Gostaria de agradecer a todos os comentários que me mandam. É extremamente estimulante!

Obrigada pelos elogios também! Tanta gente falando tantas coisas agradáveis sobre os meus textos! Vocês leitores são a maior inspiração de um(a) escritor(a) de fanfics. Por favor, continuem comentando! Arigatou!

(e me perdoem as ameaças XD (L) )

ooooooooooooooooooooooooooooooooooo

Cap. 15: "Logo que vi muitos rostos, entendi..."

Por mais que a falta de duas partes fundamentais da banda não estivessem presente, o guitarrista loiro parecia se divertir além do comum. Tocava muitas vezes notas que não faziam parte das cifras, e por falta do que fazer, agarrava-se ao pé do microfone na tentativa frustrante de imitar o vocalista da banda. E isso frustrava principalmente aos elos sobreviventes presentes em palco.

-Uruha... pare, por favor...-o suplício agoniante vinha de trás da bateria, encolhendo os ombros, tocando conforme mandava seu profissionalismo.

-Ahhh...-voltou-se para Kai, as mãos agora atrás da nuca e o sorriso pendurado na face.-Eu estava me divertindo... prefere passar pro Aoi?

-NÃO PELO AMOR DE DEUS!-rapidamente se opôs, parando e voltando o olhar lentamente ao moreno parado a sua frente, uma das mãos na cintura e a cara fechada.-... hehe... brincadeira...

-Eu tenho noção das minhas limitações vocais. Não vou cantar, fique tranqüilo.-bufou, jogando a franja negra para trás e voltando-se à posição que tinha costume, ajeitando rapidamente algumas cordas da guitarra.

-Hihi... então, amigos, acho que nós três estamos mais que ensaiados. Podíamos, sair para lanchar... e deixar rolar amanhã.-comentou Uruha, decididamente depositando o instrumento ao lado da caixa de som apontando-o à um staff próximo.-Cadê o Yune?

-Ele saiu a um tempo, enquanto você gritava...-Kai retirou-se de trás da bateria, arrumando corretamente a calça e colocando-se a analisar cuidadosamente toda a extensão do campo de visão. Não podia ser mais perfeito, constatou.

-Que pena, eu ia chamar ele para sair com a gente.-o loiro mostrou-se falsamente triste, abrangendo aquele mesmo sorriso calculista e voltando-se ao moreno, que parecia perdido na própria mente. No mais, preocupado.-Aoi...?

Na verdade, o mais velho sequer tivera reações perante o corpo do loiro a sua frente, mão na cintura, cara infantil. Estava absorto,preso, em condições exacerbadas de raciocínios, cálculos e resultados que profundamente não o agradavam.

Não que estivesse completamente certo quanto ao que imaginava.

Mas já dizia que, se havia o mínimo de chances de acontecer... poderia ter certeza...

-Droga...-sussurrou, largando os ombros e deixando a franja negra tapar-lhe metade da face, numa expressão clara de desânimo nada característico.

-...É, eu também acho chato o seu amigo Yune não vir jantar com a gente, mas esse seu suspiro me pareceu real demais.-argumentou o outro guitarrista, abaixando-se suficiente para que a cabeça ficasse abaixo da do mais velho, observando sua expressão que não tinha nada haver com o sumiço do ex-baterista.-... você está me preocupando, Yuu.

-...Hn?-fora questão de algumas piscadas de olhos, fazendo o moreno voltar à si e a realidade que cabia unicamente àquele estágio repleto de cadeiras e pessoas correndo de um lado a outro fazendo com que fosse tudo perfeito. Tudo sairia perfeitamente bem...-Ah, não foi nada. Apenas fiquei divagando.

-Sobre?

-Nada de mais.-não deixava brechas. Aoi era assim...

-Preocupado com algo?

-...-voltou o olhar para a guitarra, deixando-se admira-la por alguns segundos. Em seguida, mirava calmamente os olhos até a figura alva e loira do companheiro a frente, abrindo o seu sorriso mais significativo.-Sim. A set-list. Já está pronta?

-Bom... acredito que sim. O show é amanhã, e ensaiamos diversas músicas hoje.. Aoi, você estava presente durante o nosso ensaio pela metade?-Uruha arqueava uma sobrancelha, a coluna tomando uma posição mais ereta. Desconfiado...

-...!-Aoi chacoalhou a cabeça imediatamente, rindo nervoso por ter sido miseravelmente distraído. Onde estava naquele momento, mesmo?-Ah, hahahaha! Que isso! Claro que eu estava!-enfiou as mãos nos bolsos, ajeitando o casaco negro num rápido balançar de ombros e caminhando.-Vamos jantar!

oOoOoOoOoOoOo

Era aquele o momento que jamais poderiam explicar o que se passava em suas cabeças. O que Reita pensava, e o que Ruki imaginava... era como se ambos estivessem vivendo completamente o presente.

O passado não era nada.

O futuro não interessava.

Era como ser completo por alguns segundos, sem ter medo de... amar. Sem ter medo das verdades e das mentiras, deixando-se acreditar unicamente em palavras e toques.

Toda essa crença lhes dava o querer de continuarem um sobre o outro. Aqueles minutos que seguiam-se sem ao menos saberem o porque que nada parecia como pensavam, e até mesmo como haviam chegado a pontos tão críticos.

Os braços do mais velho pareciam recusar a idéia de soltar o menor, enquanto este ainda lhe tocava a face com admiração, espanto, carinho... O encontro dos olhos levemente marejados, numa briga interna de decorar completamente aquele momento para todo o sempre.

-Eu te amo, Takanori...-repetiu sem medo, a voz tão baixa quanto antes, e mais rouca. Porém não menos convicta.

E Ruki parecia reagir ainda tão absorto, ainda afogado no choque e emoções, que seus olhos brilhavam ainda mais ao som da voz daquele que, internamente, doía relutar.

E ao mesmo tempo, doía amar.

-Ruki, eu só queria dizer...

-... me tira esse medo...-eram palavras tremidas, inconstantes e possivelmente involuntárias. Mas com alguma verdade.

Internamente Reita não queria mais escutar aquela voz levemente chorosa e sentir toques tão hesitantes como agora. Tudo o que se passava em sua cabeça era dar à Ruki um pouco mais de segurança, e demonstrar o que realmente sentia. Que os limites fossem jogados aos céus, e que nada mais além da verdade fosse imposta sobre qualquer ato daquele momento. Daqueles segundos, minutos... o tempo não importava.

E desligando-se do pequeno empecilho, as mãos do mais velho vagavam da cintura pouco acentuada do menor, subindo pelas laterais de seu corpo e sentindo-o tremer levemente, o que não tinha em vista um ponto negativo. As mãos seguiam a medida que Reita observava as orbes lapidadas pela lente azul esmaecendo por detrás das pálpebras do pequeno, que juntamente ao próprio ato entregava-se sem que houvesse objeções, súplicas. Por mais que ainda estivesse o grau mínimo de conversa pendurada, internada e mal resolvida, parecia incerto o que o sentimento "amor" fazia com aqueles dois corpos, jogados às ondulações do contato direto ainda à fina camada de panos.

Que talvez Reita devesse parar. Sua mente estava pronta para desligar-se do que cada toque íntimo como aqueles significavam, estipulando toda a confusão, até que sentira duas –ainda tímidas- mãos lhe tocarem a pele levemente exposta pela blusa que subia conforme ainda sentia a necessidade do contato de corpos. Fora instantâneo unir lábios e procurar a língua quente do mais novo, provando-a novamente com mais significado e sentimento, recebendo no mesmo momento retribuição. Essa de tal forma, que sentia um pequeno rubor na face.

Mas nada, como antes, parecia importar. Ruki lhe tirava do sério dos anos para então. E tão pouco havia conhecido aquele sentimento "amar", e de muito tinha aprontado. Mas nada era mais sincero que aquele momento... as palavras, o contato...

As mãos por fim desciam sem pressa pelo corpo do pequeno, subindo-lhe a blusa que usava e admirando vagamente seu corpo. Como se fosse necessário algum momento descendo e subindo os olhos pela pele alva, até perceber o rubor que se formava nas bochechas do vocalista, que buscava total apoio em apenas pousar uma das mãos nas pernas do baixista, apertando-lhe o tecido da calça larga, como uma criança. E Reita achava isso encantador o tamanho de confiança que –novamente- estava sendo imposto sobre si.

Com os joelhos de cada lado do corpo do outro, afastou-se mais para que a própria roupa superior fosse lançada a qualquer canto do quarto temporário, logo buscando com os olhos, o olhar do loiro(1) abaixo de si. E antes mesmo que pudesse insinuar o próximo passo, as pequenas mãos do amado já pousavam sobre seu cinto e zíper, desafivelando o primeiro e descendo lentamente o segundo conforme parecia ainda lutar consigo mesmo internamente.

-... Ruki... se não quiser, eu vou te respeitar...-sussurrou tão baixo e rouco a voz do baixista, tal frase que lhe dava ainda mais valor que anteriormente, a ponto do coração pular e bater insistente contra a parede do corpo menor. Reita estava sendo tão inacreditavelmente carinhoso...

-... eu... quero sentir que sou seu...-e os pequenos olhos davam contraste ao azul conforme marejavam, porém nenhuma gota salgada parecia disposta a extravasar no momento. O mais velho esticou um dos braços, tocando amavelmente com as costas da mão a face do pequeno, este chegando a propagar um doce suspiro.

Reita sabia, mais do que todos, que quem possuía a quem era nada mais que ele ao mais novo. O amor de Reita para com Ruki era inevitável e tão real quanto a órbita terrestre. E de forma pura e confusa, que chegara a fazer tantos erros. Mas nada realmente o impedia de amar o vocalista.

Admirava como levava a vida. Como trabalhava. As letras de suas músicas. Sua voz. Todo seu profissionalismo e seriedade. Tinha tudo o que admirar em uma pequena e frágil pessoa.

Muitas vezes se pegava querendo protege-lo de todos os males que o envolvia.

Como agora... protege-lo da sua própria pessoa, se fosse o caso.

E naquela noite, tudo não passara da mais insinuante realidade de que o amor existia.

Que as dores podiam ser curadas.

...

Que Ruki conseguia sorrir mais uma vez... para Reita.

oOoOoOoOoOo

Luzes.

Palco.

Encore.

-Nós realmente amamos todos vocês.-Ruki pausou, olhando a todos presentes no teatro, e os membros em palco. Suspirou pesadamente com o olhar de Aoi.-... Wakaremichi (2).

Os olhos de Uruha pareciam paralisados, ao mesmo tempo em que os dedos de Reita não conseguiam fixar-se nas cordas do baixo. As baquetas pareciam firmes, por mais que os olhos do baterista transbordassem em lágrimas naquele momento. Kai estava consciente...

Oooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

1 quando eu comecei a fic, ele tava moreno. Daih ele ficou loiro. E agora ta um ruivo, castanho, sei lá! Ruki, decida-se! Mas como ele ainda não teve a oportunidade de pintar o cabelo na fic, vai ficar loiro! D:

2 Em uma entrevista, the GazettE disse que quando a última música fosse Wakaremichi, significaria o fim da banda.

Comentários são bem vindos. Ou eu como a cabeça de vocês.

hearts