Bem ai esta o capitulo dois espero que gostem
Capitulo 2
—É um diabo cruel —murmurou, mas não aceitarei ainda a derrota.
Cheia de agitação, Kagome descendeu da carruagem de aluguel para encontrar-se diante da magnífica residência de taisho na moderna Mayfair. Com um estremecimento, colocou o capuz da capa que emoldurava seu rosto, usava como amparo contra a cinza garoa matinal ou para ocultar sua identidade. Uma dama não visitava o lar de um cavalheiro, em especial de alguém com a fama e reputação de lorde Sem.
Não obstante, impulsionava o desespero. kagome fez provisão de toda sua força de vontade e subiu os degraus de mármore até a imponente porta principal. Quando se apresentou um majestoso mordomo, entregou seu cartão. O ancião servente não moveu sequer uma sobrancelha ante a surpresa de sua presença.
—Perguntarei se sua senhoria está em casa.
—Deseja aguardar no salão azul?
Aceitou a oferta. Ao entrar no salão deixou cair o capuz, mas permaneceu de pé, sem deixar de reparar na elegância do ambiente, que revelava bom gosto e riqueza. Naqueles momentos, as portas do inferno teriam sido mais atraentes.
Desprezava aos nobres licenciosos. Inuyasha taisho, lorde Sem, eram crápulas de primeira classe. Conhecia como eles dirigiam a célebre Liga Fogo do Inferno, uma confraria de depravação integrada por cavalheiros enriquecidos, que seguia o modelo do clube de similar nome que ganhou merecida má fama fazia meio século.
Mesmo assim, tinha alguma esperança de salvar os imóveis kazumi, teria que reprimir seu desagrado.
Ao cabo de uns momentos apareceu no salão um jovem cavalheiro que se inclinou cortesmente enquanto a inspecionava curioso atrás de seus óculos.
—Lady higurashi? Sou George Haskell, secretário de sua senhoria. Pediu-me que pergunte se posso ser útil.
—Não está lorde taisho em casa? —perguntou ela sem sentir-se surpreendida ao ver-se atendida por um empregado.
— Esta se preparando para sair. Sinto muito se pudesse lhe ser útil.
—Temo-me que não é provável. Vim por uma questão de certa urgência que só sua senhoria pode tratar comigo. —Sorriu timidamente e pediu desculpa, mas acrescentou com decisão: — diga que aguardarei que volte?
O senhor Haskell inclinou a cabeça e se retirou. Retornou em seguida com expressão preocupada.
—Sua senhoria me encarrega de te dizer que lhe concederá uma breve entrevista... Vamos, milady. Tem a bondade de me seguir?
Esperava que a conduzisse a um salão, mas quando estavam subido a ampla escada, o secretário a levou por um vasto salão até chegar em uma sala privada. Haskell a deixou depois de uma inclinação e meneando a cabeça com evidente desaprovação.
kagome observou ao entrar que a estadia era ampla e que estava decorada elegantemente em cores carmesim e dourado, com moveis de rico mogno. No centro da vasta sala havia um enorme leito cujas roupas ainda estavam revoltas.
Sentiu acelerar os batimentos do coração de seu: era o dormitório de lorde Sem.
—Passe —disse alguém com tom lânguido e sardônico do outro lado do quarto.
Kagome deu um só passo e se deteve bruscamente. O perverso cavalheiro ia sem camisa; vestia só calças e botas. A extensão de sua pele nua era imponente. De amplos ombros, peito robusto que sublinhava sua massa musculosa, um estômago duro e liso e estreitos quadris, tinha a aparência de um deus grego. Sua musculatura sugeria sua dedicação aos esportes atléticos. E isso se somava o fato de que era perigosamente formoso, fez com que o pulso de kagome se acelerasse.
Tinha esquecido o terrível impacto que causava aquele homem.
Ele a beneficiou com um sorriso de desculpa enquanto colocava uma folgada camisa de cambraia.
—Desculpe-me por receber uma dama em tal estado de nudez, mas você insistiu.
Era verdade que tinha feito. Mesmo assim, compreendeu que o fato de que a recebesse ali era com um intento de intimidá-la. Sim, sabia que tinha visitado seu dormitório uma guarida de iniqüidade sem dúvida, ela se veria totalmente comprometida. Entretanto, não estava em condições de desafiá-lo. Se queria ter alguma esperança de convencê-lo, deveria engolir sua consternação e seu nervosismo.
—Posso me arrumar sozinho —disse taisho ao criado que ajudava ele.
Agarrou o resto da roupa e se despediu da ajuda do criado, que se inclinou e se retirou obediente.
kagome, a sós com o primeiro libertino de Londres, fez um fútil intento de tranqüilizar seu descontrolado pulso.
—Importa que continue me vestindo?
taisho foi para o espelho de corpo inteiro, onde se dedicou a atar o lenço com consumada perícia.
—Apressa-me o tempo. Não desejo chegar tarde a uma entrevista com meu alfaiate. Meu secretário espera que ocupe meu posto na Câmara dos Lores, e requer que vá convenientemente vestido.
Seu seco tom sugeria cínica diversão, mas kagome não podia acreditar que preocupasse muito sua vestimenta.
Era um esperto audaz, com um sentido natural arrogância, mas não era um almofadinha. E não tinha nenhuma necessidade de confiar em seu alfaiate para apresentar um aspecto favorável. Os homens temiam e respeitavam ele, enquanto que só com seu aspecto e encanto tinha seduzido legiões de mulheres. kagome não podia negar que todos seus instintos femininos cobravam vida em sua presença. Aqueles olhos surpreendentemente dourados, rodeados por espessas pestanas, podiam-se qualificar de formosos.
Tragou saliva até que conseguiu encontrar sua voz.
—Obrigado por falar comigo —começou em tom conciliatório.
No espelho se refletiu um rápido sorriso masculino.
—Não tenho outra opção que ceder graciosamente milady. Você é muito persistente... E suspeito que esteja bastante decidida a acampar em minha porta.
—A necessidade obriga a isso. Mas só desejo dez minutos de seu valioso tempo.
—Pode contar com seus dez minutos, mas advirto que dez horas não bastariam para que trocasse de opinião com respeito a seu irmão. Senta-se, por favor.
kagome olhou as poltronas com enfeites que estavam diante e a espreguiçadeira junto à janela.
—Obrigado, mas prefiro ficar de pé.
Ele inclinou a cabeça para dar a entender sua indiferença e se fez um elegante laço no lenço.
—Sabe seu irmão que você está aqui?
—Não. E não tenho intenção de dizer escandalizaria se soubesse sequer que visitei você, e mais ainda que me recebeu em seu quarto.
—Pelo famoso saqueador da virtude feminina que sou? —inquiriu ele ironicamente.
—Odeio desiludi-la, mas não estou à espera de femininas indefesas para encantar.
Olhou-a através do espelho.
—Embora em seu caso confesso que poderia me sentir tentado.
Ela exalou um suspiro.
—Não se equivoca milord. Vim para discutir a dívida de honra de meu irmão.
—Muito inteligente por minha parte havê-lo suspeitado.
—Talvez não compreenda a infelicidade que é cumprir essa dívida para minha família —prosseguiu kagome esforçando-se por adotar um tom razoável.
Ele suspirou resignado.
—Deduzo que me propõe dizer isso
—Minha mãe e minhas irmãs ficarão na miséria, sem um lugar onde viver.
—Seu irmão sempre pode apelar aos prestamistas para pagar suas dívidas.
—Nenhum prestamista adiantaria tal soma sem os imóveis kazumi como garantia. Embora fora capaz de pagar sua dívida de honra com você, uma vez nas garras dos agiotas o resultado seria o mesmo. Souta perderia seus imóveis, seria encerrado na prisão dos devedores e sua família expulsa de sua casa.
—Ainda não entendo como isso me afeta.
kagome reprimiu uma zangada resposta. Não serviria de nada provocar a hostilidade de lorde taisho.
—Tem todo o direito a vingar-se de meu irmão, mas deve fazer sofrer também a sua família?
—É uma desafortunada conseqüência de suas ações.
—Não só de suas ações. Você é um jogador perito, milord. Atraiu-o a um jogo forte, assim o admitiu ontem à noite.
—Certamente, tinha toda a intenção de arruiná-lo.
—Depenar moços inexperientes deveria ser contra lei —murmurou kagome com amargura.
—Assim como destruir a vida de inocentes moças —replicou ele. Ao ver que se limitava a olhá-lo, acrescentou impaciente:
— veio para interpretar uma exemplar desaprovação, lady higurashi?
—Não. Vim para convencer de que seja razoável.
Ele ignorou seu comentário.
—souta ameaçou pegando um tiro se não conseguir encontrar um meio de sair desta dificuldade.
—Confesso que não me romperá o coração.
—Mas sim o meu.
Olhou-a nos olhos, como se valorizasse sua sinceridade. Logo sacudiu a cabeça enquanto endurecia sua expressão.
—Seu irmão deve pagar um preço por sua imprudente crueldade. Mas farei uma concessão. Se for bastante homem para vir ver-me, discutirei as condições do pagamento.
kagome aliviou o peso do coração ante sua oferta, mas não o bastante.
—Que condições são válidas se não poder pagar o seu alfaiate e muito menos uma aposta da importância de sua divida?
—Está singularmente interessada em seus assuntos financeiros, verdade?
—Tenho boas razões para isso. Dirijo os imóveis kazimi para o souta, posto que ele tenha pouca cabeça para contas.
Taisho arqueou uma sobrancelha.
—E você a tem?
—O suficiente para saber quando se encontra a sérios apuros. E devo dizer que não deve censurar totalmente por seus escassos recursos. A principal dificuldade sempre foi convencer a nossa família para que economize. Temo-me que somos esbanjadores.
Ao ver que não obtinha resposta prosseguiu:
—Não há modo de que considere reduzir a dívida?
—O que tem para oferecer em troca, milady?
kagome mordeu os lábios e inuyasha desviou seu olhar para aquela mórbida boca. Exigia um esforço para endurecer seu coração ante suas súplicas. Lady higurashi tinha uma famosa beleza e ele sempre tinha sido parcial com as mulheres formosas. Seus olhos azuis eram tão luminosos que dava vontade de inundar-se neles, enquanto que seus cabelos eram da lustrosa cor da noite, com vislumbres azulados.
Mas tinha sido bastante calculadora para casar-se com um título e propriedades e, durante seu matrimônio, tinha alternado em ambientes carregados. Podia ser o mesmo patrão que seu vicioso irmão e seu falecido marido. Sabia que sir kouga tinha dilapidado sua herança enquanto seguia um atalho de escândalos e depravação até encontrar um fim prematuro. De dar crédito aos rumores, seus amigos tinham estado mais que desejosos para consolar a sua afligida viúva. Admitiu que kagome higurashi não parecia tão superficial e vazia como outras damas elegantes, mas podia estar interpretando um papel em seu benefício.
Embora seus atrativos olhos se mostrassem receosos, seu olhar refletia uma certeza sexual que dizia claramente que sentia a atração que havia entre eles.
—Temo-me que tenho pouco á te oferecer. A morte de meu marido me deixou em circunstâncias apuradas —reconheceu sua queda.
—Nossa casa estava tão arrasada por hipotecas que, uma vez que paguei suas dívidas, não ficou nada.
—Então seria preferível que procurasse um marido rico.
Advertiu nela um desagrado.
—Embora estivesse inclinada a voltar a me casar, que não é o caso, não é o momento para que eu encontre um marido.
— Parecer ser um dilema. Mas uma mulher formosa como você sempre pode ter um amante. Ou possivelmente já o tem?
Expressava-se em tom firme, curioso.
kagome apertou os dentes.
—Não tenho nenhum amante, lorde taisho.
—Não, apesar de que não utilizo meus encantos femininos para conseguir seus fins. Suponho que o sedutor vestido que levava ontem à noite era por mim.
kagome se ruborizou, mas se manteve firme em sua posição.
taisho a repassou com o olhar da cabeça aos pés.
—Não dever ser difícil encontrar um protetor. Tem abundantes encantos para negociar. Utilize esse formoso corpo em seu proveito.
—Não sou uma mulher frívola, milord —repôs ela entre dentes, tão furiosa que ele teve que acreditar em sua sinceridade.
Sua indignação fez deter-se inuyasha. Estava acostumado com mulheres que se jogavam á seus pés. Devia considerar a seu favor que a encantada kagome não tinha tentado convencê-lo com lágrimas nem histórias retorcidas. Não se propunha enrolá-lo para conseguir um favor dele. Simplesmente, rogava-lhe com honradez que permitisse conservar sua casa.
Devia confessar que admirava sua franqueza assim como seu valor. Inclusive admirava a decidida defesa de seu irmão por muito equivocada que fosse.
Mas não era aconselhável que se permitisse abrandar-se diante dela. Kagome higurashi era inteligente, com bastante ânimo para parecer intrigante, e bastante formosa inclusive para um homem de seus enfastiados e refinados gostos. Em circunstâncias normais, gostaria de poder experimentar sentimentos compassivos ao dela, talvez inclusive fazer um jogo de sedução. Mas aquelas era uma circunstância pouco propícia. Seu irmão tinha destroçado a vida de sua inocente irmã e teria que pagar por isso.
—Alguma vez você fez algo que tenha lamentado? —dizia ela.
—souta foi criado sem nenhum conceito de responsabilidade. Nosso pai foi um pobre modelo para ele.
—Uma história edificante.
—Meu irmão é só um menino, milord.
inuyasha endureceu seu olhar.
—E minha irmã não é mais que uma menina cuja vida kazumi arruinou cruelmente.
—Não estou desculpando seu comportamento —conseguiu dizer kagome mais comedida.
—Mas pensava que você gostaria de dedicar suas energias a ajudar sua irmã em lugar de procurar vingança.
—estive guardando minhas energias para esse fim.
—De verdade? Não a deixou sozinha no campo enquanto retornava para Londres em sua existência ao prazer?
Naquele momento foi inuyasha quem apertou os lábios.
—Não vejo o que tenha a ver ver com isso, lady higurashi, mas se quer saber, estou na cidade procurando uma acompanhante para ela. A principal razão de minha vinda é ir às agências de emprego e entrevistar a possíveis candidatas.
«E visitar seu alfaiate», pensou kagome, e fez todo o possível por ocultar seu desdém. O poderoso barão sem dúvida não queria ver-se incomodado por sua inválida irmã se estava planejando evitar sua responsabilidade e colocar para a moça uma empregada.
—Não te parece algo desumano deixá-la em mãos de uma desconhecida?
—Não te parece algo imprudente provocar minha hostilidade, lady higurashi? —repôs com suave voz revestida de aço.
kagome vacilou enquanto observava a tormenta que se formava nos olhos dele. Tinha-o irritado, um pouco foi uma estupidez. Lorde taisho era um homem perigoso por sua implacável vontade. Ao ver que avançava para ela lentamente, só pôde manter-se firme em seu lugar. Era muito consciente do corpo dele, de suas dimensões, sua força e sua masculinidade.
Deteve-se diante dela e a olhou com dureza. O calor e a intensidade de seus olhos eram desconcertantes. Logo sua voz se reduziu a um murmúrio.
—Está aqui sozinha, no quarto de um famoso libertino. Poderia me comportar de maneira malvada com você e ninguém me acusaria de nada.
Era uma ameaça, mas em certo modo a fez soar como uma promessa sensual. Ainda mais desconcertante foi o modo em que examinou seus seios. Ela sentiu seu olhar como uma carícia tangível, sentiu que seus seios se endureciam como se realmente houvesse tocado.
Ficou imóvel quando coçou a garganta. Conteve a respiração enquanto seu elegante dedo riscava um atalho leve como uma pluma para o vulnerável oco.
—Te perturbo, lady higurashi? —criticou-a brandamente.
—Não... Certamente que não.
—Por que ficou sem fôlego quando toquei sua delicada pele rosada?
Era certo ela tinha ficado sem fôlego e sentia muito calor. Mas se acreditava que podia intimidá-la, estava muito enganado.
kagome ergueu o queixo desafiante e devolveu o olhar.
— acreditava que conseguiria apelar por sua melhor natureza, milord, mas vejo que não as tem.
Lorde Sem sorriu friamente.
—Minha natureza é encantada em depende em que circunstâncias.
—Vi poucas provas disso.
—Apenas me conhece.
Ele seguiu contemplando-a durante uns momentos, mas logo agitou a cabeça como se tivesse recordado onde estava.
—Por muito que desfrute discutindo com você tenho que cumprir com meus compromisso.
kagome soltou um suspiro de frustração. Ele tinha razão. Aquilo não conduzia a nada. Com um peso no coração, fez uma última tentativa para convencê-lo.
—Perguntou o que podia oferecer em troca de devolver os imóveis de meu irmão, milord. Bem, estou disposta a oferecer meus serviços...
«Ah —pensou ele irracionalmente decepcionado ela.
Agora chegamos ao ponto das negociações.»
—Começa a me interessar enormemente.
— Como acompanhante de sua irmã —prosseguiu kagome.
O homem franziu o cenho.
—Como acompanhante?
—Disse que procurava uma para a senhorita sr taisho.
—Me dê uma simples razão pela qual devo confiar o bem-estar de minha irmã a você.
—Porque poderia ajudá-la. Conforme você me disse ela se encontra mal. Tenho entendido que ela não pode sair de seu leito, e que se converteu em uma solitária.
—O que você pode fazer?
-Lidar com as senhoras com problemas de saúde não é uma situação nova para mim. Minha mãe é uma semi-inválida, e é muitas vezes limitada ao seu leito para que eu tenha alguma experiência. Eu poderia dar a sua irmã minha ajuda. Ainda conservo o título de meu marido e sou a filha de um visconde. Poderia ser sua governanta-companheira. inuyasha a examinou tratando de julgar que se tratava de uma estratagema. Embora ela parecesse muito sincera, perguntava-se até que ponto se sacrificaria por sua família. Assentiu lentamente, decidido a comprovar sua resolução.
—Concedo a você o meu valor. Mas me pergunto até onde está disposta a chegar
.—Farei o que possa para salvar a minha família.
—Serio? —Sorriu.
—Bem, tem sorte, querida, encontra-me de aspecto tolerante. Mas tenho em mente um acerto mais íntimo com o que você considera. Farei um trato com você: ofereço-lhe o posto de acompanhante... Mas não de minha irmã, mas sim de mim.
—Eu... Não compreendo.
—Então explicarei com mais clareza: cancelarei a dívida de seu irmão se te converter minha amante.
Por seu aspecto horrorizado se via que estava claramente atônita.
—Não seria para sempre. Só até que cansássemos um do outro. Digamos... Durante o verão?
Ela o olhou com um olhar fixo.
—Não posso acreditar que um homem de sua reputação precise de amante.
Ele encolheu os ombros indiferente.
—Nestes momentos me encontro em época de mudança. O cargo é seu se o desejar.
O que ela desejava era esbofeteá-lo por sua insultante proposta. Não podia estar falando sério... Ou sim?
— Você esta sendo ofensivo, senhor.
Ele se limitou a olhá-la e sorriu lento e cinicamente.
—Vamos querida. Sua aparência de indignação é um pouco exagerada. É você é uma mulher do mundo. Não pretende me fazer acreditar que esteja escandalizada.
Cortou a distância que havia entre eles e levou a mão em seus seios. Ao roçar o mamilo com seus dedos, ela sentiu claramente o impacto sensual através da malha de seu vestido. O atrevimento do gesto a alarmou tanto como a fogosa sensação que sentiu
kagome exalou um fundo suspiro e retrocedeu um passo a uma distância mais segura.
Lorde Sem exibiu um sorriso cortês e triunfal. A ligeira curva de seus lábios irradiava encanto varonil. kagome podia compreender perfeitamente que conquistasse legiões de mulheres. As teria cativado em incontável número com aquele sorriso perverso e sensual.
—De modo que recusa minha oferta? —murmurou, embora fosse evidente que imaginava ter ganhado.
—Não disse isso! —replicou ela bruscamente.
—O que diz então?
—Eu... Considerarei.
—Bem, considere logo, querida. Mas vou fazer uma valiosa advertência. Se negociar comigo, faz-o com o diabo.
