Capítulo X
Domingo, 19 de outubro.
No quarto. Às 20hs.
Não terminei de escrever antes porque na hora que ia concluir a frase, o celular tocou e quase dei um salto mortal, tamanho foi o meu susto. Olhei para o nome que piscava na tela e vi "Blaise", então atendi.
EU: Alô?
BLAISE: Ginny, onde você está?
EU: Em casa, por que?
BLAISE: Você não pode estar em casa, estou aqui na sua cozinha com sua mãe e ela já te procurou por todos os lados e não te encontrou.
EU: Ah tá... Espera um minuto.
Desliguei o telefone e, recolhendo minhas coisas, desci da casinha da árvore e fui para a cozinha, onde encontrei Blaise sentado à mesa conversando alegremente com minha mãe, que estava no fogão.
"Ah, aí está!" – mamãe disse quando me viu.
"Oi." – falei, desanimada, e sentei ao lado de Blaise.
"Nossa, que alegria em me ver!" – exclamou enquanto me dava um beijo na bochecha.
Tentei sorrir, mas tudo que saiu foi uma careta de dor.
"O que houve?" – ele perguntou quando viu minha cara.
Sabendo que os olhos e os ouvidos da minha mãe estavam muito atentos a esta conversa, disse:
"Nada."
"Sei." – ele disse examinando meu rosto – "Queria que você fosse comigo em um lugar."
"Ah, Blaise, hoje?" – ele balançou a cabeça afirmativamente – "Estou muito indisposta..."
"Ah, Gininha, vai ser bom, querida... Vá passear com seu amiguinho..." – mamãe falou, totalmente intrometida na conversa.
Olhei para minha mãe e depois para Blaise, e vendo que eles não iam desistir, concordei em acompanhá-lo. Subi para o quarto, troquei de roupa, e minutos depois Blaise e eu entramos no carro.
"Para onde vamos?" – perguntei, desanimada.
"Você vai ver." – respondeu enquanto saíamos da minha rua.
Fechei os olhos e deixei que ele me raptasse ou sei lá o quê que ele estava fazendo. Mal tínhamos começado a andar, quando o carro parou. Abri os olhos e vi que estávamos no parque, no mesmo lugar em que eu e ele tínhamos conversado pela primeira vez.
"O que viemos fazer aqui?"
Ele desceu do carro sem responder e eu, sem alternativa, fiz o mesmo. Assim que fechei a porta do carro, Blaise olhou para mim e disse:
"Prometa que não vai ficar chateada comigo... é para o seu bem..."
"O quê?"
"Prometa." – pediu.
Estava tão cansada que disse sem pensar:
"Prometo."
Ele sorriu e nós começamos a andar. E andamos muito, até chegarmos a uma árvore enorme, onde uma pessoa estava sentada. Olhei para o ser no chão, sentado, e olhei para Blaise.
"NÃO ACREDITO QUE VOCÊ FEZ ISSO COMIGO!" – gritei para Blaise, que estava com os dedos nos ouvidos, já prevendo meu grito.
"Ginny, por favor, não culpe o Zabini..." – Draco, o ser que estava sentado no chão, disse.
"Ginny, fique calma." – Blaise disse me segurando, porque a essa altura eu já estava dando meia volta – "Hoje fui visitar Draco e ele me contou tudo o que aconteceu, então pediu que trouxesse você até ele."
"Que belo amigo você é, Zabini." – falei, sarcástica – "Trazendo a vítima para a boca do lobo! Uma cobra, é isso que você é!"
Zabini passou as mãos pela cabeça em um gesto de nervosismo, enquanto Draco tentou se levantar rapidamente, mas ele acabou caindo e eu, mais em um reflexo do que em um gesto de generosidade, segurei-o bem a tempo. Ele olhou para mim e disse:
"Obrigado."
Desviei o olhar rapidamente e o soltei, mas, infelizmente, Draco se manteve em pé, porque agora ele estava apoiado em uma bengala.
"Zabini, você pode me deixar sozinho com ela?" – perguntou olhando para o outro que parecia desesperado.
Afinal, quem mandou me trair??
Blaise me olhou desolado, tentando encontrar algum vestígio de perdão, mas mantive meu olhar frio e fixo, então ele saiu, sem dizer mais nada.
"Sente-se, precisamos conversar." – Draco falou.
"Não vou sentar e tenho certeza que nós dois não temos nada a falar, Malfoy."
"Tudo bem, então... Ficamos em pé." – ele disse com um sorriso – "O que você acha que aconteceu ontem?"
Olhei para ele, totalmente pasma, e respondi:
"O que eu acho que aconteceu ontem?" – ele concordou e eu continuei – "Acho que você me usou e depois, quando sua namorada me ofendeu, você, simplesmente, me descartou."
"Sinto em dizer que você está enganada." – disse, sério – "Se ontem pedi para que você saísse do quarto, foi para não presenciar uma cena desagradável, que aconteceria em seguida. Eu terminei meu namoro com a Laurie."
Olhei para ele sem entender, afinal isso não mudava nada... Ou mudava?
"Isso não muda nada."
"Não?" – perguntou surpreso.
"Claro que não..." – falei já me virando para ir embora.
"Espera, Ginny." – segurou meu braço impedindo que eu conseguisse fugir – "Ontem pedi para você sair só para não ver a Laurie gritando e surtando, pergunte à Terê, ela viu tudo... Eu sei que ultimamente tenho agido muito mal, cometi vários erros, inclusive naquele dia em que falei o que não devia e me arrependo muito disso, Ginny. Quando vi Laurie falando aquelas coisas, percebi que não posso continuar com ela."
"E por que não?" – perguntei, tentando manter minha voz firme, afinal Draco estava bem próximo de mim.
"Primeiro, porque ela falou coisas horríveis que você não merecia ouvir, e depois, porque não amo a Laurie..." – disse bem próximo a mim, tão próximo que podia sentir a respiração dele no meu rosto.
Ficamos nos olhando fixamente, e eu esqueci toda a raiva e tudo o que tinha acontecido, porque estava muito ocupada pensando em agarrá-lo de uma vez, quando um pigarro estragou toda a magia do momento.
"Caham... Desculpem interromper." – era Blaise novamente.
Olhei para ele com muito ódio, e acho que Draco fez o mesmo, porque ele nos olhou assustado e disse:
"Calma vocês dois... É que já está tarde, é melhor irmos embora."
Realmente estava tarde, até já estava ficando meio escuro, por isso concordei com Blaise, e Draco foi arrastado por nós dois. No carro, Draco sentou na frente com Blaise, queria distância dele depois do que quase aconteceu no parque.
Quando paramos em frente à minha casa, Blaise disse:
"Então, Ginny, estamos bem?" – e sorriu.
E não sei o que aquele sorriso cheio de dentes branquíssimos tem, que me fizeram retribuir o sorriso e dizer:
"Tá... estamos bem." – e sorri.
"E comigo?" – Draco perguntou indignado por não ser incluído nesta conversa.
"Com você o quê?" – perguntei, séria.
"Está tudo bem entre eu e você?" – continuei séria e ele disse – "Ah, Ginny, qual é! Já expliquei os motivos, e teria te convencido se certas pessoas não tivessem me atrapalhado!" – completou, olhando de esguelha para Blaise.
"Aquele é seu poder de convencimento, Draquinho?" – Blaise perguntou com um sorriso sarcástico.
Draco o olhou com raiva, mas Blaise não se abalou, continuou sorrindo para o amigo e, sem saber o que dizer, respondi:
"Por enquanto, estamos bem..."
Ele sorriu e disse:
"Certo... Amanhã conversamos mais, então."
Concordei com ele e saí do carro, entrei em casa e já encontrei minha mãe na sala, sentadinha, me esperando:
"E então, querida, como foi tudo?"
"Tudo o quê, mãe?"
"O seu passeio." – ela perguntou com um sorriso nervoso.
"Ahm... Normal..." – respondi olhando para ela.
"Encontrou alguém por lá?"
Observei o rosto da minha mãe e era bem perceptível que ela sabia onde Blaise ia me levar.
"A senhora sabia?" – perguntei, incrédula.
Todos estavam em um complô contra mim, simples.
"Blaise me falou... Ah, você e Draco tem que se entender, Ginny... São amigos há tanto tempo, não podem ficar sem se falar, querida. E aquele Blaise, um menino tão delicado e tão prestativo, filha."
Olhei uma última vez para ela e disse:
"Mamãe, por favor, não se meta nesse assunto. Draco e eu resolvemos nossos problemas quando quisermos, ok?" – saí de perto dela e disse enquanto subia a escada – "Boa noite."
É tão revoltante isso, todos estão armando, todos querem que eu perdoe Draco, mas não é fácil assim. Tudo bem que, agora, lendo o que escrevi, vejo que foi muito legal da parte dele terminar com a Laurie por minha causa, mas não sei se acredito nisso... Prefiro esperar chegar amanhã e ver o estado dela, se ela estiver destruída, acabada, perdoarei Draco, e sou capaz de agarrá-lo em frente a todos...
Tudo bem, não sou capaz, mas não é por falta de vontade.
Agora vou dormir, preciso estar bem disposta amanhã, para ver a cara da Laurie...
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É Amor ou Amizade?
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Segunda-feira, 20 de outubro.
Na aula de Física. Às 14hs.
Ai meu Deus!
Como estou feliz! Sinto que poderia dançar sapateado no telhado enquanto gritava: "Eu eu eu... a Laurie se... Ferrou!"
Nem consigo acreditar!
Hoje vim para a Escola super ansiosa. Blaise, no caminho até aqui, tentou me convencer de que Draco falava a verdade, mas preferi conferir com os meus olhos. Quando chegamos, Laurie ainda não tinha chegado, e nem Draco, por isso concluí que os dois deviam estar se agarrando em algum beco escuro, o que Blaise contestou logo, dizendo que o amigo falava a verdade.
Pensando bem, é muito estranha essa união entre eles dois, mas prefero não pensar nisso agora. Então me concentrei em ficar olhando os alunos que chegavam. Todos chegavam, menos os dois.
Quando já estava bem perto de tocar o sinal para a primeira aula, Draco chegou, amparado naquela mesma bengala. Ele viu Blaise e eu e andou em nossa direção.
"Bom dia." – falou olhando diretamente para mim.
"Bom dia. Como vai?" – perguntei observando-o.
"Bem e você?"
"Estou bem..." – respondi sem desviar o olhar dele.
Blaise pigarreou novamente e eu o olhei furiosa, ele apontou para a entrada e então eu vi. Laurie estava, aparentemente, bem. Mas bastava olhar fixamente para ela, para perceber que ela tinha chorado, principalmente porque ela estava parecendo a irmã gêmea do Tio Chico da Família Addams.
Ela olhou para o lugar em que estávamos e vi a expressão de fúria no rosto dela quando me viu com Draco, sorri abertamente e dei um "tchauzinho" para Laurie, ela saiu soltando fogo pelas ventas e quase derrubou o ex-namorado quando passou por nós.
Blaise ria tão alto que as pessoas começavam a olhar para nós, dei uma cotovelada nele, mas definitivamente, algo de muito engraçado tinha acontecido.
"O que foi, Blaise?"
"A cara da Lauren... Impagável, Ginny..." – levantou do banco e saiu gargalhando.
Draco e eu ficamos olhando para ele e eu disse:
"Doido."
"Concordo." – Draco comentou – "Mas então, agora acredita em mim?"
"Ah... Sim, agora acredito." – respondi, encarando-o.
"Fala sério, Ginny, você não acreditou antes?" – perguntou, ofendido.
"Vamos combinar que você não tem sido muito confiável... mas agora acredito, e, bem, você está legal depois disso?"
"Disso o quê?"
"Ah... O término do namoro..."
"Estou ótimo, já deveria ter feito isso há muito tempo." – falou olhando fixamente para mim.
Não falei nada, preferi devolver o olhar e, mais uma vez, percebi que estávamos bem próximos, ia acontecer a qualquer momento até que... o sinal tocou e tivemos que ir para a aula.
E tudo bem, sabe...
É melhor que isso não aconteça, quer dizer, não seria bom, agora que nós estamos começando a nos entender novamente.
Tenho que parar de escrever, a professora está vindo aqui querendo ver o meu dever.
Sabe qual?
Aquele que nem comecei a fazer??
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É amor ou amizade?
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Segunda-feira, 20 de outubro.
No quarto. Às 19hs.
Nunca me senti tão feliz, e sei que o motivo é terrível, quer dizer, estou alegre com a desgraça do outro, mas quando o "outro" atende pelo nome de Laurie, é impossível não ficar contente com isso, certo?
A notícia do fim do namoro dela com Draco correu pela escola como vento, em poucos segundos todos já sabiam do rompimento, e foi muito bom ver Laurie andando pelos corredores sendo apontada pelos outros alunos.
Na hora do almoço preferi ficar no refeitório mesmo, precisava acompanhar Laurie de pertinho. Sei que parece perseguição, mas, sempre quando tem oportunidade, ela faz o mesmo comigo, e eu sou filha de Deus, também preciso de um pouco de diversão.
Peguei meu almoço com Dobby (um pedação de lasanha e uma coca-cola, além de uma barrona de chocolate... acho que o Dobby quer me ver gorda) e fui para a mesa onde Rony, Mione, Lilá, Parvati, Simas, Dino, Neville e Harry estavam conversando.
"Posso sentar com vocês?" – perguntei para todos, mas olhei para Harry.
Ele entendeu o recado, porque logo sorriu e já ia responder, quando Rony disse:
"Claro que pode."
Sentei e, sem aguentar mais, disse:
"Vocês estão sabendo da novidade?"
"Que Laurie e Draco se separaram?" – Mione perguntou, sem interesse.
"Não... que Draco deu um fora na Laurie?" – Parvati perguntou e deu uma risada maldosa.
Eu ri também e disse:
"Sim. Isso mesmo..."
"Ginny, não é legal ficar contente com a desgraça do outro, sabe..." – Mione me repreendeu.
"Mione, quando você souber da história completa..." – e então falei tudo o que aconteceu no sábado, desde o boicote à apresentação das animadoras até o momento em que ela chegou na Mansão Malfoy.
"Não acredito!" – Hermione exclamou, chocada.
"Aquela lambisgóia!" – Colin falou, revoltado – "Quem ela pensa que é para te tratar assim?"
"Aquela..." – Luna começou, com os olhos brilhantes de fúria – "Feia!" – disse depois de um tempo, sem encontrar um adjetivo pior.
"Nós podemos pegá-la, logo depois da aula..." – Pansy começou – "No primeiro beco escuro que encontrarmos... Puxaremos o cabelo dela, fio por fio, até deixá-la completamente sem nenhum mísero fio para contar história..." – completou em tom de reflexão, alheia aos outros.
Sinceramente, às vezes tenho medo dos meus amigos...
"Ela merece sentir dor..." – Pansy continuou – "Muita dor..."
"Pan, a Laurie não sente dor... ela é um cyborg ou coisa parecida..." – falei quando vi a própria entrando no Salão – "Ela não está triste por gostar do Draco, Laurie só está assim porque não foi ela quem o dispensou..." – concluí vendo um grupo de meninas que consolavam Laurie, enquanto ela parecia um doente em fase terminal.
"Concordo com a Ginny." – Blaise disse ao mesmo tempo em que empurrava Neville para sentar ao lado de Luna. – "A Lauren está representando um papel de vítima, só isso... E o pior é que as pessoas insistem em acreditar nisso..." – completou.
"E o que você está fazendo aqui?" – perguntei para ele, porque era a pergunta que assombrava a todos, afinal, Zabini sempre sentava com aqueles dois guarda-roupas, o Crabbe e o Goyle.
"Comendo." – respondeu, simplesmente – "Ei, por que o seu pedaço é maior do que o meu? E por que você sempre ganha uma barra de chocolate? E por que a barra de chocolate de hoje é a grande?"
"Ah... porque eu sou mais simpática do que você, Zabini." – respondi sentindo minhas bochechas corarem.
"Sei... e também porque você não é ruivo e nem lindo como ela... e também porque o garoto da cozinha não está apaixonado por você, Blaise." – Colin disse maldosamente e todos riram.
Senti o sangue subir para o meu rosto e gritei:
"Parem de rir!" – alguns pararam, mas outros, como Blaise e Colin, continuaram – "Eu não sei o que você está insinuando, Colin."
"Certo... e ainda se faz de desentendida!"
"Você está tendo alucinações, Creevey... O que foi, cheirou o pó-de-arroz da sua mãe de novo?" – e ri, malvada.
Todos riram e Colin, parecendo chateado, disse:
"Aquilo foi um acidente, Ginny..."
"Sei..."
"E não fuja do assunto... Todo mundo já percebeu que o Dobby está apaixonado por você." – Colin disse.
"Eu não posso culpá-lo por isso..." – Blaise comentou com aquele sorriso galanteador, o que causou mais risos nos meus "amigos".
Estava com tanta raiva que dei um chute nele por debaixo da mesa, isso fez o garoto urrar de dor.
"Ela é tão selvagem..." – Blaise disse entredentes, o que fez os outros rirem novamente.
Levantei da mesa com raiva e me virei tão rápido que acabei derrubando a pessoa que vinha na minha direção, olhei para o chão e vi Draco caído, com dor.
"Ai meu Deus..." – falei levantando-o do chão – "Desculpa, Draco..." – pedi enquanto o ajudava a sentar no lugar em que estava antes.
"Tudo bem, eu estou legal." – Draco disse quando sentou.
"Muito selvagem..." – Blaise concluiu e todos na mesa, exceto Draco e eu, riram.
Olhei para ele com raiva e disse:
"Você vai ver, Zabini... eu te pego..." – e saí, mas ainda pude escutar ele falando.
"Estou ansioso por isso..." – e novas gargalhadas explodiram na mesa.
Fui para a sala com tanta raiva que acho que derrubei alguns alunos por onde passava. Afinal, não era verdade o que Colin disse, Dobby não gostava de mim assim... ele só gosta de me dar chocolate, só isso. E também, o Blaise consegue ser chato quando se empenha nisso... Às vezes dá vontade de esmagá-lo...
"Ginny?" – uma voz me tirou dos pensamentos em que conseguia esmagar Blaise com um olhar.
Olhei para o lado e vi Harry sentado ao meu lado, olhando atentamente para mim.
"Ah, oi, Harry... o que está fazendo aqui?"
"Vim ver como você estava..."
"Ah, estou bem, só querendo matar o Zabini, mas posso fazer isso depois da aula." – e sorri.
Harry riu e disse:
"Eles só estavam brincando, Ginny... Não precisava bater no Zabini e deixar o Draco mais paralítico do que já está..."
"Com o Draco foi sem querer..." – falei virando o rosto.
"Certo..." – podia sentir os olhos de Harry em cima de mim, por isso, evitei encará-lo – "Agora vocês poderão ficar juntos."
"O quê?" – perguntei, sem entender.
"Você e Draco."
"Ahm... ah... eu e Draco... sim, agora nós podemos voltar a ser amigos." – desconversei.
Harry riu e, com alívio, percebi que não era sarcástico, ele realmente estava achando a situação engraçada.
"Tá bom..." – falei, por fim – "Não vai acontecer porque Draco nem gosta de mim assim..."
Harry ainda sorria e balançou a cabeça em sinal de incredulidade, depois disse:
"Certo... Preciso ir para a aula agora. Você está bem mesmo?"
Olhei para ele e sorri, sincera.
"Sim, ótima."
Ele me deu um beijo na bochecha e saiu sem dizer mais nada, na mesma hora em que os alunos começavam a entrar na sala. Vi Colin, Luna e Pansy entrando e virei as costas para eles, mas não adiantou nada, porque Colin foi o primeiro a sentar ao meu lado.
"Oie." – disse descaradamente.
Continuei olhando para frente, ignorando a presença dele.
"Deixa ela..." – Colin disse, maldoso – "Assim não vai ficar sabendo que o Harry convidou a Pansy para sair..." – concluiu como se estivesse refletindo sobre o caso.
Virei tão rápido que quase tive um torcicolo, olhei para Pansy, que estava atrás de mim, sorrindo timidamente, e gritei:
"NÃO ACREDITO!" – e corri para abraçá-la.
"Ai, Ginny, assim você me sufoca." – ela disse entre risinhos.
"Como foi? Quando vai ser? Já teve beijo? Ai meu Deusss!" – estava tão feliz que tinha até esquecido o que acontecera no almoço.
"Ele me pediu hoje, um pouco antes do almoço... vai ser no sábado... ai, estou tão nervosa!" – Pansy disse sorrindo – "E claro que não teve beijo, Ginny..."
"Ainda não!" – falei alegre.
Ela sorriu e disse:
"E tudo isso graças a você, Gi... Nem sei como agradecer."
"Eu nem fiz nada... Ele só deixou de ser míope, Pan... Ai que alegria! Mas o que você vai vestir e –"
"Srta.Weasley..." – a voz fria do Prof.Snape interrompeu minha divagação sobre o que ela deveria usar no dia.
"Ai meu Deus..." – falei baixinho – "Ai, oi, Prof.Snape. Beleza?" – perguntei, sorrindo e me arrependi na mesma hora.
"Creio que a Srta. tem coisas mais interessantes para falar, afinal é a chefe das líderes de torcida, mas eu não tolero esse tipo de coisa na minha aula."
"Desculpe, Prof.Snape."
"Detenção no final da aula. Amanhã." – e depois se virou, arrastando aquela capa de morcego dele.
Foi tão injusto isso, mas nem falei nada... Seria mais um motivo para detenções...
Após a aula, encontrei Blaise e Draco conversando perto do carro, cheguei perto dos dois e disse:
"E aí?"
"Oi, Ginny, tudo bem?" – Draco perguntou, preocupado.
Da última vez que tinha me visto eu parecia uma louca, né...
"Estou ótima... só vou assassinar alguém hoje" – e olhei para Zabini que sorriu abertamente – "E você?"
"Estou bem." – e sorriu – "Bem, minha mãe chegou... até amanhã, então." – e saiu em direção ao carro preto que o esperava na rua.
Quando Blaise e eu ficamos sozinhos, aproveitei para dar um murro no braço dele, o que fez aquele sorrisinho besta sumir do rosto dele.
"Ai, Ginny... você poderia ser boxeadora, sabia?" – disse enquanto massageava o braço.
"Isso é por ficar falando mentiras." – falei enquanto entrava no carro.
"Mas não é mentira." – ele disse ligando o carro – "O Dobby ESTÀ apaixonado."
"Não está."
"Claro que está... coitado..."
"Ah, Zabini, vai pentear macaco." – falei, virando o rosto, o que fez Blaise rir muito.
Assim que o carro parou em frente à minha casa, dei um rápido adeus para ele e entrei em casa. Sabe, é irritante isso... de dizer que o Dobby gosta assim de mim... é tão óbvio que isso é mentira...
E eu nem vou me preocupar com isso, quer dizer, tenho outras coisas na cabeça, como várias tarefas acumuladas, que, aliás, vou começar a fazer agorinha mesmo.
Então... até logo!!
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È Amor ou Amizade?
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Quarta-feira, 22 de outubro.
Em casa. Às 20hs.
Ontem aconteceu tanta coisa que nem escrevi, a verdade é que ainda estou meio tonta por tudo que ocorreu.
Depois da aula fui para a sala de Snape, sabe, para cumprir a detenção, e, sinceramente, esperava algo bem pesado, como limpar o chão com minha escova de dentes, mas me enganei, a detenção foi leve, apenas tive que escrever algumas frases durante duas horas. Levíssima, se minha mão não tivesse perdido a sensibilidade depois de meia hora. Quando o relógio marcou cinco horas, peguei minha mochila e saí da sala dele. Andei rapidamente pelos corredores, calculando a hora que provavelmente chegaria em casa, afinal tinha perdido a carona de Blaise por culpa de Snape.
Já estava quase saindo da Escola quando vi alguém caído no chão. Corri em direção à pessoa e meu coração acelerou quando vi quem era.
"Draco!"
Ele estava deitado de bruços, gemendo muito, a bengala que o auxiliava na locomoção estava partida ao seu lado.
"Meu Deus, o que fizeram com você?" – perguntei enquanto o virava.
Quando o rosto dele ficou visível, percebi o estrago que tinham feito. Havia hematomas por todo o rosto, principalmente no olho esquerdo, que começava a ficar roxo, além disso, a perna doente parecia pior do que já estava.
"O que fizeram, Draco?" – perguntei tentando segurar as lágrimas que já saíam dos meus olhos – "Fala comigo."
"Eu... estava esperando minha mãe... então... me derrubaram..." – falou com dificuldade.
"Certo... não fala mais..." – peguei o celular e disquei o número de Blaise.
Dez minutos depois, Blaise chegou e olhando para Draco, disse:
"Nossa, parece que te atropelaram..."
Olhei para Zabini com tanta raiva que ele se calou.
"Você consegue se levantar?" – perguntei para Draco.
"Não..." – gemeu.
"Certo." – peguei a mochila de Draco e a minha e entreguei a Zabini – "Anda, pega. Eu levo o Draco."
Blaise ficou com as mochilas nas mãos, observando a cena. Abaixei de novo e disse:
"Segura firme." – Draco obedeceu, colocando as mãos em volta do meu pescoço.
Com muito esforço, consegui erguê-lo do chão, mas Blaise continuava parado, olhando a cena. E deixe-me dizer uma coisa: eu consigo segurar Draco Malfoy no colo, mas não por muito tempo, por isso, gritei:
"Anda, Blaise! Abre a porta, caramba!"
Ele correu para fazer o que eu disse. Coloquei Draco no banco de trás, parcialmente sentado.
Entrei no carro e sentei ao lado de Blaise, que me olhava assustado.
"O que foi?" – perguntei quando vi o olhar esbugalhado dele para mim.
"Você pegou o Draco..."
"Sim e o que tem?" – ele continuou calado e eu disse – "Vamos, Blaise. Acho melhor levá-lo ao Hospital."
"Não, eu não vou..." – Draco disse do banco de trás.
"Ah é? E prefere ficar com a perna quebrada e o rosto inchado?"
"Eu não vou, Ginny..." – falou taxativo.
"Ok..." – virei para Blaise e disse – "Para a casa dele então."
No caminho, sob os protestos de Draco, liguei para Carlinhos e, por sorte, era a noite de folga dele. Combinamos de nos encontrarmos na Mansão Malfoy em vinte minutos.
Quando chegamos, Teresa estava sozinha novamente, disse que os Malfoys tinham ido a um jantar qualquer e, novamente, ela levou um susto quando viu Draco. Não tendo outra alternativa, levei Draco sozinha, novamente, para o quarto dele. Deitei-o na cama na mesma hora em que a porta era aberta e por ela passavam Blaise, Carlinhos, Teresa e aquela enfermeira do Hospital que, agora sei que se chama Vanessa.
Carlinhos pediu para examinar Draco sozinho (com a enfermeira, óbvio) e logo Teresa, Blaise e eu estávamos na cozinha esperando, enquanto a secretária preparava algo para nós comermos.
Mas eu não sentia fome, só uma vontade enorme de chorar, estava com pena de Draco. O coitado já estava mal por causa da perna e agora tinham surrado o garoto covardemente, sem nem notar, comecei a chorar, o que fez Teresa e Blaise me olharem atentamente.
"Ele vai ficar bem, querida." – Terê disse me abraçando.
"Eu sei, mas isso é tão covarde..." – falei enquanto limpava as lágrimas – "Quer dizer, ele já estava mal por causa da perna..."
"O pior é que nem sabemos quem fez isso." – Blaise disse.
"Eu sei..."- falei, séria – "Só pode ter sido a Laurie."
"Não, Ginny, a Lauren..."
"Blaise, ela deve estar envolvida. Com certeza Laurie não sujou as mãos, pediu para alguém fazer o serviço sujo, mas simplesmente é estranho demais Draco apanhar quando rompe com ela..."
Teresa e Blaise ficaram calados no mesmo instante em que o interfone tocava, Teresa atendeu e era Draco, pedindo que voltássemos ao quarto.
"E então, Carlinhos?" – perguntei quando entramos no aposento.
A perna de Draco agora estava toda enfaixada, além disso, no rosto dele existia um curativo enorme sob o olho inchado e a enfermeira fazia pequenos curativos nos braços.
"O negócio foi feio." – Carlinhos disse, sério. – "Por sorte não quebrou a perna, mas feriu bastante, por isso está assim toda enfaixada. No rosto, o que mais me preocupa é o olho, mas Vanessa fez o curativo e, além disso, Draco irá tomar mais alguns remédios, logo ele estará novo em folha."
Continuei olhando para Draco e não sei o que aconteceu, porque os outros quatro saíram do quarto e me deixaram sozinha com ele. A verdade é que eu estava chorando novamente, uma mistura de raiva e pena dentro de mim.
"Vem cá." – Draco disse, fraco.
Aproximei-me dele e tentei sorrir, mas acabei chorando mais.
Patético.
"Senta aqui." – falou apontando o lado vago da cama.
Sentei e ele, com muita dificuldade, ergueu o braço na minha direção e lentamente limpou as minhas lágrimas.
"Não chora, Ginny... eu estou bem."
"Nem tô chorando." – menti descaradamente o que fez Draco rir – "Quem fez isso, Draco?"
"Não vi... me atacaram por trás, enquanto um me segurou o outro me batia com minha bengala, depois partiram o objeto ao meio e saíram rindo... sei que tinha uma garota no meio... eram três."
"Eu tenho certeza que foi a Laurie."
"Não, Ginny... a Laurie não teria força..."
"Ela foi a mandante, Draco..." – interrompi-o.
Ele se calou e ficou refletindo sobre o assunto.
"Pode ser..." – disse por fim – "Mas deixa para lá, o importante é que você me encontrou e me salvou." – falou, sorrindo.
Sorri de volta e já ia falar, quando a porta foi aberta novamente e os quatro voltaram.
"Bem, Draco, como se sente?" – Carlinhos perguntou em tom de brincadeira.
"Esmagado."
Todos riram, menos eu, caramba, o negócio era sério e eles ficavam rindo.
"E você, Gin, está bem?" – meu irmão perguntou, preocupado quando viu minha cara séria.
"Estou."
"Então, Draco, espero vê-lo no meu consultório daqui a nove dias e, por favor, nem um dia antes disso.." – depois de apertarem as mãos, Carlinhos e Vanessa foram embora e Teresa foi levá-los até a porta, deixando Draco, Blaise e eu sozinhos.
"Cara, que susto, hein..." – Blaise disse dando um murro no ombro de Draco, o que lhe causou uma careta de dor. – "Ah, foi mal. Mas Ginny, me diga, como você conseguiu segurar Draco no colo?"
"Ah... é fácil..." – falei, envergonhada.
"Fácil?" – Blaise perguntou, indignado – "Nem eu consigo... Deixa eu ver..." – e ficou tentendo levantar Draco da cama, o que causava mais dor no pobre rapaz.
"Blaise, chega!" – falei quando vi Draco se contercer a uma nova tentativa do amigo – "Assim você mata o coitado." – empurrei Blaise para longe e, instintivamente, acariciei o rosto de Draco.
Zabini ficou calado olhando a cena, enquanto eu continuava cuidando de Draco, até que, quando já passava das dez da noite, Blaise anunciou que ia embora e me perguntou se eu também ia. Então olhei para Draco, deitado, sozinho, abandonado e doente, e disse:
"Não, eu vou ficar aqui com ele... pelo menos até a tia Cissa chegar."
"Tudo bem... Até amanhã, então." – Blaise disse me dando um beijo na bochecha, depois apertou a mão de Draco e disse – "Melhoras, cara..." – e saiu.
Olhei para Draco e perguntei:
"Então... pode dormir, eu fico aqui até a tia Cissa chegar..."
"Não, Ginny, eu nem estou com sono... mas você pode ligar a televisão?"
Fiz o que ele pediu e ficamos assistindo ao desenho "Monstros S.A.", que estava passando pela milésima vez. Draco dormiu depois de dez minutos de filme e eu velei seu sono, até o momento em que não agüentei mais e acabei dormindo também, ali mesmo, na poltrona ao lado da cama dele.
Acordei com uma mão delicada no meu rosto e, definitivamente, não era a minha mãe. Sabe, minha mamis é um doce, mas quando ela me acorda, posso dizer que a mão dela pesa em cima de mim.
"Querida?" – ouvi uma voz suave dizer.
"Ahm... ah... oi." – falei, assustada, olhando para os lados.
Foi aí que vi Narcisa Malfoy de pé, em frente a mim, sorrindo.
"Eu não queria assustá-la, Ginny, desculpe."
"Ah, não... tia... tudo bem..." – falei enquanto tentava conter um bocejo – "Que horas são?" – levantei da cadeira me espreguiçando.
"Já passa das oito horas da manhã."
Arregalei os olhos e virei para a janela de Draco, o sol entrava no aposento, iluminando-o completamente. Draco já estava sentado na cama, tomando café.
"Ai meu Deus. Minha mãe vai me matar." – falei, desesperada.
"Acalme-se, querida. Ontem, quando cheguei, falei com Molly e avisei que você passaria a noite aqui. Eu e Lúcio tentamos levá-la para o quarto de hóspedes, mas achamos melhor deixá-la aqui. Sente-se, Ginny, vou pedir à Teresa que traga seu café."
"Não, tia, não precisa... eu vou para a Escola... caramba... tô ferrada..." – falei a última parte para mim mesma ao lembrar da aula de biologia que estava perdendo.
"Já avisei na Escola que você e Draco não poderão ir hoje."
"Ah, não... eu tenho que ir, tem aula do professor Snape depois do almoço e não posso faltar." – falei já pegando minha mochila e olhando para Draco, que observava a cena, calmo – "Você está legal?"
"Ótimo." – e sorriu, um sorriso tão sincero que eu fiquei lá, hipnotizada por aquele sorriso tão lindo, até que ouvi um pigarro.
"Então, querida, se você quer ir, posso levá-la. Vamos?" – Narcisa perguntou.
"Ah..." – acordando do transe – "Vamos." – falei para ela – "Até mais, Draco... depois da aula eu e o Zabini viremos te ver..." – sorri e saí do quarto.
Uma vez no carro, falei para ela:
"Tia, a senhora pode me levar para casa? É que eu gostaria de tomar banho e trocar de roupa..."
"Tudo bem, querida." – sorriu – "Então, quis trazê-la para perguntar se você quer me ajudar em uma coisa."
"Ah... o quê?" – perguntei, assustada.
"Na festinha do aniversário de Draco... Vai ser no sábado da próxima semana e quero fazer uma festinha para ele..."
Tive vontade de rir quando ouvi "festinha", imaginei Draco no meio de um monte de lembrancinhas de homem-aranha e de um bolo confeitado com os dizeres "um ano do nosso bebê".
"Quero que todos os amiguinhos dele estejam lá. Claro que você é convidada, falando nisso, fiquei tão feliz em saber que os dois estão se entendendo..." – e sorriu novamente.
"Ah... pois é..." – disse envergonhada.
"Mas então... o que faremos? Pensei em fazer uma festa na piscina... o que acha?"
"Ah... legal..."
"Mas tem que ser à noite... festa na piscina de dia é tão... tão... out..." – falou, pensativa, e continuou falando, e eu sempre concordado.
É assim quando ela me pede ajuda: ela fala, fala, e eu concordo, até porque Narcisa Malfoy é muito competente quando o assunto é organizar festas. Quando chegamos na minha casa, ela foi para a cozinha com minha mãe, combinar os últimos detalhes para a festa de Draco, enquanto eu fui trocar de roupa e tomar banho.
Quando me vesti e me banhei de perfume (só para ter certeza que estava bem cheirosa), voltei para a cozinha, onde Narcisa e mamãe continuavam falando sobre a tal festa. Depois que combinamos tudo, ela me levou até a Escola, e quando isso aconteceu já era a hora do almoço. Peguei meu almoço com Winky dessa vez e, não ganhei barrinha de chocolate, o que foi uma lástima. Sentei à mesa de sempre e logo Blaise, que já estava sentado e enturmado, disse;
"Como vai Draco?" – e piscou um olho.
"Está bem..." – falei, cansada.
"Meu Deus, você parece péssima... o que vocês fizeram durante minha ausência?" – Blaise perguntou, malicioso.
"Bem, foi tão selvagem!" – falei animada e todos, inclusive Blaise, se assustaram – "Primeiro, Draco disse: 'Ginny pega aqui e liga...'" – todos arregalaram os olhos – "Então eu obedeci né, e nós ficamos nos divertindo... até que ele, cansado demais, dormiu e eu fiz o mesmo..."
Ninguém falou nada, estavam aterrorizados demais para conseguirem falar algo, até que eu revirei os olhos e disse:
"Vão procurar o que fazer. Do jeito que Draco estava, ele não levantava nem falso testemunho, Zabini. Quando você saiu ele pediu para ligar a tv, ficamos assistindo Monstros S.A., até que o coitado desmaiou por causa dos remédios e eu adormeci também, porque estava cansada demais..."
Zabini suspirou aliviado e disse:
"Ah sim... depois do que vi ontem, não duvido mais de nada."
"O que você viu ontem?" – Rony perguntou, interessado demais.
"Eu vi..." – Zabini disse em tom de mistério – "A Ginny segurar Draco nos braços!"
Todos, menos Harry e Rony se assustaram com a informação.
"Grande coisa." – falei, muito cansada – "Se quiser, eu também te pego nos braços."
"Você não conseguiria." – debochou.
"Cara, acho melhor você não duvidar..." – Rony disse, de cabeça baixa.
"É... eu também acho..." – Harry disse, envergonhado.
Eles sabiam que eu podia, porque já tinha feito isso com os dois.
"Então, vai encarar?" – sorri, maliciosa para Blaise.
Ele olhou para Rony e Harry e disse:
"Não acredito... vocês dois..."
Quando todos entenderam o que isso significava riram e Blaise continuou assustado.
"Pois eu pago pra ver." – concluiu, por fim.
"Ok." – falei, sem interesse – "Veremos." – e saí para a aula.
Quando já estava na sala, Colin chegou falando sobre minhas capacidades especiais de tirar os homens do chão. Sabe, ele dizendo dessa maneira parecia outra coisa, e tudo era culpa do bocão do Zabini, quer dizer, ninguém precisa saber que pego, literalmente, os caras nos braços.
No fim do dia estava tão cansada de ouvir Colin sobre isso que decidi me vingar em Blaise. Ele estava me esperando de costas para o local em que eu estava, então cheguei devagarinho e ele nem percebeu, até o momento em que o agarrei pelas pernas e o levantei. Ele olhou para mim totalmente assustado e eu sorri, soltei-o, sem nenhuma delicadeza e disse:
"Satisfeito?"
Demorou um pouco até ele dizer:
"Nossa... nenhuma mulher me tirou do chão desse jeito... Vai, faz de novo, Ginny!"
Olhei para ele pasma e entrei no carro sem dar resposta, depois de se convencer de que ele já tivera o bastante, entrou também no veículo e seguimos para a casa de Draco.
Quando chegamos no quarto dele, Draco parecia bem melhor, estava sentado na cama, lendo alguns livros e comendo uns sanduíches que a Teresa tinha feito especialmente para o doentinho.
Eu sei! Ele fica manhoso quando está doente, mas, mesmo assim, ainda é fofo.
"E aí, cara, belê?" – Blaise perguntou sentando, sem nenhuma cerimônia, ao lado de Draco.
"Beleza. E com vocês?"
"Tudo bem." – Blaise foi o primeiro a responder – "Cara, a Ginny me segurou nos braços... acredita?"
Draco olhou para mim e para o amigo e eu revirei os olhos.
"Blaise, se você repetir isso novamente, juro por Deus que vou te arremessar para longe..."
Ele me olhou e disse:
"Sério?? Você consegue me arremessar?"
Dei um gemido de impaciência enquanto Draco e Blaise gargalhavam ao ver minha cara.
"E você, trouxe os meus deveres, Zabini?" – Draco perguntou, mudando de assunto.
"Ah, trouxe os meus... Você quer fazer por mim?" – perguntou na maior cara de pau, tirando os cadernos da mochila – "Ei, você tá fazendo o dever do Snape? Poxa, me empresta, Draco..."
Os dois ficaram discutindo sobre os deveres, Draco não queria emprestar, mas Blaise já tinha "tomado" todos os cadernos de Draco e agora copiava as respostas sem se importar com os protestos do outro, enquanto isso fiquei observando o quarto. Cheguei perto da estante com os dvd's e cd's de Draco e vi algumas fotos, a maioria delas tinha Draco sozinho e eu tive vontade de roubar uma, mas me contive; em outras, Draco aparecia com os pais em algum evento chique e, em uma, Draco aparecia comigo...
Olhei para a foto sentindo meu coração bater forte, era uma foto antiga, eu tinha 11 anos e Draco 12 anos, nós sorríamos abraçados... Sorri também quando lembrei o quanto éramos inocentes, o quanto era bom não saber que amava Draco de maneira diferente...
"Ginny?" – um Blaise, distante, chamou.
"Ah... oi..."
"Já está tarde... vamos?" – perguntou ao meu lado.
Limpei as lágrimas que tinham saído (eu sei, sou muito boba mesmo) e me virei sorrindo.
"Ah, claro..." – peguei minha mochila e olhei para Draco – "Então... tudo bem?"
"Ótimo..." – sorriu e eu suspirei – "Amanhã vou com vocês para a Escola, posso?"
"Claro que pode, Draco!" – Blaise disse sem nenhuma sensibilidade – "Então, vamos, Ginny?"
"Vamos... Até amanhã, Draco..." – dei um último sorriso e saimos do quarto dele.
E agora estou pensando naquela foto, parece besteira, mas, no final das contas, eu devo significar algo para ele, ou então, ele nem guardaria aquela foto, não é?
Nem quero pensar nisso, não quero criar expectativas, por isso acho melhor ir fazer minhas tarefas acumuladas, antes que seja tarde demais.
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É Amor ou Amizade?
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Domingo, 26 de outubro.
Em casa. Às 20hs.
Eu sei, estou há séculos sem escrever, mas só hoje consegui normalizar minhas tarefas e, em comemoração, entrei na internet, para ver se tinha alguém interessante (leia-se Draco Malfoy) online. Ele não estava, mas Pansy sim.
PANROCK: OI, Ginnnynhaaaaa
Olhei para a tela assustada...
GINEVRAEHSUAVOH: Pansy, o que aconteceu? Viu o passarinho verde?
Então lembrei que no dia anterior ela e Harry iam sair.
GINEVRAEHSUAVOH: Não me diga...
PANROCK: Digo simmmmmmmmmmm!! Nós nos beijamos!
GINEVRAEHSUAVOH: Ai Meu Deuuuuuussss! Não acredito, miga!!
PANROCK: Estou tão feliz e tudo é culpa sua...
GINEVRAEHSUAVOH: Caramba, eu nem fiz nada! Estou muito feliz por vocês dois! E agora, vocês estão namorando?
PANROCK: Sim, miga... mas agora tenho que ir, meu pai tá mandando desocupar a linha! Até amanhã com muitas novidadessssss... Beijos!
E saiu me deixando na curiosidade...
Agora estou aqui, roendo as unhas para saber como tudo aconteceu, mas pelo visto vou ter que esperar até amanhã...
Saco...
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É amor ou Amizade?
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Segunda-feira, 27 de outubro.
Na aula de Química. Às 10hs.
Agora sim, sei de tudo... e posso dizer que foi lindo?
Pansy disse que Harry foi buscá-la em casa e os dois foram ao cinema e assistiram a um filme de terror. Tenho certeza que o pobre do Harry escolheu esse filme para se aproveitar da situação, tipo, quando a Pansy gritasse de terror ela ia se agarrar nele e tal, mas ele só esqueceu que Pansy ama filmes de terror e posso afirmar com toda a certeza que, no final, quem saiu com medo foi o Harry.
Depois os dois foram comer num lugar muito romântico... o McDonald's! Colin achou isso péssimo, mas se fosse comigo eu agarrava ele por ter me levado ao meu lugar preferido... Então os dois comeram e depois dividiram um milkshake de chocolate...
Aí deu nove horas da noite e a Pansy tinha que voltar para casa, o Harry a levou e então aconteceu... um beijo de despedida, que foi mais do que isso, uma vez que foi meio desentupidor, e também os dois se confessaram apaixonados...
Suspiros
Perfeito...
Mas confesso que sinto uma invejinha básica... queria tanto que Draco fizesse isso comigo e...
Ai, caramba, lá vem o Morcegão!!
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É Amor ou Amizade?
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Domingo, 02 de novembro.
Em casa. À meia- noite.
Tudo que posso dizer é: muito cuidado com o que você deseja, porque pode se tornar realidade.
Para falar a verdade, ainda acho que é mentira, por isso mesmo faço questão de registrar aqui tudo o que aconteceu, assim, amanhã eu leio o que escrevi e terei certeza se aconteceu ou não.
Acho que tudo começou ontem, para ser mais exata, na festa de aniversário de Draco. Não sei se já falei, mas era uma festa na "piscina" à noite, mas a verdade é que todos os convidados nem ficaram próximos à area da piscina, muito pelo contrário, todos ficaram acomodados na sala da Mansão.
E quando a tia Cissa disse que era uma "festinha", não pensei que seria uma comemoração para umas cem pessoas, a grande maioria amigos de Lúcio e Narcisa. Assim que coloquei meus pés na casa tive vontade de sair correndo, porque logo percebi que estava deslocada. Aquelas mulheres eram tão chiques, trajavam vestidos longos e cheios de brilhos, enquanto eu usava um vestido lilás solto que ia até a altura do joelho. O pior de tudo é que elas me olhavam do alto daqueles narizes empinados como se estivessem sentindo um cheiro ruim, por isso, fui para a área externa da casa, ou seja, para a área da piscina.
Tirei as sandálias e sentei na borda, com os pés dentro da água, e fiquei ali, pensando em uma maneira de ir embora, mas logo lembrei que tinha prometido à Narcisa que ia dormir na Mansão para passar o domingo lá. Suspirei, não tinha nada a fazer, exceto continuar ali, escondida, até que a festa acabasse.
"Está se escondendo?" – uma pessoa atrás de mim disse e nem precisei virar para ver quem era.
"Ah, oi, Draco." – levantei e, meio desajeitada, entreguei o presente dele – "Estou me escondendo, essas mulheres estão muito chiques..." – e sorri, triste.
Ele nem se deu ao trabalho de abrir o pacote que eu tinha demorado horas fazendo.
"Obrigado." – sorriu – "Não se importe com essas..." – e vou censurar o que ele disse a respeito das 'senhoras' – "Elas sentem inveja de você..."
E então aconteceu de novo... aquele clima estranho, nossos olhares fixos um no outro e nossos rostos tão próximos que era possível sentir o hálito quente dele, até que a porta foi aberta e por ela passou Narcisa Malfoy, totalmente alheia ao que ela tinha acabado de interromper.
"Queridos! Está na hora dos parabéns!"
"Ai não, mamãe... que coisa de criança..." – Draco disse, nervoso.
Eu segurei o riso, mas era ridículo mesmo.
"Draco, não discuta comigo." – ela disse séria – "Vamos... seu bolo está tão lindo!" – e saiu para dentro da casa.
Draco me olhou com cara de quem estava prestes a ser morto e eu, rindo, o empurrei para dentro da casa. Quando entramos todos bateram palmas, principalmente Rony, Hermione, Harry, Blaise e os outros que estavam adorando ver a forma como Narcisa tratava o filho.
As luzes foram apagadas e Narcisa acendeu a vela do bolo que estava na frente do rapaz e eu ouvi uma gargalhada muito alta (tenho certeza que foi o Zabini) quando deu para perceber que a vela era um número 18 enorme, daquelas que acende e apaga até deixar o aniversariante num balão de oxigênio.
Quando a música foi cantada ("parabéns para você"), ouvi Blaise gritando:
"Aha-uhu! Ô Draco eu vou comer seuuuu... Boloooo!" – e eu me segurei para não rir, mas aproveitei que todos estavam rindo e fiz o mesmo.
Essa foi a parte mais empolgante da festa, depois disso ficamos conversando com os nossos amigos, e posso dizer que era muito fofo ver Harry e Pansy juntos? Falando nisso, todos estavam se dando muito bem... Além de Harry e Pansy e Rony e Hermione, Dino e Lilá estavam muito próximos, Parvati e Simas davam risinhos bestas, enquanto Blaise soltava aqueles sorrisos "comercial de pasta de dente" para cima da Luna que sorria envergonhada... os únicos que pareciam estar por fora da situação eram Colin, Neville, Draco e eu...
Depois que eles foram embora, me despedi de Draco rapidamente, porque temia ficar sozinha com ele novamente e subi para o meu quarto, que era o quarto de hóspedes. E, só para garantir, tranquei a porta com chave...
No dia seguinte, ou seja, hoje, acordei tarde e quando olhei pela janela vi que o sol estava bem fraquinho, nem tinha graça ficar na piscina com o tempo daquele jeito. Lentamente, tomei banho e me vesti, sem nenhuma pressa, quanto mais demorasse, menos tempo ficaria muito perto de Draco.
Desci para a cozinha e encontrei Teresa terminando de preparar o almoço.
"Bom dia, Ginny." – ela disse, sorridente – "Dormiu bem?"
"Sim, muito bem. Onde estão todos?"
"O Sr e a Sra. Malfoy foram a um evento... Beneficente, claro." – e riu.
Entendi o que ela quis dizer, o negócio era que os Malfoys vivem nesse tipo de eventos, nem sei onde eles arrumam tantos eventos beneficentes.
"E o Draco?"
"O menino e Blaise saíram cedo... não sei muito bem aonde eles foram."
"Hm..." – falei, pensativa – "Draco e Blaise juntos... tem algo de podre nessa história."
Teresa gargalhou e disse:
"Eles pareciam estar escondendo alguma coisa."
"Draco agora tem dezoito anos, ele deveria saber que, a partir de agora, é muito perigoso andar com Blaise." – isso fez Teresa gargalhar mais.
Depois que ela se recuperou dos risos, disse:
"Querida, fiquei tão feliz em saber que você e o menino tinham se entendido... aquela Laurie não servia para ele."
Meus olhos ficaram do tamanho de dois pires quando ela disse isso, afinal, ela pensava que Draco e eu estávamos... ahm... namorando?
"É muito bom ser AMIGA de Draco novamente." – frisei a palavra só para deixar bem claro.
"Ele ficou muito exaltado naquele dia." – Teresa continuou – "Naquele dia em que a tal Laurie disse aquelas coisas... eles brigaram feio. O menino te defendeu, o que só deixou aquela maluca mais revoltada, quando entrei no quarto dele, a garota estava quase atacando o coitado. Expulsei-a daqui a vassouradas."
Imaginei a cena e logo uma vontade de rir aflorou em mim, imaginar Laurie saindo da Mansão Malfoy a vassouradas... Nunca vou perdoar Draco por ter me privado dessa diversão.
"Ele gosta muito de você, Ginny. Seria tão bom se vocês..." – ela foi interrompida pelo barulho da porta sendo aberta e por ela passaram Draco e Blaise, os dois risonhos demais, muito suspeito.
"Bom dia." – Draco disse para mim, sorrindo.
"Bom dia, Ginny." – Blaise disse me beijando na bochecha.
Olhei para os dois, sorridentes e com caras de culpa, e disse:
"Você sabe" – olhei para Draco – "Que agora é maior, não é?"
Ele me olhou com uma cara de quem não estava entendendo nada e disse:
"Sei."
"Logo, acho melhor você parar de andar com o Zabini... Agora você pode ser preso." – e sorri, maldosa.
Draco riu alto, enquanto Zabini me olhava indignado.
"Não teve graça, Ginny."
"Agora é sério." – falei para os dois – "O que vocês foram fazer tão cedo?"
Ele se olharam, cúmplices, e Zabini disse:
"Nada, Ginny..." – pigarreou e continuou – "Bem, tenho que ir agora. Até amanhã, Draquinho." – e apertou a mão de Draco com força – "Até amanhã, Ginny." – e me deu outro beijo na bochecha – "Comportem-se, crianças... não façam nada que eu não faria..." – e saiu gargalhando igual a um louco.
"Eu hein." – falei quando Zabini já estava longe.
"Então" – Draco disse – "O que você vai fazer hoje?"
"Não sei... por quê?"
"Por nada... Bem, vejo vocês depois. Tchau." – e saiu da cozinha sem dizer mais nada.
"Esses meninos..." – Teresa comentou sorrindo.
Sim, esses meninos estavam estranhos demais para o meu gosto, mas procurei não pensar nisso e continuei conversando com Terê até o momento em que os pais de Draco chegaram e eu tive que me juntar a eles para almoçar, embora preferisse comer na cozinha com a secretária. Sabe, eu adoro os Malfoys (tudo bem, eu não sou amiga íntima de Lúcio Malfoy, mas até dele eu gosto), mas eles são muito finos, eles têm todos aqueles talheres, cada um para um tipo de comida, e todos aqueles copos e pratos, e eu não estou familiarizada com esse tipo de coisa, enquanto na minha casa só existe um prato, um copo, um garfo e uma faca, simples assim.
Acabei me sentando com eles e até mantive uma conversa educada com Lúcio sobre a Escola e com Narcisa sobre a animação de torcida, Draco falou, mas muito pouco, ele fica tímido na frente dos pais. Depois do almoço, os Malfoys saíram novamente e Draco e eu ficamos sozinhos de novo.
Saí correndo para a cozinha, mas encontrei Teresa toda arrumada, sem o uniforme de trabalho.
"Para onde você vai?" – perguntei, tentando não parecer desesperada.
"Vou visitar meu filho, Ginny. Mas de noite eu volto." – falou, sorridente.
"Ahm..." – falei, triste – "Então... até mais..." – quase perguntei se poderia ir junto, mas isso, definitivamente, era muito infantil.
Corri para o meu quarto e já ia me trancando quando Draco entrou e disse:
"Você quer assistir um filme?"
"Ahm... aqui em casa?" – perguntei, nervosa.
"Sim... você quer? Nós podemos assistir O Chamado 2."
"Quero sim, mas até parece que vou assistir a esse filme horrível. Você lembra o que aconteceu quando assisti O Chamado..."
"Claro que lembro... você passou sete dias fugindo do telefone pensando que aquela menina ia te ligar..." – disse rindo.
"Isso mesmo, então nem que me paguem eu vou assistir a esse outro filme e nenhum outro de terror... você sabe que odeio terror, Draco."
"Então pode ser outro filme. Vamos?"
Sem nenhuma outra alternativa, disse:
"Tudo bem, vamos..."
Então fomos para o quarto dele e, enquanto Draco procurava um filme para assistirmos eu, timidamente, sentei na poltrona ao lado da cama e fiquei esperando o filme começar.
"Pode ser Sin City?" – perguntou de repente.
"Ahm... pode."
Ele colocou o dvd e depois disse:
"A Terê fez pipoca para nós, vou lá embaixo buscar." – e saiu.
A verdade é que nem estava escutando o que ele dizia por um simples motivo: estava nervosa demais! Tinha consciência de que era muito perigoso nós dois ficarmos sozinhos, ainda mais no quarto dele. E tudo bem, Draco não é um tarado que sai atacando as meninas, mas eu sentia uma vontade, quase incontrolável, de sair correndo dali, o mais rápido que fosse possível.
Quando ele voltou com a pipoca e os refrigerantes, sentou-se na cama e, olhando para mim como se eu fosse uma doente mental, disse:
"O que você está fazendo aí?"
"Assistindo ao filme..."
"Ah, Ginny, senta aqui." – apontou o lado vazio da cama.
"Ehm... eu estou bem aqui, Draco."
Vi um brilho de malícia no olhar dele quando disse:
"Eu não vou te morder, Ginny."
"Morder não... mas me atacar..." – foi o que tive vontade de dizer, mas percebi que seria muito rude, por isso levantei da poltrona e sentei ao lado dele na cama.
O filme começou e não me atraiu muito, é "meio" violento esse filme, sabe? E quando digo "meio" estou sendo simpática. Mas logo eu percebi o porquê do interesse de Draco nesse filme, quando a Jessica Alba apareceu dançando ele ficou babando, literalmente.
Francamente, meninos são tão ridículos...
Depois, quando já estava quase dormindo em cima do balde de pipoca, o filme melhorou, quando apareceu aquele ator, Clive Owen, aquele que fez "Rei Arthur"... Mas, resumindo: achei o filme a maior mentira.
Quando "Sin City" terminou, eu disse:
"Certo, agora que você assistiu ao seu filme, viu a sua querida Jessica Alba, nós vamos assistir ao meu filme."
"Ahm? Qual filme?"
"Espera que eu vou buscar." – fui até o meu quarto e peguei o dvd de "De repente 30" que eu tinha levado, só para o caso de não ter o que fazer enquanto ficasse lá.
"Ah não, Ginny." – ele disse desgostoso quando mostrei o dvd – "Esse filme de novo? Já assistimos umas cem vezes."
"Cala a boca, Draco." – falei sentando na cama – "Vai começar."
Nem preciso dizer que adorei o filme, até porque já assisti umas mil vezes e já sei todo "de cor", o único problema é que sempre choro quando termina. Eu sei, é muito imbecil da minha parte, mas fazer o quê...
"Ah não, Ginny, você ainda chora quando vê esse filme?" – ele perguntou quando eu funguei mais alto.
"Choro e daí?" – falei, revoltada.
Ele riu, mas logo me abraçou e ficou acariciando meu rosto, e isso não melhorou a situação, porque só me fez chorar mais. Depois de muito tempo consegui parar de chorar, Draco olhou para mim e disse:
"Está mais calma?"
Acenei positivamente e ele deu mais um risinho, que logo foi cessado quando eu o olhei. Mais uma vez meu coração iniciou uma série de batucadas dentro do peito, mas não conseguia desviar o olhar, tem algo naquelas íris cinzentas que me hipnotizam. Lentamente o rosto dele aproximou-se do meu e eu sabia o que viria a seguir, e tinha medo, mas também queria muito que acontecesse. O problema é que, nem nesses momentos importantes eu consigo ficar calada, então disse:
"Draco..." – falei invocando o resto de sanidade que ainda me restava.
Ele segurou meu rosto e com a voz um pouco rouca, disse:
"Hoje eu farei o que desejo há tanto tempo e ninguém vai me interromper."
No segundo seguinte, ele juntou nossos lábios e eu arregalei os olhos, assustada demais para conseguir acreditar no que estava acontecendo. Então percebi que aquilo não era errado, aliás, era a coisa mais certa que eu poderia fazer em toda minha vida, por isso fechei os olhos e permiti que o beijo fosse aprofundado.
E esse beijo foi diferente de todos os outros. Que fique bem claro: não estou dizendo que Harry e Blaise beijam mal, muito pelo contrário, eles são bons, mas dessa vez foi diferente, porque eu ouvia meu coração fazendo um solo de bateria dentro do peito, enquanto os meus rins, o estômago e o pâncreas dançavam lambada, eu estava nas nuvens e não queria mais sair de lá.
Nem sei como descrever esse beijo, só posso dizer que foi suave ao mesmo tempo em que era firme, e também foi calmo na mesma medida em que era urgente. Eu sei, não tem nenhum sentido, mas isso é um mero detalhe.
Depois de muito tempo, o beijo acabou, mas continuamos próximos, enquanto tentávamos respirar um pouco. Eu mal tinha respirado fundo quando senti a boca de Draco me beijar novamente, e isso se repetiu várias vezes, até que um ruído na porta de entrada me fez dar um "duplo twist carpado" da cama. Nós nem estávamos fazendo "coisas erradas", mas ia pegar muito mal se o pai ou a mãe dele entrassem e nos visse, né...
Saí para olhar quem era e era só a Terê voltando, logo fiquei aliviada, mas isso durou pouco tempo quando lembrei da frase: "Mas de noite eu volto." Olhei para o relógio e vi que já passava das oito horas da noite.
"Draco, eu tenho que ir." – falei rápido, enquanto pegava o meu dvd.
"O quê? Por quê? Logo agora que estava ficando bom?"
Olhei para ele com meu melhor olhar 'Hermione'.
"Eu tenho que ir, esqueceu que eu disse à mamãe que estaria em casa antes das oito horas?" – disse apressada, pensando no sermão da minha mãe – "E já são oito e meia, Draco!"
"Tudo bem, vai pegar suas coisas, eu te levo."
Saí correndo do quarto dele e, em cinco minutos, arrumei tudo o que tinha levado, desci para a cozinha e rapidamente me despedi de Teresa, que não entendia nada do que eu falava, por isso só acenava positivamente com a cabeça.
Quando entrei no carro de Draco, ele estava prestes a rir, por isso, falei:
"Anda... ri logo, idiota." – ele caiu na gargalhada. É o homem que eu amo, mas não deixa de ser ridículo.
"Certo. Por que você está rindo?" – perguntei, ofendida.
"Foi engraçado ver sua cara quando pensou que alguém nos pegaria." – disse enquanto ria mais um pouco – "Não é errado, Ginny."
"Eu sei que não é, mas eu me sentiria mal se fosse seu pai ou sua mãe..."
"Meu pai ficaria orgulhoso de mim." – disse em tom de brincadeira – "E minha mãe começaria a planejar nosso casamento."
O pior é que ele tinha razão, se minha mãe soubesse também faria isso.
"Concordo... Por isso, acho melhor não fazermos mais isso." – falei quando ele parou em frente à minha casa.
Num instante o sorriso sumiu do rosto dele e foi a minha vez de sorrir satisfeita.
"Por quê?"
"Primeiro, tem nossas mães... se elas sonharem que aconteceu isso, vão começar a comprar o enxoval do nosso primeiro filho. Depois, tem a Laurie, se ela souber, vai me matar e depois te matar... Além disso, nós somos amigos. E se não der certo e a nossa amizade for arruinada?" – falei, sem encará-lo.
Ele segurou meu rosto novamente e quando eu o olhei, ele disse:
"Não me importo com os planos das nossas mães, e muito menos com a Laurie... Tenho certeza que isso vai dar certo, Ginny... se você quiser..."
"Eu quero." – falei tão rápido que até me assustei.
Ele sorriu e eu sorri também, nos beijamos novamente e eu, flutuando, saí do carro e entrei em casa com um sorriso bobo no rosto.
"O que houve, Ginny?" – Fred, que estava sentado na sala conversando com uma garota, disse.
"Nada... Só a noite... está tão linda..." – e subi as escadas cantarolando idiotamente.
Mas eu não consigo me conter.
E sabe por quê?
Porque, pela primeira vez, em toda minha vida, eu me sinto muito feliz, é uma felicidade tão grande que não está cabendo dentro do meu peito. Eu sinto que poderia dançar no telhado, mas isso não deixaria meus pais felizes, por isso não vou fazer...
Tenho certeza que, de agora em diante, nada, nadinha na minha vida pode dar errado...
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É Amor ou Amizade?
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N.B.B.(Nota da Besta-Reader Bambexy): Ahá!! Eu sabia!! Mais uma vez você se superou, Bambesha-Chefa!! Vive dizendo que seu capítulo tá aquela-palavrinha-começada-com-c-e-terminada-com-u, mas sempre está maravilhoso!! Por isso que sou sua fã!! Ah, e AMEI o capítulo enoooooooorme!! Apesar de você querer me alugar por um precinho "módico", né?? hahahahahahah!!
Gentem!! Nem precisam me elogiar!! A Manu que é ótema e nem tem erros!! Às vezes come umas letras, mas eu sou muito mais fominha que ela no que eu escrevo!! :D Afinal, ela também é beta-reader!! Aliás, ela é MINHA beta-reader-amada-do-coração, e eu sou dela!! Ai, que emotion!!
Bom, voltando ao que interessa, como sei que vocês todas amaram o que ela escreveu (a cena do beijo foi cute, apesar de hot!!), não deixem de mandar muitas, incontáveis reviews pra titia Manu, ok??
E não se esqueçam: AMO TODAS VOCÊS!!
Beijos!!
ChunLi Weasley Malfoy
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Nota da Autora: Será? ' fazendo cara de má ' 'ah, é minha cara normal ' Muhahahahahaha!
Eu falei para vocês! "Aquilo que vocês menos esperam, está prestes a acontecer", ou seja, o beijo D/G! Eu sei muito bem que ninguém tinha esperança desse beijo acontecer, até euzinha que sou a autora da bagaça já estava duvidando, mas taí, aconteceu! E eu bloqueei no beijo, mas acho que dessa vez fois...
A outra predileção by Manuxa Trelawney : "Nem tudo que reluz é ouro", foi a respeito da cena em que Draco mandou a Gina sair do quarto... vocês pensavam que ele ia fazer mal a ela, né? Viram? O probs é que a fic é feita em primeira pessoa, a gente só sabe o que a doida da Ginny sabe... e não sei se já perceberam, mas Ginny é surtadinha.
Falando em surtos, o meu Blaise anda mais surtado que o normal, neam?? Se preparem que ele só piora daqui para frente... Daqui para frente vocês vão entender de quem, realmente o Blaise gosta.
Ai, vocês gostaram do rumo Harry/Pansy? Eles ainda vão aparecer muito, mas agora sempre juntos...
E falando nisso, o Colin e o Neville também vão arranjar uma tampa para a panela deles... aliás, vocês já conhecem as tampas, mas como adoro mistério, não vou falar, vocês que adivinhem... hahahaha
Eu também apareci na fic! Adivinhem em qual cena eu estava... huahauahauahauahuahaua
Hm... o negócio de "dançar lambada com rins" não é meu, quem me deu essa frase tão poética e tão profunda foi a Caah Lis Lis, obrigada, querida!! D Todos os direitos reservados para você, hein, não me processe...
Certo, agora, o que posso dizer do próximo capítulo:
Após a bonança, vem a tempestade... (hahahahaha)
É, acho que essa única predileção Manuxa Trelawney já é suficiente... hahahaha... hoje a bola de cristal tá dando interferência...
Vamos aosssss
Agradecimentos:
ChunLi Weasley Malfoy: Uma flagrante ameaça de morte.. Saiba que, caso eu apareça morta em alguma cova rasa, a primeira suspeita será você! Já deixei isso registrado, policiais federais, o GATE, a SWAT, o BOPE e os Power Rangers SPD já estão de aviso! Huahauahauahauahua Deixa de ser fresquetes, eu nem demorei! Eu só empaquei (é assim que escreve?) no beijo! Você sabe que não é bom as pessoas falarem do que não entendem. O quê? Ahm? Eu nem falei nada... Bem, continua lendo ou tu vai ver, besha maluca! Bambeixos!!
Tomoyo-chan vulgo To-Chan: Obrigada pela sua review!! Ahm, pode ser mal educada comigo, moça, não se acanhe! Hehehehe Muié, e o capítulo ficou grande hein? Meu recorde! Acho que vou entrar no guiness depois desse... hehehehe D Eu empresto a ChunLi, quer? É só você me pagar 1 milhão de euros... hahahahahaha que esso, comercializando a beta-reader... Muito obrigada pelos elogios, fico muito feliz que você esteja gostando, faz o meu trabalho e todos os meus neurônios queimados valerem a pena! Beijos!!
Daniela: Oieee, obrigada pela review! Será que você ficou com menos raiva do Draco depois desse capítulo? De agora em diante o Draco vai falar mais abertamente sobre o que sente, só não posso dizer que vai adiantar de algo! Hehehehe Espero que continue lendo e gostando. Beijos.
Oráculo: Oie, obrigada por sua review! Querida, eu não quero matá-la do coração, afinal, se você morre como vai terminar de ler e mandar reviews? Huhauahauahuahaua Mas eu tenho que fazer um pouquinho de mistério, só para vocês terem vontade de ler o próximo capítulo.
Misty Weasley Malfoy: Misty, querida! Obrigada pela review, mas, por favor, não chora, mulher! Eu não gosto de fazer a Ginny sofrer, o problema é que ela é "drama queen" igual a mim, em outras palavras, ela é surtada, é doida, maluca, crazy, entendes? Non chores! E o que você disse no msn tá certo sobre a Laurie...mas se você contar a alguém juro que te faço chorar com gosto! Huahauahauaahauahauahauhaua Beijos, moça!!
Yasmin Prado Marinho: Obrigada pela review, Yasmin e que bom que você apareceu de novo, pensei que você tinha abandonado esta fic! :( É, a Ginny pegou mesmo...hahahaha, mas agora ela ficou com quem ela realmente ama... Sim, muitas possibilidades de Blaise ficar com Luna... aliás, todas as possibilidades! Espero que continue lendo e gostando! :) Beijos!
Caah Lis Lis: Oieeee, Caaahhh Obrigadenha pela review! Entonces, às vezes eu tenho uma premonições, sabe, acho que sou parente da Sibila e nem sabia...huahauahauahua :) Você ainda acha que o Draco tem que sofrer? Coitado...só passando com um caminhão em cima dele, mas não se preocupe, acho que ele vai sofrer, mas não nesse capítulo e não no próximo! Hehehehe Viu, nem precisou ameaçar para ter um capítulo grande! Hehehehe Eu faço sempre a vontade de vocês, meus queridos leitores! :) Adoro suas reviews e obrigada pela idéia de lambada do rim! Hehehehehe Beijos.
Srtá.Felton: Oie, obrigada pela review!! Moça, eu até mandaria email, mas não viu seu email! Espero que não tenha demorado muito! Hehehehe Beijos!
Rebeca: Oie, obrigada por sua review!! Então, eu até postaria tudo de uma vez se já tivesse a fic toda pronta, mas eu estou fazendo a medida que vocês vão lendo, até porque assim vocês podem opinar e eu posso fazer modificações...hehehehe Fico muito feliz que você esteja gostando da fic e eu concordo, a Laurie merece um anti-clube ou um fã clube ao contrário, ô muié ruim, né? Espero que não tenha demorado muito e que, principalmente, você não tenha ficado louca! :) Beijos!
Quézia: Oi, Quézia, muito obrigada por sua review! :) Rapaz, você captou totalmente minha mensagem, entendeu perfeitamente que o Draco ia dispensar a Laurie e que ia rolar um beijo D/G! Hehehehe Como assim? Eu SEMPRE sou boazinha #cara de sarcasmo# Espero que continue lendo! Beijocas.
Rafinha M. (Agora sem o Potter? Mulher, o que houve? Hehehehe): Queriiiida, obrigada pela review!! Adorei sua review, mesmo sendo curtinha...sim, você também acertou o que ia acontecer!! Hehehehehehe Espero que continue lendo e gostando! Beijocas!
J.T.Malfoy: Obrigada pela review!! Então, eu, cruel?? Que issssooo!! Hihihihi. É que adoro um suspense, um clima de mistério, só para garantir que vocês lerão no próximo capítulo! Hehehehe Aeeee, você também acertou o que iria acontecer!! Hehehehe Muito muito obrigada por ler e achar a fic maravilhosa, viu? Beijos!
Thaty: Oie, obrigadenha pela review! Moça, você AINDA está com raiva do pobe do Draco? Não é possível!! Huahauahauahauaahauhaua Espero que a raiva por ele tenha diminuído depois desse capítulo! Beijos
Fernanda Weasley Potter: Obrigada pela review, Fernanda!! Nem precisa dizer né! Huahauahauahauahua "bruaca" foi ótemo! Hehehehehe E que bom que está gostando, espero que continue assim! Beijos.
Lika Slytherin: Oie, Lika, obrigadenha por sua review!! :) Entonces, você também acertou!! Heheheehhe E, não sei, mas consultando minha bola de cristal novamente, vejo que a humilhação pública da Laurie não aconteceu nesse capítulo, mas ainda poderá acontecer... Coloquei o Harry e a Pansy nesse só para dar uma satisfação da situação deles, mas eles ainda vão aparecer mais, só que juntos! Espero que continue gostando da fic, viu? Beijocas!
Jaque Weasley: Jaques, obrigada pela sua review! Aliás, tem problema te chamar de Jaques? Huahauahauaahauahauhaua Se tiver, foi mal! Então, eu exagero com a Laurie? Por que? Ela é do mal mesmo, filha...não é exagero meu! Hihihi Sim, A Ginny carregando vários homens, inclusive seus irmãos e o Harry? Huahauahauahauahua Eu imagino a cena e tenho vontade de rir, mas sei que isso é possível...Sim, sim, eu ando com obssessão por Fred Weasley, em todas as fics que ele aparece eu quero ser a esposa/namorada dele...inclusive, eu e a ChunLi (minha beta) estamos fazendo uma fic em que eu e o Fred nos envolvemos! Eu sei, eu sou doida e a beta-reader ainda alimenta a minha loucura fazendo uma fic assim! Hahahahahahaha Ahm...uma Ginny suicida, uma boa idéia, moça! Hahahahaahha Brincadeira... Ei, tô adorando suas fics, viu? Eu nem acredito que agora estou gostando de marotos! Hehehehehe Beijooos!! P.S: Será que ele é não vai ter continuação!! Huahauahauahaauahua
Nanda: Oie, Nanda, obrigadenha pela sua review!! Sim, você parou de comentar, mas espero que isso não se repita! Hunf! Huahauahua Brincadeirinhaaaaa!! :) Tudo bem, vou parar de inventar casais malucos e daqui para frente as pessoas vão ficar com as pessoas que são certas... bem, pelo menos quase todo mundo... hihihihi Eu demorei um pouco mais dessa vez porque me deu um bloqueamento mesmo na hora de escrever o beijo, mudei várias vezes até chegar nesse ponto. Vou tentar demorar menos, ok? Espero que continue lendo e gostando. Beijos.
Carol: Obrigada pela review!! Nem tinha esquecido do Harry e da Pansy, é que queria ajeitar logo a situação Draco e Ginny, mas prometo que H/P vão aparecer mais daqui para a frente, assim como outros personagens, como o Colin...Nunca ouvi essa música que você falou, mas sabia que me deu uma idéia? Muito interessante colocar a Ginny dançando e o Draco chupando o dedo...hehehehe... Matar a Laurie, por enquanto, não é possível, mas quem sabe num futuro próximo? Hehehehe Beijos!
Mah Crubelatti: Oie, Mah, obrigada por sua review!! Quem é sua amiga? Hehehehehe Muito obrigada mesmo por ler e fico muito feliz que esteja gostando, espero que continue lendo e gostando dessa fic louca! Beijos!!
Kel Cavalcante .: Oie, obrigada por sua review!! Muito bom saber que você está gostando da fic! Você acertou, o Draco deu um pé na Laurie... mas não sei quanto isso vai durar...Ops...falei demais... Espero que continue lendo e gostando! Beijos!!
Uffs, terminei! :D
Ah, lembrei o que ia falar aqui... era sobre os filmes que eles assistiram. Quanto ao "Chamado", o que eu relatei sobre a experiência da Ginny foi a minha experiência, eu realmente passei sete dias fugindo do telefone e até hoje morro de medo daquela menina, às vezes as pessoas querem me obrigar a assistir ao Chamado 2, mas eu fujo disso, ou então seria um ano sem dormir...
Caham... quanto ao "Sin City", eu assisti porque tem o Clive Owen, mas não foi um filme que eu amei, sabe, é um pouco violento demais (hahaha) e também um pouco mentiroso de muito (huahauahua)... Quanto ao "De Repente 30" eu adoro tanto esse filme! Já assisti uma mil vezes só nesse mês (exagero), e também choro com ele...não tentem entender, eu sou doida mesmo.
Bem, era isso...
Obrigada pelas reviews e obrigada para quem só adicionou no favorite ou no alert!
Beijos,
Manu Black
