Disclaimer: Twilight não me pertence, lalala!
N/A: Obrigada pelas reviews: My Odd World, Isa Stream, Katryna Greenleaf Black, Pida, Iziie Lestrange, Reneesme Carlie Cullen, danda jabur, Helena D. Cullen, Mili Black, Tammy Cullen, Hana Manoely Andrade Steves, Nath Tsubasa Evan.
Ganhei tantas reviews (ganhei mais do que costumo ganhar), fiquei tão feliz. Esse capítulo é revelador e, para mim, um dos melhores de se escrever. Acho que ficou bom, mas me digam vocês.
E respondendo a pergunta de eles seram vampiros: Não, eles não são. Assim... Lembram que a pessoa já tem uma certa 'afinidade' com aquele poder antes de virar vampiro? Algo assim. Não coloquei vampiros porque ia ficar muito, muito complicado pra mim.
Boa leitura e não se esqueçam: quero reviews. :P
Capítulo Sete: Cara a cara.
(Música: One Step Closer – Linkin Park)
I cannot take this anymore
Saying everything I've said before
All these words they make no sense
I found bliss in ignorance
Less I hear the less you'll say
You'll find that out anyway
Já estava escurecendo. E agora eu já tinha a identidade de meu vilão... em minhas mãos. Agora era questão de tempo. Eu o entregaria pra policia.
Eu só... Não achava que fosse ele. Não tinha chances. Como? Por que? Ele parecia tão... Calmo!
Flash Back
- Eu já sei quem é.
Arregalei os olhos, espantada. Ele realmente tinha descobrido?
- Quem é?
- Sam Uley.
Arregalei os olhos mais ainda.
- Como? – Praticamente gritei. – Tem certeza?
Ele suspirou.
- Sim, tenho. – Assegurou. – Este anel... Ele é de uma família antiga e estava pra ser leiloado. – Explicou. – Foi fácil descobrir o nome de quem comprou.
Puxei o dinheiro do meu bolso.
- Esse foi o combinado, não é? – Joguei o dinheiro na mesa e ele rapidamente contou.
- Sim. – Ele falou. – Mas você não contou por quê está atrás dele.
- Assuntos... – Falei já me levantando pra sair dali.
/ Flash Back
Eu andei mais rapidamente, entrando por um rua. Esperava que chegasse mais rápido por ali.
Como podia ser ele? Poderia ser qualquer um... Podiam ter pego o anel e usado... Talvez para incriminá-lo! Que relação ele tinha com Sophie pra fazer isso? Ele namora Emily! E eles se amam!
Pelo menos, eu achava isso.
Just like before...
Passei em frente de uma joalheria... E vejo, nada mais, nada menos que Sam Uley!
Meu Deus, que sorte era essa?
Ou dependendo do ponto de vista: Que azar era esse?
Puxei o celular do bolso e tirei uma foto dele, mas acho que ele deve ter me visto, pois veio em minha direção. Saí andando rápido, tentando mandar a foto pro celular de Alice. É, eu tinha descoberto que ela havia deixado um papel com o celular dela no meu bolso. Depois de dois segundos, mandei a foto, com a seguinte palavra "Suspeito.".
Algo me dizia que ela iria entender.
- Bella! – O grito de Sam me despertou.
O que eu faria agora? Eu precisava descobrir se era ele. Mas... Eu estava com medo.
Estamos no inferno? Vamos abraçar o capeta!
Me virei em sua direção.
- Por que saiu correndo? – Perguntou há uns dez metros de distância.
- Porque eu precisava ligar pra policia. – Sorriu. Ele ficou tenso. Seria bom eu continuar? Ah, eu já tinha começado, agora não iria parar. – Pra falar que foi você que matou Sophie.
Os olhos dele se arregalaram.
-O quê? – Perguntou, levantando a voz.
Talvez eu devesse parar de falar isso e dizer que era brincadeira... Não fazia sentido ser ele. Eu nem ao menos sabia se ele conhecia Sophie!
Ta, numa cidade como aquela, era meio difícil alguém não se conhecer. Apesar de que ele mora em La Push...
Ei, mas o que ele estava fazendo ali?
- Foi o que eu disse... – Falei, desafiante. Mas por dentro eu não estava desafiante porcaria nenhuma. Eu estava louca pra correr dali. - ... Ou virou surdo agora?
Eu acho respostas que não são claras. Ele... É suspeito... Só. Eu não devia estar testando ele assim. Eu nem da policia sou!
Todos esses pensamentos não fazem sentido. Que ligação ele tinha com Sophie?
- De onde você tirou essa merda? Andou bebendo? – Falou certamente irritado.
Eu estava na ponta de um abismo. Uma palavra e eu seria jogada com tudo dentro dele.
Everything you say to me
(Takes me one step closer to the edge
And I'm about to break)
I need a little room to breathe
('cause I'm one step closer to the edge
I'm about to break)
- Não. – Falei. – E você será preso.
Ele sorriu.
Ai. Meu. Deus.
E agora?
Não era um simples sorriso, era um sorriso... Diabólico!
- Já que você sabe... – Seu sorriso aumentou. – Não precisa continuar viva. – Ele colocou a mão no bolso traseiro.
Fudeu!
Eu juro que nunca corri tanto, como estava correndo. Ouvi barulho de tiros, e um pegou bem perto do meu pé. Eu estava desesperada!
Me joguei atrás do carro e os tiros continuaram. Será que aquela porra não acabava não?
Sirenes!
Sim, eu não estava louca. Tinha barulho de sirenes se aproximando. Juro que nunca fiquei tão feliz em ouvir aquele barulho irritante.
- Eu te acharei, Swan. – Sam gritou. – E te matarei.
Pude ouvir seus passos se distanciando rapidamente.
Juntei toda a minha força de vontade e gritei:
- Oh, jura? Agora vivera pra me matar? Como fez com Sophie? – Dei uma risada debochada. – Sinto dizer que você não conseguirá.
Ok, eu era louca de provocá-lo assim...
O barulho de sirenes ficou mais alto e mais alto. Me levantei lentamente, vendo as viaturas chegarem. Uma a uma foi parando em minha frente. A porta de uma delas fora aberta e dela saiu...
Anderson?
- O que faz aqui? – Perguntei.
- Entre no carro, Bella. – Ele falou. – Você está tremendo.
Estava? Olhei pra mim mesma e só naquele momento eu vi que estava tremendo. Andei lentamente em sua direção. Algumas viaturas foram para outro lugar, provavelmente atrás de Sam.
Aderson me ajudou entrar no carro, no banco traseiro e depois foi se sentar na frente. Ao seu lado tinha um policial dirigindo.
- O que significa tudo isso? – Perguntei apontando pra trás de nós onde vinham algumas outras viaturas.
- Eu estava cuidando desse caso pra policia, só que como você tinha dado depoimento hoje de manhã, as informações não tinham chego até mim. – Suspirou. – Eu não sabia que era você... Se eu soubesse, não teria falado nada.
Dei um sorriso cínico.
Eu estava pagando, ele teria que falar. Ou eu poderia até ir em outro detetive. Ele não me impediria de nada.
Chegamos a delegacia e eles me fizeram entrar.
- Não podemos pular a parte chata? – Perguntei. – Quero ir pra casa.
- Nós chamamos seu pai. – Anderson falou. – Ele está vindo pra cá.
O quê?!
Arregalei os olhos.
- Por que? – Perguntei realmente irritada.
- Ele tem que saber... – Um dos policiais falou.
Ótimo, era só o que eu precisava.
- Me deixem ir, falo com ele em casa. – Falei.
- Claro que não. – Anderson falou. – Você está em perigo agora.
- Até parece aqueles filmes idiotas que a pessoa é a única testemunha de um crime nacional e o FBI fica na cola dela pra não acontecer nada. – Falei aumentando a voz.
- É sério, Bella. – Anderson disse com uma careta. – Acalme-se.
- Me deixe ir embora, então.
- Não. – Anderson negou.
Eu já estava pra falar um monte de palavrões, quando vi um Charlie assustado entrar pela porta. E logo atrás vinha uma comitiva. Esme, Alice, Jasper, Edward, Carlisle e... Tanya?
Mas que... Merda era aquela?
I find the answers aren't so clear
Wish I could find a way to disappear
All these thoughts they make no sense
I found bliss in ignorance
Nothing seems to go away
Over and over again
Isso não podia estar acontecendo comigo. Será, meu Deus, que uma vez na vida você poderia aceitar meu pedido de desaparecer?
Charlie se aproximou e me abraçou.
Espera... O que estava acontecendo? Eu não tinha sido ferida nem nada. Eu acho, pelo menos.
- Fiquei preocupado... – Charlie falou me soltando e fazendo uma careta engraçada.
- Eu não estou machucada, nem nada do tipo sabe... – Falei com uma sobrancelha arqueada.
- Bella! – Charlie falou em tom de repreensão. – Você sabe como fiquei quando descobri que você tinha ficado cara a cara com o Sam?
Resmunguei baixinho e fui sentar no sofá.
- O máximo que aconteceu foi ele acabar com um carro por causa dos tiros. – Falei. – E dizer "Eu te acharei, Swan. E te matarei." – Imitei sua voz.
Todos no local arregalaram os olhos.
- O quê? – Perguntei.
- O cara te ameaça de morte e você não está preocupada? – Tanya perguntou. Será que se eu mandá-la pra um lugar não muito bonito, vou ser chamada de mal-educada?
- Eu não vou ficar debaixo das cobertas porque tem um cara querendo me matar. – Sorri cínica. – É melhor ainda, assim fica mais fácil pegá-lo.
- Você não fará nada, ouviu Isabella? – Charlie falou.
Dei de ombros, eu não iria falar nada.
- Me prometa! – Charlie falou.
- Eu prometo. – Falei.
Alguém já contou pra Charlie que promessas são feitas pra ser quebradas? Huh. Eu deixaria ele descobrir sozinho.
Os adultos – Charlie, Esme e Carlisle - foram conversar com os policiais. Enquanto os jovens – Eu, Alice, Jasper, Edward e Tanya – ficaram com cara de tacho olhando um pros outros.
Edward se aproximou e sentou ao meu lado.
- Está tudo bem, Bella? – Ele perguntei.
Eu senti uma necessidade de desabafar com alguém. Ou seria desabafar com ele? Não sabia.
- Depois eu conto tudo... – Falei baixinho. Ele acenou positivamente. – Mas posso adiantar que não foi legal um cara atirando contra você. E você ainda correr com ele atirando, até você se jogar atrás de um carro. – Sussurrei com um sorriso cínico. - Na verdade... Ele continuou atirando quando eu me joguei atrás do carro. – Murmurei mais para mim do que para qualquer outra pessoa.
A expressão de Edward era preocupada, mas ele deu risada.
Todos olharam pra mim e para Edward.
Olhei para Alice. Eu ainda não entendia; ela sabia que eu correria perigo naquela hora? Acho que Alice soube o que se passava em minha cabeça naquele momento, pois ela sorriu e mexeu os lábios, dizendo "Explico depois" silenciosamente.
Carlisle, Esme e Charlie voltaram. Olhavam cautelosamente para mim, como se... Estivessem escolhendo palavras pra dizer algo... Difícil?
- Bella, até esse problema se resolver... – Charlie começou. - Você ficará na casa dos Cullen.
- O QUÊ!?
- Querida... – Esme começou com seu tom maternal. – É que seu pai é bem atarefado e principalmente com todas essas coisas, sabe? – Acenti. – E ele não quer vá pra escola e nem que você fique sozinha em casa.
Sem ir pra escola? Opa, eu precisava avisar pro Sam ficar bastante tempo longe da prisão.
- Entendo... – Falei.
Claro que eu entendia. Ficar sem pra escola? É comigo mesmo.
Mas... Espera...
- Mas e o Scooby? – Perguntei.
- Podemos levar ele também... – Esme falou. – Estou louca pra conhecer o Scooby!
Edward chiou ao meu lado. Acho que conviver com Scooby não seria muito bom.
Espera... Eu ia viver sob o mesmo teto que Edward? OMG! Passei os olhos pela sala e vi que Tanya estava com uma expressão fechada. É, acho que ela tinha percebido também.
- Já podemos ir? – Perguntei.
- Sim, querida. – Carlisle respondeu.
Saí daquele local praticamente pulando; não é legal visitar delegacia, ainda mais duas vezes num dia. Espero que não aconteça de novo!
- Tanya. – Edward falou, de repente. – Você pode ir com Alice e Jasper? Preciso conversar com Bella... A sós.
Ela acentiu, não muito feliz.
Mas espera, ela tinha vindo com Edward? No carro dele? Sozinhos?
Just like before...
Todos foram entrando nos respectivos carros e eu fui em direção ao Volvo prata, junto à Edward. Ele abriu a porta para mim e eu entrei, falando um baixo "obrigado". Edward deu a volta no carro e entrou.
- Então... – Ele começou. – Pode começar a contar. – Sorriu.
- Desde onde? – Perguntei.
- Desde a parte que você mentiu pra todos pra ir pra Port Angeles. – Falou sério.
Fiz uma careta. Pouco direto, viu?
- Acho que não é mistério pra ninguém que eu fui à um Detetive Particular. – Disse.
- Eu sei. – Ele falou suspirando. Já estávamos na estrada.
Ei, espera...
- E meu carro? – Perguntei.
- Charlie foi pegar ele.
- Ah, sim. – Suspirei aliviada.
- Mas, voltando. – Edward falou. – Como você encontrou o Sam?
- Eu estava indo para meu carro, quando passei em frente à uma joalheria e o vi. – Falei. – Então tirei uma foto e mandei pra Alice.
- Vocês já ficaram amigas, não é? – Perguntou sorrindo.
- Acho que sim. – Sorri.
É, eu acho que seríamos grandes amigas.
- Mas... Você não se machucou... Mesmo, não é? – Ele perguntou hesitante.
- Não, não. – Respondi. – Quase levei um tiro no pé, mas fora isso, tudo bem. – Sorri.
Um silêncio matador se formou entre nós.
- Eu ainda estou esperando você entrar em desespero. – Ele falou de repente.
Estranhei.
- Por que eu entraria? – Perguntei.
- Não sei... – Ele disse. – Da última vez você entrou...
Ah, sim. Ele estava baseando minhas reações futuras nas passadas.
- Não vou entrar em desespero. – Falei e ele olhou-me descrente. – Sério.
Ele assentiu e ficamos em silêncio. Aquele silêncio desconfortável chato. Olhei a paisagem lá fora. Estávamos muito rápido e por um momento fiquei tensa, mas depois relaxei novamente. O verde passava tão rápido que parecia somente um borrão, porém prestando atenção, já dava pra ver as samambaias. Eu estava voltando pra casa.
Na verdade, eu estava indo pra casa dos Cullen.
Detalhe. Somente um detalhe.
Eu estava tentando não pensar na estadia na casa dos Cullen. Ficar perto de Edward não era a melhor coisa quando se tenta pensar em como capturar um bandido. E daí que eu iria quebrar a promessa que fiz pra Charlie? E daí que esse bandido era um conhecido? E daí que esse cara era um maníaco? E daí que ele estava louco pra me matar?
Eu estava aí. E muito. Até demais pro meu gosto!
Olhei a paisagem novamente e me assustei quando percebi que estávamos na frente de minha casa. Nossa. Quanto tempo eu tinha ficado voando em pensamentos?
Saí do carro rapidamente, sendo seguida por Edward. O carro de Alice estava logo atrás de nós; não demorou para que a fadinha saísse do carro e viesse até nós.
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- Vou levar Tanya pra casa dela. – Alice falou. Suspirei; pelo menos, uma a menos pra me preocupar. Ou não. – Bella, arrume só uma bolsa com o básico. – Ela disse. – Iremos depois fazer compras.
Ah, não!
- Sério? – Perguntei incrédula.
- Sério. – Ela falou sorrindo.
- Tenho outra escolha? – Perguntei.
- Não. – Edward falou por Alice. – Até parece que Alice deixaria uma chance de comprar passar.
Suspirei.
- Ótimo. – Disse.
Alice deu um sorriso vitorioso, acenou e foi para o carro. Não demorou para que este sumisse de nossa visão. Agora eu tinha que fazer a mala.
Bella, dá tempo de correr e se afogar na pia.
Já falei que odeio fazer compras? Não? É, odeio. Não exatamente por ganhar coisas novas, mas sim por não gostar de filas e locais cheios. E aquele falatório, então? Socorro!
Entrei e casa e fui subindo para meu quarto rapidamente. Uma dúvida apareceu; quanto tempo eu iria ficar na casa dos Cullen? Até Sam ser prendido? Quanto tempo eles demorariam? Quanto tempo eu ficaria sem ir pra escola? Iria repetir? Não, não, não. Uma coisa era ficar sem ir pra escola, outra era ter que fazer de novo no ano que vem.
Comecei a jogar o essencial dentro de uma mala. Nada demais.
- Bella. – Edward me chamou.
- Sim?
- Você está com medo? – Ele perguntou, sentando-se em minha cama.
Hein?
- Não. – Respondi. É claro que eu estava, mas não ia demonstrar. Óbvio.
- Eu estou com medo. – Ele admitiu. – Por você...
Hein? Alguém me explica porque eu não entendi.
- Por que? – Perguntei.
Ele me olhou como se estivesse com... Raiva? E depois suspirou.
Certo... Fiquei curiosa. Senti algo puxar a barra da minha calça e olhei pra baixo.
- Scooby! – Exclamei. – Amor. – Peguei-o no colo e sorri. – Você vai comigo.
- Não me lembre. – Edward falou. – Por favor.
- Não entendo o que tem entre vocês dois. – Falei arqueando uma sobrancelha. Edward sorriu. O motivo? Não faço a mínima idéia.
Fechei a mala, com Scooby em meu colo. Edward se levantou, pegando-a e jogando-a em cima do ombro.
- Pronto? – Ele perguntou.
- Só falta pegar as coisas do Scooby e...
- Nem adianta. – Ele cortou-me.
- Por que? – Perguntei.
- Porque, com certeza, Alice já vai ter comprado tudo. – Falou sorrindo. – Então nem adianta.
- Ok. – Falei vencida. – Vamos?
- Claro.
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BREAK!
Descemos as escadas e Charlie já estava na sala, nos esperando. Ele chegou perto de mim e me abraçou levemente, pra não sufocar Scooby.
- Desculpe te fazer por isso. – Charlie disse com pesar.
- Está tudo bem, pai. – Eu disse.
- Cuide-se. – Ele falou. – Prenderei Sam.
Sorri.
- Claro.
Dei um beijo em sua bochecha, um pouco envergonhada. Nós não éramos de ficar "eu te amo", nem abraços, nem beijos na bochecha. Mas acho que naquele momento, nós precisávamos mostrar que estávamos apoiando um ao outro. Edward estava em silêncio, provavelmente observando o momento pai e filha.
- Tchau, pai.
- Tchau.
- Vamos, Edward. – Falei, encaminhando-me pra fora de casa. Logo estávamos dentro do carro, indo pra casa de Edward.
Nossa. Eu ia pra casa de Edward. Eu nunca tinha ido lá. Comecei a ficar nervosa; eu acariciava o pêlo de Scooby e ele estava adorando.
- Sua casa fica longe? – Perguntei por curiosidade.
- Não muito... – Ele disse pensativo.
Fiquei em silêncio. Estava sem assunto. Totalmente sem assunto. Ótimo!
Eu via as árvores passarem rapidamente, o lodo por todo lado. A névoa ficando mais densa. As gotas finas da chuva caindo rapidamente, deixando a estrada molhada. Edward entrou por uma... Rua (?) que tinha na estrada.
- Nossa, ainda estamos em Forks? – Perguntei.
- Quase no final dela. – Falou sorrindo.
- Ah. – Exclamei.
Ficamos em silêncio novamente. Já estava ficando chato aquilo. Olhei para Scooby e este dormia tranqüilamente no meu colo.
Chegamos num portão, que logo foi aberto. Devia ser automático. Então Edward dirigiu mais alguns segundos e uma casa muito bonita e imponente apareceu. Parecia ser bem iluminada e ventilada. Todas as paredes brancas. Edward estacionou e saiu do carro. Fiquei em silêncio dentro do carro, tentando me preparar emocionalmente para o que viria. De repente a porta ao meu lado foi aberta e um Edward com a minha mala nos ombros estava lá. Mais perfeito impossível. Saí do carro também, levando Scooby comigo.
- Vamos lá. – Edward falou sorrindo. Corei.
Andamos lentamente até a casa e antes que Edward pudesse abrir a porta, ela foi aberta por Alice; ela estava praticamente pulando.
- Oh, Bella! – Ela exclamou. – Bem vinda! – Sorri. – Esse deve ser Scooby! Pode pegar? – Ela falou olhando para Scooby.
Nessa altura do campeonato, ele já estava bem acordado.
- Claro. - Falei.
Ela pegou-o no colo e fez carinho em sua cabeça. Ele pareceu gostar.
Jasper que estava logo atrás de Alice, olhou para Scooby um pouco... Enciumado? Segurei-me para não rir. Acho que agora teria mais um na lista. Eu juro que não entendo eles.
Esme apareceu trajando um vestido todo florido verde, com um avental branco por cima. Ela estava com o seu costumeiro sorriso maternal. Sorri para ela, sem conseguir me segurar.
- Bella, bem vinda. – Sorriu mais ainda. Pude ver Carlisle vindo logo atrás dela, com um sorriso em lábios também. Esme me deu um abraço e olhou para Scooby. – Esse deve ser o Scooby, certo? – Perguntou. Somente assenti. – Ele é muito fofo. Pode pegar no colo?
- Claro, pode. – Falei.
Ela pegou-o no colo e fez carinho no topo da cabeça. Carlisle acariciou-o também e Scooby abanou o rabinho. Oh, até que enfim um que não ficasse com ciúmes.
- Bem vinda, Bella. – Carlisle falou. – Vamos entrando, você deve estar cansada.
Entrei um pouco tímida e fui levada até um sofá, na sala.
- Vou levar sua bolsa até seu quarto. – Edward falou saindo da sala.
- Meu quarto? – Perguntei.
- É. – Alice falou. – Eu arrumei um quarto só para você.
- Obrigada. – Agradeci corada.
Alice riu, pegando Scooby no colo e fazendo carinho. Jasper tornou a olhar Scooby, enciumado. Sorri. Acho que até hoje, os únicos homens com que Scooby não tinha qualquer tipo de rivalidade era Charlie e Carlisle.
Logo Edward estava de volta.
- Eu comprei coisas novas para Scooby. – Alice disse com um sorriso.
- Eu disse. – Edward falou rindo.
Eu sorri.
- Vamos, vou te mostrar. – Alice levantou do sofá, puxando-me pela mão e levando Scooby em seu colo.
Alice me puxou pelas escadas, levando-me para um grande corredor. Nós fomos até o final do corredor e Alice apontou para a última porta, do lado direito.
- Esse é seu quarto. – Falou.
Logo em seguida apontou para o quarto em frente ao meu.
- Esse é meu quarto com Jazz.
Logo depois apontou para o quarto ao lado do meu.
- Esse é o quarto de Edward.
E então, apontou para a parede em nossa frente, com uma grande janela. Olhei para o chão e lá tinha coisas para cachorro. Caminha, ração, água e brinquedos, por exemplo.
- E ali é a cama de Scooby. – Falou sorrindo. – Coloquei-o ali porque fica perto de todos.
Sorri.
- Claro, por mim tudo bem.
Alice soltou Scooby no chão, que foi explorar suas novas coisas. Não demorou a que este deitasse e começasse a tirar seu cochilo. Preguiçoso.
Uma onda de mal-estar passou por mim e me apoiei na porta, um pouco tonta. Alice me ajudou, colocando o meu braço envolta de seu pescoço.
- Bella, está tudo bem? – Perguntou aparentemente preocupada.
- Só cansaço. – Falei sorrindo fracamente.
- Ah, claro. – Falou como se esquecesse de algo. – Quer ir dormir? Eu aviso para o pessoal que estava cansada e foi dormir mais cedo.
- Obrigada. – Agradeci.
Alice abriu a porta e me ajudou chegar à cama.
- Bella... – Falou, apontando para uma porta que havia dentro do quarto. O da direita. – Esse é o banheiro. – Agora apontava para a outra porta; o da direita. – Aquele é closet. Comprei roupas pra você, não iria dar pra gente sair pra comprar.
Assenti, sentando-me na cama. Bem grande por sinal.
O quarto era grande, com paredes verde claro, a roupa de cama era de um verde escuro e os móveis eram pretos. As cortinhas eram delicadas e brancas.
- Vou te deixar a vontade. – Falou. – Qualquer coisa grita. – Saiu do quarto.
Joguei a cabeça no travesseiro. Eu estava cansada física e emocionalmente.
shut up when I'm talking to you!
shut up, shut up, shut up!
shut up when I'm talking to you!
shut up, shut up, shut up, shut up...!
...I'm about to BREAK!
Fechei os olhos.
"Haha, Bella. Não precisa ficar com essa cara."
Não. Não. Não.
Por quê? Por que ela tinha que aparecer agora?
"Você devia tomar mais cuidado."
- Por favor... Saia da minha cabeça. – Murmurei.
Sentei-me na cama, colocando as mãos na cabeça, cada uma de um lado. Parecia que eu ia explodir. Parecia que minha cabeça era uma bomba.
"Tic, tac, tic, tac. O tempo está acabando."
- Cala a boca. – Falei.
Eu podia sentir o meu coração disparado. Eu podia sentir o suor descendo pela minha testa. E eu podia sentir as lágrimas descendo por meu rosto. Uma a uma. A minha cabeça doía com as lembranças.
"Pretende se esconder pro resto da vida?"
- Cala a boca. – Falei mais alto.
"Querida, você sabe que é verdade."
Não, não, não!
Eu já estava arfando... Ficando sem ar... Ficando sem forças...
- Bella! – Ouvi a voz de Edward.
Olhei para cima e pude ver um desesperado Edward vindo em minha direção.
Everything you say to me
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And I'm about to break)
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('cause I'm one step closer to the edge
I'm about to break)
Ele se sentou ao meu lado, abraçando-me pela cintura. Coloquei a cabeça em seu ombro. Eu estava sem voz. Eu não conseguia falar, eu não conseguia parar de chorar. Eu estava desesperada. Por quê? Por que eu não conseguia me livrar daquilo? Por que cada vez que voltava, vinha mais forte? Coloquei uma de minhas mãos no peito de Edward. Eu estava trêmula.
- E-eu... Não s-sou... f-forte... – Tentei falar.
- Calma, Bella. Calma. – Edward falava baixinho em meu ouvido.
"Você já tentou falar sobre isso?"
- M-minha cabeça... e-está explodindo. – Eu falei. As lágrimas só tinham piorado.
- Calma, Bella. – Edward afagava meus cabelos. – Estou aqui, nada vai te acontecer.
Fechei os olhos, tentando fazer as lágrimas pararem.
"O sangue.
O sangue cobrindo o chão.
O sangue saindo dela.
Os livros jogados por todos os lados.
O sangue por cima desses livros.
Ela estava de bruços, com a cabeça virada em minha direção.
Ela estava mais pálida que o normal.
Os olhos dela estava abertos; espantados e amedrontados.
Mortos, opacos, vazios.
Os lábios estavam arroxeados.
As mãos estavam sobre o peito, de onde jorrava sangue.
Uma de suas mãos estavam sobre o carpete e suas unhas estavam cravadas neste.
Seus fios de cabelos loiros, um dia vivos, agora estavam sujos de sangue, sem vida."
Abri os olhos, tensa. As lágrimas se intensificaram e eu já não conseguia enxergar mais nada. A escuridão foi me tomando aos poucos, por causa do cansaço. Foi uma noite sem sonhos.
Everything you say to me
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