No outro dia, no salão comunal, (que estava lotado) Nina encontrou Draco com dois grandões (que ela reconheceu como 'amigos' dele). Ela tentou seguir reto e passar por eles sem ser percebida, mas infelizmente Draco viu-a e disse:
-Priminha!Onde está a educação?Como vai?
Nina girou os calcanhares e encarou Draco.
-Primo... Vou bem, e você? – Nina respondeu num tom sarcástico.
-Estou muito bem. Ah, esses são Crabbe – ele disse apontando para o garoto gordo e com cara de estúpido – e Goyle – ele apontou para o outro (que era uns dois centímetros menores do que Crabbe) que tinha cara de ser muito idiota, mais ainda do que o primeiro. - Essa é minha querida prima, Nina Lestrange.
Nina resmungou alguma coisa que ninguém entendeu.
-Bem, até mais, prima... – Draco se despediu saindo do salão comunal.
A maioria das pessoas no local começou a encarar murmuravam coisas como 'Não acredito que ela é prima do Malfoy', 'Será que ela me arranja um encontro com ele?' e 'Merlin!Ela deve ser filha de Belatriz Lestrange!'.
Nina foi para a aula de Transfiguração bufando, com algumas garotas atrás dela comentando. Ela teve de se segurar para não dar um soco nelas ou coisa parecida, e Amy não ajudou muito.
-Fala sério!Você nunca me contou que o Draco era seu primo. Ele é um bom partido, fala sério! Será que você...
Nina deu seu olhar de alerta (mais conhecido 'vou te matar se você não calar a boca') para Amy, e ela parou de falar.
Nina chegou ao limite na aula de poções: uma garota perguntou para ela se poderia falar com o Draco para que ele a convidasse para 'passear por ai'.
-SIM, ELE PODE SER MEU PRIMO, MAS EU NÃO VOU FAZER ISSO! E ALIÁS, ELE NÃO É TUDO ISSO!
Enfim, ela assustou meia dúzia de garotas, e deixou algumas pessoas com medo de que ela fosse arrancar a cabeça delas em poucos segundos.
Mas para a alegria de Nina, ela teria aula de poções com a Lufa-Lufa, e claro, Eugene entendia a indignação dela.
-Olha, eu também uma falta de vergonha – ele disse, depois de Nina contar a história da garota no corredor – E... Poxa!Ele está apenas no segundo ano e já tem pretendentes pra vida toda!
-Pois é – Nina disse, procurando pela mesa uma faca para cortar uma planta que ela nem sabia pronunciar o nome – e a Amy concordou com as garotas: eu tenho que arranjar um encontro com todas elas para o idiota Malfoy!
-Ignora essas babacas – Eugene disse, certificando se alguém estava ouvindo a conversa deles.
-Vou tentar, mas é um pouco difícil quando metade da Sonserina está olhando para você e comentando sobre sua família.
-Mas... Então você tem certeza que é prima dele?
-Bem... Acho que sim...
-Acho melhor confirmar... Porque você não pede para o Prof. Snape ver sua certidão de nascimento?
-Você acha que ele me ajudaria?
-Bem... Acho que você é uma das alunas preferidas dele...
-Vou pedir para ele no final da aula então. Se ele disse que sou mesmo prima do Draco, vou continuar na mesma situação.
Depois da aula ( que fora a menos tediosa ), Nina esperou todos saírem da sala, foi até a mesa do professor e disse:
-Professor? Eu queria lhe pedir uma coisa...
-Você é prima do Sr. Malfoy sim.
Nina corou um pouco.
-Como o senhor...?
-Eu ouvi você gritando com a Srta. Levine.
Nina corou mais ainda.
-Está tudo bem, Srta. Lestrange. Não irá receber detenção. Dessa vez.
-Obrigado, Professor.
Eugene estava esperando Nina no corredor, e já sabia a resposta pela cara dela.
-Ah... Bem, sorria agora você tem um parente!
-Um parente chato e adorado por mais de cem garotas.
No dia da partida Grifinória X Sonserina, Nina resolveu ficar com salão comunal para si (Toda Sonserina estava no campo de Quadribol). Ela sabia que Draco era apanhador, e não estava muito afim de gente cutucando ela para falar sobre o desempenho havia pensado e passear pelo castelo com Eugene, mas não havia encontrado-o em lugar nenhum.
Nina foi para seu dormitório, pegou uma escova (que era presente de uma senhora que fora muito legal com ela no orfanato) e começou a pentear seus longos cabelos negros. Algumas vezes ouviu gritos do estádio, mas não ligou. Depois de algum tempo, ela ficou entediada, e resolveu passear pelo castelo.
Depois de passar por vários corredores e escadas, ela avistou uma garota loira, que parecia estar muito feliz em observar um vitral.
-Olá? – Nina disse se aproximando da menina: ela achou estranha a garota sozinha no meio de um corredor em Hogwarts, enquanto mais de dois terços dos alunos estavam assistindo a partida.
-Alô - a menina disse, desviando o olhar do vitral : seus olhos eram azuis, mas um azul quase transparente. – Meu nome é Luna Lovegood.
Nina a conhecia: Luna era uma aluna da Corvinal do mesmo ano que ela.
-Ãn... Meu nome é Nina Lestrange.
-Prazer em conhecê-la – Luna disse erguendo a mão: Nina apertou-a meio sem jeito.
-Ouvi dizer que você é prima do Draco Malfoy... – Luna disse; Nina começou a ficar com raiva. - Você não se parece com ele.
Nina se surpreendeu com a resposta dela, em menos de cinco segundos Luna se mostrou uma garota legal. Luna sorriu e voltou a observar o vitral.
O vitral mostrava uma bruxa (que parecia ser MUITO velha) sentada em uma rocha, com a varinha nas mãos. A imagem parecia ser muito depressiva, mas Luna parecia estar interessada.
-Você gosta de pudim? – Luna perguntou ainda olhando para o vitral.
Nina riu.
-Sim, e você? – ela respondeu ainda rindo.
-Amo! Meu pai sabe fazer pudins ótimos...
Nina continuou rindo.
-Qual a graça? – Luna perguntou, agora olhando para Nina.
-É estranho perguntar para alguém se ela gosta de pudim do nada!
-Serio?
Nina arqueou as sobrancelhas.
-Eu não ligo. – Luna disse voltando a atenção novamente ao vitral.
Nina tinha o pressentimento de que nunca iria conhecer alguém como Luna.
Quando Nina voltou ao salão comunal, a maioria dos Sonserinos já estava de volta. Draco parecia ao mesmo tempo revoltado e muito feliz.
-Você viu? Aquele idiota do Lockhart deixou o Potter molenga! Nina preferiu nem perguntar o porquê Draco estava falando do tal de Potter. Pelo menos, enquanto as pessoas estavam falando da partida (que pelo visto, tinham perdido) esqueciam um pouco dela. -Nina! – Chamou Amy, que parecia que iria chorar a qualquer momento – nós perdemos... -Nossa, estou muito preocupada e triste – Nina disse olhando para Amy com um pouco de desprezo. -Mas o professor de defesa das artes das trevas conseguiu tirar todos os ossos do braço do Potter! -E daí? -Foi meio que uma vingança, não acha? Draco ficou tão animado... -Ah, cala a boca. Nina foi para seu dormitório evitando olhar para Draco, e para sua alegria, ela não ouviu o conhecido grito de 'priminha!'.Só tinha uma garota loira lá (Nina ainda não sabia do nome dela, só sabia que ela roncava MUITO). -Fala aê. – a garota disse. Nina parou quando ela disse isso. -Qual seu nome? – a garota disse. -Nina Lestrange. E o seu? -Não te interessa. Nina já estava querendo socar alguma coisa mesmo... -Olha aqui garota, a gente vai ter que se agüentar por muito tempo. Acho melhor então tu melhorar teu humor, ok? -Ah, cala a boca, prima do Malfoy. -O QUE? Nina só se lembra de ouvir a garota berrando e Amy dizendo para larga-lá. Quando a loira se levantou, saiu correndo do quarto, gritando 'PROFESSOR SNAPE!'. -Você é louca? – perguntou Amy. -Olha, já estou cansada de ser 'A prima do Malfoy'. Eu quero fazer história aqui, mas não por ser prima daquele inútil. -Ok, você pode fazer isso, mas não vai conseguir ter uma fama melhor que essa praticamente espancando a Diele! -O nome dessa ai é 'Diele'?Que ridículo! -Ei, Srta. Lestrange. Eu lhe pedi para acalmar seus nervos, não? – ouviu-se uma voz da porta. Era o prof. Snape. Nina teve um mal pressentimento sobre aquilo.