Disclaimer: Twilight não me pertence, lalala!
N/A: Voltei de viagem. E aqui está mais um capítulo para vocês. Muito obrigada pelos reviews!
Boa leitura e não se esqueçam: quero reviews. :P
Capítulo Quatro: Who?
(Música: Papercut – Linkin Park)
Why does it feel like night today?
Something in here's not right today
Why am I so uptight today?
Paranoia's all I got left
I don't know what stressed me first.
Or how the pressure was fed.
But I know just what it feels like to
Have a voice in the back of my head
O silêncio estava me matando. O vento estava revolto, batendo com intensidade contra os livros. As páginas voavam de um lado pro outro, sem descanço.
Meu corpo estava tremendo, minhas mãos soavam e meus lábios estavam arroxeados.
Edward estava sentado ao meu lado, imóvel, olhando pro nada.
Senti o cheiro de sangue.
Meu coração falhou duas batidas e depois voltou com tudo, batendo alucinadamente.
Minha cabeça começou a girar e girar.
Eu não podia desmaiar agora. Simplesmente não podia.
Me levantei rapidamente, saindo debaixo da mesa, antes que Edward me segurasse. Corri como nunca tinha corrido antes. E o mais incrível: Eu não estava tropeçando.
O vento batia contra meu corpo, fazendo com que eu me arrepiasse. A adrenalina estava alta. Meu corpo estava no limite. Eu estava esgotada física e emocionalmente, mas eu não parava de correr.
Eu passava correndo pelos corredores. A biblioteca era enorme. Eu seguia o cheiro do sangue e não ligava pro mal que isso estava me fazendo.
Eu sabia que Edward vinha logo atrás, mas eu não ligava. Pela primeira vez eu não ligava.
E então, parei.
Ouvi meu próprio grito ecoando por toda escola e depois disso a escoridão me abraçou.
It's like a face that I hold inside
A face that awakes when I close my eyes
A face that watch every time I lie
A face that laughs every time I fall
(And watches everything)
So I know that when it's time to sink or swim
That the face inside is hearing me, right underneath my skin
Eu ouvia vozes, mas não conseguia identificá-las. Eu sentia minha cabeça doer.
Mas, na escuridão de minha mente eu lembrei.
Lembrei de tudo.
Até do que eu não queria.
Sophie Sharpe Meynell estava morta. A bibliotecária da escola estava morta. Eu tinha visto tudo, minha mente havia gravado até o menor detalhe.
O sangue.
O sangue cobrindo o chão.
O sangue saindo dela.
Os livros jogados por todos os lados.
O sangue por cima desses livros.
Ela estava de bruços, com a cabeça virada em minha direção.
Ela estava mais pálida que o normal.
Os olhos dela estava abertos; espantados e amedrontados.
Mortos, opacos, vazios.
Os lábios estavam arroxeados.
As mãos estavam sobre o peito, de onde jorrava sangue.
Uma de suas mãos estavam sobre o carpete e suas unhas estavam cravadas neste.
Seus fios de cabelos loiros, um dia vivos, agora estavam sujos de sangue, sem vida.
Eu lembro que antes da escuridão me tomar por inteira, ouvi uma das portas do local serem arrombadas.
E logo depois um par de mãos rodeando minha cintura. E então, a escuridão teve dó de mim e me levou daquele pesadelo por algum tempo.
'Olá, Isabella!'
'Qual livro você quer hoje?'
'Eu amo o que eu faço.'
Frases e frases que ela me falou quando viva vinha à minha cabeça.
Eu já não estava agüentando.
A voz dela me perturbava, as imagens não saiam da minha cabeça.
- Bella. – Eu conhecia aquela voz. Charlie! – Bella, meu bem. – Ele me chamava.
Eu não conseguia abrir os olhos.
It's like I'm, paranoid looking over my back
It's like a, whirlwind inside of my head
It's like I, can't stop what I'm hearing within
It's like the face inside is right.
Beneath my skin...
Todas as imagens rodavam a minha volta. A voz dela estava me deixando paranóica. Senti-me ofegar.
- Bella! – Ouvi a voz de Charlie, alarmada.
- Calma, Charlie. – Eu não conhecia aquela voz.
Senti uma mão na minha testa, uma mão desconhecida. Eu queria abrir os olhos. Eu queria gritar. Eu queria sumir.
Mas eu não conseguia.
'Oh, Bella!'
A voz dela estava ali. Eu me lembrava daquele momento. Quando ainda ela estava viva.
Flash Back
Entrei na biblioteca, feliz por não estar na sala de aula aguentando o professor chato.
- Bella? – A voz de Sophie se fez presente. – Não é aula de matemática? O que faz aqui?
- Fui expulsa da sala. – Falei emburrada. – Professor chato aquele lá.
- Oh, Bella! – Ela falou rindo. – E o que você fez?
- Eu durmi na sala. – Falei corando. – Eu não durmi bem a noite.
Ela riu.
- Isso não se faz! – Ela tentou me repreender, mas estava rindo. – Também não sou chegada naquele cara, mas não conte à ninguém, ok?
- Ok. – Falei rindo.
/ Flash Back
Acima de tudo, ela era minha amiga.
Era jovem e tinha uma vida pela frente.
Senti-me ofegar novamente.
- Bella! – A voz de Charlie estava desesperada.
Me esforcei pra abrir os olhos.
E dessa vez, eu consegui aos poucos.
Minha visão turva, mas eu já conseguia ver o teto branco.
Eu estava no hospital.
- Bella, você acordou! – A voz de Charlie estava mais forte agora.
- Pai? – Olhei na direção onde eu achava que ele estava.
Aos poucos eu consegui me sintonizar.
Com Charlie havia mais duas pessoas. Um loiro muito bonito e... Edward.
- Como se sente, querida? – O loiro falou docemente.
- Cansada. – Falei.
Meu corpo todo doía, como se eu tivesse sido espancada.
- É normal. – O loiro falou olhando-me preocupadamente. – Você teve um desgaste emocional muito grande.
Lágrimas vieram aos meus olhos.
- E-e-então... é v-ver-verdade? – Perguntei rouca.
- Sim, Bella. – Charlie repondeu com pesar. – Mas tente não pensar nisso, você não está em condições disso.
- M-m-mas... – Eu tentava replicar.
- Depois falamos sobre isso, ok? – Charlie falou olhando-me com ternura.
- T-ta. – Falei.
- Querida, tenho que ir ver algumas coisas, mas depois eu volto. – Charlie falou. – Vou deixá-la em suas mãos, Carlisle.
Ah, então esse era o pai adotivo de Edward.
- Pode deixar. – Ele falou olhando-me.
Edward estava encostado na parede, em silêncio.
I know I've got a face in me
Points out all my mistakes to me
You've got a face on the inside too
Your paranoia's probably worse
I don't know what set me off first but I know what I can't stand
Everybody acts like the fact of the matter as i can't
add up to what you can
But everybody has a face that they hold inside
A face that awakes when they closer eyes
A face watches everytime they lie
A face that laughs everytime they fall
[And watches everything]
So you know that when it's time to sink or swim
That the face inside is watching you too, right inside your skin
- Vou pedir pra uma das enfermeiras trazer uma sopa pra você. – Carlisle falou, sorrindo. – Já volto. – Saiu do quarto.
Edward, que estava em silêncio até agora, se aproximou.
- Está tudo bem? – Ele perguntou hesitante.
- Hm... Não. – Respondi sincera.
Ele ficou em silêncio durante alguns minutos.
- Aquele cara... – Ele falou rouco. – Deve ter sido ele...
Nossa!
Eu tinha até me esquecido dele.
- A única coisa que eu sei era que ele tinha um anel muito bonito. – Eu falei.
- Você se lembra dos detalhes do anel? – Ele me perguntou.
- Sim. – Respondi olhando pra janela. Estava garoando. – Por quanto tempo eu estive desacordada?
- Algumas horas... – Ele respondeu, olhano pra janela.
- Hm...
O clima estava pesado e eu não sabia o que falar pra sair disso.
- Eu acabei nem me apresentando. – Ele falou do nada, atraindo minha atenção. – Sou Edward Cullen.
Eu sorri.
- Eu sei... – Falei e ele pareceu desconcertado.
- E você é Isabella...
- Bella, por favor. – Repreendi.
- Bella. – Edward repitiu. – Certo.
A porta foi aberta, e por esta entrou Ellie. Uma simpática infermeira que eu já conhecia das minhas outras visitas.
- Coma tudo, certo? – Ela falou sorrindo, colocando o prato com sopa no meu colo.
Era sopa de feijão. Eca!
- Eu não gosto de feijão, Ellie. – Falei fazendo careta. Ela riu suavemente e Edward encarou-nos confuso.
- Eu sei, querida. – Ela falou com um sorriso terno. – Mas você precisa se alimentar.
- Certo... – Falei vencida.
Olhei mais uma vez pra sopa e comecei a comer. Fazendo careta, claro.
It's like I'm, paranoid looking over my back
It's like a, whirlwind inside of my head
It's like I, can't stop what I'm hearing within
It's like the face inside is right.
Beneath my skin.
Quando terminei de comer, Ellie deixou o quarto. Satisfeita por eu ter comido tudo.
E eu com uma vontade enorme de correr pro banheiro e vomitar.
Edward olhava-me com um sorriso divertido.
- Qual é a piada? – Perguntei emburrada.
- Suas caretas. – Ele falou. – Odeia feijão tanto assim? – Perguntou.
- Você nem faz idéia!
Ele riu suavemente.
Meu coração disparou.
A porta se abriu e por esta entrou Charlie com cara de poucos amigos.
- Bella, amanhã você terá que dar um depoimento para a policia. – Ele falou suspirando.
E então, tudo o que eu estava lutando pra esquecer, voltou.
- Ah... Certo. – Falei hesitante.
Não ia ser nada legal amanhã.
- E você também, Edward. – Charlie falou sério, olhando Edward.
- Certo Chefe Swan. – Ele respondeu seriamente.
- Charlie. – Charlie corrigiu.
Edward deu um pequeno sorriso. Agora me pergunto por quê.
- Certo... Charlie.
Meu pai olhou-o durante um tempo, estudando-o. Fiquei apreensiva, pois por mais que eu estivesse passando por tudo isso, eu ainda era apaixonada por Edward.
E a última coisa que eu queria era que Charlie não gostasse de Edward... Antes mesmo de eu ter alguma chance!
Eles pareciam se comunicar silenciosamente.
Ta, perdi alguma coisa?
- Cuida bem da menina. – Charlie falou de repente, fazendo-me corar. – Tenho que ir.
- Claro. – Edward falou sorrindo.
Charlie veio até mim. E desajeitadamente deu um beijo em minha testa. Eu sabia o quanto ele estava se esforçando pra conseguir ser um pai mais terno.
E isso fez meu coração se aquecer. Sorri levemente.
Charlie saiu do quarto e Edward sentou-se numa cadeira ao meu lado.
- Melhor dormir... – Edward comentou. Nossa, eu não tinha percebido que estava com sono até ele falar.
Fechei os olhos e rezei pra que não tivesse pesadelos.
A escuridão veio aos poucos, me levando pra um mundo desconhecido.
It's like I'm paranoid, looking over my back
It's like a, whirlwind inside of my head
It's like I, can't stop what I'm hearing within
It's like the face inside is right.
Beneath my skin...
Um mundo escuro.
Um mundo frio.
Um mundo triste.
Um mundo de pesadelos.
Um mundo que, sinceramente, se eu pudesse, evitaria à todo custo!
Tudo voltou.
Cada imagem.
Cada palavra.
Cada sensação.
Não sabia porque isso me afetava tanto.
Não sabia se era por causa da culpa; Eu podia ter feito algo. Eu devia ter feito algo.
Não sabia se era por causa do sangue; Eu era sensível. Muito sensível.
Não sabia se era por causa da injustiça; Ela tinha uma vida pela frente.
Só sabia que aquilo tudo estava me perturbando profundamente.
Sussurros não compreensíveis rondavam minha mente, como um furacão.
Que aparece do nada, bagunça e quebra tudo.
A única diferença comigo era que... Ele não ia embora.
Toda a cena da biblioteca passou. De novo e de novo.
Repetia sem parar.
Eu não devia estar com medo.
Eu sabia que era só um pesadelo. Eu sabia que deveria acordar.
Mas eu estava com medo. E eu não conseguia acordar.
De repente, tudo ficou preto. Silencioso. Medonho.
Eu estava lá, no meio do nada.
Então, começou a ventar. O vento começou a ficar forte. Mais e mais forte.
E do nada, ele começou me rodear, sufocando-me.
Em meio a tanto vento, começou a surgir neve. Não sei de onde vinha, mas agora era uma tempestade à minha volta e eu não conseguia ver nada.
The face inside is right beneath your skin
The face inside is right beneath your skin
The face inside is right beneath your skin
Eu não conseguia respirar. O oxigênio havia sumido.
O frio aumentava consideralvemente. E as vozes... As vozes tinham voltado com tudo.
As imagens passavam diante de meus olhos, desesperando-me.
Comecei a sentir dor, cada vez maior. Era uma dor física.
Olhei para mim mesma e minha pele estava cheia de cortes. Olhei o furacão que havia se formado à minha volta e agora era possível ver pequenos cristais de gelo. Afiados, brilhates e mortais.
Sangue saia dos meus machucados sem parar e eu já não conseguia achar ar em meus pulmões.
As vozes, que antes não passavam de sussurros, agora estavam altas e doloridas aos meus ouvidos.
Eu tentava reunir forças para gritar, mas não dava. Eu estava morrendo.
Lenta e dolorosamente.
Senti-me ser puxada para um lugar negro. Parecia não ter nada. Nada além do escuro. Nada além da solidão.
- NÃO! – Ouvi meu próprio grito. Abri os olhos, e eu estava sentada na cama do hospital.
Não demorou para que as lágrimas viessem. Meu corpo tremia e eu estava toda suada.
The sun goes down
I feel the light betraying me
The sun goes down
I feel the light betraying me
Olhei para a janela, estava escurecendo lá fora. O sol estava me traindo... novamente.
Passei os olhos por todo o quarto; estava vazio.
Meu coração estava acelerado. A adrenalina fazia festa no meu sangue. O suor descia lentamente por minha testa.
Meu rosto devia estar com uma careta de pánico.
Suspirei.
Eu precisava sair daquele local o mais rápido possível.
Eu não podia continuar naquele hospital. Ele estava me deixando louca. Paranóica. Com medo.
Levantei-me rapidamente e entrei no pequeno banheiro que havia no quarto. Olhei minha face no espelho; estava horrível. Passei um pouco de água no rosto e olhei em volta. Tinha um pequeno ármario; abri-o.
Minhas roupas estava lá. Coloquei-as rapidamente. Bati meu pé algumas vezes, mas nada que se comparesse ao meu terror de continuar naquele local.
Saí do banheiro, e logo do quarto também. O corredor estava silencioso e escuro. Mas eu podia algumas vozes vinda do andar de baixo.
Corri pelo corredor, mas tropecei e caí.
Minhas mãos doiam, mas eu ignorei. Levantei-me e continuei a correr. Aquele corredor parecia aqueles de filme de terror. E isso não estava ajudando.
Desci as escadas com cuidado e então, todas as luzes se ligaram. Dei um pulo de susto, mas continuei a correr.
Ouvi umas vozes vindo na minha direção e entrei na primeira porta que encontrei.
Eu conhecia aquelas vozes. Edward, Charlie e Carlisle.
Encostei minhas costas na porta e observei o quarto. Estava bastante escuro, mas era possível se ver uma... mesa. Ou pelo menos, parecia. E em cima desta, tinha algo coberto. Tentei apurar meu olfato e o cheiro não era bom.
Então, como um raio, entendi o que era. Um morto.
Comecei a ficar desesperada novamente. Olhei a sala inteira e tinha mais mesas e mais mortos cobertos. Meus olhos se encheram d'água e minhas tremiam cada vez mais.
(The sun...)
It's like I'm, paranoid looking over my back
It's like a, whirlwind inside of my head
It's like I, can't stop what I'm hearing within
It's like the face inside is right.(I feel the light betraying me)
Beneath my skin.(The sun...)
It's like I'm, paranoid looking over my back
It's like a, whirlwind inside of my head
It's like I, can't stop what I'm hearing within
(I feel the light betraying me. Ohhhhh ohhhhh ohhhhhhh)
It's like I, can't stop what I'm hearing within
It's like I, can't stop what I'm hearing within
It's like the face inside is right.
Beneath my skin!
As vozes já estavam longe, então arrisquei olhar. Não tinha ninguém no corredor. Saí do quarto rapidamente e segui por intermináveis corredores – pelo menos para mim eram -, até que cheguei em uma porta... diferente.
A abri e dei de cara com a floresta. Eu não iria entrar no meio daquilo. Mas nem me torturando!
Então, comecei a ouvir vozes vindo na minha direção. Ótimo!
Olhei para o lado e vi que tinha uma grande lixeira. Devia ser a cozinha do hospital ali.
Eu não tinha sorte mesmo.
Em meu rosto nasceu um sorriso amargo e eu sai pra fora daquele hospital.
Andei, tentando dar a volta nele. E logo consegui.
Meu Chevy estava ali... tão próximo. Mas eu estava sem a chave, então a única alternativa foi ir andando.
Edward's Pov
Andavámos conversando. Eu, Carlisle e Charlie. E logo a luz voltou. Tinha tido um apagão.
Eu carregava um prato de sopa de feijão em mãos. Já até imaginava a cara de Bella quando visse.
Entramos no quarto... E ele estava vazio.
- Cadê a Bella? – Charlie perguntou apavorado.
