Como prometido...
Passaram-se uma semana. A família real voltou ao palácio de Kensigton mas pouca coisa mudara. Naya e Lea viraram amigas e Mark se destacava por sua simpatia. Cory era o mesmo, não recebera mais cartas, levava a esposa em alguns eventos e não dormia mais com ela. Eles ainda dividiam a mesma cama, mas cada um em seu canto.
Lea fingia dormir mais cedo e durante o dia, caminhava no Kesington Garden que fica no Royal Bourugh, onde ela morava. Ou seja, os dois não se tocavam, não se falavam e faziam da vida um do outro, resumindo, um inferno. As vezes, Lea se lembrava de Chord e suas chatices, mas sentia falta mesmo era de Dianna.
Lea: AI!- a garota reclamou de dor. Ela tomava banho, se enrolara na toalha e assim saiu.
Ainda era de manhã, o rei e a rainha nunca paravam em casa, Naya saíra e chamara a amiga que recusou, Mark cuidava dos negócios com o pai assim como Cory. Assim, ela estava definitivamente sozinha naquele lugar. Resolvera tomar um banho para lavar os cabelos, a banheira era espaçosa e ela tinha vontade de ficar lá por horas. Lea passou o seu perfume, penteou os cabelos mas ao abrir a caixinha de joias, uma lasquinha de vidro passou por seu dedo, machucando-a.
Lea: Demônios! Nunca olha o que faz né Lea?- a moça olhava o machucado. O que parecia simples, saía muito sangue, fora perfurado e precisava de um curativo urgentemente.
Ela parou para pensar. A única caixa de primeiros socorros ficava no escritório. No escritório de Cory. Lea não sabia por que, mas ficava lá. Talvez pelo fato dele sempre atrair acidentes. Soube que o marido já quebrara várias vezes o osso do braço ao tentar montar no cavalo. A moça era proibida de ir até lá, muito menos assim, só de toalha. Ela pensou, estava sozinha então, se fosse no escritório bem rapidinho, ninguém iria saber e o dedo pararia de arder. Ótimo, ideia perfeita.
E foi o que Lea fez, andou até lá, ainda sem se vestir devidamente só com as pontas dos pés. O escritório era diferente do que ela pensava, era imenso e tinha fotos de Cory com todas as idades possíveis, estavam todas estampadas na parede. Tinha uma ainda bebê, a garota ficou impressionada, ele era muito fofo no colo da mãe. Pegou a caixa , fez o curativo rapidamente e trancou o cômodo, voltando ao quarto.
Lea: AI!- ela gritou novamente, mas não foi de dor e sim, de susto. Lea trancou a porta de seu quarto só que ao se virar, uma figura alta estava ao lado da penteadeira olhando o estrago que ela fizera minutos atrás- C...Cory? O que faz aqui?
Cory: Eu tenho uma pergunta melhor a fazer...O que você fazia fora daqui? E ainda vestida desse jeito?- o rapaz cruzou os braços, aviso de que uma bela bronca viria
Lea: Perguntei primeiro- a moça falou rapidamente sem jeito, em resposta, Cory levantou a sobrancelha
Cory: Lea...Eu te dei ordens simples- ele se aproximou aos poucos- Por que insiste em me irritar?
Lea: Eu só fui cuidar do meu dedo, machuquei com o vidro e fui fazer o curativo, só isso- a expressão do rapaz melhorou, mas continuava sério- Achei que não iria se importar.
Cory: Só o dedo?- a moça assentiu. Sorte que não havia abrido as gavetas, se caso descobrisse sobre Desirrè, Cory viraria um bicho. E era melhor nem experimentar, ele não sabia controlar a ira- Deixe-me ver Chérie
A moça estendeu a mão e o marido a pegou delicadamente. Ele não segurou o riso, devido a pressa, Lea mal tinha feito direito. O gaze que cobria estava mal enrolado junto com o esparadrapo e dava para sentir só o cheiro de álcool. Cory conseguiu arrumá-lo, deixando a aparência bem melhor. Ele fazia com vontade, negando com a cabeça de vez em quando e rindo enquanto a esposa o observava com atenção. Ela o acompanhou, nunca percebeu que por trás daquela frieza, havia aquele rosto tão...Lindo. Cory estava sendo amoroso, como um verdadeiro marido.
Lea: Obrigada- disse por fim. Os dois, sentados na beira da cama, não conversavam. Lea, ainda de toalha e Cory, que estava somente com o colete e a camisa, agora arrumava as mangas da mesma- Estava horrível.
Cory: Sei que fez isso por causa do dedo mas não volte lá novamente- disse, com a voz baixa e sem grosseria. A moça assentiu, concordando sem problemas- Agora vá se trocar, sorte sua que ninguém a viu.
Lea: Sei ser discreta quando quero- ela se levantou da cama, só não percebeu os olhares do marido sobre seu corpo. Ele ficava fascinado, aquela mulher levaria qualquer um a loucura.
Lea abriu seu armário, deixou as joias de lado com medo de se machucar novamente. Pegou o vestido, as roupas de baixo juntamente com o espartilho e depois parou. O marido continuava lá, sem se mover. Como ela iria se trocar? Não dava para vestir um espartilho dentro de um banheiro.
Lea: Hum...Vai ficar aí?- perguntou sem jeito. Cory ergueu os ombros, continuando no mesmo lugar- Eu vou me trocar
Cory: E eu não sou o problema aqui, não me olhe como se fosse um- o marido insistiu fazendo a garota bufar de raiva.
Então seria assim, esses joguinhos idiotas. Sentia falta do cavalheiro de minutos atrás. Lea se virou derrotada e Cory sorriu malicioso atrás dela, estava na hora. Ele se levantou disfarçadamente, indo até a penteadeira e fingindo estar arrumando as joias por ali, mas pelo conto do olho, sem a garota ver, a espionava. Ela pegou uma espécie de calcinha e vestiu por baixo da toalha mesmo. Só que chegara a vez do espartilho, e não era tarefa fácil. Lea tirou o pano branco de si, empurrando o cabelo para o lado.
Cory, sem querer arregalou os olhos. Era perfeição demais para alguém só. Tudo bem, ela estava de costas, mas era de se admirar. E aquele pescoço a mostra? Merecia uma bela marca dele. A garota pegou o espartilho e começou a amarrar, só que uma pessoa só não era o suficiente. E ninguém melhor do que o marido para ajudar nessas horas, certo?
Cory: Precisa de ajuda Ma Chérie?- o rapaz a agarrou por trás, falando em seu ouvido. Lea nem percebera, assustando-se com isso e acabou arrepiando com a mão direita dele tocando parte da sua pele exposta.
Lea: Por que não?- respondeu. Ela se apoiou na penteadeira, deixando ele fazer o resto
Cory, se posicionou atrás, agarrando as cordas do espartilho. Ele sabia como amarrar, mas era melhor com arrancar. Suas mãos ágeis foram bem rápidas, só que seu corpo as vezes se aproximava do dela, em cada puxava que dava. Por causa da falta de ar, Lea dava uma pequena, bem minúscula, rebolada no momento do puxão e o marido já não aguentava mais. Aquela mulher o deixava louco, aquele pescoço exposto, ele sentido aquele perfume, o rebolado...Ele precisava dela agora.
Terminou de amarrar até a metade, observando a pele das costas dela. Podia desamarrar, mas seria melhor dar outro puxão, um bem forte, fazendo-a rebolar com vontade novamente. E foi assim que fez, puxou. E quando a pele dos dois estavam bem próximas, Cory beijou seu pescoço bem de leve, passando as mãos que tinham nas costas da esposa, para o redor da cintura.
Lea: Cory...-ela fechou os olhos- O que está fazendo?
Cory: Acha que é fácil para mim ver você assim? Queria fazer isso desde que te vi entrar naquela porta Chérie- pela primeira vez aquele apelido a fez arrepiar
Lea, se sentindo uma derrotada, não impediu. A respiração dele em seu pescoço, as mãos passeando por sua cintura e parte das coxas. Um leve aperto ali, e isso era o suficiente para fazer a garota rebolar. Aquilo colocava qualquer um louco, a pele dela era macia e quente, sem falar naquele perfume. Ela sentiu parte de seu espartilho afrouxar. As mãos do marido agora entravam por suas costas, tentando se livrar das últimas peças de roupa.
Lea: Cory...- ela falou como um sussurro ainda de olhos fechados.
Cory: Esqueci da quinta regra Chérie- a voz dele era sedutora do ouvido da garota- Sendo minha esposa, eu posso te ter a hora que quiser e no lugar que quiser, você me deve obediência lembra?
Lea mal prestara a atenção, ouvir a voz dele era muito bom. E aquele apelido? Não interessa do que significava, aquilo causava arrepios. Foi só perceber isso, que o marido a virou, tomando a boca dela com vontade. As mãos da garota agarravam os cabelos dele esquecendo do curativo que tinha ali e nisso, Cory a empurrou um pouquinho para se livrar do colete e da camisa.
Cory: E eu digo que quero você aqui e agora- avisou a beijando novamente.
Lea se inclinou para trás, tirando o espartilho com o rapaz a admirando, aquele corpo era esculpido por demônios. O que o rosto tinha de doce, angelical e inocente, o corpo não tinha. Isso fez com que ele a sentasse em seu colo, enquanto tomava o pescoço e os seios com urgência. A garota não deixou de gemer, aquela sensação era diferente.
Cory: Gosta disso Chérie?- disse atiçando ainda mais- Peça para que eu continue
Isso já era humilhação. Ela nunca pediria, seria como uma vitória ao marido, como se ela já tivesse se entregado. E ela não era assim, não se entregava fácil, aquilo era só prazer físico. Mas o que as palavras não mostravam, os gemidos traíam, e muito. Eles saíam com frequência a cada vez que o marido a tocava de algum modo.
Cory: Você é tão...Tão quente Chérie- ele a sentou na prateleira. Naquele momento, Lea já estava totalmente preparada para ele.
Ela passou a mão inocentemente pelo abdômen dele, como uma criança tentando descobrir algo. A garota descia até chegar nas calças, abrindo-a e deixando que ela tomasse o seu rumo até o chão. Lea estava quente, estava fervendo. Pela primeira vez queria aquilo e suas ações mostravam claramente isso, deixando o marido louco. Como uma pessoa tão pequena poderia fazer aquilo com ele?
Cory a levou em seu colo novamente, agora a empurrando contra a parede, deixando seus corpos ficarem bem próximos novamente. As últimas peças de roupas foram jogadas ao chão e agora só haviam os dois. Para o marido, Lea ainda era bem apertada e para isso, começou a brincar com a intimidade da garota. Com um dedo, ela gemeu baixo mas com dois, foi o suficiente para ele continuar fazendo a esposa bagunçar os seus cabelos.
Cory: Quem mandou ser tão apertada Chérie?
Lea: Eu...Preciso que...- ela nem precisou pedir, Cory já sabia o que era.
Foi de uma vez só, Lea soltou um grito baixo e uma sequência de gemidos. Os movimentos continuavam e os gemidos dos dois eram evidentes, um misturando com o outro. A garota era tão empressada na parede, que parecia que eles iriam parar do outro lado. Exaustos, agora eles tinham a respiração alta e Cory levou a esposa para a cama, deitando as seu lado. Em silêncio, os dois continuavam lá, abraçados e de olhos fechados.
XXXX: Me desculpe!- o rapaz disse imediatamente a moça morena
Chord andava tranquilamente pelas ruas do centro da cidade. Seu escritório era ali e ele resolvia algumas coisas para o pai, como, registrar o que entrava e saía e, controlava o número de trabalhadores na empresa. Afinal, um dia ele vai ser o herdeiro de tudo, precisava praticar. O rapaz, ao contrário do pai, era temido por todos. Chord dava punições severa aos que não cumpriam as regras ou tinham corpo mole no trabalho. Ele não admitia improdutividade. Mas pelo menos alguma coisa o salvava, a sua beleza.
Mr. Ovestreet era competido, não andava na rua despercebido. Damas e mais damas já mandaram cartas apaixonadas ao rapaz, só que ele as ignorava, jogava fora ou até queimava. Ele aproveitava no começo, iludira várias moças, as levava para a cama, tirando a virgindade de muitas, e no final, fugia antes que o pai da sua amante o pegasse. Algumas ficavam grávidas, só que Chord sempre recusava ser o pai. Ele cortou muito corações, mas ainda sim era um galã.
A sua maior amante foi Claire. Lady Campbell. Foi a que durou mais, um ano. Ela era perfeita, os cabelos negros e longos com leves cachos nas pontas. O vestido decotado marcando os seios fartos. O rosto branco, olhos castanhos sedutores e a boca numa linha reta. Chord cortejou a garota desde a primeira vez que a viu, mas ela era difícil, gostava de joguinhos. E isso o deixava louco. Ele tinha 18 anos e Claire, 25. Eles tinham uma ligação muito forte, só que Mr. Sarfati nunca aceitaria o casamento, a moça era bem mais velha. O casal resolveu fugir, a garota enfeitiçava Chord, ela o induziu. Claire fingia até estar grávida, ela faria qualquer coisa para ficar co o rapaz. Um dia antes da viajem, a envenenaram. Não se sabe como, mas ela morreu com veneno para rato.
Chord não aceitara que aquilo fosse um suicídio, ela nunca faria isso. Claire perdera os pais ainda bebê e fora maltratada durante a infância. Fugiu da casa dos pais adotivos e foi parar num bordel. Foi a única maneira de ganhar dinheiro e sobreviver. Lá, Claire foi conhecida como Lady Campbell e conheceu Chord em uma noite, ele era seu cliente. Mas para o rapaz, Claire era a melhor dali, a enchia de caprichos. Depois de sua morte, ele nunca mais foi o mesmo.
Naya: O que faz aqui Mr. Overstreet?- perguntou arrumando a saia do vestido.
Chord: Estava voltando para casa só que parece que o destino nos fez nos encontrarmos novamente- ele fez um dos seus melhores sorrisos, aquele que fazia qualquer uma arrepiar.
Naya: Foi só coincidência- ela riu debochando e voltou a andar
Na verdade, eles não esbarraram acidentalmente. Chord ficou encantado com Naya desde que a viu, ela lembrava muito a antiga Claire. A mesma voz, o mesmo andado e até os mesmos gotos. Claire adora vermelho. O rapaz queria aquela morena mais do que tudo. Naya era como um ímã, ele precisava dela. Então, ao vê-la ali passeando, resolvera "esbarrar" para poder puxar assunto.
Chord:Coincidência? Essa série de encontros são meio estranhos não acha?
Naya: Na verdade não- a morena parou na frente da joalheria. A que tinha o colar de rubi, mas ele não estava lá.
Chord: Procurando por isso?- ele estendeu uma caixa azul macia. A abriu revelando uma corrente com um coração fazendo os olhos da garota vidrarem no objeto- Percebi que se apaixonou por eles, não contive a vontade
Naya: Mas...Mas...- ela ficou paralisada, ele havia comprado um colar sem ao menos conhecê-la
Chord: Sem mas. Esse é um presente seu- ela tocou o colar e Chord logo o colocou em seu pescoço
Naya: Mas como poderei recompensar? Isso é muito!
Chord: Fico grato só em saber que te agradei, não será necessário fazer nada- Naya falou um "obrigada" fazendo o rapaz beijar-lhe a mão e logo depois voltar a andar mas parou voltando a atenção a moça- Você disse e queria retribuir...Se realmente quer, me dê o prazer de sua companhia em um jantar num belo restaurante inglês, o que a senhorita quiser. Só diga sim Lady Monteith e eu ficarei grato.
Chord a deixou lá estática. Ele havia a chamado para sair? E ela, deveria aceitar? Naya não tinha nem como falar, aquilo era impressionante. Era bom mas ao mesmo tempo assustador. Seria ali o amor? Ou talvez só atração? Ela deveria se entregar ou começar a fazer joguinhos?
