Capítulo 03.

- Eu... Eu sinto muito por essa noite, Lucas – disse Brooke no avião, horas mais tarde, com o pescoço virado para o seu companheiro ao lado – Pela noite, e pelo seu pai!

- Não, tudo bem, Brooke – Lucas abaixou a cabeça, e no fundo da janela, as luzes das estrelas piscavam no meio da escuridão – Sei que não foi uma das melhores noites mesmo...

- Eu... Eu não queria que tudo terminasse assim entre a gente... – sussurrou Brooke sinceramente, com os olhos miúdos – Você tem sido a minha calma, ultimamente. Ao seu lado... Eu tenho esquecido de todos os meus problemas.

Lucas não abriu a boca, durante toda essa declaração de amizade que Brooke havia despejado naquele momento.

- Não... Tudo bem – foi a única coisa que ele respondeu, e isso a quebrou por dentro, sentiu-se despedaçada. Como ele podia simplesmente dizer aquilo? Não tinha nada a acrescentar?

Brooke voltou a se ajeitar no lugar, completamente confusa com os seus pensamentos, não sabia se devia estar triste pela morte de Dan essa noite, mas feliz por estar tudo bem com o seu amigo Lucas, ao seu lado, sem estar beijando a garota daquela boate.

- Vamos estar de volta a Tree Hill dentro de algumas horas – disse Lucas olhando para Brooke – Podemos fingir que nada disso aconteceu, ok?

- Eu... – Brooke abriu a boca para dizer que isso era impossível, Peyton não era estúpida, teria percebido a ausência dos dois – Eu... Tudo bem! – por fim acabou concordando. Era Lucas quem estava pedindo, afinal.

Eles não conversaram pela viagem e tampouco dormiram, estavam tristes demais para dormirem, e embora estivessem muito cansados, não estavam nem um pouco a fim de dormirem, os pensamentos trabalhavam em suas cabeças como máquinas.

O avião pousou já estava clareando, eles desceram ainda sob um silêncio sepulcral, eles foram esperar pela mala de Brooke na esteira rolante, a de Lucas estava presa em suas mãos, pelas alças.

- Te espero lá fora – disse Lucas – No ponto de táxi!

- Certo – disse Brooke com os braços cruzadas, muito chateada no fundo.

Além de mudo, ele estava sendo grosseiro. Em tempos de amizade, Lucas nunca teria deixado Brooke sozinha, um minuto sequer. Tudo estava desmoronando... Talvez, talvez fosse um erro voltar a gostar dele, cogitou ela.

Ela veio com a sua mala rolando, por trás do homem, com uma cara muito deprimida, e os óculos escuros para esconder as olheiras enormes. Eles entraram no táxi e seguiram diretamente para a casa de Brooke, ela desceu.

- Te encontro em algumas horas no enterro – disse Brooke querendo passar em casa somente para deixar a mala. Não queria chegar lá juntamente com Lucas, ainda mais com bagagens nas mãos, seria muito óbvio.

O táxi seguiu o seu caminho assim que Brooke virou as costas, puxando a mão com a mão esquerda, e escolhendo a chave da porta, no meio de outras chaves. Ela enfiou a chave na porta, e ao abrir encontrou a casa vazia.

- Peyton? – berrou ela, mas não houve resposta.

Brooke subiu até o seu quarto, tirou o óculos escuro, foi lavar o rosto, e ouviu barulho de passos no andar debaixo. Ela desceu pé ante pé na escada, para ver quem era. Para o seu alívio, era a sua colega de trabalho, Milicent. Estava de costas, com os cabelos sujos e mal lavados.

- Mili, que...

Milicent virou o rosto em sua direção. Seu rosto estava todo roxo, cheio de hematomas, parecia ter formato de dedos. Seus olhos estavam inchados, sua bochecha cortada do queixo até a orelha, e seu nariz totalmente deformado.

- Mili... O que houve, o que... – Brooke estendeu os braços em sua direção, muito preocupada.

- Uma garota... Ela tentou roubar a sua loja, e eu impedi... – disse Milicent com os olhos cheios de lágrimas – Então... Quando estava indo embora para trancar tudo, um homem... Ele me atacou, tenho certeza de que foi alguma coisa relacionada com aquela garota... E...

- Qual era o nome dela? Você já foi à polícia denunciar o caso? – perguntou Brooke preocupada, segurando a amiga pelos ombros, pensou rapidamente se sua mãe não teria feito isso.

- Não... Eu não tive coragem – disse Milicent debulhando em lágrimas, ela se sentou no sofá, Brooke ao seu lado, segurando as suas mãos – Eu... Não tenho nem forças mais para chorar!

- Meu Deus, vai ficar tudo bem... Acredite em mim, Mili! – Brooke apertava as suas mãos com força – Eu estou aqui... Sou a sua melhor amiga, e nada mais vai te acontecer! – Brooke a abraçou com delicadeza para não fazer os hematomas doerem.

- E... Tem mais uma coisa, Brooke! – disse Milicent erguendo o pescoço, com dificuldade de abrir os olhos. Era deprimente ver a amiga naquele estado como se tivesse apanhado feito um saco de pancadas – Peyton... O quarto dela está vazio!

- O que? Como assim? – Brooke ficou em pé de repente, saiu correndo na direção do quarto da melhor amiga e viu a cama bem arrumada, todos os móveis no lugar, mas não havia mais os livros, nem o notebook, e nem mesmo as roupas dela espalhadas. O que era muito estranho – O que houve com Peyton? O que aconteceu?

- Não... Não fui trabalhar hoje – disse Milicent ainda extasiada – Sinto muito.

- Não se preocupe – Brooke passou a mão em seus cabelos – Vai ficar tudo bem!

Milicent ainda chorava, sem parar, sendo aparada por Brooke.

- Isso tudo é minha culpa. Se eu não tivesse ido...

- Não, Brooke, não é a sua culpa. Foi eu quem impediu a menina que roubasse a sua loja! Se eu não tivesse feito isso, talvez eu ainda estaria inteira!

- E... E se não foi a menina? E se foi a minha mãe?

- Brooke, não... – ia dizendo Milicent – Sua mãe nunca faria isso, pelo amor de Deus, Brooke!

Brooke mexeu a cabeça e andava de um lado para o outro, desamparada, pensativa. Parou ao lado da base do telefone e apertou o botão da secretária eletrônica.

"Olá Senhor Brooke Penelope Davis, estamos te ligando para informar que o pedido de adoção foi um sucesso! Já conversamos com o gerente da agência e ele achou que você é uma pessoa ideal para começar a construir uma família. Por favor, entre em contato o mais rápido possível."

Brooke queria comemorar, queria soltar um grito de felicidade, mas as circunstâncias a impediam. O pai de Lucas havia falecido, Milicent fora espancada, e Peyton havia sumido por motivos desconhecidos. Se ela comemorasse a sua adoção, seria totalmente egoísmo da sua parte.

- Milicent... Você já deve estar sabendo, mas... O pai de Lucas, Dan Scoot, ele veio a falecer, e nós estamos indo para o enterro. Se você quiser, pode vir com a gente.

- Eu sinto muito, não estou com cabeça para isso – disse ela se levantando – Você não se importa em me levar para casa?

- Claro que não, óbvio! – disse Brooke piscando várias vezes – Você é a minha melhor amiga, e eu sinto muito por tudo o que aconteceu!

As duas se abraçaram com muita força no meio da sala.

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- Tio Lucas – disse Jamie se aproximando da perna do tio.

- Hey, buddy! – Lucas estava em pé, embaixo da árvore, na sombra, bem ao lado do túmulo que o próprio Dan havia construído, ele acariciou a cabeça de Jamie mas sem dar muita atenção.

- Fiz um desenho para você... – Jamie ergueu a folha branca com rabiscos, havia três pessoas no desenho, e uma delas tinha asas e voava – Esse é o vovô Dan – ele olhou por cima do ombro e viu Haley sorrindo, não por felicidade, como um incentivo do filho continuar a contar a história para o tio – E... Minha mãe me contou que ele virou um anjo com asas muito grandes, capaz de voar até o céu!

- Sim, Jamie, é verdade – disse Lucas agachando, ficando cara a cara com o garotinho que usava um smoking infantil – Dan Scott foi para o céu! – Lucas não sabia ao certo se a palavra céu se encaixava na mesma frase que Dan, olhou por cima do ombro e viu Nathan concentrado, olhando fixo para o caixão, muito triste, mas sem representar ressentimentos.

Dan havia matado Keith, o seu próprio irmão, e talvez estivesse recebendo o castigo merecido. Lucas afagou Jamie com a mão, em seus cabelos, pegou o desenho e olhou atentamente para os detalhes.

Jamie virou as costas para o caixão e correu até o casal Nathan e Haley, enfiou-se entre as pernas dos dois, voltando a ficar em silêncio.

Após reparar o desenho, Lucas olhou por cima, procurando algum sinal de uma garota loira, ou de qualquer outro rosto familiar. Sua mãe estava ao lado de Andy, e sua irmã Lily carregava flores brancas nas mãos. Os três choravam, abraçados, em conjunto, como uma família.

Lucas contornou o caixão e foi até os três, abraçando-os juntamente, e sentiu uma vontade imensa de por tudo aquilo para fora, começou a chorar com os três. Entrelaçados em um abraço firme, forte, como uma família completa.

- Ele fez muito mal para gente – disse Karen com a voz abafada – Mas... Ele não merecia morrer daquela forma!

Lucas ao erguer a visão, embaçada por causa das lágrimas, viu Peyton se aproximar, com um ramalhete de flores nas mãos, ela aproximou, sem demonstrar muitos sentimentos, e depositou as flores vermelhas em cima do caixão.

Lucas permaneceu em pé, parado, esperando que ela viesse em sua direção, mas Peyton virou as costas, e abraçou Nathan, Haley, Jamie. Depois disso, virou as costas e caminhou entre os diversos túmulos naquele cemitério.

- Eu... Eu já volto! – disse para os pais, e saiu correndo.

Lucas correu até alcançar Peyton, chamou-a pelo nome, ela finalmente atendeu, totalmente depressiva.

- Peyton... Peyton! Por que você não foi falar comigo?

Ela o encarou por alguns momentos, com aqueles olhos azuis, brilhante, profundos como o oceano.

- Sabe... Eu passei os dois últimos dias preocupada com você. Com o que tinha acontecido com você! E você estava se divertindo em Las Vegas!

- Peyton, as coisas não são assim, eu...

- Eu sinto muito, Lucas. Mas desde os últimos quatro anos, você não é a mesma pessoa. Você não tem me dado atenção, você... Você esqueceu de mim, eu sei disso!

- Peyton, eu só estava esfriando a cabeça, eu precisava viajar, fugir um pouco dessa realidade. Esquecer o meu passado com Lindsey, e...

- Certo. Esqueceu o seu passado com Lindsey, e agora esqueça o seu passado com Peyton também! – ela virou as costas, continuando a caminhada, Lucas estava em sua cola, preocupado.

Lucas tentava se justificar dizendo o quanto precisava daquela viagem, mas Peyton pouco se importava, caminhava sem dizer nada, até que parou, com muita raiva e disse:

- Uma vez... A Brooke me perguntou o que era pior: uma amiga mentindo na cara dela ou um casal de amigos mentindo pela suas costas. Agora eu sei qual é a resposta! As duas! As duas machucam!

- Peyton... Brooke é minha melhor amiga, eu não faria nada com ela!

- Você quer que eu acredite mesmo nisso? Você fez um convite de casamento para ela, eu fiquei sabendo pela secretária eletrônica da Haley, eu ouvi a mensagem de voz que ela mandou para você em Las Vegas, Lucas!

- Sinceramente? Eu não sei porque você se importa tanto!

- Por que eu me importo? Porque eu amo você, Lucas. Porque eu lutei para te conquistar, lutei até com a minha melhor amiga para ficar com você. Passei um ano inteiro sem a amizade da Brooke, e ainda voltei para Tree Hill querendo você. Agora, eu não quero nenhum dos dois. Nem você, nem Brooke.

- Certo – disse Lucas em sua frente, apontando o indicador em sua face – Você está certa, é isso mesmo o que você quer, não é mesmo?

Peyton não respondeu, tinha vomitado as palavras em sua garganta tão de repente, que nem se dera conta de tudo o que estava acontecendo ao seu redor. Pelo visto, Lucas estava implorando pela amizade morte dela, ou pelo menos pelas cinzas disso tudo.

- Você fez a sua escolha, não fez? – perguntou Peyton – Quero dizer, você escolheu Brooke, foi uma escolha, ok?

- Não foi uma escolha para decidir a minha vida, Peyton. Foi apenas para alguns dias, alguém para me divertir, me distrair. Brooke precisava me ajudar a superar tudo isso!

- Lucas... Eu só quero fazer uma vez na vida ter a opção de escolha, e você não deu essa abertura quando estava com Lindsey.

- Eu... Eu estou te dando agora essa abertura, Peyton. Você tem a opção de me escolher ou jogar fora para sempre!

Peyton parou, suspirando. Só então, Lucas havia notado que ainda segurava o desenho de Jamie nas mãos.

- Eu... Eu estou jogando você fora – sibilou e disse com mais firmeza – Para sempre!

Peyton esbarrou de leve em Lucas ao passar, e ele não virou a cabeça para enxergá-la sumir. Ela estava fazendo uma escolha, e ele ia obedecer. Escutou ela de longe, soluçar de choro, mas não correu atrás, quem estava precisando de consolo no momento, era ele. Não ela.

- Lucas... Eu sinto muito – resmungou Brooke se aproximando – Eu vi a briga de vocês, de longe, e...

- Está tudo bem – resmungou, contrariado, ele começou a subir de volta, em direção ao enterro de Dan, como se deixasse Brooke falando sozinha. Ela sentiu como se aquilo fosse um tapa em sua cara.

Lucas jogou a folha cheia de desenhos para trás, como se fosse um lixo qualquer. Brooke o pegou ainda no ar, quando caia em direção ao gramado. Era um desenho de Jamie, ela reconheceria a quilômetros de distância.

Ainda assim, ela não desistiu, Brooke foi atrás, mas não de Lucas. Ela foi para assistir o enterro. Ficou o tempo todo ao lado de Nathan e Haley, com o desenho de Jamie nas mãos.

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- Eu sinto muito, Brooke – disse Haley naquela noite, em um jantar especial em sua casa.

O enterro tinha terminado, a ruiva passara em casa para tomar um bom banho, descansar e trocar de roupa.

- Não, está tudo bem mesmo, Haley – disse Brooke acendendo as velas na mesa – Lucas... Ele está balanceado, nós vamos nos entender!

- E... Mudando de assunto – ia dizendo Haley enquanto colocava os pratos sobre a mesa – Aquele convidado especial vem?

- Sim, eu conversei com o Dr. Copeland, ele operou a Angie, ele vem vindo acompanhado.

- Como assim, acompanhado? – perguntou Haley – Achei que vocês estivessem se pegando nos bastidores.

- Deixa disso, Haley, ele é só um amigo para quem eu devo um favor!

- Um favor? Sei – riu Haley.

Jamie entregou correndo na sala, carregando seus novos desenhos.

- Ei, Tia Brooke, não fique chateada, eu também fiz um desenho que nem o do Tio Lucas para você! – ele estendeu a folha, cheia de rabiscos para ela.

- Ei, handsome, eu amei! – disse ela ao ver uma mulher cheia de brincos, usando um vestido longo e vermelho, no fundo havia duas pessoas – Quem são esses dois?

- É o Tio Lucas e a Tia Peyton, eles estão se casando! – disse Jamie apoiando os braços em cima da mesa.

Brooke sentiu o estômago afundar, e a briga entre os dois veio à sua cabeça novamente. Não conseguira escutar nada da discussão, mas tinha sido terrível.

- Obrigada – sorriu Brooke meio sem graça, com os olhos cheios de lágrimas. Haley a encarava de longe, sentindo o clima.

Nathan se aproximou, conversando com alguém, esse alguém era Lucas. Vestido em uma camisa xadrez, bem apertada no corpo, assim como a calça jeans. Ele acenou para Brooke como se fosse uma mera conhecida. Ela teve que se segurar muito bem para não chorar.

- Jamie, vá brincar um pouco com o seu videogame – disse Haley dando alguns tapinhas em suas costas.

- Sim, mamy! – ele saiu arrastando a meia pelo chão de madeira.

Então, a campainha tocou, Haley esticou os olhos na direção de Brooke, provavelmente era o Dr. Copeland.

- Eu atendo – disse Nathan.

- Eu vou buscar mais talhes – disse Haley.

Como se fosse combinado, os dois saíram por portas opostas, deixando Lucas e Brooke sozinhos na sala de jantar. Eles se entreolharam e voltaram a fingir que a decoração da mesa estava mais interessante do que o silêncio.

- Lucas, me desculpe, por tudo o que aconteceu em Vegas – disse Brooke cansada daquilo tudo – Sinceramente, eu não sei mais o que fazer para consertar isso.

- Está tudo bem, Brooke, de verdade – disse sinceramente – A culpa foi minha também.

- Eu... Eu realmente gosto de você, Lucas, mas desse jeito, você está me machucando, mais ainda depois de tudo o que enfrentamos no passado. Porque nós agora somos adultos, não mais aqueles adolescentes inconseqüentes.

- Eu sei, Brooke, assino embaixo – ele disse, ainda muito quieto – Eu também gosto muito de você!

Brooke deu um suspiro, o seu amigo Ethan veio apareceu na porta, trazendo um vinho internacional nas mãos, com uma fita de presente amarrada na ponta. Seu sorriso irradiava felicidade.

- Boa noite! – disse parado na porta, encarando os dois, de braços cruzados.

- Doutor Copeland! – exclamou Brooke animada, indo com os abraços abertos em sua direção para um abraço – Não veio acompanhado? – perguntou ela enquanto o abraçava.

Lucas ficou para trás, com a cara amarrada, estendeu a mão cumprimentando Ethan sem muita hospitalidade.

- Minha atual namorada... Ela vem chegando! – disse Ethan apontando com o dedão por cima do ombro – Ela só foi até o carro buscar a bolsa!

Passado poucos segundos, Ethan olhou por cima do ombro.

- Ela está demorando. Brooke, você poderia ver o que está acontecendo com ela?

- Ah, claro – disse ela tímida, colocando o cabelo atrás da orelha. Embora ficasse toda vermelha, estava acostumada a fazer amizades com pessoas quaisquer.

Brooke abriu a porta da sala, caminhou pelo jardim florido da casa dos Scotts, desceu os degraus da escada principal, vendo o chafariz funcionar, e um carro enorme estacionado na frente, parecia como uma caminhonete. Mas o carro estava completamente fechado, os vidros erguidos.

Mesmo assim, ela desceu até lá, bateu com os dedos no vidro, e a porta se abriu. O rosto de uma mulher loira, de olhos claros apareceu. Brooke se assustou com a familiaridade.

- Lindsey, mas que surpresa agradável! – murmurou Brooke fingindo animação ao ver a namorada de Ethan ali.

Nota do Autor: Eu queria colocar a Peyton como namorada do Dr. Ethan, mas... Achei melhor colocar a Lindsey, e a Peyton vai aparecer no jantar, vai dizer muitas coisas sobre a Brooke. E não vai mais uma briga entre a Brooke e a Peyton... Porque a Lindsey também vai entrar no meio! E... As coisas vão esquentar, juro. Obrigado pela reviwe, Nicolle. xD, continuei só porque você mandou review.