Disclaimer: Twilight não me pertence, lalala!


N/A: Obrigda pelas reviews, elas me deixam muito feliz; espero continuar sempre recebendo.

Boa leitura e não se esqueçam: quero reviews. :P


Capítulo Cinco: Don't be faint-hearted.

(Find Yourself in You – Miley Cyrus)

She never thought that she could
Get her second chance
Running so far from all she's ever known
Convinced she's last all meaning
Where did her dreams go
Still she knew that there was something more

Edward's Pov

Certo. Calma. Ela havia fugido.

Só podia estar querendo brincar de esconde-esconde. Ótimo.

- Temos que nos separar. – Charlie falou. – Carlisle, você poderia procurá-la por aqui?

- Claro. – Meu pai respondeu sorrindo.

- Edward, você sabe onde fica minha casa? – Ele perguntou olhando diretamente pra mim.

Claro que eu sabia. Todo mundo sabe onde ficava a casa do Chefe Swan, mas era melhor eu ficar quieto.

- Sim.

- Ótimo, pode ir lá ver se ela está? – Ele falou mostrando a chave. Deveria ser a chave da casa.

- Claro. – Falei. E de repente, fiquei curioso pra conhecer a casa dos Swan.

Logo nos separamos e entrei no meu volvo, tentando entender o por quê de Bella ter escapado do hospital.

O que será que se passava naquela mente. Eu a conhecia a pouco tempo, mas ela já tinha virado alguém especial. Não sabia o que era isso, mas estava lá. Aquele sintemento que entrou sem pedir permissão.

E desde quando sentimentos pedem permissão pra vir?

Bella era tão... diferente.

Era tão dificil saber o que ela pensava.

Era uma caixinha de surpresas.

Don't be scared, there's someone there
To say these words you need to hear

Bella's Pov

Eu estava na frente da casa e sem a chave.

Eu juro que estava com vontade de me jogar da ponte mais próxima. Tamanha era minha burrice.

Mas espera, tinha alguma ponte ali em Forks?

Eu teria que andar até Port Angeles? Nem ferrando!

Dei a volta na casa e vi que a janela da cozinha estava meio aberta.

Tentei abrir, mas o máximo que consegui foi cair no chão. Eu já estava quase chorando de raiva.

Acho que a janela ficou com dó de mim, pois abriu. Subi na janela, com um esforço enorme. Sentei na janela e olhei para dentro da cozinha. Estava muito escuro.

Tentei descer, e quase caí dentro da pia.

Depois de ficar, pelo menos, cinco minutos tentando descer, eu consegui.

'Realmente, esse livro é muito bom.'

Não, não, não, NÃO!

Agora que eu estava conseguindo esquecer...

Caí de joelhos no meio da cozinha escura.

Respirava lentamente, tentando me recompor. As lágrimas voltaram com tudo. Uma atrás da outra.

Segurei-me na cadeira e levantei devagar.

Caminhei lentamente até meu quarto. No escuro. E me apoiando em tudo.

Abri a porta de meu aposento e me joguei na cama, não ligando pra porta aberta.

E então, eu ouvi passos na escada. Prendi minha respiração e me senti tensa.

Quem poderia ser?

Don't let anybody tell you who you are
It's okay to let go, you're that shooting star
Remember all you wished for
Believe it will be true
You will never find yourself anywhere else
You'll find yourself in you

Os passos estavam mais e mais perto.

E eu já estava calculando quão machucada eu ficaria se pulasse da janela.

Uma perna ou braço quebrado, talvez?

Mas... Do jeito que eu era desastrada, não iria dar coisa boa.

Peguei a primeira coisa que vi – um travesseiro – e coloquei na frente do corpo. Meu corpo tremia e minhas mão suavam. Muita emoção pra um dia só.

Então, o 'ser' entrou no quarto e com a pouca luz – da lua – que ali havia, identifiquei-o.

Edward.

Joguei o que estava em minhas mãos na direção de Edward. Eu estava muito irritada.

Quem ele pensava que era pra me assutar desse modo?

Vi Edward tomar um susto e cair no chão. Ele não tinha me visto?

Um sorriso irônico formou-se em meus lábios.

Ele levantou-se, assustado.

- Por que fez isso? – Perguntou depois de perceber que era eu.

- Oras, você me assustou! – Falei irritada.

- Ah... Certo. – Ele murmurou, parecendo arrependido. – Desculpe.

Ele tinha ficado lindo com aquele rostinho triste. Em um dia tantas coisas tinham acontecido. Tanto boas quanto ruins.

- Tud... – Não terminei de falar, pois subitamente, fui tomada por uma lembrança.

'Aquele menino... O de cabelo bronze... Percebi você olhando pra ele. Você gosta dele, não é? Seu olhar apaixonado é o mais puro que eu já vi em toda minha vida.'

Ofeguei, caindo de joelhos na chão. Coloquei as mãos sobre os ouvidos, como se pudesse parar as lembranças.

'É... Hmm... Você sabe... Hmm...'

Eu me lembrava daquilo; eu tinha ficado muito sem-graça por causa do assuto. Havia prometido pra mim mesma ser mais discreta.

'Tudo bem, querida. Não precisa ficar assim; você sabe que não irei falar pra ninguém.'

Ela ria, mas falava com sinceridade.

Senti um par de braços me levantar do chão e me levar até minha cama. Ele falava algo, mas eu não conseguia ouvir; estava trancada em minhas lembranças demais para ouvir qualquer coisa.

'Obrigada.'

Eu tinha agradecido-a; tinha me entregado, mas estava feliz por alguém saber. Ela tinha um olhar de compreensão, como se entendesse o que eu passava. Naquela hora me perguntei se ela tinha um caso como o meu, mas nunca tive coragem de perguntar.

- Bella?

Senti-me ser chacoalhada levemente.

- Está me ouvindo? Bella?

Então, senti algo pulando em meu colo.

- Você...

Olhei Edward e este olhava ameaçadoramente para Scooby, que estava em meu colo.

- O que foi? – Perguntei confusa.

- Bella! – Ele exclamou. – O que aconteceu? Você... – Ele parecia escolher as palavras.

- Eu comecei a ter lembranças. – Respondi rapidamente.

- Err... Dela?

- Sim.

Scooby olhava para Edward e então pra mim. Era visível sua confusão. Também, não era pra menos: Tinha um 'estranho' no meu quarto.

- Scooby, vá deitar, querido. – Falei.

Scooby olhou uma última vez pra Edward e rosnou. Logo foi para sua caminha.

- Então... Ele se chama Scooby... – Edward falou mais pra si mesmo do que pra eu.

- Sim. – Respondi. – Por que?

Ele pareceu sair do transe e olhou-me.

- Ele me atacou quando entrei aqui. – Ele falou fazendo careta.

Eu juro que tentei, mas não consegui segurar o riso.

- Mas, Bella... Por que você fugiu do hospital?

Ops, eu tinha me esquecido.

Esquecido que iria preocupar eles.

Sometimes people tell you
Be like me to fit in
Do you know your identity is not in them

- Eu... Hmm... Não aguentava mais ficar lá. – Falei trêmula.

Eu não precisava lembrar do pesadelo. Sério.

- Por que? – Ele perguntou.

Olhei-o. Ele estava sério; seus olhos ilegíveis. Aquelas esmeraldas pareciam brilhar e ele estava coberto pela fina luz da lua. Ele deu um suspiro frustrado, ainda me olhando. Por um momento eu quis sair correndo, ele parecia me ler, como se eu fosse um livro aberto.

- Por que? – Ele perguntou novamente.

- Hmm... Eu tive um pesadelo... – Comecei minha narração. Era mesmo preciso eu falar? Suspirei e continuei: - Era horrível. Quando acordei, me sentia sufocada e só me senti melhor quando estava fora daquele lugar.

Espera, eu tinha me sentido melhor?

Não. Eu tinha ficado aliviada, mas não melhor.

Ele ergueu a sobrancelha.

- Tira a parte de se sentir melhor. – Falei rapidamente.

Um pequeno sorriso ameaçou surgir em seus lábios, mas desapareceu tão rápido quanto apareceu.

- Quer me contar sobre esse pesadelo?

Balancei a cabeça negativamente. Eu não estava pronta pra isso. Era muito pessoal para contar.

- Bella... Não adianta ficar com medo. – Ele disse. – Você terá que superar isso, mais cedo ou mais tarde.

Eu sabia disso. Só não sabia como eu iria fazer isso.

- Eu sei, mas... Eu não consigo.

- Vai conseguir. – Ele falou confiante.

- Espero. – Falei, não tão confiante assim.

Ok, nem um pouco confiante.

- Durma. Vou ligar pro seu pai e falar que você está bem. – Ele falou, já saindo do quarto.

Dormir? Ele estava brincando né? Cadê as câmeras? Só posso estar numa pegadinha. E de muito mal gosto, devo acrescentar!

Don't be scared there's someone there
To say these words you need to hear

Deitei e ficar a olhar o teto.

Não sei por quanto tempo fiquei assim, mas Edward não tinha voltado – e eu agradecia por isso -, o sol estava começando a aparecer no horizonte.

E eu ainda estava confusa. Opções e mais opções passavam por minha cabeça.

Eu não precisava de opções, eu precisava de decisões. Coisas concretas à me agarrar. Eu estava enlouquecendo.

Eu estava deixando o medo comandar e isso não podia acontecer. Não podia.

Why should i measure the world
By someone else's design
Oh i won't let this fly by
Hey look over here i just found the real me
Now it's your turn to see
Now it's your turn to see

Certo, respire!

Eu tinha que pensar no que fazer. Eu tinha várias opções.

Primeira: Continuar a viver como se nada tivesse acontecido.

Seria o certo, claro. Mas... Impossível. Opção descartada.

Segunda: Me internar num manicomio.

Não. Sem possibiladade de ser a escolhida.

Pelo menos, por enquanto.

Terceira: Continuar vivendo e tentar descobrir esse mistério todo.

Hmm... A alternativa era boa. O que não era bom é que, muito provávelmente, eu iria me meter em encrencas das grandes. Porque, convenhamos, eu não sabia com quem estava me metendo; nem o quão perigoso seria aquele cara.

Eu sempre gostei de mistérios, mas, sinceramente, não era bom viver um.

Suspirei. Já tinha me decidido, iria enfrentar essa situação.

Só esperava que eu tivesse tomado a decisão certa.