Capítulo XII
Quinta-feira, 12 de novembro.
Escondida no closet. Às 16hs.
Esqueça tudo que falei sobre dias ruins.
TUDO MESMO.
Porque, quando digo que HOJE foi o pior dia da minha vida, estou certa. Não existe, e nem existirá, dia pior do que este.
Quando acordei hoje ainda estava totalmente abalada pelo que havia acontecido, conseguia lembrar, claramente, da traição de Draco e, só para não perder o costume, chorei novamente até conseguir levantar da cama e me arrumar para ir à Escola.
Antes de descer para o café-da-manhã disfarcei minha aparência abatida usando um pouco de maquiagem, uma vez que não poderia ficar na Escola com os óculos escuros. Na cozinha encontrei minha mãe sozinha, preparando o café.
"Bom dia." – falei enquanto me sentava.
"Bom dia, querida." – disse examinando meu rosto – "Como se sente?"
"Estou bem." – menti. – "Obrigada. Onde estão todos?"
"Seu pai já foi trabalhar." – disse, calmamente – "Seus irmãos já foram para a aula." – depois dessa olhei para o relógio e percebi o QUANTO estava atrasada.
"Ai meu Deus." – falei, apressada, enquanto devorava um pedaço de pão e tentava engolir um pouco de leite – "Por que a Sra. não me acordou?"
"Ah, querida, você precisava descansar... até acho melhor você não ir para a Escola hoje."
Olhei atentamente para minha mãe, procurando algum sinal de loucura ou demência.
"Mãe... a senhora está bem?" – perguntei, solícita.
"Claro, querida! Só acho que você deve faltar a Escola hoje e amanhã também... até a poeira baixar."
"Que poeira?" – perguntei, confusa.
Ela percebeu que tinha falado muito e disse:
"Ah, nada, querida. Então, vá para o seu quarto descansar."
"Mamãe." – falei, levantando da cadeira – "Eu vou para a Escola, não posso faltar."
E não podia mesmo, tinha aula de física antes do almoço e a profa. Trelawney ia começar uma nova matéria.
Assim, subi, escovei os dentes, peguei a mochila e corri para a parada de ônibus. E, depois de muito tempo, consegui chegar na Escola, bem na hora da aula de Física. Antes, fui levada, pelo simpático Sr. Filch (perceba que estou sendo irônica), até a sala da Profa. McGonagall, porém fiquei muito alegre em saber que minha mãe já tinha ligado para ela, avisando sobre meu atraso.
Depois disso fui para a sala de Física e, logo quando entrei, percebi que todos me olharam. Na hora pensei em como meus queridos amigos não tinham nada para fazer, afinal a confusão com Draco nem era mais novidade, não é? Ignorei todos e sentei na minha cadeira, na última fileira, longe de Pansy, Colin e Luna, que estavam sentados mais à frente.
Quando a aula terminou, fui até eles e, assim como minha mãe, eles estavam escondendo algo de mim.
"Oi." – falei analisando cada uma das caras culpadas.
"Ahm, oi, Ginny." – Colin disse com um sorriso falso – "Pensamos que você não viria."
"Hm... e por que eu não viria?" – falei, desconfiada.
"Ahm..." – Pansy disse, nervosa – "Pelo que aconteceu."
"Sobre Draco e Laurie?" – perguntei.
"Sim." – Luna disse.
"Mas isso não é novidade, até já fui suspensa por isso..."
"Hm... sobre o que você está falando?" – Colin perguntou parando quase na porta do refeitório.
"Sobre o meu rompimento com Draco. Não é sobre isso que vocês estão falando?"
Os três se olharam, aflitos, mas Colin foi o único a falar.
"Não é, Ginny. Então, você não sabe de nada?"
"Do quê?" – perguntei, nervosa – "Colin, fala logo."
Ele respirou fundo e disse:
"Simples e direto." – suspiro – "A Laurie está grávida."
E eu disse:
"Sim... e ?"
"Certo, vamos reformular a frase." – pensou um pouco e disse – "A Laurie está grávida... e o pai é o Draco."
Agora sim.
Agora sim entendi tudo.
No exato instante em que ouvi a frase, meus olhos encheram de lágrimas, além de sentir meu coração apertadinho dentro do peito.
"Ela vai desmaiar." – ouvi Pansy dizendo, enquanto Colin passava o braço pela minha cintura e me ajudava a entrar no Salão Principal.
Eles me levaram até a mesa em que os outros estavam, mas eu não conseguia dizer nada, só pensava que agora não tinha mais jeito.
Laurie vencera.
"O que houve, Ginny?" – ouvi Rony perguntar.
"Ela soube do que aconteceu." – Colin disse significativamente.
"Ela ainda não sabia?" – Rony parecia indignado.
"Não... nós contamos." – Pansy disse preocupada enquanto olhava para mim.
"E por que vocês contaram?" – Rony disse mais indignado – "Não poderiam ficar calados?"
"Ela ia descobrir de qualquer forma." – Colin respondeu enquanto me observava – "Ginny, fala comigo."
Olhei para ele e tentei sorrir, mas não consegui, porque estava chorando, não era um choro escandaloso, pelo contrário, dos meus olhos saíam lágrimas, mas meus lábios não emitiam nenhum som. Sem saber o que fazer, levantei da cadeira e andei para fora do Salão, ouvindo os chamados dos meus amigos, mas preferi ignorá-los, não queria ficar perto de ninguém.
Andei pela Escola toda, mas por todos os lados existiam pessoas passeando, sorrindo, alegres e satisfeitas, o único local que consegui ficar em paz foi no reservado do banheiro, onde chorei silenciosamente por muito tempo até decidir que não tinha condições de continuar ali.
Quando saí do reservado olhei para a minha imagem refletida no espelho e percebi o quanto estava péssima, por isso, sem me importar, coloquei, novamente, os óculos escuros e saí do banheiro em direção à sala da Profa. McGonagall.
"Entre." – a coordenadora disse quando ouviu as batidas na porta.
Entrei e não me assustei quando vi minha mãe sentada de frente para a escrivaninha da professora. Mamãe levantou-se e me abraçou com tanto carinho que comecei a chorar, novamente.
"Tudo bem, querida, já falei com a Minerva..."
"Pode ir, Ginny, mas mandarei seus exercícios por um dos seus colegas. Entendo que isso seja difícil, mas você não pode descuidar da Escola."
Apenas acenei positivamente e deixei que minha mãe me levasse, estava tão mal que mamãe resolveu ir embora de táxi. Ainda bem, quanto mais cedo chegasse em casa, melhor.
Quando chegamos em casa, ela disse:
"Vá para o quarto, querida. Descanse."
Nem me importei em dizer nada, subi silenciosamente e estou aqui desde então.
E agora estou pensando se perdi a capacidade de falar, porque, tipo, desde que ouvi aquela frase não consigo falar, talvez seja melhor, assim não preciso me explicar e nem dizer que está tudo bem, sendo que não está mesmo!
Não acredito como isso pode ser possível. Ok, é totalmente possível, já que eles, ah, você sabe... Mas COMO isso foi acontecer logo com os dois?
Só posso dizer que agora, definitivamente, está tudo acabado.
Para sempre.
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É Amor ou Amizade?
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Sexta-feira, 13 de novembro.
No quarto. Às 19hs.
Hoje não acordei muito bem, por isso, quando desci para o café, ainda estava de pijama, descabelada e, provavelmente, com a cara amassada de tanto chorar. Mas não me importei, porque só estava ali para perguntar uma coisa.
"Bom dia." – falei para todos, inclusive Harry e Rony – "Mamãe, posso faltar hoje?"
"Você está doente, querida?" – perguntou, enquanto tocava minha testa, medindo, de maneira muito precária, minha temperatura.
"Não... quer dizer, sim... ah, sei lá..." – falei cansada.
Ela me olhou com pena e disse:
"Tudo bem... mas só hoje."
"Obrigada." – respondi, já me virando para voltar ao meu berço, digo, cama.
"Ei, mocinha, onde pensa que vai? Sente-se e tome seu café." – ela disse me virando novamente e me carregando até a mesa.
"Não estou com fome."
"Ah, mas você vai comer." – insistiu enquanto me sentava na cadeira e colocava várias coisas na minha frente, mas não adiantou, porque acabei sem comer.
Quando ela percebeu que eu estava falando sério sobre não comer, deixou que voltasse para o meu quarto. Assim que entrei no cômodo vi o sol forte iluminando todo o ambiente, por isso, fechei todas as cortinas e deixei o lugar em completa escuridão, depois me deitei e lembrei do que aconteceu ontem, chorei, e dormi novamente.
Para falar a verdade, passei o dia inteiro fazendo isso, quer dizer, primeiro acordava, olhava para o quarto, lembrava de Draco, chorava, e caía no sono, até acordar novamente e começar tudo outra vez.
No fim da tarde, esse ciclo foi interrompido quando ouvi batidas na porta do quarto. Fingi que estava morta, mas ouvi alguém dizer:
"Se ela não abrir, eu arrombo."
Levantei rápido, coloquei os óculos escuros e abri a porta, para encontrar meu irmão Carlinhos e minha mãe.
"Estou ocupada." – falei, carrancuda.
"Sei." – mamãe disse me empurrando e entrando, sem convite, no meu quarto.
Ela foi até as janelas e afastou as cortinas, já Carlinhos colocou a maleta em cima da cama e tirou várias coisas de lá.
"Ah, entrem e fiquem à vontade." – disse, sarcástica, enquanto observava minha mãe limpando, descaradamente, meu quarto.
"Vamos, Ginny, se me deixar examiná-la, te dou um chocolate." – Carlinhos disse.
"Ha-Ha." – fiz uma careta e completei – "Não preciso ser examinada, só quero dormir. Por isso, vocês podem ir embora?"
"Não." – ele disse, resoluto – "Vamos, seja boazinha."
E, sem opção, deixei que ele me examinasse, mas antes não tivesse deixado, porque no final ele descobriu que eu estava com a pressão baixa, o que, na minha opinião, é uma besteira, mas foi o suficiente para deixar mamãe em pânico.
Depois que Carlinhos desceu, mamãe me empurrou até o banheiro e me forçou a tomar banho, alegando que meu prazo de validade já estava vencido. Tipo, COMO ASSIM? Ela estava me chamando de fedida? Contrariada por tamanho ultraje, obedeci à ordem dela, tomei banho, me vesti e desci para a cozinha, onde ela e Carlinhos estavam conversando.
"Mamãe..." – ele começou, impaciente.
"Ah filho... só um pouquinho. Esse seu cabelo está tão grande, está igual ao da Ginny." – Mamãe disse enquanto acariciava os cabelos (quase) longos do meu irmão.
O que era um exagero, sabe?
Os cabelos do meu irmão nem são tão longos assim, eles são levemente maiores do que dos homens normais, entende?
"Obrigada pelo elogio, mamãe." – falei, irônica.
Carlinhos riu, mas minha mãe continuou séria.
"E você, mocinha, não enrole. Coma o que está aí na mesa, fiz especialmente para você."
Olhei para a mesa e vi um sanduíche de, no mínimo, dois metros de altura por três de largura. O que ela tinha colocado ali? Um boi inteiro?
Não reclamei, tentei comer um pouco e quando terminei, ela ainda estava insistindo com meu irmão:
"Mas filho, esse seu cabelo..." – deu um suspiro de desgosto e completou – "Você nunca irá arranjar uma namorada."
"Para sua informação, mamãe, eu já tenho uma." – ele disse, orgulhoso.
"Tem?"
"Tenho."
"E por que você não trouxe a moça aqui? O que os pais dela vão pensar? Que você não quer nada sério!"
"Mamãe, os pais dela nem sabem..."
Minha mãe pareceu mais indignada ainda.
"O quê? E por que esse mistério todo? Ela é casada? Meu Deus, meu filhinho, namorando uma mulher casada..."
"Mãe!" – Carlinhos disse, cansado, enquanto atacava o resto do meu sanduíche quase intacto – "Ela não é casada, só achamos melhor não divulgarmos muito, certo? Mas em breve você irá conhecê-la."
Aproveitei que os dois estavam conversando e, sorrateiramente, levantei, quando já estava quase fugindo, digo, subindo a escada, ouvi o grito da minha querida mãe:
"Ginny, vá fazer seus exercícios! Você já está atrasada na Escola... isso é uma irresponsabilidade... como pode..." – falou sem parar.
"Tá, tá." – disse, cansada.
Entrei no quarto e resolvi fazer minhas tarefas, não podia (e ainda não posso) me prejudicar por causa de pessoas que não merecem.
Mesmo que seja difícil, vou esquecê-lo, aliás, preciso esquecê-lo...
Agora tenho que ir, quanto mais cedo começar a fazer essas tarefas tão interessantes (percebeu o sarcasmo?), melhor...
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É Amor ou Amizade?
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Sexta-feira, 13 de novembro.
Deitada, às 00hs.
Acabei não fazendo minhas tarefas e isso é culpa da mesma pessoa que me mandou fazê-las, em outras palavras, a culpa é da minha mãe.
Por volta das oito e meia, eu estava super empolgada com a tarefa de química, tipo, era tão interessante que já estava cochilando em cima do livro, quando ouvi batidinhas irritantes na minha porta.
"Quem é?" – perguntei, malcriada.
"Jorge."
"Ah, não estou." – falei, voltando a ler o livro.
"Ginny, não enrola. Se veste, nós vamos sair." – disse entrando na maior cara-de-pau.
"Eu não."
"A mamãe saiu novamente e pediu para olharmos você, como temos ensaio, não podemos olhá-la lá da casa da Manu."
"Ah, Jorge..." – falei, desanimada.
"Ginny..." – ele disse sentando na cama e me abraçando – "Sei que você está triste, mas, por favor..." – fez uma pausa e completou – "VÁ SE VESTIR! Espero você lá na sala." – e saiu do quarto.
Relutante, troquei de roupa e, cinco minutos depois, fui para a sala, onde encontrei Manu e Jorge conversando.
"Oi." – disse, desanimada.
"E aí." – a garota disse, sorridente – "Vamos, então?"
"O Fred não vai?" – perguntei olhando para os lados.
"Nem..." – Jorge disse
"Ele vai sozinho, ainda bem..." – ela disse, séria – "Sabe, Jorgito, acho que vocês dois não são irmãos."
Nós olhamos para a garota como se ela fosse louca, afinal, como os dois não poderiam ser irmãos se eram, tipo, GÊMEOS?
"Como assim?" – Jorge perguntou, confuso.
"Acho" – disse enquanto andávamos até o carro – "Que ele é filho de um casal muito parecido com seus pais... tipo... ele é filho dos gêmeos malvados dos seus pais, por isso nasceu assim..."
"Assim como?"
"Assim, mau. Ele é o gêmeo mau, ele é a Raquel, a Thaís, a Paola..." – disse filosoficamente.
Eu e Jorge nos olhamos, mas segundos depois, meu irmão deu várias gargalhadas, sabe, quando cai a ficha e a pessoa entende o que a outra quis dizer. Mas eu ainda não entendi...
No carro, os dois conversavam normalmente e percebi o quanto eles formavam um casal bonitinho, para falar a verdade, acho que ainda vão se entender. Mas isso não interessa agora. Eles estavam falando mal do Fred, quando eu disse:
"Por que o Fred vai sozinho?"
"Porque ele está com a namorada." – Jorge disse enquanto observava Manu, e no mesmo instante ela deu uma freiada tão grande que quase voei pelo vidro da frente.
"Sim, a namoradinha..." – Manu disse enquanto voltava a dirigir normalmente – "Aquela pir..."
"Você não gosta dela, gosta?" – Jorge perguntou, sarcástico.
"Só posso dizer que ela e o seu irmão se merecem." – e depois dessa não disse mais nada até chegarmos na casa dela.
E deixe-me dizer uma coisa: que casa! Na verdade, era uma Mansão tão grande e tão bonita como a dos Malfoys, aliás, era próxima à Mansão deles. Entramos no lugar e fomos para a garagem da casa.
Era um cômodo enorme, muito diferente da garagem da minha casa, onde estava uma bateria e um teclado, que estava sendo arrumado por Lino.
"Oi." – falei para Lino.
Ele sorriu em resposta e já ia falar algo, mas foi interrompido pelo grito de uma garota.
"Manuuuu..." – a voz feminina disse.
"Que é?" – a outra respondeu malcriada.
"Olha! Não me responda assim! Sou sua irmã mais velha." – a voz se aproximava cada vez mais.
"Que é, Bee?" – Manu perguntou, cansada.
A dona da voz apareceu na porta da garagem e levei um susto quando vi quem era, porque, simplesmente, era a enfermeira que trabalhava com Carlinhos.
"A AJ está lá dentro, você não vai falar com ela?" – a enfermeira perguntou.
"Ela veio com ele?"
"Veio sim."
A outra sorriu e saiu correndo desgovernadamente, enquanto a enfermeira sorriu para Lino e para Jorge que a observavam com tanta adoração que chegavam a babar, depois ela olhou para mim e sorriu mais, andou até o lugar em que estava e disse:
"Oi Ginny, lembra de mim?"
"Lembro, você é a enfermeira."
"Sim, sou Vanessa... trabalho com seu irmão, Carlin... digo, Dr.Weasley." – e deu um sorriso trêmulo – "Então, você faz parte da banda da minha irmã?"
"Ahh, não, sou irmã do Fred e do Jorge, amigos dela..."
"Fred, sei..." – a outra disse, compreensiva – "Bem, fique à vontade... aliás, todos vocês... preciso ir... tchauzinho!"
Quando Vanessa saiu, fiquei observando Jorge ajeitar o baixo e Lino testar o teclado, tudo estava chato, para falar a verdade, até que Fred chegou. E não veio sozinho, trazia consigo uma loira, estilo patty anoréxica, nada contra, mas a garota estava, da cabeça aos pés, cor-de-rosa.
Aliás, ela parecia a irmã mais velha da Laurie.
"Oi." – Fred disse, sorridente.
Era estranho vê-lo sorrindo, depois da fase dark.
"Essa é Romina." – apresentou. A loira saiu cumprimentando todos com um beijo no rosto.
Enquanto Fred tentava ligar a guitarra, Romina ficava agarrando ele e, por isso mesmo, o atrapalhava.
Manu voltou minutos depois, trazendo um menininho de uns quatro anos, ela viu Fred e Romina, mas ignorou-os.
"Olha, Jonathan, o seu tio Jorge." – o menino sorriu e correu para a abraçar o meu irmão.
Certo, era estranho isso...
E o pior era ver Jorge conversando com o garoto como se os dois fossem amigos de infância.
Depois o garotinho falou com Lino, e ia falar com Fred, mas Manu tirou o menininho antes que ele fizesse isso. Ela veio até o lugar em que eu estava e disse:
"Olha Ginny, esse é meu sobrinho, Jonathan." – disse, sorridente – "Jon, essa é a Ginny." – falou para o garotinho.
Mas antes que o pequeno pudesse me cumprimentar, uma outra voz feminina, gritou:
"Maninhaaaaaaa!"
"Ah, Meu Deus, lá vem." – ela disse, baixinho – "Que é?"
"Cadê o meu filho?" – a voz, que se tornava cada vez mais próxima, perguntou.
"Não está aqui." – a garota disse enquanto tentava se esconder com o menino.
O problema é que ela não foi rápida o suficiente, porque a voz apareceu, quer dizer, a dona da voz apareceu na porta da garagem e disse:
"Ca-ham. Você pode devolver o meu filho agora?" – a mulher estava séria, mas era claro que falava brincando.
"Ah, por que? Ele poderia ficar aqui, assistindo ao ensaio da banda." – disse enquanto tentava impedir que a irmã levasse o menino.
"Até parece que vou deixar meu filho aqui, no meio desse barulho infernal." – a outra disse – "Nada contra, gente, as músicas são lindas, adoro vocês, mas não quero que meu bebê fique surdo." – disse para nós.
Depois disso, ela se despediu da irmã e foi embora. Manu continuou no lugar em que estava, observando Fred e Romina que, naquele instante, se agarravam sem a menor vergonha. E foi aí que percebi, ela não gostava do Jorge, mas sim do Fred.
E sabe como reconheci isso?
Pelo brilho assassino no olhar, igualzinho ao brilho assassino no meu olhar quando via Laurie e Draco se agarrando pela Escola.
Ela andou em direção a eles, furiosa, mas no instante em que ia esbarrar no casal, desviou a direção, não sem antes derrubar a outra, que estava sentada na caixa de som.
"Ah, desculpe, não tinha te visto, Romina. Afinal, caixa de som não é cadeira." – e sorriu descarada, indo para a bateria.
Fred a olhou furioso, mas ela não se incomodou, ignorou e disse para todos:
"Então, vamos começar logo." – fez uma pausa e completou – "Acho melhor você ir, Romina, querida, não aceitamos intrusos no nosso ensaio."
"E por que não? Ei, eu não sou intrusa." – a outra disse.
"É sim, você veio sem ser convidada e ainda está danificando os aparelhos de som, jogando todo esse seu peso neles." – falou com voz carinhosa – "E também não sabemos se você quer roubar nossas músicas, por isso, tchauzinho, Romina."
"Fredinho me convidou! Ele é o chefe da banda." – Romina disse com a voz embargada.
"Quê?" – Manu perguntou com raiva – "Ele não é chefe da banda."
"Claro que sou, Andrews." – Fred disse.
"Não é não."
"Sou sim."
"Não."
"Sim."
"Não."
"Chega!" – Jorge exclamou – "Fred, você não é chefe de nada" – disse para o irmão – "E Manu, acalme-se."
Os dois olharam para ele com raiva, mas Jorge não se importou.
"E você, Romina, sente-se ali perto da Ginny e fique caladinha, ok?"
Todos obedeceram às ordens de Jorge, por isso cheguei à conclusão que ELE era o chefe da banda.
Para evitar outras discussões, Jorge disse:
"Vamos começar com Rockin' In the Free World."
Ninguém desobedeceu a essa ordem e o ensaio começou, depois dessa vieram outras músicas de rock, mas não decorei o nome de todas e, para falar a verdade, nem conhecia, mas agora estou começando a gostar, sabe? Digo, do rock...
E a banda deles toca muito bem, pelo menos acho isso, mas Manu não pensa o mesmo, porque no final do ensaio, quando ela, Jorge e Lino, guardavam os instrumentos e Fred se agarrava com Romina, ela disse:
"Acho que precisamos de mais um guitarrista."
Ela planejou dizer isso bem alto para que Fred ouvisse, porque logo ele parou de beijar a namorada e disse:
"Por que?"
"Porque você não está dando conta do recado." – falou, com raiva.
"Como assim?"
"Toda banda boa tem dois guitarristas e nós nunca seremos uma banda razoável com o nosso guitarrista..."
"Você está louca, Andrews." – Fred disse.
"Não estou. Precisamos de um outro guitarrista, para ser a primeira guitarra, você será a segunda."
"O QUÊ?"
"Conforme-se, Frederico, você está tocando cada vez pior."
"Então, se for por isso, precisamos de mais um baterista, porque você não toca bem, aliás, nunca tocou, só está nessa banda por compaixão."
"Como é?" – ela perguntou enquanto se aproximava perigosamente.
"Isso mesmo. Você só está nessa banda por que meu querido irmão quer. Se não fosse a proteção dele, Andrews, você não estaria tocando em nenhuma banda."
"Ah é? E você só está na banda, por que é irmão dele... você não serve para nada."
"Você que não serve."
"Você."
"Você."
"Meu Deus..." – Lino disse massageando as têmporas.
"Chega!" – Jorge interveio mais uma vez – "Fred e Manu, parem com isso, antes que me deixem maluco!" – ele disse com raiva.
Depois disso, os dois não falaram mais nada e nem se olharam mais. Fred e Romina foram embora minutos depois, seguidos de Lino Jordan. Depois foi a nossa vez de ir, mas Manu, gentilmente, nos levou de volta para casa.
Quando o carro parou na frente da Toca, Jorge disse:
"Obrigado, Manu." – deu um beijo na bochecha dela e completou – "Não fique com raiva de mim."
"Não estou." – ela respondeu com um sorriso triste.
Jorge desceu do carro e eu, antes de segui-lo, disse:
"Tchau, Manu... e obrigada pela carona."
"Ah... de nada, Ginny..." – completou com o mesmo sorriso triste.
Eu estava doida para perguntar sobre ela e Fred, mas me contive, mal conhecia a garota e já queria me intrometer em assuntos particulares.
Mas só posso dizer que ela tinha ficado triste com a última discussão...
Não sei porquê acho os dois tão parecidos com Draco e eu, tudo bem, não brigamos em público e nem nos ofendemos, mas é tão igual... ela gosta dele, mas ele é burro demais para notar...
Esses meninos são todos burros, essa é a verdade...
E nem vou começar a falar sobre Draco aqui, não mesmo, senão posso começar a chorar novamente.
Prefiro ir dormir, é o melhor que faço...
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É Amor ou Amizade?
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Sábado, 14 de novembro.
No quarto. Às 15hs.
Quando acordei hoje estava me sentindo um pouquinho melhor, acho que isso se deve ao fato de que decidi não pensar mais naquele assunto e nem naquelas pessoas que fazem parte daquele assunto. Entendeu?
Depois do café, decidi colocar todos os meus deveres em dia, precisava estudar, afinal as provas de fim de trimestre estão quase chegando e eu preciso me preparar. Mas por volta das dez e meia da manhã meu celular tocou e, confesso, com um pontada de esperança e o coração batendo mais forte, olhei para o visor do aparelho, porém o nome que piscava não era aquele que começa com D, era só o Colin.
EU: Oi.
COLIN: Ai, quanta animação, Ginevra.
EU furiosa: Ginevra é a sua vovozinha, Creevey!
COLIN rindo: Assim está melhor. Querida, tenho uma surpresa para você.
EU: O que é?
COLIN: Vá até a janela e veja.
Levantei da cama e olhei a rua, em frente à minha casa estava estacionado um sedan preto que logo reconheci como sendo o carro do pai dele.
EUgritando de felicidade: Não acredito!
COLIN: Isso mesmo! Consegui a definitiva! Vamos estrear a minha carteira de motorista, querida.
EU: Tá bom, espera só um segundo.
Rapidamente troquei de roupa e me despedi da minha mãe, saí de casa correndo desembestada, até entrar no carro e gritar:
"Você conseguiuuuu!"
Abracei Colin com tanta força que ele ficou sem ar, mas não posso fazer nada se achei um máximo essa novidade. Colin e eu éramos os únicos que não tínhamos a definitiva, tudo bem que agora eu sou a única a não ter, mas isso é só por causa da idade, se não fosse por isso, já teria a minha, ok?
"Sim, queridinha." – ele disse, convencido.
"E onde estão Pansy e Luna? Elas não vêm com a gente?"
"Não." – Colin disse, desgostoso – "Liguei para aquelas duas e me disseram que iam sair com seus namorados. Dá para acreditar? Fomos trocados por aqueles dois idiotas." – ele disse, revoltado.
"Colin." – disse, rindo – "Pára, elas têm direito de se divertir."
"Você acredita que ontem fiquei sozinho na hora do intervalo do almoço? Aliás, eu e Neville, porque o restante estava ocupado demais em ficar se agarrando..."
"É assim mesmo, Colin... Deixa para lá, nós vamos nos divertir sozinhos!" – falei, sorridente.
Fomos até o shopping e assistimos a um filme de comédia, afinal, estávamos precisando rir um pouquinho. Quando saímos dos cinema, decidimos almoçar no shopping mesmo.
Depois, ficamos passeando pelo shopping, enquanto Colin terminava de me contar as últimas fofas (fofocas) das escola que, para falar a verdade, nem era tão novas e muito menos interessantes.
Estávamos olhando uma vitrine de uma loja de artigos para crianças. Sempre paro nessas lojas e fico olhando os ursinhos de pelúcia, eu sei que isso é muito idiota, mas não me controlo, quando vejo já estou lá, olhando e pensando se posso comprar o urso ou não.
E eu estava nesse dilema terrível, sobre comprar o ursinho cor-de-rosa ou o ursinho lilás, quando senti Colin me puxando para o lado.
"Ai, Colin." – falei, massageando meu braço, ele tinha me segurado com força. – "O que foi, mongol?"
"Nada, Ginny. Vamos, acho melhor nós irmos embora."
"Quê? Espera... eu ainda tenho que ir até aquela loja..." – falei enquanto me dirigia à vitrine.
"Ginny..."
"O que você acha melhor?" – perguntei, enquanto analisava os dois – "O rosa ou o lilás?"
"Ginny, vamos..." – Colin disse me puxando novamente.
Olhei para ele e percebi o quanto estava nervoso, depois olhei para o local que ele estava observando, e meu coração quase parou com o que vi, porque Draco e Laurie estavam lá, dentro da loja. E, enquanto Draco olhava um bercinho, Laurie pegava várias roupinhas e pedia a opinião dele.
Naquele exato instante constatei que os dois, agora, eram uma família e eu, definitivamente, perdi Draco para sempre.
Senti os braços de Colin em volta de mim, enquanto ele me puxava para longe daquela cena, somente quando chegamos no carro percebi que estava chorando novamente.
Fizemos todo o percurso de volta em silêncio. Por isso gosto do Colin, ele respeita meus sentimentos, tanto faz se estou feliz ou alegre... Continuei chorando silenciosamente, até que ele estacionou o carro e disse:
"Amiga..."
"Deixa, Colin." – falei, limpando as lágrimas – "Obrigada, viu? E desculpe..."
Ele não disse nada, apenas me abraçou e em seguida desci do carro. Quando entrei em casa, agradeci a Deus por não encontrar mamãe, não queria conversar e nem dar explicações sobre nada, me tranquei no quarto e chorei tudo o que estava sentindo...
E ainda estou chorando, porque simplesmente não consigo parar... é muito difícil admitir que acabou, definitivamente...
Droga, lá vem gente me perturbar... estão batendo na porta.
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Sábado, 14 de novembro.
Às 19hs. No closet.
Você nem imagina quem era...
Porque eu também nem imaginava...
Quando abri a porta, pronta para gritar com o ser detestável que me incomodava, vi Narcisa Malfoy, linda e loira, me olhando com um sorriso bondoso.
Ou seria um sorriso de pena?
"Ah... oi... tia Cissa." – e dei um sorriso triste.
"Olá, querida. Estou atrapalhando?" – perguntou me observando atentamente.
Eu estava com a mesma roupa que tinha ido para o shopping, mas tudo tinha ficado amarrotado depois de ter me jogado na cama, logo quando cheguei. Além do mais, estava com meus, agora habituais, óculos escuros.
"Claro que não. Pode entrar." – falei, enquanto saía do caminho para que ela adentrasse o meu quarto, que, por pura sorte, minha mãe tinha arrumado enquanto eu estive fora.
Narcisa sentou, com muita elegância, na beira da cama e disse:
"Gostaria de conversar com você, mas preferia que não fosse aqui."
"Ahm... por que não pode ser aqui? É que... tipo... estou cansada..." – menti.
"Por favor, Ginny, querida..." – pediu.
"Tudo bem." – falei, vencida.
Ela levantou da cama e, juntas, descemos as escadas. Quando chegamos na sala, mamãe já estava pronta para saber de todas as fofocas...
"Molly, eu e Ginny vamos passear, você se incomoda?"
"Ah, claro que não. Podem ir." – disse, sorridente – "E Ginny, comporte-se!"
Entramos no carro em silêncio e permanecemos assim até a metade do caminho, quando percebi para onde estávamos indo.
"Nós vamos para a sua casa?"
"Sim, lá é melhor." – disse, sorrindo.
"Ok." – falei, desinteressada.
Minutos depois o carro parou dentro da garagem dos Malfoys e eu sentia mais vontade de chorar, porque não queria estar, novamente, naquela casa...
Fomos para o escritório e, na mesma hora em que íamos entrar, Lúcio Malfoy abriu a porta e saiu do lugar. Ele nos viu e disse:
"Olá, Ginny."
"Oi, Sr. Malfoy." – falei com um sorriso.
"Espero que compreenda o que fiz... não poderia deixar–" – mas antes que terminasse, Narcisa o interrompeu.
"Lúcio, ainda vou falar com ela." – disse, significativamente.
Olhei para um e depois para o outro, mas não entendi. Lúcio acenou positivamente e saiu, sem dizer mais nada.
"Vamos, querida, entre." – ela disse.
Uma vez no escritório, sentei na cadeira que ficava de frente para a mesa enorme e esperei. Ela sentou à minha frente e disse:
"Então, como você está?"
"Estou ótima!" – falei fingindo animação.
Ela me olhou atentamente e disse:
"E por que você está com esses óculos?"
"Ahm..." – disse enquanto pensava numa mentira plausível – "É que estou com uma... infecção ocular..." – a mesma mentira ridícula que disse para a Profa. Minerva.
"Sei..." – falou enquanto me olhava – "Mas prefiro que conversemos sem esses óculos, Ginny." – ordenou, mesmo que indiretamente.
E como considero Narcisa Malfoy como uma tia, obedeci, mesmo que estivesse morrendo de vergonha por ser tão fraca e idiota.
"Agora está melhor." – disse, sorrindo – "Eu sei, querida, que as coisas estão difíceis."
"Tia..." – comecei, já sentindo meus olhos enchendo de lágrimas.
"Draco foi um irreponsável, quantas vezes pedi a ele para se cuidar, se proteger..." – disse desgostosa – "Durante todo esse tempo sonhei com o dia em que vocês dois ficariam juntos, e me senti tão realizada quando soube que estavam namorando, mas infelizmente durou tão pouco." – suspiro – "E quero que saiba que não apóio essa idéia do meu marido."
"Qual?" – perguntei, confusa.
"Lúcio obrigou Draco a se casar com essa moça." – ela disse, desgostosa.
Viu como as coisas só pioram?
"Draco não queria, mas Lúcio disse que não pode passar por essa vergonha... ter um neto bastardo... ele não se importa com a felicidade de Draco." – completou, revoltada.
Nem tinha o que falar, aliás, eu nem conseguia falar.
"Você está bem, querida?" – perguntou quando viu minha cara, que provavelmente estava terrível, porque tentava não chorar.
"Estou ótima." – falei, sorrindo, mas isso só piorou tudo porque não consegui mais conter o choro.
Ela me abraçou e disse algumas palavras de consolo, mas nada, nadinha, pode me consolar.
Depois, ela decidiu me trazer de volta para casa, mas, antes de sairmos, tivemos a infelicidade de nos encontrarmos com Draco e Laurie, que vinham chegando na Mansão. Laurie correu para abraçar Narcisa, mas a mulher deu apenas um beijo, por educação, na futura nora e disse:
"Precisamos ir. Venha, Ginny."
Draco me observava, mas desviei o olhar, não queria mais encarar aquelas íris azuis que, neste momento, só me trazem sofrimento. Laurie me olhava com um sorriso de escárnio, mas ignorei, não ia dar mais razões para que ela risse da minha miséria.
Entramos no carro e, durante o percurso de volta, Narcisa tentava se desculpar, mas não havia o quê desculpar... Nem ela, nem ele e nem ninguém...
Só posso dizer que, agora, mais do que nunca, preciso seguir em frente.
Secar as lágrimas, erguer a cabeça, arregaçar as mangas e enfrentar o mundo... mesmo que seja difícil, mas é a única solução.
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É Amor ou Amizade?
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Domingo, 15 de novembro.
Deitada, à meia-noite.
Só estou passando rapidinho para te manter informado.
Decidi seguir com minha vida, por isso, hoje coloquei todas as minhas tarefas em dia, e até consegui adiantar algumas.
Ainda consegui fazer a nova coreografia das animadoras, aliás, vai ser a coreografia de encerramento do Campeonato de Futebol da Escola...
Ai Meu Deus...
Pára tudo...
Agora lembrei de uma coisa...
Se a Laurie está grávida, ela não poderá mais ser animadora de torcida...
Risada Maléfica
Pelo menos ISSO foi uma boa notícia!
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É Amor ou Amizade?
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Segunda-feira, 16 de novembro.
No quarto de ensaio. Às 17hs.
É sempre assim, quando tento seguir em frente, ele me puxa para trás.
Acordei hoje me sentindo livre, leve e solta, porque tinha a certeza que Laurie não seria mais uma pedra no meu sapato durante os ensaios de animação. Eu estava tão animada que, quando desci para o café-da-manhã cantarolando, mamãe disse:
"Você está bem?"
"Estou ótima, mami!" – e sorri, o primeiro sorriso sincero em dias.
Mamãe, Papai, Rony, Fred, Jorge e Harry me olharam assustados, mas não me importei, continuei comendo, e só me assustei quando ouvi uma buzina do lado de fora. Tive medo de ser Aquele-Que-Não-Vou-Mais-Nomear, mas quando olhei pela janela, vi que era o Colin. Corri para pegar minha mochila e escovar os dentes e, segundos depois, fui ao encontro dele.
"Queriiiiiiiiiiiiiiiiiido." – exclamei quando entrei no carro.
Colin me olhou como se eu tivesse pirado e eu disse:
"Quê?"
"Ginny, calma." – falou, devagar – "A última vez que te vi, você estava mal, chorando e se descabelando. O que houve? Você tem transtorno bipolar e nem avisou?"
"Colin, decidi não sofrer mais. Não posso, tenho apenas dezesseis, quase dezessete, mas abafa, e não vou morrer por causa disso. Decidi viver e seguir em frente, além do mais, tenho uma ótima notícia."
"Fala, o que é tão bom para te deixar assim?"
"A Laurie não vai mais poder ser animadora de torcida!"
Ele freiou o carro com tanta força que quase voei pelo vidro da frente.
"Como assim?"
"Ela está grávida, filhinho... Logo, não vai poder mais pular e agitar pompons! Muhahahahahahaha!" – completei com a minha risada maléfica.
Ele me olhou durante uns segundos, até que compreendeu o que tinha falado, e um sorriso maligno se formou nos lábios dele.
"Isso sim é uma ótima notícia!"
"Eu sei, queridinho! Não preciso ver mais aquela cara azeda, aliás, não precisaremos mais." – e soltei uma outra risada.
Durante o caminho fomos falando sobre isso, sobre o fato de estarmos livres de Laurie e que poderíamos até comemorar, quando lembrei que tenho que organizar a festa de encerramento do Campeonato.
Mas agora não vou falar sobre isso, porque preciso falar sobre o que aconteceu.
Então chegamos na Escola e tudo estava igual, os fofoqueiros de plantão ainda me olhavam com pena, alguns apontavam para mim, alguns riam... não me importei com eles.
Durante as aulas tentei me concentrar ao máximo, afinal já perdi aula o suficiente e preciso tirar notas altas, senão minha mãe me mata...
Na hora do intervalo, Colin, Neville e eu ficamos praticamente sozinhos, porque o restante dos nossos amigos sumiram do mapa. Colin disse que eles estavam se agarrando em alguma sala abandonada, e devo confessar que penso o mesmo, mas eles têm direito e devem aproveitar todos os momentos que tiverem juntos.
Bem, mas tudo aconteceu depois da aula. Mais especificamente, logo quando saí da sala da Profa. Hooch, fui avisá-la sobre a gravidez da Laurie e ela disse que já sabia e que iria informá-la de que não fazia mais parte do grupo. Quase pedi para estar presente no momento, mas me contive...
Então, saí da sala da Professora toda feliz, se Laurie tinha vencido uma batalha, eu tinha vencido outra, então, no fim, ninguém venceu, certo? Mas antes que eu pudesse rir maleficamente quando cheguei à esta conclusão, senti alguém me puxar para dentro de uma sala escura e abandonada.
"Quem está aí?" – perguntei quando ouvi a porta fechando.
"Sou eu." – ele disse ao mesmo tempo em que acendeu a luz.
E minha mente gritou, desesperadamente, "Fuja, fuja para as montanhas, primeiro mulheres ruivas!", e já estava quase fazendo isso quando ele disse:
"Por favor, Ginny. Precisamos conversar."
"Não temos nada para conversar, Draco." – falei, cansada.
"Preciso explicar..." – disse aflito, enquanto aproximava-se – "Eu não queria isso... não queria que Laurie estivesse grávida."
"Que coisa interessante, Draco." – falei, animada – "Mas não faz a menor diferença." – completei, carrancuda.
"Você soube que meu pai me obrigou a casar?"
"Soube... sua mãe me disse."
"Eu não quero casar..." – falou, segurando minhas mãos – "Não com ela. Eu não gosto dela..."
"Pois é..." – falei, enquanto tirava as mãos dele de cima das minhas – "Você deveria ter pensado nisso antes, Malfoy. Antes de não se proteger..."
"Mas eu–" – começou, mas o interrompi.
"Chega, Draco, não quero ouvir nada. Você não me deve explicações. Espero que você e ela sejam muito felizes, ok?" – falei, já me preparando para sair, mas ele foi mais rápido, segurou meu braço com força e me deteve.
"Não, Ginny... por favor..." – disse com o rosto bem próximo ao meu.
E só de senti-lo tão perto, toda minha determinação foi pelos ares...
"Draco..." – comecei, mas ele foi mais rápido, antes que pudesse falar alguma coisa, juntou os lábios aos meus.
Juro que tentei afastá-lo, mas não consegui. Primeiro, porque ele é forte e me segurou com força. E segundo, porque eu não queria afastá-lo, pela primeira vez pensei somente no que estava sentindo e deixei que aquele momento acontecesse e se prolongasse. Nos separamos minutos depois, quando já era impossível respirar, e somente neste momento, recobrei minha consciência e me afastei dele.
"Isso não vai acontecer mais, Draco. Nunca mais."
"Por que?" – perguntou, nervoso – "Nós podemos ficar juntos..."
"É? E a Laurie?" – falei, confusa.
"Eu tenho que me casar com ela, mas eu não a amo. Nós dois continuaremos juntos mesmo assim." – falou tão naturalmente como se aquilo nem fosse errado.
"Você quer que eu seja sua amante?" – perguntei, com raiva.
"Ahm... teoricamente, sim... mas de fato..."
"Ora, Malfoy, que tipo de pessoa você acha que eu sou?" – gritei – "Para sua informação, não faria isso, mesmo sabendo quem é sua futura esposa. Nem ela merece isso, Malfoy. Agora, deixe-me em paz e não me procure nunca mais." – saí correndo da sala em direção ao estacionamento e, graças a Deus, Colin ainda estava lá me esperando.
"Eita, onde você se meteu, mulher?" – perguntou, preocupado.
"Vamos logo, Colin. No caminho te explico."
Entramos no carro e, assim como prometi, expliquei tudo que acontecera.
"Não acredito que aquele loiro aguado disse isso, Ginny. Ele está merecendo apanhar novamente."
"Deixa, Colin." – falei, enquanto o carro parava na frente da minha casa – "Não vou mais me importar com isso, Draco não merece."
Depois, nos despedimos e eu vim para cá.
Mas sabe o negócio de não se importar?
É quase impossível quando lembro do que aconteceu...
Isso tem que parar... TEM que parar!
Socoooorroooo!!
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É Amor ou Amizade?
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Terça-Feira, 17 de novembro.
No quarto. Às 23hs.
Acho que vou acabar ficando maluca. Sabe por que? Porque estou cheia de coisas para fazer!
Primeiro, tenho que me preocupar com as provas de final de trimestre e preciso muito tirar notas altas se quero passar de ano. Depois, tenho que preparar a coreografia de encerramento, e tudo bem, é a mesma de sempre, mas os treinos estão cada vez mais rigorosos. Por último, tenho que agüentar a Laurie, que hoje tirou o dia para me encher.
Começou a perseguição logo no almoço, no exato instante em que eu entrava no Salão Principal e ela também. Antes que pudesse entrar e me ver livre de tal presença, Laurie me puxou e disse:
"Ginny, Ginny, que falta de educação, nem me deu os parabéns."
Olhei para ela com tanta raiva que vi o sorrisinho dela tremer.
"Ah, desculpe, Laurie, darling." – falei, falsa – "Parabéns, e tomara que seu corpo não fique com mais estrias depois da gravidez, ok?" – dei um sorriso triunfante e saí de perto dela.
Entrei no Salão e fui correndo para a fila do almoço, olhei para as opções do dia e, quando chegou minha vez, disse, sorridente:
"Sanduíche de frango e um suco de uva."
Dobby me olhou assustado, porque é muito estranho mesmo...
Quer dizer, o fato de estar comendo uma coisa tão light.
Mas ele não se abateu, escolheu o sanduíche maior e me deu uma barra de chocolate enorme.
Sentei à mesa em que meus amigos estavam, aliás, só Colin e Neville, o restante ainda estava sumido, só aparecia antes e durante as aulas.
"Oi." – falei para Colin.
"Oi, querida. Você sabe onde estão os outros?"
"Não..."
"Acho que eles estão no jardim." – Neville disse – "Ouvi Rony dizendo algo sobre irem para o jardim na hora do almoço..."
"Não acredito. Aqueles traidores." – Colin falou, revoltado – "Nós fomos abandonados só porque estamos encalhados, isso é uma injustiça!"
"Colin, calma... Nem é para tanto... Quando eles enjoarem disso, tudo voltará ao normal." – falei.
"E quando esse dia chegar eu não vou mais querer falar com eles, porque já estarei cheio de novos amigos, muito melhores que eles." – disse – "Quer saber? Não vamos falar mais disso... Agora, vocês dois são meus melhores amigos."
"Ei, pensei que EU era sua melhor amiga!"
"E é mesmo, Ginny..." – falou, sem se importar.
"Você é maluco." – falei, rindo – "Ei, não esqueça, hoje tem ensaio."
"E como poderia esquecer? Você repete isso a cada cinco segundos, mulher!"
"Nevie, você quer assistir ao ensaio?" – perguntei.
"Posso?" – perguntou, alegre, porque acho que era primeira vez que ele era realmente incluído em alguma coisa.
"Claro. Vai acontecer depois da aula. No campo." – falei, sorridente.
Logo em seguida o sinal tocou e Colin e eu nos despedimos de Neville, andamos lentamente até a sala de Matemática, encontramos Luna e Pansy no meio do caminho, mas Colin ignorou as duas. Ele realmente estava chateado.
E consigo entender o que Colin sente... quer dizer, é muito chato ser "esquecido" pelos amigos, só porque estes agora estão namorando... mas também entendo o lado dos outros, afinal eles estão namorando e têm que aproveitar o tempo sozinhos.
Deu para entender?
Não, né?
Então, deixa para lá.
Voltemos à Laurie.
As três aulas da tarde passaram rapidamente e, Colin, Neville e eu, fomos para o campo, onde encontramos Amanda, Ellie, Debbie, Linda, Lilá e... Laurie.
Olhei para Laurie e já ia falar que ela não fazia mais parte do grupo quando a voz forte da Profa. Hooch, foi ouvida.
"McLoren!"
"Sim, Profa. Hooch." – Laurie disse, com o sorriso falso habitual.
"Você está grávida, correto?"
Laurie olhou para mim e disse, triunfante:
"Sim, senhora."
"Quanto tempo?"
"Ahm..." – pensou um pouco e aquilo me pareceu estranho – "Seis semanas."
"Certo... Sinto em informar, McLoren, que você não poderá mais fazer parte do grupo." – a Profa. Hooch disse com um ar, falsamente, triste.
"P-Por que, Profa.?" – Laurie perguntou, pasma.
"Ora, sua gravidez! Não posso permitir que uma aluna grávida continue no grupo, onde há tanto risco... Vocês pulam demais, caem muito, também, e eu não serei responsável por nada de ruim que acontecer com você."
"Mas, Profa..." – Laurie tentou.
"Minha decisão já foi tomada, McLoren." – disse, encerrando o assunto, e saiu logo em seguida.
Não me contive.
Porque era impossível.
Sorri, sorri tão abertamente que senti minha mandíbula fazer um som estranho, mas nada disso importava, porque Laurie está fora do grupo!!
E eu sou capaz de dançar balé com o Filch depois disso...
Mas Laurie não gostou do meu sorrisinho.
"Do que você está rindo, Weasley?" – perguntou, enquanto era abraçada pelas víboras, digo, amigas.
"Ora, de você, McLoren." – sorri – "Parabéns, parabéns pela sua gravidez!" – e soltei uma risada maléfica.
"Eu vou te matar, Weasley." – disse avançando em mim.
"Pode vir, McLoren... mas depois que eu destruir esse seu rostinho plastificado, não reclame." – falei indo para cima, mas as praguetes (amigas) dela seguraram Laurie, enquanto eu fui contida por Colin e Neville.
"Certo rapazes, podem me soltar." – falei, ainda rindo – "Não sou covarde, não baterei numa gestante... coitadinha..." – disse com uma voz de pena – "Agora, McLoren, por favor, vá embora... Você não tem mais nada o que fazer aqui."
Ela se soltou das amigas e passou por mim com um ar ameaçador, mas não me assustei, sorri cinicamente e, assim, ela saiu apressadamente do campo, chorando alto. Mandie, Ellie e Debbie correram para acudir a amiga, mas eu disse:
"Quem segui-la está fora do grupo."
Logo elas desistiram e voltaram.
O ensaio transcorreu tranqüilamente, exceto por algumas vezes em que as comparsas de Laurie tentaram não obedecer às ordens, mas um pouco de ameaça e uma boa dose de gritos resolveu o problema.
Terminamos tudo depois das seis horas da tarde e eu não poderia estar mais feliz... Colin e Neville também estavam bastante satisfeitos e orgulhosos de mim.
Cheguei em casa às sete horas da noite, e ainda tive que ouvir minha mãe reclamando sobre não saber onde eu estava. Acho que ela esquece que agora sou a chefe e preciso ficar na Escola até tarde, tentei explicar, mas para minha mãe não há desculpa suficiente.
Depois disso, fiquei no quarto, fazendo os meus deveres, até que a campainha tocou, e tocou, e tocou mais uma vez, até que me descobri sozinha em casa. Desci correndo as escadas e, claro, fui atender. E era só a Manu... aquela, a amiga do Jorge.
"Oi." – ela disse, sorridente – "Tudo bom, Ginny?"
"Ahm... oi, tudo bem. Entra, Manu."
Ela entrou e disse:
"Jorge está? Preciso muito falar com ele."
"Acho que não... mas vou ver."
Subi correndo as escadas e bati algumas vezes na porta do quarto dele, mas não obtive nenhuma resposta. Somente quando abri a porta, foi que o encontrei e entendi porquê ele não respondera aos meus chamados, ouvia música muito alta, naqueles fones de ouvido.
"Jorge." – chamei enquanto o sacudia com força.
"Ai, Ginny, que susto. Por que você não bateu na porta?"
"Acho-te uma graça, Jorge Weasley." – falei – "Tem visita para você lá na sala."
"Quem é?"
"A Manu... Ela disse que é importante."
"Ah não... Ginny, diz que eu não estou." – falou enquanto tentava se esconder, mas não adiantou, porque a porta foi aberta e Manu passou por ela.
"Muito bonito, Jorge... se escondendo de mim."
"Ahm... eu?" – perguntou.
"Não... minha vó." – disse, com raiva – "Claro que é você, seu chato."
"Ok." – ele disse se levantando – "Manu, sinto muito, mas não posso concordar com isso."
"E por que? Só porquê ele é seu irmão?"
"Sim."
"Mas isso é injusto!" – choramingou.
"Do que vocês estão falando?" – perguntei.
"Ela quer que arranjemos um novo guitarrista."
"Nós PRECISAMOS de um OUTRO guitarrista... Não falei em tirar o seu irmão da banda."
"Mas você sabe que ele não vai aceitar."
"Ele não manda em nada, Jorge. E eu já falei com o Lino e ele concorda." – ela disse – "Ginny, o que você acha?"
Olhei de um para o outro e comecei:
"Bem... acho que Fred toca muito bem..." – ela deu um resmungo de desgosto e eu completei – "Mas concordo que o som ficaria melhor se tivesse mais uma guitarra."
Ela sorriu para mim e olhou suplicante para Jorge.
"Ah... tudo bem..." – disse, vencido.
"Por isso que eu te amo, Jorgiiiinhhooo" – disse enquanto abraçava meu irmão com tanta força que ele começava a ficar roxo.
"Certo, Manu... calma... calminha..." – falou, afastando a amiga – "Você já tem esse guitarrista?"
"Ahm..." – pensou um pouco e completou – "Não, mas isso é o de menos."
"Você é doida. Como assim de menos? Isso é o mais importante."
"É fácil de arranjar, Jorges..." – falou, sem se importar.
"Ah é? Tão fácil como arranjar um vocalista?" – ele disse, sarcástico.
"Espera..." – falei, animada – "Acho que conheço uma pessoa."
"Quem?"
"A Pansy... uma vez ela me disse que tocava guitarra... se quiser posso falar com ela."
"Claro! Vai ser ótimo! Amanhã vamos ter ensaio, aqui na sua casa, Ginny! E você traz essa sua amiguinha." – Manu disse, sorridente – "Viu, Jorge? É fácil." – disse abraçando-o novamente.
Ele apenas deu uma risada e continuei conversando com os dois, até que Fred chegou e Manu lembrou que estava muito ocupada e teve que ir embora.
Agora, falando nessa banda, tive uma idéia... e considero uma idéia sensacional para a festa de encerramento...
Mal posso esperar para chegar amanhã e falar com eles!!
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É amor ou amizade?
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N.B.B.: Chefa, que capítulo enormous-big-gigantescous!! A-M-E-I!! E acho que a opinião é geral!! Além da Laurie ter se ferrado, um pouquinho que seja, também!! Isso foi ÓTIMO!!
Por isso, GENTEM, vamos comentar!! Sei que nem precisaria pedir, mas nunca é demais lembrar que o lindo e lilás botãozinho logo ali abaixo, não morde. Não economizem! E é como dizem, falem mal, mas falem de mim!! No caso, da fic!! :D E dessa vez nem é motim, gente, visto que o capítulo não me deixou revoltada, com exceção, claro, do Draco fazendo aquela proposta mais do que indecente e indecorosa pra Ginny. Calhorda... Como eu quis socá-lo!! Mesmo correndo o risco de danificar aquele rostinho perfeito!!
Bem, por hoje é só!!
AMO TODOS VOCÊS!!
Beijos!!
ChunLi Weasley Malfoy
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Nota da Autora: Ai Ai. Oi Gente, tudo bem com vocês? :) Well... não sei se vocês vão gostar do capítulo (mais uma vez), por causa da gravidez da Laurie. No começo tive receio em colocá-la grávida, até pensei em colocar uma falsa gravidez, mas acho que ficaria mais clichê. Só posso dizer que REALMENTE ela está grávida e que Laurie irá revidar esse ataque da Ginny...
Outra coisa que queria falar é sobre os outros personagens...tipo, sobre Harry, Pansy e os outros que sumiram nesse capítulo. Deixei-os (tá certo?) de fora neste capítulo porque queria que a Ginny ficasse mais próxima do Colin e do Neville, foi para o bem do andamento da fic e também do destino desses dois personagens. Mas a partir do próximo capítulo os outros reaparecerão.
Bem, tenho que falar sobre essa tal personagem Manu...caham... se vocês não estiverem gostando dela, por favor, falem... que eu a suicidarei (hein?), ok?
Agradecimentos:
Faz tempo que não faço isso, mas... bem, só vou colocar os nomes das pessoas, sem detalhar. Desculpem por isso, não é porque eu seja mal agradecida (tá certo?), mas é que hoje não estou muito bem, se for responder reviews, vou acabar falando mais bobagens do que o normal...então me perdoem, mas no próximo capítulo responderei a todos, detalhadamente, ok?
ChunLi Weasley Malfoy, Jaque Weasley, Quézia, nicky-Evans, Caah LisLis, Oraculo, Fernanda Weasley Potter, Nanda, J.T Malfoy, Valentina, Lika Slytherin, Misty Weasley Malfoy, Thaty, Rebeca, Lou Malfoy, YaXmin, Tomoyo-chan vulgo To-chan, Veronica D.M, Naany.
Gente, muito muito obrigada por suas reviews. Leitoras novas, sejam bem vindas e, para quem me elogiou, muito obrigada pelos elogios e também pela força que vocês me dão no simples ato de mandar uma review. Desculpem ae o jeito errado de agradecer, ok? Prometo que será só neste capítulo.
É isso... a próxima atualização será mais rápida, pelo menos não demorará um mês como essa...
Beijos,
Manu Black
