegou Draco no colo tranqüilamente e o colocou na cama como se fosse um boneco.

"Não foi nada, Ginny, só deslocou, mas já ajeitamos."

"Ajeitaram?" – Draco disse, revoltado – "Você chama de 'ajeitar' puxar meu pé até me ver gritando?"

Carlinhos riu alto e disse:

"Draco, nem foi forte o puxão, e esse é o procedimento."

O paciente soltou um gemido de desgosto enquanto Carlinhos dava gargalhadas.

"Já fizemos todos os exames e não foi nada demais, só um leve deslocamento... imobilizamos o pé só para garantir que não se torne algo pior, você vai ter que ficar em repouso durante dez dias, Draco, depois disso, tem que voltar aqui para examiná-lo..."

"Dez dias? Não posso ficar dez dias em repouso! E a Escola? E os treinos?" – ele perguntou, desesperado.

"Se você não fizer o que estou recomendando, vai ser pior." – e olhando para mim, Carlinhos disse – "Aqui estão os remédios que ele deverá tomar, já coloquei aí a dosagem e tudo mais. Ele já tomou uma dose aqui, então só tomará a próxima à noite. Entendeu, Ginny?"

"Sim, entendi. Algo mais?"

"De nenhuma maneira ele pode fazer esforço na perna que está imobilizada, é importante que você tome cuidado com isso."

"Ah, tá." – olhei para Draco que continuava emburrado e disse – "E quando ele pode ir embora?"

"Daqui a uma hora você poderá levá-lo." – Carlinhos sorriu e olhou para Draco – "Bem, espero você daqui a dez dias, ok?" – estendeu a mão para o outro que a apertou rapidamente e saiu em seguida.

Eu me sentei na poltrona e continuei olhando para Draco que ficava resmungando baixinho.

"O que foi?" – perguntei, sentindo vontande de rir da cara dele.

"Nada."

"O quê? Quer alguma coisa? Eu pego para você." – disse, achando a cara emburrada dele muito fofa.

Eu sei, é tão ridículo!

"Quero ir embora." – disse com um bico.

"Só daqui a pouco, tenha um pouco de calma."

Nos calamos novamente e esperamos o tempo passar. Enquanto eu fiquei calada, Draco continuava resmungando, batendo a perna na cama (o que lhe dava dor e o fazia gritar) e eu já estava quase esganando ele, quando a porta foi aberta e uma enfermeira entrou.

"Você é Ginny, irmã do Car... caham... do Dr.Weasley?" - perguntou.

"Sim."

"Ele pediu para avisá-la que já pode levar o seu amigo." – disse com um sorriso.

"Ah, graças a Deus, já estava quase assassinando ele." – a moça me olhou assustada e eu sorri – "Brincadeira. Será que alguém pode me ajudar a levá-lo para o carro?"

"Claro." – respondeu e saiu em busca de alguém para colocar Draco na cadeira de rodas.

Minutos depois voltou com o mesmo enfermeiro altão, ele pegou Draco nos braços e, sem nenhum esforço, colocou o rapaz na cadeira. Ele fez o mesmo quando chegamos no carro e, mais uma vez, Draco ficou revoltado por tal humilhação. Pelo menos na volta para a casa dele, graças a Deus, ele não falou nada sobre o meu jeito de dirigir, estava muito ocupado falando que não poderia ficar dez dias sem jogar.

Quando chegamos em casa, chamei Terê e ela me informou que tanto Narcisa quanto Lúcio estavam fora da cidade, em algum evento beneficente e que não tinha como se comunicar com eles, mesmo assim aproveitei para contar o que aconteceu.

"Como vamos levá-lo?" – ela perguntou olhando para ele.

"Eu posso ir sozinho." – Draco disse e quando se levantou quase caiu, mas o segurei a tempo.

"Deixa de ser idiota." – falei para ele – "Eu te levo." – falei entregando minha bolsa e a mochila de Draco a Terê, que assistia a cena sem entender nada.

"Ah não... você não consegue."

"Você sabe que eu consigo." – falei encarando-o.

O negócio é que já fiz isso antes, sabe. Já falei aqui que fui criada entre seis garotos e por isso mesmo não sou uma menininha cheia de frescuras igual às garotas da minha idade. Sou especialista em pegar homens nos braços, uma vez que eu fazia isso com meus irmãos (leia-se Rony) quando tentavam pregar alguma peça em mim.

Eu sei, não dá para entender, mas o fato é que eu consigo.

Peguei um braço de Draco e disse:

"Certo, calma que vai funcionar." – e, colocando-o no meu ombro, levantei-o, com um pouco de dificuldade, mas o importante é que obtive êxito.

Entramos na Mansão e, lentamente, subimos as escadas e chegamos ao quarto de Draco. Ele se deitou na cama e eu fiquei observando o cômodo. Fazia tanto tempo que não ia ali, mas era incrível como ele continuava igualzinho, com as paredes brancas (apesar das tentativas de Draco pintá-lo de preto), a cama de casal com uma colcha verde, de cada lado da cama um criado-mudo. Além disso tinha uma escrivaninha enorme, um móvel com um aparelho de som, uma televisão, um aparelho de dvd, e os cd's e dvd's de Draco. E, claro, um closet enorme cheio de roupas... obviamente... e um banheiro enorme.

"Então, confortável?" – perguntei e não consegui evitar um sorriso quando vi Draco fazer bico de novo.

"Sim, você pode ligar a televisão?"

Fiz o que ele pediu e o olhei novamente.

"Senta." – ele disse, apontando para o lado vazio na cama.

Ok, até parece!

"Acho que já vou, Draco, você está bem, não é?"

Ele fez uma cara de coitado e disse:

"Mais ou menos..."

O problema é que ele fica muito manhoso quando está doente, sempre foi assim...

"E você tem a Terê, ela fica com você..."

"Mas não é igual... vai, Ginny, fica, por favor..." – pediu com cara de coitado.

Derrotada, sentei ao lado dele na cama e fiquei assistindo a um filme que estava passando. Logo depois Terê entrou no quarto com uma bandeja cheia de sanduíches, biscoitos e sucos, o que fez melhorar meu humor, estava morrendo de fome.

Depois do lanche expliquei para a secretária tudo o que deveria ser feito com Draco, o horário dos remédios e os cuidados com a perna, quando a porta do quarto foi aberta e por ela passou a última pessoa que eu gostaria de ver.

"Drakeiiiiiiiii!" – ela gritou e pulou em cima do garoto que deu um gemido de dor.

"Laurie, cuidado..." – ele disse entredentes.

"Desculpa, querido, mas quando soube o que houve... Estava passeando no shopping quando encontrei o Goyle, ele me disse que você caiu e..." – então ela percebeu minha presença no recinto – "O que VOCÊ está fazendo aqui?"

"Hm..." – falei, pensativa – "A casa é sua, por acaso?" – perguntei, sarcástica e Teresa riu.

"O que você está fazendo no quarto do MEU namorado?"

"Cuidando dele, por acaso? Enquanto você estava se divertindo no shopping?" – perguntei, pensativa, sentindo uma vontade quase incontrolável de matá-la.

"Sua... sua..." – ela estava vermelha de fúria e assim ficava mais feia do que o normal – "Piranha! Primeiro você rouba o namorado da Mandie e agora quer roubar o meu namorado, mas você não vai conseguir, sua vadia!" – ela disse avançando em mim e então reagi.

Dei um tapa no rosto dela e imediatamente Laurie parou. Ela segurava o rosto e olhando para Draco com os olhos lacrimejantes, disse:

"Draco, você viu o que ela fez?" – a voz dela era choramingada, o que me deu mais raiva.

Ele apenas olhou para ela, depois para mim e disse:

"Terê, você pode levar a Ginny?"

"Mas..." – Teresa tentou argumentar.

"Agora, Teresa." – ele disse sério.

Então a mulher me levou do quarto e eu senti o mundo desabar de novo. Eu tinha sido ótima para cuidar dele, levá-lo ao hospital, até pegá-lo, literalmente, no colo, mas era só a namoradinha chegar e tudo mudava, era descartada como um objeto qualquer?

Teresa tentou me acalmar, mas não existe nada que consiga fazer isso.

Por que, agora, mais do que nunca, tenho certeza de que NUNCA MAIS Draco Malfoy e eu seremos amigos...

Por isso estou tão mal, por isso quero desaparecer, por isso ficarei aqui para sempre e...

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É Amor ou Amizade

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Nota da Beta-Reader: E o quê, caramba?? Manu!! Você ta ficando cada dia pior, mulher!! Que suspense!! Assim você mata todas nós, pobres mortais (claro, porque se fôssemos imortais não morreríamos), do coração!! Espero que o próximo capítulo saia logo, logo, heim!! Humpf!!

Gentem!! Vamos mandar muitas reviews pra essa malvada, exigindo o próximo capítulo!! E não precisam ser piedosos!! hahahahahaha!! Mas não se esqueçam de dizer que a amamos mesmo assim!! Ok?? Só não pode deixar de comentar!!

Amo todos vocês!! \o/

Bjs!!

ChunLi Weasley Malfoy

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Nota da Autora: Oi, gente... então, gostaram do capítulo? Bem, antes que role minha cabeça aqui por causa do finalzinho do capítulo, tenho que dizer que essa parte também era importante. Às vezes, a fic toma um rumo meio "dramático", mas é porque essa fic é escrita em primeira pessoa, ou seja, nós só podemos saber o que a Gina sabe, e nós julgamos os atos do Draco sem saber qual foi a verdadeira intenção dele.

Bem, sobre o próximo capítulo só posso falar duas coisas:

Nem tudo que reluz é ouro; e

Aquilo que você menos espera está perto de acontecer.

Então, depois deste pequeno momento "Sibila Trelawney", vamos aos agradecimentos:

Agradecimentos:

Thaty: Obrigada pela review, querida. Mas você é má, igual a mim! Hahahahaha...espero que goste do capítulo. Beijos.

ChunLi Weasley Malfoy: Obrigada pela review, bambe, mas eu sou má mesmo! Você já deveria saber. Seu coração doendo? Rapaz, te acalma, no fim, tudo dá certo. Mas, pensando bem, não tenha tanta certeza! Hahaha. Desculpa pela resposta sem noção, mas o remédio da gripe tá me deixando mais abestada do que o normal. Hug of the bambe to you! Bambeijo!

Oraculo: Oie, obrigadinha pela sua review, Oraculo! Então, pena te decepcionar, não era a Laurie morrendo, pelo menos não ainda.Sim, eu concordo, Blaise um pedaço de mau caminho, nos próximos capítulos você vai entender porque os dois (Blaise e Gina) se separaram logo. Bem, espero que continue lendo, gostando e, de preferência, comentando. Beijocas.

Maga Black: Seja bem vinda e obrigada pela review! Meu Deus, você é mais uma que chora. Não chora, mulher! Essa fic tá virando um drama, pelo que estou vendo, queria que vocês sorrissem, não chorassem. Mesmo assim, muito obrigada pelo elogio e espero que continue lendo e, que, principalmente, não chore mais por causa da fic. Beijos.

Jaque Weasley: Obrigadinha pela review, Jaque! Entonces, mas eu sou má mesmo, às vezes me bate um espírito benevolente e eu fico boazinha, tá? Hahahaha Lúcius Malfoy, o totosão, vai aparecer em breve, e acho que com uma amante de nome Emanuela, hahahahaaha, brincadeira. Mas ele vai aparecer no próximo. E sim, toda a família Malfoy é bonita, né? Queria fazer parte dela...se bem que sou Black e herdei os genes da Narcy...hahahahahahaha Continua lendo, leitora muito querida pela autora que é má mas se finge de boazinha! Beijos!

Tomoyo-chan vulgo To-chan: Seja bem vinda e muito obrigada pela review! Espero que continue lendo! A demora é por causa dos capítulos grandes? Tomara que seja por isso e não por estar chato. Beijos!

Rebeca: Seja bem vinda e obrigada pela review. Que bom que você está gostando da fic! Então, é, a intenção é deixar vocês divididos entre o amor ou ódio...hahaha... o Draco é quase uma Bela Adormecida, mas um dia o pobe acorda...Tomara que continue lendo e gostando. Beijo.

Nicky-Evans: Obrigada por sua review! Sim, o Blaise é um pão, Draquitcho e Harryzito também, mas sabe quem eu amo e queria dar uns pegas? No Fred! Pena que ele tenha cantado para subir... :( ou subir para cantar? Hahahahahahahahahahahaha Deixa pra lá, você entendeu! Continua lendo! Beijos!

Caah LisLis: Oie, querida, muito obrigada pela sua review! Realmente não é necessário dizer que sou má, mas esteja a vontade, adoro ser má! Sonserina rules! Huahauahauahaua Sim, nossos estômagos podem se apresentar num show tipo "A Dança dos Famosos", a gente só tem que encontrar outros estômagos dançarinos para fazer o campeonato! Hahahaha Sim, o Draco é besta e a Ginny retardada...ou seria o contrário? Huauahuahua Já postei SQEE...você viu? Hihihihi Beijos e continua lendo! P.S: adoro suas reviews, rio muito com elas, então nem é besteira!

Lizzie.Darcy: Oi, moça, obrigada pela sua review! E o final foi dramático de novo, hein? Hahahaha virar spoiler é bom...mas não, definitivamente o Blaise não é a fim da Laurie. Fico muito feliz que a cada capítulo goste mais, espero que continue assim! Beijos!

Veronica D.M: Oie, Veronica, obrigada pela review! Viu? Tirei BG, porque um monte de gente reclamou! Eu faço as vontades de vocês no final...hahahahaha Nem foi tanto sangue, mas rolou o hospital... e ainda vai rolar mais hospital nos próximos... Mocinha, adicionei você no msn, mas não sei se você recebeu a autorização, me diz se foi ou não! Beijos.

Patricia: Oie, obrigada pela review! #Muito emocionada pelos elogios – chorando# hehehehe, tomara mesmo que sempre tenha um lugar ao sol...às vezes é tanta concorrência. Pois é, acabei tirando o BG, porque vocês não aceitaram muito bem! E também era necessário para a fic continuar...hehehehe Bem, espero que continue lendo e gostando. Beijos.

Lika Slytherin: Oie, obrigada pela review! Pois é, acabei tirando o Blaise... quanto ao agarramento DG...prefiro não comentar...hahahahaha Continua lendo, moça! Beijos.

Quézia: Oie, obrigada pela review! Sim, o Draco...motivo de ódio e de pena...hahahahaha você ainda continua com pena dele?? Muié, quase que estragava o rosto dele, a idéia inicial era que ele machucasse a cabeça, mas desisti, porque não ia dar muito certo. Tomara que continue gostando. Beijos!

YaXmin: Obrigada pela review, moça. Entonces, mocinha, eu também estou começando a achar que essa fic anda muito dramática e posso garantir que o drama vai diminuir mais, ok? E não se preocupe, pode dar sugestões, eu leio e, na maioria das vezes, aceito e coloco na fic. Continua sugestionando, desabafando que eu to lendo, tipo "fala que eu te escuto"...hehehehe... Sobre o romance DG... aguarde... Hehehehe Beijos.

Misty Weasley Malfoy: Oi, menina! Obrigada pela review! Sempre ameaças...tsctsctsc...hahahahahaha Tá na cara? Tem certeza? Não sei não, hein! Hahahaha E nem eu aguento mais saber que vocês choram! Pára com isssssooooo!! Beijoooos!

J.T.Malfoy: Seja bem vinda, JT! Obrigada pela review e pelos elogios! Espero que continue lendo e gostando! Beijos.

Gente, preciso falar uma coisa... eu não gosto muito de ficar pedindo reviews e fazendo ameaças do tipo "se não tiver 100 reviews não tem próximo capítulo", antes eu até implorava e ameaçava, mas isso não adianta, as pessoas comentam se quiserem, não é mesmo?

Mas vou falar aqui, porque percebi que muita gente que comentava, frequentemente, nos primeiros capítulos, deixaram de comentar. Quando isso acontece, o autor, ou pelo menos esta autora doida, pensa que a fic está indo por um caminho diferente ou simplesmente porque me perdi no meio do caminho.

Aqui não vou citar quem são as pessoas, até porque é falta de ética, mas quem lê isso sabe, por isso peço que, você que comentava e não comenta mais, se ainda estiver lendo minha fic, me diz, o que aconteceu?? Se quiser, não precisa mandar review, manda uma Mensagem Privada (PM) ou escreve no e-mail do msn que tem lá no meu profile.

Quando falo isso é porque quero melhorar a minha escrita, quero saber se algo de errado está acontecendo.

Desculpem qualquer comentário sem noção, tô meio dopada com remédio para gripe...hahahaha

Bem, espero realmente que gostem...

Beijos,

Manu Black