Disclaimer: Twilight não me pertence, lalala!


N/A: Obrigada pelas reviews: Fernanda Ransom, Mili Black, Katryna Greenleaf Black, danda jabur, Nath Tsubasa Evans, Isa Stream, Iziie Lestrange, Helena D. Cullen, Lily Souma.

Estamos chegando no fim. Logo estarei com uma nova fic aqui no FF, que já está sendo escrita. ;) Esse capítulo foi tenso e nada melhor que Slipknot pra escrevê-lo/ouví-lo. Apesar de que 'Til we Die é mais calma que outras deles.

Boa leitura e não se esqueçam: quero reviews. :P


Capítulo Nove: Correndo contra o tempo.

(Música: 'Til we die – Slipknot)

Our friends
Are all hurting
From moments a
And regrets
And charity
Laced with a lie
Still we keep hoping
To fix all the defects
And strengthen
These seminal times
We go on together
For better or worse
Our history
Is to real to hate
Now and forever
We stay until morning
And promise to fight
For our fate

Eu fechei lentamente o celular, respirando lentamente. Eu rezava pra ser uma brincadeira. Mas não era. Sam tinha atacado em um dos meus pontos fracos. Como ele podia? Se ele queria eu, pra que envolver inocentes? Pessoas que não tinham nada a ver.

Uma luz passou por minha cabeça.

Pessoas?

Será que tinha mais gente envolvida? Mais reféns?

Apertei o celular em minhas mãos. A vontade de chorar estava me sufocando. Mas eu não podia. Eu tinha que ser forte.

- Quem era, Bella? – Esme perguntou apreensiva.

- Podem me emprestar um carro? – Perguntei rapidamente, antes que me arrependesse.

- Pra quê? – Alice perguntou.

- É urgente. – Falei. – Qual o caminho pra minha casa?

Alice me olhou nervosa, mas jogou a chave.

- Pegue meu porshe, ele é mais rápido. Eu irei logo atrás. – Ela falou. Ela sabia, afinal. – É seguir a rua até o fim e quando chegar na estrada, vire pra esquerda. E seguir em frente.

- Certo. - Falei me levantando.

Saí rapidamente da casa, pegando o porshe de Alice e acelerando muito. Quando eu cheguei na estrada, já estava a 120 Km/h. Era isso que dava o nervoso. Se eu batesse tava tudo ferrado. Mas eu não iria diminuir a velocidade.

Não demorou para que eu estivesse perto da escola. Vi que tinham muitos policiais em volta. Como eu iria passar por tudo aquilo? Estacionei perto da escola e entrei na floresta que tinha ao lado dela, dando a volta na escola. Lá tinham policiais também, mas era bem menos. De onde tinham surgidos tantos? Aproximei-me.

- Você já ouviu o que ele quer em troca de soltar os reféns?

- O que?

- Ele quer que a filha do Chefe Swan entre lá sozinha.

- É claro que o Chefe Swan não vai deixar.

Depois de ouvir o pequeno dialogo, senti-me mais irritada. Sam iria me ver, se desejava. Era tudo minha culpa. Se eu não tivesse ido atrás, não teria acontecido isso. Eu sentia o medo, a culpa, e a raiva borbulhando em meu sangue.

Não tinha como entrar na escola sem ser vista. Então eles iriam me ver, só que não seriam rápidos o bastante para me parar.

Peguei um pedaço de madeira e corri em direção a uma janela baixa que tinha ali. Tenho certeza que eles tinha me visto, mas não liguei. Quebrei o vidro, entrando pelo buraco enquanto o vidro ainda caia. Senti minhas roupas e pele serem cortadas sem dó. Não liguei pra dor. Nem pro sangue. Nem pra tontura causada pelo sangue. As lágrimas ameaçavam cair, mas eu as segurava. Não era simples a situação. Ao contrário, na verdade. Eu não podia me dar ao luxo de por a perder.

Cheguei em frente a porta da biblioteca e respirei fundo, entrando. Estranhamente eu sabia pra onde seguir. Fui passando pelos corredores rapidamente e cheguei onde eles estavam.

A imagem a seguir me desarmou completamente. Tinha várias pessoas ali. Angela, Mike, Tanya, Jessica, mais alguns desconhecidos e... Edward.

Todos estavam machucados, menos Edward. Este estava com uma arma apontada pra si. Meu coração falhou uma batida e a raiva subiu mais ainda.

Til we die
Til we die

The start of a journey
Is every bit worth it
I can't let you
Down anymore
The sky
Is still clearing
We're never afraid
And the consequences
Opens the door
I never stopped trying
I never stopped
Feeling like family
Is much more than blood
Don't go on without me
The piece
That I represent
Compliments each
And everyone

- Sam. – Falei.

Ele olhou-me, assim como todos ali presentes. Eu podia ver o medo nos olhos deles. Eu podia ver o desespero ali. E isso só me deixava mais nervosa.

- Vejo que apareceu. – Sam falou com um sorriso cínico. – E pelo visto você teve que entrar por alguma janela quebrada.

Pelo visto ele tinha ouvido o barulho da janela se quebrando. E sabia que era eu. Agora me pergunto: Como?

Eu estava a ponto de me quebrar. Física e emocionalmente. Aquelas feridas estavam doendo demais. Dei uma rápida olhada em mim... Eu estava coberta de sangue. Coberta mesmo. Eu estava querendo muito desabar de tanto chorar. Mas se eu fizesse isso, eu mostraria alguém fraca pra Sam e ele poderia se aproveitar.

- Por que, Sam? – Perguntei. – Por que matou Sophie? – Minha voz estava sem vida. Sem emoções.

Muitos ali arregalaram os olhos. Com certeza desconheciam esse fato. Sam estava em silêncio, me estudando.

- Por que? – Perguntei novamente.

- Já que você vai morrer, posso deixar você saber. – Ele sorriu sinistramente. Senti meus pêlos do braço se eriçarem. E não era de uma maneira boa. – Matei-a porque ela estava com outro.

Meus olhos se arregalaram. Ciúmes? Ela tinha sido morta por ciúmes? Como ele era capaz disso? Senti vontade de atirar na cabeça dele. Respirei fundo.

- Como pôde? – Perguntei. Fiquei surpresa. Minha voz ainda estava sem emoções, apesar de estar desabando por dentro. – E Emily?

- Sophie era minha amante, mas ela não quis mais. Por causa de outro. – Ele falou ainda sorrindo.

- Seu louco. – Acusei. Ameacei chegar mais perto e Sam chegou com a arma mais perto de Edward. Parei. Eu não podia agir por impulso. Tinha vida de inocentes ali envolvida. A vida de Edward. Meu amor.

Til we die
Til we die

We won't be forgotten
We'll never give in
This war we've achieved
Has allowed us to win

Edward olhava tudo aterrorizado. Senti vontade de trocar de lugar com ele.

Eu iria tirar eles de lá e se tudo desse certo sairia viva de lá também.

- Então faremos assim... – Falei pausadamente. – Você solta eles e deixa eles irem embora. Já estou aqui, não é? Não vou fugir. Não tem como.

Ele pareceu pensar no assunto.

- Irei soltar um por um. E se você fizer algum movimento em falso, eles morrem. – Ele falou apontando a arma agora para Angela. – Pode ir. – Falou pra ela.

Ela se levantou lentamente e olhou para mim. Um misto de medo e gratidão podia ser visto em seus olhos. Medo por mim e pelo os outros. Gratidão por estar livrando-a daquilo.

Til we die
Til we die

My last true confession
Will open your eyes
I've never known
Trust like the nine
Let it be spoken
Let it be screamed
They'll never ever
Take us alive

Suspirei, tentando ficar parada. Meu corpo doía horrores. Eu ainda estava com aquela mascara fria e pretendia continuar com ela. Eu estava no meio de uma guerra. Uma guerra que eu podia perder.

Perder meus amigos. Meu amor. E minha vida.

- Você. – Sam falou apontando pra Tanya. – Pode ir.

Ela se levantou rapidamente, dando um olhar preocupado na direção de Edward e foi embora também.

Ouvi alguns barulhos e presumi que era a policia. Fiquei desesperada. Sam olhou-me enraivecido. Ouvi o barulho de um tiro.

Til we die
Til we die

We won't be forgotten
We'll never give in
This war we've achieved
Has allowed us to win

Carry on
Carry on

- Você irá apodrecer na cadeia, Sam. – Gritei.

Senti uma dor aguda na minha barriga. Gritei. Minha visão foi escurecendo e antes de perder a consciência, ouvi gritos. Muitos gritos.

(We'll never be broken
We won't be denied)
(Our war is the present
We need to unite)
(We'll never be broken
We wont be denied)
(Our war is the present
We need to unite)