Rin sentia as pálpebras pesadas como
çava-se em manter os olhos abertos, lutando contra uma
grande dor de cabeça.Não conseguia se lembrar de onde estava,
tentando localizar de onde era a luz que brilhava diante de seus
deitada numa cama dura.A sua frente, uma parede
bege.
Virou a cabeça lentamente e encontrou uns olhos cinzentos e
, lembrou.
- Oh, meu Deus - murmurou
virando a cabeça.
- Fique quieta - ele disse, autoritário.
Aquela
voz familiar despertou-a. Uma sensação de extrema fraqueza
apoderou-se dela, fazendo-a lembrar outras vezes em que tinha sentido
a mesma coisa.
Durante um certo tempo, ficou deitada, tremendo,
sentindo-se temporariamente a tinha
sabia que isso ia acontecer, desde o momento em que
falaram que sua foto tinha saído no jornal.Só não esperava que
fosse tão será que já havia se passado muito tempo?
Desde quando James estava desaparecido?
- James... - A voz saiu
rouca. Virou-se para ele novamente, os olhos azuis brilhando por
causa das lágrimas - Há novidades? Encontraram James?
- Ainda
não, mas vão encontrar.Não se preocupe.
- Não me preocupar?
Como é que pode dizer uma coisa dessas? Estou quase louca!
- Sei
disso, mas tem que ser otimista e acreditar que vão
ficar tranqüila.Vão acha-lo.
- O que está pensando? Acha que
basta ordenar para que eu não me preocupe? Tudo é tão simples para
você.Aperta um botão e sua cabeça obedece ao comando, não é
assim? Você não é humano.É uma maquina, um computador, programado
para reagir sempre de idéias próprias ou humanas
como amor, ódio ou pânico.
- Você está histé não se
preocupe, já chamaram um medico.Não sei por que ainda não chegou.O
que fizeram com você? Eles a trancaram nesse quarto, fazendo
perguntas, apesar do seu estado?
- Por que você veio? Por que não
ficou de fora? Posso suportar as perguntas da policia, mas não
consigo suportar você!
- Infelizmente, ainda sou seu
direito de estar com você.
- Direito! É a única coisa que você
conhece!
- Conheço muitas outras coisas. - Ele não tirava os
olhos do rosto perturbado de Rin - Por exemplo, sei que tenho um
filho que nunca vi e que nem sabia que existia.
Rin suspirou e não
respondeu.
- Como foi capaz de ter um filho meu, sem me contar?
Será que eu não tinha o direito de saber?
Mais uma vez, ela se
recusou a responder e nem sequer olhou para parar de
tremer.
- Ele deve estar com uns dois anos, ê devia
saber que estava grávida, quando fugiu de mim.
Rin procurava não
ouvir.Não queria falar com ele.
- É meu? - a voz de Sesshoumaru
estava selvagem e áspera.
Sem pensar, seguindo um impulso, ela
respondeu:
- É!
Ele relaxou e Rin imediatamente se arrependeu
de não ter sido melhor dizer que James não era filho
que não pensou antes?
- Sesshoumaru inclinou-se sobre
ela, apoiando-se na cadeira onde estava sentado.
- Como ele é? -
Sua voz estava rouca e o brilho dos olhos cinzentos revelava uma
forte emoção.
- Por favor, não me pergunte! - Não queria falar
de James com aquele aperto no coraçã que ia adiantar descrever
a cor de seus cabelos, os olhos, as roupas? Nada disso daria a
Sesshoumaru uma idéia exata de como era o filho.
O que poderia
dizer? Que ele gostava de ovos e que não gostava de espinafre? Que
dormia de bruços com o bumbum para cima? Que ele punha na boca tudo
que lhe caia nas mãos? Que seu ursinho já estava quase todo
mastigado e que ele arrancava todos os botões da roupa? Que caía
muito quando andava, mas sempre se levantava e fazia força para não
chorar? Que tinha dor de ouvido quando fazia frio e medo de
cachorro?
Poderia dizer também, é claro, que ele se parecia um
bocado com o provavelmente ia ser pés e as mãos
eram grandes para um bebê, e os cabelos caiam nos olhos, como os
dele quando sacudia a cabeç vez Rin tinha visto Sesshoumaru
ali naquele pedacinho de gente, chegando a provocar-lhe lágrimas
amargas.
Mas não diria nada a ele.
Conservou os olhos fechados,
desejando que fosse embora, porque a dor de te-lo ali a seu lado
estava se tornando insuportável.
A policial apareceu nesse
momento seguida de um homem baixo e de aparência cansada.
- O
medico, senhor - a cortesia de seu tom indicava que sabia quem
Sesshoumaru era. A mudança de tratamento era bem sensíé
aquele momento, estava sendo tratada com um suspeita velada,mas agora
podia perceber o sorriso amável e curioso que lhe era dirigido.
Não
havia a menor duvida de que aquela mulher estava morrendo de
não precisava explicar nada para ninguém.
-
Não pode lhe dar alguma coisa que a acalme? Está histérica.Já
deviam ter tomado alguma providë foi massacrada, com
perguntas como se fosse suspeita de entanto, basta
olhar para ela para ver que está traumatizada.
-Não quero nada -
Rin sentou-se na cama.
O medico sorriu tirou o paletó e segurou o
seu pulso.
- Você está apenas tensa, não é mesmo? Já tomou
alguma coisa?
- Não, e não quero ser dopada.Não vou tomar
nenhum calmante.- Queria participar de tudo, saber o que estava se
tomasse sedativo, ficaria entorpecida e não teria
consciência do que acontecia a seu redor.
- Como se sente? Um
pouco cansada heim? - examinou os olhos dela - Olhe para cima, para
os lados.
Rin obedecia, irritada.
-Estou perfeitamente bem.
-
Todo mundo se sente mal sem dormir - O medico falou, com
um sorriso profissional, como se quisesse disfarçar a intenção de
sua observação.- Tem que pensar que seu corpo não é uma maquina e
você não pode passar tudo isso sem se desligar de vez em quando.
-
Não quero calmante!
- Você precisa relaxar e espero que colabore
comigo - Dirigiu-se para onde estava sua viu-o pegar uma
seringa.
- Não sou nenhuma criança.Não sou obrigada a aceitar o
que não quero, e me recuso a ser dopada.
Sesshoumaru não se
ao lado dela, com as mãos nos bolsos.
- Ela pode sair
daqui? Não esta sob suspeita de lugar, não vai conseguir
repousar.
O medico olhou para a policial que
deu de ficou irritado e gritou:
- Será que
terei que convocar meu advogado para tirá-la daqui?
A policial
saiu sem olhou desesperado para Rin.
- Deixe
que o medico lhe dê alguma coisa para acalmar seus nervos.
- Meus
nervos estão ótimos!
- Não seja tão teimosa.!
- Acho que os
seus é que precisam de um relaxante.
O medico baixou os olhos,
discretamente, afastando-se da linha de olhou para
Rin de um modo ameaç sentia o mau humor dele vindo a
estava zangado sua boca se transformava numa linha reta e
dura, enquanto os olhos cinzentos faiscavam por causa da raiva que
lhe queimava por dentro.A expressão do medico também lhe era
presenciado centenas de pessoas reagirem daquela forma
aos acessos de raiva de toda vida ele encontrou
pessoas ansiosas por aplacar a explosão de seu mau humor ou, então
que corriam para satisfaze-lo como cachorrinhos.
- Vamos sair
daqui - Sesshoumaru falou bruscamente - Vamos levá-la para casa e
colocá-la na cama.
-Tem razão, é uma ótima idéia. - o medico
concordou
Rin sorriu, irônica.
-Se casa significa a sua,
esqueça.Não moro lá.
- Que inferno! - Saíam chispas dos olhos
de Sesshoumaru.
O medico virou-se, arrumou sua maleta, colocou o
casaco novamente, como se não quisesse participar daquela
discussão.
- Você não precisa ficar aqui.
- Vou voltar para
o meu apartamento - Lá haveria um monte de lembranças de
brinquedos estariam na prateleira de seu minúsculo quartinho.O
cercado estaria vazio e o caldeirão defronte a James não
estaria lá.Seu coração apertou-se ela iria
suportar?
- Você não deve fazer a imprensa vai estar
por lá.Eles vão come-la viva. - O tom de Sesshoumaru era
áspero.
Rin ficou olhos se encontraram.
-Eles
sabem?
-O que você acha?- Havia algo de cínico em sua expressão
- Tinha um repórter lá fora, quando
entrei...Ele me ouviu falando com o praticamente tive que
empurrá-lo para poder hora dessa sua casa já deve estar
infestada de gente.
O medico resolveu intervir.
- É a pura
verdade, .
Rin cobriu o rosto com as mãos.Não poderia
voltar para o pequeno apartamento sobre a e Bokuseno
deveriam estar preocupados com ve-los,explicar-se e pedir
desculpas.
- Só há um lugar onde você pode ficar segura.
-
Segura!
- É a salvo.
- Da imprensa - Rin
retrucou, com um olhar zombeteiro e amargo.
Sesshoumaru ficou
furioso e virou-se para olhar o medico que ainda ouvia a conversa dos
dois.
- É, da imprensa.O único problema é como tirá-la daqui e
evitar a imprensa ao mesmo tempo.
-Da maneira como cheguei aqui. -
O medico sugeriu - O carro da policia esta nos fundos.A imprensa não
pode entrar lá... Há portões enormes de ferro que mantem os
repórteres ês podem sair pelos fundos e passar por
eles sem que possam aproximar-se de vocês.
- Prefiro ficar aqui -
O desespero começava a tomar conta de Rin - No caso de...
- Você
não pode fazer houver alguma novidade você ficará sabendo
ser mantida a par de tudo, não se preocupe -
Sesshoumaru olhou para ela com impaciência - Ofereci uma recompensa
por qualquer informação.
Ela mordeu os lábios, nervosa e
irritada.
- Dinheiro? Claro, é a única coisa que você conhece,
não é? É sua resposta para tudo.
- Pode ajudar! E dinheiro
ajuda, por que não haveria de usa-lo? Ele é meu filho, mesmo que
você preferisse que não fosse.
- Preferir que não fosse? Daria
a vida para que não fosse!
O rosto de Sesshoumaru enrijeceu-se e
a raiva aparecia em cada um de seus traços.
- Obrigado
Nas semanas anteriores a separação,
antes que ela o deixasse, houve cenas como essa,cenas de batalha que
haviam deixado cicatrizes profundas.Não conseguindo mais suportar a
situação, Rin resolveu fugir e desde então não fazia outra
aqueles dois anos de separação nada tinha mudado.A
amargura ainda era muito grande, deixando marcas em cada momento
vivido.
Tirou as pernas da cama e virou-se para
aproximou-se para ampará-la, mas ela o
empurrou.
- Pode deixar.
Ele recuou, tenso e emocionado.
-
Tenho que mandar avisar lá motorista esta esperando.
-
Estou indo para lá - O medico respondeu dirigindo-se para a porta -
o que quer que eu lhe diga?
- Entregue-lhe um bilhete - Procurou
um papel em seus bolsos.O medico abriu a maleta e tirou um bloco de
receitas.
- Isso serve?
-Muito obrigado - Sesshoumaru escreveu
rapidamente e colocou o bilhete dentro de um envelope que o medico
também lhe -o ao medico dizendo: - É um Rolls
preto.
Ele sorriu e se manter em pé, Rin se
apoiava com uma das mãos nas costas da coração estava
disparado.Não conseguia pensar em mais nada a não ser em seu
pequeno e indefeso ao menos não tivesse parado naquela
maldita loja!Queria tanto poder estar com ele em casa,James dormindo
em seu berço,o rostinho corado enterrado no travesseiro e o lençol
cobrindo seu bumbum virado pra jeito de dormir deixava-a
preocupada quando ele era ainda muito pequeno.
- Será que James
não vai se sufocar? Não é perigoso? - Tinha perguntado na
clinica.
A enfermeira sorriu e tranquilizou-a:
- Deixe que ele
durma do jeito que quiser.
Algumas senhoras de idade com quem
conversava lhe diziam que era perigoso, Rin explicava que não havia
o menos perigo, mas não se tinha descoberto que um
bebê era um ótimo cartão de pessoas sempre paravam para
olhar o carrinho, debruçando-se sobre ele, brincando com o bebê
quando ele estava acordado.
As mulheres mais velhas sempre
subestimavam sua idade, principalmente quando estava de jeans e
camiseta e davam-lhe mil conselhos de como cuidar de
feito muitos amigos no bairro por causa que as pessoas
precisam de uma desculpa para falar umas com as outras, e James era
essa todo o mundo, os bebês são motivo de conversa,
entre as mulheres, pelo menos.
Rin tinha construído seu mundo ao
redor do dia era governado por ele, que lhe absorvia todos
os pensamentos.
A perspectiva de não tornar a vê-lo deixava-a em
pânico.
Mas não queria pensar nisso.A polícia encontraria James
são e o teria levado?Quem teria feito uma coisa dessas?A
policial tinha dito que poderia ser uma mulher solitária e
desesperada com necessidade de uma criança para desejava
que fosse pelo menos que ele fosse cuidado e amado!A
polícia o encontraria cedo ou tarde.
- Mandei Harris levar o
carro até a estação do metrô, a mais ou menos um quilômetro
pedira à polícia que nos leve até lá.
Rin não fez
nenhum comentá abriu a porta e ela ouviu-o falar de
forma autoritária com alguém:
- Pronta? - perguntou, virando-se
para ás dele havia um policial uniformizado.
Saiu dali
sentindo-se por um corredor sombrio até o
carro de policia que esperava lá fez com que ela entrasse
atrás e sentou-se a seu a porta e o carro
agarrou Rin, empurrando-a para baixo, abaixo do
nível da um susto, mas depois entendeu o que se
passava.
Sons confusos de vozes falando e gritando misturavam-se
ao barulho do motor do carro que soltou Rin que
sentou, trêmula.
- Estão nos seguindo - o motorista falou
observando pelo espelho retrovisor - Quer que eu despiste?
-
Quero.
- Então, vamos lá - Ele fazia trejeitos como se tudo não
passasse de uma brincadeira.O carro zarpou, virou rápido numa
esquina, desceu uma ruela, assustando um homem que atravessava com
seu cachorro, dobrou outra esquina a toda fechou os
olhos e agarrou-se ao assento com as mã carros de
corrida, odiava velocidade.
Sesshoumaru colocou o braço ao redor
-se, empurrando a mão dele.
Estavam quase chegando
à estação do metrô.Ela avistou o Rollys-Royce preto esperando.O
motorista saiu, apagou o cigarro e abriu a porta do carro.
O carro
de policia parou de saltou e ajudou Rin com
pernas estavam trêmulas, o que a fez tropeç
ajudou-a a caminhar até o Rollys-Royce,quase
depois o carro zarpava com eles.
Rin recostou-se no assento,
tremendo, os olhos acomodou-se ao lado dela e
inclinou-se para frente, Ouviu-o falando ao fone ao lado do
assento.
Não estava interessada em -se mergulhar em
desgraç falar com alguém, mas não com com
conhecia falar sobre -se
estranha, como se seu filho não fosse real,como se não passasse de
um falar com alguém que o amasse como ela, que
lembrasse dele como -se, de repente,
pensando em James como se ele não existisse mais.Não devia, não
uma loucura!
James foi o primeiro ser humano que lhe deu
seguranç a âncora que a segurava com firmeza à seu
nascimento, sentiu-se outra pessoa, verdadeira e noites,
quando tinha acabado de trazê-lo do hospital, em que se debruçava
sobre seu bercinho ouvindo-o respirar, com medo de que ele parasse de
fazê respiração era tão suave, tão silenciosa, que era
difícil levado semanas para acreditar que James era
forte, que estava vivo, que não ia parar de respirar se ela deixasse
de observá-lo em seu berço.
Sesshoumaru recolocou o fone e
virou-se para olhá-la.
- Vamos chegar em casa dentro de cinco
minutos.
Casa, ela que ele continua falando assim?
Aquela casa enorme não é o meu lar, é apenas o lugar que ele usou
para me prender.A enorme casa de boneca para o novo brinquedo.
Havia um grupo de homens do lado de
fora da recostou-se sabendo que não poderiam
percebê-los através dos vidros escuros do portões de
ferro se abriram para deixar o carro passar e se fecharam novamente
atrás deles, apesar de alguns repórteres terem tentado entrar
depois do carro.
Rin olhou para a fachada clássica daquele
a estava até melhor do que
quando foi construí tinha gastado muito naquela
onde recebia e impressionava os executivos estrangeiros,
exibindo sua riqueza.
Lembrava-se nitidamente do primeiro dia que
tinha visto a sensação de pequenez e criancice tinha-a
assaltado quando ele atravessou com ela aqueles portõ olhos
se arregalaram diante do que fugir, sentiu que jamais
poderia se integrar naquele universo.
Estava com vinte anos, mas
teve a impressão de ter dez quando Sesshoumaru atravessou com ela o
gramado, conduzindo-a delicadamente até a porta.
Era impossível
descrever sua sensação.Não poderia dizer-lhe como se sentia.Não
ousou proferir uma -se a olhar para ele sem poder
acreditar que era realmente sua esposa.
Como ele poderia entender
o que se passava com ela? Para ele tudo aquilo era rotina,um ambiente
que ele conhecia,que lhe era acostumado com aquele
padrão de vida,carros luxuosos,roupas caras e elegantes,casas
maravilhosas e empregadas eficientes que as dirigiam e o
serviam.
Devia perceber que, para Rin,tudo aquilo era estranho e
a distância que havia entre os dois não permitia a
Sesshoumaru entender a profundidade de seu espanto.
Tinham se
conhecido poucas semanas atrá não sabia o que conversar com
ele,não sabia por que tinha se casado com ela,nem o que sentia a
esse respeito.
Sabia por que ela tinha se casado com
o motivo, mas preferia não pensar no assunto e tentou afastá-lo da
sua cabeça.
Sesshoumaru ajudou-a a sair do carro e acompanhou-a
até a ás dos portões, os repórteres acionavam suas
maquinas.
Mas só iam conseguir a imagem deles
de costas, entrando na mansão. A porta foi sentiu como
se fossem barras de prisão.
Estava de volta à casa de onde tinha
fugido há dois ali,observando o hall espaç tinha
mudado.
Os lustres e candelabros eram os ões
dourados decoravam as paredes e uma concha branca de porcelana, de
onde saia um leque cor-de-rosa, refletia num espelho com moldura
dourada colocado do outro lado.
Aquele homem careca de terno
escuro que os olhava, também lhe era para Rin
hesitante, examinando seu rosto pálido sem deixar transparecer
alguma emoção.
Sesshoumaru não lhe deu oportunidade de
o cotovelo de Rin e levou-a escada acima.
- Você
precisa á exausta - Falou com o mordomo - Mande
imediatamente um jantar para o quarto da .Algo bem
leve.
Rin sentia-se flutuar, enquanto subia aquela escadaria
-se de sonhos que tinha tido, sonhos estranhos e
ameaçadores quando a situação ainda lhe parecia irreal.O hall
elegante, iluminado por aqueles enormes candelabros, ainda lhe
parecia fantasmagórico.
O quarto estava exatamente como ela o
tinha no mesmo lugar, cuidadosamente arrumado e limpo.À
medida que olhava ao seu redor, estranhava a familiaridade como cada
objeto.
Sesshoumaru mandou decorar o quarto para ela depois do
casamento.O quarto dele ficava ao lado.A porta de comunicação
estava aberta, o que deixou Rin assustada.
Sesshoumaru foi até
lá, fechou a porta e trancou-a, retirando a e entregou
a chave a ela.
Rin sentiu o rosto ficar vermelho com esse
a chave de suas mãos, sem olhar para ele.
- Não sou
totalmente insensível - ele falou,a voz ríspida.
Rin olhou para
o tapete branco do também o frio do metal da chave em
sua mão.
Sesshoumaru caminhou até a cômoda francesa branca e
dourada e abriu uma de lá uma camisola amarela e
transparente e jogou-a sobre a cama.
- Tire a roupa e vá para a
cama - falou sem olhar para ela.
Rin nem se a cabeça
baixa e uma expressão obstinada.
Sesshoumaru foi até a porta,
mas voltou-se.
- Volto dentro de cinco minutos.
Rin ficou onde
foi até a cama e pegou a tinha tirado da
gaveta a primeira que nem se lembrava de
tê-la visto dentro dela, mas Rin se aquele pano
macio nas mãos e sem querer as lembranças foram usado
aquela camisola na última noite que Sesshoumaru dormiu com
ela.
Fechou os olhos apertando-a entre os ,
provavelmente, naquela noite que James foi concebido.
Dirigiu-se à
cômoda e pegou uma camisola branca, guardando a amarela sem olhar
para ela.
Sesshoumaru voltou ao quarto alguns minutos mais
já estava na cama, seu rosto lívido pousado nos
travesseiros e os olhos sombrios a olhar para ele.
Sesshoumaru
afastou-se para que o mordomo entrasse com uma bandeja, ajeitando-a
sobre a cama.
- Se preferir outra coisa, senhora...- Ele falou
enquanto tirava a tampa de uma travessa de sopa de galinha.
- Não,
obrigada.
Ele olhou para Sesshoumaru.
- Posso trazer alguma
coisa para o senhor também? O senhor já comeu?
Sesshoumaru
sacudiu a cabeça e não inclinou a cabeça e
retirou-se.
Rin sentiu um ligeiro arrepio com o aroma da
a colher colherada era um esforço
çou-se a tomar metade da sopa,mas não conseguiu tocar na
omelete que estava em outra travessa.
Na bandeja havia também
duas xícaras e um bule de café.Rin olhou para Sesshoumaru.
-
Você gostaria de tomar café?
- Por favor - Colocou a cadeira
perto da cama e sentiu aquela proximidade como uma ameaça,
mas tentou controlar-se para que ele não percebesse o medo que ele
lhe despertava.
Sua mão tremia quando lhe passou a xícara de
café.Sesshoumaru lançou-lhe um olhar rápido.
- Pare de
tremer.Não sou nenhum monstro, pelo amor de Deus.
Rin olhou sua
xícara.O cheiro de café estava lhe provocando náuseas, não queria
tomá-lo, mas, mesmo assim, pegou sua xícara e provou-o.
Sesshoumaru suspirou profundamente e
encostou-se na cadeira, como se quisesse se de um
instante, tomou seu café sem olhar para tantas as noites
em que eles se sentavam calados perto um do outro,sem nada para
sempre tinha tido aquela espécie de fixação por
isso naquele como se sua cabeça ficasse
menor,queimada por um fogo invisível.
De repente, ele pôs sua
xícara na bandeja e colocou esta no chão.
Rin olhou para
ele,surpresa.A figura de Sesshoumaru lhe parecia ainda mais marcante
do que a impressão de que ele olhos
cinzentos olhavam para ela.
- Por quê? Em nome de Deus, por que
você me deixou?
