Decidi que Nina continuará a narrar os acontecimentos; Vou fazer capitulos menores.


-Nina?Acorda!

Sim, eu havia dormido na aula de poções, a primeira aula depois das férias, e acordei parecendo uma bêbada.

-Nhah, essa aula está chata...

-E dai?Para de ser preguiçosa e presta atenção!

-Ok... - eu disse de má vontade.

Realmente, ficar vendo as fotos do pai e dos irmãos de Amy (e que irmãos!) até tarde não fora minha melhor escolha.

Eu já havia falado 'obrigado' para Eugene pelo colar, ele disse um mero 'de nada' e nós ficamos nos encarando, sem ter o que falar. Luna deveria ter feito algum tipo de maldição para eu esquecer assuntos que eu poderia conversar com Eugene.

Eu quase não arranjei forças no final do dia para queria mesmo era deitar e dormir na minha , não se sabe como, Amy ficou a noite toda acordada comigo, e mesmo assim, falava pelos cotovelos e parecia estar super animada.

-Ah, Nina!Vamos, nós podemos...

-Cala...a...boca. - consegui dizer, mesmo que não aparecesse tão assustador quanto quando eu não estava quase dormindo sentada.

Quando cheguei ao dormitorio, dormi na mesma hora que me deitei. Nunca me senti tão cansada.


Abril

Olha, a unica coisa interessante que aconteceu de interessante foi a petrificação de duas alunas da Grifinória (ainda não entendi essa história).Ah, desculpa, foi outra coisa BEM melhor.

Eu estava andando pela sala comunal à noite(o que começou a virar rotina, porque adoro ficar sozinha lá) e vi uma coisa que eu pagava tudo para ver denovo: lá estava Draco, encolhido num canto.Não consegui saber se ele estava com raiva ou triste, mas pude presumir a causa da bipolaridade do meu querido primo.

Quando ele me viu, se levantou e apontou sua varinha para mim.

-Vai me atacar?

-Talvez - ele respondeu arfando.

-Qual o problema? - perguntei, tentando distrai-lo (além do fato que ele era um ano mais velho do que eu, a idiota aqui esqueceu a varinha em cima da cama).

-Não te interessa!

-Nossa, a gente é mesmo da mesma familia... - comentei tentando não rir.

-Vai dormir - Draco resmungou, apontando para a entrada do dormitório das garotas.

-Me obrigue! - desafiei, já ficando impaciente.

Draco resmungou alguma coisa, mas não baixou guarda.

-O que está fazendo aqui, tarde da noite?

Revirei os olhos.

-Só porque duas pessoas da Grifinória foram atacadas por esse tal monstro, eu não posso ficar aqui?

Draco piscou forte.

-E você?Porque está aqui? - perguntei.

-Não te interessa.

-COLABORA, POXA!EU JÁ FALEI PORQUE ESTOU AQUI, AGORA NÃO ME VENHA DIZER QUE NÃO ME INTERESSA! - Gritei. Ele já estava me irritando, e faltava muito pouco pra eu não me segurar e dar um tapa na cara dele.

-Eu não vou te contar.

Tive uma ideia. Se fosse verdade o que eu for falar agora, por favor, me contratem como vidente.

-Ouvi dizer que você chamou uma das garotas petrificadas de 'Sangue-ruim'...

-E dai?

-Quem muito implica gosta.

-Petrificus totalus!

Me senti uma pedra, ótima sensação de se experimentar, aff.

Draco voltou ao seu cantinho. Quando o efeito do feitiço acabou, gritei:

-VOCÊ GOSTA DAQUELA NASCIDA TROUXA!

Draco me olhou como fosse me esquartejar. Olhar conhecido de familia, pois é.

-Você não sabe usar feitiços de memória, eu sei seu segredo.

-Você vai contar para todos - Draco disse finalmente.

-Não - eu disse por mais que eu quisesse gritar para todos que Draco-o-sangue-puro-desejado-por-todas tivesse já um amor.

-Por que?

-Ah, você está confirmando?

-SAI DAQUI!

-Nã, por mais que eu quisesse te dar um soco em 90% das vezes que falo contigo, eu sou sua prima, pô.E sou uma garota também, se você não percebeu.

-Eu não... Ela é amiga daquele traidor de sangue e o idiota Potter!

-Qual o nome dela? - perguntei, morrendo de curiosidade.

-Hermione...Granger. - Draco anunciou como se tivesse levado um soco na barriga.