Desculpe a demora gente...Eu acabei esquecendo de postar mas saibam que vou colocar mais capítulos ainda hoje por desculpas pelo que fiz...Espero que gostem e mandem muitas reviews!
O sol iluminava parte do quarto. Cory havia fechado um pouco das cortinas para que a luz não incomodasse a esposa, que dormia tranquilamente na cama. O rosto da mulher era como se nada tivesse acontecido, como se ela não sentisse ódio dele, como se eles dois fossem um casal feliz igual a todos os outros. A expressão dela era tão angelical, que o rapaz se lembrava até de outro alguém, alguém que não pensava a dias.
Ela não mandara mais cartas, havia sumido. E Cory sentia a sua falta, ontem a noite, ao olhar para os olhos de Lea, ele não via a sua esposa ali. Mas sabia que estar dentro daquela mulher era muito bom. A moça acordou logo depois, em seu quarto só havia ela, que estava coberta somente pelo lençol branco da cama. Se lembrou de certas cenas, ela sentia uma forte dor no corpo, principalmente nas costas.
Lea: Cory?- chamou, meio baixo mas chamou
Ninguém apareceu, aliviou-se, estava finalmente sozinha. Nada melhor do que um banho agora, ela precisava. Lea se enrolou no lençol meio sem jeito, não queria que Cory entrasse no quarto e a encontrasse lá, nua, passeando pelo cômodo. Não se lembrava do que tinha acontecido depois daquela noite, ela desistira de lutar, o marido a levou para o quarto dos dois e lá, fizeram novamente, só que Lea estava meio dormindo.
A moça levantou mas algo lhe chamou a atenção, uma mancha na cama coberta pelo lençol branco. Era uma mancha vermelha, Lea examinou e percebeu que era o sangue dela. Como ela era virgem até ontem, certas mulheres sangravam quando dormiam com alguém pela primeira vez, e isso eram um certo motivo de "orgulho" para seus maridos, que saberiam que ela não havia ficado com nenhum outro homem antes do casamento. Lea entrou na banheiro, encontrando uma grande banheira a sua espera.
" Querido Cory,
Sinto a sua falta. Desde que foi embora, nada foi o mesmo. A França não é a mesma, Paris não tem aquela magia de antes. Sei que este não é o teu lugar e eu aceitei a sua escolha, apoiei você. E você me prometeu que voltaria, me fazendo esperar a cada segundo. Hoje olhei no jornal, você estava lá...Com outra. Foi na festa do seu noivado, por que fez isso? Confiei em ti, e você me deixa por outra? Não vou ficar lamentando, afinal, la vie est à vivre. Ainda vou sentir a sua falta. Je t'aime mon amour. Com amor,
Desirrè"
Cory guardou a carta com raiva, ela havia chegado hoje de manhã e ele, pensando que era algo bom, a pegou com desejo. Mas o seu anjo descobrira, essa era uma das desvantagens de ser conhecido por todos. A imprensa sempre tomava conta dos eventos reais e Lea estava lá com ele. Lea...Ao pensar na moça, tacou um livro que tinha, contra a parede.
Cory: Ela estragou tudo, TUDO!- o rapaz tacou mais um livro. Percebeu que já passara dos limites, Lea poderia ouvir os barulhos.
Sentou-se na poltrona do escritório, uma foto de sua mãe tomava conta de uma parede. Cory tentava se controlar, passou as mãos pelos cabelos, tentava pensar em algo...Iria a França? Responderia a carta? Esqueceria isso e continuaria com o seu casamento? O que faria? Ele não sabia. O ódio tomava contra de si, ele tinha raiva daquela morena que tomava o lugar de Desirrè.
Levantou da poltrona, não iria ficar ali lamentando. Em cima da mesa, haviam cartas, todas de sua amada. Ela gostava de escrever, algumas em francês, outras continham fotos dela. Cory tinha um pequeno quadro, era uma pintura de Desirrè, uma miniatura. Os cabelos loiros dela caíam sobre os ombros, o vestido preto, que marcava bem as suas curvas, era definitivamente um anjo. Ele guardou a pintura junto com as cartas numa gaveta e saiu do escritório.
Cory: Chérie? É você?- o rapaz ouviu passos vindos do corredor e sorriu. Lea ao contrário, bufou de raiva, lá vinha ele
Lea: Não dá para falar a minha língua?- a moça odiava esse apelidinho francês, principalmente o fato de não estar entendendo nada.
Cory: O que tem de errado? Dormiu mal?
Lea nem precisava responder ao ver o sorriso malicioso brotar no rosto do marido. Ela odiava aquele homem, estava decidida. A moça já se preparava para correr ao vê-lo se aproximar, checou as saídas e começou a puxar o vestido. Ela não queria nem pensar em ver Cory a tocando novamente.
Cory: Você não respondeu a minha pergunta Ma Chérie- falou se aproximando. Lea deu um passo para fugir mas ele foi mais ágil, a empurrou contra a parede, deixando seus corpos bem próximos.
Lea: D...Dormi bem- era mentira. Os seus pulsos estavam presos pelas enormes mãos do marido que a testava, passando o nariz de leve em seu pescoço e por trás da orelha.
Cory: Que bom, então quer dizer que descansou para o dia de hoje- ele falava com uma voz sedutora no ouvido da moça, coisa que faria qualquer dama derreter. Lea já fechava até os olhos.
Lea: Me larga Cory- disse rígida, puxando os braços. O rapaz olhou bem para ela, vendo o pavor nos olhos da esposa, e aquilo o fazia sorrir.
Cory: Se você não quer Ma Chérie...- largou os pulsos dela se distanciando- Mas não pense que será tão fácil- Lea tentava fugir mas ele a impedia- Quero te falar umas coisas. Primeiro, me deve obediência, ou seja, respeitará todas as minhas regras. Segundo, não se faça de curiosa e entre no meu escritório ou mexa nas minhas coisas sem pedir. Terceiro, nunca se oponha a mim, concorde com tudo o que eu digo. E quarto, não faça essa cara de assustada, eu não resisto.
Cory picou maliciosamente. Ela entendera, nada de ser curiosa nem teimosa, talvez se cooperasse, ele iria respeitá-la em troca. Não sabia nem onde era aquele tal de escritório, o que faria lá? Lea viu o marido se distanciar, andando pelo corredor, e se acalmou.
Cory: Mas uma coisa Chérie- parou no meio do corredor levantando o dedo indicador- Tem vestidos no seu guarda roupa. Escolha um de seu grado e vista. Vamos dar uma volta daqui a alguns minutos.
Lea: Só isso?- o garoto sorriu continuando seu caminho enquanto a esposa revirava os olhos em resposta.
XXXX: Uma rosa pelos seus pensamentos?- o rapaz tinha uma rosa na mão, oferecendo a moça distraída.
Naya inventara de andar pelo centro da cidade. Era viciada em compras, tinha vestidos, joias de todos os tipos. Ela chamava a atenção, mas não se importava, já era bem acostumada. Ela já fora até prometida a casamento, seu noivo seria um Príncipe Espanhol, mas ele se suicidara com veneno. Não queria se casar com uma inglesa, só que alguns rumores diziam que ele tinha uma certa paixão de infância, e não suportando a dor, se matou para não se casar. Naya julgava aquilo como covardia e desonra.
O rei da Espanha oferecera outros pretendentes na época, talvez para abafar o caso, mas Alfredo recusou, cortando totalmente as alianças entre os dois países. E desde então, ela continuou sozinha. Olhava para uma vitrine de uma joalheria, e só uma peça a chamava a atenção. Um colar com um pingente de coração, a pedra era um rubi. Um rapaz, nada tímido, se aproximou oferecendo-lhe uma rosa.
Naya: Não estou pensando em nada de especial- falou recusando a flor. Ela não era uma mulher fácil.
Chord: Sabe...Eu vi essa rosa, percebi o quanto ela é delicada como você. Merece uma dona- ele ofereceu novamente. A moça, tentando não arranjar confusões, aceitou.
Naya: Obrigada então- ela voltou a olhar o colar, mas o rapaz ainda a encarava. Incomodada com isso, percebeu que conhecia aquele rosto- Eu te...
Chord:Chord Overstreet Sarfati, prazer- se apresentou imediatamente. Naya o conhecia, era irmão da nova noiva de Cory. O observou enquanto Chord beijava lentamente a sua mão- Você deve me conhecer, de casamento de Lea com seu irmão. Sou o famoso Mr. Oversteet.
Naya: Mr. Overstreet? Você nem é casado
Chord: Gosto que me chamem assim, ou de Chord mesmo, agora com mais intimidade...Pode me chamar do que quiser- ele sorriu maliciosamente e ela, acabou ficando sem graça com aquelas palavras- Hum..Quer dizer...Somos praticamente da mesma família agora não é? Teremos certa intimidade
Naya: Claro, claro- ela revirou os olhos, aquele homem queria o que realmente?
Chord: Você não se apresentou
Naya: Sou Lady Monteith. As vezes uso Rivera mas prefiro o sobrenome do meu pai. Só meus parentes me chamam de Naya
Chord: Naya...Nome diferente, mas belo. Vi a senhorita sozinha e segurei a vontade de acompanhá-la. O que faz?
Naya: Estava vendo as joias- Chord percebera que a moça olhava para o colar com rubi, sorriu com isso
Chord: Está ficando tarde Lady, não acha melhor voltar?
Naya: Tem razão, estou cansada de compras- ela puxou o vestido para voltar a andar mas Chord a acompanhava
Chord: Foi um prazer conhecê-la Lady Monteith- disse beijando a mão da garota
Naya: Digo o mesmo Mr. Overstreet
Ela sorriu misteriosamente antes de seguir o seu caminho. Gostou do rapaz, ele tinha o seu próprio charme, mas Naya não era fácil. Já Chord, se encantou com aquela mulher, precisava dela. Não se apaixonou, Mr. Overstreet não era disso, apenas sentiu uma atração sobre ela, principalmente pelo corpo daquela morena.
Lea encantou- se com os vestidos que ganhara, eram lindos. Cory a levaria para um evento, um almoço que reuniria pessoas importantes do governo de Londres. Seria no Palácio de Buckingham. Ela não falara com o marido durante o caminho, e ele também não soltara nenhuma palavra sequer.
Cory: Hora de conhecer a família Ma Chérie- disse em seu ouvido enquanto entravam na mansão
Lea: Não vai dizer o que isso significa?- o marido riu pegando delicadamente em seu braço
Lea bufou, não custava falar? Como ela poderia ter se casado com alguém como ele? Cory era frio, ironizava tudo o que a esposa falava, e ao menos nunca disse que a amava. Ela também não o amava, era incapaz de fazer isso. Voltando ao palácio, bom, toda a família do rapaz estava lá, e eles eram bem simpáticos por sinal.
Naya: Então você é a minha nova irmã!- a garota deu dois beijos no rosto de Lea, como qualquer dama faria- É um prazer tê-la aqui!
Lea: Pode me chamar de Lea, eu prefiro assim- a moça assentiu. Lea nunca gostou de formalidades, assim como Naya
Mark: Acho que você já me conhece- a garota ouviu uma voz atrás de si. Ela conhecia aquele rosto, havia dançado com ele em seu aniversário- Prazer em conhecê-la Lady Sarfati, sou Mark, não me chame pelo sobrenome por favor
Lea: Também não precisa me chamar assim, só de Lea- o rapaz a olhava com um brilho nos olhos, Lea gostara dele.
Cory: Vejo que já conheceu meus irmãos Ma Chérie- ele a puxou pela cintura, sabia como assustar alguém- Quer comer algo?
Lea: Estou com um pouco de fome sim- falou se livrando das mãos dele discretamente. Em resposta, Cory a apertou ainda mais
Mark: Gosta de vinho Lady Sarfati? Temos os das melhores marcas- ofereceu educadamente
Cory: A chame de Mrs. Monteith, ela é da família agora, não é chérie?- Lea sorriu timidamente ao marido
Todos almoçaram juntos, a rainha elogiava o belo vestido de Lea, que fora um presente de Cory. A garota ficava espantada com essa reviravolta na vida, mas era bom esse momento, todos ali foram simpáticos e a recebia de bom grado. O marido e o irmão foram para dentro da mansão, eles pareciam ser bem próximos, e Lea, ficou finalmente sozinha, se sentindo uma perdida ali já que não conhecia nada daquele lugar.
Naya: Essa é a Isabel I, mais conhecida com a Rainha Virgem- ouviu a voz de Naya atrás de si. Lea olhava um retrato na parede, uma mulher séria com o rosto estampado no quadro a encarava- Para mim, ela é a maior monarca britânica de todos os tempos.
Lea: Já ouvi falar dela- Isabel tinha os olhos de vidro, como Cory. Para a moça, aquilo era aterrorizante- Algum parentesco entre vocês?
Naya: Gosto de falar que ela é a minha bisavó...Sinto orgulho disso- Lea observava a morena. Naya era totalmente diferente de todos daquela família, se a vissem, não acreditariam que ela era de sangue azul- Mas e você? Conte-me um pouco sobre a sua história.
Lea: Bom...sou filha do maior produtor de café da cidade, tenho dois irmãos, minha mãe morreu quando eu tinha nove anos...- a moça parou de falar. Se lembrar da mãe era difícil. Mrs. Sarfati era a melhor amiga de Lea, mas a filha infelizmente conhecera muito pouco dela.
Naya: Sinto muito Lea- a morena falou de um modo reconfortante- Tem algum talento:? Cantar, tocar algum instrumento, ou até mesmo costurar?
Lea: Não sei se tenho algum- falou rindo. Costurar não era bem um talento, a maioria das damas sabiam fazer isso- Minha mãe me ensinara a tocar piano e pintar...Mas eu não pratico há muito tempo, na verdade desde que ela morreu
Naya: Também sei tocar piano! Posso te ensinar a qualquer hora dessas- as duas já criavam certa intimidade. Lea ficara impressionada com o fato de uma moça como aquela, ainda não ter se casado
Naya contou sobre a história com o Príncipe da Espanha, arrancando belas gargalhadas da nova amiga. Também contara sobre Chord, mas não mostrou nenhum interesse sobre o garoto, já que, ainda estava a espera de um amor verdadeiro. Conversaram tanto, que já tomavam chá na sala da mansão. A lareira quente aquecia o lugar, e as duas pareciam velhas amigas que fofocavam sobre tudo a sua volta.
Naya: Então Lea...- ela deu um golo em seu chá, depois o colocou no colo- Acha que encontrou o amor verdadeiro?
Essa era uma boa pergunta. Lea não sabia o que era amor, não sabia o que ele poderia ser capaz de fazer a uma pessoa. A garota só sabia de uma coisa, nunca poderia senti-lo. Seu coração parecia estar lacrado, como se só batesse para sobreviver, igual a uma máquina. Ela não sentia prazer ao estar com algum rapaz, ao sentir algum toque ou até algum beijo.
Lea: Definitivamente não- Naya se assustou com a declaração- Cory não está nos padrões para amor verdadeiro
Naya: Essa é a primeira impressão, ele é uma pessoa adorável quando se conhece melhor- Lea estreitou os olhos. Conhecia Cory a um mês, e desde então ele não apresentou mudanças- Se bem que...Meu irmão mudou muito durante a viajem a Paris.
Lea: O que ele foi fazer em Paris?- perguntou bebendo o chá e enquanto isso, a morena ao seu lado continuava a história.
As duas moças conversavam tranquilamente na sala, mal elas sabiam que alguém as observava. Esse alguém ainda não esquecera a sua amada, ele era insistente quando queria mas o pai sempre o interrompia. Ele pensava na dama todas as noites, só que sabia que nunca poderia tê-la, ela era do irmão definitivamente. Mas o pior disso tudo, é que Cory não parecia se importar, como se aquela moça fosse só um objeto que ele teria de carregar pelo resto da vida.
Cory: Mark!- aquela voz o assustou. Era um sussurro mas mesmo assim ele pulou- O que faz aqui?
Mark: Eu que pergunto Doutor!- eles cochichavam para as moças na sala não ouvirem- É muito feio dar sustos nos outros
Cory: E é pior espionar damas conversando...Ainda mais quando uma delas é a minha esposa!
Mark sempre amara Lea. Sempre amaria. Mas aquelas palavras do irmão eram um insulto a ele, quando Cory quis se casar? E ainda mais com aquela garota? Era como provocação, o irmão sabia que Mark ainda era apaixonado por Lea, por isso fazia aquilo. Mas ele não se rebaixaria assim, era forte, não iria brigar.
Mark: Cory...Queria saber se ainda cumpre a minha promessa?- Agora eles andavam pelos corredores, cada um em seu canto- Sabe que quero ver Lea feliz
Cory: Ela está muito feliz, NÓS estamos felizes- ele dizia sem emoção alguma, nem fazia questão de falar com o irmão- Não sei porque pergunta
Mark: Eu ainda não vi vocês sorrindo um para o outro...
Cory: Sabe que eu não sou assim. Odeio romantismo- o rapaz parou de repente nervoso. Esse sempre foi um problema de Cory, se irritar facilmente- Sou realista, não gosto de iludir as pessoas com coisas que não existem
Mark: O que quer dizer com isso?- ele também se irritou- Não desconte esse seu nervosismo em Lea!
Cory: O que eu faço ou deixo de fazer é problema meu Mark! Saiba que Lea está muito bem e em breve espero ter um herdeiro e assim a família estará completa
A próxima visão foi de uma Mark paralisado. Filhos? Eles queriam ter filhos? Então isso quer dizer que as coisas estavam indo muito bem. Um alívio para ele que queria ver a sua amada ter um futuro próspero ao lado do marido. Já Cory, não era a mesma coisa desde a viajem, havia algo errado.
Mark: O que aconteceu para estar assim Cory?- perguntou- Veio diferente da França
Cory revirou os olhos. Odiava essas conversas, nunca chegavam a lugar nenhum. Fora que não queria tocar em Desirrè, ela havia terminado com ele e as coisas não estavam nada boas. Lembrou-se que já estava tarde, queria voltar para casa e talvez se divertir um pouco com a esposa. Cory saiu apressadamente do corredor, saindo para procurar por Lea.
