Atenção! Nesse capítulo ocorrerão duas passagens de tempo, por isso... prestem muita atenção! :D

Capítulo XVI

Sexta-feira, 22 de junho.

Em Casa. Às 20hs.

Hoje tivemos o último ensaio para a final do Campeonato e, tipo, como não sei o quê acontecerá no plano com Laurie, resolvi falar com Colin.

Quer dizer, se eu morrer, pelo menos não estava brigada com ele.

E não que eu esteja correndo um perigo de vida REAL... Hipoteticamente, não corro nenhum risco de vida, mas temos que considerar que Mandie luta jiu-jitsu e Crabble e Goyle são dois brutamontes... a Laurie pode mandar que eles me dêem uma surra depois.

Mas não ligo... NÃO MESMO.

Certo... Então, esperei todas irem para o vestiário e disse para Colin, que arrumava a mochila de maneira muito lenta:

"Colin."

"O quê é?" – respondeu, grosseiro.

"Eita, não precisa ser tão grosso." – falei, sentida – "Deixa para lá." – e saí, mas antes que conseguisse entrar no vestiário, ele me puxou.

"Desculpa." – disse.

"Tudo bem..." – falei, já sentindo meus olhos ardendo – "Eu sei que é muito estranho..."

"Não, Ginny... Desculpa por tudo. Eu não deveria ter dito aquelas coisas, que você estava louca..." – disse, triste – "O problema é que fiquei confuso com tudo aquilo sobre a Ellie."

"Eu entendo, Colin." – falei sorrindo e o abracei, porque não consegui dizer mais nada.

Quando nos separamos, ele disse:

"Então, o quê você está tramando contra a Laurie?"

"Eu? Por que você pensa isso? Quer dizer, que eu esteja tramando algo?" – perguntei com cara de inocente.

"Conheço você muito bem, Ginny. Domingo é o casamento da Laurie e, com certeza, você não ficaria com os braços cruzados, vendo tudo acontecer sem pelo menos tentar."

"Hm... ok, talvez, você tenha razão..." – falei olhando para os lados, querendo me certificar de que ninguém ouvia – "Vai acontecer amanhã, antes da final..."

"E como você vai fazer? Quem está te ajudando?" – perguntou, desconfiado.

"A Ellie." – sussurei – "Não posso dizer como vai ser... na hora você vai ver."

"A Ellie? Ginny... essa garota é confiável?"

"Colin, não fala assim dela..." – defendi – "Ela, definitivamente, não é parecida com a Laurie. Você deveria dar uma chance à ela."

"Não sei..." – disse, pensativo – "Você não quer ajuda? Não acha que ela está sendo falsa e te usando em um plano macabro da amiguinha dela?"

"Colin!" – falei, impressionada com a mente distorcida dele.

"Ginny, você já está pronta para ir?" – Ellie disse, vindo do vestiário – "Oi, Creevey."

"Kellen." – Colin disse com o rosto muito sério.

Os dois se olharam durante alguns minutos, enquanto eu ficava na expectativa de que parassem com frescura e se agarrassem logo, mas isso não aconteceu.

"Então, Ginny, vamos?" – Ellie disse desviando o olhar.

"Ah, vamos sim." – falei, por fim – "Tchau, Colin... Até amanhã." – disse o abraçando mais uma vez.

Eu e Ellie saímos pelo campo, até que, quando já estávamos na metade do caminho, ouvimos Colin gritar:

"Kellen, se você fizer algo com ela... vai se ver comigo."

"Não se preocupe, Creevey. Ela está mais segura ao meu lado, seu imbecil!" – ela gritou de volta.

"Vamos, Ellie." – falei ao mesmo tempo em que rebocava a garota até o carro (dela) – "Não dê importância para o que ele fala..."

"Ele gosta mesmo de você, Weasley." – ela disse com raiva, abrindo a porta do BMW.

"Espera... Ellie..." – falei, segurando o pulso dela – "Ele só acha que você está me usando em algum plano da Laurie, mas eu não acredito nisso. E Colin não gosta de mim desse jeito, nós somos só amigos."

"Que ódio!" – ela disse dando um murro no volante do carro – "Será que esse estúpido nunca vai acreditar em mim?"

"Ellie" – suspirei e continuei – "Colin só está desconfiado. Só isso. E eu sei que você está me ajudando porque quer ganhar a confiança dele também e, depois de amanhã, ele será praticamente obrigado a acreditar em você."

"Realmente, no começo quis desmascarar a Laurie, principalmente, por ele, mas depois percebi que você é uma amiga mil vezes melhor que a baranga..." – suspiro – "Tudo bem, não vou me estressar por causa do Creevey. Amanhã será um novo dia... E um dia muito melhor, devo acrescentar." – disse com um sorriso maldoso.

"Sim... o dia em que Lauren McLoren foi humilhada publicamente." – falei, também com um sorriso malvado.

Demos uma risada maléfica e fomos embora, porque ainda tínhamos que traçar os últimos detalhes do nosso plano.

Que, desculpe, mas vai ser um SUCESSO...

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É Amor ou Amizade?

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Domingo, 24 de junho.

Em casa. Às 10hs.

Estou tão feliz que poderia subir no telhado e dançar só de pijama para todo mundo ver.

O plano deu certo.

MUITO certo.

E, ok, vou contar desde o começo.

O jogo começaria às onze horas, por isso, Ellie veio para cá antes das nove horas. Nos trancamos no meu quarto (porque se minha mãe ou Rony vissem, iam estragar tudo) e começamos.

Ellie tinha arranjado o aparelho de escuta com o pai dela, que trabalha em alguma empresa especializada nisso. Então, colocamos tudo camuflado na minha bolsa e partimos para a Escola, onde a segunda parte do plano foi executada: fazer com que tudo que Laurie dissesse fosse ouvido em todo o Campo. Para isso, tivemos que subornar Jack SanDiego, o aluno do último ano que cuida do áudio do Campo de Futebol.

Por volta das dez horas tudo já estava pronto. Ellie e eu nos juntamos às outras animadoras, que já estavam no vestiário trocando de roupa. Quando terminamos, Ellie disse:

"Ginny, agora você vai até o banheiro. Laurie sempre tem que retocar a maquiagem antes dos jogos, porque ela pensa que vai ser abordada por algum jornalista ou coisa assim."

"Certo. Mas e as outras? Quer dizer, Mandie e Debbie?" – perguntei, sentindo meu coração bater forte.

"Eu cuido delas." – Ellie disse – "Então, pronta?" – completou com um sorriso.

Conferi os aparelhos e depois disse:

"Pronta." – e sorri, embora não tenha passado de uma careta de dor.

Nos separamos e eu segui para o banheiro feminino, onde já encontrei Laurie se admirando no espelho. Ela estava muito diferente. Quer dizer, nem tanto. Ainda era loira (aquele cabelo era verdadeiro, já que se não fosse, ela não poderia pintar durante a gravidez) e insuportável, mas agora ela exibia um barrigão de oito meses (as pessoas que não sabiam da verdade, pensavam que ela estava com dez meses de gestação, o que prova o nível de inteligência das pessoas com quem convivo) e agora parecia menos glamourosa, com aqueles vestidinhos de grávida que, sinceramente, não ficam bem em ninguém mesmo.

Ela estava passando o rímel quando eu disse:

"Oi Laurie, tudo bem?"

Ela me olhou incrédula, mas não perdendo a oportunidade de me chatear, disse:

"Olá, Ginevra. Eu estou ótima. Quer dizer, nós estamos ótimos." – disse pegando no barrigão.

"Ah... que bom..." – falei colocando a bolsa com os aparelhos na pia – "Já sabe qual o sexo?"

"Sim... É um menino..." – disse com os olhos brilhantes – "O pequeno Draco."

"Draco?" – perguntei enquanto retocava a sombra – "Esse não é o nome do pai?"

"É sim... mas esse é o Draco Júnior."

Nossa, que criatividade, hein?

Qual o seu nome, meu filho? Draco.

E o do seu pai? Draco.

Afe!

"Então... com quantos meses você está, Laurie? Dez ou onze?"

Eu sei, não consigo ser sutil.

Vi toda a cor do rosto dela sumir, mas logo a bruxa se recuperou e disse:

"Oito meses, querida. Você não sabe contar?"

"Claro que sei. Por isso mesmo acho muito estranho que você AINDA esteja grávida, Laurie, darling." – falei com um sorriso encantador, passando lápis nos olhos.

"Como assim? Eu engravidei em novembro." – ela disse, um sorriso trêmulo nos lábios perfeitamente maquiados.

"Bem, Laurie, sinto em informar que não... você disse, em novembro, que estava com dois meses de gestação... e, perdoe se estiver errada, mas isso daria, no mínimo, nove meses..." – falei olhando para ela – "Vamos, McLoren, nós estamos aqui sozinhas, você não tem o que temer."

"Até parece, Ginevra. Você vai contar correndo ao Draco..." – certo, ela já tinha se entregado.

"E você acha que ele acreditaria em mim, sendo tão apaixonado por você?" – falei, sentindo meu coração sendo despedaçado.

Ela pensou durantes alguns instantes, até dizer:

"Tem razão, Draco me ama muito e nunca acreditaria nisso, mesmo sendo verdade." – viu? Ela É burra. – "Tudo bem, Weasley. Esse filho não é de Draco Malfoy, para ser sincera, não sei muito bem de quem é, mas pode ser do Crabble ou do Goyle e, até mesmo do Boot..." – eca, ela É uma piranha – "Bem, tanto faz. Isso não importa."

"E, sei lá, Laurie... mas você não sente remorso? Quer dizer, o Draco pensa que esse filho é dele."

"Ele vai amar esse filho como se fosse dele, o que vai acabar se tornando verdade, Ginny." – disse, amável – "Mas o que realmente importa nessa história, é que venci. Draco é meu e nem você e nem ninguém vai poder tirá-lo de mim." – disse com um sorriso vitorioso.

"Você faria tudo para tê-lo, não é, Laurie?" – falei, sentindo vontade de chorar.

"Sim... Primeiro fiquei muito chateada com o fim do nosso namoro. Quer dizer, ele não podia me deixar para ficar com você, queridinha. Eu sou muito mais bonita e rica do que você, nós dois somos perfeitos um para o outro. Então, pedi a Mandie, Crabble e Goyle que dessem uma pequena lição no nosso Draco... pensei, realmente, que depois de alguns ossos quebrados, ele voltaria à razão, mas, infelizmente não deu certo." – deu um suspiro de desgosto e continuou – "Então, tive a idéia de separá-los. Primeiro, tirei uma foto de você e Zabini se abraçando, pensei realmente que conseguiria vê-los se beijando ou coisa parecida, mas, por Deus, Weasley, você é muito bobinha... cheia de amiguinhos... E depois o beijei e assim acabei com o namorico de vocês dois."

"Então, foi tudo culpa sua?" – falei, com raiva.

"Foi. Tudo culpa minha... e eu não me arrependo. Faria tudo de novo para ter Draco." – disse.

Eu olhei para ela. Tão bonita e tão rica, como tinha dito, mas tão má e egoísta... Ela merecia o que viria por aí... Era simples conseqüência dos seus atos criminosos. Saí do devaneio com um sorriso gentil e disse:

"É... você é realmente brilhante, Laurie. Agora tenho que ir... Adeus." – e saí, antes que partisse a cara dela em um milhão de partes.

No corredor, desliguei os aparelhos e saí correndo, sem rumo. Não voltei para o Campo, porque queria ficar sozinha.

Tá, CHORAR sozinha.

Fui para o Salgueiro e passei uns bons minutos sozinha, ouvindo apenas os meus soluços, até que ouvi vários passos se aproximando e, numa tentativa de esconder o choro, limpei o rosto e sorri para as pessoas que vinham na minha direção. Na frente, vi Colin e Ellie, parecendo muito preocupados comigo. Logo atrás, vinham Pansy, Luna, Neville, Linda e Hermione.

"Oi, gente. Tudo bem?" – falei, a voz me denunciava totalmente.

"Ginny... como você está?" – Ellie perguntou.

"Estou ótima. O quê vocês estão fazendo aqui? E o jogo?"

"Já acabou. Já passa das duas horas da tarde." – Colin disse.

"O QUÊ?" – gritei, olhando para meu relógio e comprovando a hora, o que me informava que eu tinha ficado ali chorando durante HORAS.

"E então... o que aconteceu?" – perguntei para eles.

"Draco ficou MUITO revoltado com tudo. Ele nem jogou. Só sabemos que ele e Laurie sumiram e ainda não apareceram." – Colin disse com um sorriso.

"É... mas antes ele deu uns socos no Crabble e no Goyle..." – Ellie disse rindo muito.

"Foi hilário." – Colin riu também, agora os dois pareciam BEM próximos – "A Kellen segurou a Logora (Debbie) e eu segurei a Zenner (Mandie)..."

"Elas queriam salvar a amiga quando ouviram as vozes de vocês nos alto-falantes do Campo..." – Ellie disse, debochada – "Ainda bem que o Creevey ajudou... acho que não conseguiria conter a Mandie... ela parece um pitbull." – e os dois riram.

"Então... vocês se entenderam?" – falei, esperançosa.

No exato instante os dois se engasgaram e Ellie disse:

"Quê? Ahm?" – pigarro – "Não sei do quê você está falando."

"Nem eu." – Colin disse – "E você? Como está?"

"Estou bem. Nem precisavam se preocupar comigo." – falei com todos.

"Nós ficamos assustados com o que ouvimos." – Pansy disse.

"É, por isso, a partir de hoje, andaremos em grupo. Assim, você e Ellie estarão protegidas. Acho que essa Mandie e essa Debbie podem ser muito perigosas." – Mione disse – "Agora, vamos... os garotos estão nos esperando." – concluiu.

Era tão legal da parte deles quererem me defender que eu chorei novamente e dessa vez, Ellie me abraçou. Logo em seguida, nós fomos embora. Em grupo, assim como Mione determinou.

E sabe de uma coisa?

Eu não tenho medo.

NÃO MESMO.

Quer dizer, tudo bem, eu estraguei o casamento da Laurie (que aconteceria hoje), mas é o último ano dela na Escola... Depois dessa semana, as aulas acabam e eu nunca mais terei que ver a cara de Mandie, Debbie, Crabble e Goyle...

Então não estou com medo.

Tá bom. Não MUITO.

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É Amor ou Amizade?

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Segunda-feira, 25 de junho.

Em casa. Às 17hs.

Tenho que escrever rápido, porque ainda preciso estudar para a prova de amanhã (que é História).

Então, Mandie, Crabble e Goyle foram EXPULSOS da Escola. Por causa da surra que deram em Draco... Dizem que Laurie foi obrigada a falar toda a verdade também para o professor Dumbledore e ela só não foi expulsa porque tem notas altas e o pai dela é um político importante...

Agora me tornei uma espécie de heroína da população estudantil de Hogwarts. Todos estão bem satisfeitos com o que eu fiz, exceto Debbie e Laurie, que hoje me viram no corredor, mas antes de fazerem alguma coisa, desistiram devido à aproximação repentina de Blaise e Rony.

Ah, isso me lembra que agora meus amigos estão fazendo rondas para andarem em minha companhia. Assim, nunca fico sozinha e não dou oportunidade para ser surrada por nenhuma pessoa. Leia-se Laurie e Debbie.

Vi Draco apenas uma vez... sentado sozinho. Ele pareceu bem abalado com toda a história.

Estou começando a pensar que errei ao fazer o que fiz...

Mas... sei lá.... pensei que estava ajudando o idiota.

Sabe o que acho?

Ele ama a Laurie, por isso está tão mal...

Meu Deus... como ele consegue ser tão idiota?

Ai. Que. Ódio.

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É Amor ou Amizade?

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Domingo, 30 de junho.

No Hospital.

Escrevendo com MUITA dificuldade.

Sim, eu estou no Hospital.

E não, não é porque eu esteja doente.

Quer dizer, agora estou... mas antes, não estava.

Entendeu?

Não?

Bem, o negócio é que me pegaram.

Logo após a aula de ontem, quando Ellie e eu andávamos, alegres e contentes até o carro dela. Não sei como Mandie, Crabble e Goyle conseguiram entrar em Hogwarts, uma vez que eles foram expulsos, mas o fato é que eles entraram e nos pegaram.

Mandie e Goyle me pegaram e me bateram muito, além de proferirem alguns insultos muito maldosos. Laurie e Debbie também estavam presentes, ouvi as risadas delas, embora tenha a certeza de que elas não participaram. Crabble pegou Ellie, mas como ela sabe lutar e é uns trinta centímetros mais alta do que ele, quase não foi atingida.

Eu saí dessa história com uma perna e um braço quebrados (ainda bem que não foi o braço direito, assim ficaria sem escrever), além de vários hematomas no rosto e fiquei desacordada durante muitas horas.

Acordei na tarde de sábado e logo fiquei desesperada quando não reconheci o lugar, mas logo vi Carlinhos, que disse:

"Calma, Ginny. Você está no Hospital."

"Isso eu sei, né." – disse, atrevida – "Mas por que estou aqui?"

"Uns deliqüentes da sua Escola te deram uma surra." – ele disse furioso.

"Certo... estou começando a lembrar... Mandie e Goyle." – falei, com dificuldade, o problema é que, além de tudo, ainda estava com dor de cabeça – "E Ellie? Onde está?"

"Ela teve algumas escoriações." – Carlinhos disse apontando para a outra cama do quarto – "Mas está bem."

"E então... vou sobreviver?" – perguntei, tentando sorrir.

"Não brinque com isso." – disse, sério – "Você quase foi morta por esses delinqüentes juvenis. Ainda bem que já foram presos."

"Eles foram presos?" – perguntei, assustada.

"Sim... tiveram o merecido." – disse, revoltado e saiu para pegar os instrumentos para me examinar.

Desde então recebi a visita de todos os meus amigos, além dos meus pais e meus irmãos, que parecem muito preocupados comigo. Acho que isso se deve à minha aparência horrenda, já pedi à Vanessa para me dar um espelho, para que possa ver o estrago no meu rostinho, mas ela não me deu.

O que só pode significar que eu estou parecendo o cão chupando manga.

Ah, quase ia esquecendo.

Além dessas visitas, acho que recebi visita de mais alguém. Não tenho muita certeza, porque estava sonolenta, por conta de todos os remédios que me deram, mas senti a presença de Draco aqui e até senti o beijo dele, não sei é verdade ou se isso não passa de fruto da minha pobre mente conturbada.

Agora tenho que ir... lá vem a Vanessa com mais remédio. Eca.

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É Amor ou Amizade?

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Segunda-feira, 01 de julho.

Ainda no Hospital.

Ontem soube de uma coisa terrível.

Draco foi embora.

Simples assim.

Em-bo-ra.

E quem me disse isso foi a mãe dele. Narcisa veio me fazer uma visita e acabou soltando essa informação. Lúcio Malfoy achou melhor mandar o filho para a Alemanha, para a casa da irmã de Narcisa, a Andrômeda.

E ele foi assim... sem se despedir de mim.

Isso só prova que ele não gosta de mim.

Ai, preciso ir...

Colin, que estava dormindo na cadeira entre a minha cama e a cama da Ellie, acabou de acordar e está me perguntando porquê estou chorando.

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É Amor ou Amizade?

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01 ano Depois...

Domingo, 05 de julho.

Em casa. Às 10hs.

Ontem foi o dia do casamento do meu irmão Carlinhos com a Vanessa.

E você nem vai acreditar nas coisas que aconteceram... quer dizer, além do casamento, né.

Bem, para começar foi reservado a mim o papel de dama de honra. Não sei, mas acho que isso é uma maldição que atinge todas as filhas caçulas. Sempre, nós somos usadas como bonecas...

"Que roupa horrível." – Manu choramingou quando viu sua aparência no espelho.

Ela também era dama de honra. E, assim como eu, trajava um vestido rosa-claro, de alças fininhas e muito longo. Realmente não era um modelito que favorecia nossa aparência.

"Não está tão ruim." – falei, tentando animá-la e me animar também.

A verdade é que não estava com clima para casamentos.

Como se já não bastasse o fato de que todos ao meu redor estão namorando, e de que eu sou a única solteira, ainda tinha que comparecer ao casamento do casal feliz...

Eca.

"Ainda bem que essa é a minha última irmã." – Manu disse, jogando-se na poltrona do quarto em que estávamos.

"Eu ainda tenho mais quatro irmãos." – falei, desesperançosa.

"Não se preocupe. Fred e Eu não iremos te obrigar a ser dama de honra." – ela disse naturalmente, mas logo se arrependeu.

"Ai. Meu. Deus." – falei, exagerada – "Vocês vão casar?" – gritei.

"Ai, Ginny. Fala baixo." – ela disse, sussurrando.

"Por que? É secreto? Vocês vão se casar em Las Vegas ou coisa parecida?" – falei, animada.

"Nós ficamos noivos há seis meses e vamos nos casar em dezembro." – disse com um sorriso enorme.

"E cadê a aliança?" – perguntei, olhando para a mão dela que só tinha um anel de plástico (daqueles de chiclete), no dedo anelar da mão direita – "Ah não... a aliança é um anel de chiclete?"

"Mais ou menos." – ela disse, rindo – "Essa aliança é simbólica, já que não posso usar a verdadeira sem que a minha mãe ou a sua mãe percebam. A aliança de verdade é essa." – ela disse enquanto tirava um cordão de dentro do vestido, no qual havia uma aliança de ouro branco, muito bonita.

"Eita... posso ver que a loja de Brincadeiras dos Gêmeos está dando MUITO certo." – falei, impressionada.

Fred e Jorge desistiram da Faculdade e abriram uma loja de Brincadeiras no Beco Diagonal Shopping... eu sabia que eles estavam faturando, só não sabia que era tão bem.

"Está." – ela disse guardando a aliança verdadeira.

"E por que esse mistério todo?"

"Ah... você está vendo como é... os casamentos organizados por minha mãe parecem um circo... é muita formalidade. E nós dois queremos algo mais íntimo e fora dos padrões... já estamos preparando tudo."

"Ele está te ajudando?"

"Claro. Ontem mesmo fomos ver alguns vestidos de noiva." – disse despreocupada.

"Manu... o noivo não pode ver o vestido da noiva." – eu disse, horrorizada.

"Quem disse?" – ela falou, sem se abalar – "Ele já me viu com vários vestidos... isso não é importante, Ginny. O que realmente vale é o que sentimos." – ela disse sabiamente.

"Vocês estão vestidas?" – Fred perguntou, já entrando no quarto, sendo seguido por Jorge.

"Estamos, mas e se nós não estivéssemos?" – perguntei.

"Não tinha problema nenhum..." – Fred disse, malicioso, antes de dar um beijo na noiva/namorada.

"Fred, não seja mal educado." – Manu disse rindo.

"Você tem que entender, querida cunhada, que ele está sem nada há mais de um ano..." – Jorge disse, sugestivamente.

"Não posso fazer nada se a namorada anterior dele era uma piranha." – Manu disse, calmamente – "Quando for a hora, que não é hoje" – ela completou para Fred – "Irá acontecer."

"E quando vai ser? Antes do coitado completar 100 anos?" – Jorge disse.

"Vocês podem parar de expor minha intimidade em público?" – Fred falou, parecendo envergonhado – "Temos uma criança presente." – completou apontando para mim.

"Ei... eu não sou criança." – falei, revoltada.

"Criançasss...." – uma voz feminina disse alto – "Já estão prontas?" – perguntou quando abriu a porta.

Laura Andrews estava muito bonita e parecia mais esnobe do que o normal.

"Emmanuella! O quê você está fazendo?"

"Nada." – a moça respondeu, calmamente.

"Meu Deus... seu batom está todo borrado. É isso que dá ficar se agarrando antes da cerimônia." – A Sra. Andrews disse, puxando a filha para longe dos braços do meu irmão.

"Ah, mamãe... qual é!" – Manu disse, quase choramingando.

"E não me venha com esse tipo de vocabulário." – a mulher sentou a filha na cadeira de frente à penteadeira e iniciou o processo de maquiagem que parecia muito doloroso, se considerarmos as caretas que a garota fazia.

Depois do que pareceram horas, Laura terminou de retocar a nossa maquiagem (eu também fui vítima dela) e disse que o casamento já ia começar. Mas antes de ir embora, encarregou-se de arrastar Fred e Jorge para bem longe de nós.

Eu e Manu andamos até o Hall de Entrada da Mansão. Acho que não falei antes, mas o casamento aconteceu no jardim da Mansão dos Andrews. Minha mãe queria que acontecesse no quintal da Toca, mas Laura fincou o pé e disse que seria no jardim enorme da Mansão.

Vanessa já estava lá, rodeada pela mãe e pela sogra. Enquanto Laura retocava a maquiagem da filha, que não parava de chorar um minuto, minha mãe remexia na enorme cauda do vestido...

A noiva estava maravilhosa. Trajava um vestido de cetim branco, com decote ombro-a-ombro, bordado em richilieu dourado no corpo do vestido, que formava um recorte em V na junção com a saia, na barra e nas alças, usava um scarpin, também, de cetim branco, os cabelos presos em um coque frouxo, brincos de ouro branco com brilhantes, e uma maquiagem leve.

Jonathan, o sobrinho da noiva, também estava lá. Ele era o garoto que levava as alianças até o altar, o único problema é que o menino ficava pulando de um lado para outro, com a almofada das alianças, fazendo com que sua mãe corresse para tentar conter o menino.

Além disso, o Sr. Andrews esperava a filha ficar pronta para entrarem juntos... ele parecia aflito e muito nervoso.

Depois de meia hora, as portas para o jardim foram abertas. Na frente estava Jonanthan, levando as alianças, eu vinha logo depois, seguida por Manu e, por fim, Vanessa e o pai.

Olhei para o altar e vi Carlinhos com um sorriso tão grande que parecia paralisado.

Não sei, mas acho que as pessoas ficam bobas quando estão casando.

Então, o juiz de paz falou sobre a importância do casamento e blá blá blá, alguns sonhos e roncos depois, a cerimônia acabou com o clássico "pode beijar a noiva" e os aplausos dos convidados.

Enquanto a festa começava, entrei na casa novamente e fui retocar a maquiagem.

Tá bom, confesso. Eu chorei, tá legal?

Não tenho culpa se casamentos são tão emocionantes...

Mas então eu estava lá, toda inocente, olhando para o meu reflexo no espelho quando ouvi uma voz atrás de mim dizer:

"Está linda."

Meu coração parou, todo o meu sangue congelou.

Aquela voz... aquela voz só poderia ser uma alucinação...

Por isso, virei lentamente e vi a alucinação mais bonita da minha vida. Não que tenha visto várias alucinações, mas tanto faz.

Era Draco Malfoy, em carne, osso, e um smoking perfeito, que o deixava ainda mais atraente.

Quase pulei no pescoço dele, mas me contive a tempo.

"Ah... oi, Draco." – era incrível que ainda conseguisse falar.

"Você ainda lembra de mim?" – disse, debochado.

Como poderia esquecer?

Se era ele a primeira pessoa que eu pensava quando acordava e a última que povoava meus pensamentos antes de adormecer.

"Você voltou?"

Foi uma pergunta muito imbecil...

"Temporariamente." – disse, sorrindo... Ai Meu Deus, que sorriso... – "Voltarei para a Alemanha amanhã mesmo."

"Ah... que pena..." – falei, realmente triste.

"Draco! Aí está você!" – uma voz feminina e muito animada, disse.

A dona da voz era uma mulher alta, magra, de cabelos castanhos cheios de mechas coloridas e que parecia ser mais velha do que ele.

"Oi." – ele disse – "Ginny, você conhece a minha prima? Nymphadora Tonks."

"Nymphadora não." – ela falou sorridente – "Só Dora, por favor." – e apertou a minha mão com força.

"Essa é a Ginny Weasley." – Draco disse.

"Ah, então VOCÊ é a Ginny?" – a moça falou com um sorriso enorme.

"Sim, sou eu. Você já ouviu falar de mim?"

O quê é impossível...

Eu nem sou famosa.

"Sim. Muito. Sabe, o Draco..." – começou, mas foi interrompida pelo primo.

"Tonks, vamos. Acho que ouvi minha mãe nos chamando?" – ele segurava o braço da moça com muita brutalidade.

"Quê? Como você pode ter ouvido?"

Alguns minutos depois, voltei para o jardim e me sentei na mesa em que Fred, Jorge, Manu, Colin e Ellie estavam.

"Oi, gente." – falei, triste.

"O que foi?" – Colin perguntou.

"Nada." – respondi.

"Ela viu o Draco." – Ellie disse, sabiamente.

"Como você sabe?"

"Ah... está escrito na sua testa." - Ellie respondeu – "Aquela é a prima dele..."

"Eu sei. Ele me falou."

"Eles não namoram. Nymphadora Tonks está de casamento marcado com um tal de Remo Lupin, um astrônomo, ou coisa assim." – Ellie disse, pensativa.

"Como você sabe de tudo isso?" – Colin perguntou, impressionado.

"Ah, minha mãe sabe de tudo. Ela é da high society... o que significa, muita fofoca. Todo mundo sabe a vida dos outros..." – ela disse, sem se preocupar.

Fiquei calada olhando para o lugar em que Draco, Dora, Narcisa e Lúcio estavam, eles conversavam com os pais de Ellie.

"Vocês souberam que a Laurie casou com o Boot?" – Ellie disse em tom de fofoca.

"Não." – falei, olhando para ela – "Ele é o pai do garoto?"

"É... enfim, o resultado do DNA saiu." – ela disse com um riso maldoso – "Eles casaram em uma cerimônia bem discreta..."

"Querida... você parece o jornal do bairro." – Colin falou, sem esconder um sorriso orgulhoso.

Acho que não falei, mas Colin e Ellie enfim se acertaram. Para falar a verdade, aconteceu logo depois que ela saiu do Hospital, desde então os dois não se largam.

"Ah, honey... eu faço o que posso." – ela disse, envergonhada.

"E a Mandie e os outros?" – perguntei, curiosa.

"A Mandie foi para um reformatório para terminar o segundo grau e, quando voltou, acabou casando com o Crabble. Eles combinam, os dois parecem pitbulls." – suspiro – "Debbie se casou com o Goyle e ela acabou de ter o primeiro monstrinho, quer dizer, filhinho."

"Meu Deus." – falei, impressionada – "Com certeza você é o jornal do bairro."

Todo mundo na mesa riu, inclusive Ellie, que não se acanha quando dizemos que ela é fofoqueira...

Passamos a festa inteira conversando, muitas vezes falando mal dos outros convidados, até o momento em que a noiva decidiu que era a hora de jogar o buquê. Ellie se levantou quase correndo e me obrigou a acompanhá-la. A verdade é que não estava muito a fim de ser atropelada por milhares de mulheres desesperadas, loucas por um buquê.

Vanessa ficou de costas para a multidão de mulheres desesperadas e jogou o acessório. E ele caiu na mão da pessoa que menos o desejava.

"Aiiii!" – Manu gritou, arremessando o buquê para longe.

E foi nesse momento que ele caiu nas minhas mãos que, devo acrescentar, não estavam levantadas para o ar.

"Ai não, Ginny!" – Ellie disse quando voltamos para a mesa – "Você ainda nem tem namorado e vai casar antes de mim?" – ela parecia realmente chateada.

"Toma, Ellie... eu não acredito que vou ser a próxima a casar." – disse dando o buquê a ela.

"E não vai mesmo." – ela disse – "A próxima vai ser a Emmanuella."

"Quê?" – Manu gritou.

"Isso... ele caiu primeiro na sua mão, então você casa primeiro. A próxima será a Ginny." – Ellie disse.

"Você acredita nisso?" – perguntei, descrente.

"Acredito, claro." – ela falou – "E fico muito chateada em saber que meu namorado está só me enganando."

"O quê?" – Colin disse, confuso – "Mas o que eu fiz?"

"Nada. Foi isso que você fez." – ela disse se levantando.

Colin seguiu a namorada e nós não vimos mais os dois naquela noite.

Logo em seguida os noivos se despediram dos convidados e foram embora para a lua-de-mel.

E eu voltei para casa sem ter nenhum outro contato com Draco.

E eu também nem queria mesmo... é melhor que seja assim.

Sem contato. Sem sofrimento.

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É Amor ou Amizade?

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05 meses depois...

Sexta-feira, 06 de dezembro.

Em casa. Às 18hs.

Ah, você não vai acreditar no que acaba de acontecer...

Eu estava andando no parque, pensando sobre várias coisas. A primeira delas era a Faculdade que vou cursar no segundo semestre do ano que vem. Tive a opção de ingressar imediatamente na Faculdade, mas tantas coisas aconteceram nos últimos meses.

Meu pai foi promovido a chefe do gabinete do prefeito e isso mudou muitas coisas. Agora somos um pouco, tá bom, muito mais ricos do que éramos antes. E isso significa MUITO.

A loja dos Gêmeos cresceu muito, e agora eles têm duas filiais, e eu acabei aceitando a vaga de atendente em uma delas. Por isso não fui logo para a Faculdade, queria juntar um dinheiro antes de ir. Não que eu realmente precisasse, mas achei melhor agir assim.

Então, estava em dúvida se ia cursar Psicologia ou Enfermagem. Definitivamente, não gosto de enfermagem, principalmente por causa do negócio com sangue. Sempre sinto náusea quando vejo sangue, até mesmo meu próprio sangue. Mas minha mãe sempre quis que eu fosse enfermeira...

E psicologia eu adoro. Quer dizer, adoro ouvir o problema dos outros e dar conselhos. Por isso estou quase certa que essa é a faculdade que vou cursar.

Então, eu estava muito concentrada nesse dilema, quando senti alguém sentando ao meu lado.

"Olá, Ginny." – Draco disse, como se fosse muito normal que ele estivesse ali.

"Draco..." – falei, ainda atordoada.

"Fico feliz em saber que você ainda lembra de mim." – disse, sorrindo.

"Então..." – falei, bobamente – "Você voltou?"

"Sim... dessa vez voltei definitivamente."

"E sua prima veio com você?" – especulei.

"Não... ela casou e está em lua-de-mel." – ele disse, calmamente – "E você? Como está?"

"Ahm... estou bem... Você soube do meu pai?"

"Sim... ele foi promovido. Fiquei muito feliz com isso. Ele mereceu." – Draco disse, sorridente – "E você já decidiu qual Faculdade irá cursar?"

"Psicologia." – falei, sem perceber que estava em dúvida poucos minutos antes.

"Interessante." – fez uma pausa e continuou – "Parece com você. Sempre ouvindo os problemas dos outros e aconselhando..."

"É... foi por isso que escolhi..." – falei.

Ficamos calados durante alguns minutos até o silêncio ser quebrado por uma terceira voz:

"Ora ora, quem apareceu." – vi Manu parada na nossa frente, sorrindo para Draco.

Os dois se abraçaram e Draco apertou a mão de Fred, e disse:

"Então... vão casar mesmo?"

"Claro." – Manu disse revirando os olhos – "Você vai?"

"Não perco seu casamento por nada, Manu." – ele disse, rindo – "É no domingo de manhã?"

"É sim." – ela confirmou – "E você vai amanhã na Despedida de Solteiro/Chá de Panela? Vai ser lá na Danceteria, às 20hs."

"Vou sim." – Draco disse.

"E então, Ginny. Vamos?" – Fred falou, sério.

A verdade é que ele ainda sente vontade de socar Draco até a morte.

"Vamos, claro." – falei, levantando.

"Você já vai? Mas ainda nem conversamos direito." – Draco disse segurando minha mão, o que provocou vários arrepios pelo meu braço.

"Tenho que ir..." – falei me afastando, porque aquele contato ainda me faz mal... muito mal.

Eu, Manu e Fred andamos até o carro, mas antes que chegássemos, Manu se virou e gritou:

"Não deixe de ir, Malfoy! A Ginny vai estar lá!"

"Por que você disse isso?" – perguntei.

"Por nada." – ela respondeu – "Vamos, entre logo no carro. Temos que passar lá na Danceteria."

E, bem, aqui estou, pensando nas coisas que aconteceram hoje.

Só posso concluir que esse reencontro não me fez bem...

Porque aquela vontade de sumir que sentia quando Draco estava com Laurie voltou com força total.

Eu tenho que sumir até essa despedida de solteiro/chá de panela...

É, essa é a solução...

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É Amor ou Amizade?

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Sábado, 07 de dezembro.

Escondida no closet. Nem sei a hora.

Eu DEVERIA ter sumido...

Porque o que aconteceu hoje só píorou toda a situação.

Então, a Despedida de Solteiro/ Chá de Panela, estava ótima. Confesso que não era nem um pouco parecida com uma despedida de solteiro e muito menos com um Chá de Panela... Parecia mais uma festa de aniversário...

Acho que é porque sempre esperei que numa despedida de solteiro houvesse uma moça tirando a roupa e num chá de panela houvesse um moço pelado... mas quando falei isso para Fred e Manu, eles disseram que não precisavam dessas coisas.

Tipo, nem quero saber o quê eles quiseram dizer com isso.

E outra coisa estranha é que não tinha bebida alcóolica. Fiquei muito decepcionada ao saber disso, já que eu precisei de uma quando vi Draco Malfoy entrando, parecendo mais alto e mais forte do que antes.

Uma coisa muito esquisita era que a música da festa era cantada pelos próprios convidados ou até mesmo pelos noivos. Algumas pessoas, como Blaise, Colin e Ellie, se voluntariaram a cantar, mas outras como Eu, foram sorteadas pelo (nada) simpático casal.

Fred e Manu acabaram de cantar a música "Forever" do Kiss, a preferida deles, quando a minha adorável futura cunhada disse:

"E agora queremos chamar a nossa madrinha... Ginny Weasley!"

Olhei para ela com tanto ódio, mas a moça não se abalou:

"Vamos, Ginny. Você tem a voz tão bonita!"

Bufando, levantei da cadeira e subi no palco. Peguei o microfone da mão de Fred e Manu disse:

"Então, Ginny, que música vai cantar?"

Pensei um pouco e, por fim, disse:

"Inalcanzable."

Foi a música que tocou na primeira vez em que Draco e eu saímos como namorados.

"Hm... muito sugestiva." – Manu disse, maliciosa – "Então, pode começar." – e saiu, levando Fred com ela.

As primeiras notas foram tocadas e então, comecei:

"Me siento tan distante y tan cerca a la vez

Descifrando tu silencio"

E percebi que não estava sozinha quando a voz dele disse:

"Y entonces me imagino dentro de tu piel

Pero pierdo en el intento"

Virei, devagar, e quando o vi meu coração começou a bater rapidamente.

Então, nós dois cantamos:

"Y por más que busco darte amor

Nunca te fijas en mí

Si supieras que puedo morir por ti, por ti...

Inalcanzable

Como estrella tan distante

Un amor casi imposible

Invisible como el aire

Eres tan inalcanzable

Tan sublime como un ángel

Un amor casi imposible

Como fuego que no arde

Te me has vuelto inalcanzable

Inalcanzable"

E eu, sozinha, ainda sem desviar o olhar do rosto dele:

"Pervivo en la vereda de tu soledad

Cuando alguien te lastima"

E ele, sozinho, aproximando-se perigosamente:

"Qué ganas de decirte que no hay nadie más

Que te ame sin medida"

Os dois juntos, eu sem conseguir me mover e ele, cada vez mais próximo:

"Cómo duele verte suspirar por quien no te hace feliz

Si supieras que puedo morir por ti, por ti...

Inalcanzable

Como estrella tan distante

Un amor casi imposible

Invisible como el aire

Eres tan inalcanzable

Tan sublime como un ángel

Un amor casi imposible

Como fuego que no arde

Te me has vuelto inalcanzable

Inalcanzable

Inalcanzable

Como estrella tan distante

Un amor casi imposible

Invisible como el aire

Eres tan inalcanzable

Tan sublime como un ángel

Un amor casi imposible

Como fuego que no arde

Te me has vuelto inalcanzable

Inalcanzable

Inalcanzable

Inacanzable

Inalcanzable"

Quando a música acabou ainda ficamos nos fitando por alguns segundos, até que os aplausos fizeram com que o contato visual fosse quebrado e cada um voltou para o seu lugar sem falar mais nada.

E não nos falamos mais...

E agora eu quero sumir de vez...

Socorrrrroooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!

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É Amor ou Amizade?

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Segunda-feira, 10 de dezembro.

Às 07hs. Onde eu estaria à essa hora? Dã!

Então... eu realmente quis sumir...

Tentei fazer isso algumas horas antes do casamento, mas lembrei de Manu, eu tinha prometido à ela que seria sua madrinha... e de Fred, que era meu irmão e não merecia que fosse ingrata com ele. Por isso, acordei bem cedo para me arrumar para a cerimônia.

Dessa vez, o casamento ocorreria no quintal da Toca. E nem precisa dizer o quanto minha mãe ficou alegre em saber disso, mas também o quanto ela estava histérica, dando ordens aos funcionários que estavam arrumando as cadeiras e as outras coisas.

Para evitar ataques por parte da minha mãe, resolvi me arrumar sozinha no meu quarto, assim faria tudo com muita calma e do jeito que eu achava melhor. Primeiro, vesti o modelo longo, frente única, de cor azul e depois calcei os sapatos da mesma cor e de saltos altos. Em seguida, fiz uma maquiagem bem leve, uma vez que era de dia, e depois prendi os cabelos parcialmente, deixando a outra parte solta.

Conferi o resultado no espelho e gostei. Desculpe, mas eu estava muito bonita.

Então, depois desse pequeno momento narcisista, saí do quarto e fui até o quarto de Percy, onde Manu estava se vestindo.

"Mamãe! Pára!" – ouvi a noiva dizendo, quando abri a porta.

Olhei para Laura Andrews e ela chorava tão alto que parecia que alguém tinha morrido.

"Es-se-e... v-vest-iiiiiido!" – a mulher disse entre lágrimas.

Olhei para Manu e entendi o porquê de tanto choro.

A noiva estava de vermelho.

SÓ isso.

E não era nada exagerado, era só diferente.

O vestido era muito bonito. Era um tomara-que-caia de tafetá vermelho, evasê, com a presença de bordado na região do busto e barrado¹.

"Se eu tivesse escolhido o vestido..." – Laura disse, lamentando.

"É... eu estaria horrível." – Manu disse, com raiva – "Mamãe, se a senhora vai continuar falando essas coisas, então, vou deixá-la sozinha. Ainda preciso me maquiar e fazer o penteado." – e saiu do quarto, indo direto para o quarto do futuro marido.

"Para onde essa louca foi?" – Laura perguntou.

"Bem, ela entrou no quarto do Fred..."

Nem falei mais nada, porque a Sra. Andrews foi igual a uma louca até o quarto em que os noivos estavam e começou a esmurrar a porta.

Desci e encontrei minha mãe recebendo os convidados que começavam a chegar. Fiquei com ela até o momento em que avistei três cabeleiras loiras se aproximando e, já sabendo quem era, inventei que precisava ir ao banheiro e saí quase correndo de lá.

Perto das oito horas da noite, eu e Fred fomos para o altar. Claro que eu fui para o lado em que os padrinhos estavam, fiquei muito feliz quando percebi que Colin seria meu par.

Às oito horas em ponto a cerimônia começou, com a noiva entrando pelo tapete de pétalas de rosas vermelhas, acompanhada pelo Sr. Andrews, que estava mais sorridente do que no casamento de Vanessa. Olhei para a Sra. Andrews, sentada na primeira fileira de cadeiras, ela chorava muito e eu sabia que não era de felicidade.

A noiva foi entregue ao noivo e os dois pareciam muito emocionados.

Eles tentaram ser diferentes, mas estavam bobos igual a qualquer outro casal...

O juiz de paz falou sobre o casamento, sendo mais breve do que no casamento anterior, fez as perguntas de praxe e finalizou com o usual "pode beijar a noiva".

Todo mundo aplaudiu e, enfim, nós pudemos ir para a parte da comida.

Desculpe, mas eu não tinha tomado café-da-manhã.

Ninguém pode me culpar por ser capaz de comer o pé da mesa, certo?

Mas minha fome passou completamente quando vi a mesa em que estava. Colin, Ellie, Pansy, Harry, Blaise, Luna, Mione e Rony estavam lá, mas ele também foi colocado lá.

"Draco." – falei quando vi meu nome na cadeira ao lado dele.

"Ginny." – ele disse, sorridente – "Que coincidência." – os olhos dele brilharam de satisfação.

"E por que será que eu pressinto que isso não tem NADA de coincidência?" – falei, tentando conter a raiva.

"Não é culpa minha." – Draco disse com cara de inocente, mas parecendo muito culpado – "Eu nem estava aqui quando a distribuição de mesas foi feita."

Minha única alternativa foi sentar e tentar não agir de maneira idiota perto dele...

E isso realmente foi muito difícil.

Então depois da comida e das fofocas, digo, conversas, começaram a tocar músicas para os convidados dançarem. E eu nem queria dançar, mas não podia recusar o convite dele.

Andamos, de mãos dadas, até a "pista" de dança, eu sentindo que poderia infartar a qualquer momento, mas Draco parecia impassível. A música era "Because You Loved Me" e, inicialmente, ficamos calados. Eu tentava acalmar meu coração quando ele disse:

"Eu senti muito sua falta."

Toda e qualquer tentativa de acalmar o coração foi por água abaixo quando ouvi isso.

"Você deve ter pensado que eu te odiava por que fui embora sem nem me despedir, certo?"

Balancei a cabeça para cima e para baixo em sinal afirmativo.

"Eu nunca seria capaz de odiá-la." – ele deu um suspiro e continuou – "Meu pai me obrigou a ir para a Alemanha para cuidar das empresas do meu tio, pai da Tonks... mas nem por um minuto eu te esqueci, Ginny... mesmo que eu tentasse... nunca isso seria possível."

"Por que você está dizendo isso agora, Draco?" – falei, sentindo que meus olhos estavam cheios de lágrimas – "Não é tarde demais para nós? Depois de tudo que aconteceu... todas as mágoas do passado, ainda é possível que dê certo?"

"Eu nunca deixei de te amar, Ginny. Eu sei que esse amor é para sempre, mas se você quiser ser só minha amiga... tudo bem... Entendo que agi muito mal com você, toda aquela história com a McLoren..."

Pensei em tudo que tinha acontecido. Parecia que tinha sido em outra vida, fazia tanto tempo que nem me atingia mais.

Mas com Draco era diferente. Ele nunca deixou de mexer comigo. Eu o amava, não importava o que tinha acontecido antes.

E então eu fiz a única coisa que era recomendada.

Eu o beijei, sem me importar com o fato de que estávamos na frente de várias pessoas, inclusive os meus pais e os pais dele... Porque eu desejei fazer isso durante muito tempo e, pelo jeito que ele correspondeu, soube que ele sentia a mesma necessidade.

Nos separamos quando ouvimos palmas e assobios ressoando. Achava que era coisa da minha cabeça, mas quando abri os olhos vi Colin, Ellie, Manu, Pansy, Blaise (era o mais exagerado) e os nossos outros amigos NOS aplaudindo.

E eu quase morri de vergonha, por isso tentei me esconder no abraço do Draco, o que só causou mais alegria nas pessoas nada discretas...

Mas quer saber de uma coisa?

Eu nem me importo com isso...

Porque agora sim eu estou muito feliz.

E sei que nada e nem ninguém vai conseguir nos separar mais.

FIM

N.B.B.: Como assim FIM??? Meu Deus, estou enfartando... SOCORRO!!! Essa fic NÃO pode acabar!! *-* Jamais!! Never!! Estou chocada...

Bom, pessoas lindas que leram fielmente até aqui, deixem reviews... Mesmo que a Manu seja má e esteja acabando essa fic tão maravilhosa!! Mesmo assim ela merece... E vamos fazer pedidos para um epílogo!!! :D Pelo menos é mais um pouco que teremos, né??

AMO TODOS VOCÊS!!! \o/

Beijos!!

ChunLi Weasley Malfoy

(P.S.: Bee, é sempre um prazer trabalhar com você, amiga!! :D Essa fic foi perfeita!!)

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Nota da Autora: Acabou! Quem ficou feliz levanta a mão! \o

Eu não fiquei feliz... para falar a verdade, fiquei triste escrevendo o último capítulo. Amei escrever essa fic. Como já disse, a idéia surgiu numa manhã em que eu tinha ficado acordada mais uma vez por causa da insônia. No começo achei totalmente sem sentido, mas arrisquei e fico muito satisfeita em saber que deu certo.

E não tenho nem idéia se ele irá agradar a vocês, mas eu espero, do fundo do meu coração, que o último capítulo seja tão interessante para vocês como foram os anteriores.

Minha intenção era postar esse capítulo no sábado passado, mas a ChunLi desapareceu e só apareceu hoje então se eu demorei, a culpa é dela. Batam nela e não em mim.

Ah, a parte destacada sobre o vestido de noiva da Manu é porque eu tirei inteiramente do site http:// www ponto noivasecia ponto com ponto br Gentem! Eu amo esse site! Adoro ver os vestidos de noiva...hahahahahahaha... As fotos dos vestidos, tanto o da Vanessa, como o da Manu, estarão no meu bloguenho http:// littlerunaway ponto zip ponto net

A música que o Draco e a Ginny cantaram é "Inalcanzable" do RBD. A-d-o-r-o essa música! Hehehehe

Agradecimentos (das reviews do cap. 15)

Thaty: Obrigada pela review. Menina, você sumiu das minhas fics... o que houve? Mas então... espero que goste do último capítulo. Beijos.

Izabele Malfoy: Obrigada pela review, Izabele! É, o Draco é um tapado mesmo... pelo menos na minha fic. Hehehehe Beijocas.

Tuty Frutty: Obrigada pela review. Mocinha eu ia postar em breve, mas atrasei por culpa da beta-reader. Então, foi maus mesmo! Beijocas.

Annizita Malfoy: Obrigada pela review!!! Ain, que bom que gostou! Espero que goste deste. Beijocas.

Elion Evans: Obrigada pela review!!! Entonces... a ellie sempre foi boa, mas ela vivia sob a influência nefasta de Laurie McLoren... qualquer um fica ruim na compania da Laurie neh...hehehehe Espero que goste deste. Beijocas.

Os outros eu respondi pelo ff. Gente, se eu disse "seja bem vinda" a alguem que ja tinha mandado review, desculpa. Mas eu nao tenho memoria de ferro e hj eu to meio gripada e com sono, ou seja, tá um esculacho só hahahahaha SORRY!

Agradecimentos:

ChunLi Weasley Malfoy: Muito obrigada por betar a fic e por me apoiar nos momentos em que eu estava mais desestimulada. Beijos.

BaahH, Misty Weasley Malfoy, Caah LisLis, Jaque Weasley, Veronica D.M, , Lika Slytherin, Yasmin Prado, Oráculo, nicky-Evans, Loh Malfoy, Jane Alves, Thaty, Pry, Sally Ride, Lou Malfoy, Tomoyo-Chan vulgo To-Chan, Fernanda Weasley Potter, Daniela, Rebeca, Teresa McCartney, Belle M. Weasley, Urias, Duachais Seneschais, Mrs. Mandy Malfoy, Danii Malfoy, Mandy, Vani, Alana Akasha, Angel, Annizita Malfoy, Anaisa, Ayu-Felton, Elion Evans, Tuty Frutty, Izabele Malfoy, Pamy Potter, , Patrícia, Gabyy , Gaabii, Mina, Quézia, Rafinha M., Srtá.Felton, Luisa Evans Cullen, Suzy Malfoy Cullen, LilyPotter, Nasura-chan, YaXmin, Maga Black, Nandy Poynter Gray Jonas, Kel Cavalcante., Mah Crubelatti, carol, Nanda, Paola, Emmy Bortoleto, Naany, Valentina, Saah Black, Pa Lee, Yu XD, Bella Ryddle, julliet disappear, Mary-Jane Malfoy, larissa, , Kah Almofadinhas Black, Sra. Hatake, Miss Funny, Hinata Weasley, riton.

Pessoinhas, muito muito obrigada. Agradeço aquelas que sempre, desde o começo, mandam reviews e me elogiam... não vou detalhar aqui quem é, mas eu sei quem é cada uma e agradeço muito por essa atenção. Fico muito feliz em ter o apoio de vocês.

Para aqueles que não mandaram reviews em todos os capítulos, mas acompanharam, obrigada também. Espero que tenha conseguido fazê-los rir, pelo menos um pouquinho.

Ah, e agradeço também à Mariana, que me criticou (injustamente) e na crítica dela encontrei forças para não desistir. Arrisquei e acho que deu certo.

Gente, um feliz natal para vocês e tudo de bom... muitas felicidades...e muita Manu Black para vcs em 2009!

Que esso...

É praga ou o quê?

Hahahahahaha....

Beijocas,

Manu Black

P.S.: Antes do ano novo posto o penúltimo e o último de Preço do Amor, ou não me chamo Manu Black Weasley Malfoy Potter e Bla Bla Bla.... HuaUahUaHuahaua