Hoje eu recebi um sinal de que eu deveria escrever o capítulo 16. É.
Vozinha na cabeça dela: Vai lá Taka, pára de ser preguiçosa e escreve!
Taka: Hnnnn olha pro lado. (tem uma ENORME janela do meu lado XD)...
Dog: passa como se fosse a coisa mais normal pela garagem dela (E NEM É MEU DOG!)
Taka: ... vou escrever.
Então gostaria de agradecer novamente (E MUITO) aos comentários que recheiam aqui no e no orkut! E principalmente à P-chan e Misa, que estão sempre no meu MSN cobrando a fanfic XD
Let's go! o.ó
ooooooooooooooooooo
Cap. 16:
"É
um adeus à quem amei
Foi apenas brigas de todos os dias
Desde
já, não irei mais sozinho
não chorarei mais...
A
verdade é cruel, triste e dolorosa
Mas para você, um choro
amargo dói
Desculpe, 'o último sorriso se aproxima', disse
algo assim
Idiota, não é? Na verdade queria apenas chorar para
mim mesmo."
E no momento em que a cortina de brilho e fumaça ergueu-se, parecia que os membros haviam se esgotado ao limite. Como se aquele show houvesse sido o melhor, como se ele merecesse toda a atenção e habilidade que seus respectivos anfitriões tivessem. E nada havia sido ignorado. A enorme possibilidade de aproveitamento e sucesso daquele dia havia sido cem por cento.
Abaixo do palco um tipo de revolta pacífica e apelos dos fãs enquanto o corpo do vocalista simplesmente apoiava-se em seu palanque. Enquanto os guitarristas voltavam-se para a bateria, depositando seus instrumentos e apoiando-se um ao outro. Enquanto o baterista simplesmente deitava a cabeça sobre a caixa e derrubava suas baquetas –as quais normalmente eram jogadas ao público-. Enquanto o baixista mantinha-se imóvel e estático, os dedos gelados aos berros e choros que vinham abaixo deles até ao topo daquele estágio lotado.
O som do choro havia se tornado um só.
"Logo
que vi muitos rostos, entendi
Porque você não estava fria
Mas
agora nós vamos nos perder de vista e viver
'Se esforce',
andando por caminhos e direções diferentes..."
Cinco carros eram postos a frente da enorme e vangloriada PSCompany. Que no momento, parecia passar pelo o que chamavam de luto. Equipamentos desciam das escadarias e elevadores. Nada além do necessário era dito.
"Adeus,
até algum dia, viva bem
Nunca, nunca esquecerei
Adeus, com
certeza irei vê-la novamente, não é?
É um promessa! Não
quebre o firmamento
Dia 8 de julho, aniversário de 3
meses
Será que se lembra?
No primeiro dia que nos
encontramos
Você abaixou a cabeça envorganhada, e começou à
chorar..
Todos os dias divertidos, não teve jeito
Foi
curta a felicidade mas foi feliz... Foi muito feliz...
Assim, não mais era necessário a moradia dos membros em Tokyo. Não mais.
-Pra onde vai?-vestido a nada mais que a normalidade, o guitarrista moreno ajeitou o casaco sobre os ombros enquanto fitava o loiro começar a ajeitar a mesa. Houve alguns segundos de silêncio, os olhos ainda inchados de mais novo corriam pelas bordas da madeira seca, que clamava por um tratamento melhor.
-... para onde mais? Saí de casa para ficar nesse apartamento.-resmungou manhoso, ao mesmo tempo inquieto.-Com o Reita...
-... mas vocês sempre foram amigos. Não precisam se separar.
O pano cheirando a perfume nas mãos de Uruha pararam de caminhar sobre o vidro –este quase refletindo a imagem dos ex-guitarristas presentes-. Os fios claros caíam sobre os ombros do mais novo, ao movimento nervoso e quase incontrolável e negar os próprios pensamentos cada vez mais incertos.
-E nós Aoi?! Nós nunca fomos amigos, nunca fomos chegados... então na sua cabeça insana e despreparada, temos que nos separar? Não é?!-pausou. Aquele nó na garganta a uma semana. Uma semana após o último show e parecia que a garganta de Uruha havia uma enorme bola de palavras, que não conseguia engolir ou colocar para fora.-É assim que você vive? Quando parece que está tudo estranho, você corre? Foi por isso que a banda acabou?! Foi você?!
Aoi levou uma das mãos até a franja, puxando-a sem sucesso para trás, voltando a cair novamente sobre os olhos. Era um movimento impaciente, e até mesmo relaxante.
-Não.-fez uma pausa quando sentiu a cabeça latejar levemente.-Fomos todos nós.
-EU NÃO QUIS ACABAR COM A BANDA!-o pano já havia sido esquecido, e o único tecido que Uruha agarrava era a gola da blusa do moreno.
O mais velho não fazia questão em levantar a face e encarar a expressão distorcida da fúria que Uruha sempre ficava quando falava naquele tom de voz. Sabia que elevar a própria voz não o levaria a nada, por mais que estivesse em condições de o fazer.
-Você não faz noção da nossa crise.
-... que crise Aoi? Que crise?!-as mãos cheirando a perfume largaram a gola, empurrando o mais velho.-Você é doente... estávamos todos bem! Todos!
-...-o mais velho ajeitou novamente o casaco sobre os ombros e fungou, dando as costas ao outro.-A banda acabou... quando nos apaixonamos.
-...-os olhos mel colaram na imagem sombria do mais velho girando a maçaneta da porta.
-... nós não sabemos ainda... como é lidar com o amor, Uruha.-abriu a porta, a voz levemente rouca.-Ainda mais... com o primeiro amor.-suspirou atravessando a porta, sem nem mais deixar qualquer rastro que havia pisado naquele apartamento. Aoi havia levado consigo até mesmo o perfume que impregnava suas roupas.
-...!! Pra onde você vai??-berrou indo em direção à porta, na esperança de ter sido ouvido.
-... Mie.-o moreno havia escolhido descer pelas escadas, parando no começo da mesma.-Sayonará(1).
ooooooooooooooooooooooooooooooooo
"Logo que vi muitos rostos, entendi
Porque você não estava fria
Mas agora nós vamos nos perder de vista e viver
"Se esforce", andando por caminhos e direções diferentes... Será que foi bem assim?
Não quebre o firmamento, o nó de nossa pequena promessa falta pouco para se desatar
Um dia que irá sorrir ainda virá, não há algo que nós descordemos
Um dia que irá sorrir, ainda virá."
Os passos agitados do jovem faziam um certo barulho que espalhavam-se não só pelo apartamento em si, mas até mesmo no andar de baixo. Mas nada que não fosse por uma boa e ótima causa.
Alguns papéis cobertos por assinaturas e recados, lembretes e dicas. Nada mais do que o necessário a sua pessoa esquecida e levemente desorganizada. Mas a responsabilidade em alta. Trombou com a mesinha de sempre, chocando o pé com a quina e deixando escapar um xingo qualquer. Era uma dor insuportável, e coisas assim pareciam acontecer apenas quando estava com pressa.
Correu até a mesa da sala de visitas e apanhou uma enorme mochila –antes abrindo-a e conferindo se haviam todos os seus instrumentos de trabalho necessário- e rumou à porta, fechando-a com pressa enquanto encarava aflito o relógio no pulso.
-Ahhh...!!-aquela cruel dúvida entre as escadas e o elevador no último andar. Era quase como se tivesse que escolher entre um penhasco montanhoso e milhões de cavaleiros armados à frente.
As escadas haviam sido mais convenientes. Disparou em direção a ela, saltando degraus e escorregando, mas nada o impedia se não a idéia fixa de que chegar ao restaurante na hora certa era a sua mais cobiçada pretensão do dia.
Assim, saltou os três últimos degraus e destravou o carro. Entrou no automóvel tão rapidamente quanto achava que conseguiria, acionando o portão eletrônico e disparando para as ruas –em uma velocidade adequada à sua pressa-.
-Quase... quase lá... –virou algumas esquinas, passando por uma avenida comprida e então entrando em um bairro comercial bem movimentado. Estava feliz por ter sido aceito em um lugar de tão auto nível, com um salário suficiente para sobreviver e aproveitar os finais de semana.-Cheguei!-novamente olhou o relógio, constatando um adiantamento de 20 minutos antes que o recinto fosse aberto. Era tempo mais que suficiente para se preparar e saber as últimas ordens.
Saiu do carro estacionado no local correto dos empregados, abrindo seu melhor sorriso e direcionando-se até a porta, onde fora recebido por um enorme chefe de cozinha. E diria... bem redondo. Pensou algumas vezes se ficaria assim em alguns meses, mas riu internamente em se imaginar naquela forma. Era engraçado até...
-Bom Dia Yutaka-san!-pausou olhando orgulhoso para o relógio bem moldado em arte barroca acima de suas cabeças.-20 minutos adiantado! Você está me conquistando, hu?
-Fico feliz por isso, Tahiro-san.-mostrou novamente aquele sorriso que sabia fazer, curvando-se em um ângulo de noventa graus, como fazia com pessoas importantes.
-Vamos, vamos!-o senhor começou a chama-lo com a mão em direção a cozinha. Seu bigode negro na face era até engraçado, pois denunciava que, apesar do sobrenome japonês, tinha uma aparência européia nada enganável. Provavelmente a mãe era de outra nacionalidade...-Faz mais de dois meses que o restaurante estava a procura do Yutaka-san! Ficamos felizes por você ter aceitado vir trabalhar conosco!
-É.-Kai sorriu, levemente amargo. Dois meses... em um havia se submetido a compreensão e engolindo os mínimos acontecimento. No outro, era seu tempo de recuperação. Este era o terceiro mês... de uma vida nova.-Eu quem fica feliz pela oferta. Aqui é muito lindo, bem localizado, com um ótimo movimento!
-Hai hai hai! E temos certeza que a cozinha irá o agradar!-Tahiro-san empurrou a porta branca com um círculo de vidro no meio, deixando exalar o cheiro dos preparativos do restaurante.
Kai passou seus olhos por toda a extensão. Era uma cozinha grande, com muitos instrumentos culinários mais que precisos e uma variedade de alimentos digno da fama do local. Por mais que ainda não fosse o chefe de cozinha em questão, um nível abaixo já era muito promissor!
-Com toda certeza...!
Oooooooooooooooooooooooooooooo
"Adeus, até algum dia, viva bem
Nunca, nunca esquecerei
Adeus, com certeza irei vê-la novamente, não é?
É um promessa! Não quebre o firmamento."
Nada melhor do que um dia com muita neve e agasalhos exagerados em volta do corpo. O sol parecia tão tímido mesmo que agora fosse o seu pico. Meio dia nada mais significava se não o momento em que os estômagos roncavam mais alto, e inúmeros locais enchiam-se de pessoas desesperadas por uma mesa e um exagerado prato de comida.
As empresas paravam naquele horário, diminuindo seu fluxo de lucro –que então era reposto nas próximas dez horas de trabalho-. E era como um horário sagrado, repleto de orações em agradecimento.
E era em uma hora dessas que Ruki colocava sobre seus ombros um pesado casaco marrom e direcionava-se à um restaurante próximo ao prédio em que trabalhava a alguns meses. Nada além do que sabia fazer, como desenhar. Projetava grandes obras, dava vida a alguns rabiscos, tinha até mesmo uma marca de roupa que vendia bem nos últimos três meses. Afinal, a juventude gostava bem de coisas extravagantes como as que desenhava. E fazia sucesso.
Ao caminho percorrido, o óculos escuros fazia parte de seu figurino como sempre. Mesmo que agora seguisse um emprego normal, seu visual era de grande importância na venda. Ainda vendia aparência, por mais que não quisesse admitir. Quando passava em frente à loja que confeccionava suas roupas, tudo que conseguia era escutar "Foi o Ruki quem desenhou! Claro que vou comprar!".
-Ruki...-sussurrou baixo, um pequeno sorriso em resposta aos seus devaneios. Na verdade, havia abandonado o apelido, e tudo o que fazia questão era que fosse chamado pelo verdadeiro nome.
Havia enterrado não só o pseudônimo, mas o passado. Após o término da banda a quase um ano, de nada tinha notícias se não algumas ligações casuais dos que residiam em Tokyo. Pois havia ficado. Não voltaria à Kanagawa por motivos que exacerbavam as condições, além de que, o fato de viver perto dos pais o incomodava um pouco. A liberdade e independência sempre lhe agradara demais, e sabia que, ao lado de parentes, aquilo era quase impossível.
Era tudo esperado.
Mas sentia-se melhor com o tempo. Sentia-se mais maduro, e com as idéias menos bagunçadas. Era como se, após todo o acontecimento, sua cabeça tivesse voltado a funcionar –até melhor-.
E fora com um sorriso que sentou-se em uma mesa ao fundo do restaurante, admirando o enorme relógio enquanto constava as horas. Não estava tão adiantado quanto havia esperado.
-Oh, Boa tarde Takanori-san!
-...-o jovem retirava os óculos da face e colocava-o no bolso do casaco. Sorriu erguendo a cabeça, deparando-se com um sorriso que admitiu ser maior que o seu.-Boa Tarde Uke-san.-e admitia a anos.
-O cardápio.-entregou ao amigo, ficando ao seu lado.
-... mesmo você não sendo garçom, sempre me atende... obrigado.-sussurrou, mostrando-se levemente sem jeito. Abriu o enorme caderno preto com detalhes dourados na capa. Passou os olhos com cuidado ao silêncio obtido, apontando um prato de massas.
-Sabe que eu faço questão.-pegou o cardápio estendido à si, fazendo um movimento rápido de cabeça ao pedido.-Afinal, foi apenas a banda que acabou. Nossa amizade sempre foi boa, né?
-Né...-encarou a mesa bem arrumada. Todos os tipos de talheres, copos, mas que sabia que quase nunca usava aquela variação, mesmo que o nível do local fosse alto.
-Só um segundo! Já trago o seu prato!-e retirou-se com aquele sorriso de sempre.
Passou a suspirar pesadamente por alguns segundos, as mãos posicionadas sobre a mesa enquanto ainda raciocinava exatamente o que fazer no local.
Deixou o tempo passar lá dentro como se houvesse sido nada além de uma refeição. Não havia pensando em nada. Não tinha deixado nada lhe invadir a mente, se não o molho da massa.
Por fim, suspirou pondo-se em pé. Trocou algumas palavras com o amigo e pagou a conta. A pessoa que havia marcado de sair sequer havia aparecido. Mas isso não o constrangia. Afinal, eram negócios. E quem perderia não seria ele.
-É... de volta ao trabalho árduo.-a porta de entrada fora aberta por um elegante recepcionista. Sorriu rapidamente, movimentando a cabeça num aceno e pisando na calçada que lhe dera uma recepção em vento gelado. Logo encolheu-se fechando com força os olhos. Havia esquecido os óculos e as luvas, rapidamente as colocando.
Tempo suficiente para se distrair.
Mal via a presença alheia, parado ao seu lado e provavelmente o encarando.
Ruki ignorou. Era ainda famoso pelas roupas que desenhava, e logo esperava qualquer tipo de pedido que, com muito pesar e desculpas de que estava atrasado, faria.
-É...
-Olha, eu realmente estou atrasado. Meu horário de almoço acabou agora... então... onegai, você pode marcar uma hora outro dia.
-... não tenho nada pra marcar com você, Ruki.
-...-e parecia que, por mais que insistisse nas revistas que não o chamasse assim, aquele ser ao lado era bem imprudente. Acabou por colocar as luvas, voltando-se para o lado.-Por favor, não me chame as-- ... Reita...
-Quanto tempo, hu?
-...
"Adeus, até algum dia, viva bem...
Adeus, com certeza irei vê-la novamente, não é?
Vou mudar você que tanto amo por um pensamento importante
Triste como se eu fosse morrer... Sua voz não sai da minha cabeça."
Ooooooooooooooooooooooooooooo
1- Adeus
N/A: Neeee, minna-san! Talvez o final esteja BEM complicado, porque eu o escrevi durante lidas de manga e raiva com a internet. Logo, meu cérebro fica desconexo e confuso XD Mas espero ter transmitido toda a idéia da fanfic!
Ficou totalmente song-fic esse cap. Eu sei! O próximo será assim bem provavelmente. E como a parte RxR foi tão curtinha aqui, adivinhem com QUEM começaremos no cap. 17? ;D
E perdoem-me os erros!
Espero que estejam gostando! E por favor, guarde suas armas. ;;
Arigatou!
