No capítulo anterior de "Até que nossos parentes nos separem"...
"Certo, é melhor que nós conversemos amanhã." – Draco disse, indo para a cama.
"Não... eu quero conversar agora!" – gritou – "Vamos. Fale o que tem para falar."
"Por que você tem sempre que brigar?"
"EU?" – berrou – "Foi você que começou, fazendo aquela cena de ciúme ridícula."
"Você não entende!" – gritou de volta – "Eu tenho ciúme porque amo você. E é por isso que não dá mais. Não dá para continuar assim."
Ginny o olhou, confusa.
"Não me importo mais com o que vão pensar. Eu amo você e você me ama, isso é o que importa." – disse, inflamado – "Por isso, pensei muito e..."
"E...?" – Ginny sussurrou.
"Você quer casar comigo?"
Capítulo VI
Ginny o olhou com atenção e perguntou, ainda confusa:
"Casar?"
"Sim... Tipo, uma cerimônia, nossas famílias, um juiz, nós dois jurando amor eterno..." – Draco disse, sério.
"E como você pretende fazer isso sem ninguém saber?" – ela perguntou – "Quer dizer, não dá para casar escondido."
"Não será escondido." – respondeu, paciente – "No sábado que vem, falarei com meus pais. Caso você aceite, claro."
"Mas... eles não vão deixar."
"Eu não estarei pedindo permissão." – falou, com um leve tom de impaciência na voz – "Então... aceita?"
Ginny observou o rosto do namorado procurando algum indicativo de brincadeira ou coisa parecida, mas não encontrando, respondeu:
"Aceito." – e sorriu, sentindo os olhos cheios de lágrimas.
Draco sorriu e os dois ficaram se olhando durante alguns minutos, até o momento em que o rapaz saiu correndo do quarto e Ginny chegou a pensar que tinha sido medo e arrependimento, mas logo entendeu, quando ele retornou trazendo uma pequena caixa de veludo.
Ele abriu a caixinha e então o seu conteúdo ficou visível: duas alianças de ouro, com um D e um G entrelaçados, gravado na parte interior. Draco tirou um anel e o colocou no dedo anelar direito da moça e ela fez o mesmo com ele. Estavam, oficialmente, noivos.
Os dois selaram o compromisso com uma noite de amor inesquecível.
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Até que nossos parentes nos separem
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Sábado.
12hs.
Mansão Malfoy.
Draco aparatou atrás de uma árvore frondosa, andou rapidamente até o portão de ferro preto com um brasão enorme da família Malfoy: um M entrelaçado numa cobra. O rapaz colocou o pulso sobre o brasão e, automaticamente, o portão foi aberto.
Ele andou, lentamente, pelo jardim, tentando convencer-se de que tudo daria certo. Afinal, seus pais queriam a sua felicidade, e se Ginny era a forma de fazê-lo feliz, eles iriam aceitá-la.
Quando entrou na casa foi para a sala de estar onde encontrou Lúcio e Narcisa conversando sobre a sociedade bruxa e coisas desse tipo.
"Querido!" – Narcisa disse quando viu o filho e correu para abraçá-lo.
"Draco." – Lúcio cumprimentou, frio como de costume.
"Mamãe, eu estou bem." – ele falou tirando as mãos da mulher do seu pescoço, pois ela estava quase sufocando o filho.
"Querido, você está tão magro." – Narcisa falou – "O que você está comendo? Acho que não está se alimentando corretamente..."
"Narcisa, pare com isso. Draco sabe se cuidar." – Lúcio disse.
"O almoço está pronto, amos." – um elfo disse, curvando-se até seu nariz encostar no chão frio.
Os três loiros foram para a sala de jantar e sentaram-se, Lúcio na cabeceira, Narcisa ao seu lado direito e Draco ao seu lado esquerdo.
O almoço começou em silêncio, Narcisa dirigia olhares preocupados para o filho, enquanto Lúcio parecia alheio a tudo.
"Mãe... pai... preciso contar algo a vocês." – Draco começou.
"Eu sabia que tinha algo." – Narcisa disse, teatralmente – "Você parece abatido."
"O que foi? Está metido em alguma confusão?" – Lúcio perguntou, rispidamente.
"Não." – Draco disse, encarando os cogumelos do seu prato – "Bem, eu estou namorando."
"Ah, querido! Que maravilha!"
"Nós estamos namorando há... dois anos..." – Draco viu o rosto da mãe mudar de feliz para aborrecida, o pai continuava impassível – "E nós dois decidimos nos casar."
"Isso é ótimo, filho. Mesmo que você tenha escondido isso..." – Narcisa disse – "Quem é ela?"
"Espero que o motivo para manter a moça na escuridão não seja o seu sangue." – Lúcio disse – "Ela é sangue-puro?"
"Claro que sim!" – Draco disse, aliviado por saber que esse era o único problema.
"Então... qual o seu sobrenome?" – o loiro gato, digo, o loiro mais velho disse.
Draco olhou os pais e, com um último suspiro, sentenciou:
"Weasley. Ginny Weasley."
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Até que nossos parentes nos separem
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Sábado.
12hs.
A Toca.
Quando Ginny saiu da lareira, encontrou a casa lotada. Estava cheia de pessoas (em sua maioria ruivas), com seus respectivos filhos, que corriam pela casa, deixando-a mais parecida com um Hospício.
"Tia!" – uma garotinha correu em direção a Ginny.
"Vicky!" – ela abraçou a filha de Gui e sorriu – "Como você está, querida?"
"Tô bem!" – a loirinha respondeu sorridente, mas depois fez um biquinho - "Tia, o Teddy me bateu." – e mostrou o bracinho que tinha uma pequena marca, como um beslicão.
"Ah, querida, ele não fez por mal!" – Ginny disse.
"Fiz sim!" – Teddy, que era um pouco mais velho que Vicky, disse – "Ela me mordeu." – e mostrou o braço com uma marca de dentes.
"Teddy!" – Ginny o abraçou com carinho – "Querido, não brigue com a Vicky, vocês devem ser amigos."
Ela fez os dois se abraçarem e logo depois o pequeno casal saiu para brincar no jardim da Toca, junto com Rose, a filha de Mione e Rony.
Finalmente Molly a encontrou, enchendo a filha de beijos e mimos, até o momento em que a levou para cozinha e determinou que ela cuidasse da panela com sopa.
Perto de duas horas da tarde, o almoço foi servido. Ginny esperou todos se acalmarem, até falar:
"Eu gostaria de comunicar uma coisa a vocês."
Todos olharam para ela e Ginny sentiu o rosto arder.
"Bem... eu vou me casar."
"O QUÊ?" – Rony, Percy e Jorge gritaram.
"Eu conheci uma pessoa em Hogwarts" – ela olhou para Harry e Pansy que sorriam – "Nós namoramos durante dois anos e agora decidimos nos casar."
"E quem é, filha?" – Arthur perguntou.
Ela fechou os olhos e jogou:
"Malfoy. Draco Malfoy."
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Até que nossos parentes nos separem
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Draco olhou para o rosto dos pais e os dois pareciam congelados. Duas magnifícas estátuas de pedra. Duas estátuas boquiabertas.
"Desculpe." – Narcisa disse com um sorriso vacilante – "Não ouvi direito. Wislow? Gertrudes Wislow?"
"Não... Ginny Weasley." – Draco corrigiu.
E a resposta de Narcisa foi cair no choro. Um choro tão intenso que parecia que alguém tinha morrido.
"Como você pode estar namorando uma Weasley!" – Lúcio exclamou, furioso – "Uma maldita adoradora de sangues-ruins!"
"Não fale assim da minha futura esposa." – Draco disse, tentando conter a raiva.
"Vergonha." – Narcisa disse entre soluços – "Sociedade. Humilhada." – e chorou mais.
"Você não casará com esta filhote de coelho." – Lúcio esbravejou.
"Ah é? E como você me impedirá?"
Draco não recebeu uma resposta verbal. Viu a jarra de vinho voando e, logo em seguida, um peso atingiu sua cabeça.
E a morte chegou.
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Até que nossos parentes nos separem
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Várias coisas aconteceram ao mesmo tempo. Primeiro um grito, um uivo pôde ser ouvido, e Ginny pensou que era um lobisomem, mas logo percebeu que era só Rony, dando um ataque de histerismo. Depois, Molly começou a chorar e Arthur ficou tão vermelho que estava quase entrando em ebulição.
"Eu não permito esse casamento." – Rony disse, categórico.
"Você não manda em mim, Ronald." – Ginny disse, calma.
"Um Malfoy? Aquela família de cobras... Comensais... assassinos..." – Molly dizia.
"Pensei que vocês ficariam felizes por mim." – falou, triste.
"Por que você não escolheu outro rapaz? Qualquer um é melhor do que um Malfoy." – Arthur disse, furioso.
"Mas ele é o único que eu amo." – Ginny levantou e completou – "E eu não desistirei dele." – entrou na lareira e foi embora.
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Até que nossos parentes nos separem
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"Draco?" – Ginny disse quando apareceu na sala e encontrou o rapaz deitado no sofá.
"Oi." – ele disse, fraco.
A moça aproximou-se e viu que ele tinha um hematoma enorme na testa.
"Meu Merlin, o que fizeram com você?" – ela conjurou uma toalhinha gelada e colocou na testa do noivo.
"Meu querido pai jogou, acidentalmente, a jarra de vinho dos elfos em mim." – ele sorriu, sarcasticamente.
"Então eles não aceitaram?"
"Bem... se você considerar a quase tentativa de morte... é, eles não aceitaram."
"Os meus pais também não." – Ginny disse, chorando.
"Pelo menos eles não tentaram te matar." – Draco disse.
Os dois ficaram calados, pensativos, com medo de falar algo errado e acabar com o resto de coragem que eles possuíam para enfrentar os parentes.
"Eu não vou desistir de você." – Draco disse, por fim.
"Eu também não." – Ginny disse e sorriu.
Os dois voltaram ao silêncio de antes, agora mais calmos, até Ginny falar:
"Já sei! Vamos fazer um jantar em família! Assim, eles vão se conhecer melhor."
"E isso, por acaso, vai adiantar?" – Draco perguntou, incrédulo.
"Vai sim! Eu tenho certeza."
Draco não falou. Ele tinha absoluta certeza.
Certeza de que a família Malfoy nunca se entenderia com a Weasley.
Isso era um fato.
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Até que nossos parentes nos separem
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N.B.B.: Quem não sentiu a menor falta de mim enchendo a paciência levanta a mão!! Hahahahaha!!!
Aloha, pretty people!!! Quem é vivo sempre aparece!! E eu espero nunca mais precisar sumir assim!! Quanta saudade de ler em primeira mão os capítulos da minha amiga linda, a Manu!! E de deixar essas sábias (que modéstia) palavras para entreter vocês, lindos leitores!!
Então, que capítulo mais MÁRA!! Gentem!! Eu ri muito com os momentos morte!! Hahahahahahaha!!! Ai, eu me acabo lendo!!! Mas tudo ficará bem... Eu espero! :D Tipo, alguém até pode ficar com algum pedaço a menos, mas continua vivo!!
Vamos comentar, heim!! Nada de preguiça!!! A Manu merece!!! Ainda mais com um capítulo desses!!!
Amo todos vocês!! \o/
Beijos!!
ChunLi Weasley Malfoy
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Nota da Autora: Olá para todas!
Pessoas queridas do meu coração, desculpem a demora. Como já expliquei anteriormente, eu não ando muito inspirada para escrever, mas não desistam de mim! Por favor!
Eu tinha coisas importantes para falar, mas esqueci... ê velhice.
Então, vamos aos agradecimentos...
Uchihinha Chibi: Obrigada pela review! Eu sei, estou demorando muito, perdão! E pode me matar, vou psicografar o resto da fic... ¬¬ Beijocas.
Oraculo: Obrigada pela review e desculpa por demorar novamente! Beijocas.
Gaabii: Obrigada pela review. Moça, você tem atualizado? Eu ando desligada, me diz se você atualizou, se eu não deixei reviewzinha para você é pq não vi a atualização... eu ando mais lesada do que o normal. Desculpe mesmo, ok? Beijocas.
Caah LisLis: Obrigada pela review. Ei, eu te coloquei como personagem em "Felizes para Sempre" e você nem para me mandar uma review (aquela que cobra review como se fosse dinheiro)... hehehehe Oia um carro vem a caminho? Que legalll!!! =) Eu sei, tô devendo caps a lot, né? Sorry! Beijocas.
Jaque Weasley: Obrigada pela review. É... o fogo do inferno, né? Hehehe Beijocas.
Princesa Chi: Obrigada pela review. É... a confusão grande vai acontecer no próximo capítulo. Beijocas.
ChunLi Weasley Malfoy: Obrigada pela review. Sim, quem é vivo sempre aparece... mesmo aqueles que nós juramos matar algum dia...não é mesmo? ¬¬ Se for o Lúcio eu desculpo tudo...tô pensando em me colocar na fic como amante do Lulu (uma vez que o Fred morreu no universo dessa fic)... o que você acha, bee? Beijocas.
Loh Malfoy: Obrigada pela review. Muito obrigada pelo carinho. Espero que goste deste. Beijocas.
Epa, senti falta de algumas pessoas... rapá, vô começá a fazê a xamadinha!
HUNF.
Beijos,
Manu Black
Próxima Atualização: A Mediadora – Uma Nova Versão.
