Bom, esse capítulo contém smut rs. Quem não gosta, não é obrigado a ler...Obrigada pelas reviews de vocês e com isso, posso passar a postar todos os dias *-*. Boa leitura!
Lea estava sentada em sua cama ainda com as roupas de dormir. Diante de si, estava o seu vestido de noiva, o sol que entrava pela janela, batia nele e a moça observava. O dia do casamento chegara, Lea já tinha arrumado as suas coisas, ela não moraria mais ali, nunca mais. Moraria com ele. Ele que dava arrepios nela, e não pensem que era arrepios de amor ou algo do tipo, não, eram de medo. Se lembrava das palavras do noivo na noite anterior.
"Cory: Preciso falar com você- ele a chamou durante o jantar na casa da moça
Desde o noivado, ele não sorria, falava frases curtas e diretas, evitava qualquer contato. Assim como Lea, que não fazia questão nenhuma de vê-lo. Aquele beijo na noite do noivado foi o primeiro e o único desde então, nenhum fazia questão de tocar no outro novamente.
Lea: O que quer?- ela mal falava com o noivo, eram sempre poucas palavras
Cory: Eu estava pensando...Que talvez você queira ter uma lua de mel- ele dizia distraído e o fato de ter uma lua de mel com aquele rapaz, assustava os pensamentos de Lea
Lea: Ainda não pensei nisso- falou baixo
Cory: Mas se você quiser, posso te levar ao lugar que desejar
Lea: Cory...Não quero ir a lugar nenhum- isso chamou a atenção dele, Lea respirou fundo antes de falar a próxima frase- Muito menos se eu estiver com você"
Se beijar o noivo já a atormentava, então ter de...Era melhor nem pensar nisso. Ela iria evitar qualquer contato, só iria acompanhá-lo e sorrir para qualquer um que passasse. Lea sabia que ele também não a amava, ela sentia falta do SEU amor. Pena que não sabia o que realmente havia acontecido com ele.
" Querido Diário,
Fiquei escondida aqui na cozinha só para poder escrever, eu precisava. Tomara que Katherine não me veja, mas eu preciso confessar...Nós nos beijamos. Foi isso o que aconteceu, o meu primeiro beijo. Sempre sonhei com ele e foi melhor do que nos meus pensamentos, ELE me beijou. Fiz isso muito nova em relação as outras moças, só tenho 15 anos mas eu ainda sinto ele perto de mim. Ele tomou a iniciativa, deu um beijo e depois, uma flor, como sempre fizera desde o nosso primeiro "oi". Agora eu estou vermelha...Tomara que ninguém perceba."
Como sempre, Lea fechava o diário com força. Tinha que esquecê-lo, ela tentava mas ele a perseguia, nos sonhos, as vezes umas vozes em sua cabeça, ele queria que ela o procurasse. Mas a garota não podia, ele tinha ido há muito tempo, foi para sempre, ele falou isso a ela, e Lea chorava, chorava por seu amor. Mas ele se foi, a deixou sozinha eternamente, fazendo com que ela enterrasse esse sentimento que se chama paixão.
Na noite anterior, Cory tinha ficado revoltado com a resposta bruta da noiva, então resolvera responder no mesmo tom, com um: " Você será a minha mulher Lea, fará o que eu quiser". A moça não gostava dele, o odiava, estava fazendo aquilo sem pensar. Ela havia preparado os vestido com a Dianna, demorara semanas para ficar pronto.
O anel de noivado em seu dedo apertava, Lea queria tirá-lo, aquilo incomodava, não queria ser de Cory. Recebera uma espécie de tiara da rainha, que brilhava bastante a propósito. O véu caía sobre o seu rosto e ela percebia que todos a observava, olhavam enquanto a noiva entrava na igreja ao lado do pai. As pernas de Lea tremiam, Cory tinha a expressão tranquila. Os ingleses eram pontuais, não houveram atrasos no casamento (N/A: Lembrem-se do casamento de Príncipe William com a Kate Middleton *-*).
Lea recebeu a aliança em sua mão esquerda depois de dizer um "Sim". O seu marido, agora, sorria para ela, mas era um sorriso forçado. A moça olhou para a mão dele, onde a aliança também brilhava. Mais tarde, houve uma pequena festa aos familiares, Lea ainda com o vestido de noiva, estava bem distante dali.
Dianna: Lea, o que faz aqui?- a voz da garota chamou a atenção da irmã
Lea: Só...Nada de importante
Dianna: Você não me engana, nem trocou o vestido ainda? Agora você é da realeza, trate de não usar as mesmas roupas.
Lea: Não quero me trocar- mudar de roupa era tarefa difícil. Havia muito pano e ainda o espartilho, que era de matar qualquer mulher
Dianna: Então vá falar com o seu marido, ele deve estar a sua procura- Cory mal olhava na cara dela, como poderia querê-la?- Agora me fala...Onde será a sua lua de mel?
Lea: Não terei lua de mel- a animação de Dianna acabou com essa revelação
Dianna: Então isso não é casamento. Eu até tinha comprado...
Lea: Comprado o que?- a curiosidade da moça foi despertada, ela sempre fora assim
Dianna: Nada de mais, só uma lembrança
Dianna pegou uma caixa de um armário ali perto. Lea pensava que era mais uma roupa devido ao tamanho do presente...Até que era uma, mas era bem pequena para a época. A moça abriu a boca para falar algo só que sua frase ficou no ar quando ergueu o que tinha dentro da caixa. Dianna ria, ela sempre era cheia de surpresas e Lea olhava incrédula para a lingerie vermelha que tinha nas mãos, sua vontade era de bater na irmã.
Lea: Dianna! Onde já se viu me dar isso?- ela pegou a roupa colocando na caixa de qualquer jeito
Dianna: É só para deixar as coisas mais quentes e...Uma forma de vocês se conhecerem melhor, se é que você me entende- a moça piscou passando a mão delicadamente sobre a lingerie
Lea: Vá para o diabo que te carregue Dianna! Nunca vou usar isso!
Lea saiu batendo os pés no chão de madeira, nunca usaria uma coisa daquelas. Era uma falta de vergonha para ela, a garota era de muito respeito. Dianna pelo contrário, colocara a lingerie dentro das coisas da irmã., uma hora ou outra ela iria usar, cedo ou tarde. Agora, Lea já se preparava para conhecer a sua nova casa, na verdade um palácio, o Kensington Place, (N/A: Esse lugar também existe e em breve o Príncipe William irá para lá com a esposa Kate Middleton) futuro lar dela com o marido.
Ela pensava que teria de morar lá sozinha com Cory, mas não, a família real também viveria naquele lugar. Lea, por um lado, achava maravilhoso ir para o Kensington Palace, lá vivera antigos parente do marido e grandes relíquias estavam guardadas. Mas por outro lado era ruim, o rei com sua esposa e filhos iriam para o Palácio de Buckingham passar uma semana e deixar os recém-casados sozinhos. Não haveria lua de mel, Lea negava com todas as suas forças.
Cory: Conhece o Kensington Palace, Lea?
A garota não havia tirado o vestido de noiva, gostava dele. Chegou ao tal palácio, fotos da família real estavam estampadas pela parede, tanto dos já mortos, quanto dos que governavam agora. Lea nunca nem passara perto desse lugar, seu vestido agora arrastava no chão quente do corredor e Cory chegava ao seu lado.
Lea: N...Não. Nunca vi esse lugar- olhou para uma foto na parede, era Cory com seus dois irmãos em uma sala
Cory: Um dia terá uma foto sua aí também- ele tinha razão. Todos os casais da família real eram colocados na parede, assim como ela e o marido seriam.
Lea: Mas eu gostei daqui
Cory: Fico feliz, é bom ver que algo te agrada Mon Ange- Lea fez uma careta, não entendera nada do que ele falara
Lea: O ...O que?- perguntou o olhando- O que é isso que disse?
Cory: Mon Ange?- a garota assentiu- É francês
Cory voltou a andar pelo corredor. Lea só sabia falar a sua língua, não entendia mais nada. Seguiu o marido sem saber para onde ia, aquela casa era muito grande e tinha até joias da família guardadas por ali, expostas para qualquer um ver.
Lea: Não...Não tem ninguém aqui?- perguntou indecisa
Cory: É claro que tem, esqueceu de nós dois?- ele riu da pergunta óbvia que a esposa fez, e Lea pareceu irritada com a resposta dele- É...Não quer conhecer o nosso quarto?
A garota se lembrou que ainda tinha isso, dividir um quarto com Cory. Isso era aterrorizante, dormir ao lado de quem mal conhecia. Será que não tinha como ela dormir em outra cama? Ela não pode fazer nada, apenas balançar a cabeça positivamente enquanto o marido oferecia a mão a ela.
Lea ficara impressionada com o quarto, aquele era enorme, vali uns três do seu antigo. Primeiramente, Cory havia ido buscar velas para iluminar o corredor, usavam-se muito nessa época. Ela por sua vez, aproveitou para tirar os sapatos já que estava sozinha, ficar descalça era um alívio.
Cory: A propósito...Sobre a pergunta, estamos sozinhos sim- Lea levara um susto ao ouvir a voz do marido- Os empregados moram ao fundo da mansão, por isso deixaram a casa sozinha para nós.
A moça assentiu e voltou a andar. Cory não fez nada, nem sequer olhou para ela, ele haviam dado um selinho diante de todos depois do casamento, mas ficou só por isso. Não queriam contato, pelo menos ela não queria. Lea agora andava pela casa, parou numa enorme sala diante da lareira fervendo, queria que pelo menos alguém estivesse ali com eles nesse momento. Era horrível estar sozinha.
Na sala havia um grande tapete, os pés da garota passavam por ali e era como massagem, era muito macio e quente para o seus pés descalços. Ela podia até dormir ali mesmo, bem longe daquela aberração lá no quarto. Aqui era quente, confortável, perfeito na visão da moça.
Cory: Mon Ange?- Lea arrepiou ao ouvir aquela voz a chamando- Mon Ange, onde está?
Ela continuou calada, não queria falar com ele. Cory, por sua vez, a encontrou na enorme sala. Ele já tinha tirado parte das roupas, só estava de calça e a camisa branca semiaberta. Lá fora estava frio, mas dentro da casa, estava totalmente o contrário.
Cory: O que faz aqui Mon Ange?- Lea ainda não sabia o que aquela expressão em francês significava, tomara que seja coisa boa.
Lea: Nada de importante
Cory: Quer vinho?- ofereceu a garrafa que tinha na mão e duas taças na outra- Não me faça beber sozinho
Lea: Obrigada Cory mas...- ela foi interrompida por um riso dele
Cory: Me dê o prazer de sua companhia- a garota negou com a cabeça. Ele, vendo que não adiantaria insistir, colocou um pouco do vinho só em uma taça enquanto abria mais um botão de sua camisa- Está calor aqui, não está Mon Ange?
Lea: É só apagar a lareira- falou distraída olhando as vezes, o marido dar um gole na bebida sorrindo
Cory: Mon Ange...- o rapaz largou a taça de vinho- Você é tão ingênua!
Cory desabotoou mais um botão indo em direção a esposa. Ela, com medo, nem sabia se ficava parada ou corria. O peitoral do marido, que estava um pouco exposto, era iluminado pela única luz que vinha da lareira. O ambiente era perfeito, mas Lea não queria.
Lea: Eu...Eu vou para o quarto- a moça tentou fugir, mas algo em seu braço a impediu
Cory: Você não vai sozinha Mon Ange- disse com um sorriso malicioso nos lábios
Lea: Cory eu...- ela puxou o seu braço de volta
Cory: Somos casados, não somos?- o rapaz falava com um sorriso safado, assustando a esposa
A moça pensava nas piores coisas possíveis, por isso fez a única coisa no seu alcance naquele momento, correu. Correu segurando a barra do vestido, mas Lea não conseguia ir muito longe, principalmente porque havia uma escada ali e ela bateu um dedo no canto do degrau, reclamando de dor em seguida. Cory ria atrás, andando em sua direção tranquilamente. A garota voltou a correr, mas o vestido impedia e o marido a segurou na escada.
Cory: Por que fugiu de mim, Mon Ange?- ele olhava para cada pedaço da esposa
Lea: Eu...Eu quero ir dormir- ela tentou sair dali mas Cory infelizmente era bem mais forte
Cory: Sou seu marido, não precisa ter medo- ele passou as mãos pelo cabelo dela e a agarrou pela cintura- Sei que quer isso
Seus lábios se encontraram com desejo. A língua de Cory nem pediu permissão, apenas seguiu o seu caminho com vontade enquanto empresava a moça contra a parede, ela lutava, seus braços o empurravam mas tudo era em vão. Lea não queria nada com ele, aquilo não era gentil, nem prazer ela sentia. Aqueles braços dele a apertando, a machucavam.
Cory: Fique quieta Lea!- reclamou curto e grosso, separando os lábios dos dois para segurar a moça- Se você cooperar eu te levo até o quarto, mas se não, vai ser aonde eu quiser
Lea: Eu não quero!- ela lutava contra os braços fortes mas Cory era mais forte beijando o seu pescoço
Cory: Quer que seja aqui na escada Mon Ange? Pra mim não há problema nenhum- o rapaz falava com a voz abafada sobre o pescoço dela
Ele tomava a boca da garota com força, e ela, as vezes mordia os lábios dele. Isso só fazia Cory ficar mais irritado e ir mais forte, aquela mulher era de acabar com a paciência de qualquer um. Lea foi deitada sobre os degraus da escada com o marido posicionado sobre ela, queria gritar socorro, mas sabia que ali, ninguém ouviria. Aquele lugar era totalmente deserto.
Cory: Você vai ser minha agora Mon Ange- ele desabotoou o resto da camisa, jogando-a longe
A expressão de Lea era de pavor, nunca passara para uma fase dessas com alguém na vida. Ela foi virada um pouquinho enquanto seu vestido era tirado, mas ele era bem apertado e como Cory infelizmente não tinha nascido com o dom da paciência, acabou rasgando-o logo. Suas mãos eram ágeis somente com o espartilho, e após ser tirado, deixava os seios da garota a mostra. Seus olhos se fecharam com força, ela não queria ver aquela cena, a vergonha era tanta que Lea nem tinha coragem de encarar o marido.
A moça sentia beijos ao longo da barriga, parte das pernas e eles chegaram bem as seus seios, todos bem apressados. Lea parou de lutar, não valia a pena, talvez ele desistisse se ela ficasse quieta. Cory se levantou um pouquinho para para tirar o resto das suas roupas, enquanto a esposa continuava não olhando nada daquilo. Ela esperou, esperou pelo momento em que ele estivesse dentro dela, mas até agora não havia nada, só o silêncio.
Mas, de repente, gritou. Lea não conseguiu controlar ao sentir ele brincar com a sua intimidade. Primeiro com um dedo, depois dois. Para ela, aquilo não era nada confortável, na verdade, sentia dor. Com o ritmo dos gemidos da garota, o marido ia mais e mais até perceber que ele estava pronta. Cory tentou uma vez, bem devagar, mas de primeira não foi totalmente.
Cory: Você é tão...Tão apertada!- e ele voltou a brincar com ela, que continuava gemendo de olhos fechados
O rapaz tentou novamente, agora com um pouco mais de força, puxando as pernas de Lea. Tentou, até que finalmente foi, e sem delicadeza nenhuma. Para a moça, ele entrou praticamente rasgando, doía, ardia muito, parecia que iria até sangrar. E o que ela fez? Gritou. Gritou a cada vez que Cory ia novamente.
Lea: Isso dói!- gritou entre os gemidos
Cory: Vai passar Mon Ange, vai passar
Não era só o que Cory fazia que doía, o chão da escada também machucava. Pela força que o rapaz fazia, as costas de Lea eram raspadas ali, deixando-a desconfortável, ela precisava de uma cama bem macia, de preferência onde ele não estivesse. A garota deixou que ele continuasse até não aguentar mais, deixando o corpo cair sobre o dela, exausto.
Lea não o abraçou, tinha ódio dela, Cory tinha feito a primeira vez dela ser a pior de todas. Ela sonhava com algo especial, não que acontecesse na escada e que suas roupas fossem arrancadas a força. Só que a moça sentia um leve bater no coração ao sentir os beijos dele, era bom. Mas era uma espécie de atração, porque o que ela queria realmente era fugir dali. Queria poder fugir daquele monstro que estava debruçado sobre ela.
