Capítulo IV

Draco entrou no Salão Principal sentindo-se extremamente feliz. Sentia-se capaz de sorrir e cantar, mas não ia fazer isso.

Ainda tinha um nome a zelar.

Enquanto andava até a mesa onde os dez estudantes (que tinham ficado para as férias de fim de ano) e os professores estavam, Draco tentou encontrá-la, mas logo percebeu que a garota não estava presente.

Quer dizer, não tinha nenhuma cabeleira vermelha ali.

Sentou-se ao lado de uma primeiranista da Grifinória e tentou comer o mingau que estava à sua frente, mas era impossível, porque sempre virava-se para as portas de carvalho, esperando vê-la entrar.

Após uma hora de espera, Draco desistiu. Levantou-se, saiu do Salão, e foi para o jardim.

Não queria parecer maníaco, mas...

ONDE ELA ESTAVA?

Olhou para o relógio e viu que não passava das nove horas da manhã. Tentando ficar calmo, preferiu pensar que a moça ainda não tinha acordado, e por isso não estava no Salão Principal.

Com certeza o sumiço de Ginny não tinha nenhuma relação com arrependimento repentino ou saudades do Potter.

Ainda estava pensando no que poderia ter acontecido quando ouviu alguém ao seu lado.

"Você não está com frio?"

Olhou para o lado e a viu.

"Draco?" – ela passou a mão diante dos olhos dele – "O que foi? Está com uma cara estranha."

"Não foi nada, Weasley." – disse, ríspido.

"Weasley?" – Ginny disse, preocupada – "O quê eu fiz?"

"Onde você estava?" – perguntou, sem aguentar mais.

"Dormindo." – disse, despreocupada – "Para sua informação, eu não sou uma pessoa do dia, ou seja, não gosto de acordar cedo."

"E como posso saber se isso é verdade ou não?" – perguntou com grosseria.

Draco viu o rosto da garota ficar vermelho e logo percebeu que disse a coisa errada.

"Bem, Malfoy, você acredita se quiser." – ela levantou – "Agora eu tenho que dar relatório de tudo? Você é meu namorado ou meu pai?" – gritou com raiva – "E tome, tinha trazido para você não sentir frio, mas agora quero que você morra congelado!" – e jogou o casaco que Draco lhe emprestara na noite anterior.

Por que tinha que ser tão idiota?

Nunca foi tão ciumento e nem tão possessivo, então... por que agia assim, agora?

"Ginny, espere!" – Draco disse correndo atrás da garota que andava a passos largos.

E também nunca foi de andar atrás de ninguém...

Não sabia o quê ela tinha feito com ele, mas com certeza ele não era mais o mesmo de antes.

"Espera!" – disse, puxando o braço dela com força.

"Solta meu braço, Malfoy!" – ela falou, tentando se desvencilhar do aperto de aço dele.

Draco olhou para o rosto dela e percebeu que a garota chorava. Sentiu uma fisgada no peito, não era certo fazê-la chorar.

"Ginny... você está chorando?"

"Não, estou rindo. Não percebeu?" – ela gritou e logo em seguida chorou mais.

"Desculpe... não queria que você chorasse."

Draco lembrou que também não costumava pedir desculpas com tanta facilidade...

"Você não entende." – ela disse, encarando o rapaz – "Eu não gosto do Natal."

"Por que?"

"Porque eu lembro do meu irmão que morreu." – disse chorando mais – "É triste receber a pilha de presentes e não ver o dele. Não que eu só sinta falta do presente..." – disse, fazendo uma careta – "Eu nem sei mais o quê estou falando."

"Foi por isso que você demorou a descer?"

"Sim." – respondeu sem olhar para ele – "Não queria que você me visse assim, mas agora sei que nem deveria ter descido." – completou, com raiva.

Ele soltou o braço dela e a abraçou.

"Desculpe..." – disse entre os cabelos dela – "Eu pensei que você estava fugindo de mim..."

"Por que eu fugiria?" – ela disse para o peito do rapaz.

"Por causa do Potter?" – perguntou, já sentindo que ela gritaria em seguida.

"Você é um idiota!" – ela disse socando o peitoral do rapaz.

"Desculpa." – falou novamente, cheirando o cabelo da moça.

"Eu te odeio." – Ginny disse abraçando-o com força, seu corpo negando o que a boca acabara de dizer.

Draco riu e disse, bem próximo ao rosto dela:

"Eu também te odeio." – e sorriu.

Eles se encararam por alguns segundos, até Draco não conseguir mais se conter e colar os lábios dela com os seus. Envolveu a cintura da moça com firmeza, e sentiu os braços dela envolverem seu pescoço. Rapidamente, o beijo passou de leve para intenso, cheio de desejo e urgência. Desceu os beijos pelo pescoço de Ginny, fazendo-a gemer baixinho.

Um pouco, ou o restinho, de razão aflorou na moça, que afastou, levemente, o rapaz.

"O que foi?" – Draco disse, a voz rouca e ofegante.

"Não é certo, Draco. Nós estamos quase no hall de entrada. Alguém pode nos ver."

"Hm... então vamos para um lugar mais... íntimo." – disse, com um sorriso malicioso que fez Ginny suspirar.

"Draco..." – disse, sentindo que as bochechas ficavam vermelhas – "Ainda é muito cedo para ficarmos a sós... intimamente."

"Eu não acho." – ele falou, começando a beijar o pescoço da garota.

"Pois eu" – ela disse, empurrando-o com raiva – "Acho que é cedo, sim. Para sua informação, Malfoy, eu não sou da mesma laia dessas mulheres com quem você costuma sair."

"Malfoy?" – perguntou, confuso – "O quê eu fiz agora?"

Ginny o olhou com raiva e disse:

"Vamos fazer o seguinte... eu vou para a minha Sala Comunal e você vai para a sua, esquecemos tudo o quê aconteceu hoje, e amanhã nos falamos. Certo?" – perguntou, já indo embora.

"Ginny!" – Draco gritou, mas a garota não deu ouvidos.

Ele estava sozinho outra vez...

E, novamente, furioso.

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Até que nossos parentes nos separem

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Ginny fitava a lareira da Sala Comunal sem realmente ver o fogo.

Sua mente vagava para lembranças em que o Natal era o dia mais importante do ano para ela. Lembrava das guerras de bola de neve com os gêmeos e dos presentes bizarros que eles davam à ela e aos outros. Nunca pensou que sentiria tanta falta dele, às vezes Fred conseguia ser bem chato, com todas aquelas brincadeiras, mas em nenhum momento pensou que seria tão difícil superar essa perda.

"Ginny?" – uma voz masculina disse, bem próxima ao seu ouvido.

"Ai! Que susto!" – ela disse com a mão no peito, olhou para o lado e viu a pessoa menos provável de se ver no Salão Comunal da Grifinória – "Como você conseguiu entrar aqui?"

"Hm... pelo retrato." – disse, fingindo-se de inocente – "Não é assim que você entra?"

"Malfoy!" – exclamou, dando um leve soco no braço do rapaz – "Eu quero saber como você conseguiu a senha. Por acaso seduziu alguma primeiranista desavisada?" – perguntou, desconfiada.

"Hm... talvez." – disse, sentando ao lado dela e, mais uma vez, Ginny o bateu – "Será que você pode bater no outro braço também? Assim vai ficar desigual." – ela fez uma careta e ele continuou – "Bem, eu ouvi uma garotinha dizendo a senha e decorei. Nem precisei seduzir ninguém. Vim ver como você está."

"Estou ótima." – disse, sem encarar o rapaz.

"Certo... e por que você não desceu para o jantar?" – Draco perguntou, displicentemente.

"De novo não, Malfoy!" – exclamou, chateada – "Não tenho obrigação de ficar informando a você todos os lugares onde vou ou deixo de ir."

"Tudo bem... só fiquei preocupado." – ele disse – "Trouxe algumas coisas para você comer." – e apontou para a mesa de centro, onde havia uma xícara enorme e um prato, com alguns sanduíches.

Ginny sentiu os olhos encherem de lágrimas.

"É para mim?" – disse, a voz embargada.

"Não... é para uma primeiranista desavisada." – Draco disse, sarcástico.

Ginny deu outro soco no braço do rapaz.

"Ai!" – exclamou massageando o local – "Então, não vai comer?"

Ginny não respondeu, pegou o prato e a xícara e comeu, em silêncio. Tinha medo de que se falasse acabaria chorando.

"Então" – Draco disse, depois de algum tempo, quando ela terminou – "Estava bom?"

Ela concordou com um aceno de cabeça.

"Pedi aos elfos para prepararem... já que você passou o dia aqui, sem se alimentar." – ele a observou e completou – "Não vai falar nada?"

Ela acenou negativamente.

"Hm... por que?"

Ela não disse nada.

"Tudo bem... acho que vou embora, então." – Draco disse com um suspiro cansado, mas antes que conseguisse levantar, sentiu uma mão em seu pulso.

O rapaz sentou novamente e Ginny o abraçou, sem falar nada, apenas chorando.

Ela sabia que estava parecendo uma louca, uma doente mental, mas estava tão confusa! Estava triste pela perda do irmão e de vários amigos, mas ao mesmo tempo estava feliz por ter Draco perto. Ao mesmo tempo sentia culpa, não era certo ser tão feliz, quando deveria estar triste.

A verdade é que já não sabia mais de nada.

Aliás, sabia de apenas uma coisa: se não parasse com a loucura, Draco a deixaria.

"Desculpe." – ela disse, após alguns minutos de absoluto silêncio.

"Tudo bem." – Draco falou, beijando a testa da garota.

"Eu estou sendo uma maluca hoje." – disse, enquanto se afastava do rapaz para limpar as lágrimas.

"Concordo." – o rapaz falou, calmamente – "Mas sei que o dia de hoje é difícil para você. Entendo."

"Desde quando você ficou tão... compreensivo?" – ela perguntou, desconfiada.

"Também não sei... mas acho que tem uma relação direta com o fato de que estou apaixonado por você." – respondeu, sorrindo.

Ginny não conseguiu responder, apenas aconchegou-se no peito do namorado.

Ficaram assim por longos minutos, no silêncio, apenas ouvindo a respiração do outro e o fogo crepitando na lareira.

"Hm... Ginny, tenho que ir..." – Draco disse, depois de muito tempo.

"Por que?"

"Já é tarde, passa da meia-noite." – respondeu – "É melhor que você vá dormir."

"Não... eu prefiro ficar aqui. Com você." – ela disse, sem se afastar do rapaz – "A não ser que você queira ir?" – perguntou.

"Não... eu fico aqui." – Draco disse, mal contendo a felicidade.

Foi assim que os dois passaram a noite, sem nenhuma pergunta, sem brigas, apenas absorvidos no que sentiam.

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Até que nossos parentes nos separem

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Ginny caminhava em um campo aberto, sem saber muito bem onde estava ou para onde ia. Até que o viu, parado ali, diante dela, sorrindo.

Imediatamente sentiu os olhos encherem de lágrimas.

"F-Fred?" – conseguiu murmurar.

Ele sorriu e a abraçou, o que só fez com que ela chorasse mais.

"Senti tanta saudade." – ela disse quando o abraço terminou.

"Ginny... eu também senti, mas... a vida continua." – disse com um sorriso – "Pelo menos a sua, continua."

"O quê você quer dizer?"

"Viva, Ginny. Não é preciso que você passe o resto da sua vida assim, triste, afastando as pessoas que gostam de você. E eu sei muito bem que ele é um Malfoy, mas se ele te faz feliz..."

"Como você pode saber dessas coisas?" – perguntou, confusa.

"Eu simplesmente sei." – disse sorrindo – "Apenas viva, Ginny e seja feliz..." – completou com um último sorriso e desapareceu, no mesmo instante em que a garota acordou.

Assustada, Ginny olhou para os lados e percebeu que continuava na Sala Comunal da Grifinória, sentada perto de Draco Malfoy, que dormia pesadamente.

A ruiva sorriu ao observar o rapaz dormindo calmamente. Passou uma mão no rosto dele e Draco logo acordou, sobressaltado.

"O que aconteceu?" – perguntou, alarmado.

"Calma, Draco." – disse, contendo o riso – "Não aconteceu nada."

"Ah..." – ele falou mais calmo – "Que horas são?"

"Seis e meia." – Ginny disse – "E acho melhor que você vá para a sua casa..."

"Nossa... que delicadeza." – o rapaz falou, sarcástico.

"É sério, Draco. Daqui a pouco os alunos vão descer e se te verem aqui você pode ser expulso, sabia?"

"Tudo bem... eu vou, então." – disse, derrotado.

Os dois levantaram e andaram de mãos dadas até o buraco do retrato.

"Então, vejo você no café?" – Draco perguntou, ficando de frente para a garota.

"Sim..." – respondeu, sorrindo.

Os dois trocaram um último beijo e, depois, Draco foi embora.

Ginny decidiu seguir o conselho do irmão, e tinha certeza que seria muito feliz.

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Até que nossos parentes nos separem

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Seis meses depois...

"Amanhã é o último dia de aula." – Ginny disse.

"É... meu último dia aqui." – Draco falou, apertando mais a menina de encontro ao seu peito.

Os dois estavam sentados no jardim, protegidos pela copa de uma árvore e escondidos por outras plantas. O sol começava a se pôr, mas os dois nem estavam observando isso.

"E você vai embora." – a garota completou, triste.

"Você também vai." – Draco disse, sorrindo – "Ou você vai morar na Escola?"

"Draco, você sabe do quê estou falando." – respondeu sem nenhum humor.

"Sim... eu sei." – disse, sério – "Mas nada vai mudar. Nós iremos continuar juntos."

"Mas nos veremos menos." – deu um suspiro e continuou – "E provavelmente você vai conhecer alguma garota nas festas chiques que seus pais promovem e vai me esquecer."

"Ginny" – Draco pegou o rosto da garota e o virou para ele – "Isso não vai acontecer." – ele aproximou o rosto, deixando os lábios a poucos milímetros de distância – "Eu te amo."

Era a primeira vez que ele dizia isso em seis meses.

Pelo menos em voz alta.

"Eu te amo também." – a ruiva sussurrou e, sem aguentar mais, colou os lábios aos de Draco.

O beijo era intenso, cheio de vontade e de saudade. Era uma forma de externarem o quê tinham acabado de falar.

Draco deixou de beijar a boca da garota e desceu, lentamente, para o pescoço dela. A ruiva pendeu a cabeça para trás, enquanto ele segurou carinhosamente as costas dela, apoiando-a. Então, ele fez o caminho de volta, subindo os beijos pelo pescoço dela até chegar novamente à boca. Ela voltou a cabeça para a posição normal à medida que ele subia os beijos e as bocas se encontraram em um único beijo, calmo, porém profundo.

Involuntariamente, Draco inclinou-se sobre a garota e no minuto seguinte os dois estavam deitados na grama do jardim, totalmente alheios ao que acontecia em volta, o que, por sorte, era nada...

Ele desceu as mãos pelas laterais do corpo dela e, calmamente, retirou a camisa da ruiva. Draco interrompeu os beijos e a olhou, como se estivesse perguntando se deveria continuar ou não. O momento de desistir era aquele. Ginny respondeu colando os lábios dos dois em um beijo mais quente e urgente.

Em poucos minutos os dois estavam apenas com as roupas de baixo, mas ao contrário do que possa parecer, não sentiam frio, a pele ardia de desejo e paixão.

Os beijos não cessaram nenhuma vez sequer e, logo em seguida, estavam totalmente sem roupa, apenas sentindo o calor do corpo do outro.

Ele se colocou entre as pernas dela, entrando, delicadamente, no seu íntimo, rompendo a barreira que o impedia de entrar totalmente. A garota soltou um gemido de dor e, imediatamente, Draco a confortou, dizendo algumas palavras carinhosas e se movimentando de maneira mais lenta.

A dor que Ginny sentiu passou rapidamente, Draco pôde perceber isso quando ela cravou as unhas no ombro dele e o puxou para mais perto. Os movimentos de Draco foram ficando mais rápidos, Ginny gemia baixinho, enqunto ele dizia palavras desconexas. Com um movimento mais brusco, os dois chegaram ao ponto máximo juntos, e gemeram de prazer.

Ele se jogou sobre ela, os dois deitados na grama, escondidos pela semi-escuridão do lugar, os corações acelerados demais e o sentimento de plenitude tomando conta deles.

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Até que nossos parentes nos separem

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No dia seguinte, Draco e Ginny estavam no mesmo lugar, mas o momento era de despedida.

"Vou mandar carta todo dia." – ele olhou para o rosto da namorada, que estava todo marcado por lágrimas.

"Eu também vou escrever para você, todos os dias." – ela disse, chorosa.

"E eu vou te visitar." – Draco disse, enxugando as lágrimas dela.

"Não... você não pode fazer isso. Nossas famílias..." – começou.

"Eu sei, mas não se preocupe, eles nem vão saber." – disse com um sorriso malicioso.

Os dois ouviram mais um aviso de que deveriam ir para a Hogsmeade, então abraçaram-se e beijaram-se mais uma vez. Em seguida, cada um foi para um lado diferente, já cheios de saudades...

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Até que nossos parentes nos separem

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Um ano depois...

Draco olhou mais uma vez para o relógio e viu, lentamente, o ponteiro maior ir para o doze. Enfim, eram onze horas da manhã. Já poderia vê-la. Saiu apressadamente do quarto e desceu as escadas correndo, já estava quase saindo quando ouviu uma voz atrás de si.

"Vai sair, querido?" – Narcisa perguntou.

"Vou..." – Draco disse – "Eu e Zabini vamos sair." – mentiu.

"Ah, que bom, querido. E a Pansy, vai também?"

"Não, mamãe... a Pansy está ocupada com a Escola de Moda e o Potter."

"Não consigo aceitar essa relação." – Narcisa disse, com desgosto – "Você e Pansy combinavam tanto."

"Certo, mas nós somos só amigos, mãe." – o rapaz disse, cansado – "Agora tenho que ir, já estou atrasado." – e saiu quase correndo, antes que a mãe falasse novamente.

Quando chegou ao jardim, aparatou para Hogsmeade.

Assim que chegou ao povoado, viu vários alunos de Hogwarts passeando pelas lojas do lugar. Estava atrasado e tudo era culpa da sua mãe. Correu para o Cabeça de Javali e encontrou a garota sentada em uma mesa, no fundo do bar.

"Demorou." – ela disse, séria.

"Sim, minha mãe queria conversar, mas nem era nada importante."

Draco beijou a garota e disse:

"Quero que você me acompanhe até um lugar."

A moça o olhou, desconfiada.

"Juro que não vou te sequestrar e usá-la como minha escrava..."

"Ah... certo. Agora eu estou mais confiante." – ela respondeu, sarcástica – "Vamos."

O casal saiu do estabelecimento de mãos dadas e aparatou.

"Onde estamos?" – Ginny perguntou, olhando para o beco em que estavam.

"Londres." – Draco respondeu, enquanto os dois andavam e saíam do beco – "Alguns bruxos moram aqui, mas existem alguns trouxas, por isso aparatamos no beco."

A rua era tranquila e era bem perceptível que era um lugar predominantemente residencial e de classe média.

Andaram até um prédio de três andares e entraram. Os dois foram até o elevador e segundos depois chegaram ao terceiro andar.

Draco foi até uma porta branca e a abriu.

"Uau." – Ginny disse, olhando o lugar.

O ambiente era amplo e dava uma estranha sensação de conforto, as paredes eram brancas e todos os móveis eram pretos.

"Gostou?" – perguntou, tentando esconder o nervosismo.

"Sim..." – ela disse, maravilhada.

"Eu mostro o resto da casa." – Draco disse.

O rapaz foi a cada lugar do apartamento e Ginny ficava mais impressionada com o que via. O lugar era simplesmente maravilhoso. Quando o pequeno tour acabou, os dois voltaram para a sala e sentaram-se no sofá.

"Então... o quê achou?" – perguntou.

"Lindo." – Ginny disse, sincera – "Então, você vai morar aqui?"

"Vou." – Draco respondeu, sentindo o coração batendo rápido.

"Que bom, Draco." – Ginny disse, sorrindo – "Seus pais já sabem que você vai sair da Mansão para morar sozinho em um bairro que tem trouxas?"

"Sabem... quer dizer, menos sobre os trouxas." – Draco disse – "E eu não vou morar sozinho."

"Não?" – perguntou, confusa – "O Blaise vem para cá?"

"Não, o Blaise não." – Draco disse, sorrindo, nervoso – "Você vem."

Ginny arregalou os olhos e murmurou:

"E-Eu?"

"Sim. Você." – ele disse – "Ginny, pensei muito nesses últimos meses e não aguento mais essa situação de vê-la somente quando tem passeios em Hogsmeade."

"Mas... eu já vou terminar a Escola."

"Eu sei, e é por isso que tudo vai ficar mais fácil." – Draco disse – "Não quero mais vê-la somente de noite, mas de dia também... e quero dormir e acordar do seu lado."

"Draco... mas... nossas famílias..." – ela começou.

"Eles nem vão saber." – Draco disse, nervoso – "Eu já falei com os meus pais. Você fala com os seus, diz que morando em Londres pode arranjar um emprego mais rápido."

"Eu já tenho um emprego..." – ela disse, confusa – "Faço a contabilidade da Loja dos Gêmeos e depois de terminar a Escola, vou trabalhar lá, lembra?"

"Sim..." – Draco disse – "Diz que aqui é mais perto para você ir até o Beco Diagonal, o que realmente nem é mentira."

Os dois ficaram calados por muito tempo até que, sem conseguir se conter, Draco disse:

"Então... você quer?"

Ela o observou durante alguns minutos até dizer:

"Sim... quero." – e sorriu.

Draco sorriu também e a beijou com carinho.

E eles teriam, ahm, feito mais do que isso, se Ginny não recobrasse a consciência a tempo de lembrar que já deveria ter voltado para Hogsmeade. Draco só concordou em voltar, porque teria Ginny só para si em menos de duas semanas...

E enfim poderiam ser felizes...

Ou talvez não.

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Até que nossos parentes nos separem

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N.B.B.: Sim, estou de volta depois de um longo e tenebroso inverno!! E depois de muito esporro por ter sumido, claro!!! Hahahahahaha!!!

Chefa!!! Que NC foi aquela??? O.O Ainda estou de boca aberta... Foi tudo de ótimo!! Viu?? Eu sabia que você conseguia!!! :D

Gentem, ela merece review, heim?? Não decepcionem e mandem milhares delas!!!!!!! Hahahahaha!!! Esse capítulo ficou muito lindo!!! O Draco foi tudo de fofo!!! *__* Ai, que emotion!!

Amo todos vocês!! \o/

Beijos!!

ChunLi Weasley Malfoy

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Nota da Autora: Olá, pessoas...

Tudo bem com vocês?

Então... demorei muito a atualizar, né?

Mas eu estava desanimada com essa fic, e ainda estou, mas prometo que agora vou terminá-la...

O próximo capítulo começa depois de um ano dessa última cena, ok?

Bem, agradeço a quem mandou comentários:

ChunLi Weasley Malfoy, Jaque Weasley, Caah LisLis, Misty Weasley Malfoy, Thaty, Princesa Chi, Mandikinha Weasley, Vaamp Malfoy, baa-julia m., Miss Funny e Hinata Weasley.

E, desculpem mesmo pela demora...

Beijocas,

Manu Black Black (por parte de Sirius e por parte de Jacob)