"O meu amor nasceu de tudo que era estranho, do teu olhar risonho, da tua roupa. Do seu jeito simples de fazer as coisas, do jeito adorável de comer, do balanço de seus cachos, sua risada solta...
Eu amo a maneira como você mexe o nariz quando sorri, amo como você faz todas as confusões e irritações desaparecem quando gargalha. Amo quando você segura o riso até que seus olhos fiquem cheios de lágrimas. Amo sua risada rouca quando você sorri só para mim.
Amo quando você está triste e busca conforto em meu peito, quando você se aconchega em mim, toda pequena e amuada. Quando pede carinho e ou que eu te pegue no colo. Amo sua vulnerabilidade e sua força, sua coragem e seus medos.
Amo cada detalhe, cada pequeno detalhe de você! Cada pedaço de você que completa uma pequena falha em mim, ou vice – versa. Amo pensar que você é o pedaço que me faltava. Amo quando temos os mesmo pensamentos ou quando você me faz concordar com os seus. Amo quando você diz que eu me encaixo perfeitamente em você.
Amo quando você precisa ficar nas pontas dos pés para falar algo em meu ouvido. Amo poder te dar abraços de urso. Amo a delicadeza da sua pele e de seu corpo contra o meu. Amo toda essa cumplicidade que temos.
Amo o seu despudor! Amo que você durma nua em meus braços, que você caminhe nua pelo quarto, que vocalize todas as suas vontades. Amo quando você toma o controle de tudo e me faz seu ou quando se doa completamente e é minha! Amo suas unhas arranhando minhas costas, seus gemidos roucos e como você fecha os olhos quando goza.
Ah! Eu amo você de pés no chão, correndo pela casa com os cachorros! Cuidando do jardim. Amo você bagunçada, de cabelos revoltos, de papo pro ar... Amo quando você está preguiçosa ou fazendo dengo.
Amo você dormindo, os suspiros suaves, o jeito que você se enrosca em meu corpo ou quando puxa o cobertor reclamando que está frio. Amo quando você não se importa em ficar uns minutos a mais na cama ou quando precisa pular dela ás 5 da manhã. Amo você me olhando com esses olhos lindos e os cabelos espalhados sobre meu travesseiro pedindo que eu volte para cama quando eu preciso sair de casa correndo. Amo voltar pra cama e fazer amor com você, ainda quentinha. Amo o jeito como nossos corpos se encaixam.
Amo seus olhos porque eles são tão sinceros… Juro que posso ver sua alma através deles.
Amo quando você me chama de Amor!
Amo quando posso ser seu porto seguro, seu apoio. Amo que você não tenha medo ou vergonha de me buscar quando precisa. Amo ser seu homem, seu companheiro, seu amante.
Amo quando você está de TPM e grita, briga, mas quer fazer amor sem pressa. Um furacão querendo calmaria!
Amo seu cheiro em minhas roupas, amo você em minhas blusas! Amo sentir você no meio de um dia de trabalho! Amo lavar seus cabelos, esfregar suas costas, secar seu corpo. Amo te ajudar a pintar as unhas do pé. É... Eu sei que falo que odeio isso, mas é mentira!
Amo quando você não deixa nada se colocar entre a gente. Como não tem medo e nem vergonha de pedir desculpas e como exige de mim um pedido de desculpas quando o errado sou eu. Amo que você odeie me ver triste! Amo quando você acredita que o nosso amor é a coisa mais importante do mundo... Depois dos cachorros, é claro!
Amo as maravilhas que você fez e ainda faz em mim… O jeito que aprendi a achar graça das coisas corriqueiras, como aprendi a não deixar que nada me tragasse para o poço que eu estava até que você me tirasse de lá.
Temo que um dia você acorde desse transe e perceba que eu não sou nada sem você e que não sou metade do que você é. Mas daí você me olha e novamente eu me perco em você e sei que você também se perde em mim e isso me conforta.
Certa vez você me disse que metade de mim não era suficiente e hoje eu sou todo seu. Cada pulsar, cada batida de meu coração! Eu sou seu! Você estava certa: nunca será suficiente porque eu te quero cada dia mais! Um dia você me perguntou se eu era feliz… Antes de você eu enxergava a felicidade como uma palavra abstrata, um acaso e nada mais. Uma emoção vazia e rara que eu experimentei poucas vezes e em raros flashes que iam mais que vinham. Mas isso foi antes de você, de nós dois… Antes do meu coração embarcar nessa jornada.
Então, meu amor, me pergunte agora se eu sou feliz e eu te direi que felicidade é mais que uma palavra, é um sentimento incrível, uma emoção indescritível... Felicidade é você!
Ela se remexeu na cama mais uma vez e ele teve certeza que o barulho do teclado estava incomodando. Ela levantou assustada e sentou - se rapidamente, o movimento fez o fino tecido da camisola escorregar de um de seus ombros ficando preso somente no seio. O movimento não escapou do olhar atrevido dele que fechou o notebook.
- O que foi querida? – Perguntou deixando o computador de lado e puxando –a contra o seu peito. – Você teve um pesadelo?
Lisa suspirou recostando – se contra o peito dele.
- Não! Me assustei com algo, mas não foi pesadelo.
- Deve ter sido o som do teclado enquanto eu digitava...
- Pode ser! – ela olhou ao redor buscando por algo e encontrou o computador fechado na mesa de cabeceira ao lado dele. – Afinal, o que tanto lhe tira o sono e o que tanto você escreve? Uma música nova?
- Não sei o que tirou meu sono hoje, ele resolveu me abandonar hoje.
- Sei. E sobre o que você escrevia? – ela estava curiosa afinal ele não era de passar as noites escrevendo mesmo que a inspiração viesse pela madrugada. Geralmente ele pulava da cama, anotava a inspiração numa folha de sua agenda e voltava para cama.
- Não é uma música... E nem é nada demais...
- Você me parece suspeito! – Lisa sorriu e se moveu no colo dele, ficando de frente para ele e sentada sobre seu colo, uma perna de cada lado de seu corpo. – Me conta!
- Curiosa! – ele brincou enquanto a beijava suavemente. – Volte a dormir! Prometo não te acordar mais.
- Mas Hugh – ela fez cara de pidona. – Não conseguirei dormir agora... Não antes de saber o que tanto você escreve.
- É um segredo! – ele cochichou no ouvido dela enquanto a abraçava.
- Eu adoro segredos! – Ela sorriu quando ele empurrou a camisola para baixo, além do apoio da carne macia de seu seio expondo o mamilo rosado.
- Você não me mandou dormir? – ela brincou mordendo o lábio inferior quando a palma grande e fria abrigou todo o seu seio.
- Você nunca me obedece mesmo! E agora eu tenho ideias bem melhores para seu corpo.
- E eu vou gostar dessas ideias?
- Ah querida... Você vai adorar.
- Essas ideias incluem me deixar nua?
- Completamente! – ele respondeu descendo a outra alça da camisola e levando a boca ao mamilo dela, lambendo e mordiscando levemente.
Lisa jogou a cabeça para trás e deixou que ele tomasse seu corpo da maneira que só ele sabia. Os dentes roçaram sua pele e ela gemeu querendo mais, implorando por mais.
A camisola virou um amontoado de seda e renda em sua cintura enquanto ela tentava manter a sanidade e não morrer de tesão com os dentes dele cravados em seus seios. Tentou tocá-lo onde ele já estava rígido contra sua maciez, mas ele segurou suas mãos.
- Droga, Hugh... Deixe-me tocá-lo!
Hugh sorriu contra a pele úmida dos seios dela e a olhou. Com pequenos movimentos a ergueu o suficiente para perceber que ela não usava lingerie. Ele gemeu quando a tocou e encontrou - a úmida e quente.
- Isso é incrível!
- O que? – ela ainda conseguia formular frases? Isso sim era incrível!
- Como você está sempre pronta para mim...
- E eu não vou demorar muito...
- Eu sei...
- Então não me faz esperar...
E ele não fez, de alguma forma conseguiu se libertar da cueca samba-canção e deslizou para dentro dela.
- Perfeito! – Sussurrou no ouvido dela enquanto ela se movia sobre ele. – Incrível!
- Você já disse isso... – ela gemeu contra o pescoço dele.
Ambos sorriram e perderam o fôlego quando ela aumentou o ritmo, mas sem nunca deixar o balanço cadenciado e leve. Ela gemia baixinho, mordendo o pescoço dele enquanto ele tentava manter um dos seios dela em sua boca. Ele não se conteve quando ela gemeu e o apertou forte com seus músculos internos.
- Lisa!
Ela não conseguia pronunciar mais nenhuma palavra, as únicas coisas que vinham dela eram gemidos e sussurros e, quando ele cravou as unhas em suas bunda forçando - a a se mover mais rápido ela se entregou. Os gemidos ficaram mais rápidos e mais constantes no ouvido dele, a pele suada dela esfregou contra o peito dele, ela ergueu os olhos e se perdeu no olhar dele e no orgasmo que a dominou.
Hugh acabou alguns segundos depois dela, enquanto ela ainda tremia e o apertava. Sorriu quando ela desabou em seus braços, cansada e ainda com sono.
- Você consumiu todas as minhas energias sabia? – sussurrou contra o peito dele.
- Eu vivo disso!
- Vampiro!
Hugh a moveu de seu colo e a embalou contra seu peito enquanto deitavam, ela usando o peito dele como travesseiro, daquele jeito que ele adorava.
- Você vai dormir agora? – ela perguntou já fechando os olhos. – Só dormirei se você dormir.
Hugh sorriu contra os cabelos dela. Ainda estava sem sono, mas queria que ela descansasse. Prometeu que dormiria só para que ela dormisse, mas cinco minutos depois era ele quem dormia.
