Christine's Pov:
Estava no aeroporto, alguma coisa me dizia que hoje, alguém iria precisar da minha ajuda. Oh, mas nem me apresentei. Eu sou a Christine Soleir, sou uma vampira de 194 anos. Mas tenho a aparência de uma humana de 24 anos.
Tenho os cabelos morenos e vermelhos, os olhos dum vermelho quase castanho, e a pele branca. (Link no meu perfil)
Bem, agora que já estou mais ou menos apresentada, eu poderia contar-vos a minha história, mas fica para depois.
E foi aí que a vi. Uma garota de cabelos morenos avermelhados, olhos castanhos... chocolate?, a pele branquinha sem nenhuma falha, e tão triste... seus olhos não tinham brilho nenhum, tentava controlar os soluços que lhe escapavam, até as suas lágrimas mostravam desespero.
Oh, tudo nela mostrava tristeza e desespero, tinha uma mala pequena, e estava constantemente a tocar na sua barriga. Devia estar grávida, ou com medo de estar. Aproximei-me com cuidado para não a assustar.
-Olá, eu sou a Christine.
Ela nem me olhou, fez apenas uma espécie de aceno. Andou até à bilheteira.
-Eu... que-queria c-com-prar
-Para que destino?- perguntou interrompendo. Aproximei-me, denovo.
-M-mi-mia...
-Mia?
-Desculpe, queira acalmar-se, tenho mais pessoas para atender.
-D-desc...
-Não tem de quê.- ela preparava-se para sair, quando eu agarrei.
-Ela quer comprar o bilhete, e é agora.- disse fria para a mulherzinha que acabava de humilhar duma forma mais subtil a estranha garota. A garota que estava a segurar, virou-se para mim em choque.
-Não deves deixar que ninguém te humilhe.- disse com um pequeno sorriso.
-Bella. - olhei-a interrogativamente -O meu nome é Bella. -sorri, e ela também, embora tenha sido um sorriso minimo e triste.
-Eu quero um bilhete de ida para Miami.
-São $245, quando que quer ir?
(ATENÇÃO: Eu não faço ideia de qual seja o preço)
Ela pagou.
-O mais rápido possivel.
-O voo parte daqui a 30 minutos, tenha uma boa viagem.
Ela foi-se embora sentar-se num banco.
-Quero o mesmo. Aqui tem.
-Er... sim senhora, tenha um bom voo.
Fui atrás dela, e sentei-me a seu lado.
-Já comprou o bilhete?- perguntou com desdém, mas sem sequer me olhar.
-Já.- respondi apenas.
-O que quer de mim?- perguntou, levantando a cabeça para me olhar.
-O que te faz pensar que quero algo de ti?- perguntei curiosa. Eu não queria nada dela, apenas ajudar.
-Porque falaria comigo, se não quisesse?- perguntou-me
-Eu apenas quero ajudar-te.- disse sincera.
-Voo com destino a Miami, plataforma 3. - a mulherzinha metálica falou
(ATENÇÃO: Nunca voei para lado nenhum, não sei se assim)
-Acredito que sim, mas não me pode ajudar.
E levantou-se indo para a plataforma. Claro que fui atrás, eu vou ajudá-la. Já que fui transformada neste monstro, ao menos tenho ajudar as pessoas como antigamente.
-Posso sim, se me deixares. -disse-lhe caminhando ao pé dela.
-Não preciso da sua ajuda. Já tive maus momentos com vampiros o suficiente.- ela me respondeu fria. Parei um pouco, mas ela continuou a andar. Ela sabia sobre mim, sobre a existência dos vampiros? Como era possivél? Quem lhe contou? E sobretudo porque a abandonou? Dei uma pequena corridinha e apanhei-a a subir. A minha poltrona ficava exactamente ao pé da sua. Golpe de sorte, hein?
-Bella...- ela olhou para mim- Deixa-me ajudar-te.- pedi inconformada.
-Porque me quer ajudar, nem a conheço.- ela me respondeu arqueando a sobrancelha.
-É o meu dom.- ela revirou os olhos.- Sinto quem e quando precisam da minha ajuda.- respondi e ela me encarou curiosa.
-E...
-E veio dar-me a ti. Sabes antes de ser transformada neste monstro, eu era freira. Ajudava as pessoas, ia até elas, e não ficava quieta como as outras irmãs, que esperavam pelas pessoas.- eu contei, me relembrando de muitos momentos em que eu tocava porta das pessoas e tentava ver nos seus olhos se precisavam de ajuda.
-Parece muito nova para ser freira. Ou ter sido.- ela comentou
-Eu só fui 'formada' aos 23, mas desde pequena que fazia isto. Tenho 24 anos de aparência.
-Ah... eu sou a Isabella Swan filha do chefe Swan, e apaixonei-me por um monstro. Edward Cullen conheçes?- desabafou. Realmente Cullen não era um nome estranho.
-Ah, já sei, conheçi a Rosalie Hale uns 40 anos, ela estava na sua lua-de-mel.- ela riu e não percebi a piada.
-Em qual delas? Eles casam tantas vezes.- ela sorriu provavelmente lembrando-se de alguma coisa.
-Parece que apesar de tudo, não odeias aquela familia.- refleti e ela fechou a cara.
-Enganas-te, odeio aquela familia sim. Eles odeiam-me a mim e desejaram a morte do meu filho. Mas como sempre excepções, e a excepção é a Rosi e o Emm.- ela me disse, vi os seus olhos escurecerem de ódio ao falar, mas suavizaram ao falar da Rosalie e do Emmett.
-Então, vamos para Miami. E o que queres fazer l ?- perguntei curiosa, afinal tenho que arranjar um emprego, ver a casa...
-Estudar medicina e cuidar da minha gravidez, e tu?
Incrivél ela começa a responder sem desconfianºas ou insistência
-Eu, vou ajudar-te não é óbvio!- perguntei confusa. Achei que ela já tinha percebido.
-Como é que é?
-Sim vou-te ajudar, e trata-me por Chris.
-Okay Chris. Obrigada pela ajuda.
-De nada, apenas te aviso que vais precisar de recomeçar do zero. Apenas tens o teu filho, para recordares o passado, e eu para te ajudar no presente. O futuro Deus tem-o nas mãos.- ela sorriu
-Acredito em ti. Sabes, eu acho que o que mais me magoa,é ele pensar que o traí .- ela desabafou, olhando para a paisagem. Fiquei a pensar um pouco no que ela me disse, mas não entendo. Se ela e o Edward se envolveram, como que possivel, a Bella estar grávida?
-Não entendo. Tu és uma humana, e ele um vampiro, como podes estar grávida dele?- perguntei olhando para o reflexo da Bella na janela. Ela ficou em choque, e virou-se lentamente para mim.
-Tu acre-ditas em mim?- perguntou surpresa. Revirei os olhos.
-Ué, se tu o dizes, porque que eu havia de duvidar.- sorri-lhe, e ela também, e pela primeira vez foi um sorriso alegre e sincero.
-A única coisa que me ocorre,é que eu posso ter filhos, porque sou uma mulher humana.- ela me respondeu triste. Claro, mas que burra que fui!
-As vampiras não podem ter filhos, mas as humanas sim, afinal só o corpo delas é que muda durante a gravidez! Parva! Como é que nunca cheguei a pensar nisso?
-É me indiferente. Ele não acreditou em mim, e mesmo que tivesse acreditado, não muda o facto de ele nos querer mortos.- ela disse tocando na sua barriga.
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Beijos Momo Inês
