Cory: Posso herdar o trono sem ter que casar com qualquer uma- ele dissera no escritório do pai
Alfredo I: Acha que eu arranjaria qualquer uma para se casar? Não somos qualquer um- o rapaz olhava para alguns quadros da família estampados na parede, um deles lhe chamara bastante a atenção, uma foto sua ainda bebê
Cory: Por que não posso escolher a minha esposa? O senhor escolheu a mamãe
Alfredo I: E por que você voltou sem a minha permissão? Disse que teria que ficar na França até se formar
Cory: Não quero ser médico, quero cuidar de Londres
Alfredo I: Então vai ser como eu quiser. Você vai se casar
Para Cory, aquilo era tortura. Ele não poderia voltar a Paris, nem buscá-la e nem torná-la a sua mulher. Porque outra tomaria o lugar que ELA tinha direito, o lugar que era dela há muito tempo, desde que ele colocou os olhos sobre aquele anjo de cabelos loiros.
Cory: E quem será a minha esposa?- perguntou sem interesse algum fazendo o pai sorrir vitorioso finalmente
Alfredo I: Tomei a melhor decisão a você. Mr. Sarfati precisa de investimentos na produção de café, e eu tenho o que ele quer, dinheiro. Ele ofereceu a mão de sua filha ao meu filho mais velho em troca
Cory: Então terei de me casar com uma Sarfati?- perguntou ainda desinteressado
Alfredo I: Sim, com a bela Lady Lea Michele Sarfati
O rapaz congelou com aquela declaração, em poucos minutos Mark iria falar ao pai sobre sua paixão a prometida de seu irmão. Cory não poderia se casar com ela, não a amava, nunca a amaria já que seu coração só batia por alguém que morava na França. Fora que Mark ficaria decepcionado ao ver ele aceitar a proposta do pai.
Cory: Mas eles não tem uma linhagem real
Alfredo I: Sua mãe era uma plebeia, mas eu a amei. Assim como você amará e honrará a sua futura esposa
Cory: Eu nem conheço essa garota
Alfredo I: Por isso você vai cortejá-la, vai conhecê-la hoje a noite e eu já mandarei o joalheiro arrumar o melhor diamante para um belo anel de noivado
O rapaz estava sem reação, não sabia nem como pedir em noivado aquela moça que só conversara uma vez. Ele começou a sentir um certo ódio daquilo, do pai que tomara a decisão, mas principalmente de Lea, que acabara de tomar o lugar de sua amada, um lugar que não pertencia a ela.
Dianna: Lea- a moça entrou devagar no quarto da irmã- Papai mandou lhe entregar isso
Ela carregava uma enorme caixa branca nas mãos, Lea que penteava os cabelos, parou para olhar o presente. Lá dentro havia um vestido azul bebê, muito lindo por sinal e também muito delicado. Achou estranho o pai lhe dar isso.
Lea: Outro presente de aniversário?- perguntou curiosa
Dianna: Não, o papai disse para vestir hoje a noite e também que isso serve para recompensar o estrago do outro vestido branco- ela piscou
Lea: O que vai haver hoje a noite?
Dianna: Ele não falou nada, mas deve ser algo muito importante
Lea namorou o vestido, era um dos mais lindos que já vira. A noite, passou horas se arrumando, a roupa caíra bem nela, deixava suas curvas bem marcadas mostrando a sua beleza. Esperou os convidados na sala, mesmo não sabendo quem seria. Mas assustou-se ao ver que era o garoto da noite anterior, o que oferecera o champanhe.
Logo percebeu que ele viera para cortejá-la, Dianna faltava pular ao descobrir que sua irmã iria para a nobreza, se casaria com um Monteith. Mas o rapaz não dava muita importância a sua futura noiva, ele só deu um beijo na mão dela quando chegou, parecia revoltado, mal trocava palavras.
Dianna: Ainda não acredito que terá Monteith no sobrenome Lea!- ela comentou mais tarde quando todos foram embora
Lea: Nem eu- para a moça, aquela não era um boa ideia
Sabia que teria que se casar um dia, mas Lea sempre esperou alguém que amasse só que se arrependera uma vez e agora tinha certeza que nunca amaria ninguém.
Dianna: Quero só ver o seu anel de noivado!
A festa de noivado seria no final de semana, na casa da família real. Todos queriam que as coisas andassem rapidamente e a imprensa da época estaria lá, observando tudo, é claro.
Chord: Minha irmãzinha da realeza!- o rapaz chegou com o seu sorriso esnobe, como sempre
Lea: Quem deveria se casar aqui é você Chord!- ela respondeu na mesma altura
Chord: Nossa, só vim dar os parabéns e é assim que você me trata?
Lea: Ah, me esqueci. Você é um homem da vida, não suporta a ideia do casamento- o garoto fechou o sorriso que tinha- Com quantas prostitutas dormiu nas últimas duas semanas Chordizinho?
Chord: Me respeite Lea- falou entredentes- Se eu quiser posso falar ao papai para te casar agora mesmo e te arrancar daqui a força
Lea: Pode fazer isso, eu vou. Mas saiba que dormir com prostitutas é uma desonra a alguém com o sobrenome Sarfati
Lea sorriu vitoriosa enquanto Chord a olhava com ódio, não poderia deixá-la falar daquela maneira. Mas sabia que ela receberia uma punição, Cory não a amava. E ele sabia a fraqueza da irmã, o amor. Ela não acreditava nisso e o irmão sabia por que, até a ajudara uma vez em anos atrás. Por isso tinha certeza que se ela se apaixonasse por Cory, iria sofrer pelo resto da vida e seu castigo seria cumprido.
O final de semana chegava e os preparativos para a festa de noivado eram feitos. Pessoas importantes foram convidadas, Lea ganhara outro belo vestido, dessa vez comprado pelo futuro noivo e o anel já estava bem guardado e tinha sido muito caro por ser coberto dos melhores e mais brilhantes diamantes. A imprensa registrava os passos de Lea e do futuro herdeiro.
Lea: Pai?- a moça entrou na sala de casa já vestida para festa- Preciso conversar
Mr. Sarfati: O que deseja?- o pai largou o jornal que tinha nas mãos e os óculos para dar atenção a filha
Lea: Eu...eu não quero me casar
O pai ergueu a sobrancelha. Lea, na noite anterior observara que Cory a olhava com raiva, em todos os dias que ele a via, era assim, raiva, nojo. Como se ela não merecesse aquilo. A moça lia o diário todas as noites, e lembrava do seu primeiro e único amor. Lea queria saber onde ele estava.
Mr. Sarfati: Pensei que tivesse concordado com a história
Lea: No começo sim, mas...eu não gosto do Cory- ela estava tentando até ser gentil, geralmente se alterava fácil
Mr. Sarfati: Sabe que isso vai ser bom para todos nós, eu preciso de dinheiro e Alfredo vai me oferecer...
Lea: Mas eu não sou um objeto!- a moça acabou explodindo- Não sou um produto que pode ser vendido assim!
Mr. Sarfati: Lea, você vai até aquela festa e vai dizer sim ao rapaz
Lea: Ninguém vai me obrigar a fazer isso- falou cruzando os braços como uma forma de proteção
Mr. Sarfati: Eu vou. Se for preciso eu te arrasto até o altar ou posso deixar que seu próprio marido faça isso sem problema algum
Lea saiu da sala batendo os pés. O salto de seu sapato fazia barulho no chão de madeira e alguém os ouvia aproximar com atenção. Esse alguém esperou que ela entrasse no enorme corredor da casa para que pudesse provocar ainda mais.
Chord: É por causa dele não é?- perguntou com um pequeno sorriso nos lábios
Lea o ignorou, apenas se trancou em seu quarto, com raiva, enterrando o rosto nos travesseiros.
XXXX: Que história é essa que eu ouvi?- Mark abriu a porta do quarto do irmão totalmente alterado. Cory abotoava os últimos botões da camisa branca
Cory: Que história?- perguntou tranquilamente
Mark: Soube quem vai ser a sua noiva- ele andava de um lado para o outro no quarto, ainda nervoso- Não acredito que aceitou!
Cory: Não pude fazer nada, sabe como é o nosso pai
Mark: Como assim NADA? Devia ter dito não!
Cory: Acha que eu a escolhi para ser a minha noiva?- ele agora colocava a gravata e o colete por cima. Mark já tinha parado de andar
Mark: Eu a amo irmão, com todas as minhas forças
Mark estava sendo sincero. Era estranho falar assim sem ao menos já ter beijado Lea, ter a tocado de verdade. Mas ele falava com toda a sinceridade, pela primeira vez sentia algo diferente por alguém. E essa experiência nova era totalmente excitante ao rapaz.
Cory: Mark eu...
Mark: Tudo bem Doutor, tudo bem- disse suspirando fundo- O papai nunca mudará de ideia. Por isso vou ter que aceitar...mas prometa que a fará feliz irmão
Mark deu dois pequenos tapas no ombro de Cory, ele era um rapaz compreensivo, não gostava de arranjar confusões, principalmente com o irmão mais velho. Ele saiu do quarto em silêncio, mas contrariado. Cory terminou de arrumar o terno e ainda pensava no pedido dele...Ele não queria se casar com Lea, não aceitava ter que se casar com uma Sarfati, seria capaz de fazê-la feliz? Cory pensava que não. Ele não conseguiria beijar outra mulher, sem pensar nela, no seu anjo, a que deveria estar recebendo o anel de diamantes nessa noite.
No enorme salão da mansão, (N/A: A festa acontece no palácio de Buckingham, para quem não conhece, ele realmente existe e lá acontece vários eventos reais) uma música lenta tocava. Como sempre, pessoas importantes andavam por ali, parentes das famílias e vários amigos. Algumas damas conversavam principalmente sobre os seus maridos, os homens, falavam sobre negócios. Cory agradecia a presença de todos, e era recebido por abraços de parentes que não via há muito tempo. Ele esperava pela seu futura noiva, queria acabar com aquilo logo, só que não sabia se a pediria em casamento com toda aquela emoção, mas iria tentar.
Naya: Cory!- ela o chamou vestindo um vestido com a sua cor favorita, vermelho- Sua noiva vem aí
O rapaz saiu a procura de Lea, somente com os olhos. A garota entrava no salão com o pai, o vestido azul que ele dera, tinha caído perfeitamente no corpo da moça, estava perfeita. Tão perfeita que era capaz de cegar qualquer homem de tanto desejo. As pessoas olhavam, a prometida do futuro Mr. Monteith era mais linda do que alguns narravam. Lea estava tímida, nunca vira tanta gente a olhá-la desse jeito na vida.
Cory: Estava a sua espera- ele disse antes de beijar a mão da moça como um verdadeiro cavalheiro e depois, a acompanhar até a mesa.
Lea pelo contrário, tremia por dentro. Tremia de medo, nervosismo, não sabia nem se a sua voz sairia de sua boca. Ela apenas sorria as vezes, mas não conhecia ninguém que estava ali.
Cory: Pro favor pessoal...- o rapaz pegou uma taça de champanhe e bateu chamando a atenção dos convidados- Hum...Boa noite!
Lea congelava. Eles já haviam se sentado para o jantar, mas Cory inventara de interromper. Ela continuou sentada, as mãos suando enquanto percebia os olhares sobre o futuro casal mais conhecido de Londres.
Cory:...Primeiramente queria agradecer a presença de todos. Me sinto grato por estar de volta a esse lugar maravilhoso- ele sorria e segurava o champanhe- Mas todos nós sabemos o motivo de estarmos aqui essa noite. E esse motivo é muito importante...Não só para mim, mas para nosso país também. O poder máximo de Londres é entregue ao filho mais velho, que no caso, sou eu...E eu não posso conviver com isso sozinho, preciso de alguém ao meu lado, para me ajudar. Um alguém que me acompanhe, que me auxilie...E esse alguém é essa bela moça, Senhorita Lea Michele Sarfati.
O rapaz ofereceu a mão a moça. Ela aceitou, ainda nervosa, e se levantou sendo puxada até o meio do salão. Cory deixou a taça de champanhe na mesa, pegando as duas mãos da garota. Por dentro, ele também estava tão nervoso quanto ela.
Cory: O destino nos trouxe até aqui, não foi por qualquer motivo. Por isso temos de fazer uma promessa...Uma promessa de que você sempre estará ao meu lado, tanto nas horas boas quanto nas ruins e que assim, formaremos um só. Do mesmo jeito que eu prometo ser seu companheiro- ele agora enfiava a mão dentro do terno e tirava de lá, a caixinha preta, guardada há muito tempo, revelando belos diamantes que cintilavam enquanto Cory se abaixava diante a noiva- ...E você só precisa dizer uma única palavra. Lea Michele Sarfati, aceita se casar comigo?
Lea: S...Sim- ela disse com a voz baixa mas mesmo assim dava para se ouvir. Estava emocionada, não estava feliz, e sim emocionada.
Alguns convidados comemoraram nessa hora, batiam palmas aos noivos. Mr. Sarfati aliviou-se, a filha havia dito "Sim" sem problema algum. Dianna sorria pela irmã, e já Chord, tinha o pequeno sorriso sarcástico enquanto batia palmas sem emoção alguma. Uma pessoa não gostava, Mark. Ele via o irmão colocar o anel, agora na dita como sua noiva, mas não tinha expressão alguma. Sabia que todas aquelas palavras de Cory eram fingidas, ele não queria nenhuma companheira.
Lea olhou para o anel de noivado, era lindo e caro. Cory se levantou ainda segurando as mãos da garota, todos aplaudiam, eles estavam próximos, nada os impedia. Um se perdia nos olhos do outro, mas não pensem que era amor, eles não se amavam. Ele tocou o queixo de Lea bem de leve, encostando os seus lábios delicadamente sobre os dela, fazendo com que os convidados aplaudissem ainda mais.
Os lábios da garota era macios, doces. Ele não havia beijado mais de uma dama a anos, era diferente experimentar algo novo. A boca de Lea fazia com que ele quisesse mais, só que isso o fazia pensar em outro alguém. Largou a noiva imediatamente e esqueceu de seus pensamentos, ele não podia. Olhou-a bem de perto, a beleza dela irradiava, aquilo era impossível! Arrumou uma mecha de cabelo da moça antes de puxá-la para voltar ao jantar.
