Capítulo 12:
O ensaio saíra como o previsto. Nada profissionalmente errado, apenas o olhar vago em quase todas as fotos do baixista e vocalista. Kai só pôde notar ao término de tudo, quando, como líder, foi conferir o álbum no computador, observando bem e analisando com cuidados o que estava reparando. Deixou o oxigênio lhe sair dos pulmões com força, apoiando a testa na mesa e adivinhando em todas as proporções o porque daquilo. Só não tentou se enforcar porque o guitarrista loiro estava praticamente fazendo-o, pendurado, gritando e urrando para saírem dalí imediatamente.
Uruha estava cansado de carregar o quimono pesado de um lado a outro até quase 2 da manhã. As fotos noturnas eram lindas, mas seu sono mal dormido era quase como o rugido de um leão irritado, que só finalmente sossegara quando encontrara um canto na van, aconchegando-se e chamando o moreno para lhe fazer companhia. Kai agradeceu, de pés juntos, o silêncio. O produtor ainda queria uma seção com o amanhecer. Ato rápido, ás 5 acordaria-os.
-Aoi.-murmurou baixinho, estendendo um braço e envolvendo a nuca do mais velho, que posicionado logo atrás no banco espaçoso, apenas reclamou por ser acordado pela décima vez.
-Hummm...?
-Estava dormindo?-o tom de voz inocente, tentando se desculpar com a nova chamada, virando-se agora de frente, deitados, acariciando a testa e face do moreno.
-O que acha?-retrucou, levemente mau-humorado, sorrindo em seguida.-O que quer agora?
-Hoje a noite... vamos sair?
-... pra onde...?-piscou algumas vezes, bocejando em seguida e deixando a cabeça novamente pesar sobre o travesseiro que trouxera.
-Não sei...
-É a sua cidade. Pense.-riu, mordendo o canto do lábio com o material metálico enquanto os olhos se mantinham constantemente e insistentemente fechados.
-Eu não estou muito bem para pensar... .-riu, se enfiando no vão que as mãos de Aoi, encolhidas sobre o próprio peito, faziam.
-Durma um pouco. Conversamos depois...-as palavras do mais velho agora eram apenas resmungos, quase inaudíveis para Uruha.
-Você é todo gostoso.
-...!?-Aoi abriu os olhos imediatamente, tentando de alguma fórmula recapitular o que havia chegado até seus ouvidos, abaixando o olhar e encarando a cabeleira loira enfurnada contra seu corpo, ainda ronronando e se aconchegando.
-Para dormir. Seu pervertido.-as risadas que vieram a seguir foram involuntárias, que gradativamente foram cansando o mais novo e voltou a calar-se, suspirando pesadamente no final.
-Você exala sexo, Uruha. Praticamente tudo que sai da sua boca, eu vejo um lado maldoso.-retrucou, indiferente, sorrindo com o canto dos lábios e voltando a deitar-se comodamente onde estava.
-Hu, como é, senhor feudal?-Uruha ergueu a cabeça, encarando perfeitamente a face alva de Aoi em contraste ao vidro escurecido do automóvel. Adorava como a sombra se instalava nas partes mais baixas dos olhos maquiados do mais velho, e principalmente como aquele metal em espiral brilhava, chamativo. Era como se apenas aquele pequeno objeto mostrasse toda a perversidade que Aoi carregava em si, e tão bem escondia com alguns sorrisos e sua famosa lerdeza cotidiana.
-Você não estava com sono...?-choramingou, levando um dos braços até acima da cabeça, precisamente sobre a testa, novamente abrindo os olhos, agora um pouco nervoso por ter consciência de que não iria dormir se continuasse com Uruha a seu lado.
-Repita o que disse agora a pouco.-sorriu ainda mais largamente, apoiando o corpo nas mãos, bem posicionadas a cada lado de Aoi.
-O que eu disse agora a pouco...?-bocejou, fechando novamente os olhos, involuntariamente, sentindo o próprio cansaço sobre si o forçando a fazer isso.-Uruha... me deixe dormir, por favor.
-Não consigo, não depois de ouvir o que eu ouvi.
-Ah não...
Não que Aoi tivesse alguma idéia do que aquele homem, completamente vestido de mulher e atiçado poderia fazer. Mas teve uma enorme noção assim que Uruha conseguiu, com os dentes, desfazer o nó que prendia Aoi e uma porção de panos que, aos olhos do guitarrista loiro, seriam seus inimigos por um bom tempo.
O mais velho apoiou-se imediatamente em um dos cotovelos, levando a outra mão em direção as inúmeras golas do quimono, puxando-o com um pouco de força e sentindo resistência. Passou os olhos por todo o corpo de Uruha sobre si, arrastando-se gradativamente para cima com um conjunto pornográfico de língua e chupadas pelo corpo recém descoberto a muito custo.
-O que está fazendo, Uruha...?!-indagou, involuntariamente avermelhando a face, já não fazendo questão de segura-lo pelas golas.
-...-parou por um instante, subindo até encontrar os olhos de Aoi, deixando os lábios pousarem sobre a pele do pescoço e beija-lo com carinho, passando pela curva do pescoço e então pousando sobre os ombros, sentindo a pele sob si arrepiar.-... Obrigado... por ter... me respeitado aquele dia.
-...-os olhos negros que agora a pouco haviam entrado em transe apenas em ter encarado os amendoados de Uruha, rolaram até a superfície visível do mesmo, sorrindo, descendo a mão, que antes havia se prendido as golas, até a cintura do mais novo, abraçando com carinho.-Você precisava disso, não é? De respeito...-sussurrou rente ao ouvido de Uruha. Aoi pôde sentir o corpo do outro tremer e pesar.
-Uhun...
-...-o sorriso de Aoi tornara-se ainda mais sereno, acariciando cada proporção de pele do loiro, que apenas deixava-se entregar ainda mais, pesando e fechando os olhos, mas não se entregando ao sono, Aoi podia sentir essa briga dele.-Eu... Uruha...-o chamou, macio, logo recendo um murmúrio.
-... diga, Aoi...-suspirou, levantando-se e podendo encarar perfeitamente a face enegrecida pelas sombras, do mais velho. Agradeceu por estar tudo meio escuro, pois podia sentir a face queimando.
-... eu amo você.
As palavras saíram sussurradas e significativas. Não sentia indiferença ou aquela frieza constante que Aoi carregava consigo frequentemente. Todo aquele ar reservado e repreensivo parecia ter se dissipado no momento em que Uruha carregou seus olhos na direção do brilho repentino que se formara nas orbes negras, o fazendo arrepiar imediatamente. Era estranho, confessou, sentir-se intimidado. Normalmente era ele quem seduzia e encurralava.
Súbito, o pegou pelo pulso e levantou-o, puxando para fora da Van rapidamente, quase tropeçando no quimono. Na verdade, chegou até mesmo a pisar no tecido. Aoi parecia assustado, segurava com força a parte de baixo das vestimentas devido o ato anterior do mais novo em afrouxa-la. Não conseguia ver a face de Uruha tanto pelo fato de estarei correndo e por, simplesmente, o mais novo fazer questão em tapar a face com a longa franja. Sentiu-se confuso, como sempre ficava em ações e atitudes não premeditadas e mal calculadas. Apenas o seguiu.
Entraram pela parte lateral da casa facilmente, despistando os ali presentes e parando quando, finalmente, avistaram o centro da casa. O jardim, maravilhoso, iluminado apenas pela lua que, no momento, era cheia. Afobado, Aoi virou-se para Uruha num momento de repreensão.
-Uruha, que diabos você...?!
Não tivera tempo de completar a frase. Sentiu as costas baterem com certa força em um dos pilares, seguido de mãos ágeis e apressadas na parte de baixo de seu costume. Congelou. E ainda mal podia ter uma visão melhor da face de Uruha, que fazia tudo sem ao menos lhe direcionar uma palavra.
Sentiu um frio instalar-se por toda sua espinha, e um choque inexplicável na área do quadril. As reações foram tão lógicas quanto qualquer outra, tocando a cabeça ao máximo que podia para trás, agarrando com uma das mãos o pilar, e a outra nos fios claros que insistiam em lhe bloquear a visão de Uruha. Não sabia quando, mas o mais novo estava ainda mais pornográfico.
Uruha deixou os lábios agirem por conta própria, introduzindo o membro do moreno até onde sua garganta suportava, sugando e trazendo consigo toda a pele, onde deixava uma das mãos tomarem conta da base, exercendo pequenos movimentos, deliciando-se com a força a qual Aoi fazia para não gemer. A glande era convidativa, sabia que o escutaria de qualquer forma. E de começo, esse era seu plano. Apenas começo...
Raspou os dentes num segundo ato de sucção, dando total atenções a cabeça do membro, circulando com a língua úmida por toda a porção de pele e músculo, a muito tempo rígido. E ganhara como recompensa o gemido lânguido e rouco do moreno, que a cada segundo se perdia ainda mais na perdição.
Aoi contraio a barriga quando um segundo espasmo lhe viera na região. Estava em choque, e ao mesmo tempo maravilhado com a rápida visão que tivera. Abaixou a cabeça podendo ver rapidamente os lábios de Uruha em volta de seu membro, movimentando-se lentamente da forma mais torturante que conhecia. O cenário era lindo, e combinava com todo o ato. E pouco a pouco foi sentindo que poderia tomar a situação em mãos. Breve.
Lentamente, Uruha deixou o membro escorregar pelos lábios e ergueu o olhar, chocando-se com o de Aoi, que finalmente o vira. Tão rubro quanto jamais ficara, e os olhos em um brilho vívido, suplicante. Era tentador e suplicante, a ponto de Aoi não suportar a demora que estava tendo em tomar aquele corpo para si.Traçou uma das mãos até a linha do queixo do mais novo e o puxou, livrando-se ao mesmo tempo de toda a vestimenta, jogando-a e esquecendo na parte do jardim.
O corpo de Uruha bateu contra a parede de madeira e estremeceu apenas em sentir os dedos longos de Aoi lhe tocando a área dos ombros, descendo até o centro do tórax onde puxava todos os tecidos do quimono, levando abaixo toda aquela fronteira. Direcionando os lábios na região do pescoço de Uruha, mordendo e chupando, o escutou gemer baixo, a medida que suas mãos percorriam as curvas do corpo esguio, apertando e arranhando levemente a pele branca. Uruha era completamente liso e macio, como uma pétala de rosa, comparou.
-Ah... Aoi...
A visão foi ainda mais enloquente. Como Uruha conseguia ser tão perfeito, visto de todos os ângulos? O perfil, a face, os olhos levemente mais claros que o normal, dando-lhe o ar misterioso de seus pensamentos. Era praticamente difícil saber o que se passava por sua cabeça em todos os momentos, até abrir a boca e dizer. Boca essa, que não poupou em mordisca-la levemente, sugando o lábio inferior com força ao mesmo tempo em que pressionava ambos os corpos, ereção contra ereção. E novamente o gemido, agora mais desesperado, de Uruha.
Aoi o puxou, afastando o corpo da parede e, sem dificuldades, o colocando deitado sobre o número de tatames. As mechas claras caídas dando maior visão de Aoi sobre a face alva e rubra de Uruha. Os lábios entre abertos e o pedido silencioso. E por alguns segundos, beijando a pele em volta dos mamilos, sentiu medo de o machucar. E Uruha notou a hesitação.
Sorrindo, levou ambas as mãos até a face de Aoi, acariciando as bochechas magras, se esforçando para que os olhos não se fechassem.
-Por favor... Yuu...-depositou alguns beijos no canto dos lábios de Aoi, sussurrando rouco e limitado ao ouvido dele, que estremeceu.
A saliva descera sôfrega a medida que os olhos de Aoi percorriam novamente cada parte do corpo de Uruha, descendo as mãos pelo caminho visto, até o membro onde, uma última vez, o masturbou sem forças, apenas para o escutar implorar uma segunda vez e gemer muito baixo seu verdadeiro nome, que sempre o excitava nessa sonoridade de voz.
-Peça de novo...-sussurrou o moreno, levando um dos dígitos até a boca, umedecendo e circulando a entrada do mais novo.
-... Yuu... –arqueou as costas assim que sentiu-se ser pressionado.-... Por favor... Ah!
O sorriso que brincava nos lábios de Aoi, se visto por outros, podia ser dito como maníaco, ou até pior. Mas a pura satisfação de ver Uruha, Kouyou Takashima, rendido apenas para si, era simplesmente inesquecível.
Investiu com força, numa única estocada seca e rápida até o fundo do corpo do loiro, tirando do mesmo uma expressão dolorida e um grito de prazer. As mãos de Uruha rapidamente correram pelos braços do moreno, apertando com força, contraindo os múos de Uruha rapidamente correram pelos braços do moreno, apertando com força, contraindo os mto baixo seu verdadeiro nome.sculos, podendo sentir perfeitamente toda a extensão que seu corpo era invadido.
As mãos do moreno seguravam fortemente as pernas do mais novo, mais precisamente na área das coxas, apertando a pele e marcando um pouco, sentindo a maciêz que era tocar Uruha. E por alguns segundos, sentiu vontade de marcar para sempre, como uma demonstração lógica de que, aquele corpo, o pertencia. Conseguia ser extremamente possessivo as vezes, por mais que não demonstrasse.
Uruha cobria parte do rosto com uma das mãos, esfregando-a levemente até a boca, onde engolia um dos próprios dedos, chupando pornograficamente. Isso fazia e instigava o mais velho a apenas continuar as estocadas cada vez mais compassadas, aumentando com o decorrer do prazer que sentia.
E isso estava levando Uruha, gradativamente, a loucura. Pressionava ambos os dentes e os deixavam a mostra, enquanto suas mãos agora percorriam o tatame abaixo de seu corpo, os tirando de posição e puxando, arranhando com a pouca unha ao mesmo tempo que o próprio corpo se atritava com o material. Estava a gritos, esquecendo-se completamente onde estava.
Um sorriso malicioso desenhou-se nos lábios úmidos e inchados do moreno. O som lhe agradava, ainda mais com a sincronização do próprio corpo colidindo com as coxas do loiro aos berros dele, era fantástico. Arriscou um novo movimento, apertando com mais força a coxa direita do outro e puxando com mais força ainda, o colocando de lado.
-AH! AAAHH!!-a surpresa havia sido enorme. A posição em que estava era totalmente nova, e sentia o membro de Aoi quase lhe deformar por dentro. A dor da posição era tão clara quanto antes.-AOI!
-Ah... você é meu... eu faço o que quiser com você...
Uruha quase quis arrancar um pedaço do chão para atira-lo na cabeça do moreno. Vontade não lhe faltava, mas as investidas chegaram até mesmo a derrubá-lo. Deixou a cabeça pender para trás enquanto se apoiava com o cotovelo. Estava literalmente louco fazendo daquele jeito, e ainda gostando. Aoi sabia o que fazia, e como fazia. Voltou a abaixar a cabeça, os olhos bem cerrados e o lábio inferior preso entre os dentes, gemendo abafado e tão sôfrego quanto antes.
Aoi sentiu-se drasticamente perto do orgasmo, deu mais algumas investidas e preparou-se para sair do corpo do mais novo. Pendeu-se para a frente, apoiando ambos os braços no chão e a cada lado do corpo dele, apenas sentindo os braços presos pelas mãos de Uruha.
-Dentro de mim...-suspirou, gemendo ao final da frase.
Era incrível como Uruha conseguia ser, além dos limites, sexy. Aoi não aguentaria mais suportar o clímax naquela proporção em que estava. Investiu mais uma vez, colocando-se totalmente para dentro do corpo do mais novo, tocando-o à prostata, onde escutou o grito sucumbido ao gemido mais alto de sua vida. Espeliu todo seu sêmem no interior do corpo do loiro, o que resultara no orgasmo do mesmo e a torção em arco das costas de Uruha, agarrando-se aos de Aoi e o abraçando tão forte como nunca.
As respirações pareciam não querer se compassar tão facilmente. Ambos os peitos subiam e desciam rapidamente, resultando nos dois corpos caídos no tatame. Uruha sobre Aoi, enquanto este acariciava as mechas claras do mais novo. Não se lembrava de um momento tão bom como este, ou um sentimento tão recíproco como agora.
-... Eu também... te amo.
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Ruki revirou-se mais uma vez na cadeira, olhando o relógio e o empresário conversando com Kai. Agradeceu pela porção de panos ser realmente grande e sua traseira não latejar. Constatou que estava naquilo mais de uma hora, e que, logo, piraria se não descansasse um segundo que fosse. Resolveu, então, debruçar-se sobre a mesa da maquiagem, mas seus olhos não se fecharam. Pelo contrário, pregaram-se ainda mais na figura abandonada do baixista encostado em uma das vigas de madeira fora da casa. Ainda estava desolado e aéreo. Provavelmente preso em pensamentos absortos e sem fim algum. Mas seu próprio olhar era vazio, e gradativamente, indiferente.
-...-os olhos pesaram em direção ao chão. Incrível como, por mais vazio que estivesse, conseguia sentir um grau de amargura inexplicável. Suspirou, apanhando de cima da mesa o celular que teimava em tocar.-Moshi... moshi...?
-Takanori?
-Hai. Quem é?-a falta de vontade quase o fazia ser mau educado.
-Como tem passado? Ah, eu estou de férias da banda, e estava pensando...-a voz não soava simpática, nem mesmo agradava à Ruki, que quase o cortara para fazer novamente a mesma pergunta.-Em passar ae para conversar um pouco, tipo, dois dias.-fizera uma pausa, dando uma risadinha.-Quero ver o Aoi-san também. O Reita-kun... todos vocês, claro!-fez uma nova pausa, pigarreando.-Ah sim! Aqui é o Yune, lembra?? Bem, estou de partida pela manhã. Não precisa mandar endereço, já conversei com o empresário de vocês e ele me autorizou. Legal não? Te vejo hoje à tarde!
O vocalista não se lembrava da última vez que ganhara uma surpresa. E nessa proporção, fizera até mesmo uma veia saltar na testa. Como o empresário autorizava algo assim, tão facilmente, ainda mais no meio de uma complicada apresentação?! Queria esfolar não só ele, como também o ex-baterista. Tudo isso era sina, para deixa-lo ainda mais a beira da loucura.
Antes de sair chutando a grama, deixou cair um frasco de colônia no chão, quebrando-o em todos os pedaços possíveis... sem nem perceber.
